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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

"CANDIDATOS ENGRAÇADINHOS" E ELEITOS SEM GRAÇA NENHUMA...

Captura de ecrã 2016-01-26, às 20.35.52.png

 

Eu até gosto do Jerónimo de Sousa e sinceramente não acho que tenha havido maldade no soundbite da noite eleitoral - "Podíamos arranjar uma candidata mais engraçadinha e com um discurso mais populista" ...

No calor do balanço eleitoral e ainda a quente face à desgraça dos resultados obtidos pela maioria dos candidatos, não vai ser esta tirada menos feliz que vai alterar a opinião que tenho sobre o secretário-geral do PCP - e é boa.

 

Mas já agora, camarada Jerónimo, que tal meditar um pouco sobre o porquê da "candidata engraçadinha"  ter dado uma abada ao (apenas) simpático ex-sacerdote? Que tal comparar o trabalho dos dois - o dela no Parlamento Europeu e o dele... não sei onde?

À prestação dela nesta campanha eleitoral, à forma quase intimista como dialogava com as pessoas, sem grandes encenações, sem grandes manifestações de massas, sem grandes 'arruadas',  o simpático ex-sacerdote contrapôs sempre o formato oficial do PCP, ao bom (?) estilo da fase pré-Gorbatchev da URSS ou à actual do 'camarada' Kim Jog-un da Coreia do Norte, esse baluarte do socialismo...

Como poderia portanto o PCP esperar um resultado diferente?

 

Mas poderia o PCP ter obtido melhor resultado?

 

Claro que sim!

Bastava que tivesse sabido antecipar a mais que previsível estratégia do candidato do regime, um "pré-eleito" que, ele sim, resolveu investir o máximo na faceta de "engraçadinho" - no sentido mais pejorativo do termo.

 

A alternativa para "candidatos engraçadinhos", caro Jerónimo, não seria evidentemente um "candidato (ainda mais) engraçadinho" mas sim um candidato sério, mas sério 'a sério' - sem ter de ser necessariamente sisudo.

 

É público que, por razões que se prendem com o combate em que estou envolvido, eu votei em Paulo Morais. 

Não vou evidentemente ao ponto de achar que o PCP poderia ter apoiado esta candidatura, mas coisa bem diferente teria sido o apoio a Sampaio da Nóvoa que deveria ter sido seriamente ponderado não fosse a tradicional 'urticária' que o termo 'independente' sempre provoca nas elites dirigentes dos vários Partidos e também do PCP.

 

Não é por acaso que na Assembleia Municipal de Valongo os representantes do PCP (mas neste caso também do Bloco de Esquerda) têm estado sempre ao lado do poder socialista - da 'facção do avental' que é maioritária - na sonegação de direitos ao deputado independente (eu próprio). Este posicionamento nada surpreendente - pelas piores razões - tem impedido uma tomada de posição justa, visando adaptar um ou dois pontos do Regimento que me impedem de ter os mesmos direitos do deputado (único) do Bloco de Esquerda!

E ainda que em tese pudéssemos admitir que prevalecia maioritária a actual situação, seria apesar de tudo mais simpático verificar que, pelo menos ao nível local, o termo 'independente' não provocava este tipo de "urticária".

 

publicado às 18:12

A CORRUPÇÃO É O PRINCIPAL PROBLEMA DE PORTUGAL!

Captura de ecrã 2016-01-22, às 13.23.33.png

 

É consensual que o que mais mina a confiança dos cidadãos - e também dos eventuais interessados em investir em Portugal - é a dimensão e a 'qualidade' do fenómeno da corrupção.

Não se percebe por isso qual é o espanto de alguns 'analistas' e 'comentadeiros' da nossa comunicação social amordaçada pelos grandes grupos económicos, quando constatam que a tónica principal do candidato Paulo Morais se centra sobretudo neste fenómeno e naquilo que se propõe fazer se for eleito, para o enfrentar.

Paulo Morais não 'acordou' para este discurso por causa da sua candidatura.

Paulo Morais já por cá andava a falar no assunto enquanto vice-presidente da Câmara Municipal do Porto e depois, como vice-presidente da Transparência e Integridade Associação Cívica.

Para os valonguenses especificamente, Paulo Morais andou a denunciar a corrupção à volta dos terrenos da Novimovest em Alfena - onde decorre a construção da plataforma da Jerónimo Martins - e por tabela, contra a corrupção na Câmara de Valongo.

Paulo Morais apresentou inclusivamente uma queixa no Ministério Público nesse sentido.

Paulo Morais aceitou dar a cara numa sessão pública em Alfena, sobre o novo PDM de Valongo promovida pela Al Henna, Coragem de Mudar e Clube 9 de Paus.

