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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

SEM COMENTÁRIOS...

Citando o blog "o jumento"

O momento em que o Vespinha do CDS acompanhado dos colegas que não quiseram deixar de estrear a máquina, recebia o seu novo bólide.


Pedro Mota Soares, ministro da caridadezinha governamental
O Vespinha fez um intervalo na sua acção de caridade e depois de meter duas crianças em cadeira nas creches pagas pelo Estado já arranjou impostos pagos pelos desgraçados para tirar a barriga de misérias e andar num Audi topo de gama. Enfim, Não sei como diriam os franceses ou os ingleses, mas sei o que dizem os portugueses destes canalhas, "mas que grandes filhos da puta!".

O ministro Pedro Mota Soares, que chegou de Vespa à tomada de posse do Governo de Passos Coelho, desloca-se agora num Audi topo de gama que custou 86 mil euros.


O "Correio da Manhã" escreve que Pedro Mota Soares, ministro da Solidariedade e Segurança Social, faz-se transportar num carro de luxo cujo preço de venda ao público ronda os 86 mil euros. Numa altura de cortes nos subsídios de Natal e de férias de funcionários públicos e pensionistas e em que se pede contenção aos portugueses, o ministro que, em Junho, se apresentou na tomada de posse do Governo ao volante de uma Vespa desloca-se agora num carro novo, com matrícula de Julho de 2011.

A viatura, um Audi A7, de três mil cm3 de cilindrada, com o preço de 53 mil euros (a inclusão de equipamento opcional rondou os 46000 euros), foi entregue ao abrigo de um contrato com a SIVA e levantada pelo próprio ministro Pedro Mota Soares, num stand da zona Sul do Parque das Nações, em Lisboa. A somar o valor dos impostos (29 mil euros), o valor total da "bomba" atinge os 86 mil euros.

DN - 28 Novembro
publicado às 12:39

AL HENNA - "TRABALHO DE CASA"

Se é que podemos falar em situações verdadeiramente surreais, a questão dos limites de Alfena é uma delas: Seja qual for o ponto por onde se lhe pegue, não encontramos uma razão plausível que possa justificar tamanho engano no "recalcular oficioso" do nosso território - e digo oficioso, porque por enquanto, não se conseguiu identificar, qualquer pessoa ou entidade a quem possamos com total segurança, atribuir a responsabilidade directa por tão significativa perda de território, "passando por cima de registos históricos, de marcações físicas (marcos), de  delimitações naturais (linhas de água e de cumeada) de registos matriciais de prédios rústicos e urbanos...


Mas sobretudo, não se consegue perceber como é que durante tanto tempo não se deu pelo engano, quanto mais não fosse, a propósito das transferências das verbas do OGE, sabendo-se como se sabe que um dos itens que entram na fórmula de cálculo é a dimensão territorial.

 

Talvez agora (ou por agora) interesse pouco "bater mais no ceguinho" e seja mais importante pegar no problema pelo lado que verdadeiramente interessa: o levantamento histórico/documental e com base no mesmo, dar início a um genuino debate entre os vários parceiros que verdadeiramente contam para a procura de um ponto de encontro que tenha como centro a "verdadeira" verdade - porque o que vamos ouvindo da parte de todas as Freguesias com quem fazemos fronteira (com quem fazíamos) é que ninguém quer tirar nada a ninguém, mas já que chegamos a este estado avançado de engano, quem tem razão deve provar que a tem.Esse foi aliás, um compromisso assumido pelo actual executivo de Alfena que rejeitou uma ideia inicial de criar um grupo de trabalho para proceder ao necessário levantamento da situação, alegando que teria condições para encontrar uma solução de consenso com as restantes Freguesias.

 

A verdade é que não se avançou nada na busca da tal solução de consenso e isso obrigou as pessoas mais preocupadas e mais atentas ao arrastar do problema a partirem elas próprias e por sua conta e risco, ao encontro da história da nossa terra rebuscando arquivos pessoais, bisbilhotando o imenso acervo da Torre do Tombo, do Convento do Carmo em Coimbra, sujando os pés a palmilhar quilómetros do nosso território para "confrontar" a documentação existente, com a realidade no terreno.

