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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

OS DONOS DA DEMOCRACIA - POR 'UMA TERRA SEM AMOS'...

 

(...)

 

 

Ler artigo completo AQUI


Pois...

 

De cada vez que paro um pouco para reflectir sobre as 'dinâmicas' das máquinas partidárias mais orgulho tenho na minha 't-shirt descaracterizada' que nunca me envergonha.

 

Quem anda na rua a pé ou nos transportes públicos - e sem 'protecção auricular' - já não estranha quando ouve a todo o momento aquela frase (quando a política vem ao caso): "são todos iguais".

 

Quem a profere não usa 't-shirt de marca' - de qualquer marca. Quem assim fala faz parte da maioria dos eleitores deste País que já não se revê no nº. 2 do artº. 10º. da Constituição da República

 

E já esteve mais longe - eu acho - o momento em que a mesma despertará do seu silêncio cúmplice e descobrirá a imensa força que tem.

Nessa altura, o actual sistema descobrirá também e da pior forma possível, isto é, pela força que me cheira que não terá nada a ver com urnas de voto, que já não faz parte da solução - porque ele é o PROBLEMA!

 

publicado às 23:45

VALONGO - SERVIÇO PÚBLICO...

E depois de várias críticas pelo facto de este Blog ter 'esquecido' nos últimos tempos a publicação dos avisos sobre as reuniões de Câmara e respectivas Ordens de Trabalhos, aqui estou de novo.

 

Próximo dia 3 de Abril, 15 horas, no Salão Nobre da Câmara, com a agenda abaixo indicada.

 

Os documentos anexos podem ser consultados AQUI

 

(Nota: Estou inscrito para o ponto destinado ao público)


 

publicado às 22:51

A DURA REALIDADE...

Antes de mais, um conveniente ‘disclaimer’:

 

O texto que se segue não é um apelo à violência, não visa a subversão das regras do Estado de direito, nem de alguma forma pretende colocar em causa os Órgãos de Poder da nobre Nação fundada por D. Afonso Henriques no longínquo ano de 1139 após a memorável Batalha de Ourique e preservada até aos dias de hoje de forma admirável e com especial desvelo apenas com ligeiros retoques nas cores e no grafismo dos sagrados símbolos nacionais.

A minha incomensurável admiração pelos excelentes governantes de serviço, não será portanto compatível com qualquer interpretação literal do que vou escrever, sendo que a única (por mim) autorizada é de que se trata de um texto ficcional e humorístico.

Ah! e eu sou o coelhinho da Páscoa.


 

Do dia para a noite e sem que nada o fizesse prever - é quase sempre assim - vi-me 'a braços' com um volumoso jackpot do Euromilhões e ao contrário de outros excêntricos que têm passado rapidamente do estado de pré-demência festiva ao estado de completa indigência devido à imprevidente administração da fortuna caída do céu, eu corri a investir as 'paletes' de Euros na compra de uma viatura PANDUR ‘topo de gama’ no... OLX.

E não poupei na despesa: escolhi o sistema de armamento mais sofisticado do catálogo do traficante, a configuração adequada para a guerrilha urbana e tudo o mais que considerei mais indicado para levar a cabo o que a seguir vou decrever – lembro que continuamos no domínio da ficção.

 

Ao início da noite de 24 de Abril coloquei a PANDUR sobre uma daquelas plataformas rolantes com muitos pares de rodas, destinadas à movimentação de grandes equipamentos por via rodoviária. Aluguei-a ao quilómetro (e neste caso e por razões de sigilo, também sem condutor anexo) - rodar com uma PANDUR até Lisboa pela auto-estrada não seria muito seguro pois arriscava-me a apanhar com alguma 'cagadela' daqueles pássaros supersónicos que costumam 'nidificar' ali para os lados da BA 5 de Monte Real e que dão pelo nome de F-16.

