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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

VALONGO - REUNIÃO PÚBLICA DE CÂMARA

Quinta feira dia 2 de Maio, reunião pública de Câmara, com uma agenda bem recheada de (aparentemente) coisa nenhuma.

 

(A não ser que o menor dos vereadores e a vereadora que veste Prada resolvam surpreender-nos de novo com as suas 'antigas intervenções inflamadas' - coisa que não se prevê).


publicado às 18:27

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE VALONGO - 'MANHOSICES' E OUTRAS CRETINICES...


Valongo já começa a habituar-nos a sessões da Assembleia Municipal que começam num dia e terminam no seguinte - manhã já muito adentro, diga-se...

E como diz o outro, não havia necessidade!

 

Várias coisas contribuíram desta vez para a desdita de muitos deputados e do cada vez mais escasso público que ainda tem pachorra para assistir aos autênticos festivais da arte de falar falar e não dizer nada, sendo que as atribulações desta surreal Assembleia tiveram origem exactamente na anterior reunião de Câmara, quando o executivo resolveu de forma perfeitamente imbecil seguir o conselho imbecil dos dois vereadores da ponta esquerda da mesa (vista do lado do público)  recusando o conselho avisado da Dr.ª Luísa Oliveira que parece que já adivinhava que tanta cretinice iria desaguar no festival de imbecilidades de ontem (hoje)

 

O motivo de tão longo 'adentrar' na madrugada do dia de hoje foi obviamente, o novo Regulamento de publicidade, sobretudo a parte referente à propaganda política, assunto sobre o qual já escrevi no meu post anterior.

Parece que os deputados que ontem arrasaram esta parte do documento tinham - na perspectiva de que o propôs e também de quem os assessorou - menos legitimidade para o arrasarem, pelo facto de não terem apresentado tempestivamente, sugestões e/ou propostas.

 

A ver se nos entendemos:

 

O sítio certo para os Deputados discutirem as propostas do executivo não é em sede de discussão pública dos documentos, mas nas nas sessões da Assembleia!

Por isso, tenho pena meu caro amigo Dr. Sérgio Sousa - e ontem (hoje) não lho pude dizer de viva voz, dada a hora tardia a que terminaram os trabalhos - que tenha enveredado por aquela argumentação politicamente inconsistente de que durante a discussão pública, os deputados da oposição 'apresentaram zero propostas e/ou sugestões'!

Talvez o cansaço provocado pelos 'rodriguinhos' da líder do grupo municipal do PSD e a truculência habitual do deputado Albino Poças, tenham retirado a todos e também a si, alguma capacidade de discernimento...

 

O executivo sabia há muito que, pese embora a opinião peregrina dos dois novos assessores rosa ir em sentido contrário - “(...) o que importa é a aplicabilidade da norma. Mesmo que seja inconstitucional, se a norma não for aplicada não existe” - essa inconstitucionalidade desde há muito que está consolidada por inúmeros acórdãos do Tribunal Constitucional e vertidos em pareceres da Comissão Nacional de Eleições e não podia portanto passar nesta Assembleia!


O executivo  atreveu-se no entanto a propor aos deputados, que aprovasse 'a fingir' o referido Regulamento, prontificando-se a apresentar numa próxima sessão da Assembleia, uma proposta de alteração!

Isto é o mais baixo que se pode descer na arte da política manhosa e o facto de contar com o apoio  da eminência jurídica do menor dos vereadores e da vereadora que veste Prada torna ainda mais surreal esta manifestação de manhosice saloia!


Portanto e para que sua eminência o menor dos vereadores saiba, ele que ontem saíu antes da conclusão dos trabalhos, devido ao cansaço, Valongo não tem nenhum Regulamento de propaganda política, porque não pode ter Regulamentos fora da lei - nem que seja apenas a fingir.

