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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

VALONGO - A "CAMARA ESCURA"...

Ora bem...

Vamos lá ver se consigo teorizar um pouco sobre aquela que foi uma espécie de tataravó da minha máquina fotográfica - a Câmara Escura.

A Wikipédia - que para alguns é uma espécie de Bíblia - numa definição desta vez um pouco macarrónica, descreve-a da seguinte forma:

"Ela consiste numa caixa (ou também sala) com um buraco no canto, a luz de um lugar externo passa pelo buraco e atinge uma superfície interna, onde é reproduzida a imagem invertida."

A Wikipédia faz ainda entre outras, algumas referências pouco desenvolvidas sobre possibilidade da mesma já existir na China do século 5 aC ou ainda na Grécia de Aristóteles, do século 4 aC.

Desta vez, a Wikipédia não nos ajuda muito - nem seria suposto que o fizesse - a esclarecer o enigma de Valongo, que tem também - obviamente em versão moderna - a sua CÂMARA ESCURA.

Tal como a original, é composta por um corpo principal bem escuro por dentro e igualmente por um orifício através do qual vai passando alguma luz (pouca), mas seja porque o formato da nossa é demasiado volumoso, seja porque o buraco é grande demais, a imagem que se forma é muito difusa e não dá para perceber se a figura que aparece ao fundo, tal como acontecia na original, aparentando uma pessoa de idade,  é quem nós pensamos ou pelo contrário, se trata de simples ilusão de óptica e corresponde de facto a alguém mais jóvem que ali conclui o seu MBA (Master of Business Administration), perdão, o seu MAC - Mestre em Administração de Câmaras, para adoptarmos a designação aportuguesada e adaptada ao contexto, preparando desde já a tomada (por dentro) do poder antes que possa ser abocanhado daqui a uns meses por muitos elementos famintos do mesmo rebanho - para já não falar dos rebanhos da concorrência.

Inclino-me mais para esta hipótese, até porque o senhor de idade já poucas vezes circula pelos passos perdidos da CÂMARA ESCURA, preparando talvez a sua próxima aposentação, o que implica seguramente muita arrumação e muita queima de arquivos, as quais devem ser feitas com todo o rigor científico e com a ajuda de quem perceba, porque tantos anos de gestão autárquica implicam muitas decisões, umas questionáveis outras também e nos tempos que correm, face aos enormes avanços da ciência forense, até as cinzas daquilo que incineramos falam e conseguem contar coisas sobre a nossa vida e os nossos comportamentos mais comprometedores e inconfessáveis.

É que a partir de uma certa altura do desenvolvimento tecnológico, sobretudo na era mais recente da Internet, tu escreves, digitalizas, trocas e-mails com amigos e inimigos e depois, seja por desconhecimento ou simples descuido, quando acreditas que em relação àqueles mais comprometedores já resolveste o problema com o habitual "delete" ou com a formatação do disco rígido e a reinstalação do sistema operativo, vais encontrá-los de repente por aí a pairar no espaço, autênticas espadas de Dâmocles sobre a tua cabeça despreocupada, porque - julgavas tu - tinhas feito uma limpeza rigorosa, tinhas sacudido o tapete (do rato), tinhas vasculhado o fundo de todas as gavetas do computador pessoal e afinal, como no anúncio do algodão que não engana, muito lixo tinha ficado para trás.

O pior, é quando essa constatação é feita apenas na altura em que tu és visitado de forma inesperada por aquela equipe pluridisciplinar de polícias mal vestidos e com ar de marginais, que normalmente traz sempre consigo um ou mais elementos com aspecto de cromos de ar lunático e de quem nunca terá visto um computador à sua frente, mas que depois, com a paciência de quem esgravata os resíduos domésticos à procura da peça que deixou o talher desirmanado, vão vasculhando nas várias camadas do disco rígido e encontram esqueletos e mais esqueletos que conseguem pôr a falar e a contar histórias sobre ti.

Essa é a altura em que ficas sem pinta de sangue e já só te apetece deitar a fugir, embora saibas também, que isso não te levaria a lado nenhum.

