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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

PRESUNÇÃO E ÁGUA BENTA...

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Como já dizia a minha avozinha que Deus tem, "presunção e água benta cada um toma a que quer"...

(O meu amigo padre Manuel Fernando pároco de Alfena e no que toca à água benta, alterou o ditado à sua maneira e estabeleceu que "... cada um toma a que eu quero" ).

 

Vem isto a propósito da moção de censura ao executivo da Câmara que eu apresentei na última sessão da Assembleia Municipal descentralizada que se realizou em Ermesinde e que não foi aprovada apenas por 1 voto de diferença.

Decisiva neste resultado foi a posição da CDU (3 deputados) que se absteve porque pretendia mais esclarecimentos sobre o assunto - a falta de um Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) devidamente actualizado, posição que eu compreendi perfeitamente e até me dispus a retirar a moção de votação com a condição do executivo se comprometer a apresentar até à Assembleia Municipal de Setembro um projecto de revisão consistente do mesmo.

 

O executivo - José Manuel Ribeiro - optou por uma tentativa patética de desvalorização do assunto e por atacar a minha boa-fé no que toca às críticas feitas ao trabalho - ou total falta dele - até aqui feito. Daí que não tenha abdicado da votação já referida.

 

Na discussão da moção a CDU anunciou qual seria a sua posição de voto e informou ainda que iria apresentar um Requerimento exigindo toda a informação sobre o assunto convidando-me mesmo a apresentar novamente a moção em Setembro caso o executivo não apresentasse até lá um projecto de revisão do PMDFCI - ver recorte a seguir:

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A resposta da Câmara foi a que se segue, isto é,  a ausência de uma explicação plausível para o mau trabalho de prevenção que tem vindo a ser feito e para a inexistência de um Plano devidamente actualizado de defesa da floresta contra incêndios - quaisquer que sejam as desculpas que se invoquem para o 'justificar' e uma quantidade de presunção que ronda o ridículo se não fosse triste - ver recorte abaixo: 

 

(...)

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Basta ver como estão as faixas laterais das estradas municipais do Concelho - e eu dou sempre à cabeça exemplos de Alfena que conheço melhor, mas dizem-me os amigos do resto do Concelho que nas outras freguesias a situação é idêntica -  e dar uma volta pela Rua da Ferraria, lugar do Barreiro, Serra Amarela, imediações do Hospital Privado de Alfena, Lombelho, Quinta da Lousa, M 606 (Alfena-Sobrado)... etc., etc.

 

publicado às 13:19

DA DIREITA OU DA ESQUERDA, A HIPOCRISIA É (SEMPRE) UM DEFEITO!

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Num comentário a uma publicação do meu amigo Carlos Reis no Facebook publiquei ontem na minha página o comentário que se segue:

Concordo em absoluto com o Carlos Reis, porque tal como ele, felizmente posso dar-me ao 'luxo' de não precisar de ser politicamente correcto...
Como o Carlos, também não sou xenófobo, racista ou homofóbico.
Tampouco enveredo, como fez o candidato à Câmara de Loures, André Ventura, por uma 'alocação' confinada a um grupo (no caso em apreço os ciganos) - aliás, mesmo ao nível desse próprio grupo, a simples generalização já é errada.
Mas também não posso fazer de conta que André Ventura não tem razão em muitas das críticas.
No Estado de Direito que todos teimamos em afirmar que somos, devemos preservar as liberdades individuais - religião, usos e costumes, etc. - desde que não colidam com os direitos intrínsecos de todos aqueles que nasceram portugueses ou por opção ou necessidade escolheram Portugal para viver.
- Nenhuma etnia, raça ou grupo tem o direito de impor excepções no acesso dos seus membros ou descendentes à saúde, à educação, à cultura, à autodeterminação sexual;
- Nenhuma etnia raça ou grupo pode arrogar-se o direito de estabelecer direitos diferentes entre géneros - ainda que os mesmos possam resultar de usos e costumes ancestrais;
- Nenhuma etnia, raça ou grupo pode arrogar-se o direito de excluir as suas crianças relativamente àquilo que a nossa Lei, a Declaração Universal dos Direitos da Criança e outros instrumentos adequados determinam, nomeadamente no que toca à idade estabelecida para a sua autodeterminação sexual, bem como o seu direito à livre decisão no que toca à forma e ao momento de decidirem relativamente às suas relações amorosas;
- Nenhuma etnia, raça ou grupo tem qualquer especial direito - ainda que o mesmo possa resultar de usos e costumes ancestrais - relativamente à detenção, porte ou usos de armas;
- A nenhuma etnia, raça ou grupo deve ser imposto qualquer tipo de 'guetização';
- Mas de igual modo, nenhuma etnia, raça ou grupo pode impor a outros cidadãos, sobretudo de forma ostensiva e violenta, os seus usos e costumes. ainda que resultantes de séculos e séculos de história alternativa;
Se era sobre isto que o André Ventura falava nas declarações que tanta polémica geraram e que ditaram o divórcio entre o CSD e o PSD em Loures, então ele apenas se limitou a dizer o óbvio de forma errada!
Não devia ter estigmatizado os ciganos, porque nem todos se comportam como 'corpos estranhos' no tal Estado de Direito, nem todos vivem à sombra do RSI e nem sequer a maioria deles comemora a passagem de ano aos tiros para o ar no meio do bairro.
E sobretudo, porque no rol que referiu tinha muitos outros exemplos para dar e que não se aplicam aos ciganos: recusa de vacinas para as suas crianças, recusa de transfusões sanguíneas, uso do véu islâmico, mutilação genital feminina, etc., etc., etc.

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Completando o meu pensamento sobre o assunto achei que valia a pena fazer uma breve referência à lamentável hipocrisia da maioria dos políticos que cavalgando a onda da indignação (?) suscitada pelas declarações do candidato PSD/CDS à Câmara de Loures André Ventura na sua entrevista ao Jornal I

 

'Bardamerda' para a secretária-geral adjunta do PS Ana Catarina Mendes!

O PS "exortou" esta segunda-feira "formalmente" o líder do PSD a retirar a confiança política e a demarcar-se das declarações "xenófobas" e "racistas" proferidas contra a comunidade cigana pelo candidato social-democrata à presidência da Câmara de Loures, André Ventura.

