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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

O PAÍS AVC (de "Ansiosos para Ver o Comunicado")

Confesso que até eu me deixei "levar"!

Os preços a subir, a corrupção galopante em  todos os níveis da sociedade e do Estado, as derrapagens escandalosas nos custos das obras públicas como regra e não como excepção, a Justiça cada vez menos justa e socialmente selectiva...

Querem lá ver que o Sua Excelência vai "dar um murro na mesa" e demitir o Governo?

Adiei o jantar (para não fazer barulho com os talheres) fiz "retenção de líquidos" (porque o meu "gabinete de meditação" não tem TV)  mandei calar a minha cadela Grand Danoir (que estava na "conversa" com o cão do vizinho da frente). Vinte horas e um minuto... finalmente começou!

Já vejo o Presidencial dedo a "movimentar-se" em direcção ao "botão" para fazer detonar a Lusa"bomba atómica" que seguramente acabará com este colectivo estado de depressão!

Pura imaginação: afinal o meu LCD, por onde fluía o Presidencial e "vibrante" discurso, virou uma  simples montanha a parir um vulgar rato! (Tanto o procurei e ele "escondido" atrás da TV...)

Mas valeu o exemplo: Há governantes para quem nem a hipótese da "queda do Carmo e da Trindade" são motivos para interromper o seu salutar jogging, ou o mesito em que ficam a "gratinar" em ambientes exóticos mais ou menos distantes.

Pois Sua Excelência foi capaz de lhes dar este supremo exemplo de desprendimento, interrompendo as suas Presidenciais férias "apenas" para nos falar de  uma "simples" questão autonómico-estatutária!

Bem haja por isso! - apesar do meu jantar frio e do "amuo" da minha cadela Grand Danois...

 

publicado às 23:39

Intermezzo solidário...

 

O amor é sempre lindo, mesmo quando a anatomia de dois seres que se amam possa ser exactamente igual no seu género (embora pelos padrões vigentes "devesse" ser sempre diferente)...

Nenhum poder (seja político, religioso ou outro) tem o direito de impor - por acção ou omissão - restrições às preferências dos cidadãos neste campo.

Mas atenção: o verdadeiro amor (seja o hetero seja o homo) é sempre intimista e quando deixa de o ser para se transformar numa qualquer manifestação de puro exibicionismo gratuito e desnecessário, em vez de atrair solidariedade, obtem quase sempre o efeito contrário. Historicamente, temos assistido a acções desse tipo (as manifestações a favor do "amor livre" ou as paradas do "orgulho gay" só para dar apenas dois exemplos de "sinal" contrário) que representaram e continuam ainda a representar autênticos "tiros nos pés" dos que genuinamente estavam ou estão empenhados na defesa dos seus direitos - porque mais não têm conseguido senão dar "argumentos" aos que procuram regulamentar a forma ou género de amor pelos quais os seus cidadãos devem optar!

É a minha opinião... Tirando isso, inteiramente solidário!

 

publicado às 23:43

EXCOMUNHÃO?

 http://www.womenpriests.org/pr/index.asp

 

Como uma parte significativa  dos católicos de todo o mundo, vou habitualmente à missa dominical.

Como também acontece com muitos deles,  a minha "militância" não vai muito para além desta prática semanal minimalista...

Mas gostaria que não fosse assim! Gostaria de me sentir impelido no sentido de um maior envolvimento!

No entanto, não é isso que se verifica...

O ar pesado e bafiento que apesar de alguns esforços de renovação que têm sido feitos, continua a emanar das catacumbas de Roma, não nos (não me) motiva de forma alguma nesse sentido!

Cristo fundou uma Igreja que quis desde o início, aberta ao mundo - inclusiva, fraterna, de missão e constituiu o núcleo original da sua  hierarquia, com base nos mais humildes de entre os humildes: pescadores, homens simples, mesmo algo rudes, mas empenhados na imensa tarefa de evangelizar.

Cristo era árabe e por isso se compreende que o seu "staff" inicial tenha sido formado apenas por homens. Esta foi a razão - seguramente a única - para que tal acontecesse.

No contexto sociocultural e histórico do momento (que em muitos aspectos se mantém até hoje naquela região do globo onde tudo começou) à mulher sempre coube um papel menor na sociedade. 

Mas aceitando abrir-se ao mundo, a Igreja de Cristo teve também de aceitar conviver com diferentes culturas: Basta  assistirmos a uma missa rezada em África ou na América Latina por exemplo, para constatar como as diferentes formas de os católicos viverem a sua fé, só fortalece a Igreja a que pertencem.

