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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

VALONGO - INCUMPRIMENTOS POR DELEGAÇÃO...

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Ainda sobre a questão da limpeza das ruas de Valongo - Alfena e Ermesinde, sobretudo...

 

Estou a meio de um agendamento relacionado com saúde familiar que já tinha adiado anteriormente por duas vezes e por isso não vou estar na reunião entre os vereadores da oposição e as Juntas de Freguesia - no Museu Municipal por imposição do presidente 'inquilino' do condomínio da avenida 5 de Outubro que decidiu ainda não estar presente.

 

A questão resume-se a meu ver a duas ou três considerações colocadas de forma 'telegráfica':

 

1. A Câmara que antes tinha a responsabilidade do arranjo dos jardins e da varredura das ruas (parte dela concessionada) prestava como todos nos lembramos um péssimo serviço às populações.

A possibilidade dos acordos com as Juntas veio mesmo a calhar e 'caíu que nem sopa no mel': uma não correspondia e as outras sabiam à partida que dificilmente poderiam corresponder com os meios que seriam colocados à sua disposição.

 

2. Foi por isso sem grandes surpresas que os mais atentos e avisados rapidamente se aperceberam que os valonguenses tinham acabado de ´sair do diabo e meterem-se na mãe'.

 

3. Mesmo assim a Câmara ainda deu uma 'ajudinha' para colocar mais problemas onde eles já eram suficientes e mais que previsíveis: cortou nas transferências acordadas, mandando por exemplo meios humanos a menos sem as contrapartidas financeiras equivalentes - e ainda se deu ao desplante de jogar na mentira ao afirmar publicamente que 'contratou' 5 limpezas semanais das ruas!

 

4. A Câmara - se nesta questão não tivesse 'uma enorme superfície envidraçada' que a inibe de actuar - deveria estar desde o início a fiscalizar o cumprimento dos acordos e a estudar a hipótese de proceder à sua reversão em caso de incumprimento grave e reiterado.

Porém, o presidente da Câmara está para as Juntas de Freguesia como 'aquele comandante de posto da GNR' que a seguir ao almoço resolve mandar uma equipa para a estrada fazer um controlo de alcoolemia: visivelmente, nota-se que ele regou bem o repasto e que os guardas incumbidos da tarefa visivelmente... fizeram o mesmo. Uns e outros vão pois (apenas) fingir que fazem o que lhes é pedido.

 

(Um exemplo talvez não muito feliz, porque tenho muito respeito pelo trabalho da nossa GNR. Foi no entanto o que me ocorreu - à luz de um contexto felizmente já muito ultrapassado...).

 

E pronto... eram apenas duas ou três questões e acabou sendo mais 'umazinha'...

publicado às 11:29

'EU AINDA SOU DO TEMPO'... DO EXECUTIVO SOCIALISTA DA CÂMARA DE VALONGO!

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Eu ainda sou do tempo...

 

Em que o presidente (minoritário) da Câmara Municipal de Valongo se dizia socialista, democrata, dialogante e...  simples 'inquilino' do condomínio da Avenida 5 de Outubro.

 

Não passaram muitos meses sobre o dia 29 de Setembro de 2013 e já ele se tinha revelado em toda a sua 'inestética nudez': nos antípodas do socialismo, anti-democrata, não dialogante e... 'dono' do dito condomínio.

 

Vá-se lá saber porquê, rapidamente transformou em inimigos aqueles que eram parceiros naturais da Câmara - Associações cívicas e culturais, clubes desportivos, etc. - mas ambicioso no pior sentido do termo como ele é, investiu imparável contra "esses perigosos inimigos" que são as Juntas de Freguesia (pelo menos algumas) invadindo-lhes competências, recusando o diálogo institucional, lesando-as deliberadamente nos seus interesses - e por essa via lesando principalmente as populações que representam - gerindo bens públicos de forma discricionária, incumprindo acordos assinados.

 

- Veja-se por exemplo - e situando-me no caso mais próximo que é Alfena - o lançamento com pompa e circunstância da 'primeira pedra' da plataforma logística da Jerónimo Martins em que se deu ao (só encontro este termo) 'descaramento' de não convidar o presidente da Junta.

 

- Veja-se o caso do atamancado arranjo viário que tentou impor aos moradores da Serra Amarela à margem de qualquer diálogo com os mesmos ou com a sua autarquia local mais próxima que é a Junta e do qual teve que desistir numa lamentável e atribulada sessão pública em Alfena da qual tentou fugir o mais que pôde sem o conseguir.

