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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

EM ALFENA TUDO NA MESMA - OU AS "IMPERCEPTÍVEIS" FRONTEIRAS DA LEGALIDADE...

Conforme previsto, teve lugar ontem mais uma sessão - ordinária - da Assembleia de Freguesia de Alfena.Como diria o outro "o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita" e mais uma vez este Órgão importante da nossa cidade, fez jus à asserção popular:

A oposição divide-se entre os que não aceitam a prepotência do executivo que nos governa e por isso exige explicações, reclama, apresenta protestos, invoca a seu favor a lei e acusa o executivo de a violar - quem viola a lei, fica obviamente fora dela, não vale a pena por isso Dr. Rogério, barafustar por ser apelidado, abrir "aspas", fora da lei, fechar "aspas", ou à margem da mesma, se assim quisermos entender - do outro lado, está uma maioria de deputados sem opinião, seguidista, irracional e acéfala, com um "chip" incrustado do sítio onde seria suposto existir (alguma) massa crítica e que a única coisa que fazem ao escutar a palavra chave "quem vota contra a proposta (do requerimento, do protesto) da Coragem de Mudar"? levantam o braço - todos ao mesmo tempo, como que respondendo a um impulso eléctrico invisível.

Pelo meio, fica um PS errático que se abstém sistematicamente, relativamente a matérias em que é a Coragem de Mudar a levantar questões sobre as quais eles próprios têm feito criticas ao executivo - um PS que mais até do que a CM, deveria alimentar a esperança de exercer num futuro próximo, o poder na nossa Cidade - apresentando-se perante os alfenenses com uma imagem completamente apagada e bem distante daquela que já teve num passado não muito distante.

El caudilho não precisa por isso de "dividir para reinar": a divisão ocorre de forma espontânea entre a oposição e portanto, ele "reina" sem que para isso precise de mexer uma palha - ou será que mexe?

Mas com a previsibilidade do costume, ainda foi possível ficarmos a saber que não foi dada resposta escrita à Coragem de Mudar relacionada com uma questão sobre os documentos financeiros da Junta "porque eu confesso que não percebo nada sobre o assunto e o funcionário responsável esteve de férias" - Rogério Palhau dixit...

Curiosamente, já lhe foi foi possível responder - mesmo sem perceber nada do assunto - a uma pergunta concreta sobre a execução orçamental pelo lado das receitas: "os orçamentos são anuais, mas neste momento, já nos é possível dizer com uma margem mínima de erro, que sim, está a correr conforme o previsto".

Para memória futura, ficou ainda o registo de que para as iniciativas do executivo pagas com o dinheiro de todos nós, como por exemplo, o passeio sénior, Rogério Palhau só convida, ou contrata, ou solicita, aqueles em quem confia - sejam ou não deputados da Assembleia - o que por acaso, se resume (apenas) aos seu apaniguados.

Até precisou melhor a sua ideia: "não vamos pôr pessoas idosas, algumas diminuídas fisicamente, a serem ajudadas por alguém em quem não confiamos e contra isto não vale a pena insistirem. Não mudaremos!"

Concordo.

Se a Junta é a sua quinta privada, se os alfenenses lhe entregaram as chaves do portão e não exigiram ficar pelo menos com uma cópia, se o jugo sobre a cerviz não magoa a todos com a mesma intensidade, ele pode arrogar-se o direito de continuar a proferir estas diatribes.

Por último a Associação Viver Alfena (AVA) a quem a Coragem de Mudar reconhece e reconheceu ontem publicamente uma vez mais, como merecedora de ser apreciada pelo trabalho positivo que desenvolve - uma entidade com personalidade jurídica própria, com corpos sociais eleitos e com estatutos próprios, mas sempre muito ligada ou misturada com o trabalho da Junta...

Recebeu há dias da Segurança Social o estatuto de IPSS, mas quem ajuda não sabe sequer onde acaba o trabalho que desenvolve em causa própria, com base num protocolo negociado com o executivo e onde começa o "trabalho social" do mesmo - foi a própria professora Manuela, presidente da AVA e ao mesmo tempo, vogal da Junta, que o disse desta forma curiosa:

- "Que "é muito difícil estabelecer uma fronteira entre o que é o trabalho do pelouro social da Junta que ela coordena e o trabalho da AVA";

- Que "a AVA como IPSS - e até mesmo antes de o ser - não tem que prestar contas a ninguém";

Acabávamos nós de tecer os mais elevados encómios ao seu trabalho e sai-se a senhora com esta tirada verdadeiramente surreal?