Esta posição foi transmitida pela secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, em conferência de imprensa, em que esteve acompanhada pela candidata socialista à Câmara de Loures, Sónia Paixão.

 

Declarações do presidente socialista da Câmara de Loures ao Jornal Público em 19-07-2008:

(...)

Ou [voltam] para aquele bairro ou para nenhum", reiterou-lhes ontem o presidente do município, o socialista Carlos Teixeira. "Ou então têm de escolher outro bairro por conta própria", acentuou, depois de uma reunião com os advogados dos ciganos que não querem voltar para a Quinta da Fonte.
"Não aceito que sejam os munícipes a custear estas situações." Até porque, sustentou Teixeira, "de todos os que estão ali [no jardim da câmara], só três têm as rendas em dia e estamos a falar de 4,26 euros de renda" mensal.

Ou ainda no Blogue Portugal-Coruche em 24-07-2008: 

(...)

O autarca socialista adiantou ainda que a população de Loures não estava a gostar da presença das famílias ciganas no jardim. "Recebemos centenas de e-mails e faxes a apoiar a decisão da câmara municipal" de não ceder às reivindicações das famílias no sentido de as realojar num novo bairro. Segundo Carlos Teixeira, alguns elementos da comunidade vandalizaram o monumento que se encontra no jardim, em memória dos combatentes da I Guerra Mundial.

O autarca socialista adiantou ainda que a população de Loures não estava a gostar da presença das famílias ciganas no jardim. "Recebemos centenas de e-mails e faxes a apoiar a decisão da câmara municipal" de não ceder às reivindicações das famílias no sentido de as realojar num novo bairro. Segundo Carlos Teixeira, alguns elementos da comunidade vandalizaram o monumento que se encontra no jardim, em memória dos combatentes da I Guerra Mundial.

 

E escreve sobre este mesmo autarca o DN em 09-07-2011:

 

Carlos Teixeira, o socialista que já vai no terceiro mandato na Câmara de Loures, empregou a mulher, a filha, dois cunhados e a nora.

A notícia está hoje no semanário "Expresso", que diz que a quinta maior Câmara do país é gerida como uma empresa familiar. Carlos Teixeira fez em Março a quinta contratação de um membro da família: a namorada do filho foi nomeada adjunta do gabinete da presidência. "Admito que possa parecer mal mas não me pesa na consciência, diz o autarca ao jornal.

 

E ainda o Blogue ApodreceTuga em 05-11-212:

 

AUTARCA DE LOURES COLOCA A FAMÍLIA NA CÂMARA"
Os familiares referenciados pelo Jornal, são os seguintes:

- Graça Teixeira(mulher) . . .  Directora Delegada do SMAS;

- Joana Calçada(filha) . . . Adjunta da Vereadora Sónia Paixão;
- Maria Montserrat(namorada do filho)----Adjunta do Presidente da Câmara;
- Constantino Teixeira(irmão) . . . Era assessor de um Vereador, mas saiu para a Valor Sul, empresa participada pela Câmara;
- António Baldo(cunhado) . . . Chefe de gabinete do Presidente;
- Paulo Gualdino(cunhado) . . . Chefe de Gabinete do SMAS;
A última nomeada presidencial é a espanhola Maria Montserrat, namorada do filho de Carlos Teixeira, escolhida em Março deste ano como adjunta do gabinete da presidência.

 

'Bardamerda' # 2 para o PS!

 

Por obséquio, pode a senhora secretária-geral adjunta do PS indicar-me em que data é que o seu Partido retirou a confiança política a este 'dinossauro'?

 

'Bardamerda' # 3 para o PS!

 

Escreve o Jornal Observador em 16-06-2017: 

 

Eurodeputado socialista Manuel dos Santos diz que deputada do PS é "cigana" e não "só pelo aspecto". "Uma vergonha de eurodeputado", diz Galamba. Ao Observador, Luísa Salgueiro opta por não comentar.

 

Idem, pergunta anterior.

 

Como dizia o meu avozinho que deus tem "não cuspas para o ar, que pode cair-te em cima".

publicado às 09:35

VALONGO TEM UM PLANO A 10 ANOS - PARA MUDAR VALONGO?

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José Manuel Ribeiro diz que tem um Plano para Valongo...

 

Já tinha em 2013 um plano ambicioso e que prometia nada mais nada menos que cortar com um passado de corrupção, de promiscuidade, de ajustes directos que inquinavam há duas dezenas de anos o relacionamento da Câmara com a economia local, subvertendo as regras de  uma sã concorrência e em que quem sai sempre mais prejudicado é o erário público. 

 

Inquinavam e continuam a inquinar...

 

Mudar Valongo era portanto um propósito/projecto/plano demasiado ambicioso para se tornar realidade, ou pelo menos, para deixar de ser virtual logo no primeiro mandato.

Como os mais descrentes temiam desde o início, durou apenas o tempo que costumam durar os planos e as promessas dos políticos incluindo os políticos do Poder Local, isto é, entrou 'naquela gaveta que a gente sabe' logo a seguir à tomada de posse.

 

Segundo José Manuel Ribeiro "(...) é natural que haja (ainda) algumas coisas que não tenhamos conseguido fazer..."

 

Pois há! E neste caso, 'algumas' é basicamente... quase todas!

Porém, agora que entramos no 'trimestre-sprint' final e por obra e graça de uma Revisão Orçamental de quase 4 milhões de euros, saldo final e miserável de uma 'lei seca' imposta ao investimento durante três anos e meio, "agora é que vai ser!" - diz José Manuel Ribeiro.

 

Numa estranha associação de ideias, este plano a 10 anos com que José Manuel Ribeiro se propõe 'Mudar Valongo' outra vez - ou pela primeira vez se quisermos ser rigorosos - traz-me à memória a história de 'Pedro e o lobo' - e também o ditado popular "na primeira quem quer cai (...)"

 

 

publicado às 19:57

A CÂMARA DE VALONGO E A PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS - A CENSURA ADIADA...

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Decorreu hoje (ontem) no Fórum de Ermesinde a prevista sessão ordinária da Assembleia Municipal de Valongo.

Nada de especialmente relevante, corrijo, de especialmente 'quente' nos pontos da Ordem de Trabalhos e uma vez mais, foi o ponto 'antes da ordem do dia' aquele que mais discussão suscitou.