Mas para além dos raides dos melgas da polícia que normalmente já trazem um esquema de busca pré elaborado com base em informações recolhidas de várias fontes, há ainda aquelas incursões que resultam apenas do facto de em determinada altura os cidadãos se cansarem do nepotismo, da corrupção, do favorecimento ilícito de serem tratados abaixo de cão sempre que têm necessidade de interagir com a autarquia e resolverem - para usar uma engraçada expressão brasileira - "lançar meleca no ventilador". Quando isso acontece, normalmente é o desastre total, pois tudo o que fede e compromete fica colado em paredes e tectos não dando muitas vezes tempo para que se faça uma limpeza rápida que impeça o registo visual da porcaria, sendo que quem comete este tipo de atentados contra a salubridade, para agravar o problema, telefona previamente para a CIA, para o MFA, para a ASAE, para o New York Times - ou até mesmo para o pasquim do bairro - a anunciar que o vai fazer.

Aí sim, tu começas a perceber que está tudo perdido e - antecipando-te à ordem que sabes vai ser proferida - começas a pôr os braços atrás das costas, a jeito para acolherem as algemas regulamentares.

Depois... Bem depois, é a vez dos advogados fazerem o que lhes compete e se tiverem competência bastante, até podes ser apenas mais um daqueles presos de robe e chinelos com direito a uma pulseira feita de materiais não preciosos e paga pelos contribuintes.

E agora perguntarão: "mas o que é que isso tem a ver com a história da CÂMARA ESCURA de Valongo?".

E perguntam muito bem, porque assim de repente, parece não existir qualquer ligação plausível. A verdade porém, é que há:

É que a figura difusa lá ao fundo - lembram-se? - é afinal a do aprendiz de Presidente, ou seja aquele que está na fase final do seu MAC (Mestre em Administração de Câmaras) e sobre o qual muita tinta ainda há-de correr neste e noutros espaços blogosféricos...


 

publicado às 10:40

CÂMARA DE VALONGO - ARGUIDOS E "NINHOS DE MARIMBONDOS" -

Neste País de arguidos por tudo e por nada - e às vezes pelos dois motivos - existe um certo tipo de humanóides que interiorizaram a ideia de que o Ministério Público é uma espécie de "bicho papão", de "velho do saco" para assustar meninos e que a simples apresentação de uma queixa-crime contra quem quer que seja que os incomoda, seja porque assobia alto demais, seja porque os chama de doutores quando não o são ou vice versa, seja porque o seu carro anda mais rápido que o deles, ou qualquer outro motivo fútil equivalente, vai fazer o milagre de silenciar os melgas.

Nada de mais errado, porque quando os que incomodam o fazem por motivos relevantes e os incomodados estão na posição de prevaricadores, o efeito conseguido é normalmente o inverso do pretendido.

Neste momento, o autor deste blog está "notificado na condição de arguido" para prestar declarações nos Serviços do Ministério Público de Valongo.

Supuseram os conselheiros jurídicos do Dr. Fernando Melo, que a recepção da intimação referida, constituiria medida bastante para silenciar o incómodo zumbido deste blog. Supuseram mal! E o pior, é que provavelmente garantiram ao velho dinossauro que seria isso que se iria passar, o que seguramente o tranquilizou, fazendo com  que até dormisse melhor na noite a seguir àquela em que lhe disseram que a notificação já tinha sido entregue.

Foi apenas mais uma das muitas maldades que lhe fizeram, pois eles deveriam saber - porque mais experientes nesta área da psicologia social e das reacções comportamentais - que no dia seguinte, a desilusão do senhor seria inevitável.

Constinuindo esta acção uma perfeita cretinice dirigida contra o autor do blog - só porque incomoda e faz aliás parte da Direcção de um Grupo Independente cujos eleitos também têm incomodado quanto baste, a reacção do mesmo não podia ser outra que não fosse a de reforçar ainda mais o nível da sua intervenção cívica passando a escrever ainda com mais ânimo sobre o estado de decadência a que a vida da nossa autarquia chegou e sobre os negócios pouco claros que por ali se praticam - às vezes até eu me surpreendo com a forma soft que às vezes dou aquilo que escrevo...

Portanto, o autor deste blog - um "blog com tomates" - não teme as Instituições do Poder Democrático como é o caso do Ministério Público, antes pelo contrário, só pode é desejar que elas actuem e tudo que possa fazer para as ajudar na nobre missão de fazer funcionar a Justiça e assegurar a legalidade que tanto vai rareando por terras de Vallis Longus, só lhe dará imenso prazer.