A não ser que os "corpos sociais" se resumam a ela própria, pelo menos a esses ela tem que prestar contas!

Por outro lado, sempre que receba ou passe a receber ajudas quer em dinheiro, quer em espécie, tem igualmente que dar contas da sua aplicação.

Sempre que desenvolva no dia a dia a sua actividade - meritória a todos os títulos, como já foi dito - tem que saber qual é a t-shit que veste: se a da AVA, se a da Junta, porque caso contrário, está a colaborar na habitual mistificação que  tem servido aos últimos executivos para "comprar" as maiorias que têm conquistado, com base na caridadesinha.

Quem recebe ajuda tem o direito de saber quem lha dá e quem oferece, seja géneros, seja outro tipo de bens, nomeadamente vestuário, móveis, electrodomésticos - e deve continuar a fazê-lo, porque cada vez mais as necessidades são maiores - também tem o direito de saber qual vai ser o "rótulo" que vai ser colado na sua oferta!

No melhor pano cai a nódoa e ontem, a professora Manuela não esteve bem.

Só para fecho deste breve relato do que ontem se passou, ainda ficamos a saber duas coisas curiosas:

1. Que a possibilidade da construção da plataforma logística da Jerónimo Martins "é o tipo de investimento que eu não queria para Alfena" - Rogério Palhau dixit...

2. Que "mais de metade do entulho depositado sob ao viaduto da A41 já foi removido e que o resto, dentro de uma semana, também o será. E que mesmo assim, não vai chegar para aquilo que precisamos" - nova citação de Rogério Palhau.

Ficava-lhe bem ter acrescentado duas coisas:

a) De onde veio todo aquele entulho que ali esteve a "agredir visualmente" quem passava pela Rua de S. Vicente e a poluir as águas do Leça;

b) Para onde vai tamanha quantidade de resíduos, que mesmo assim não chegam para as "necessidades"?

 

 

publicado às 13:08

VALONGO - TERRA ONDE O SILÊNCIO (LEIA-SE "LEI DA ROLHA") É DE OURO...

Daqui a escassas horas, terá início uma reunião pública da Câmara de Valongo.

Trata-se de um gesto caracteristicamente reactivo à conferência de imprensa dada pela Oposição na passada sexta feira e na mesma sala, para protestar contra a escassez cada vez mais notória das ditas reuniões de Câmara e sobretudo contra a irregularidade com que são convocadas - dando toda a ideia de que aquilo que é pretendido com esta estratégia, é "desabituar" os valonguenses de participarem nas mesmas.

A de amanhã, tem tudo para ser o que parece: simples "cumprimento de calendário". Basta olhar com atenção para a respectiva Ordem de Trabalhos.

No entanto, apesar da aparente folga de tempo deixada pelos assuntos agendados, apesar da situação financeira de falência que a Câmara vive justificar um esforço de abertura acrescido em relação aos cidadãos, os nossos "Vereadores que trabalham" ainda conseguem entreter-se com "guerrinhas de alecrim e manjerona" como é o caso de recusar um pedido de intervenção do Público,  (1) com base no "clausulado" que fazia parte do plano de saneamento financeiro e onde se previa que todas as reuniões passariam a ser públicas, com intervenção do público apenas na primeira 

Ocorrem no entanto duas situações que colidem com esta visão redutora:

Primeira: como a oposição bem disse na tal conferência que causou estupefacção ao nosso vice presidente, a média está muito aquém do que se encontra regulamentado. Logo, há um deficit para com o público.

Segunda: A tal deliberação da Assembleia Municipal que o vice presidente invoca - sim porque foi dele que partiu a limitação do direito de intervenção - não está em vigor, dado que todo o processo se encontra no Tribunal de Contas. Tanto assim é, que a Câmara estava obrigada a uma série de procedimentos, que por esta mesma razão não está a cumprir.

Portanto, nesta altura de crise grave e de incertezas várias, os valonguenses continuam a ter que contar (apenas) com uma Câmara, que além de falida por via do deficit financeiro, está - continua a estar - profundamente mergulhada no (infelizmente) habitual deficit democrático.

