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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

ESTALEIROS NAVAIS DE VIANA DO CASTELO ATINGIDOS POR UM TORPEDO CHAMADO AGUIAR BRANCO...

 

À vista de todos, debatendo-se com uma tempestade nunca vista e com as gigantescas vagas que o empurravam de forma irreversível para a morte que espreitava nos rochedos da costa, o famoso paquete afundou-se finalmente, perante a impotência dos meios de socorro que não tinham sequer condições para sair  e que não podiam por isso ir além da mera observação à distância e perante os gritos aflitivos das pessoas que apesar da tempestade, tinham acorrido ao local. Há tragédias que transportam em si mesmas a incontornável inevitabilidade...

 

 

(...)

 

Contrariando as previsões mais alarmistas da protecção civil, o temporal amainou o suficiente para que os meios de socorro pudessem largar para aquela réstea de mar ali tão próximo e ao mesmo tempo tão distante, onde mais do que escutados, se adivinhavam os gritos dos sobreviventes da tragédia, tudo isto perante a ansiedade da população que os seguia sob a chuva agora menos intensa e que acreditava ainda num milagre.

 

(...)

 

Duas horas depois, todos os barcos e os dois helicópteros que tinha participado na operação estavam de regresso.


Passado algum tempo, algures na capitania próxima e numa sala pejada de jornalistas e alguns familiares entretanto chegados ao local, o representante do armador dava início a uma conferência de imprensa para uma espécie de balanço preliminar do infausto acontecimento.

Iniciou (e a bem dizer, conluíu também) a sua intervenção mais ou menos assim:

 

"Hoje, devido à rápida intervenção e à eficácia dos  meios de socorro, temos o prazer de anunciar com indescritível alegria que entre os cerca de 620 passageiros e tripulantes do paquete que infelizmente se afundou e que foram todos retirados do mar, existem cerca de 400 que apresentam ainda ainda alguns ténues sinais vitais e que, dependendo de encontrarmos vagas em tempo útil num qualquer hospital próximo, poderão ser ainda recuperados.

Tendo em conta a dimensão da tragédia que inicialmente se antevia, este é pois um balanço muito positivo e que nos enche a todos de alegri..."

 

(Aqui o cretino já não conseguiu concluir a palavra e quase ia sendo linchado em directo pelos presentes, não tivessem as forças da ordem intervido a tempo) 


 

(...)

 

Aqui veio a jogo o (fdp* do) ministro da Defesa. José Pedro Aguiar-Branco avança que há um cheque de 30 milhões de euros para fazer face às indemnizações por despedimento. “Estão garantidos os direitos dos trabalhadores”, assegurou Aguiar-Branco, ouvido pela Antena 1.


“Os trabalhadores vão sair e vão ser assegurados os seus direitos, estando disponíveis cerca de 30 milhões de euros para cobrir as indemnizações. Dá cerca de 50 mil euros por trabalhador”, resumiu um funcionário do ministério da Defesa em declarações registadas pelo Jornal de Notícias.


(Ficamos contentes por saber que vai ser possível assegurar um 'funeral' digno a todos os que não puderem chegar a tempo ao tal hospital próximo)


 

OBS.: Qualquer semelhança entre os dois fragmantos de notícia não é mera coincidência!


(*) fdp - famosíssimo e distintíssimo patriota

publicado às 13:25

VALONGO - A CONFIRMAÇÃO DE UMA COLIGAÇÃO INVENTADA...

Apesar das 'explicações' do próprio, referidas no artigo que se segue de Luís Chambel no jornal A VOZ DE ERMESINDE,  vale a pena voltar ao assunto Daniel Torres...

 

O que o deputado diz pode até ser verdade, mas o facto de ele ter 'assistido de camarote' à troca de mimos a que A Voz de Ermesinde faz referência - com uso do direito de resposta e tudo - torna-o conivente com a encenação do PSD e de João Paulo Baltazar em relação à 'coligação' com o PPM. Como a coisa deu para o torto, vem agora finalmente pôr os pontos nos 'ii'.

 

Só que passou tempo demais para que essa tentativa de repor a verdade soe a requentado.

Há 'fotografias' que, por maior que seja o esforço do 'fotógrafo', saem sempre tremidas e esta é uma delas

Bem pode o republicano Daniel Torres propalar aos quatro ventos  que é vermelho como o nosso o sangue que lhe corre nas veias, que sempre nos ficará a impressão de ver tons de azul no mesmo...