 

Dissimulei evidentemente o volume - quem não vê não peca - com uma daquelas telas gigantes com paisagens deslumbrantes e pachorrentas vaquinhas a pastar inventadas por algumas Câmaras para tapar prédios em ruínas e rumei a Lisboa a tempo de chegar às imediações de S. Bento bem antes do início da manhã.

 

Comigo viajavam os meus quatro irmãos gémeos - juntos fazíamos o número mínimo necessário para movimentar a máquina do ‘juízo final’ - e logo à partida tive de dirimir o primeiro (e único) incidente resultante do facto de o mano 'número dois' ser um sacana de um pacifista que só aceitava entrar na viagem se eu municiasse o sistema polivalente de armamento com cravos de várias cores, com destaque para os vermelhos. Um bom par de chapadas cortou o mal pela raiz e reprogramou de forma rápida e eficaz o inconveniente pacifismo do 'número dois'.

 

Chegamos a Lisboa um pouco cedo e colocamo-nos a uma distância defensiva conveniente até sentirmos amainar o corre corre dos Audi e dos BMW de serviço ao transporte das sucessivas levas de cretinos e respectivos séquitos.

Serenada a lufa-lufa e silenciadas as sirenes dos motards fardados, sinal de que a encenação destinada às comemorações das quatro décadas de alegada democracia da decadente República já teria sido iniciada, lá nos aproximamos um pouco mais. O 'número quatro' foi quem emitiu opinião válida acerca da distância mais conveniente e o 'numero cinco' sinalizou no mapa o caminho de fuga antes da chegada do apoio aéreo que certamente não tardaria. 

Completados os preliminares do acto lá baixamos a enorme rampa, descendo a imponente PAMDUR até ao nível do 'alcatrão mais nobre da mourama' (?) encafuando-nos aos cinco na atmosfera confortável  do seu interior – sim, ao contrário do que aconteceu com as usadas pelo destacamento português na Bósnia e noutras paragens, eu incluí na compra o extra de um ar condicionado 'topo de gama' – e ocupamos cada qual o nosso respectivo posto.

 

Rapidamente colocamo-nos em contacto visual com o alvo, o edifício-sede do centro da corrupção do País. só nos ficou a faltar a ligação áudio.

O 'número três' incumbiu-se disso, programando o microfone direccional assistido para que assim  pudéssemos aferir do melhor momento para ‘fazer o que tinha de ser feito’.

 

Após alguns ajustes começamos a ouvir, em registo 'engana o menino e papa-lhe o pão', a voz do imóvel mais caro do País – não, não eram as paredes de S. Bento a falar com sotaque algarvio.

 

- É a hora! – gritaram em uníssono as cinco vozes – as nossas...

 

E foi assim.

 

Depois de termos despejado o stock de munições e transformado as paredes do nobre edifício em pré-escombros graças ao poder destrutivo do produto de quase um décimo do meu jackpot – este tipo de munições é caro! - deixei de ouvir o som de retorno o que queria dizer que se tinha concluído o 'DELETE' do ficheiro inútil, garantindo assim espaço para o 'UPGRADE' do novo ciclo - finalmente tinha acontecido o verdadeiro 25 de Abril, desta vez sem cravos e graças à chapada oportuna ministrada ao mano 'número dois'.

 

Porém...

 

Eis que começo a escutar em crescendo  La Traviata de Giuseppe Verdi...

 

E foi aqui que lentamente, muito lentamente mesmo, comecei a perceber que era o meu despertador - sempre com música clássica em vez do incómodo besouro - programado para as 9 da manhã por causa da sessão de hidroginástica que me impingiram para ajudar a perder volume abdominal...

 

A dura realidade afinal não se extinguiu - ainda...

 

E a possibilidade de um 25 de Abril verdadeiro continua em aberto - também ainda...

 

 

publicado às 23:21

A COZINHA DE VALONGO - MARINADAS E VINHA D'ALHOS...

 

vinhadalhos (vinha d'alhos) é uma marinada típica de Portugal, que deu origem a um prato da culinária da Índia, o vindalho. Vinha d'alhos, como o nome indica, é feito basicamente de vinho e alhos, mas contendo sempre sal e, muitas vezes, outros temperos, tais como o cominho e o colorau.