Talvez comecemos a perceber porque é que há cada vez mais gente a "comprar" a ideia de Passos Coelho de proceder a uma redução drástica no número de autarquias, empresas municipais, vereadores e quadros dirigentes do poder local.

Amanhã ficaremos a saber se ainda resta um pingo de sensatez aos quatro "Vereadores que trabalham", não impedindo mas antes estimulando os contributos do Público, deixando-se de invocar "regras" que de tão rebuscadas que são, transformá-las em lei não lembraria nem ao diabo.


(1) Por acaso - só por acaso - o pedido de intervenção é meu. Só tomei conhecimento da convocatória da reunião ontem e por isso e pelas restantes razões invocadas, mantenho o pedido. Veremos até onde é capaz de ir a prepotência - se é que a minha análise está correcta.

Uma coisa eu garanto para tranquilizar os intranquilos Vereadores e o funcionário do apoio áudio da Câmara que não tem culpa nenhuma do que se passa: não vou "tomar de assalto" o microfone...

publicado às 22:35

CENTRO DE SAÚDE DE ALFENA - DE "DÁDIVA EM DÁDIVA" ATÉ AO NEGÓCIO FINAL...

Às vezes os amigos poupam-nos trabalho e "tiram-nos as palavras da boca" - neste caso, em relação ao que gostaríamos de ter escrito neste espaço e com tanta graça como o faz o autor deste texto publicado AQUI, mas que eu sem cerimónias resolvi surripiar e publicar aqui neste modesto espaço. O assunto é actual, já deu "tempo de antena" aos vereadores da Câmara de Valongo - aos que trabalham, obviamente, que aos que "estorvam" foi facultada apenas a informação trabalhada e distribuída pelos canais habituais.

Aqui fica o texto reproduzido - com um formato de letra diferente, que o meu MAC de vez em quando, "arma-se" em esquisito:


Nós Também Queremos Ser Beneméritos!

Constou, aqui por casa, que, há uns tempos, um Alfenense de Gema tomou súbita consciência dos seus deveres de cidadania e, entrando de rompante na Junta informou estar na disposição de oferecer - i.e. dar (como oferta) -uma área de terreno a retirar de uma propriedade rústica que possui, e que se destinaria à edificação do Centro de Saúde.
O acto foi, obviamente, uma surpresa para os autarcas presentes, já desesperados pela ausência de gestos deste tipo por parte da ingrata população que os tinha elegido. E isto porque uma coisa é pôr o "votinho" na urna e outra, muito mais perturbante, é abrir os cordões à bolsa e ser benemérito.
A verdade, porém, é que o nosso recém-conscencializado Alfenense ali estava a oferecer - i.e. dar (como oferta) - o terreno capaz de resolver a questão da Unidade de Saúde, que há vários anos, se arrastava. Caía dos céus, aquela oferta - i.e. dádiva, cedência - e o Assessor Para Os Imóveis, esfregando as mãos de contente, ponderava já as vantagens económicas - para si e para quem mais merecesse - deste generosíssimo acto.
Certamente escoltado como preciosidade rara, lá seguiram todos para os Paços do Concelho onde um subserviente Arquitecto terá aplaudido a decisão - não só para exaltação do seu ego, mas, sobretudo, para agradar à sua hierarquia.
Não sabemos quem - ou sequer se todos - terá sugerido uma pequena compensação para tamanha generosidade. Coisa pouca, obviamente, sem significado, certamente, como, mais tarde explicaria brilhantemente o Autarca Putativo Presidente. Que não, argumentava o Benemérito, que nada mais fazia do que ressarcir-se de anteriores esquecimentos e que, por isso, não aceitaria, em troca de uma tão simples e insignificante oferta - i.e. dádiva -, o que quer que fosse!
Não concordaram os autarcas e respectivos Assessores. Pelo menos, se dignasse, o Benemérito, aceitar que, a expensas dos Paços, lhe fosse ofertado - i.e. dado (como oferta) - a construção dos acessos e o alvará de loteamento. Coisa pouca, também, obviamente, não mais do que uma meia dúzia de lotezinhos. Magnânimo, o Benemérito, aceitou com a modéstia que o caracteriza.
Apressaram-se, o Arquitecto a desenhar, o Autarca Putativo Presidente a preparar proposta devidamente fundamentada e o Jurisconsulto a dar parecer positivo (aliás, nunca dera nenhum negativo) - não fosse o diabo tecê-las - para logo que possivel, na reunião dos Paços, ser a mesma submetida a votação e aprovada. Como, de facto, veio a ser.
Há quem diga que o Benemérito se fartou de rir (baixinho) pela maneira como levou à pincha aquela súcia, aproveitando sàbiamente a incontrolável obsessão do Autarca Putativo Presidente em querer deixar de ser putativo. Pela nossa parte, não acreditamos em tal descortesia, preferindo crer antes na generosidade dos edis e Assessores. Consta mesmo que, por aqueles Paços foi (tem sido...,é...) frequente a generosa retribuição, em paga de ofertas - i.e. dádivas - vagas, ténues e inconsistentes. Não acreditamos! Invejosos, com certeza!
Não sabemos, cá por casa, o que haverá, de verdadeiramente verdadeiro em toda esta história que nos contaram. De qualquer maneira, já agora, para além de forte conscencialização dos deveres de cidadania, também temos um terrenito, coisa pequena, embora! Como havemos de fazer para oferecê-lo -i.e. dá-lo (como oferta) - de modo a que a súcia no-lo agradeça como ao Benemérito? Entrar, sem mais aquelas, pela Junta dentro? Publicar um anúncio no "Correio" ou no "Jornal Novo"? Arranjar quem assessorie a questão? Cumprimentar o Putativo Presidente? Alguém nos quererá dizer como? Que raio! NÓS TAMBÉM QUEREMOS SER BENEMÉRITOS!
publicado às 19:30