 

- Veja-se o caso do aditamento ao contrato de urbanização com a Jerónimo Martins e Novimovest - troço da Rua Nossa Senhora do Amparo entre a Codiceira e a zona da plataforma - celebrado à margem da Câmara, da Assembleia Municipal e - novamente - da Junta de Freguesia.

Recebeu um extenso abaixo-assinado dos moradores exigindo uma reunião para dar explicações sobre o perfil e as condições de segurança previstas para o referido troço e... escreveu-lhes uma carta (!) no mais puro estilo da 'conversa p'ra boi dormir', para usar uma expressão brasileira.

 

Mais recentemente e elegendo de entre os já referidos 'perigosos inimigos' que são as Juntas aqueles que são - na sua óptica -  os 'piores entre os piores', mandou imprimir um luxuoso panfleto sobre a prestação de contas - o tal do 'quem não deve não teme' - e onde mistifica a questão dos acordos com as Juntas para a varredura, arranjo dos jardins e outras competências que anteriormente eram da Câmara.

Para além de não explicar porque é que a Junta de Alfena accionou judicialmente a Câmara - seria tão interessante que ele explicasse 'tim-tim-por-tim-tim' o que é que opõe a Junta de Alfena à Câmara! - mente ao dizer que os valores transferidos implicam a 'varredura das ruas 5 vezes por semana' (uma vez por dia, portanto...).

Até seria bom que isso fosse verdade - algumas mereceriam até mais do que uma varredura diária - seria bom mas não é isso que a Câmara contratualizou!

 

Como é óbvio, as Juntas de Alfena e Ermesinde não gostaram do 'veneno' que a mentira comportava e pediram para reunir com a Câmara no sentido de esclarecer este assunto, mas como seria de esperar o 'downgrade' feito há muito pelo anteriormente (?) democrata, dialogante, etc., etc. José Manuel Ribeiro era incompatível com qualquer tipo de reunião com 'esses perigosos inimigos' que são as Juntas de Freguesia.

 

Assim e numa penada só, recusou a presença do executivo na dita reunião que terá lugar amanhã e recusou ainda ceder (!) o Salão Nobre da Câmara para o efeito, recambiando todos - vereadores da oposição, Juntas e público que possa estar presente - para o Museu Municipal!

 

Para quem queria ser apenas 'inquilino' é obra!

 

publicado às 15:47

EU AINDA SOU DO TEMPO EM QUE A 'CANALHA' JOGAVA AO BOTÃO E BRINCAVA ÀS ESCONDIDAS...

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O meu amigo (e seguidor desde há muito deste espaço) A. da Vicência deixou-me há pouco este comentário que resolvi recortar e puxar para a zona de topo do Blog mais incómodo do 'subúrbio'.

 

Na 'mouche' caro amigo!

 

O jovenzito que gere Valongo - jovem mais no que toca àqueles comportamentos mais negativos da 'canalhada' (*) quando brinca com coisas sérias - 'anda-agora-muito-empenhado-em-proteger-os-interesses-dos-novos-amigos-de-olhos-em-bico-que-lhe-patrocinam-a-festa-e-a-festança'...

 

(*) Definição de 'canalhada' segundo a Infopédia: " (...) 3. a canalha; criançada"...

 

O recorte do comentário do A. da Vicência:

 

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publicado às 11:02

VALONGO E O 'JULGAMENTO DO SÉCULO' - EM BREVE...

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Brevemente, colocarei aqui informação sobre a data em que este Blog e o seu direito à liberdade de opinião e à livre expressão de pensamento do blogger que o gere vão começar a ser julgados, numa acção interposta por José Manuel Ribeiro, presidente da Câmara Municipal de Valongo.

 

Não é a primeira vez que tal sucede - com ele sim, é a primeira -  sendo que da última vez em que esta Liberdade do Blog e do blogger foram julgadas - no Tribunal Judicial de Valongo e no  Tribunal da Relação do Porto - a Justiça foi feita de forma notável, o que é sempre reconfortante numa área em que, com razão ou sem ela e isso não vem agora ao caso,  a nossa Sociedade é (quase) sempre muito descrente...