 

Mas ontem foi ainda dia de constatarmos uma vez mais, a já habitual gestão de silêncios - comprometidos neste caso - por parte do actual presidente da Câmara:

 

Não respondeu à questão da opacidade da Câmara em relação aos cidadãos, escondendo-lhes informação relevante e obrigatória, dificultando-lhes o acesso à mesma, continuando com um sítio da Internet muito pouco amigável, nada intuitivo e que obriga à utilização de software específico.

Sobre isto e apesar de questionado no período reservado às intervenções do público, o presidente disse nada.


(Um desafio: Tentem aceder ao PDM digital - AQUI  ou ainda AQUI , tendo por exemplo o Mac OS X como sistema operativo e depois digam o Dr. João Paulo Baltazar qual foi o resultado da vossa tentativa).

 

Sobre o pagamento das dívidas do PAEL e as questões colocadas no período de antes da Ordem do Dia por um deputado da Coragem de Mudar, nomeadamente, saber se a Câmara ao pagar as dívidas tem a preocupação de olhar um pouco para além do aspecto legal das obrigações decorrentes do respectivo contrato de empréstimo e averiguar qual é a situação social das empresas e/ou empresários a quem passa o cheque, nomeadamente a sua situação social e o estado das suas relações com os seus trabalhadores (foram dados exemplos concretos -  SEC de Almerindo Carneiro foi um deles) João Paulo Baltazar disse nada!

 

Sobre a concessão das águas e saneamento e em relação às notícias que correm de que a Veolia terá vendido a sua posição aos chineses e que neste momento, os cidadãos que são intimados a fazer ligações à rede de águas, facturadas segundo regras que são uma autêntica extorsão, ainda por cima, com base em ameaças de coimas avultadas e a quem neste momento já nem sequer se permite o pagamento fraccionado das mesmas, o presidente disse nada!

 

Sobre o que faz um conjunto de trabalhadores da Câmara 'alocados' aos SMAES e sobre a 'prestação de contas' desta empresa municipal - um verdadeiro tratado na arte de não explicar nada - João Paulo Baltazar e o vereador Sérgio Sousa, este último, presidente do conselho de Administração há cerca de um mês e meio -  disseram nada!

Ficou a oferta aos deputados que o pretendam, de uma visita às instalações da empresa para ver quem são os trabalhadores e o que fazem.

 

(E também não disseram - nem o presidente de Câmara nem o presidente do conselho de administração dos SMAES - qual foi a justificação para nomear para este Órgão um dos elementos do grupo dos ex-donos da Coragem de Mudar e agora conselheiros privativos da Câmara).


Não disseram, mas nós sabemos!.

 

Tempo ainda para o silêncio comprometido de João Paulo Baltazar, quando foi confrontado com o seu 'curriculum à medida' na apresentação da sua candidatura e na omissão - por vergonha, por medo? - da sigla do PSD no volante que mandou distribuir.


Foi portanto uma sessão muito intensa - no sentido negativo obviamente - esta Assembleia, que mais uma vez confirmou o que há muito sabemos: que Valongo vai de um extremo ao outro em termos de qualidade dos seus políticos, tendo-os excelentes e também, do que de pior se possa imaginar!

 

E no meio disto tudo, às vezes damos por nós a surpreendermo-nos: Não é que Rogério Palhau, deputado por inerência - por ser presidente de Junta e não do 'grupo municipal Unidos por Alfena', como por lapso afirmou o presidente da Assembleia Municipal - teve um papel decisivo na consensualização que veio a determinar a votação maioritária do Regulamento, pondo fim a uma 'pescadinha de rabo na boca' em que a líder do grupo municipal do PSD tinha lançado a discussão?

 

publicado às 10:37

VALONGO - UM CASO DE POLUIÇÃO E INTELECTUAL...