Já quanto àqueles que se aventuram em denúncias caluniosas, esses sim, talvez possam ter sérias razões para temer um Poder Democrático actuante, justo, sério e isento!

Quem se foi dando ao luxo de ao longo dos anos ir construindo casas com telhados de vidro, de vender (ou degustar) gordos cabritos, sem cabras ter, de exteriorizar sinais que para os mais atentos e perspicazes, indiciam tudo aquilo que o Ministério Público tem todo o interesse em investigar e combater esses sim, têm todos os motivos e mais alguns para temerem o "velho do saco"...

Não sei se os jurídicos conselheiros do presidente Fernando Melo lhe terão falado - quando lhe contaram aquela parábola do "vigarista" - na hipótese que deve ser tida sempre em consideração quando se mexe em "caixas de marimbondos" (é uma expressão brasileira a que acho alguma piada, mas "ninho de vespas" também serve):

É que às vezes o resultado acaba por ser o inverso do pretendido, isto é, pode suceder "ir-mos à caça e sermos caçados" ou então - outra expressão bem portuguesa - "virar-se o feitiço contra o feiticeiro".

A todo o tempo poderão vir a constatá-lo!

Já agora e em jeito de remate final - ou nota de rodapé - um pequeno comentário sobre a reunião de Câmara de ontem da qual já aqui escrevi:

Numa obra ilegal construída por uma empresa de Alfena - obra essa "não licenciável" segundo as palavras do vice presidente - "está a decorrer um concurso público para encontrar uma empresa que proceda à demolição."

Chega de brincarem connosco! Esta desculpa é demasiado ofensiva para a nossa inteligência!

Para obras de milhões de euros, fazem-se ajustes directos. Para fazer um contrato de telemóveis com a OPTIMUS para o ano de 2012, no valor de 45 mil euros, fez-se um ajuste directo. Mas para proceder a uma demolição que poderá custar uns escassos milhares de euros ou até mesmo apenas umas centenas, se for feita com meios próprios da Câmara, para isso e porque se está a tratar com valonguenses amigos, é necessário recorrer ao formalismo do concurso Público!

Esta gente que nos governa não tem a noção do ridículo em que se coloca quando nos vem com esta argumentação verdadeiramente naive?

publicado às 14:18

VALONGO - A DICOTÓMICA "EXCELÊNCIA AUTÁRQUICA"...

"Forte com os fracos fraco com os fortes".

É uma frase que ouvimos amiudadas vezes em relação aos vários poderes e sobretudo em relação aos políticos deles investidos e por isso mesmo, dotados da capacidade de decidir coisas importantes que esses poderes lhes permitem.

 

Hoje houve reunião de Câmara, um Órgão do poder local onde os cidadãos sentem o primeiro impacto e e sofrem os primeiros efeitos do uso dicotómico e nefasto desta capacidade de tratar de forma diferente aquilo que é claramente igual. Para uns falta sempre um documento qualquer, ou quando não falta o documento, falta uma vírgula ou um assento tónico que os obriga a uma nova viagem de ida e volta, sendo que muitas vezes, quando vão de regresso a caminho da reformulação da simples folha A4, já alguém na "casa que decide" está e engendrar novo pretexto para nova corrida nova viagem.

 

Hoje no período de antes da Ordem do Dia, os Vereadores da Coragem de Mudar trouxeram à discussão dois casos paradigmáticos da maneira de agir da Câmara de Valongo - que segue à risca o princípio atrás enumerado:

Um caso de Sobrado, que se arrastou durante 10 anos - um aterro e uma construção ilegais - e que diz respeito a um Sr. de seu nome Cosme Dias, o qual (o caso) saltou de estratagema em estratagema, marinando o tempo suficiente para finalmente obter o já há muito prometido licenciamento. Basta dizer, que tendo havido uma ordem de demolição - obviamente não cumprida - entre 2006 e 2010, não ocorreu um único acto administrativo por parte da Câmara no sentido de se fazer respeitar. Como seria de esperar, tendo em contra os inúmeros exemplos do mesmo tipo, também neste caso "o crime compensou" e  - como também se esperava, de tão previsível que a nossa Câmara consegue ser - a obra está finalmente legalizada.

 

O outro caso é de Alfena e também aqui envolve cidadãos do tipo mais forte que o comum dos mortais:

Várias construções ilegais da firma Marcelo, Peixoto & Irmão, não lecenciáveis mas não demolidas até ao momento, apesar de uma decisão do Tribunal.