 

Trabalho de casa que outros deveriam ter feito mas que não tendo acontecido, a AL HENNA abraçou transformou em CAUSA prioritária e que amanhã apresentará publicamente com o prazer que sempre resulta de um dever de cidadania cumprido e também com uma pequenina dose de orgulho que os alfenenses farão o favor de desculpar - sobretudo por parte daqueles elementos mais esforçados e "fisicamente mais bem preparados" para as várias caminhadas que tiveram de fazer ao longo do nosso território.

 

O Convite apresentado acima, dirige-se a todos os alfenenses e foi também endereçado a todos os presidentes de Junta - do nosso Concelho e dos Concelhos vizinhos com quem Alfena confronta - bem como ao Pároco da Alfena, a todos os grupos políticos com representação na Câmara e Assembleia Municipal e à própria Câmara.

Alfena merece a comparência de todos!

publicado às 16:58

CÂMARA DE VALONGO - "AGORA SIM"...

 

Última Hora:

Sua excelência regressou da recente situação de "baixa médica", cheio de energia e pelos vistos, também disposto a "ter voz" - novamente(?).

 

Em breve, voltaremos com mais pormenores sobre o assunto e nessa altura, falaremos eventualmente também sobre um novo Kalimero em versão alfenense.

Começa agora a perceber-se melhor a "profundidade" do último

comunicado dos Unidos.


 

 

 

 

 

 (...)


PS:

(Em actualização):

 

publicado às 10:23

"MARKETING" ALFENENSE...

Acho que é um pequeno "tique" que todos temos em maior ou menor grau: concluímos uma qualquer obra que envolva alguma criatividade - o "pintor amador", o "generalista" da bricolage que conclui um pequeno trabalho, o horticultor ou jardineiro de fim de semana - e depois lá ficamos, durante uns minutos mais ou menos longos conforme o tamanho do respectivo ego, embevecidos, babados, a contemplar a obra feita. É humano, aceita-se, desde que não se  exagere no silencioso mas óbvio auto elogio.


Vem todo este arrazoado, a propósito da "obra" que estava a ser executada na passada quinta feira ao início da tarde no terreno onde é suposto vir a ser construída a futura Unidade de Saúde Familiar de Alfena.


Quando passamos no sentido Alfena-Ermesinde, estava já na fase final. Demos (éramos dois) a volta ao burgo e por coincidência, cerca de uma hora depois, viemos sair novamente à Rua de S. Vicente, a norte da "obra", logo, fizemos nova passagem pelo local, constatando que a mesma tinha já terminado e os "artistas" lá estavam, no passeio contrário, embevecidos, babados a contemplar a mesma com ar de quem tinha vontade de perguntar aos passantes "-que tal, está a vosso gosto?".


Era evidentemente pessoal da Junta de Freguesia e o grau de embevecimento que se notava no rosto dos presentes - sobretudo no do coordenador da empreitada - era inversamente proporcional à importância da tarefa concluída:

Coisa pouca, sem interesse relevante para o Povo, para quem este tipo de "marketing" não constitui nenhum benefício - porque se tratava afinal, da simples  colocação de um "outdoor" anunciando a localização futura da nova Unidade de Saúde.


Para os alfenenses, sobretudo para os económicamente mais débeis que não podem aceder à "saúde dos ricos" prometida para "ontem" pelo grupo Trofa Saúde, importante será de facto, o mais que problemático arranque da construção da mesma.


Mas se coisa tão pequena os embeveceu tanto, ficamos a torcer - neste caso concreto, sem qualquer ironia - para que os vejamos a babarem-se durante horas, dias seguidos, mesmo meses, na altura em que a nova Unidade de Saúde for inaugurada. Inaugurada, sublinho, porque a simples construção não chega. Basta vermos o que se tem passado com as sucessivas "inaugurações" do Hospital Privado, sucessivamente empurradas para a frente no calendário dos meses - melhor dizendo, dos anos...


Só que no caso concreto da Obra de interesse público efectivamente relevante as "vacas que já foram gordas" estão agora mais escanzeladas que cão abandonado e à mingua, o que desde logo aconselha a que esperemos sentados para que não nos cansemos demasiado. Foi o que eu fiz quando anunciaram a construção da "feira temática" e nem sequer ensaiei levantar-me quando anunciaram a "primeira inauguração" do Hospital Privado, cautela que se veio a revelar completamente justificada e me poupou muito e penoso cansaço - que não sou capaz de aguentar muito tempo de pé!

publicado às 10:04

"ATIRA-TE AO MAR E DIZ QUE T'EMPURREI..."