 

Ainda a propósito do novo Regulamento da Publicidade e da norma referente à Propaganda Política:

 

Luísa Oliveira, vereadora do PS, colocou o dedo na ferida (da inconstitucionalidade) desta norma - aliás já suscitada anos atrás pelo próprio PSD - motivando de imediato, a reacção consertada da 'frente comum' agora em exercício:

 

"(...) os pareceres da CNE não são vinculativos e a lembrar que nesse mesmo parecer é referido que os que se sintam lesados podem recorrer aos tribunais."  - Maria José Azevedo dixit: última reunião de Câmara.


É preciso ter uma enorme 'cara de pau' minha senhora, para produzir uma afirmação deste jaez!

 

Mas a provar que era possível ir um pouco mais longe na cretinice, o menor dos vereadores acrescentou:

 

“(...) o que importa é a aplicabilidade da norma. Mesmo que seja inconstitucional, se a norma não for aplicada não existe”.


Ver notícia AQUI


A ver se percebo estas alminhas agora rendidas à atracção fatal da gamela do Orçamento da Câmara mais corrupta do País:

 

1 - Não interessa sabermos se as Leis (ou os Regulamentos) são ou não inconstitucionais - os cidadãos que acharem que o são, podem sempre recorrer aos tribunais para os contestarem;

2 -  O que verdadeiramente importa, é saber se a norma é aplicada -  mesmo que seja inconstitucional, se a norma não for aplicada não existe;


Portanto, caros deputados estúpidos desta Nação valente e sofrida, toca a (continuar) a produzir leis estúpidas! Não se preocupem com o Tribunal Constitucional, com as Comissões Nacionais de Eleições, ou organismos do género!

Trabalhem 24 horas por dia - e se as 24 horas do dia não vos chegarem, trabalhem também à noite - a produzir leis, porque o problema delas fazerem sentido, só faz sentido ser colocado se alguém resolver aplicá-las!

 

E ninguém diz a estas alminhas que o excesso de cretinice pode provocar 'danos ambientais' graves?

 

Para quem tiver tempo e quiser consultar este trabalho de minuciosa análise comparativa feito pelo Dr. João Loureiro Castro Neves, líder do grupo municipal da Coragem de Mudar, deixo  o link AQUI:

publicado às 11:30

ALFENA E VALONGO, VALONGO E ALFENA - O PARADIGMA DE SEMPRE...


Ontem foi dia de Assembleia de Freguesia em Alfena.

Ordem de trabalhos (quase) consensual - apenas com alguns votos contra de parte dos Unidos por Alfena que são contra a responsabilidade da Junta no  que tem a ver com a vigilância nos Cemitérios onde há pouco - num deles - aconteceram actos de vandalismo e roubo.

Pouco mais que mereça especial destaque.

 

Ou melhor, destaque até houve pela negativa, na parte referente à intervenção do público, onde estava inscrita apenas uma alfenense, a braços com uma situação igual a tantas outras, isto é, com 'cheiro a corrupção que tresanda'.

Não vou referir nomes - nem da queixosa nem do prevaricador - por razões óbvias, mas tenho obrigatoriamente de mencionar três pessoas/entidades inequivocamente envolvidas - com graus de responsabilidade diferente, é verdade - mas envolvidas!

 

(Abro um parêntesis para criticar mais uma vez, a demasiada subserviência do Presidente da Assembleia em relação ao executivo, nomeadamente ao presidente da Junta.

Divididos que eles andam, nem precisaria preocupar-se muito com essa assertividade demasiado marcada e também, como não havia mais nenhum cidadão inscrito para falar, não precisava de ter interrompido a senhora, impedindo-a de concluir a sua intervenção, 'obrigando-a' a ler à pressa  a 'ultima linha' do texto que trazia escrito).

 

Voltando ao assunto, do que se tratava - do que se trata -  é de mais um episódio de corrupção, relacionado com a construção de um armazém e da apropriação abusiva por parte de um cidadão, de uma rua pública, onde existem infra-estruturas de saneamento, de águas pluviais, etc.