Paulo Morais desafiou o actual Presidente da Câmara de Valongo José Manuel Ribeiro a ter a coragem de enfrentar o grupo promotor da corrupção - a NOVIMOVEST ligada ao Banco Santander (!) e a avançar com uma expropriação por relevante interesse público.

(Claro que José Manuel Ribeiro não aceitou o desafio, ou porque não tem coragem ou simplesmente, porque protege outros interesses).

Paulo Morais é portanto o único Presidente capaz de enfrentar com coragem, mas também com capacidade bastante, o 'Polvo'.

 

E não, as sondagens não substituem o voto de Domingo!

 

E sim, hoje Paulo Morais vai ter muitos valonguenses na Alfandega do Porto para o encerramento da sua campanha!

publicado às 13:03

POLÍTICOS INÍQUOS NÃO MERECEM SER ELEITOS PELO POVO - MARIA DE BELÉM TAMBÉM NÃO...

Captura de ecrã 2016-01-22, às 01.08.22.png

 

Enquadrado no actual momento político - eleição do novo Presidente da República visando o preenchimento de um lugar deixado "vago" nos últimos anos, ou melhor, que tem estado "preenchido" pelo imóvel mais caro do País - vale a pena reproduzir aqui este post do Blog Zé de Baião.

A personagem principal do excelente texto é uma das candidatas, uma senhora baixinha - não não estou a referir-me de forma inconveniente à estatura física da senhora mas sim à sua estatura moral, intelectual e cívica, pelo menos a estes três itens.

A senhora é uma das subscritoras do Requerimento que levou o Tribunal Constitucional a reverter com efeitos retroactivos as indignas subvenções vitalícias dos ex-políticos e diz que com o maior desplante que esse é um direito de que não abdica - ("lutarei bem pelos direitos dos outros se lutar bem pelos meus direitos" - Maria de Belém dixit)

Incorre porém num lamentável erro:

Aquilo de que falamos é tão vil, tão socialmente condenável, tão asqueroso, que os próprios requerentes pediram ao TC para que mantivesse o seu anonimato.

Maria de Belém fala de PRIVILÉGIOS e chama-lhes direitos e o pior é que se trata de privilégios 'auto-atribuídos' e com os devidos alçapões plantados de forma sub-reptícia mas muito conveniente, para que a inconstitucionalidade pudesse facilmente ser invocada.

Depois, 'juntou-se a fome com a vontade de comer' ou seja os "direitos" de Maria de Belém e de todos os restantes beneficiários com um "activo e inusitado empenho" do Tribunal Constitucional na defesa da Constituição - que afinal, não é igual para todos...

_________________________________________________________________________

 

O texto do Zé de Baião;

 

O RABELO

Mau Maria, o caminho não é sagrado, nem segue para Belém - por zedebaiao, em 21.01.16


Se a candidata à PR Maria de Belém vem, nestes e por estes termos, atacar todos os portugueses de populistas e demagogos e ainda afirmar que "nunca abdicaria de nenhum dos seus (privilegiados) direitos". Então não merece o voto nem a confiança de nenhum dos portugueses que durante toda a vida abdicaram de muita coisa para a manter numa situação mais do que privilegiada.

Pois se a candidata a Belém não tem medo da reacção dos eleitores perante esta polémica, acusando todos os portugueses de “demagogias e populismos”, pois esteja certa que também os eleitores não têm medo dos candidatos à Assembleia da República, nem acreditam nos seus eternos populismos e demagogias. O povo está farto de pagar para sustentar benesses e privilégios.

Se a Maria e o Manel fossem socialistas e respeitassem e defendessem a Declaração de Princípios do PS, não diriam certamente isto e preocupavam-se em primeiro lugar com a justiça social, bem como com os direitos de todos e não em tratar pela calada dos privilégios de uns poucos que viveram sempre com condições de vida e de rendimentos muito acima da média da dos portugueses em geral.

O presidente do Tribunal Constitucional Joaquim de Sousa Ribeiro, foi bem claro quando referiu que se fazem as Leis com brechas inconstitucionais, as quais poderiam e deviam ser corrigidas no Parlamento. Contudo, alguns dos nossos privilegiados deputados, em vez de tratarem das questões de justiça social e da defesa da causa e da coisa pública, em sede própria, ou seja, na AR, fazem o jogo da brecha das Leis e pela calada o jogo sujo dos requerimentos de inconstitucionalidade, inconstitucionalidade essa que eles próprios ajudam a produzir e depois tentar retirar a água do capote por via do Tribunal Constitucional.

Se o acórdão do TC refere que “o que esteve aqui em causa do ponto de vista constitucional era uma questão típica da tutela da confiança e a tutela da confiança para ajuizar este tipo de questões não pode olhar só para o presente, temos que olhar para o passado e apreciar as implicações condicionantes”, então o mesmo deveria ter sido feito quando se roubou e continua a roubar uma série de confiança e de direitos conquistados a todos os cidadãos. As situações de privilégio não são úteis ao país e muito menos à democracia.