Apesar dessas diferenças (a diferença de rituais não implica menor respeito na forma de comunicar com Deus) não resulta daí nenhuma dificuldade à comunhão destes  católicos com Roma.

Por isso me sinto chocado (e não sou um caso isolado, posso garanti-lo) ver o afã com que Roma persiste em manter afastadas as mulheres do magistério sacerdotal.

E choca-me ainda mais, ouvir Roma ameaçar de "excomunhão" algumas mulheres (e o eventual ordenador) da Igreja Católica dos Estados Unidos, se persistirem em levar por diante  a sua ordenação sacerdotal!

Não vimos o mesmo empenho em relação aos muitos criminosos pertencentes à "família" (rara é a família que não tenha a sua ovelha negra...) alguns já  julgados e condenados pela "justiça dos homens" e que apesar disso,  foram mantidos "em comunhão"! 

Não foram excomungados - nem sequer ameaçados disso - Franco, Salazar, o Cardeal Cerejeira, Mussolini e outros criminosos!

Não foram excomungados - nem sequer ameaçados disso - os padres pedófilos na América, na  Austrália e noutros pontos do globo, embora por mais de uma vez e com toda a humildade,  o Pastor máximo  de Roma tenha pedido perdão ao mundo por esses actos!

E depois, ainda nos admiramos - e entristecemos - com as igrejas cada vez mais vazias de fiéis e com o desinteresse cada vez maior das novas gerações (das que preenchem os requisitos exigidos, por fazerem parte do sexo "forte")  em relação à vocação sacerdotal!

publicado às 10:19

QUERO VER (DE NOVO) O TEU "MANUAL DE INSTRUÇÕES"...

Vê lá se te decides!

Umas vezes, dizes-me que queres "tudo aquilo a que tens direito" - e eu alinho...

Outras (e não são assim tão poucas...) "dói-te a cabeça, estás indisposta" - e eu finjo que acredito...

Mais raramente, resolves ser mais explícita e assumes simplesmente que "não te apetece" - taxativa, peremptória, definitiva - e como estamos empatados, cada um com o seu "voto" de sentido oposto, tu decides ter direito ao "voto de qualidade" (uma espécie de golden-share" de que não abdicas nunca neste contexto). E pronto: qual Juiz a encerrar a audiência e na falta do "martelinho" e do cepo de madeira da praxe, para dares um ar mais "formal" à decisão, adoptas um gesto a que procuras atribuir o mesmo significado "definitivo": voltas-te para o outro lado, "dourando a pílula" com um ultra-rápido beijo de boa-noite...

Porque perdi o "manual de utilizador" com que me foste "entregue",  porque não tive o cuidado de ao longo dos anos ir fazendo os necessários upgrade ao "equipamento", ou simplesmente porque não tenho feito a "formação em exercício" que se impunha para me manter actualizado, dou comigo perdido no meio do "deserto", sem bússola, sem mapa, sem cão-guia, sem GPS, sem pontos de referência...

Hei-de no entanto sobreviver, porque para além das duas colinas do teu (por vezes) deserto, continua a existir um oásis, ainda que (com alguma frequência) de acesso condicionado!


Post-scriptum: Qualquer analogia com alguma realidade mais ou menos próxima, será sempre em caso de necessidade, considerada pelo autor como mera coincidência (ainda que possa não o ser de todo...)

publicado às 14:20

FÍSICA ELEMENTAR...

 

 

 

 