 

Não pretendo nenhum tipo de mediatismo em torno do julgamento que se avizinha - não fui eu que interpus a queixa nem fui eu que andei a fazer as lamentáveis ameaças, algumas até de âmbito pessoal que a antecederam - e também não vou instigar nenhum tipo de 'ódio' em relação a este assunto, seja o habitual 'ódio partidário' que costuma caracterizar períodos como o que vivemos em Valongo, onde já 'cheira' claramente a eleições, seja o que conduz aos habituais 'acertos de contas' de tipo mais 'intimista' e que o actual detentor do poder costuma suscitar.

Vou simplesmente defender-me e como já aconteceu nos casos anteriores em que a minha liberdade e a do meu espaço de opinião foram ameaçadas, acreditar que a Justiça se cumprirá!

 

Dos muitos amigos e seguidores do "A Terra como Limite" que acredito irão ocupar com toda a dignidade o espaço do público na sala de audiências eu só espero duas coisas: que me 'emprestem' o seu olhar crítico - do lado de trás vê-se sempre muito melhor do que do espaço onde se sentam os arguidos - e que como eu, acreditem até ao fim que Portugal continua a ser um Estado de Direito onde a nossa Justiça é e continuará a ser um forte pilar do mesmo.

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 (...)

 

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publicado às 10:06

NEGÓCIOS DE VALONGO - ENTRE 'PORCOS' E 'CHOURIÇOS' O POVO É QUE PAGA...

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Nota prévia para os seguidores deste Blog que tem estado menos activo mas que - prometo - não deixará de continuar a ser no futuro próximo o mais incómodo do 'subúrbio'.

Duas ordens diferentes de razões têm levado a esta fraca actividade, uma pessoal relacionada com a necessidade de um apoio mais próximo à minha mulher num caso de doença grave de um familiar muito próximo e outra de ordem mais política relacionada com a preparação da minha defesa em relação à queixa-crime interposta pela 'jóvem promessa' do PS de Valongo e presidente da Câmara contra a minha pessoa.

 

Fim de nota prévia...

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Apesar dos constrangimentos referidos, tenho no entanto procurado intervir civicamente, embora de forma menos visível, na desmontagem de muitos bons exemplos da má gestão desta que é uma das Câmaras mais festivas, mais mediáticas e mais mal geridas do grande Porto e arredores - parece contraditório mas não é...

 

Hoje por exemplo, fui à reunião pública de Câmara e - mais uma vez - foi verdadeiramente lamentável constatar que a 'marca' MUDAR VALONGO de 2013  não passou de um profundo embuste.

 

Mas porque quem regressa de alguma inactividade não pode exagerar na dose, vou referir apenas o assunto mais quente que ali foi debatido: uma tentativa de votar uma deliberação para ser presente à Assembleia Municipal e que visava um acordo com a BeWater (concessionária das águas e saneamento) sobre o pedido de reequilíbrio financeiro, pedido esse que anda a ser 'empurrado com a barriga' há praticamente dois anos.

 

(Tudo isto à revelia de um parecer negativo da ERSAR (entidade reguladora) e à custa de um aumento do tarifário  pago pelos munícipes).

 

Em troca do 'porco' a BeWater ofereceria à Câmara um pequeno 'chouriço' - uma tarifa social para alguns munícipes mais carenciados.

 

(Aliás, nem sei se chegaria a haver 'chouriço', uma vez que a tal 'tarifa social' seria calculada apenas depois de revisto o tarifário de reequilíbrio financeiro dos 'chineses/valonguenses').

 

'Chouriço' sim e gordo - mas sempre menor que o 'porco', evidentemente - seria o negócio da modernização da ETAR de Campo (e também da de Ermesinde) em que a concessionária já há muito tinha a responsabilidade de avançar por sua conta nesse processo de financiamento mas que agora 'substituirá' a Câmara numa responsabilidade que não tinha mas que pelos vistos - quando? - passou a ter (!).

 

(Isto é, aceita fazer o que já estava há muito obrigada e a Câmara ainda por cima agradece com um 'aumentosinho' no tarifário!).

 

Um negócio da China - literalmente falando...

 

A deliberação foi evidentemente chumbada pelos 5 vereadores da oposição e numa 'dramática' declaração de voto feita pelo vice-presidente em nome do PS - ele que sempre invocou o seu estatuto de 'independente' - veio a ameaça de utilizar 'chantagem' do 'tarifário social' junto dos munícipes mais carenciados, um falso benefício como já vimos.

