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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

VALONGO - 'JOGOS DE SOMBRAS' E FALSOS GIGANTES...

Captura de ecrã 2016-06-15, às 21.16.10.png

 

Recebi há dias uma notificação do DIAP de Valongo para me opor se o pretendesse, à utilização da figura do 'processo sumaríssimo' prevista no artº. 392º-1 do CPP relativamente à queixa por difamação interposta contra mim por esse insigne 'socialista' de Valongo que é o nosso presidente de Câmara, José Manuel Ribeiro - Zé Manel para os amigos.

 

(Recorte abaixo)

 

Obviamente exerci o meu direito de oposição a qualquer julgamento sumário, tanto mais que no caso em apreço estão direitos fundamentais previstos na nossa Lei Maior (a CRP) como o direito de opinião e a liberdade de expressão.

 

Mas a propósito desta queixa lembrei-me de coisas bem duras que escrevi ao longo dos últimos anos no meu Blog, sobre esses enormes vultos da Democracia suburbiana:  Fernando Melo, José Luís Pinto, Arnaldo Soares, Rogério Palhau, Afonso Lobão, entre outros - isto no que toca a detentores de cargos políticos no passado recente - e também sobre Camilo Moreira, Vítor Sá, e outras figuras do mundo dos negócios mais ou menos... luminosos do nosso subúrbio.

 

E quem é que não se lembra das 'cobras e lagartos' que eu escrevi no Blog mais incómodo do subúrbio sobre o anterior presidente João Paulo Baltazar - muitas delas com conteúdos sugeridos pelo agora queixinhas  Zé Manel, perdão, Sr. presidente, que familiaridades são reservadas apenas aos amigos.

 

Pois bem...

 

Tenho de me curvar humildemente perante todas estas insignes figuras atrás referidas, pelo estoicismo com que aguentaram a 'truculência' do meu verbo sem nunca terem incomodado a Justiça com gritinhos de meninos mimados - "ó mãe ele bateu-me".

 

O tempo tem destas coisas: Dá relevo e 'estatura' a figuras que nos parecia que não a tinham e reduz à dimensão de ratinhos outras que imaginávamos bem maiores - enganados talvez pelo hábil 'jogo de sombras' com que sempre souberam 'agigantar-se'...

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Digitalização 4.png

 

 

 

publicado às 20:28

'JUÍZES DE FORA' - PORQUE NESTE CASO O REI PENSAVA 'MUITO À FRENTE'...

Captura de ecrã 2016-06-15, às 18.15.21.png

 

Nem sempre nos sentimos confortáveis na casa da Justiça, nem sempre nos sentimos representados por quem a ministra 'em nome do Povo'.

E não é preciso estarmos directamente envolvidos num qualquer processo - como queixosos ou como arguidos - para que esse desconforto frequentemente nos invada.

Em Valongo existe uma 'Casa da Justiça', um local onde a deveríamos - à Justiça - respirar em cada inalação que fizéssemos a partir da passagem no detector de metais.

 

Acho até que deveria ser inventado um aditivo específico - tipo 'cheiro a Justiça' - para ser introduzido no circuito de ventilação e libertado pelo ar condicionado lembrando permanentemente às pessoas que ali vão por obrigação ou necessidade, que se encontram em ambiente protegido.

 

Hoje resolvi ir à 'casa da Justiça' de Valongo na expectativa de um encontro com a dita mas lamentavelmente não senti nenhum 'cheiro' específico no ar condicionado - acho que ele nem sequer estava ligado - e comecei a ficar preocupado, não por mim que hoje nem era o directamente interessado, mas porque tudo aquilo que pode afectar um amigo meu é a mim que afecta também.

 

No final de tudo e já à saída, inspirei profundamente o ar exterior não 'protegido' e soube-me melhor o contraste, pese embora a eventual presença de um ou outro contaminante não 'letal'.

E numa estranha associação de ideias, veio-me à memória a figura do 'Juíz de Fora'  introduzida em 1327 pelo rei D. Afonso IV - ver pequeno recorte da Wikipédia a seguir (conteúdo completo AQUI)...

 

Eu que sou Republicano tenho de reconhecer que neste caso o Rei 'pensava muito à frente'!

 

Um dia destes falarei com mais detalhe sobre as vantagens e eventuais desvantagens da nossa Justiça ser 'cega'.

Acho que 'cega' até pode ser mas convém que pelo menos não seja 'surda' - já que 'muda' não é de certeza e às vezes até fala demais... 

Captura de ecrã 2016-06-15, às 17.39.48.png

 

 

publicado às 16:59

AS VÍTIMAS NÃO TÊM 'HIERARQUIA', SÃO VÍTIMAS PONTO FINAL!

Captura de ecrã 2016-06-13, às 22.01.06.png________________________________________________________________________________________________

 

A propósito do massacre de meia centena de pacíficos cidadãos ontem em Orlando (USA) - para além de mais de meia centena de outros gravemente feridos - vale a pena recordar bem a propósito este texto que é uma das muitas versões conhecidas de parte de um sermão de Martin Niemöller (alemão – pastor luterano – 1892-1984) e que por vezes de forma errada tenho visto atribuído a Bertolt Brecht: "A indiferença":

Primeiro levaram os comunistas,
Mas eu não me importei
Porque não era nada comigo.