A CRISE - A ECONÓMICA E A DE VALORES...

Com muita frequência, "vemos, ouvimos e lemos" que algumas das políticas sociais que foram sendo implementadas ao longo destes últimos anos, não alcançaram (não alcançam) os resultados que se pretendiam obter quando as mesmas foram criadas.

A meu ver, há algumas razões que explicam esse insucesso:

À cabeça vem-nos logo a questão do Rendimento Social de Inserção (RSI) que desde início, serviu na esmagadora maioria dos casos - e isto, sem pôr em causa as reais necessidades de quem a ele recorria (recorre) - como "moeda de troca" para angariar votos.

O poder discricionário que sobretudo ao nível do poder local, era concedido àqueles que tinham de informar os processos por exemplo, funcionou como uma autêntica "fábrica de maiorias eleitorais". Depois, a atribuição dessa ajuda, foi sempre na base da caridadezinha e da esmola - e quem dá uma esmola não exige como é óbvio, nada em troca - quando, como o próprio nome indica, ela deveria servir para envolver as pessoas em trabalho social concreto e por via disso, ajudá-las a inserir-se de novo ou pela primeira vez, no mundo do trabalho.

Por isso é que vemos (ainda) um elevado número de cidadãos em idade adulta activa  - às vezes agregados familiares completos - que estruturaram completamente a sua vida com base neste subsídio e depois, escandalizámo-nos, porque alguém em muitos sítios do País, em muitas actividades e dos mais diversos estratos sociais, que sendo chamado para uma proposta de emprego, arranja todos os argumentos possíveis e imaginários para a recusar!

E catalogámo-los logo: preguiçosos, oportunistas, "subsídio dependentes"...

Esquecemo-nos é de que foram os políticos, os autarcas, as pessoas com alguma possibilidade de ajudar a construir uma mentalidade nova, que foram formatando - em benefício próprio - esta maneira de encarar as ajudas que o Estado vai dando a alguns, usando as contribuições de muitos. Sim porque o Estado não tem dinheiro nem uma máquina de o fazer: ele vem dos impostos de quem trabalha ou cria emprego!

Já hoje num comentário feito no Facebook a propósito deste problema e desta questão de existirem dezenas, centenas, talvez milhares de ofertas de emprego que são recusadas por centenas, milhares, talvez dezenas de milhares de subsídio dependentes - eu falei do que pelo menos até há algum tempo atrás, se passava aqui em Alfena.

Pena é que os Organismos fiscalizadores não tenham andado e continuem a não andar, atentos aos "sinais exteriores de maiorias" e ao contrário de outras buscas, não tenham preferido direccionar algumas para esta área específica.

Agora também, isso já não é muito relevante porque a contenção é tanta, que a "torneira" se fecha e raciona de forma automática o respectivo "débito" - criando porém aqui - através dos "cortes cegos" novas formas de injustiça.

publicado às 12:54

CÂMARA DE VALONGO - ESTUPEFACÇÕES...