No último ponto da situação pedido pelo Tribunal à Câmara, a posição por esta assumida, mais uma vez vai ao encontro do tal paradigma:

Há uma parte efectivamente não licenciável e em relação à qual está a decorrer um concurso para demolição. Já em relação às outras peças não licenciáveis à luz do PDM ainda em vigor - e que deveriam ter sido também demolidas - mais uma vez ficaram a "marinar": o que foi respondido ao Tribunal, é que prevendo o novo PDM - o tal que nunca mais sai - a possibilidade de legalizar aquelas peças construtivas, não fará grande sentido executar a ordem do Tribunal. Veremos qual vai ser a resposta do STF em relação a estes diferimentos estratégicos à espera que o suporte legal entretanto se adapte de forma conveniente.

 

Um dia destes, a Câmara é capaz de começar a deixar de cumprir as ordens judiciais, prevendo a possibilidade de uma qualquer mudança de regime, onde os PDM possam talvez ser substituídos por PDMAMAP (Planos Directores Municipais à medida dos amigos dos Presidentes).

 

Houve ainda um assunto polémico - por envolver uma funcionária superior que já está a ser alvo de um processo disciplinar - e que por isso mesmo, os vereadores da CM pediram para que seja apenso ao referido processo:

Num concurso para assistente operacional (Vila Beatriz) aberto em 2010, e para o qual se apresentaram 56 candidatos, a chefe de divisão de recursos humanos da Câmara procedeu à anulação do mesmo em 6 de Janeiro de 2011, invocando razões impostas pelo Orçamento geral do Estado e suportando-se num despacho do Sr. presidente com data de 4 de Janeiro. Acontece que quando ocorreu a anulação não havia qualquer despacho, sendo encontrada apenas uma informação dizendo que iria ser pedido um parecer ao gabinete jurídico.

 

Mais uma vez uma encenação/mistificação por parte de uma senhora que parece apostada em contrariar a tão apregoada imagem de excelência autárquica que a Câmara tanto gosta de exibir.

 

Quanto à Ordem de trabalhos, entre contas de 2011, contas do SMAES, a constatação de que continuamos falidos, embora o grau de falência não se tenha agravado - ficamos hoje a saber que parece que as falências podem ter uma espécie de escala, sendo que o degrau de Valongo ainda não é o último - e outros assuntos menores, lá fomos penando com o estômago a roncar, até depois das 13 horas.

Hoje fez mais uma vez sentido aquela célebre frase do director do Jornal Verdadeiro Olhar que na primeira vez em que assistiu a uma destas reuniões de agenda XXL comentou: "para a próxima trago lancheira"...


PS:

Fernando Melo ainda continua a não gostar de ser presidente, pelo que mais uma vez tivemos o habitual presidente em exercício a dirigir os trabalhos. Por mim - e a minha opinião vale o que vale, isto é, quase nada - podemos continuar assim, desde que isso não implique em duplicação de despesas...

 

publicado às 15:31

SERVIÇO PÚBLICO: VALONGO - REUNIÃO PÚBLICA DE CÂMARA

Terá lugar amanhã dia 29 de Março, no sítio do costume e à hora do costume - salão Nobre da Câmara - 10 horas - mais uma reunião pública de Câmara.

Seja por influência da chegada recente da Primavera ou não, a verdade é que desta vez a ementa, perdão, a agenda, oferece uma maior variedade de opções.

Nada de transcendente porém, que possa levar os valonguenses a acreditar num futuro melhor para o seu Concelho - pelo menos a curto prazo e enquanto "A Vitória de Todos" não se esvair na sua própria derrota - a do indisfarçável descalabro financeiro a que chegou e nos fez chegar, para dar origem a uma vitória de facto e de todos os que a merecem.

Esta que se arrasta e nos arrasta a caminho de um calvário que ainda nem sequer avistamos, foi (apenas) a vitória de alguns, com negócios relevantes para realizar - e que de facto realizaram na sua maior parte - mas que acabaram como todos os outros, na "derrota" do buraco financeiro em que hoje todos vivemos e do qual, dada a natureza escarpada das bordaduras, ainda não sabemos muito bem como iremos sair.

Aqui vai o conteúdo:


 

AGENDA DE TRABALHOS

 

 

PERÍODO DE ANTES DA ORDEM DO DIA

 

à    Intervenção dos Membros da Câmara;

 

à    Operações de Tesouraria.