Esta marinada é praticamente obrigatória para os pratos de coelho da culinária de Portugal, como o célebre coelho à caçadora, e tradicionalmente feita com vinho tinto. (Wikipédia)


Ora bem...

 

Qualquer modesto aprendiz da boa e arte portuguesa de conquistar pessoas através do estômago, sabe que um bom repasto à base de carne de porco ou de coelho exige sempre uma boa marinada, vulgo vinha d'alhos.

 

Mas atenção! Como dizia a minha avozinha, para uma boa marinada,"pouco tempo não chega e tempo demais é demasia"...

 

Falo nisto, não porque perceba grande coisa de culinária - sou sobretudo um razoável apreciador do resultado final da arte - mas principalmente porque encontrei uma estranha analogia entre estes preliminares gastronómicos e o que se passa com alguns processos que 'correm termos' na nossa Câmara de Valongo.

 

Ontem (e hoje, porque o encontro se prolongou noite dentro) este assunto foi alvo de um vivo e intenso debate, sincero, sem omissões, olhos nos olhos, no seio de um grupo de amigos alfenenses - e não só... 

 

Socorrendo-me ainda do exemplo da culinária, o que se passa em Valongo é que cozinheiro foi substituído numa altura em que algumas 'carnes' já tinham tempo suficiente de vinha d'alho e o novo cozinheiro e a sua equipa - sim, porque a cozinha de Valongo envolve de facto uma vasta equipa - têm perdido o tempo todo a 'ver as vistas' e a idealizarem a melhor forma de melhorar a disposição dos móveis esquecendo-se literalmente do aviso da minha avozinha.

 

O resultado só podia ser este rol de queixas que chegam de todos os lados e mais algum, com uns clientes a barafustarem pela demora na confecção - "então esse lombo (ou esse cozido, ou esse coelho à caçador) nunca mais sai?" e outros, que na sequência desta lamentável demora não tardarão em gritar também que as 'carnes' marinaram em demasia.

 

A minha avozinha tinha avisado!

publicado às 15:58

AS 'ANGÚSTIAS EXISTENCIAIS' DE UM DEPUTADO MUNICIPAL DE VALONGO...

Na qualidade de deputado municipal eleito pelos valonguenses, existem duas atitudes com as quais eu antipatizo de forma quase visceral e das quais nunca me acusarão. 

A primeira de todas, é a de fingir que estou por dentro de todas as decisões importantes que se vão tomando  (ou se vão adiando) no meu Concelho.

A outra, não menos lamentável e que decorre da primeira, é não estar de facto informado sobre muitas matérias relevantes sobre as quais seria suposto (pelo menos para quem me questiona) eu estar informado e ficar a carpir mágoas por esse facto.

 

Depois, ainda resta aquela reacção nem sempre muito agradável de constatar em muitos dos que me abordam e que consiste em interpretarem a minha reserva - porque eu sempre prefiro começar com alguma reserva inicial - como um 'sinal' de que o mais provável é que eu saiba muito mais do que aquilo que deixo transparecer, "porque durante a campanha eleitoral eu me transformei numa peça fundamental do núcleo duro do actual presidente da Câmara e sempre demonstrei (?) que estava  por dentro de tudo e muito bem informado sobre quase tudo..." - acho que transcrevi quase literalmente dois ou três reparos perfeitamente explícitos feitos muito recentemente e em discurso directo, por cidadãos do meu Concelho... 

 

Que fique porém completamente claro:

 

Eu não me considero com direitos ou prorrogativas especiais relativamente a quem quer que seja e talvez por isso, também nunca fiz 'marcação cerrada' ao poder no sentido de integrar qualquer  'concelho de estado'  ou 'task-force' - estes sim 'geralmente bem informados' - no sentido de obter protagonismo.