 

O artigo de A VOZ DE ERMESINDE:


A palavra de Daniel Torres Gonçalves ainda a propósito da coligação autárquica concelhia PSD/PPM

 

Foto ARQUIVO ALBERTO BLANQUETT
Foto ARQUIVO ALBERTO BLANQUETT

Terão presente os nossos leitores mais atentos a questão que o nosso jornal levantou a propósito da coligação PSD/PPM, a qual, conforme apontámos, seria apenas uma forma de o PSD concelhio não enfrentar as eleições carregando às costas o ónus de apresentar uma candidatura claramente identificável com o partido do Governo.

 

Nesse sentido apontámos a nossa dúvida sobre se Paulo Basto, do PPM, seria eleito para a Assembleia Municipal.

A esse propósito responder-nos-ia o vice-presidente da Comissão Política Nacional do PPM, Manuel Beninger, apontando que não seria correcta a conclusão tirada pelo jornal “A Voz de Ermesinde” de que ao não ser colocado na Assembleia Municipal o candidato Paulo Basto (sempre publicamente apontado como o rosto do partido na coligação PSD/PPM em Valongo), tal mostrava que o «uso da sigla do PPM era um mero pró-forma para o PSD não aparecer sozinho, tentando não arcar muito com as custas de um símbolo associado à governação, como seria a candidatura única do PSD».

Usando o «direito de resposta (...) para cabal esclarecimento da notícia», o PPM refutava a afirmação e apontava a a eleição de Daniel Torres Gonçalves (na imagem) em nono lugar como o melhor desmentido, isto além da colocação de Paulo Basto em 13º lugar na lista e de César Braia como suplente.

O que o PPM não explicava é porque antes nunca tinha sido apontado publicamente Daniel Torres Gonçalves como representante do PPM, mas apenas Paulo Basto e César Braia.

Dizíamos então : «(...) A explicação é simples. Daniel Torres Gonçalves é, de há muito, um destacado militante do PSD no concelho de Valongo, chegando há poucos anos, inclusive, a presidir à JSD concelhia (...)».

Ora agora é o próprio militante social-democrata que, em comunicado, nos vem dar razão: «Tendo tido conhecimento de que foi invocado o meu nome num assunto relativo às relações entre o PSD e o PPM em Valongo, assunto no qual não pretendo gastar mais tempo do que o essencial para elaborar o presente comunicado, cabe-me dizer o seguinte:

1. Sou militante do PSD há mais de 10 anos – período durante o qual desempenhei diversas funções dentro do partido (ao nível local e distrital, nomeadamente enquanto presidente da JSD da freguesia de Valongo, presidente da JSD do concelho de Valongo e presidente do PSD da freguesia de Valongo) e ao serviço do partido (enquanto deputado municipal e deputado metropolitano);

2. Integrei a lista candidata à Assembleia Municipal, nas eleições do passado dia 29 de setembro, a convite do PSD da freguesia de Valongo;

3. Fui absolutamente alheio à constituição da referida lista – nomeadamente, no que concerne às negociações entre o PSD e o PPM;

4. O termo de aceitação que assinei para integrar a lista da coligação “A Vitória de Todos” foi igual ao de todos os restantes membros da lista;

5. Não tenho qualquer ligação ao PPM, sendo que sempre me regi pelos ideais republicanos, dos quais sou fervoroso defensor.

O membro da Assembleia Municipal de Valongo,

Daniel Torres Gonçalves».

Isto é, o assunto, que para nós já era claro no que à coligação dizia respeito, fica agora ainda mais esclarecido.

Tal como aponta Daniel Gonçalves, não é preciso dizer mais nada.

publicado às 23:31

SERÁ QUE JOÃO CÉSAR DAS NEVES TEM RAZÃO E PORTUGAL É UM PAÍS DE RICOS?

 

Nada como uma boa peleja para nos animar um pouco.

 

Hoje o autor deste Blog deixou-me na caixa de comentários do meu esta abordagem, feita a partir de um ângulo um pouco 'arrevesado' - digo eu -  em relação à questão dos pobres, verdadeiros ou 'inventados'(!), à questão dos salários baixos como factor da nossa competitividade, entre outras e por mim abordada AQUI.

 

Não gosto muito de me pronunciar a quente sobre assuntos desta envergadura, mas achei que o José Carmo da Rosa não se devia ir sem uma primeira 'tacada'.

Só para aquecer...

 

A resposta - para já...


 

"Ora bem…

Claro que esta 'carta aberta' em formato de resposta à outra do Carlos Paz, merecendo uma 'degustação' bem mais demorada, remete-me desde já para uma enorme contradição por parte daqueles que defendem que a saída para a competitividade de  países periféricos como Portugal só se fará pela via dos salários baixos - em concorrência com a China, ou pior, com o Vietname, a Índia , o Bangladesh, o Camboja e outros.
Se assim fosse, a Alemanha não estaria a dar cartas na Europa e a ditar as regras dos cortes.