 

PERÍODO DA ORDEM DO DIA

 

Diversos

 

1 – Aprovação das atas das reuniões de Câmara realizadas em 09.02.2012 e 16.02.2012;

 

2 – Aprovação do relatório de gestão da Vallis Habita do ano 2011;

 

3 - Aplicação do resultado líquido da Vallis Habita do ano 2011;

 

4 – Celebração de contrato de comodato para cedência de um prédio urbano “Escola do Outeiro” à Banda Musical de S. Martinho de Campo.

 

DF – Departamento Financeiro

 

5 - Prestação de Contas Consolidadas e Individuais do Município de Valongo do ano 2011;

 

6 - Documento de Prestação de Contas de 2011, dos SMAES;

 

7 - Arraial e Procissões da Nossa Senhora da Encarnação – Autorização para a realização

     Requerente: Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de Campo;

 

8 - Concurso público com publicação no Jornal Oficial da União Europeia para fornecimento de energia elétrica para as instalações alimentadas em média tensão e baixa tensão especial do município de Valongo;

 

DOMT – Departamento de Obras Municipais e Transportes

 

9 – Alargamento da Rua Ponte da Balsa, em Sobrado

Aceitação de cedência de uma parcela de terreno, propriedade de Liseta da Conceição Martins Paranhos de Oliveira e António Manuel Esteves Monteiro;

 

10 - Transmissão de licença de táxi n.º 22 para a empresa Táxis Rodoporto, Lda.

 

 

DPGU – Departamento de Planeamento e Gestão Urbanística

 

 

11 – Casa das Artes de Sobrado – Proposta para elaboração dos projetos de arquitetura e de especialidades pelos técnicos desta Autarquia;

 

 

12 - Espaço Musicultural de Campo – Proposta para elaboração dos projetos de arquitetura e de especialidades pelos técnicos desta Autarquia;

 

13 -   Processo nº 5/2007 (81) relativo a edifício em ruína

Local – rua de São Vicente - Alfena

Ordem de execução de obras de conservação;

 

14 - Processo de obras nº 283-OC/1998 em nome de GUTABIL – Utilidades, Equipamentos e Investimentos Imobiliários, Lda.

Local – rua das Lousas, n.º 975 - Valongo

Declaração de caducidade da licença administrativa;

 

15 - Processo de obras nº 97-OC/2000 em nome de Agostinho da Silva Barros

Local – rua da Fonte, nºs 108 e 110 - Sobrado

Declaração de caducidade da licença administrativa.

 

Valongo, 22 de março de 2012

 

 

O Presidente da Câmara,

 

 

_____________________________________

                                                                 

                                                                  (Dr. Fernando Horácio Moreira Pereira de Melo)

 

publicado às 11:18

OBRIGADO DR. FERNANDO MELO...

E sua excelência perguntará - com toda a razão - "porquê?"

Expliquemos então:

Desde que sua excelência resolveu privilegiar-me com um processo-crime o que motivou o Ministério Público a notificar-me para prestar declarações, o contador de visitas - de que coloco abaixo um recorte obtido há minutos atrás - disparou e estou mesmo a pensar fazer obras de alargamento e colocar uns tapetes novos à entrada, tantos e tão ilustres são os visitantes que me concedem a elevada honra de uma visitinha.

Claro que não sou ingénuo - não o sou completamente pelo menos, porque alguma ingenuidade não fica mal a ninguém - para não me aperceber que nem todos os visitantes vêem por bem...

Mesmo assim - não vindo todos por bem, são todos bem-vindos e prometo não colocar tapetes diferentes para uns e outros!

Alguns perguntam-me de forma hesitante e algo tímida, se tenho dormido bem, outros mais à vontade comigo, são mais explícitos e vão directos ao assunto, questionando-me sobre o tipo de crime que terei cometido.

Obrigado - a uns e a outros - pela vossa curiosidade/preocupação.

Aos primeiros, garanto que não ando a tomar nada para dormir e até o consigo fazer - dormir - tomando um bom café depois de jantar. Posso indicar algumas testemunhas fidedignas que o podem comprovar.

Aos segundos, só posso repetir-lhes a acusação que é pública porque me foi feita numa pública reunião de Câmara pelo (ainda) presidente da Câmara dr. Fernando Melo: "puz-lhe um processo por me ter chamado vigarista na última reunião".