 

"Os munícipes mais frágeis vão ficar a saber que por vossa causa não terão tarifário social" - ameaçou solene e emocionado o Eng.º Sobral Pires.

 

O 'caldo entornou' de vez quando o anterior presidente, João Paulo Baltazar, apresentou um Requerimento solicitando com carácter de urgência uma lista dos financiamentos da BeWater à 'festa e festança' de que José Manuel Ribeiro tanto gosta!

 

Deu para perceber um pouco melhor de que lado 'sopra a música' e quem paga o volume (os decibéis) da mesma quando 'sopra' mais alto'...

 

Fui - por agora...

publicado às 22:27

PROVÉRBIOS DE VALONGO: "O PODER CORROMPE, O PODER ABSOLUTO CORROMPE ABSOLUTAMENTE"...

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A propósito de uma sondagem que está a ser muito partilhada e difundida pelos 'batedores de palmas' do presidente da Câmara de Valongo, ocorre-me este pensamento de Lord John Emerich Edward Dalberg Acton: "O poder tende a corromper e o poder absoluto corrompe absolutamente".

 

Portanto...

 

Antes de pensarmos sequer na hipótese de atribuir qualquer grau absoluto ao poder que governa o 'subúrbio' vale a pena mergulhar um pouco no Pensamento e na Obra de Lord Acton!

 

Vai fazer dois anos que publiquei a 'famosa' carta-aberta dirigida ao presidente da Câmara Municipal de Valongo - e ainda líder da concelhia do Partido Socialista.

Na sequência da mesma e da sua publicação no Jornal 'A Voz de Ermesinde' - um OCS pertencente ao Centro Social de Ermesinde em cujos Corpos Sociais José Manuel Ribeiro tinha assento à altura - Luís Chambel, um jornalista discreto e de trato afável com quem nos habituamos a cruzar em todas as reuniões de Câmara, foi despedido de forma vil e impedido de entrar nas instalações do referido Jornal.

 

Esta é a nódoa que José Manuel Ribeiro carrega e jamais conseguirá apagar - apesar de todas as 'sondagens' com maioria absoluta, apesar da alegada 'transparência' que os incondicionais amigos insistem em lhe atribuir, apesar do 'socialismo'  que insiste em colar ao cargo que exerce!

 

Se alguém tiver dúvidas sobre o carácter de José Manuel Ribeiro, pergunte ao Luís Chambel, que eu nunca mais vi por estas bandas mas que espero esteja de boa saúde e a fazer o Jornalismo isento e sem medo a que nos habituou.

 

Sobre a tal carta-aberta e em resposta à retaliação contra o 'mensageiro' (o Luís Chambel) que a publicou, escrevi este post no Blog:

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CÂMARA DE VALONGO - PORQUE DEIXEI DE CONFIAR EM JOSÉ MANUEL RIBEIRO...

 

No documento que enviei - a quem de direito hoje de manhã - e que acabo de partilhar com os meus colegas da Assembleia Municipal, detalho as principais de entre as 43 mil e setecentas razões porque deixei de confiar em José Manuel Ribeiro como presidente da Câmara Municipal de Valongo.

 

Não é novidade nenhuma - sobretudo para os que me têm seguido mais de perto - que na campanha eleitoral apoiei o PS o melhor que soube e pude e com toda a 'artilharia' que consegui desencantar do meu 'arsenal bélico' que não é pequeno...

 

Fi-lo em primeiro lugar, porque a Associação Coragem de Mudar a cuja Direcção pertenço, decidiu não concorrer e depois, porque os ex-fundadores da Associação, sobretudo os dois que foram vereadores no mandato anterior lançaram mão de todos os expedientes, mesmo os mais caluniosos, para impedirem que nos tivéssemos apresentado coligados com o PS que nos tinha feito uma proposta nesse sentido.

 

O PS ganhou a Câmara - com maioria relativa embora - e nada daquilo que José Manuel Ribeiro andou a prometer que faria tem sequer sido tentado, o que me tem remetido para um crescendo de críticas que até agora tenho procurado gerir com alguma reserva mas que após alguns episódios recentes, me impedem de continuar a integrar o grupo municipal na Assembleia.

 

Mais do que repetir o documento que partilho a seguir, convido os meus amigos e seguidores deste Blog a conferirem o que explico no mesmo.