Ou então a lógica é (mesmo) uma batata... 
CN"


Ao Carlos Paz (ex CEO da Groundforce), que acerca de uma entrevista dada pelo economista João César das Neves à TSF o manda à merda numa ‘carta-aberta a um mentecapto’ que foi publicada no Notícias Online. E ao Carlos A. Augusto, que aproveitou a boleia para postar aqui a tal carta-aberta do outro Carlos sem um link para a entrevista, mas com um NEM MAIS como aprovação e título.

 

Carlos Paz diz na sua carta “ouvi-te brevemente nos noticiários da TSF no fim-de-semana e não acreditei no que estava a ouvir. (…) disseste coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “A MAIOR PARTE dos Pensionistas estão a fingir que são Pobres!”

 

Carlos Paz diz que ouviu brevemente!

 

Talvez resida aqui o problema, porque quando se faz acusações graves deve-se ter o cuidado de ouvir atentamente e ser preciso nas citações. Mas claro, precisão nunca foi o forte da nossa elite, que se deixa facilmente levar por emoções e pressentimentos, e depois, o que fica do que poderia ser uma interessante discussão é apenas isto: peixaria, berraria e insultos…

 

O que eu ouvi com a devida atenção do economista João César das Neves, foi que“Há uma data de gente a falar dos pobres que não são pobres e que em nome dos pobres querem defender o seu e a fingir que são pobres.”

 

Ora, Carlos Paz, que não parece viver no Casal Ventoso, nem deve ser pensionista e muito menos um pensionista que alguma vez teve fome, parece corresponder ao público-alvo a que o economista se refere: dos que ficam surdos de tanto fingir de pobre… Mas é verdade que o João César das Neves  na tal entrevista disse que:

 

“…. A maior parte dos pensionistas não são pobres”

 

O que, segundo estatísticas da Pordata sobre a Caixa-Geral de Aposentações, também é verdade…

 

Para ser franco, isto surpreendeu-me!

 

Sempre pensei que os meus pais fizessem parte da grande maioria, mas não, só 20% dos pensionistas recebem uma pensão abaixo do salário-mínimo; 54% situam-se num escalão que vai de 500 a 2000 euros; outros 25% no escalão entre 2000 e 4000 euros; e só 1% recebe mais de 4000 euros. Neste escalão encontram-se certamente os advogados reformados das PPPês, políticos e os presidentes do conselho de administração de grandes empresas.

 

Carlos Paz:  “João, disseste mais coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: ‘Subir o salário mínimo é ESTRAGAR a vida aos Pobres!’ Estarás tu bom da cabeça, João?” [as capitais são da autoria de Carlos Paz – CdR]

 

Carlos Paz volta a ouvir mal

 

Neste caso o economista até disse pior, não falou em ESTRAGAR mas emDESTRUIR a vida dos pobres. Ora, em toda a Europa esta temática está a ser actualmente discutida entre políticos, sindicalistas e economistas nas calmas e, tal como o nosso João César das Neves, usando apenas ARGUMENTOS. Uns acham que aumentar o salário mínimo faz perder postos de trabalho: os patrões empreguam menos gente e há o problema da concorrência. Basicamente são estes os argumentos. Outros acham que a um aumento de salário se segue automaticamente um aumento do consumo, o que é bom para a economia.

 

Eu, que não percebo patavina de economia, para poder formar uma opinião como cidadão, gostaria de ouvir calmamente as duas versões com argumentos que toda a gente perceba – de preferência sem demagogia, berraria e insultos em cartas-abertas. Resumindo, de gente boa da cabeça…

 

Voltando ao tema da pobreza

 

Toda a gente percebe que viver em Portugal com um salário-mínimo oficial de 565,83 euros é bastante difícil, mas um economista percebe um pouco mais (ou devia). Percebe que existem na Europa onze países com um salário-mínimo mais baixo que o nosso - e todos eles são potencialmente nossos concorrentes.

 

Picante detalhe. A Grécia tem o salário-mínimo fixado em 683,76 euros e tem também - talvez por isso, digo eu a medo! - uma situação económica bem pior que a nossa. Mas os 117,93 euros, que representam a diferença entre Portugal e a Grécia, é grosso modo o salário-mínimo na China…

 

A partir de aqui acho que não é preciso ser economista para perceber que:

 

-   ou estala a curto prazo uma revolução salarial na China que vai multiplicar o salário-mínimo chinês por dez;

-   ou vamos trabalhar mais do que eles;

-   ou vamos ter que arranjar maneira de fabricar coisas que eles (ainda) não conseguem fazer;

-  ou fechamos as fronteiras hermeticamente.