(Abro um parênteses para confessar que no dia em que isso aconteceu - em que ele me fez essa acusação - quando cheguei a casa, a primeira pergunta que fiz à minha cara metade foi "olha lá, tens a certeza que não me trocaste - pelo menos nas últimas semanas - os comprimidos contra o colesterol?" - são os únicos que ando a tomar...

Escusado será dizer, que ia comprando uma guerra! E fecho o parênteses).

Despistada esta última hipótese de eu ter eventualmente passado por uma momentânea descompensação que me levasse a ter feito aquilo de que sua excelência me acusa, não quererá o Dr. Fernando Melo fazer o mesmo que eu fiz, isto é, verificar com todo o detalhe, se não andará a tomar algo trocado?

Aqui vai então o recorte do meu orgulho:

publicado às 22:33

A "PARQUE ESCOLAR" DE VALONGO

Que partidos do arco da governação no poder central sempre se têm guiado ao longo dos muitos anos que já levam na pendular alternância da desgovernação do País, por uma agenda de tipo eleitoral, já não é novidade para ninguém. Lançam obras, inauguram outras, de preferência daquelas que encham o olho, mas sempre com os olhos postos no ciclo eleitoral - amealhando no início dos mandatos (deixando tantas vezes de fazer o essencial) para gastarem no fim dos mesmos, de forma desregrada e irracional, na certeza de que vão ser essas obras que vão estar presentes na memória dos eleitores na altura de fazer a cruzinha.

 

Como também não é novidade - até porque mais próximas, logo mais visíveis - que as autarquias locais sigam desde há muito idêntica estratégia, com os inerentes desmandos despesistas que as dinâmicas de vitória normalmente induzem. Só por si, esta forma de realizar obra já é errada, porque necessidades, carências e problemas para resolver, existem ao longo de todo o mandato e não apenas na parte final do mesmo, mas quando se junta a esta prática governativa o paradigma do ajuste directo, da supressão da lei da concorrência, que apesar de tudo, introduz alguma regulação no mercado e do favorecimento ilícito dos empresários amigos, a coisa piora ainda mais.

 

Mas porque o termo ilícito pode ter interpretações ambíguas, não sendo necessariamente e por si só, sinónimo de ilegalidade, importa contextualizá-lo e referir a forma como os ajustes ilícitos são tratados: a primeira abordagem do negócio é feita quase sempre sem formalismos que só incomodam - daqueles que o Tribunal de contas andou recentemente a mexericar -  à mesa do restaurante da preferência de adjudicante e adjudicatário e só depois se passa para o contrato em versão minimalista e de latitude confortável, esse sim, já tratado na sede da autarquia, que é onde normalmente existem os carimbos.

 

Seguem-se alguns exemplos de "boas práticas" neste tipo de contratos, transformados em regra pela nossa autarquia e que terão contribuído de forma significativa para "A VITÓRIA DE TODOS" em Valongo. Destaco pela actualidade, a questão das escolas que anda agora aí nas bocas do mundo - e do Tribunal de Contas -  e onde a Parque Escolar parece estar atolada até ao pescoço.

 

Valongo, parece ter dado o seu importante contributo para o descalabro e quem sabe, um dia destes alguém resolva vir por aí acima, munido de um "filtro" de malha mais fina e confirme o que a nós nos parece mais que óbvio.

publicado às 13:42

TEORIA DA CONSPIRAÇÃO?

Que a situação financeira da Câmara de Valongo se encontra entre o charco e o abismo, já ninguém desconhece, principalmente as empresas, que de forma mais ou menos transparente(*) - mas também, esse tipo de preocupação não era suposto ser da sua responsabilidade - foram executando as obras que lhes adjudicaram, enterraram nas mesmas o seu dinheiro e aquele que os bancos lhes foram emprestando e agora dizem-lhes com um sorriso nos lábios e umas palmadinhas nas costas "tenham um pouco mais de paciência, aguardem mais algum tempo, porque isto há-de resolver-se"?

Alguns, interrogam-se mesmo sobre se algum dia verão os seus créditos regularizados - nem que seja com o sacrifício de abdicarem de uma parte dos mesmos, como já chegou a ser sugerido por quem conduziu a autarquia a este estado.