O calor dilata os corpos…

É um princípio indesmentível da física que interiorizamos quase ainda nos tempos da primária e que vamos constatando ao longo da vida nas mais diversas circunstâncias...
Engenheiros, arquitectos, simples pedreiros e trolhas, conhecem o mesmo e estudam e implementam soluções, consoante as situações com que se deparam – juntas de dilatação, acoplamentos dinâmicos, uso de materiais com diferentes comportamentos térmicos – há soluções para quase todos os problemas que lhes vão surgindo.
Conforme as fontes de calor, parâmetros previsíveis relativamente às oscilações térmicas e materiais em presença, estudam-se então as soluções mais adequadas para cada situação...
Ora o homem é como é sabido, constituído além de muitos outros elementos, por matéria (algumas estruturas rígidas, outras nem tanto...) logo susceptível de ser afectado pelo calor de forma semelhante às estruturas construtivas que executa, sendo que nesta época do ano, a fonte de  emissão térmica mais conhecida que é o Sol, o atinge como àquelas de uma forma mais intensa. Mas é também por esta altura, que aumenta de forma exponencial o número de outras “fontes” de risco:  cruzam-se consigo na maior parte das vezes sem qualquer protecção térmica ou visual, com as zonas "termodinâmicas" generosamente expostas  - às vezes ficam na horizontal estendidas sobre uma toalha, outras vezes ziguezagueiam, bamboleiam, rebolam-se literalmente e tudo isto acompanhado da irradiação de calor intenso...
Só que por enquanto e apesar do "intenso trabalho de pesquisa", enfrenta ainda uma dificuldade - esperemos que temporária - na transposição para a sua anatomia, do princípio  das "juntas de dilatação" que venha por cobro "aqueles" abaulamentos inestéticos de algumas "partes" anatómicas,  ou mesmo aos riscos de ruptura das camadas  de revestimento das mesmas (vulgo vestuário íntimo).
Não deixa de ser irónico que  tenha inventado várias formas de dar rigidez ainda que por vezes demasiado efémera, a algumas estruturas cuja flacidez o deixam diminuído e não tenha conseguido ainda a solução inversa –  uma espécie de Viagra ao contrário - que evite aquele gesto comprometido e patético de cruzar os braços caídos à frente da parte baixa do abdómen ("caraças! agora é que me dava jeito ter uma revista ou um jornal à mão...") numa tentativa nem sempre conseguida de evitar os olhares curiosos, quase sempre acompanhados de uma ou outra risadinha sarcástica - e talvez de inveja - dos mirones.
 
publicado às 19:12

AS FÉRIAS DO NOSSO DESCONTENTAMENTO… (*)

Ainda agora começaram e já não temos a certeza de estarmos a gostar.

Como em tudo na vida, há sempre o verso e o reverso, o positivo e o negativo, o doce e o amargo e talvez o cerne da questão resida unicamente em conseguirmos estabelecer ao longo dos dois meses que vamos ter pela frente, um ponto de equilíbrio entre os dois pratos da balança…
É claro que estamos a adorar, podermos acordar a desoras com a manhã já alta (como uma espécie de contrapartida às incursões, feitas noite dentro) -A ida ao cinema para ver aquele filme tantas vezes adiado, a navegação descomprometida na Net, porque não direccionada no sentido da preparação das aulas do dia seguinte, o bate-papo no Messenger sem ter que olhar para o relógio de cinco em cinco minutos, aquelas 20 páginas do nosso livro favorito do momento, que conseguimos ler, sem bocejar umas mil vezes antes de cair para o lado…)
E também está a ser óptimo podermos tomar aqueles pequenos-almoços à moda antiga, com torradas, manteiga e café com leite, com direito a sentarmo-nos durante o “acto” e de seguida aquele duche ou banho de imersão sem os minutos contados – como alternativa aos duches ultra rápidos com uma torrada devorada pela metade antes e a outra metade depois, ao mesmo tempo que fazemos uma secagem relâmpago dos cabelos, com a atenção repartida entre esta tarefa e a procura do sapato que tem que fazer par com único vislumbrado até ao momento…
E também é bom termos mais tempo para nós: Dá para acreditar, que passou quase um ano, em que quase não nos vimos ao espelho com o pormenor e a atenção que – apesar de tudo – ainda merecemos? A depilação pré-biquíni, aquele pelito inconveniente que tem passado despercebido mas que urge remover, a rugazita atrevida (“será mesmo ruga?”) que iremos tentar disfarçar, aquela acne juvenil que eles dizem ser encantadora, mas de que não gostamos nada e a que urge pôr termo com aquele creme que nos recomendaram na farmácia, a esporádica auto-carícia (sim, que nem só de terceiros devemos depender e a auto gratificação tanto pode ser um complemento, como uma alternativa para as soluções ditas “clássicas”) tem nestas alturas de lazer, um sabor diferente porque menos condicionado pelo tempo e pelo stress…
Mas depois, vem aquela parte do dia, em que nos deixamos tomar pela nostalgia, pela saudade do bulício, das correrias entre as aulas, dos gritos e das risadas dos colegas, daquele piropo brejeiro, daquele beliscão ou daquela palmada a que tivemos de reagir fingindo uma zanga que não era de todo genuína, daquele beijo que quase virou “situação de risco”, já em véspera de início de férias (“será que vai ter continuidade?”)

É precisamente nestas alturas, em que nos sentimos mais carentes e vulneráveis, que vem aquela frase, impensável em período de aulas: “Detesto as férias!


(*) Férias escolares obviamente: Um “problema” socialmente relevante, numa abordagem feita no feminino…  

publicado às 15:39

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