Tem sido assim muitas vezes e hoje foi-o mais uma vez, com a especial 'colaboração' do presidente da Câmara que respondeu apenas às perguntas que lhe deram jeito - as outras vai ver, responde por escrito..., enfim, o habitual - que, extrapolou sobre aqueles que são os seus direitos nos termos do Regimento da AMV e que se dirigiu por várias vezes de forma ofensiva a alguns deputados, que fez de conta - até que as inevitáveis interrupções e protestos o forçaram calar-se - que estava no Órgão executivo e e não numa sessão da Assembleia Municipal.

Tem-se mantido genuíno ao longo do mandato e não indicia sequer qualquer intenção de mudar e não tem tido pela frente um presidente da Assembleia capaz de o interromper, de o chamar à atenção, de defender o Regimento e os seus deputados.

 

O assunto que hoje virou 'prato quente' principal e que não constava da 'ementa' foi uma moção de censura ao executivo  - que reproduzo a seguir - sobre a problemática da prevenção de incêndios florestais e sobre o facto de o Município de Valongo não ter um Plano Municipal para a  Defesa da Floresta Contra Incêndios devidamente actualizado, como a Lei determina.

O que existe está publicado no site da Câmara, foi aprovado em  2008 e abrangia o período de 2009/2013 - VER AQUI e AQUI

 

(Como curiosidade, na lista de contactos operacionais da estrutura da protecção civil anexa ao referido Plano - e todos sabemos como em situações de emergência os contactos são importantes e os devemos ter sempre à mão - constam por exemplo:  Dr. Carlos Teixeira (!) presidente da comissão de defesa da floresta contra incêndios (CMDFCI), José Carvalho (!), presidente da Junta de Freguesia de Campo, Artur Pais (!), presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, etc., etc.).

 

Depois de muita discussão sobre se o PMDFCI existia ou não existia - existe mas profundamente desactualizado - se tem sido ou não feito "um importante trabalho de prevenção de incêndios" como tentou fazer crer o presidente da Câmara - e é evidente que não tem sido feito nada de relevante coisa nenhuma! - e sobre a acusação, essa sim grave e lamentável do presidente ao deputado que apresentou esta moção - eu próprio - de que a mesma demonstrava total desconhecimento da situação, desrespeito pelo trabalho dos Bombeiros (!) e oportunismo político, foi-me proposto pelos deputados do PSDD/PPM que reformulasse o texto retirando a alínea referente à responsabilidade do Presidente da Assembleia pelo incumprimento da Lei.

Aceitei evidentemente - a responsabilidade que interessa destacar é a do presidente da Câmara - mas mesmo assim, submetida à votação foi chumbada à tangente: 13 votos contra (PS), 12 votos a favor PSD/PPM e eu próprio e 5 abstenções (CDU e BE).

 

Na declaração de voto da CDU - que apresentou também um requerimento pedindo o efectivo ponto de situação relativamente ao PMDFCI e ao trabalho da CMDFCI até à próxima Assembleia Municipal, declarando desde já que se esse Requerimento não for devidamente respondido esta mesma moção deverá ser apresentada uma nova moção de rejeição ou esta mesma se eu concordar para ser aprovada.

Veremos se a Câmara faz o trabalho de casa que não foi capaz de fazer até agora, porque se aquilo que antecipo acontecer, a moção fará o caminho de novo até à aprovação final.

 

Move-me apenas o interesse público e não me demove nenhuma atitude arrogante e insultuosa do presidente da Câmara!

_____________________________

 

A Moção:

 

MOÇÃO DE CENSURA

 

(Nos termos e para os efeitos previstos no art.º 6.º - 3 h) do Regimento da Assembleia Municipal)

 

  1. Dando cumprimento às disposições constantes do DL 124/2006 de 28 de Junho e seguindo as orientações do Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PNDFCI) publicado em DR em 26 de Maio de 2006, documentos que aqui se dão por inteiramente reproduzidos, a Câmara Municipal de Valongo aprovou em 11 de Agosto de 2008 o seu Plano Municipal para a Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) para o período de 2009 a 2013;
  2. Conforme pode ser constatado através do site da Câmara, este plano dividido em dois cadernos, tem-se mantido inalterado desde então, não se conhecendo – porque não existem – quaisquer relatórios de acompanhamento, acções de sensibilização, actualização de parâmetros ou avaliações de execução, conforme a Lei determina;
  3. O Concelho de Valongo tem uma vasta área de floresta - aliás a maior dos concelhos que actualmente integram as designadas e muito publicitadas ‘Serras do Porto’ - e daí decorrem ou deveriam decorrer, responsabilidades acrescidas no âmbito da prevenção de incêndios e defesa da floresta que temos o privilégio de ter à nossa guarda;
  4. Temos por outro lado e como é sabido, um razoável historial de incêndios que não tendo tido felizmente consequências mais graves ao nível de danos em aglomerados populacionais nem por isso deixaram de originar algumas situações de pânico. Lembro por exemplo a situação ocorrida há uns anos atrás e que levou à necessidade de evacuação dos utentes do Lar de idosos do Polo II do Centro Social e Paroquial de Alfena durante a noite e ainda o episódio mais recente do incêndio na área florestal adjacente à estrada que liga Alfena a Valongo via Lombelho, logo a seguir à Quinta da Lousa, e que chegou a chamuscar aquele bloco habitacional já próximo da rotunda junto Colquímica, entre outros;
  5. A lamentável negligência dos últimos executivos na área da prevenção, tem contribuído para a degradação acentuada das condições de segurança da nossa floresta e para instalação de um clima de receio entre as populações sempre que a chamada ‘época de incêndios’ se aproxima. A Câmara tem falhado nas acções de limpeza da sua responsabilidade directa – limpeza de mato e vegetação rasteira e desbaste das árvores situadas nas laterais das estradas e vias municipais – e tem falhado igualmente nas acções junto dos proprietários das parcelas de domínio privado que de forma desatenta, negligente e em alguns casos quase criminosa, continuam todos os anos a pôr em risco vidas e bens – dos próprios e dos seus vizinhos. O mau exemplo da Câmara replica-se exponencialmente ao nível privado a as reclamações dos munícipes ficam quase sempre sem resposta ou com a ‘resposta redonda’ do costume, apesar das constantes denúncias que vão sendo feitas, quer em reuniões de Câmara, da AMV e também junto dos serviços;