 

Parafraseando Galileo Galilei "e no entanto, ela move-se", sendo que "ela" neste caso não é obviamente a Terra, porque essa dúvida já ninguém a tem, mas sim a máquina trituradora da Câmara.

Mesmo sem dinheiro, que escasseia até para as coisas mais comezinhas, o "diabólico maquinismo" que de tão pesado já nem os quatro(**) que trabalham conseguem controlar, lá vai seguindo em "roda livre" triturando o erário público para satisfazer o ego e a ânsia de revanchismo de uns quantos que nem sequer foram eleitos e que tendo todas as razões para preservar a imagem do chefe, fazem exactamente o inverso, não se importando de o colocar em cheque ao tomarem decisões sem o informar devidamente de todos os detalhes - e como dizia o outro, "o diabo está (quase sempre) nos detalhes" - dando início a processos judiciais que só depois lhe explicam por alto e de forma atamancada, mas que entretanto já o fizeram assinar de cruz com uma outra versão.

 

Alguns desses, acharam que este blog já os tinha incomodado que chegasse (?), que já tinha tinha repetido a palavra "corrupção" vezes demais, que começava a interferir com demasiados interesses instalados na órbita da Câmara (na sua órbita, melhor dizendo) e por isso apeteceu-lhes arranjar trabalho ao Ministério Público e eventualmente aos Tribunais - como se um e outros não tivessem coisas mais importantes para fazer do que descodificar o tipo de linguagem blogosférica usada para escrever sobre figuras públicas e como se isso fosse alterar de alguma forma a linha editorial desta espécie de diário pessoal - porque é isso que um blogue é - que iniciei em Abril de 2006!


Porém, ao chefe a quem deviam assegurar o necessário resguardo, contaram uma "parábola", levando-o a proferir aquela acusação pública perfeitamente descabida e deprimente - "vou pôr-lhe um processo,  porque na última reunião me chamou vigarista"!

Já disse em tempos idos coisas muito duras a Fernando Melo em reuniões públicas, já escrevi mais recentemente sobre ele neste blog, coisas menos agradáveis porque na minha óptica ele era até há algum tempo o verdadeiro responsável pelo total descalabro da nossa autarquia. Neste momento e com toda a sinceridade, acho que Fernando Melo já só é responsável por continuar a permitir que o usem para fins menos claros e não se coíbam de o deixar na situação caricata em que o deixaram na tal reunião.

 

Para além de ninguém que me conheça razoavelmente me imaginar a chamar-lhe "vigarista" numa reunião pública, existe uma incontornável gravação das sessões que provará o que digo e que por isso ainda não me foi entregue, apesar de a ter requisitado no dia 8 de Fevereiro. E depois, estão todos os Vereadores da oposição e quiçá alguns dos outros e também algum público, que confirmarão o disparate desta acusação.

 

Francamente, apetece-me fazer este desabafo: não sou a pessoa mais preparada para sentir pena do presidente, mas lá que esta encenação parece ter sido feita por medida para o descredibilizar ainda mais e o deixar completamente "descomposto na fotografia" parecem não restar grandes dúvidas.

 

Pré campanha eleitoral já em curso, onde "vale tudo" para marcar lugar no aparelho partidário? Interesses financeiros tentaculares tentando aliviar a pressão a fim de reconquistar algum espaço perdido?

Um dia qualquer ficaremos a saber qual destas hipóteses estará mais próxima da verdade - e porque não as duas?

Caso para dizer a Fernando Melo: "com amigos assim, quem é que precisa de inimigos?"


 

(*) Aqui talvez devesse ter escrito opaca

(**) Neste caso, impõe-se um precisão sobre a célebre frase de Fernando Melo - "cinco que estorvam e quatro que trabalham".

Neste momento e em bom rigor a situação é assim: "cinco que trabalham (estorvando eventualmente algum trabalho errado), 3 que trabalham de facto, mas à maneira deles e não da forma que os valonguenses pretenderiam e necessitam e por último um que não sei muito bem - se trabalha...

 

 

publicado às 00:20

ARGUIDO...

Finalmente, tive a minha "primeira vez"!

Qualquer ser humano em idade adulta, mesmo que não o demonstre explicitamente, sente sempre alguma frustração por, neste País de arguidos por tudo e por nada - uns por roubarem apenas uma lata de salsichas, outros por roubarem a própria fábrica das mesmas (sendo que só os primeiros costumam ter razões para temer uma condenação de facto) - não ter uma vez que seja, sido convidado com todo o formalismo que o estatuto de arguido sempre nos confere, a comparecer perante o Ministério Público.