Já não há lugar para a dúvida: A Câmara de Valongo - a "fracção do condomínio" pertencente a Fernando Melo, continua a agir como se ainda vivesse em situação de posse plena da "quinta"!

 

Fernando Melo, o Presidente de Câmara com a mioria mais pequena do País não se apercebeu da mudança operada nas últimas eleições e também ninguém se lembrou de o avisar.

 

Continua por isso, suportado pelos três pontos de apoio do "andarilho" - que já só assim, é que ainda "mexe alguma palha" - a esquecer-se das suas obrigações de autarca, a ignorar a lei, desde logo a lei própria da Câmara, que é o seu Regimento e a falar em Vereadores que trabalham e Vereadores que estorvam - sendo que aqueles que estorvam, são exactamente os que querem trabalhar em prole de Valongo e vice versa...

 

"Por acaso", os tais que no dizer de Fernando Melo - talvez num dos seus momentos de "especial lucidez" são os que estorvam - reuniram-se ontem simbolicamente na Câmara com os Órgãos de Comunicação Social, para darem público sinal da sua indignação e ao contrário do que seria expectável, isso provocou estranheza no vice presidente, Dr. João Paulo Baltazar - uma pessoa que como todos nós, pode ter muitos defeitos, mas não o de falta de lucidez.

 

Portanto, se ele estranhou a atitude de ontem por parte da oposição, se ele já disse publicamente que quer ser Presidente de Câmara, esta atitude não pressagia nada de muito positivo!

 

Tem no entanto ainda muita estrada para percorrer e pode ser que até lá, acabe por "descobrir" as razões de tanto descontentamento por parte da oposição e de muitos valonguenses - a maioria, porque convém não esquecer que a oposição é "maioritária" na Câmara!

publicado às 13:31

VALONGO - TERRA DE DEFICITS VÁRIOS...

 

As notícias sobre a Câmara de Valongo que amanhã vão sair em alguns jornais, com maior ou menor destaque, vão responder de alguma forma ao meu amigo A. da Vicência e às questões que coloca no seu comentário ao meu penúltimo post.

É que o Dr. Melo e as suas muletas - ou para sermos mais rigorosos os três apoios do andarilho que o sustenta - constituindo o executivo municipal com a maioria mais pequena do País, ainda não perceberam que a  "quinta" agora é um "condomínio" que tem de ser administrado de forma diferente daquela a que estavam habituados: A oposição é maioritária e em qualquer momento, basta que resolva colocar acima dos interesses partidários os do Povo de Valongo para reduzir o Dr. Melo à "expressão mais simples", fazendo com que regressem à Câmara as competências que lhe foram delegadas no início do mandato, com os votos favoráveis do Partido Socialista.

Parece que é para aí que se encaminham as coisas, dado o tipo de governação que vem sendo imprimido. Talvez aquela célebre frase do Dr. Melo de que "na Câmara há quatro Vereadores que trabalham e cinco que estorvam" não tenha sido (apenas) uma simples piadola boçal e de mau gosto e corresponda de facto à forma como pretende levar a cabo este seu último fôlego de "dinossauro" do poder local.

Por isso e porque na "quinta" - agora "condomínio"-  os restantes "condóminos" resolveram convocar para hoje uma conferência de imprensa para manifestar o seu protesto perante as cada vez mais raras reuniões de Câmara - que agora, são como sabemos, todas públicas.

Claro que a gente sabe que a Democracia e as suas regras não convivem bem com a corrupção e quanto menor for o escrutínio da oposição e dos valonguenses em geral "melhor", pensam eles  - e pior, dizemos nós...

Abaixo reproduzo apenas a posição da Coragem de Mudar pela voz da sua Vereadora Dr.ª Maria José Azevedo na dita conferência de Imprensa - apenas porque não tomei ainda conhecimento da do Partido Socialista que esteve representado na mesma pelo Dr. Afonso Lobão.

Talvez o Dr. Melo venha a ter um final do seu último mandato tão atribulado como efectivamente merece!


 

publicado às 17:07

ALFENA - SERVIÇO PÚBLICO

Apenas para cumprir uma determinação legal, que os assuntos de interesse pelos vistos não abundam, terá lugar no próximo dia 29 pelas 21,30 horas e no local do costume - anfiteatro do Centro Cultural - mais uma sessão ordinária da Assembleia de Freguesia.