Até aqui, nada de muito relevante, porque apenas mais uma situação de ilegalidade igual a tantas outras, que a Câmara resolveria facilmente - se não deixasse entar pela 'porta lateral' de sempre, o tráfico de influências e a corrupção pura e dura que bem conhecemos, desta vez - e aqui a parte lamentável de tudo isto - apadrinhada e patrocinada pelo advogado Rogério Palhau.

Só que Rogério Palhau é também - para quem não saiba - o presidente da Junta de Freguesia e o único argumento que encontrou para 'atirar' à cidadã como resposta - e também a todos nós ao fim e ao cabo - foi que 'trabalho é trabalho, conhaque é conhaque'!

 

Ficamos sem saber qual é mesmo a parte do 'conhaque'... 

 

Porém ficou visível para todos - menos para o visado - que o problema não é só da Câmara onde ele vai, assessorado tecnicamente e com regularidade, como advogado (ou como presidente de Junta?) para tentar 'negociar' uma saída que corresponda aos interesses do seu cliente (ou simples freguês?).

 

Pelos vistos, o presidente Rogério Palhau nunca ouviu falar em 'conflito de interesses' e o advogado com o mesmo nome também não. 

Acontece que o presidente da Junta de Freguesia, a tempo inteiro, acompanha o advogado em regime livre, sempre que os 'dois' se deslocam à Câmara - que como se sabe, não funciona para além do horário de expediente...

Pelos vistos, o 'último' não se apercebeu ainda que pode vir a ter uma problemazinho, se a cidadã que está a ser prejudicada pelos 'dois' resolver apresentar uma queixa na Ordem dos advogados.

Por razões semelhantes, outros têm visto a sua carteira profissional suspensa!

 

Já quanto à Câmara, enquanto finge que está a tratar do problema pelas vias legais, avança com o argumento de sempre: posse administrativa, mas sem dinheiro para executar a Lei!


Acho que já ouvi esta desculpa vezes demais nos últimos tempos e a propósito de outros casos. E é pena, porque se esperava algo de diferente, depois de algumas mudanças ultimamente operadas a nível da responsabilidade pela Divisão dos Assuntos Jurídicos, Contencioso e Fiscalização, Informação e Apoio a Munícipes.

 

Uma Câmara onde a falta de Orçamento nunca foi um problema para executar obras por ajuste directo, vir agora de repente invocar a falta de dinheiro para executar uma pequena demolição - que até vai ser paga pelo cidadão que cometeu a ilegalidade -  soa no mínimo, a desculpa de 'mau pagador'!

publicado às 11:40

A III REPÚBLICA MORREU - SÓ FALTA MARCAR-LHE O ENTERRO!

 

Ontem comemoramos mais um aniversário do 25 de Abril.

Comemorações oficiais, na Assembleia da República, da forma que a clic do poder e do 'arco do poder' acham mais conveniente e contando obviamente com a conivência da oposição à esquerda que não consegue esconder a atracção que sente por uns efémeros minutos de palco - ainda por cima transmitidos em directo pelas televisões - onde pode mostrar que também tem bom gosto para escolher a fatiota o vestido novo ou a cor da gravata, quando o que seria de todo exigível, é que se demarcasse pela ausência, como aliás e pela segunda vez fizeram os dirigentes da Associação 25 de Abril e os militares por esta representados.

 

No final, assistimos ao protesto 'para inglês ver' do líder da bancada do Partido Socialista, Carlos Zorrinho, 'zurzindo' o presidente da República - que aliás merece toda a 'artilharia' que lhe possa cair em cima - como se Zorrinho fosse uma virgem impoluta, como se não tivesse passado e como se tudo o que nos está a acontecer tivesse apenas a ver com este governo!

 

Pois pasmemos então com estes recortes:




 


 


Por estas e por outras, é que sempre que ouço a 'esquerda rosa' a falar na necessidade de eleições, dou comigo assustado a perguntar aos meus botões: "será que ainda conseguimos piorar mais um pouco?"


Isto a meu ver, já não vai lá com alternância!