Barroso diz que é em momentos de crise que a Europa avança

"O Mar é um dos sectores que nos pode ajudar a libertar da crise, mas é preciso ter os pés bem assentes na terra para podermos passar este momento. Deixo, no entanto, uma nota de realismo e confiança no futuro", afirmou Durão Barroso no encerramento da "Conferência do Mar".



O título - do Expresso - diz tudo! Como é que a solução nunca nos tinha ocorrido?

 

A Europa não atava nem desatava, ou como costumamos dizer por cá, "não passava de cepa torta", logo, constituindo esse marasmo evidentemente um grande mal, havia que - e novamente recorrendo à ajuda da sabedoria popular - encontrar o grande remédio!

E perguntarão as pessoas comuns: "mas qual é, qual é?" (o grande remédio). Ora essa! Então não se está mesmo a ver que - qual "ovo de Colombo" - ele esteve sempre à frente dos nossos olhos desde há vários anos? Só que,  de tão óbvio, de tão explícito, nunca nos ocorreria sequer reparar nele: A CRISE!

Têm um problema com a subsistência do vosso agregado familiar, com a prestação da casa, do carro, das propinas dos filhos? Desencadeiem uma crise - não vos vou dizer de que tipo, sejam criativos - e verão que no dia seguinte, desde que obviamente vocês estejam com o rabo sentado em território europeu, o vosso problema terá dado um pulo para a frente e terá avançado!

"Pode lá ser!"- dirão os mais incrédulos. Pode! E é novamente Durão Barroso que explica como:
Sigam então o raciocínio da ilustre figura: CRISE = EUROPA A AVANÇAR (EM DIRECÇÃO AO MAR) e ... voilá! A LIBERTAR-SE!

Atenção porém ao aviso  - que Durão também faz: "mas é preciso ter os pés bem assente na terra..."

Claro! Como é que alguém se consegue atirar ao mar sem fincar os pés em terra firme? Se estiverem a gravitar, o mais provável é não conseguirem dar força suficiente ao impulso para o mergulho e ficarem a rodopiar sobre vocês mesmos. Depois digam que "santos de ao pé da porta não fazem milagres"!

Durão Barroso é "santo da casa" e deu-nos a solução - óbvia, simples, possível, quase indolor.

Só não explicou porque é que a Europa nos andou  a dizer desde que entramos para o clube, que tínhamos de desactivar a nossa frota de pesca, mas o homem também não se pode lembrar de tudo...
publicado às 17:39

EUROBONDS E "EUROBUNDAS"...

O Povo costuma afirmar que "quem diz a verdade não merece castigo" e todos nós sabemos que os Bancos e todo o sistema financeiro  mundial estão "falidos".

Será que o cidadão comum que repete isto todos os dias - aqui e por essa Europa fora - também corre o risco de ser condenado e ir preso?

 

No que a Portugal diz respeito, não restam dúvidas sobre a "falência" do BdP, da CGD, do BCP, do BES, do BPI, do Santander e dos outros todos que me escapam e talvez a falha da promotora bancária referida na notícia, tenha residido apenas na referência a um único do imenso grupo de "falências".

 

É aliás por causa dessa falência, que países como a Grécia, a Irlanda, Portugal, Itália, Espanha - e não demorará muito, todos os restantes "euro jogadores" - estarão na mesma situação arrastados pelo "disparo" meteórico das suas dívidas soberanas.

 

E devo dizer que fico deveras baralhado por se continuar a chamar "divida soberana" ao calote de um País que já deixou há muito de ser soberano e que desde ontem vemos ser classificado como "lixo".

 

Não tardará muito, surgirá por aí uma qualquer "agência de notação de países" de vassoura em punho a varrer-nos para um qualquer caixote de lixo gigantesco a criar por uma nova "sociedade das nações", alegando preocupações de ordem ambiental.

 

Parece que se pensa a partir do próximo ano acabar com o feriado do 1º de Dezembro. Não será talvez o caso de pensar um pouco melhor sobre o assunto, para que não tenhamos mais tarde ou mais cedo de voltar a reactivá-lo?