Face a estes considerandos, delibera a Assembleia Municipal de Valongo reunida em sessão ordinária no dia 28 de Junho de 2017 o seguinte:

 

  1. Nos termos e para os efeitos previstos no art.º 6.º - n.º 3 h) do Regimento, formular uma grave censura ao actual órgão executivo por ter mantido, desde que tomou posse em 2013, este preocupante estado de coisas;
  2. Instar o senhor presidente da Assembleia Municipal, que também tem negligenciado o seu papel de garante do cumprimento da Lei, a promover as acções necessárias e urgentes que obriguem o executivo em tempo útil e ainda no decorrer do actual e erradamente designado período de incêndios, a trazer a este órgão uma versão actualizada do PMDFCI atrás referido, bem como da calendarização das acções preventivas que ainda possam ser encaixadas no ano que decorre;
  3. Enviar a Moção agora aprovada às seguintes entidades:
  • Associação Nacional de Municípios;
  • CCDR-N;
  • APA;
  • IGMAOT;
  • CDOS Porto
  • Ministério Público (para apuramento de eventuais responsabilidades por negligência culposa no exercício de cargo público;

 

(Esta moção foi reprovada por maioria com o seguinte resultado: contra 13; abst. 5; favor 12     )

_____________________

PS:

Só para ver como o presidente da Câmara é especialmente acarinhado pelo presidente da Assembleia, completamente à margem do Regimento:

Na discussão da moção - lembro que era uma moção de censura ao executivo - o presidente da Câmara pôde participar nessa discussão e até pôde proferir a tal 'alarvidade' de oportunismo político relativamente à minha pessoa!

 

  

publicado às 01:22

ALFENA, REUNIÃO PÚBLICA DE CÂMARA - A 'GOLEADA'...

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Foi um verdadeiro exemplo de cidadania aquele que dezenas de alfenenses conseguiram hoje dar ao encher o anfiteatro do seu Centro Cultural para assistirem à reunião pública de Câmara - assistirem e participarem de forma muito viva - numa sessão que começou cerca das 21 horas e se prolongou até há minutos, isto é, até cerca das 2h15.

A esta hora tardia, não vou obviamente falar ao detalhe sobre a lamentável prestação do presidente da Câmara e do seu executivo nesta reunião.

 

 

Talvez possa resumir o espírito da mesma dizendo que Alfena não merecia encerrar desta forma o ciclo de reuniões públicas descentralizadas - esta é a última que acolhemos antes das eleições de Outubro.

 

Saiu seguramente o tiro pela culatra ao 'pai' da elevação da nossa terra à categoria de cidade - José Manuel Ribeiro gosta muito de nos lembrar isso - se vinha a Alfena e pensava que gastar umas migalhas dos 3,8M Euros da última revisão orçamental, que andou a guardar lamentavelmente para os últimos 6 meses de mandato, 'comprando umas roupitas baratas' para a 'gata borralheira' de sempre lhe iriam garantir um tapete de flores e um coro de aplausos e louvores à sua chegada!

Encarou esta reunião como uma espécie de início informal da sua campanha eleitoral, 'foi-se às favas como se fossem 'favas contadas' mas a realidade e a disposição dios alfenenses rapidamente lhe fizeram ver que em Alfena já há vários anos que não compramos 'banha da cobra'.

O que ouviu da parte do Público presente  e também do presidente da Junta de Freguesia, Arnaldo Soares,  foi um conjunto de verdades como punhos e que ele não vai seguramente esquecer tão cedo.

 

Em Alfena 'o rei vai nú', ontem (hoje) estava nu e os alfenenses disseram-no bem alto ao 'rei'!

 

Noutro momento escreverei um pouco mais detalhadamente sobre esta noite que foi memorável e que se saldou por uma 'goleada de dez a zero' a favor de Alfena.

Depois desta sessão nada ficará como dantes e se José Manuel Ribeiro - e também o seu candidato à Junta de Freguesia - não ficarem em último lugar nos resultados das urnas em Outubro próximo aqui em Alfena, então é porque a lógica é mesmo uma batata.

Mentir, efabular debitar conversa redonda dizer "estamos a fazer, vamos resolver, apoiamos, investimos com equidade" e outras 'inverdades' muito repetidas nesta sessão só pode ter como corolário lógico e justo esse resultado. 

 

(E um bom indicador de que isso vai mesmo suceder, é que não se ouviu ou sequer pressentiu na sala uma vozinha que fosse da parte das 'forças vivas' (!) da estrutura socialista de Alfena na tentativa de equilibrar as coisas a favor do presidente da Câmara e ainda presidente da concelhia de Valongo do PS. 

___________

PS:

Não vale fazer piada com a fotografia anexa porque ela foi captada ainda antes do início da reunião e com a sala a encher-se. Ela ficou mesmo cheia e manteve-se até às 2h15 da manhã, só que eu já não tinha bateria no telemóvel para fazer outra!

 

publicado às 02:17

ALFENA A BOMBAR - ÀS 3 E MEIA DA MANHÃ...

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Correndo o risco de mais uma vez me acusarem de ser sempre 'do contra' ou, pior ainda, de ser mais um 'velho do Restelo' - eu que não sou do Restelo e velho só sou por fora - não abdico de expressar o meu protesto pela forma como começou (ontem) e vai continuar até àmanhã a 10ª Concentração do Motoclube de Alfena.

 

Sou dos que consideram que Alfena precisa de eventos e sei que quaisquer que eles sejam, haverá sempre alguém a reclamar por causa deste ou daquele constrangimento.

Eu era um dos que sempre reclamava por causa do caos que se instalava na minha rua (Rua da Várzea) como consequência do corte de trânsito na Rua de São Vicente. Desta vez até está melhor, uma vez que houve a preocupação de impedir o estacionamento.

 

O que não se pode aceitar nem compreender é que as autoridades - quaisquer que elas sejam, desde a Câmara que licencia até à GNR que deve fiscalizar - permitam que numa zona residencial o evento esteja 'a bombar' até às 3 e meia da manhã (esta noite) - o cartaz anunciava o início da última parte musical (música ao vivo) para as 22 horas.