Ainda que por hipótese teórica admitíssemos essa alternância protagonizada pelos Partidos à esquerda do PS, o problema continuaria! O sistema já contaminou também essa área, bastando ver a forma como votam, quando se trata de discutir as mordomias dos deputados, ou os projectos legislativos que daí têm vindo para cortar na 'gordura' do Parlamento!

 

A solução já não existe no actual quadro desta III República completamente putrefacta!


A solução só pode surgir pelo derrube do Regime - e não apenas do governo - e por uma IV República de mãos limpas, com uma nova Carta Constitucional assente num verdadeiro sistema de Justiça - que na realidade  não existe - e numa Democracia directa ou semi directa na velha tradição municipalista portuguesa, onde os cidadãos conheçam e possam sindicar quem os representa e tenham uma palavra a dizer sobre a gestão da coisa pública que vá muito para além da simples participação nos actos eleitorais.

publicado às 16:02

CONTRIBUTOS PARA A MELHORIA DA 'SAÚDE PÚBLICA' DE VALONGO....

Citando-me a mim próprio no Jornal Verdadeiro Olhar - hoje nas bancas...


 

por: Celestino Neves
 
OLHAR (IM)PARCIAL
O PAEL DE VALONGO – MELROS, MINHOCAS E AVIÕEZINHOS DE PAPEL...
 

Olho através das janelas da minha sala-cozinha o melro que se entretém no meu quintal de minifúndio(!) de cerca de 30 metros quadrados, dando bicadas na terra cavada de fresco  e digo para com os meus botões “é cada cavadela cada minhoca”!

Digo dele, enquanto penso o mesmo sobre quem governa Valongo, onde neste momento decorre uma gigantesca operação de ‘compra’ de resultados eleitorais por via do PAEL cirurgicamente eclodido por Miguel Relvas num parto  prematuro e – segundo ele -  induzido por vontade própria.

A sigla significa – deveria significar – ‘Plano de Apoio à Economia Local’.

E vendo bem as coisas, se tomarmos Valongo como o modelo à escala das autarquias ‘resgatadas’,  é-o de facto, só que para a parte errada da economia – aquela que suportou algumas maiorias despudoradas e corruptas que durante vários anos (no caso de Valongo, Fernando Melo sobreviveu quase 18) promoveram um pouco por todo o lado, uma espécie de ‘fontismo’ serôdio e bacoco, onde se inventaram rotundas, obeliscos, esguichos vistosos, chafarizes, estádios de futebol, pavilhões, arranjos urbanísticos de gosto duvidoso e quase sempre com uma esperança de vida indexada ao termo dos mandatos dos seus promotores – quem vier atrás que os restaure!

‘Fontismo’ à medida de alguns egos desmesurados, escandalosas manifestações de novo-riquismo de quem governa e nos desgoverna com orçamentos fictícios e virtuais, onde a despesa apenas coincide com a receita no breve momento inicial e onde a corrupção encontra – tem encontrado até agora – o microclima ideal para medrar.

Valongo pode com justiça reivindicar junto das congéneres, o papel de líder na asneira e no erro.

Isto apesar de nos dizerem o contrário, apesar do herdeiro se multiplicar em contactos, em convívios da carne assada, da bifana e das minis, espalhando retórica na esperança de que uma mentira repetida muitas vezes, possa vir a ser verdade.

E é aqui que o PAEL entra, funcionando como atenuador do voto de protesto, com os chequezinhos acabadinhos de preencher e ainda com cheiro a Relvas, entregues tantas vezes a ex-empresários corruptos que já se desfizeram das respectivas empresas a quem era devidos.

Num dos casos mais conhecidos por estes lados, até a maquinaria pesada voou  rumo a Angola e outras paragens, enquanto se atiravam borda fora os trabalhadores, com uma mão à frente e outra atrás e a promessa de que “tudo acabaria em bem, quando a Câmara libertasse o carcanhol”.