 

Alguns alegados "profetas da desgraça" - na perspectiva daqueles que se sentem atingidos pela análise arrasadora que é feita à actual situação financeira mundial - andam há muito a colocar a  hipótese cada vez mais eminente e menos improvável de um "terceiro conflito mundial" e cada vez mais, me parece cada vez menos tola essa ideia...

 

As guerras começam sempre assim: De um lado, o poder financeiro selvagem ameaçado no cerne dos seus interesses e do outro, os políticos/bonecos de cordas, sem voz própria sem iniciativa própria, sem força autónoma que lhes possibilite qualquer tipo de movimento - portanto, completamente dependentes dos cordelinhos que os tais fazem mover.

 

No caso da Europa, respiram Euros doseados e ministrados através de uma complicada malha tubular que os liga à máquina financeira monstruosa que vai - por enquanto - mantendo em respiração assistida, esta "União" Europeia em estado terminal e "presa com arames".

 

Não sei portanto, como é que alguém que diz o óbvio, pode correr riscos de ser julgado e preso! 

 

Não sei aliás, como é que se pode (em Portugal) falar ainda em julgar alguém com base neste sistema de "justiça" onde não existe Justiça na verdadeira acepção da palavra! 

 

Não sei porque é que ainda nos baseamos no Euro - quiçá num futuro próximo, no Escudo, no Dracma, na Lira, na Peseta, no Marco, ou mesmo no Dólar... para o nosso sistema de trocas! 

 

Não sei porque não regressamos pura e simplesmente à troca directa das mercadorias produzidas por cada um, ou ao sal e certas especiarias, como já aconteceu no passado distante! 

 

Não sei porque é que alguns ainda arriscam ter dinheiro nos bancos, dinheiro que um dia, ainda que "fisicamente" não desapareça, não passará de material de museu com interesse meramente histórico! 

 

Não sei como é que ainda temos pachorra para assistir a maçadoras conferências sobre "os motivos da crise financeira mundial", para ouvir os políticos - todos os políticos - a emitirem opiniões sobre esses motivos e a proporem soluções à medida para os ultrapassar - à medida da sua própria mediocridade e portanto, perfeitamente condenadas ao fracasso: Uns falam em "Eurobonds" como remédio e logo outros se apressam a dizer o contrário. Todos coincidem na ausência de ideias válidas, na total ausência de vergonha, na desfaçatez com que falam nos interesses dos povos dos Países sobre os quais permitem que continue a pisar a "bota gigante" dos FMI's, BCE's e quejandos. Há no entanto um traço comum a todos eles:


As EUROBUNDAS que ostentam e que são alimentadas pela gordura do sistema - porque o mal não vem de "fora", o mal está no próprio sistema!

 

publicado às 10:32

A GREVE E O "RICOCHETE"...

Hoje é dia de greve geral - uma forma de luta que regra geral, está sempre no final de todo um conjunto de outras acções visando protestar contra algo que corre mal no mundo do trabalho, lutar por condições de dignidade, sejam elas de carácter económico ou de outro tipo - que as relações de trabalho não se estabelecem apenas ao nível da remuneração.

 

A greve geral de hoje, tem motivações bem mais abrangentes - em relação aos objectivos e aos adversários em presença, dificilmente enquadráveis no tipo de motivações mais comuns de todo o histórico das lutas recentes dos trabalhadores portugueses. Tem a ver com a situação do País e com o caminho para onde nos conduzem as políticas pedidas/aceites por quem foi eleito para nos governar, mas abdicou desse direito/dever em favor de uma troika "eleita" pelo capital internacional - que indirectamente, é quem mais ou menos sub-repticiamente governa na Europa da União, mas que no caso concreto de Portugal, governa de facto e directamente.

 

Como antigo sindicalista que fui - primeiro, activista e depois dirigente - sei por experiência feita, que a "mecânica" das greves, é relativamente simples: "que prejuízos é que a falta do meu trabalho provocará nas finanças do patrão", sendo que no balanço entre os interesses (ou prejuízos) das duas partes, a greve pode ser a alavanca para resolver a situação a favor da parte mais vulnerável, devido as efeitos de escala - um só não conseguiria nada, mas cem mil ou um milhão já podem conseguir.