 

Vou aguardar que a par das muitas reacções negativas que vou receber, alguém com serenidade e bom senso suficientes me dê uma boa explicação para este enorme 'tiro no pé' de uma Associação com o prestígio que o Motoclube de Alfena tem.

 

E não, não tenho nada contra os 'motards', gosto do 'fenómeno', acompanho com interesse algumas iniciativas e tenho bons amigos no meio.

Portanto, não existe nenhum 'parti pris' da minha parte contra o 'fenómeno' - e muito menos contra o Motoclube de Alfena.

 

publicado às 10:28

A GUERRA COLONIAL PORTUGUESA - HOJE NA EB 2/3 DA MAIA (TURMAS DO 9.º ANO)...

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Foi um privilégio ter passado a minha manhã de hoje a partilhar com as várias turmas do 9.º ano da EB 2/3 da Maia a minha experiência pessoal como ex-combatente na guerra colonial portuguesa.

 

É apenas uma entre muitas outras formas de exercer cidadania e esta possibilitou - na medida das minhas capacidades de comunicação - às muitas dezenas de alunos que se deslocaram ao auditório da Escola, o cruzamento da informação que possuem com outra de experiência feita e que em muitos casos não é totalmente coincidente.

Já é o terceiro ano em que o meu contributo é solicitado e foi bom poder mais uma vez aceder.

  

 

Fotos do evento do ano passado.

As de hoje aparecerão aqui logo que disponíveis no Blog da Escola

 

(Foi um prazer aceder ao convite, professor Augusto. Eu é que agradeço). 

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A Maia também aqui muito à frente ao contrário do habitual marasmo deste subúrbio chamado Valongo...

 

Por cá e apesar dos 183 anos de Concelho que agora se comemoram com alguma pompa e circunstância é cada vez mais evidente que não passamos de um 'erro de casting' e desta vez a culpa ainda não pode ser atribuída por completo - por enquanto pelo menos - ao 'actual e insipiente autarca' que nos foi emprestado por S. João da Madeira...

 

Valongo continua cada vez mais a fazer jus ao contexto conspirativo da época em que foi criado por 'obra e graça' dessa eminência parda do submundo da espionagem e da baixa política conhecido por 'Bernarda Clara', de seu nome verdadeiro António Dias de Oliveira, à altura desembargador do Porto, sendo que qualquer mérito que possa ser invocado para justificar o tal decreto régio da elevação a Concelho não passa de completa ficção.

Costuma dizer o nosso Povo que "aquilo que nasce torto tarde ou nunca se endireita" e este Concelho continua torto e sem grandes motivos para comemorar coisa nenhuma.

 

A Maia é portanto a minha segunda cidade, a par de Santo Tirso de onde tenho a honra de ser originário, sendo que à cabeça está, como não podia deixar de ser, a mui nobre e invicta cidade do Porto.

 

Para quem eventualmente se possa sentir tentado a ver outras razões nas minhas constantes críticas à governação do subúrbio, eu lanço um desafio simples:

Reservem dois fins de semana para fazer um périplo por Santo Tirso e Maia - no Porto não precisam porque aí não há dúvidas - e tirem as vossas conclusões.

Valongo ao pé das duas é terceiro-mundo.

E nós merecíamos mais...

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PS: Tal como no ano passado, as sessões de hoje foram faseadas com a participação de duas turmas de cada vez e não participou o meu amigo e vizinho Jorge Duarte que ali dá aulas por ter actividade lectiva à mesma hora...

publicado às 14:18

VALONGO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO - AS 'ZÉMANELICES' DO COSTUME...

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Acabo de chegar de uma sessão extraordinária da Assembleia Municipal de Valongo e ainda não 'desliguei' do estado de revolta com que entrei no Salão Nobre do nosso condomínio municipal para votar a segunda (e astronómica) revisão orçamental - 'astronómica' para os habituais padrões da Câmara do subúrbio, evidentemente - de 3,8 milhões de euros.

 

(Para quem não se lembre, o montante envolvido nesta revisão é basicamente um novo PPI e representa quase o dobro daquilo que foi orçamentado para o ano em curso).

 

A bem dizer e no que toca 'aos que falaram', a revolta foi unânime e só se distinguiu num ou outro pequeno detalhe, pela maior ou menor truculência relativamente às 'Zemanelices' do costume - para utilizar a expressão de um deputado da oposição - ou às acusações de 'mentiroso compulsivo' formuladas por outros, entre os quais eu próprio...

Há quem diga que 'quem cala consente' mas em abono da verdade nem sequer isso ficou claramente demonstrado. Aliás, o lamentável comportamento inicial de José Manuel Ribeiro em relação a esta 'revisão orçamental em alta' só foi relativamente revertido porque a parte do Partido Socialista de Valongo que ainda tem 'dois dedos de testa', isto é, os que 'não falaram ou falaram muito pouco' nesta sessão, o obrigaram ao arremedo de concertação a que assistimos nas últimas semanas com a introdução de uma ou outra pequena correcção - a verba de 100 mil euros para iniciar o processo de uma nova sede para a Junta de Freguesia de Alfena é um dos exemplos - e a reconhecer o óbvio: que ter 4 vereadores (incluindo ele próprio) não permitem fazer o que lhe vai na real gana...

 

Mas sejamos claros!

 

Eu ainda sou dos que pensam que José Manuel Ribeiro nunca deixou de ter bem presente que 4 são menos que 9 e que a sua arrogância anti-democrática ao levar a primeira vez a reunião de Câmara a referida revisão sem qualquer negociação prévia foi pelo contrário bem intencional.

A prova disso é que a sua primeira investida foi chumbada numa quinta-feira ao final da tarde e no dia seguinte de manhã ou início da tarde já estava a ser metido de forma massiva nas caixas de correio dos alfenenses aquele 'comunicado do Partido Socialista de Alfena' - que como se sabe agora, nunca foi aprovado e nem sequer discutido no seio da modesta organização do PS de Alfena.

 

Mas pronto...

 

A 2.ª revisão orçamental lá passou na Assembleia com a previsívil e escassa maioria que se verificou, em que uma parte disse 'não' nas entrelinhas mas votou 'sim' para não colocar em causa muitas e justas expectativas e retirar terreno a uma nova investida de vitimização do presidente da Câmara - "deixem-nos trabalhar" - entre os quais me conto e uma parte da 'outra parte' o fez per simples e habitual disciplina de voto.