 

Mas tal como as moedas, também esta atitude tem um reverso e que é o de não me sintir vinculado a qualquer tipo de gestão de silêncios estratégicos ou de conveniência...

 

 

 

 

 

publicado às 11:08

CSI ALFENA - INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE

Se os rumores que corriam 'à boca pequena' em torno da paternidade não assumida das famosas "Varandas do Camelo" em Alfena já eram suficientemente preocupantes, a coisa piorou bastante, depois de na última reunião de Câmara ter sido confirmado publicamente pelo presidente do executivo que (afinal) aquele relevante empreendimento não é da responsabilidade da autarquia, nunca esteve orçamentado e por isso mesmo, também não foi pago por esta.

 

Ora bem...

 

Todos os alfenenses puderam testemunhar o tórrido namoro entre os presumidos progenitores, naqueles dias quentes que antecederam o processo eleitoral de Setembro.

Eu próprio em determinado momento, de tão empolgado, não consegui resistir à tentação de me armar em 'paparazzi' de ocasião, a fim de registar para memória futura, alguns momentos mais explícitos dos preliminares do acto de concepção da relevante obra. 

Imagine-se pois a minha desilusão perante a afirmação acima referida, ou seja, depois de ter acreditado que aquela bela esplanada com vistas para lado nenhum era o corolário lógico da mútua e total entrega entre parceiros imbuídos do mesmo querer, venho a descobrir que afinal todos aqueles encontros matinais meio furtivos à esquina do burgo ou no interior do famoso contentor onde se trocaram juras de amor eterno, não passaram de uma relação casual, de que resultou por mero acaso ou descuido, este 'fruto' baptizado com nome de dromedário e agora enjeitado.

 

Não é justo!

 

Tal como os bebés, também as "Varandas" não nascem de geração espontânea e não está certo que tenham de passar o resto da vida sob o labéu de filhas ilegítimas.

 

 

Daí que na próxima semana eu tenha a intenção de iniciar um complicado processo de investigação de paternidade - os vestígios 'biológicos' abundam e nem o longo período de chuvas deste inverno os deve ter apagado - com recurso, se tal se vier a justificar, ao Ministério Público.

 

Eis a seguir, aquele que é o 'pontapé de saída' para este processo:

 

(...)

 

REQUERIMENTO

 

Para efeitos de eventual apresentação de queixa-crime junto do Ministério Público, requeiro com carácter de urgência, uma informação vinculativa sobre a existência ou não de qualquer registo, nomeadamente elaboração de projecto, consulta da APA ou licenciamento ou pagamento de despesas, relacionados com a execução de uma esplanada em deck na margem do Rio Leça (cruzamento da Rua de S. Vicente, e Rua da Várzea) em Alfena, em vésperas do último acto eleitoral.

 

Alfena, 17 de Março de 2014

publicado às 23:45

ALFENA E AS OBRAS CAMILIANAS - 'VARANDAS DO CAMELO'...

Em 8 de Outubro de 2013 escrevi aqui sobre as "construções camilianas" referindo-me no caso concreto às denominadas "Varandas do Camelo":

 

(...)

 

"A construção da emblemática obra à esquina do burgo, denominada 'Varandas do Camelo' lá retomou neste início de semana a velocidade de cruzeiro.

Entre as 9:00 horas de ontem e as 17:30 de hoje, colocaram aproximadamente uma tábua e meia e mudaram um lote de material 10 cm para nascente, por forma a libertar espaço para a próxima travessa que prevêem colocar durante o dia de amanhã.

 

Dizem os especialistas na arte da construção tipo deck que a este ritmo é bem possível que durante as cheias do próximo a seguir ao próximo inverno (2014/2015) já seja possível aos alfenenses tomarem ali o 'Leça Azul' até Monte Córdova ou até Leça da Palmeira.

Antes disso, irá estar disponível o serviço de ferry boat que ligará Alfena a Valinhas, com inauguração prevista para 8 de Setembro de 2014, dia da festa anual.

 

Tenho dúvidas, mas também não insisto...