Pela Ordem de Trabalhos constante do Edital que publico ao fundo e também pelo conjunto de documentos entregues aos Deputados - desta vez dentro do prazo - não se prevêem novidades de maior...

- Talvez uma referência a um assunto que vá-se lá saber porquê, não deixa os nossos dinâmicos muito àvontade: a inauguração do Hospital Privado de Alfena - o tal que iria dar emprego a muitos alfenenses e que timidamente se anunciou para princípios de Novembro e que atendendo à importância do investimento, já deveria estar a ser massivamente badalado pelos meios publicitários do costume...

- Depois, provavelmente uma passagem ao de leve sobre o assunto do pedido de excepção ao PDM para a construção da plataforma logística da Jerónimo Martins, cujo período legal de discussão pública de trinta dias se inicia na próxima segunda feira: É que quanto mais se falar no assunto, mais s estará a promover a eventual multiplicação de contributos críticos por parte dos alfenenses e seguramente que nem todos irão no sentido positivo.

- A habitual informação - desta vez bem minimalista  - do Senhor Presidente  - minimalista, porque também não podia ir muito mais longe...

- Uma ou outra resposta mais ríspida do Senhor Presidente a uma ou outra pergunta de algum Deputado - daqueles menos "atentos e veneradores" - mas isso também já se tornou num hábito e tudo que é habitual, acaba por ser mais maçador que incómodo.

- E finalmente, no ponto reservado ao Público, algumas perguntas mais ou menos "atrevidas" que serão tratadas também da maneira habitual pelo Senhor Presidente - Ah! esqueci-me de dizer, mas por Senhor Presidente, deve entender-se Senhor Presidente de Junta.

Este é o meu vaticínio para o que virá a ocorrer, mas também já vou adiantando que nunca acertei no Euromilhões!

publicado às 22:39

"ÀS ARMAS, ÀS ARMAS, CONTRA A CORRUPÇÃO LUTAR, LUTAR"!

Conforme o previsto, está finalmente em curso o "processo de favorecimento" - activo e passivo - aprovado na última reunião de Câmara e relativo ao pedido de excepção ao PDM para a construção de uma plataforma logística de 52 hectares no local designado por Cinco Caminhos,  junto à "nova" Chronopost.

Para já, o que está em causa é a discussão pública de um pedido de excepção ao PDM, que de acordo com a lei, terá a duração de 30 dias e cuja contagem se iniciará a partir da próxima segunda feira, conforme refere ao JN o Dr. João Paulo Baltazar, vice presidente da Câmara.

Como eu já disse, as excepções são mais rentáveis e o grupo Jerónimo Martins "está interessado em Alfena há mais de três anos" (sic) e como é óbvio, não pode esperar mais - dado que o novo PDM "deverá entrar em vigor em Março de 2012" (também sic).

Tem razão - não querer esperar mais - dado que já nem os próprios valonguenses suportam continuar a ouvir falar na revisão de um PDM que "deverá sair daqui a cerca de três meses" - esta é a resposta "chapa cinco" a várias perguntas que eu venho fazendo em várias reuniões públicas de Câmara há longos meses...

Como diz o alentejano quando lhe perguntamos onde fica um determinado local "é já ali compadre" e depois fartámo-nos de galgar quilómetros antes de chegar ao sítio...

Mas voltando à Plataforma, atenção alfenenses!

O investimento pode até ir para a frente, pode até criar postos de trabalho, pode até ajudar alguns gabinetes de arquitectura e desenho do nosso burgo, podem eventualmente conseguir isso tudo, mas vai gerar impactos muito negativos para a nossa terra, nomeadamente em termos de efluentes: como muitos já se aperceberam, a parte baixa da nossa cidade, tem enormes constrangimentos em termos da rede de saneamento básico e onde é que os alfenenses pensam que virão parar os que ali vão ser produzidos?

Para além de tudo o mais, aquilo de que os alfenenses precisam, é de um projecto concreto de investimentos a longo prazo e não de mais um "elefante branco" do género do actual parque industrial amplamente promovido na altura pelo mais "mediático gabinete de arquitectura" de Alfena e agora quase totalmente ao abandono.