 

Seguramente a curto prazo teremos no terreno, projectos verdadeiramente idiotas como o aumento do subsídio aos Bombeiros, a recuperação do moinho do Cabo em Alfena, a recuperação do velho cinema e dos balneários do Pavilhão do Centro Social e Paroquial de Alfena ou o início do processo de construção de uma nova sede para a nossa Junta de Freguesia, entre outras idiotices...

 

A par disso, assistiremos por outro lado ao lançamento de obras essas sim emblemáticas, direi mesmo de regime, como o 'downgrade' do complexo desportivo dos Montes da Costa em Ermesinde, que passará para um rectângulo de saibro para a prática de futebol de 7 (em vez do actual de 11 que também é pelado) mas ganhará em contrapartida uma pista de 'tartan', porque como todos sabemos, Valongo é uma reconhecida super potência do atletismo nacional.

 

(Na discussão que teve lugar, houve quem se atravesse a duvidar que saibro e 'tartan' fossem os melhores amigos e que o futuro convívio entre os dois não pudesse ser pacífico).

 

Teremos ainda uma locomotiva de via estreita emprestada por 13 anos, 27 dias, 23 horas e não sei quantos minutos pela CP, para ser colocada na praça da estação em Ermesinde (por acaso nunca tivemos via estreita por estas bandas) e cuja recuperação exigida pela concedente está orçada em 40 mil euros.

 

Teremos também - finalmente - a centésima milésima terceira reparação do Pavilhão Municipal de Valongo (onde a ADV joga hóquei).

 

E - entre muitos outros 'teremos' - não será esquecida ajuda ao nosso JN (Jornal de Notícias) - através do 'upgrade' da publicidade do regime - os anúncios de página inteira com a promoção do 'querido líder' publicados aos Domingos, passarão também a sê-lo nos dias santos ou equiparados.

 

Ah! Já me ia esquecendo...

 

E aquela 'famosa máquina de fazer gelo quente' que é um velho sonho de José Manuel Ribeiro, também já poderá ser finalmente comprada...

______________________

Esta foi a minha declaração de voto:

Assembleia Municipal de Valongo

Sessão extraordinária de 18-05-2017

 

Celestino Neves

(Independente)

 

DECLARAÇÃO DE VOTO

 

Voto a favor com reservas:

 

  1. Que tendo sido finalmente decidido reconhecer a justiça de alocar uma primeira verba destinada ao início do processo de construção de uma nova sede de Junta para a freguesia de Alfena, permitindo obviar aos enormes e lamentáveis constrangimentos que resultam da exiguidade das actuais instalações;
  2. Que durante a última campanha eleitoral o senhor presidente da Câmara por várias vezes manifestou o seu interesse em aproveitar as enormes potencialidades oferecidas pela enorme área abrangida pela Quinta da Várzea, mais conhecida por ‘Quinta do Bandeirinha’, num processo de concertação com os seus co-proprietários para ali instalar um pólo de serviços públicos ;
  3. Que tanto quanto julgamos saber, é intenção dos mesmos proprietários avançar com um projecto de loteamento que lhes permita fazer as partilhas que vêm adiando há vários anos;
  4. Que nesse caso a Lei e os Regulamentos determinarão seguramente vastas áreas de cedência obrigatórias;

 

O executivo tenha em conta o seguinte :

 

  1. Caso o projecto dos proprietários da Quinta da Várzea avance em tempo útil (que permita acolher o projecto da nova sede da Junta) e caso seja esse o interesse do seu Órgão Executivo, seja desde logo sinalizada uma parte das referidas áreas de cedência para esse efeito;
  2. No decurso do processo de viabilização do projecto de urbanização, é normal os Serviços fazerem propostas relativamente à localização das áreas de cedência mencionadas, devendo os mesmos neste caso ter desde início a preocupação de que uma das mesmas se situe junto à Rua Nossa Senhora da Piedade e próxima da chamada casa da Quinta, isto no caso da articulação com a Junta, se verificar ser essa a vontade do seu executivo;
  3. Que evidentemente sejam tomadas todas as precauções por forma a que em circunstância alguma, por razões de morosidade processual ou outras, esta opção possa comprometer ou atrasar o início do projecto de construção da nova sede da Junta de Freguesia de acordo com aqueles que são os objectivos do seu Órgão Executivo.

 

Alfena, 18 de Maio de 2017

 

publicado às 23:52

EM VALONGO 'FELIZMENTE HÁ LUAR' (*)

Captura de ecrã 2017-05-05, às 01.01.29.png

 

(*) Luís de Sttau Monteiro

 

Teve lugar hoje a 2.ª reunião da sessão ordinária da Assembleia Municipal de Valongo iniciada em 27 de Abril.

Foi uma sessão 'sui generis' - no mínimo...

 

TAKE 1:

Um dos pontos 'quentes' da Ordem de trabalhos era a votação dos aditamentos ao contrato com a Parque VE – Gestão de Parques de Estacionamento, SA.

Como é evidente, este assunto não podia passar 'de fininho' à boa maneira de José Manuel Ribeiro' - como se tudo fosse (agora e ao contrário do passado ainda recente) pacífico e consensual.

Apresentei por isso o Requerimento que se segue e que visava dar uma segunda oportunidade ao assunto.

Para (boa) surpresa minha o meu Requerimento foi aprovado por maioria (apenas com o grupo municipal do PS a votar contra e a visível manifestação de agastamento por parte do presidente da Câmara).