 

Quem parece não estar nada satisfeito com o avanço da construção é o lavrador do campo em frente que me abordou com um ar profundamente zangado, num dia em que andava por ali a bater umas fotos:

 

 - tem lá algum jeito! Uma pessoa vem para aqui logo de manhã cedo e a bexiga não aguenta até à hora do almoço! Onde é que nos vamos aliviar, com as pessoas a tirar-nos as medidas lá de cima?"

 

(...)

 

Ora bem...

 

Todos nos congratulamos na altura com o espírito visionário do promotor de tão importante empreendimento que se adivinhava poder vir a influenciar significativamente num futuro muito próximo o turismo fluvial do nosso querido Rio Leça, permitindo levar até Valinhas paletes de parolos, bilontras e outras espécies autóctones.

 

(Constou-se até que estaria a ser preparada em absoluto segredo uma dupla e justa homenagem (dois bustos em xisto da zona do Barreiro) aos patrocinador e ao projectista do magnífico espaço virado para lado nenhum).

 

Imagine-se por isso o desânimo que se abateu sobre mim e todos quantos ontem ouvimos na reunião pública de Câmara o senhor presidente da Câmara afirmar - a uma pergunta minha sobre a factura do empreendimento - que a obra não tinha pai conhecido e também não se lhe conhecia a mãe, para além de não existir também qualquer registo de nascimento lavrado no 'cartório camarário'.

 

Podem não acreditar, mas no regresso a Alfena, eu forcei-me a mim próprio a alterar o percurso normal para passar pelo sítio a ver se o 'cais fluvial' ainda lá estava - é que já há uns tempitos que não passava por aquelas bandas e podia dar-se o caso de ter sido desmontado sem eu saber.

Ufa! Que alívio! Afinal continuava ali, imenso, útil, aprazível, pronto para ser fruído...

 

Porque tenho a absoluta certeza de que os alfenenses são pessoas agradecidas e não ficarão descansados enquanto não puderem prestar o merecido tributo aos tímidos mecenas, irei requerer à Câmara nos próximos dias, uma informação vinculativa sobre quaisquer registos, contactos, licenciamentos e tudo aquilo que se possa relacionar com a obra e se nem assim conseguir chegar aos progenitores, então só me restará recorrer ao Ministério Público para os encontrar.

 

Não é justo que uma 'belezura' daquelas seja filha de pais incógnitos!

publicado às 21:51

MUDAR VALONGO (EM ACTUALIZAÇÃO)...

 

 


 

Hoje - pela primeira vez no actual mandato - regressei às minhas intervenções no ponto reservado ao público nas reuniões de Câmara, com a colocação das questões constantes do e-mail em que solicitei a intervenção - ver recorte acima.

 

Em resposta à primeira questão, o presidente da Câmara respondeu-me mais ou menos assim:

"Essa obra não tem qualquer registo na Câmara (não foi portanto licenciada, concluo eu) e não foi obviamente paga. Sugiro-lhe que requeira à Junta alguma informação sobre a mesma".

 

Ora bem...

 

Recordo aqui que a 'Obra', conhecida em Alfena, por motivos que de todo me escapam, como "varandas do camelo" - desconhecia a existência de camelos em Alfena, mas enfim... - foi uma espécie de 'miminho' pré-eleitoral de João Paulo Baltazar para compensar a perda do mirífico projecto do 'Vale do Leça' que basicamente quando foi apresentado, era uma espécie de 'ovo no cu da galinha', sendo que a 'galinha' neste caso são os herdeiros (filhos) do falecido dono da Quinta das Telheiras que em rota de colisão com o padrasto (ou equiparado) Sebastião Costa, resolveram não 'ecludir' o dito 'ovo'...

 

A resposta do presidente, sintética e directa, arrumou o assunto mas mesmo assim eu ainda olhei para o lado direito da mesa, nomeadamente para o ex-presidente, para ver se notava algum sinal de desconforto... nada! - impávido e sereno durante a minha pergunta, impávido e sereno ficou a seguir à resposta do presidente...