 

De outra forma não vejo maneira de como manter o mesmo nível de vida na Europa, com inevitáveis repercussões sobre o salário-mínimo.

 

E não vai adiantar muito escrever cartas-abertas, insultar, fazer greve, rezar, cantar a Grândola, respeitar a constituição ou as directrizes do Tribunal de Contas. Os chinocas são 25% da população mundial.

 

Mas há pior. Os próprios chineses já começaram a sentir na pele a concorrência de países com um salário-mínimo ainda mais mínimo, como o Vietname, Cambodja, Índia, Bangladesh, e este ano foi registada na China a menor taxa de crescimento dos últimos 13 anos: 7,8%. E segundo eles 8% é o mínimo necessário para manter a taxa de desemprego sob controle. Mas se os chineses empobrecem, então é que estamos lixados: não vão ter poder de compra para importar o nosso Vinho do Porto e as lojas de chineses no nosso país vão triplicar.  

publicado às 21:30

VALONGO - UMA CÂMARA NOVA, UM NOVO PARADIGMA...


Para desgosto das más línguas que tentam - já tentaram mais, devo confessar - fazer doutrina 'cavalgando' a insinuação mais ou menos explícita de que depois do último acto eleitoral eu terei passado a ser mais um 'militante sem cartão' do PS, a verdade é que isso não tem qualquer adesão à realidade, nem essa hipótese estará sequer sobre nenhuma mesa de trabalho - minha ou, presumo, de qualquer órgão do Partido Socialista.

 

Os que me conhecem sabem que as máquinas partidárias não me seduzem, mas também todos sabemos que ao nível local, as habituais 'reacções alérgicas' se diluem substancialmente.

E em Valongo, felizmente para mim e para os valonguenses em geral, todos podemos constatar que o PS colocou em primeiro lugar a gestão da coisa pública e deu, como 'máquina', um passo atrás, cedendo totalmente os 'holofotes' ao seus eleitos.


Isso constituíu aliás uma boa surpresa para os menos atentos - nalguns casos suscitou até algumas desconfiadas interrogações, pelo inusitado da 'coisa'...

O facto de o presidente não ter entrado a varrer, colocando 'todas aquelas pessoas que a gente sabe' na prateleira, substituindo-as por 'todas as outras que a gente também sabe', foi uma completa inovação relativamente à prática dos executivos anteriores.

 

Foi no entanto, apenas uma reacção inicial e neste momento já todos perceberam que tudo se faz e fará com racionalidade e com sentido de serviço, embora também se perceba que determinados lugares de confiança pessoal, têm sido e vão continuar a ser preenchidos na base dessa mesma confiança.


Longe no entanto da tal razia que alguns vaticinavam...

 

Desiludam-se pois todos aqueles que, conhecendo-me preferências partidárias e 'escaramuças' passadas com figuras do PS (desde logo, com o próprio José Manuel Ribeiro) alguma vez alimentaram a esperança de que o meu envolvimento como independente na candidatura do PS fosse puro oportunismo da minha parte e que, 'consumado o acto',  rapidamente eu regressaria à configuração original!


De facto, eu estou na configuração original, nunca fui condicionado por ninguém do PS relativamente àquilo que escrevo ou que digo e a única (e relevante) diferença é que os socialistas de Valongo actuam de forma também diferente daquela que era  a prática da anterior gestão laranja.

 

'Lamentavelmente' para mim, que gosto mais de uma 'guerrazinha' - no sentido figurado, obviamente - o facto de a pouco mais de um mês de distância da tomada de posse da nova Câmara, se estarem a fazer coisas boas para o nosso Concelho, deixa-me mais limitado na minha criatividade.

Mas isso é bom e eu consigo adaptar-me.

 

Já agora, sendo eu um deputado municipal, não escondo no entanto que como alfenense, fico contente por ver que estão a ser programadas para a minha terra muitas iniciativas relevantes  sucessivamente adiadas nos anteriores mandatos e sobretudo, que isso está a ser feito independentemente de calendários eleitorais, como era hábito.

O presidente socialista da Câmara de Valongo não está à espera do 'último terço' do seu mandato para realizar a obra possível - em Alfena ou no Concelho.

Estou crente que não levará muito tempo até que algumas possam ser anunciadas e logo que isso aconteça, aqui estarei para lhes dar a devida visibilidade.

 

Em jeito de brincadeira direi que José Manuel Ribeiro teria encontrado - se fosse essa a sua intenção -  a melhor forma de me retirar 'inspiração criativa' obrigando-me de certa forma a reformatar o perfil deste Blog, naquilo que com a Câmara tem a ver.