_____________________________

Celestino Neves

(Independente)

 

Sessão ordinária de 27-04-2017 – 2.ª reunião

REQUERIMENTO

 

(Aditamentos ao contrato com a Parque VE – Gestão de Parques de Estacionamento, SA)

Considerando:

  1. Que não está garantido de forma clara um efectivo e credível sistema de controlo das receitas geradas nos estacionamentos de duração limitada;
  2. Que não está garantida a introdução de formas de pagamento consentâneas com o actual ‘estado da arte’, nomeadamente, introduzindo a possibilidade de pagamento através de apps para computador ou smartphone (Via Verde entre outras) tal como acontece já em várias autarquias (Porto e Maia por exemplo);
  3. Que não faz sentido que se penalize de forma igual quem estacionou sem fazer qualquer carregamento e quem por dificuldades várias não pôde efectuar atempadamente a respectiva renovação;
  4. Que é inaceitável que continuem a não se garantir direitos especiais aos moradores das zonas de estacionamento;

Requeiro:

  1. Que este ponto seja retirado da Ordem de Trabalhos e regresse ao órgão executivo para uma reformulação que possa acolher as preocupações atrás referidas e outras que se venham a considerar oportunas;
  2. Que antes de regressar de novo à Assembleia Municipal, seja pedido à Associação Nacional de Municípios um parecer sobre o documento reformulado;

 Valongo, 04 de Maio de 2017

__________________________

TAKE 2

Duas birras, um comunicado mentiroso alegadamente assinado pelo Partido Socialista de Alfena e um artigo de opinião do vereador da Educação no Jornal Verdadeiro Olhar contra a 'coligação negativa' depois, José Manuel Ribeiro afivelou aquele seu ar de falsa humildade para informar os presentes de que na reunião pública de Câmara que hoje teve lugar aceitou retirar da Ordem de trabalhos (a 2.ª birra) a votação da 2.ª revisão orçamental, sendo que a tal consensualização com os vereadores da tal 'coligação de sinal menos' relativamente à melhor aplicação dos tais dinheiritos que sobram (3,8 milhões) se fará até à próxima reunião de Câmara.

 

Boa!

 

Custou, mas José Manuel Ribeiro finalmente descobriu que 4+1>4, ou seja, que para governar a Câmara, sobretudo no que toca a assuntos não consensuais como parece ser claramente este, os seus votos não chegam...

 

TAKE 3

Sobre os graves problemas de segurança na Rua Nossa Senhora do Amparo e ainda sobre o vazamento dos efluentes tratados na mini ETAR da Novimovest/Jerónimo Martins para um ribeiro sem caudal, o Junceda, disse o seguinte:

a) "Está em vias de ser adjudicada a compra de dois semáforos de velocidade para 'moderar' a velocidade no troço da M606 até a instalação";

b) "Vai ser colocada sinalização de proibição de circulação a veículos de carga superior a 3,5 T";

c) "Sobre o Junceda, foi ouvida a APA (Agência Portuguesa do Ambiente) a qual deu o seu aval e até sinalizou o sítio onde a mini ETAR deveria ser construída";

 

Lindo!  

 

Em três penadas e sem precisar de atender o pedido da população do local que há mais de um ano reclama ser ouvida, José Manuel Ribeiro resolveu (esclareceu) os problemas!

Resolveu (esclareceu)? Claro que não!

 

 

publicado às 00:02

EM ABRIL (aumentos das) ÁGUAS E QUEIXAS MIL - EM VALONGO...

Captura de ecrã 2017-04-28, às 18.45.39.png

 

Ontem foi dia de Assembleia Municipal cá no subúrbio...

 

Uma sessão quente embora a noite lá fora estivesse frescota e algo desagradável em que mais uma vez veio à tona a lamentável gestão eleitoralista de José Manuel Ribeiro, agora em contexto endinheirado.

Um efeito semelhante àquele que a 'troika' teve para o País tem sido gerado pelo PAEL (Plano de Apoio à Economoa Local) provocando a quase total estagnação do investimento público municipal - "não fazemos porque não há verba" é capaz de ser a frase mais repetida pelos últimos presidentes da Câmara de Valongo, até para justificar o arranjo do simples buraco no alcatrão da rua ou no cimento do passeio...

Mas como diz o ditado, "não há mal que sempre dure" e o PAEL no papel de 'mau da festa' aliado ao investimento da Jerónimo Martins - um filho que caíu nos braços do actual presidente da Câmara já desmamado e com o subsídio de paternidade na alcofa - serviram às mil maravilhas para possibilitar a artimanha do costume - e não apenas em Valongo: não se fez nada nos três anos e meio de mandato e de repente aparecem do nada (?) 3,9 milhões de euros para darem luz e cor ao último meio ano de mandato através de uma 2.ª revisão orçamental!

 

Detalhando um pouco o que foi a discussão (antes da Ordem do Dia) do último episódio de vitimização de José Manuel Ribeiro, na sequência da última reunião de Câmara e dos comunicados vários publicados nos jornais, distribuídos pelas caixas de correio do burgo e pagos com o dinheiro de todos nós:

 

Nos tempos de Fernando Melo era habitual empolar os Orçamentos muitas vezes para além do imaginável - quem não se lembra por exemplo das avaliações do famoso edifício Faria Sampaio em Ermesinde (onde está agora a Loja do Cidadão) que sempre que a manta das receitas se afigurava curta para o que faltava fazer era esticado até ao limite do ridículo para permitir despesa?

 

Pois bem, agora em em tempo de vacas um pouco mais gordas, eis que se evidencia em Valongo e com José Manuel Ribeiro uma outra - e igualmente lamentável - faceta dos autarcas manhosos que vivem três anos e meio a dizer que não podem fazer isto, aquilo e aqueloutro porque 'não há verba' e a meio ano das eleições põem aquela música de fundo dos ilusionistas baratos e tiram da cartola um anafado coelho de 3,8 milhões de euros surgidos do nada...

 

Do nada?

 

O coelho esteve sempre ali, escondido debaixo do tapete da engenharia financeira de que ontem muito se falou na Assembleia Municipal.

É claro que esses 3,8 milhões de euros têm agora de ser incorporados (através de uma 2.ª Revisão Orçamental)  e foi aí que na última reunião de Câmara o caldo se entornou.

José Manuel Ribeiro, qual 'Rei Sol' da história queria fazer tudo sem discussão e sem qualquer preocupação de consensualizar com a maioria da Câmara - 'esqueceu-se' que tem 4 votos em 9 e que neste contexto, a sua ambição de 'quero posso e mando' não tinha pernas para andar.

 

Ver mais detalhes sobre esta situação, neste artigo do Verdadeiro Olhar

 

Daí ao desvario dos comunicados em que não hesitou sequer em meter o 'Partido Socialista de Alfena' que ele ajudou a destruir e a transformar no que hoje é de facto, isto é, quase nada, na sua guerra pessoal.

 

O comunicado metido nas caixas de correio de Alfena, imprimido em papel de qualidade é o exemplo disso.