Fico por isso a pensar se as tais 'varandas do camelo' terão sido oferecidas por algum mecenas desconhecido.

No entanto, recordo-me de alguém me ter dito há algum tempo atrás que o empreiteiro terá ido à Câmara logo a seguir às eleições para tentar receber a factura correspondente e confrontado com a impossibilidade de o conseguir terá mesmo ameaçado agarrar numa equipa e vir a Alfena desmontar aquela beleza de esplanada voltada para coisa nenhuma - ou melhor, para os terrenos agrícolas de um lado e para o trânsito da Rua de S. Vicente do outro.

 

Portanto, não foi oferta...

 

Não conheço o senhor de lado nenhum, mas recomendo-lhe vivamente que desista do carcanhol, quando não, ainda lhe aplicam uma multa por executar uma obra ilegal (não licenciada) e sem qualquer parecer da APA (ex-ARH) uma vez que se localiza na margem do Rio Leça.

 

Mais um mistério que iremos procurar desvendar, na medida do possível.

 

Relativameente à questão do 'império colonial' da BeWater (Águas de Valongo), o assunto está a ser acompanhado em permanência, sobretudo depois do relatório arrasador do Tribunal de Contas que envolveu 27 municípios.

 

A questão da construção da Rua do Viveiro em Alfena 'estacionou' (informação do vice-presidente) na irredutibilidade do proprietário, o que motivou para já a apresentação de uma queixa no Ministério Público por parte da Junta de Freguesia.

 

Fiz questão de deixar claro na minha intervenção, que a Moção proposta pelo grupo municipal do PS na Assembleia de Freguesia - e aprovada por unanimidade - não foi um mero exercício de escrita criativa e é mesmo para levar a sério. A Câmara (o actual executivo, que herdou esta 'batata quente') não pode passar um atestado de irresponsabilidade a todos os deputados municipais dizendo-lhes nas 'entrelinhas': "Obrigado pelo vosso contributo que apreciamos muito, que lemos com todo o cuidado mas que logo a seguir deitamos para o caixote do lixo - porque o consideramos destituído de qualquer interesse"!

 

Já agora, interrogo-me: porque carga de água é que o presidente da Junta de Freguesia de Alfena optou por uma queixa no Ministério Público - que não interrompe a obra e provavelmente só virá a ter uma decisão já depois da mesma concluída - e não por uma providência cautelar que essa sim, impediria que esta prosseguisse?

 

Sobre a última questão, um lamentável processo de favorecimento ilícito do ex-presidente da Câmara num caso entre dois vizinhos com idênticos anexos ilegais e onde um deles fez queixa do outro.

O reclamado, perante a ameaça da Câmara - já no 'longínquo' (salvo erro) ano de 2011 - de tomar posse administrativa e proceder à reposição da legalidade urbanística, optou por um comportamento responsável e previdente, demolindo ele mesmo os anexos.

Já o reclamante, cuja filha conhecia o então vice-presidente João Paulo Baltazar, optou pela apresentação de um pedido de licenciamento (o qual apenas cobre uma pequena parte do ilícito, sendo que a parte restante terá de ser mesmo demolida) obtendo com esse pedido, uma suspensão do processo de reposição da legalidade, assinada por João Paulo Baltazar, tendo o processo ficado por ali a 'marinar' até ao momento.

Como é óbvio, o cidadão em causa, não sendo o único culpado em todo este processo de favorecimento ilícito, não pode continuar no entanto a beneficiar da lentidão dos serviços na sua correcção, pelo que se exige uma decisão urgente sobre este assunto.

 

Não pode em momento algum permitir-se que o outro cidadão, que neste caso reclama sobre a flagrante desigualdade de tratamento, seja levado a pensar que apesar de mudança operada em 29 de Setembro na Câmara de Valongo "na realidade do dia a dia, afinal está tudo na mesma".