Não se coíba no entanto de insistir nisso, que pela minha parte cá me arranjarei... 

 

 

 

publicado às 17:09

VALONGO - ULTRAPERIFÉRICOS DE TAMANCAS...

Voltando uns dias atrás, àquela Assembleia Municipal extraordinária do passado dia 20 de Novembro e àquelas deprimentes prestações das duas figurinhas da noite - a Professora Doutora Rosa Maria Rocha, ex líder do grupo municipal do PSD no mandato anterior e o seu 'fiel escudeiro' Daniel Torres, (talvez) representante do PPM neste mandato, numa inexplicável associação de ideias, ocorreu-me repescar a reflexão que escrevia há alguns anos atrás, longe de pensar neste contexto e que reproduzo abaixo.

 

Se alguém antes daquela sessão andasse por acaso a deprimir por não ter conseguido alcançar na 'idade certa' um canudo, ficou seguramente mais animado ao ver no que deram aqueles canudos...

 

Porque não terá sido a última vez que 'levamos' com eles, ocorre-me aqui recomendar-lhes, eu que canudo não tenho, que para a próxima se apresentem sem 'tamancas' e com menos 'lantejoulas' no traje - para que não nos sintamos ofuscados...


O MÁXIMO

 

Se tens o máximo como limite

Se sonhas ser a referência

Se tens o topo como meta

Se desejas ser o centro em vez da periferia

Se preferes ser o auge em vez da ressaca

Pois bem

Tu serás a referência

Se fores admirado por quem te rodeia

Estarás no topo se subires

Serás o centro se atraíres

(ou a periferia se repelires)

Em suma

Permanecerás no auge

Enquanto fores a referência

Enquanto estiveres no topo

Enquanto fores o centro

E lembra-te

Porque só justifica quebra luz

A lâmpada que ilumina

Tu apenas serás o centro

Enquanto existir um círculo

 

Celestino Neves – Fevereiro/2009

publicado às 18:58

ADICE - ASSOCIAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO INTEGRADO DA CIDADE DE ERMESINDE - NEGÓCIOS 'TENTACULARES'

Sobre a tentacular ADICE - Associação para o Desenvolvimento Integrado da Cidade de Ermesinde, de Maria Trindade do Vale - recorte 1 - já muito se tem dito e escrito, mas pouca coisa de concreto se conhece sobre a prestação de contas desta IPSS.

 

Com movimentações financeiras como aquelas - apenas algumas das mais relevantes - que constam da BASE dos contratos públicos, bom seria que alguém se desse ao cuidado de seguir o rasto ao nosso dinheiro...


Claro que tal como se esperava, com a proximidade do acto eleitoral de Setembro passado, os fluxos financeiros intensos esfriaram um pouco, mas os 'tentáculos' ainda mexem!

 

Dados sobre a ADICE - recorte 1

 

 

ADICE na qualidade de adjudicante: (interessante verificar quem são os adjudicatários e os respectivos valores...)



ADICE na qualidade de adjudicatária:



publicado às 15:35

O CASO MARIA TRINDADE DO VALE - A PALAVRA À JUSTIÇA...

E pronto...

 

Já tem registo  - Procº. 2205/13.5 TAVLG - a queixa que apresentei no Ministério Público contra 'eventuais ilícitos' cometidos pela Dr.ª Maria Trindade Vale, vereadora do PSD na Câmara e ex vice presidente de João Paulo Baltazar no mandato anterior.

 

Em causa estão duas situações sobre as quais já aqui falei - sendo que a primeira também mereceu há pouco tempo a honra de notícia no Jornal PÚBLICO, a saber:

 

- Primeiro item: O caso do 'avançado' não licenciado que a senhora construiu na sua residência, alvo de uma operação de fiscalização da Câmara, a qual teria de legalizar ou demolir. Valendo-se da sua posição de privilégio, escreveu uma carta aos Serviços alegando que desistia da legalização em virtude de 'já ter demolido a construção'.

É claro que estava a mentir e os serviços - coisa estranha(?) - nem sequer se deram ao cuidado de voltar ao local para confirmar confirmar a veracidade da sua declaração.

Para o autor da queixa, o grave não é a construção ilegal, mas sim as falsas declarações de alguém que é detentor de um cargo político e usa o mesmo para obter benefício ilícito.

Neste item existe existe ainda uma agravante também incluída na queixa e que consiste no facto de a vereadora em causa, ter edificado uma espécie de 'caixote' sobre a garagem anexa à residência e que não tem qualquer hipótese de ser legalizado.

Também aqui os Serviços, porque não mais voltaram ao local para confirmar a tal 'demolição', não viram nada(!)...