 

O problema da greve de hoje, é que do outro lado da barreira, não está o patrão, um sector específico de actividade, uma corporação. Do outro lado, está um governo manietado - se quisermos ser mais benévolos na apreciação que possamos ter da situação - ou pior do que  isso, conivente com a "governação" externa que pediu, recebeu e não questionou quando lhe foram impostos os objectivos e os métodos de governação a implementar.

 

E quando os interesses em presença são deste tipo, a parte mais vulnerável perde sempre - mesmo que "ganhe" na guerra dos números que agora se vai seguir.

 

A troika impôs metas e doa a quem doer, passe o "cilindro" por cima de quem passar, elas hão-de ser cumpridas!

 

Os prejuízos que uma greve convencional contra "inimigos" convencionais visa provocar, funcionam portanto, como factor dissuasor relativamente à tentativa de implementação de certas medidas consideradas lesivas, ou recusa de outras que se pretenda alcançar.

 

No caso de hoje, vão transformar-se numa espécie de ricochete - o projéctil vai regressar-nos às mãos com um impacto provavelmente bem mais violento e nocivo do que aquele com que terá atingido apenas de raspão o "inimigo" - e digo "nos", porque o ipacto vai atingir não apenas os autores do "disparo" mas todos os que estejam à sua volta!

 

A greve é uma arma e como todas as armas só resulta se for usada de forma adequada em primeiro lugar, e se do seu uso, não resultarem mais efeitos colaterais nocivos do que os que directamente se pretenda obter com o recurso à mesma.

 

Acho que infelizmente, hoje vai haver mais estragos, mais "mortos e feridos", mais estropiados e mais desalojados "do lado dos bons", que do lado do "inimigo".

 

E por fim, há este facto perfeitamente perverso do momento actual que se vive em Portugal: a greve é uma arma ao alcance de cada vez menos gente - porque o "exército" daqueles que têm um emprego, seja ele muito ou pouco estável, tem cada vez menos "efectivos".

 

Caso para dizer que hoje em dia, ter motivos e possibilidade de fazer greve, já é em si mesmo um privilégio! 

 

publicado às 11:13

VALONGO - "O BONECO E O VENTRÍLOQUO"...

A propósito do artigo de opinião - mas desde quando é que o "boneco do ventríloquo" tem opinião? - assinado(não sabemos em rigor, se também escrito) pelo Director do Correio do Dono, perdão, Correio do Douro - assunto sobre o qual já aqui escrevi - chegou-me às mãos esta pérola de resposta do meu caro amigo José Manuel Pereira.

Quando os amigos dizem tudo o que deve ser dito, porquê acrescentar mais alguma coisa?

Talvez apenas reforçar o conselho ao cidadão-Director Óscar Queirós:

Venha até junto dos antigos donos das bouças agora "coladas" umas às outras e transformadas num "modelo à escala" do deserto do Saara.

Venha e será recebido de braços abertos pelos "contribuintes lícitos para um enriquecimento ilícito" - ou que pelo menos, permanece na imensa sombra onde a designação faz todo o sentido.

Venha daí e talvez possa até dar-se o caso de algum deles lhe oferecer uma bebida - com copo e tudo!

Venha de mente aberta e já agora, traga o "dono" consigo, porque quem oferece um copo oferece a garrafa, ou até mesmo o barril!

Ora então, cá vai o texto do Zé Manel:


 

"CORAGEM DE OPINAR 

Caro Sr. Diretor Óscar Queirós

 

A edição do Correio do Douro de 12 de Novembro último, dá, no seu artigo de Opinião, triunfal destaque à sua Coragem de Estragar. Uma virtude divinamente reconhecida quando, independentes como o meu caro, correm desesperadamente para o teclado e martirizam as teclas com (pro)fundas verdades terrenas. Parabéns. É dos nossos!

 

Na habitual pausa do sudoku, li o seu artigo, fiz as palavras cruzadas e quando dei por mim, lá estava eu ao pé de um multibanco a sacar o extracto bancário. Com largo sorriso de quem não sabe de onde vem dinheiro que sempre tem, disse cá para mim: Dinheiro em Novembro, Natal em Dezembro.