Era só meia verdade e os que acreditaram que era a verdade inteira acordaram tarde demais  com o ruído do voo rasante do papelinho dobrado em triângulo, qual aviãozinho daqueles que se atiravam (ainda atiram?) durante as aulas. Rumava evidentemente ao mais próximo paraíso fiscal e roncava  quase tanto como as barrigas famintas dos seus filhos,

Esta última parte era a metade da verdade em que não estavam interessados...

O amigo Almerindo (e mais alguns outros ‘almerindos’) e as silvas que aqui em Alfena crescem no sítio das máquinas que agora  escavam o solo angolano, são por enquanto e neste caso específico, os únicos beneficiários do bendito PAEL .

(Serão mesmo?)

O primeiro, provavelmente de bermudas e dobrado ao peso de tantos zeros do cheque que carregou, elas – as silvas - na esperança de que não tenha sobrado o suficiente para comprar herbicida que as incomode, são de certeza.

Seja como for, de bermudas ou de fato e gravata, o amigo Almerindo não deixará de torcer (e contribuir ainda mais um pouco) para a vitória do herdeiro do amigo – ou do amigo simplesmente... 


 
 
 
 
Celestino Neves 
 
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publicado às 01:03

JOÃO PAULO BALTAZAR - UM CANDIDATO 'INDEPENDENTE' A VALONGO?

 

Quero começar por dizer que compreendo João Paulo Baltazar!

  

Tal como Berta Cabral - versão 1: "alguém me acha parecida com o Dr. Passos Coelho? Alguém acha que eu tenho um passado que leve as pessoas a pensar que eu sou igual ao Dr. Passos coelho? (...) - AQUI João Paulo Baltazar não se sente bem com a fatiota laranja enfiada.


Vivemos tempos de muita revolta e todas as bandeiras do PSD no poder local, estão a ser recolhidas à pressa, passando os respectivos 'porta-estandartes' à situação de clandestinidade temporária como forma de conterem os danos e evitarem que o voto de protesto que se adivinha, se passe inteirinho para o lado do inimigo...

 

Percebo portanto como já disse, João Paulo Baltazar, por se apresentar com a cara (PSD) tapada, por omitir do curriculum tudo aquilo que o possa ligar à  corrupção triunfante que caracterizou o reinado de Fernando Melo.

 

Faz bem em se apresentar aos valonguenses como se tivesse chegado à Câmara apenas em 2009, depois de uma vida profissional intensa (devido à astronómica dívida acumulada, este resto de mandato de Melo já não pôde por razões óbvias, ser tão 'pornográfico' como os anteriores) e faz bem ainda e sobretudo, em se apresentar como 'independente'!

 

Pena que a Comissão Nacional de Eleições não permita que a clandestinidade se reflicta também nos boletins de voto, mas enfim, do mal o menos e aquilo é só um dia e até pode ser que as pessoas se fixem apenas no seu sorriso aberto não reparando nas 'setinhas' a apontar para o céu...


Além do mais, o PSD até já está habituado a este tipo de jogos de sombra - fê-lo em Alfena em 2009, obrigando os seus militantes a recolherem toda a propaganda já afixada - portanto, não é sequer nada de muito inovador em termos de contra medidas para obviar a males maiores.

 

Claro que estou 'na tanga'!

 

A falta de seriedade que se constata na apresentação de João Paulo Baltazar aos valonguenses - ver recorte abaixo -  é por demais evidente para que nos fiquemos pela simples brincadeira!

 

- Para o bem e para o mal, João Paulo Baltazar tem um passado na Câmara mais corrupta do País, muito anterior a 2009!


- João Paulo Baltazar é além disso, "apenas" o presidente da comissão política concelhia do PSD!


- João Paulo na Câmara e depois de ter assumido a presidência (depois da fuga de Melo...) manteve inalterada a 'árvore genealógica' do dinossauro, e não tocou 'num só cabêlo' dos protegidos do mesmo, cumprindo aliás, uma das ordens expressas que ele deixou e que colocou como condição para se ir embora!