 

- Segundo item: O caso do uso da viatura oficial que lhe estava atribuída, bem como os serviços do respectivo motorista, durante pelo menos um ano lectivo, para fazer um 'miminho' ao seu compadre Marco António Costa, à altura membro do governo: uma espécie de 'transporte escolar VIP' para a filha do governante, de casa para a escola e vice versa.

Sobre este caso, foi entregue ao MP um DVD com um conjunto de fotos e um vídeo e que me foi remetido de forma anónima.

 

Ao contrário do que muitos me acusam - de me ocupar com 'guerrilhas políticas' ou ajuste de contas com o passado recente(?) - fica aqui declarado que, apesar de 'algumas insistências', eu preferi não 'inquinar' a campanha eleitoral em que João Paulo Baltazar e Maria Trindade eram candidatos, retendo até agora a formalização desta queixa.

 

Aguardemos pois os próximos passos do MP relativamente a este processo.

 

 

publicado às 11:48

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE VALONGO - DISSERTAÇÕES SOBRE PHOTOSHOP JURÍDICO...

 

Volto à primeira sessão (extraordinária) da Assembleia Municipal de Valongo, iniciada ontem e que terminou já hoje já muito próximo da uma da manhã, para deixar mais vincada a 'preocupação' que já deixei antever no post anterior:

Parece que o novo presidente de Câmara e os eleitos nas listas do  PS, que ganharam (ganhamos) como todos sabem as últimas eleições, começam a evidenciar uma clara - e parece que preocupante para alguns - tendência para falarem verdade, respeitarem compromissos, recusarem fazer hoje o contrário daquilo que durante a campanha eleitoral prometeram que fariam.

 

A primeira a aperceber-se desta 'preocupante' tendência foi a deputada Rosa Maria, ex líder do grupo municipal do PSD no mandato anterior - e parece que agora arvorada de um novo estatuto de 'líder emérita'.

 

Disse ela a propósito da proposta ontem aprovada, sobre a redução da taxa de IMI - no seu douto entendimento, profundamente ilegal e mesmo inconstitucional na respectiva formulação - que "as coisas podem ser ilegais, desde que exista um cuidado na sua formulação que disfarce essa ilegalidade" (explosão de gargalhadas na sala...) e pelos vistos nesta proposta não houve esse cuidado - pois não, confirmo eu - para camuflar a tal 'ilegalidade'.

 

Ainda bem que ela descobriu sem ajuda aquilo que foi uma intenção de quem redigiu o documento: Na câmara (actual) não se recorre ao photoshop para enganar ninguém!

 

Mas seria interessante que a deputada Rosa Maria tivesse sido mais clara - com um pouco mais de tempo além do muito que usou teria sido possível - na tal técnica de mistificação.

 

Não que o presidente da Câmara, os vereadores e deputados municipais - socialistas e independentes que aceitaram de alma e coração integrar este projecto de mudança - estejam interessados em saber como é que se enganam os Órgãos de fiscalização ou o Tribunal de Contas jogando com o português, mas enfim, sempre seria mais um para a vasta colecção de 'tesourinhos deprimentes' com que nos tem vindo a mimosear ao longo dos últimos anos como deputada.

 

Já agora, relembro à ilustre deputada e ao seu 'fiel escudeiro' Daniel Torres, que em situações idênticas à da votação do documento do IMI, não precisam de abandonar a sala para se desresponsabilizarem: basta que recorram à figura do 'voto de vencido' e podem continuar confortavelmente(?) sentados nos seus lugares!

publicado às 15:21

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE VALONGO - 'EU SOU O CAMINHO, A VERDADE E A VIDA'...

 

Hoje (ontem) na primeira sessão 'a sério' da Assembleia Municipal de Valongo, por acaso em formato extraordinário, por razões de agenda metropolitana e de eleição de representações para vários órgãos e comissões concelhias, assistimos a uma coisa curiosa - a várias, para ser mais preciso:

 

Ficamos a saber que a direcção do grupo municipal do PSD vai - será que vai? - funcionar de forma bicéfala - ou mesmo tricéfala - sendo que o 'crânio' maior parece ser o da agora ex líder, mas pelos vistos ainda com pretensões a continuar a sê-lo - a deputada municipal Drª. Rosa Maria.

Claro que deu para ver que quem estava na posição institucional e a defender os pontos de vista do PSD que tem vereadores na Câmara e onde as matérias 'controversas' tinham sido consensualizadas - era o deputado Daniel Felgueiras.

Porém, para a 'excelente jurista' Dr.ª. Rosa Maria e para a terceira sumidade jurídico-linguística, o deputado do PPM Daniel Torres, as 'aspas' que eu coloquei na palavra controversas, não eram 'aspas' mas sim um bold com sublinhado duplo.