 

Voltei ao artigo e apesar das semi-mentiras que o mesmo verdadeiramente refere, fiquei baralhadamente estarrecido com a argumentação sem fundamentação que o seu referido desabafo escrito apresenta. Numa simbiose de Editorial/Opinião, - ora Óscar Queirós, ora Diretor, ora Jornalista, ora cidadão, ora opinador – apresenta-nos a custo zero, um milagroso ato de contrição sobre o que é a mentira, a falta de ética e deontologia jornalística: mostra desconhecimento do processo, leal subserviência a uma desinformação contra-informativa, rápida necessidade de, à falta de melhor jornalismo, manter o Correio ligado à máquina. Enfim, interesses que não interessam.

 

Evitando sempre falar em nomes (não vá, por distração, dizer a verdade) recorre ao genérico do infinitivo pessoal para mandar uns bitaites, verdadeiro frete a quem se presta a trabalhar à peça e por encomenda – tipo Information Just in Time. Semeia afirmações despropositadas, marimba-se nos interesses da isenção e objetividade, clama ao céu o inferno da fogueira que pretende acalentar sempre em nome dos bons negócios (não utilizei a expressão negociata para não gastar mais toner). 

 

Defende “corajosamente” – com unhas e dentes – todo o processo ocorrido, sempre considerado transparente, legítimo, honesto, cândido, desejável, legal e necessário. Entende que os meios (financeiros) justificam os fins. Logo que todos fiquem a ganhar, nada mau. Sendo assim, e mal agradecidos que somos “que podemos nós apontar ao negócio?”. 

 

Malditos tipos da Coragem de Mudar, essa gente, verdadeiros boateiros que está apostada a por a dezoito anos de concubinato e a “fortuna colossal” que mui incomoda o nosso opinante. Não vá os investidores fugirem e o investimento que tanta falta faz a Valongo e às suas gentes – quais gentes? – se transfiram para outras bandas dispostas a abrir os braços, “porque é demasiado importante o que têm para oferecer”. 

 

Os meus parabéns. Procurou prestar um excelente serviço. Sem estragar a sua coragem, tente abordar os referidos proprietários e questione-os, num mero trabalho jornalístico, com que força abrirão os braços à sua indignação. Aí, creio, vão recebê-lo de braços abertos, em nome da “boa-fé” e da “fortuna colossal”. Vai sentir-se aconchegado junto daqueles cuja reputação se encontra abalada por gente honesta.

 

José Manuel Pereira 

Um Corajoso da Coragem de Mudar" 


 

PS: Por uma questão de respeito pelos "direitos de autor" meu caro Zé Manel, mantive a tua excelente prosa na "versão acordo ortográfico". Mas só por se tratar da tua pessoa, que acordo ortográfico (em princípio) aqui não entra!

publicado às 20:49

A PARTE "DESÉRTICA" DE ALFENA - OU SERÁ SOBRADO?

NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA

Segundo fontes geralmente bem informadas, os irmãos Dalton estão a tentar obter a colaboração da população escolar do Concelho - invocando obviamente preocupações de ordem ecológica e ambiental como motivação - no sentido de os ajudarem a proceder "rapidamente e em força" à reflorestação da área desbastada junto à nova Chronopost.

Evitarão assim ser confrontados com aquela situação comprometedora e muito em voga em terras de Vallis Longus, que consiste em colocar "o carro à frente dos bois" na altura em que o local for visitado pelo SEPNA da GNR a pedido da CCDR-N - no âmbito da acção de fiscalização desencadeada pelas reclamações entregues na Câmara durante o período de discussão pública da excepção pontual ao PDM.

Ao que parece, serão plantadas algumas dezenas de milhar de árvores de médio porte, sendo que na referida operação de reflorestação, será utilizada uma técnica inovadora e ainda pouco divulgada que consiste na utilização de um fertilizante de alto rendimento - que no caso em apreço, será retirado directamente das fossas sépticas da Chronopost. O benefício será óbvio, surgindo logo à cabeça, a possibilidade de poupar na despesa do camião da Veolia que alegadamente lá vai de vez em quando proceder ao esvaziamento das mesmas.

(É claro que as más línguas dizem que apenas atenuará o impacto provocado pela solução do costume  que é a descarga directa para o Rio Leça).