Outro factor que referem ter sido tido em conta é que "estes cortes obrigavam o ex-titular de cargo público a uma relação de dependência para com os membros do seu agregado familiar que sejam titulares de rendimentos”. Mas então não é isto mesmo que determina a legislação que regula todos os apoios sociais, abono de família, complemento solidário para idosos, pensões de sobrevivência, subsídios e bolsas de estudo,...? Se é, porque é que a constituição pode garantir os privilégios de uns poucos e não pode garantir os direitos justamente conquistados e adquiridos por todos os portugueses?

Se este fundamento constitucional vingar, então a condição de recursos, que se aplica a todos os cidadãos e para todos os efeitos sociais, não pode ser alargada a nenhum dos familiares. Todos terão então o direito a emancipar-se economicamente e a receber apoios ou subvenções vitalícias de valor superior aos 2.000€ e suficientes para garantir a todos o direito pessoal de uma vida digna, sendo que, como referem os senhores juízes, isto para salvaguardar “a garantia de um rendimento pessoal certo, livremente disponível, susceptível de assegurar simultaneamente a autonomia patrimonial e a continuidade de um nível de vida satisfatório, sem uma degradação excessivamente acentuada”.

A verdade é que, tal como todos sabemos, a insuficiência económica não é, nem nunca foi um problema para os ex-políticos, sendo que para a maioria a passagem pelos cargos políticos tem correspondido a um abastado conjunto de privilégios, uma vez que, depois de terminadas as funções públicas, a maioria segue para funções bem remunerados e muito acima da média da dos portugueses.

Notícia principal: http://zap.aeiou.pt/constitucional-repos-subvencoes-para-que-ex-politicos-nao-fiquem-dependentes-da-familia

publicado às 00:42

VALONGO E AS HORTAS: BIOLÓGICOS BONS E 'BIOLÓGICOS' MAUS - TUDO A MONTE...

Captura de ecrã 2016-01-13, às 18.32.15.png_______________________________________________________________________________________ 

 

Confesso-me um 'devoto' da agricultura biológica e empolgo-me sempre que encontro alguém que partilha do mesmo gosto - para trocar opiniões, para desfazer dúvidas, para desfazer alguns 'mitos urbanos' sobre a impossibilidade de produzir sem químicos e sem pagar royalties à Monsanto...

 

Às vezes dou comigo a sonhar com uma casa pré-fabricada minimalista mas confortável, de um único piso, no meio (ou num estremo, ou num canto) de um espaço generoso de terreno, com muitas árvores de fruto, espaço de cultivo bastante e - porque não? - também de lazer, galinhas, dois ou três cães e outros tantos gatos, uma ou duas cabras e se pudesse ser, também um burro - um burro daqueles que não falando também não dizem asneiras, bem burro portanto e no bom sentido do termo - todos em liberdade mas evidentemente do lado de dentro de uma vedação capaz de lhes limitar a ânsia de liberdade em excesso.

"Se me saísse o Euromilhões", costumo eu dizer, sabendo à partida que esse é um sonho (quase) irrealizável, dado que me esqueço (quase) sempre de jogar...

 

É fácil de imaginar portanto que foi com alguma satisfação que registei em 2014 a inauguração daquela tão badalada Horta Biológica da Ponte da Presa em Valongo. Por tabela, senti-me um pouco na pele daquelas dezenas de munícipes a quem foi atribuído o respectivo talhão (entre muitas outras dezenas de outros que não tiveram a mesma sorte).

 

Mas como acontece com tantas outras coisas lançadas com a pompa e circunstância do costume por este executivo, também neste caso o 'viço' inicial das hortas e dos legumes foi definhando - e não falo do definhamento sazonal inevitável mas daquele que resulta do desleixo e do abandono.

 

Por tudo isto, será fácil de concluir que não gostei nada de olhar hoje para a dita 'horta', do lado de fora da rede como simples mirone mas com ganas de me fazer às infestantes de sachola e ancinho e capaz de as estraçalhar todas! 

Pode até ser biológica,  como testemunham aliás as ditas 'gritando' a quem passa do lado de cá da rede: "olhem p'ra nós aqui, robustas e vivinhas da silva, sem pesticidas nem químicos!" - mas também sem cuidado humano equivalente, digo eu.

 

Para ajudar a embelezar o 'idílico' local nem sequer falta um ribeiro (nada) biológico e um montão de 'restos de luz' do último Natal. 

 

Não tenho presente o regulamento da Horta e também não sei se existem mais munícipes em 'lista de espera', mas em todo o caso algo deveria ser feito.

Penso eu de que...

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publicado às 18:33

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