 

E tanto nos enredaram, tanto nos cansaram, com as suas reflexões 'on the record' que quase nos adormeceram com os seus alertas e avisos lancinantes de que nos esperaria o calabouço, caso viéssemos a aprovar os documentos constantes da adenda à Ordem do Dia:

 

Macroestrutura: Aqui d'el-rei, que não se ganhava nada com a redução de 50% no número de chefias, que no limite, porque se tratava de um concurso aberto, podíamos estar a admitir 8 novos dirigentes - com o anterior concurso lançado pelo PSD mas que entretanto não chegou a avançar, teríamos o dobro e com o mesmo risco! - que mais isto, mais aquilo, os gabinetes e as competências - e os pés pelas mãos,  sobretudo dos dois crânios mais destacados - tudo isto para justificar que precisavam de um intervalo para definir uma posição.

 

Regressados, vingou o bom senso de uma parte do PSD e o 'nonsense' dos restantes, tendo sido aprovada a nova organização dos serviços camarários.

 

Redução do IMI (de 0,360% para 0,355%): Para 'variar', a coisa foi mais ou menos do mesmo género:

 

O líder a considerar pouco ambiciosa a proposta do PS - no mandato anterior, o PSD defendeu 0,40%, tendo negociado com a Coragem de Mudar o valor de 0,360%, enquanto o PS na altura, propôs 0,300%!

 

Mas a sumidade jurídica da deputada Rosa Maria, coadjuvada pela sapiência do representante do PPM, deputado Daniel Torres, descobriu uma nuance:

Não era nada pouco ambiciosa, era sim irresponsável, inconstitucional mesmo, porque não sei o quê, mais umas vírgulas erradas, mais o compromisso eleitoral do PS que não tem que se sobrepor aos constrangimentos financeiros, mais o acordo ortográfico - esta é uma bucha minha - mais o 'sexo dos anjos' - esta por acaso também é - para concluírem que não podiam participar na votação por ser uma ilegalidade extremamente grave (!) - aperceberam-se que o resto do grupo viabilizaria a proposta - encerrando as doutas explanações com a informação de que se retirariam na altura da votação - podiam ter utilizado a figura do voto de vencido para se desresponsabilizarem, mas aproveitaram para 'ir lá fora...


Pelo meio,a Dr.ª Rosa Maria ainda teve tempo para nos presentear com uma 'pérola' jurídica: "as ilegalidades são menos graves se forem disfarçadas com cuidado" (parece que não era este o caso...) - não, não estou a inventar! Ela disse mesmo isto e até está gravado!


Lamentavelmente - felizmente, dizemos nós - a 'excelente jurista' não teve tempo ou 'discernimento' para nos elucidar acerca das manigâncias para disfarçar as ditas ilegalidades, pelo que o texto acabou aprovado, vestido apenas com a transparente verdade e não mascarado da manhosa mentira que a deputada Rosa sugeria... 

  

Prevaleceu portanto o bom senso e a proposta 'pouco ambiciosa' por um lado e 'demasiado verdadeira' por outro, mas respeitadora de um compromisso eleitoral do presidente da Câmara - aliás como também o era a da redução de 50% das chefias - lá foi aprovada.

 

Para 'memória futura' ficou o registo de um formato igual ao anterior, relativamente à Dr.ª Rosa Maria - como o Dr. João Loureiro Castro Neves me compreenderá ao ler isto! - só que desta vez sem galões, que apesar de tudo, ficam bem melhor nos ombros do deputado Daniel Felgueiras.

 

Ainda para memória futura neste caso a ser revista numa sessão bem próxima, ficou a postura do deputado Daniel Torres que provou que não deixa por mãos alheias a defesa da sua plebeia dama embora ao que sabemos, devesse estar ali a defender a sua Rainha - quase no sentido literal do termo.

 

Espero vir a perceber num futuro próximo, se Daniel Torres é (ou não) o representante do PPM e se o é, porque não se constituiu em grupo municipal autónomo.

 

Se não é, seria interessante saber onde é que pára a verdade sobre uma coligação PSD/PPM em que sempre foi dito que existiria um elemento daquele pequeno Partido em posição elegível para a Assembleia Municipal.

 

A ver vamos...

 

publicado às 02:20

CARTA ABERTA A UM MENTECAPTO (JOÃO CÉSAR DAS NEVES)

Há mentecaptos com os quais não devemos sequer perder tempo. Com este devemos, porque não é um mentecapto qualquer. Este tem 'canudo' (de mentecapto, obviamente) e merece a resposta à letra - esta que se segue - bem acutilante mas ao mesmo tempo bem adequada.