 

Basta portanto de jogos de sombras e de 'brincar às escondidas' com os valonguenses!


Apesar de tudo, o PSD é um grande Partido!

Pese embora o facto de nos terem atirado para cima com Relvas, Bragas Lino e quejandos, o Partido de Francisco Sá Carneiro ainda merece apresentar-se aos eleitores sem esconder a cara!

 

Quem tem medo, compra um cão - ou então, regressa à intensa vida profissional que teve antes de entrar na política.


Eis então - para valonguense ver - o curriculum bem recheado e exaustivo(?) do candidato a futuro presidente da Câmara:


 

 

 

publicado às 13:59

O SENHOR AUDITOR ECLESIÁSTICO...

Breve declaração prévia:


Confesso que não sei se existe alguma ligação entre as duas situações de que falarei a seguir.

Confesso que não acredito em bruxas, mas também concordo com nuestros hermanos: "(...) pero que las hay, las hay"...

Confesso ainda a minha ignorância acerca das atribuições de um Tribunal eclesiástico - por exemplo, se deve integrar apenas pessoas íntegras - e por maioria de razão, declaro também desconhecer o papel desempenhado por todas aquelas altas individualidades que integram o do Porto, nomeadamente os auditores.

Por último, confesso sentir uma curiosidade borbulhante acerca do tipo de tratamento que os leigos devem dar àqueles senhores todos, uns de beca, outros de batina, outros talvez apenas de fato e gravata - eminências?

 

Feita a declaração, vamos ao que importa, começando pelos recortes que se seguem.


Primeira situação:

 

 

(...)

 

(...)

 

 

(...)

 

Podemos ver em segundo plano, os ex-donos da Coragem de mudar (o senhor auditor, um pouco escondido pela figura impoluta do Bispo do Porto)

Segunda situação:



Agora, a dúvida que me sufoca e que não resisto a partilhar:

 

Tal como na história do ovo e da galinha - qual dos dois teria 'nascido' primeiro - terá sido o senhor Bispo do Porto a retribuir a Pedro Panzina a honraria recebida por proposta dos agora 'ex-donos' da Coragem de Mudar, ou pelo contrário, terá sido Pedro Panzina a preparar o caminho para a honraria que eventualmente almejava para lhe dilatar um pouco mais - como se tal fosse possível! - o respectivo ego?

 

Marcos 4:1-9 "(3) Ouçam! O semeador saiu para semear. (4) Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho e as aves vieram e comeram-na. (...) (8) Outra caiu em boa terra, germinou, cresceu e deu boa colheita, a trinta, sessenta e até cem por um".


Nunca imaginei que depois de tantos anos de 'não crente', as minhas origens de católico praticante e activista me viessem a ser úteis para citar os evangelhos...

 

publicado às 22:06

O 'MENOR DOS VEREADORES DE VALONGO' E AS CONTINGÊNCIAS DA 'NÚVEM'

Os meus amigos e seguidores já me vão conhecendo o 'estilo da pena' e às vezes, até advinham sobre o que vou escrever nos vários espaços por onde me divido.

 

Bem... adivinhar não será o termo exacto para que me diz, quando lê algo que eu escrevi: "eu sabia que ias escrever sobre isso!", pois assim fica-me sempre a dúvida sobre se sou assim tão previsível.

Uma questão a merecer uma 'profunda reflexão', mas seguramente numa altura em que não tenha mais nada em que pensar...

 

Há poucas horas, numa pequena brincadeira do Facebook, lancei um desafio aos tais do 'eu sabia!', no sentido de tentarem adivinhar sobre o tema do meu artigo de opinião a publicar no próximo número do Jornal Verdadeiro Olhar - nas bancas na próxima sexta feira.

Um dos candidatos ao prémio do 'dou um doce', arriscou que talvez fosse sobre 'o menor dos vereadores (de Valongo) - não só em tamanho, mas também'...