Para aqueles que o desconheciam - e nós incluímo-nos nesse lote - a mistura entre os efluentes biológicos de origem humana e os resultantes da lavagem das viaturas e outras operações de manutenção técnica dos equipamentos instalados naquela empresa, assegurará um crescimento acelerado das árvores plantadas. Admite-se portanto, ainda a tempo de darem à área uma aparência próxima da original - evitando-se assim qualquer processo de contra-ordenação, para além de se prevenir ainda uma eventual tomada de posição da CCDR-N que possa pôr em causa a excepção pontual ao PDM e por tabela, o mega projecto do grupo Jerónimo Martins.

 

Mas há mais:

 

Parece que terão recorrido a um sistema de plantação, este sim ainda secreto, importado de um dos países abrangidos pelo deserto do Saara e que permite em tempo record - estaremos a falar de um ou dois dias - voltar a remover as referidas árvores de forma completamente manual, repondo o "deserto" logo que o investimento esteja definitivamente aprovado e a hipótese de reprovação afastada de vez.


Bem...

Qualquer relação entre aquilo que acabo de escrever e a realidade é evidentemente, pura ficção.


Qualquer hipótese de que tal "operação" venha a ser possível num futuro próximo, também não passa de miragem.


Resta portanto, nua e crua a única realidade que todos os alfenenses, sobtetudo os mais atentos, bem conhecem - e essa perfeitamente incontornável: O tal deserto "construído" com técnicas e mão de obra completamente portuguesas e que não poderá ser escondido "debaixo de nenhum tapete verde", quando o SEPNA da GNR por lá passar.

publicado às 13:20

A "DOENÇA PROLONGADA" DE VALONGO...

Hoje segui com interesse o programa da TVI 24 conduzido por Judite de Sousa.

Os Professores Medina Carreira e Paulo Morais eram os convidados de "Olhos nos Olhos" - um excelente programa, que na TVI afinal há mais vida para além da "casa dos segredos".

Pena ter sido no Canal por cabo, porque em termos de impacto não é a mesma coisa que ser transmitido no canal generalista.

Falaram sobre corrupção, enriquecimento ilícito, financiamentos dos Partidos, enfim, falaram sobre o estado de "doença prolongada" em que este País vive e onde já ninguém tem a certeza de que nem com a violenta "quimioterapia" que lhe vem sendo aplicada pela Troika ele consiga reverter o mal.

Porque será que a certa altura do programa, ao ouvi-los desfilar exemplos, fazer diagnósticos, apontar soluções me pareceu que se estavam a referir a Valongo?

É que tudo o que disseram todos os podres que referiram me lembraram aqueles "modelos à escala" com que os engenheiros, projectistas e técnicos diversos, costumam trabalhar para prepararem a construção de uma barragem, de uma ponte, de uma ETAR - são os exemplos que me ocorreram assim de repente...

Valongo é seguramente neste exemplo, a última fase experimental do referido "modelo à escala" de um País de advogados corruptos, de juízes corruptos, de magistrados corruptos, de empresários corruptos e de políticos originários deste caldo fétido em que todos se movimentam e que portanto, não podiam fugir à regra - um País que infelizmente é o nosso.

Mas ouve um curioso exemplo citado por Paulo Morais que encaixa na perfeição na corrupção que todos sabemos que impera em Valongo na área do Urbanismo:

"Um cidadão vai a um stand de automóveis compra um carro usado, trata da documentação, paga-o e começa a circular com ele. Um dia, numa operação STOP, a polícia descobre que afinal o carro havia sido roubado, e os documentos falsificados para a venda. O que acontece, é que é imediatamente apreendido, para posterior devolução ao seu legítimo proprietário".

O que o Professor Paulo Morais quiz dizer com este exemplo, é que se uma obra é feita subvertendo a Lei (no caso das Câmaras o PDM), se um empreendimento que deveria ter uma determinada área construtiva e tem o dobro ou o triplo, se um edifício (por exemplo o Hospital Privado de Alfena) deveria ter um determinado número de pisos e se descobre que afinal tem mais um ou dois, isso trata-se de um roubo face aos direitos dos restantes cidadãos. Portanto, o que deveria acontecer, seria a aplicação pura e simples do princípio seguido para o carro: demolição - total ou parcial - ou em casos extremos, expropriação.

Mas isso seria num País ou num Município a sério - o que infelizmente, nem é o caso dos portugueses nem dos valonguenses em particular. 

publicado às 22:57

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