 

Faço coro com o seu autor, para dizer "vai à merda, João!"


Carta Aberta a um MENTECAPTO (João César das Neves)

 

Meu Caro João,

Ouvi-te brevemente nos noticiários da TSF no fim-de-semana e não acreditei no que estava a ouvir.


Confesso que pensei que fossem “excertos”, fora de contexto, de alguém a tentar destruir o (pouco) prestígio de Economista (que ainda te resta).


Mas depois tive a enorme surpresa: fui ler, no Diário de Notícias a tua entrevista (ou deverei dizer: o arrazoado de DISPARATES que resolveste vomitar para os microfones de quem teve a suprema paciência de te ouvir). E, afinal, disseste mesmo aquilo que disseste, CONVICTO e em contexto.


Tu não fazes a menor ideia do que é a vida fora da redoma protegida em que vives:


- Não sabes o que é ser pobre;


- Não sabes o que é ter fome;


- Não sabes o que é ter a certeza de não ter um futuro.


Pior que isso, João, não sabes, NEM QUERES SABER!


Limitas-te a vomitar ódio sobre TODOS aqueles que não pertencem ao teu meio. Sobes aquele teu tom de voz nasalado (aqui para nós que ninguém nos ouve: um bocado amaricado) para despejares a tua IGNORÂNCIA arvorada em ciência.


Que de Economia NADA sabes, isso já tinha sido provado ao longo dos MUITOS anos em que foste assessor do teu amigo Aníbal e o ajudaste a tomar as BRILHANTES decisões de DESTRUÍR o Aparelho Produtivo Nacional (Indústria, Agricultura e Pescas).


És tu (com ele) um dos PRINCIPAIS RESPONSÁVEIS de sermos um País SEM FUTURO.

De Economia NADA sabes e, pelos vistos, da VIDA REAL, sabes ainda MENOS!


João, disseste coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “A MAIOR PARTE dos Pensionistas estão a fingir que são Pobres!”


Estarás tu bom da cabeça, João?


Mais de 85% das Pensões pagas em Portugal são INFERIORES a 500 Euros por mês (bem sei que que algumas delas são cumulativas – pessoas que recebem mais que uma “pensão” – , mas também sei que, mesmo assim, 65% dos Pensionistas recebe MENOS de 500 Euros por mês).


Pior, João, TU TAMBÉM sabes. E, mesmo assim, tens a LATA de dizer que a MAIORIA está a FINGIR que é Pobre?


Estarás tu bom da cabeça, João?


João, disseste mais coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “Subir o salário mínimo é ESTRAGAR a vida aos Pobres!”


Estarás tu bom da cabeça, João?


Na tua opinião, “obrigar os empregadores a pagar um salário maior” (as palavras são exactamente as tuas) estraga a vida aos desempregados não qualificados. O teu raciocínio: se o empregador tiver de pagar 500 euros por mês em vez de 485, prefere contratar um Licenciado (quiçá um Mestre ou um Doutor) do que um iletrado. Isto é um ABSURDO tão grande que nem é possível comentar!


Estarás tu bom da cabeça, João?


João, disseste outras coisas absolutamente INCRÍVEIS, como por exemplo: “Ainda não se pediram sacrifícios aos Portugueses!”


Estarás tu bom da cabeça, João?


Ainda não se pediram sacrifícios?!?


Em que País vives tu, João?


Um milhão de desempregados;


Mais de 10 mil a partirem TODOS os meses para o Estrangeiro;


Empresas a falirem TODOS os dias;


Casas entregues aos Bancos TODOS os dias;


Famílias a racionarem a comida, os cuidados de saúde, as despesas escolares e, mesmo assim, a ACUMULAREM dívidas a TODA a espécie de Fornecedores.


Em que País vives tu, João?


Estarás tu bom da cabeça, João?


Mas, João, a meio da famosa entrevista, deixaste cair a máscara: “Vamos ter de REDUZIR Salários!”


Pronto! Assim dá para perceber. Foi só para isso que lá foste despejar os DISPARATES todos que despejaste.


Tinhas de TRANSMITIR O RECADO daqueles que TE PAGAM: “há que reduzir os salários!”.

Afinal estás bom da cabeça, João.


Disseste TUDO aquilo perfeitamente pensado. Cumpriste aquilo para que te pagam os teus amigos da Opus Dei (a que pertences), dos Bancos (que assessoras), das Grandes Corporações (que te pagam Consultorias).


Foste lá para transmitir o recado: “há que reduzir salários!”.


Assim já se percebe a figura de mentecapto a que te prestaste.

E, assim, já mereces uma resposta:


- Vai à MERDA, João!


Um Abraço,


Carlos Paz

publicado às 16:38

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