Confesso-o hoje pela primeira vez, era uma espécie de trauma que me fazia sentir de alguma forma, um ser inferior...

Tive hoje o anúncio de que afinal me vai ser concedida essa subida honra. E digo honra obviamente, porque não tendo na minha história de vida nenhum acto de que me possa envergonhar, não tendo a pesar-me na consciência nenhum crime - nem sequer de ter tentado alguma vez enganar o Ministério Público ou dificultar-lhe o seu trabalho, com a finalidade de me eximir a eventuais responsabilidades - só posso assumir uma postura de colaboração total comparecendo perante o mesmo conforme intimação hoje recebida - na qualidade de arguido e que reproduzo abaixo.

Presumo - como já referi anteriormente, não roubei a tal lata das salsichas e muito menos a fábrica das mesmas - que o assunto tenha a ver com uma inusitada acusação que me foi feita por Fernando Melo, presidente do executivo da autarquia de Valongo, numa das últimas reuniões públicas deste Órgão: "vou colocar-lhe um processo judicial por me ter chamado vigarista na última reunião de Câmara".

Passando por alto sobre a pequena imprecisão de que na tal reunião anterior não tinha havido intervenção do Público - detalhe que se releva, porque o senhor afinal já não vai para novo - nem na que ele referiu nem em nenhuma outra eu teria o atrevimento de lhe atribuir de forma tão explícita uma acusação que não pudesse provar - e mesmo assim, não sei se o faria naquele contexto.

As vigarices, quando se conhecem e podem ser provadas, participam-se... exactamente ao Ministério Público!

Por isso requeri - ver também documento abaixo - no dia 8 de Março de 2012, no Gabinete do Munícipe, os elementos essenciais que comprovam que sua excelência teve uma momentânea e natural confusão (talvez alguém de fora lha tenha induzido sem lhe explicar todos os pormenores)  e nada mais que isso.

Curiosamente - e isto é um verdadeiro exemplo da falta de respeito que sua excelência tem para com a maioria dos munícipes e para comigo de forma especial - recebi primeiro a Notificação do MP, do que os elementos solicitados à autarquia e que me permitirão dirigir-me ao meu advogado na posse de todos os detalhes imprescindíveis à preparação da minha audição como arguido!

publicado às 14:34

"QUEM É QUEM" - A FEIRA, O POVO, MUITOS FIGURANTES E ALGUNS FIGURÕES...

(Fotos do Jornal VERDADEIRO OLHAR)

 

Afinal sua excelência apareceu finalmente - e aparenta boa saúde. Ainda bem - sinceramente - porque os momentos que se avizinham vão ser duros e não se compadecem com estes actos folclóricos de reis e vice-reis - passados, actuais e futuros - de súbditos ilustres de primeiras filas e do povo mais ou menos alinhado e com a encenação bem ensaiada, nas filas seguintes, para encher a fotografia e emprestar um ar de solenidade à medida - para memória futura.

Também o vice-rei de Gaya ficou muito bem em todas as fotos:

Destaco a primeira, onde o fotógrafo(a) do Verdadeiro Olhar foi feliz no enquadramento, conseguindo - aparentemente - fazer com que sua excelência parecesse o maior do grupo!

Na segunda, também teve sorte no click, conseguindo enquadrar - nem de propósito! -  no momento do discurso de sua excelência as palavras mais destacadas do cartaz da Feira, "QUEM É QUEM".

É que talvez esteja na altura - e sua excelência parece estar mesmo a pedi-las - de alguém em Valongo ou mais até em Gaia, começar a redigir-lhe a sua "biografia não autorizada", para que todos saibam ao que vão quando votarem nele e mais do que isso, saibam ao que ele vem quando o vemos a cirandar por estas bandas.


Como pequena nota de rodapé, o merecido destaque para o trabalho meritório desenvolvido pelas muitas associações, sobretudo as da área social do nosso Concelho, cujo trabalho diário contribui para aliviar o sofrimento, ou mesmo dar um pouco mais de alegria a muitos valonguenses e que neste caso, sem culpa própria evidentemente, apenas foram "capturadas para um álbum" que há-de servir um dia outros interesses menos relevantes...

 

publicado às 20:42

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