Em seguida levaram alguns operários,
Mas a mim não me afectou
Porque eu não sou operário.

Depois prenderam os sindicalistas,
Mas eu não me incomodei
Porque nunca fui sindicalista.

Logo a seguir chegou a vez
De alguns padres, mas como
Nunca fui religioso, também não liguei.

Agora levaram-me a mim
E quando percebi,
Já era tarde.

Foi um autêntico massacre aquele que foi levado a cabo por um louco, um extremista, um terrorista como todos aqueles que têm no últimos tempos levado a cabo atentados como este - França, Bélgica, Iraque, Turquia, Rússia e tantos outros pontos deste mundo virado do avesso.

 

Mas quer queiramos admiti-lo ou não, ainda vivemos num tipo de sociedade onde o esgar de horror que pomos no nosso semblante perante uma tragédia deste tipo, é construído muito à medida do 'tipo de vítimas' que são atingidas.

 

É verdade, 'tipo de vítimas'!

 

Neste caso, parece que eram apenas 'paneleiros' que tinham decidido conviver alegremente e de forma pacífica e celebrar a sua alegria num local reservado - seguindo talvez um ritual um pouco diferente daquele que é usado por outros seres humanos de cor eventualmente diversa mas  ditos de 'barba rija e cabeça eventualmente rapada' em idênticos locais de 'celebração', alegria e convívio.

 

'Hierarquizar' as vítimas segundo a cor da sua pele (ou qualquer outro tipo de 'sinais identificadores') é obviamente estúpido!

 

As vítimas são-no apenas e ponto final!

 

Em França, na Bélgica, no Iraque, na Turquia, na Rússia, o sangue de todas tem a mesma cor e idêntica consistência e a violência com que os terroristas de todo o tipo e usando todo o tipo de armas o fazem jorrar exige já muito mais do que o singelo gesto de respeito com nos curvamos em sua memória.

Esse justifica-se evidentemente e deve estar em primeiro lugar mas é necessário e urgente que assumamos uma atitude bem mais activa e de combate perante um tipo de  terrorismo que um dia nos pode encontrar no sítio errado e à hora errada e seja lá qual for o ritual que celebremos no momento, nos possa transformar da mesma forma em vítimas, ponto final!

 

Tal como então consegui articular com um nó na garganta o grito "Je suis Charlie" - eu que até não gosto do tipo de humor do Charlie Hebdo - hoje o grito que me sai da garganta e do teclado com que escrevo este texto só pode ser um: "eu sou 'Pulse' (a discoteca de Orlando), sou 'arco íris', sou gay de alma e coração (ainda que não de corpo)!

 

publicado às 21:10

VALONGO DE 'PERFIL MÍNIMO' - OU O TEMPO DO "SEMPRE EM FESTA"...

Captura de ecrã 2016-06-07, às 14.26.02.png

 

Apesar de tantas que têm sido as ocasiões em que localmente me tenho inspirado, vou mesmo assim falar uma vez mais de Valongo do nosso descontentamento e de uma figura que já é quase uma figura típica do subúrbio, um cidadão de cidadania mínima, 'filho político' de José Sócrates, 'enteado político' de José Seguro e 'afilhado político' de Francisco Assis e Maria de Belém.

Porém com um poder de encaixe de tal ordem que aceita com idêntica naturalidade 'patrocínios' de sinal contrário e às vezes até aparentemente antagónicos - obviamente em condições previamente acordadas e desde que as mesmas possam de algum modo ajudar na promoção do culto da imagem e da personalidade que tanto  aprecia,  ou mesmo traduzir-se em benefícios de tipo mais 'robusto' que também não rejeita...

 

Uma estranha associação de ideias remete-me para o processo de produção protegida de cogumelos - que também são um fungo  - e que no nosso País se situa no período compreendido entre os meses de Outubro e Abril. Por analogia a época de ouro do 'edil de Valongo', porque é dele que estou a falar, situa-se em meses de clima mais ameno e soalheiro, período que está já em curso.

 

Por estas alturas o nosso 'sempre em festa' desabrocha festivamente e com a ajuda de enxames de pequenos polinizadores voluntários ou avençados lá vai tentando reproduzir à sua volta o estado de vazio total que é aquele em que verdadeiramente consegue destacar-se.

 

Se "em terra de cegos quem tem um olho é rei", ele que ambiciona reinar sem ter estaleca para a respectiva arte só consegue os seus intentos mantendo a todo o custo os súbditos 'cegos pelo barulho das luzes e surdos pela cacofonia dos desafinados violinos'.

 

Teremos pois as festas disto daquilo e daqueloutro e vice-versa, as caminhadas solidárias e solitárias, as mesas redondas sobre temas quase sempre quadrados, as oportunidades múltiplas de 'apanhados' previamente negociados com os jornalistas e os fotógrafos do regime, para que o actor principal possa aparecer umas 'setenta e duas vezes e meia' - como aconteceu na 'Festa da Regueifa' -  (de frente de perfil, de pé e de cócoras) e o que mais puder servir os intentos de quem vive apenas do brilho efémero das luzes da ribalta.

 

Como sugere o cartaz da foto anexa, se em 2017 quisermos Mudar Valongo teremos de ser mais exigentes na escolha daqueles em quem delegaremos a nossa governação - nem que para tal tenhamos que importar para o subúrbio o conceito da geringonça nacional!

publicado às 10:34

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