Mas é tão mais lamentável quanto se vê à vista desarmada que Luís Fernandes não seria capaz de escrever aquilo. Luís Fernandes aceitou apenas ser - desculpa lá caro amigo Luís mas tenho de o dizer - uma espécie de 'boneco' de ventríloquo, sem qualquer conotação ofensiva - do ventríloquo Zé Manel.

 

Espero ouvir nos próximos tempos a tua própria voz e a de alguns socialistas de Alfena ajudando a esclarecer de forma inequívoca de que lado está o PS por estas bandas, se com Alfena se com José Manuel Ribeiro - porque neste caso não é mesmo possível estar dos dois lados!

 

Arnaldo Soares disse-o ontem na Assembleia ao denunciar esta situação e ao falar do quanto Alfena tem sido prejudicada por esse 'enorme vulto' do socialismo valonguense e alegado 'pai' de Alfena cidade que é José Manuel Ribeiro.

Basta pegar nas contas do Município e fazer as contas...

 

Mas ontem também se falou no 2.º aditamento ao contrato de concessão da BeWater, uma concessão ruinosa para o Município, muito contestada noutros tempos por José Manuel Ribeiro mas agora agora considerada a melhor concessão do País - vice-presidente Sobral Pires dixit...

Segundo ele, este processo de consensualização foi o melhor que poderia ter sido feito pelos valonguenses e nenhuma autarquia conseguiu fazer melhor em processos deste género".

 

(Entretanto, a BeWater - antes Veolia - que deveria estar há muitos anos a pagar uma renda ao Município, nunca o fez e agora, por força deste novo aditamento, ficará definitivamente desobrigada de o fazer(.

E os incumprimentos vários até aqui sinalizados continuarão por cumprir, as descargas directas de saneamento para o Leça e outras linhas de água - nomeadamente na zona de Cabeda, Boavista e Senhora da Paz, continuarão como até aqui - ver o recorte a seguir onde a BeWater reconhece apenas uma pequeníssima parte do problema, sendo que ainda há pouco tempo alegava desconhecer alguma situação deste género.

 

Também a seguir, a minha declaração de voto contra (vencido) relativamente ao dito aditamento ao contrato.

 

E assim vai Valongo do nosso descontentamento...

 

Informação da BeWater:

  1. Cópia da última diligência/resposta da concessionária BeWater/Águas de Valongo, relacionada com o saneamento básico na zona do apeadeiro de Cabeda em Alfena da qual conste claramente se existem ou não problemas graves de drenagem directa para o Rio Leça ou seu afluente local, dos efluentes domésticos de um vasto conjunto de moradores daquela zona;

 

Transcreve-se a informação prestada pela Be Water sobre a questão colocada:

“A informação disponibilizada é escassa para que se consiga obter dados fiáveis sobre a origem das alegadas drenagens de águas residuais para o apeadeiro de Cabeda.

O que fizemos foi identificar os arruamentos associados á bacia desta zona e identificamos cinco ruas, com a seguinte situação das ligações dos imóveis à rede pública de águas residuais:

 

  1. rua das Casas Novas
  • arruamento dotado de rede pública;
  • 1 imóvel não ligado e 6 imóveis ligados incorretamente.
  1. rua da Boavista
  • arruamento dotado de rede pública;
  • 1 imóvel não ligado (desabitado).
  1. rua Nossa Senhora da Paz
  • arruamento dotado de rede pública;
  • 6 imóveis não ligados (os proprietários destes imóveis pretende ligar futuramente para a rua s/ saída);
  • 2 ligados incorretamente.
  1. rua sem saída (transversal da rua N. Sr.ª da Paz)
  • arruamento sem rede pública;
  • 8 a 9 imóveis.

 

Nos arruamento dotados de rede pública é nossa intensão realizar novas inspeções para avaliar se a informação das condições de ligação que dispomos estão corretas e em caso afirmativo notificar os proprietários a promoverem os trabalhos necessários à ligação à rede pública ou correção da existente.

Relativamente ao arruamento sem saída e que não é dotado de rede pública, é nossa opinião que esta situação poderá estar a contribuir para as alegadas escorrências na zona do apeadeiro.

No âmbito das visitas a realizar aos arruamentos acima indicados pudemos tentar averiguar de que forma está a ser assegurada a drenagem das águas residuais produzidas em cada imóvel deste arruamento.

Contamos realizar estas inspeções até ao final do maio.”

_____________________

 

A minha declaração de voto contra (vencido):

  1. Independentemente das condições decididas em sede de comissão paritária e aceites em reunião de Câmara, este aditamento deveria ter sido antecedido de uma informação detalhada em mapa pela concessionária sobre a efectiva cobertura do abastecimento de água e rede de saneamento e dos pontos negros onde estes serviços ainda não chegaram – algumas situações graves são conhecidas mas nunca foram confirmadas – e de um cronograma relativo à sua resolução;
  2. Antes de ver validado este aditamento ao contrato a concessionária deveria ter informado a concedente sobre o número de litígios que tem pendentes com munícipes, relacionados com o uso do direito de passagem (atravessamento de terrenos) e contratos associados não cumpridos;
  3. Este aditamento deveria ter sido antecedido de um parecer da Associação Nacional de Municípios, nomeadamente no que toca ao sistema de geração de taxas de legalidade duvidosa como sejam por exemplo a taxa de vistoria ou pagamento dos ramais de ligação. Salvo melhor opinião, a concessionária não é mais importante que o fornecedor de electricidade ou gás e as regras devem ser idênticas;

_____________

PS:

1) Pouco a pouco, a laboração da plataforma logística da Jerónimo Martins vai entrando em velocidade de cruzeiro.

Como todos se recordarão, a ligação do saneamento esteve inicialmente prevista para ser feira a Sobrado. O investidor mudou entretanto de ideias, optando pela construção de uma mini ETAR no local, que já está em funcionamento e a drenar para o ribeiro de Junceda.

Quem conhece o querido ribeiro sabe que ele neste momento não pode com uma gata pelo rabo, isto é, quase não tem caudal.

Estão portanto a ver o filme...

 

2) Já alguém - dos que mandam nesta merda toda - se deu ao trabalho de ir ver o que está a acontecer em termos de segurança com o aumento do tráfego na M 606, nomeadamente no troço antes da instalação e depois, já próximo de Sobrado.

Há quem diga que dois camiões não conseguem cruzar-se, tendo um deles de parar...

publicado às 09:46

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