Que ninguém se deixe enganar "com papas e bolos", nem "cantos de sereia" e percebamos de uma vez por todas, que talvez esteja aqui a oportunidade de ouro para começarmos a trabalhar no sentido de tirar Valongo - e também Alfena - do mapa desprestigiante da corrupção nacional em que há muito nos colocaram.

 

publicado às 14:48

O QUE É MEU NINGUÉM ME TIRA... (*)

 


 

Já falei do meu jardim há tempos atrás - a propósito de um poste da EDP que me me "plantaram" junto à minha japoneira predilecta.

Não é sobre isso que quero hoje escrever, mas já agora, relembro a dúvida que na altura me invadiu e que deu origem a duas reclamações a que a empresa respondeu negativamente e a duas queixas apresentadas ao Provedor do cliente - vão já quase dois meses - e sobre as quais nada me foi dito até ao momento - é este o tipo de "Provedores" que as empresas que prestam serviços públicos fingem ter e este o tipo de "trabalho" que os ditos aprentam em prole da alegada defesa dos consumidores:

Será que existe alguma lei que me obrigue a ceder gratuitamente um espaço que é privado, para instalar uma infra-estrutura que é pública e deveria ser instalada no passeio - do outro lado do muro?

Regressemos porém ao meu jardim, versão micro, na avaliação que eu faço sobre um espaço onde tenho de me limitar a assistir às corridas desenfreadas da caniche míni da família, porque o dito não daria, mesmo que me apetecesse fazê-lo, para a acompanhar e participar mais activamente nas suas brincadeiras.

Mesmo assim - e acho que também já o referi num outro post - ainda chega para uns quantos arbustos ornamentais e para uma oliveira centenária.

É sobre ela - ou melhor, sobre algo que tem a ver com ela - que hoje quero escrever.

Ao contrário de anos anteriores, em que foi demasiado avara na produção, este ano, excedeu-se em generosidade e presenteou-me com uma carga de azeitonas da espécie "bical" - aquelas de que mais gosto - as quais se começam a aproximar do ponto ideal para fazer o varejo, com o respectivo lençol velho estendido na relva para facilitar o aproveitamento total das mesmas.

Acontece que uma quantidade significativa da "produção" amadureceu mais cedo um pouco e comecei a notar que uns certos "predadores" com asas as andavam a roubar descaradamente à vista dos meus olhos.

Varejo excluído, devido ao atraso no desenvolvimento das restantes, resolvi fazer o óbvio - e obviamente mais trabalhoso também -  pegar um escadote adequado, um balde de plástico e uma dose de paciência à medida da tarefa e lá fui fazer uma colheita selectiva que me empatou uma horita bem medida e uma meia dúzia de mudanças de posição do referido escadote.

Colheita compensadora - mais de dois quilos - para a pequena amostra que representa em relação às que restam e que espero bem que resolvam amadurecer mais ou menos ao mesmo tempo, para me facilitar a tarefa.

Fiquei com a ideia de que o meu trabalho foi "sindicado" à distância pelos "predadores", mas com a minúcia com que o levei a cabo, pode ter ficado uma ou outra mais coradinha, esquecida atrás de algum ramo mais denso, mas não vão dar para se continuarem a banquetear como vinham fazendo nos últimos dias!

 

(*) Excepção para os roubos praticados pelo governo do País, os quais não consigo contornar...

 



publicado às 09:24

ACREDITAR!

Encontro inesperado

No local mais improvável

O mesmo ar afável

O mesmo sorriso rasgado

Mas senti que era diferente

Menos seguro o seu caminhar

Menos brilhante o seu olhar

Amigo atento sente sempre...

E ainda que o sofrimento

Seja algo indefinido

Ou apenas pressentido  

Senti-o nesse momento

(Como a bruma matinal

Na despedida do Verão

Pressagiando a transição

Para a estação outonal)

Mais tarde nesse dia

Tive concreta explicação

E sem negar apreensão

Só espero de quem avalia

Um monumental NÃO

E se o coração

De amiga periclita

O dos amigos incita

(No meu léxico cara amiga

Desânimo foi palavra banida

Inventei outra equivalente

ACREDITAR - firmemente)

 

Escrito em 14 de Setembro.

(Pretende ser um gesto de solidariedade para com uma amiga a braços com uma dúvida sobre a sua saúde – que espero, ou melhor, que acredito, não virá a confirmar-se!)

publicado às 22:16

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