Por acaso, até esteve quase, mas desta vez virei a agulha para outro tema, embora sua eminência continue a constituir para mim uma fonte inesgotável de inspiração - crítica entenda-se!

 

Aproxima-se mais um acto eleitoral e é bom que recorde aqui o óbvio - mas que mesmo assim, alguns esquecem logo no dia seguinte ao da contagem dos votos:

Os projectos submetidos ao escrutínio dos cidadãos, lá por não terem sido validados maioritariamente por estes, nem por isso deviam ser metidos numa qualquer gavetazinha da 'núvem' - agora está na moda o recurso à imensa capacidade de alojamento da 'nuvem' - antes, deveriam continuar a ser defendidos durante todo o mandato pelos seus autores, confrontando em cada momento onde a oportunidade se proporcionasse, as erradas opções (na sua perspectiva) de quem maioritariamente adquiriu o direito à governação.

 

Em Valongo, durante cerca de metade do actual mandato, os dois vereadores eleitos pela Coragem de Mudar fizeram-no com alguma coerência, suportados aliás no papel consultivo do respectivo grupo de apoio cujo papel emana do articulado estatutário e que teve uma participação relevante por exemplo, aquando da negociação em que a Coragem de Mudar esteve envolvida com a Câmara, no processo relativo ao malogrado Plano de Saneamento Financeiro.

Porém, razões que só eles conhecem, fizeram com que a partir de certa altura se tenham esquecido da password de acesso à 'nuvem' e ao ficheiro do seu programa e aquilo que para alguns seria um incidente irreparável, para eles representou apenas um pequeno e breve contratempo: 

Como diz o outro, 'quem não tem cão caça com o gato', logo 'bloqueado' que estava o acesso às ideias próprias, rápidamente se adaptaram (o menor dos vereadores e a penúltima de todos eles são como é sabido, dotados de 'geometria variável') ao programa do 'vizinho do meio'!

 

E não é que se têm dado bem com a mudança?

 

Obviamente que a crítica que em determinada altura lhes fiz relativamente ao facto de terem deixado de usar o respectivo programa eleitoral como ferramenta de trabalho e de recorrerem à assessoria do já referido grupo de apoio aos eleitos, deixa naturalmente de fazer sentido:

Nós os assessores (a maioria pelo menos) não somos reprogramáveis, pelo que a Coragem de Mudar Institucional passou a ter um 'software' incompatível com o dos 'ex-donos' e agora agregados à maioria que desgoverna Valongo.

 

Ufa! Para quem optou por (desta vez) não escrever no VO sobre o 'menor dos vereadores de Valongo', acho que me alonguei um pouco neste post... 

 

publicado às 21:16

DAR SANGUE - URGE E NÃO DÓI NADA...

Hoje fui dar sangue  AQUI - no dia seguinte àquele que completei a idade de referência para poder ser dador (claro que as dádivas vão ser possíveis até completar os 66 anos).

 

Mais do que um dever - os deveres têm normalmente uma conotação de 'desprazer' e cumprem-se apenas 'porque se deve e pronto' - neste caso, está implícita uma certa 'massagem ao ego' que não fica mal exteriorizar - aquela 'vaidade boa' da qual resulta uma auto-satisfação de que se pode falar sem vergonha - porque tem um sabor a solidariedade, porque pode ser e se prende exactamente que seja, contagiosa para o maior número de pessoas.

 

Para os mais receosos e 'piegas' em relação à picada da agulha do sistema, fica a garantia de que dói muito mais uma esfoladela num joelho depois de uma queda acidental ou um corte da faca de cozinha quando erradamente a usamos em vez do descascador, para descascar as batatas ou as cenouras do almoço.

 

Espero com esta partilha de 'auto-satisfação' ter contagiado pelo menos metade dos amigos saudáveis deste Blog e da página do Facebook onde ele aparece visível. 

publicado às 11:48

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