 

Porque não está - nem podia!

publicado às 21:26

RELEMBRANDO: A SEC-SOCIEDADE DE EMPREITADAS E CONSTRUÇÕES SA, DE ALMERINDO E ARTUR CARNEIRO, NO CORREIO DA MANHÃ - PELOS PIORES MOTIVOS...

A reportagem é de 2013, mas a situação infelizmente mantém-se.

Já as dificuldades dos trabalhadores despedidos de forma selvagem, essas não se mantêm... AGRAVARAM-SE!

 

Nem só aqueles que assaltam de arma em punho podem ser chamados de ladrões.

De facto, não foi de arma em riste que os patrões da SEC- Sociedade de Empreitadas e Construções SA, Almerindo Carneiro, Artur Carneiro e outros, assaltaram os seus trabalhadores, roubando-lhes aquilo que já era deles porque relativo a trabalho prestado, mas também os direitos que uma qualquer rescisão implicaria e que eles não pagaram.

Ao contrário, em vez de negociarem com dignidade condições que pudessem aproximar os interesses de ambas as partes, preferiram enveredar por um comportamento bem ao estilo dos especialistas do 'esticão'...

 

Segundo o Jornalista do Correio da Manhã, "os patrões da SEC não quiseram prestar declarações"...

 

Pois... E qual é o assaltante que se presta a dar a cara depois de praticar o 'esticão'? É natural que não tenham declarações a prestar, até porque "tudo o que disserem pode ser usado contra eles em Tribunal"...

publicado às 16:47

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE ERMESINDE - UMA INSTITUIÇÃO COM HISTÓRIA E ALGUNS HOMENS GRANDES...

Não gosto de injustiças - nem quando alguém é injusto comigo nem de ser injusto com quem quer que seja!

 

Em tudo aquilo que tenho andado a escrever sobre os Bombeiros Voluntários de Ermesinde relativamente à lamentável situação social que atravessam devido ao mau trabalho dos anteriores corpos sociais, com destaque - negativo - para a litigância de má-fé visando travar a mudança decidida pelos associados no acto eleitoral de 14 de Dezembro passado, ocorreram as duas situações:

Foram injustos comigo - a Direcção em exercício - e tiveram a merecida resposta dos associados na memorável Assembleia Geral de ontem, ao verem revogada a sua tentativa de me suspender os direitos de associado durante 6 meses - tal como viram igualmente revogadas as restantes tentativas patéticas de punirem o Chefe Serafim Barros igualmente com uma suspensão de 6 meses e Justino Soares a quem tentaram impedir que se inscrevesse como sócio.

 

Essa injustiça, na parte que se me aplica, está pois sanada. 

 

Fica a faltar a reparação daquela parte em que eu fui também injusto com alguns Bombeiros e essa é a que verdadeiramente aqui me traz hoje.

 

Em determinada altura e referindo-me à decisão peregrina da direcção em exercício de tentar punir o Chefe Serafim Barros, eu mencionei o Quadro de Honra dos BVE e facto de ele ser - para além do comandante que eu não considero bombeiro - o único crachá de ouro da Instituição.

Não fui rigoroso - por insuficiente informação - e quando não não somos rigorosos, às vezes somos injustos.

Fui-o em relação a grandes figuras como o Chefe Adriano Pinto ou o Comandante Martins - e se calhar a outros cujos nomes me escapam.

 

Aliás, devo confessar que andei até aqui, tal como muitos associados, distraído em relação à vida da minha Associação de Bombeiros, em relação às coisas boas e também às menos boas. Não por desinteresse propriamente dito, mas porque confiava em que tudo estava bem e decorria da melhor forma possível.

Perece que fui ingénuo e demasiado confiante em relação à parte negativa, enquanto alguma gente  deficitária em escrúpulos se foi aproveitando da pior forma possível desse relativo desinteresse baseado na excessiva confiança.

Nunca é tarde para nos redimirmos e cá estou, finalmente acordado e para ficar, neste batalhar a favor de CAUSAS.

publicado às 17:55

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