 

Até sempre senhor presidente da Câmara Municipal de Valongo (caro José Manuel Ribeiro)

 

Era público e notório e passa agora a ser oficial e também público, que o caminho que tínhamos imaginado fazer em comum para MUDAR VALONGO, se transformou rapidamente em beco sinuoso e sem retorno.

 

Assim sendo eu ‘passo’ e a partir daqui prossegue apenas você carregando na consciência o peso das bíblicas ‘30 moedas’ que são o preço daquele ‘sonho de uma noite de verão’ que você rapidamente hipotecou antes do ‘pim-pam-pum’ que o fez optar pelo trilho de sentido único, rumo a lugar nenhum.

 

Bem... a lugar nenhum é como quem diz, porque onde ele vai dar mesmo direitinho é ao precipício do ‘fim do mundo’. Se resolver dar o passo em frente, espero que ao menos tenha sido precavido e tenha aplicado uma parte do ‘produto da transacção’ na compra de um paraquedas funcional que lhe amorteça a queda.

 

Esta é portanto a crónica de uma traição anunciada que eu comecei mentalmente a antecipar, no momento em que lhe escrevi aquela ‘carta aberta’ que o incomodou tanto, ao ponto de impor uma espécie de ‘blackout’ ao ‘nosso’ Jornal Novo de Valongo e de – pelo menos – não ter feito nada para sinalizar publicamente a sua discordância, como membro dos corpos sociais do Centro Social de Ermesinde pela atitude fascista de suspender com vistas ao seu despedimento, o Jornalista de muitos anos na Voz de Ermesinde, Luís Chambel.

 

E tudo isto, apenas por ele ter publicado a minha ‘carta aberta’!

 

Claro que, tal como não reagiu à atitude fascista dos seus amigos do CSE , também acredito que não tenha feito alguma coisa para a provocar, mas não será destas omissões que se fará a história deste episódio lamentável.

 

Deixe-me no entanto regressar ao assunto que aqui me trouxe:

 

No seio do grupo municipal do PS eu estive sempre como um entre todos e nunca – você sabe bem isso – como ‘representante’ de qualquer facção ou tendência.

 

Nunca também, devo este reconhecimento a todos os elementos do grupo, fui olhado ou tratado de forma diferente.

 

Já consigo – e a partir das eleições – a coisa foi bem diferente:

 

O ‘dia seguinte’ ao nosso promissor ‘casamento’ político foi já o de um ‘divórcio’ anunciado a que se seguiu também o diagnóstico de uma ‘morte’ inevitável a curto prazo.

 

De entre as várias sugestões para um ‘epitáfio’ - que obviamente lhe coube a si redigir - aquele que eu elejo de forma imediata, talvez porque você o repetiu vezes sem conta em SMS deixados no meu telemóvel, é “estou numa reunião, ligo-lhe a seguir”.

 

MUDAR VALONGO foi para si portanto, uma estratégia encenada que você obviamente nega, recorrendo ao argumento falacioso de que nunca se comprometeu com um prazo para fazer a mudança, como quem diz que ‘até ao lavar dos cestos é vindima’.

 

É claro que o argumento contrário – que é o meu e de muitos valonguenses – também é válido e baseia-se na mais simples de todas as constatações: “se não fez nenhuma MUDANÇA em tempo útil porque ela já não corresponde aos seus objectivos ou eles entretanto mudaram, então você só vai mudar alguma coisa depois de anunciar o que é que mudou em si”.

 

Acho que monsieur de la Palice não diria melhor...

 

Inspirados no elevado exemplo do ilustre aio de D. Afonso Henriques, talvez eu e alguns dos que acreditaram em si nos vejamos obrigados um destes dias a fazer o caminho até ao coração do Povo de Valongo com idêntica corda àquela com que Egas Moniz se apresentou ao Rei Afonso VII de Leão e Castela. Esperemos que o povo nos acolha com igual magnanimidade.

 

Já o seu gosto pende mais para a ideia que eu tenho do perfil do gestor das contrapartidas dos submarinos do Paulo Portas, numa permanente renegociação de incumprimentos exaustivamente fundamentados - como só quem incumpre sabe fundamentar - e da permanente adaptação/alteração dos objectivos iniciais, até ao incumprimento final de todos eles.

 

Guardo do período que vivemos até agora, quase fugaz tão rápido se esfumou, em que nos encontramos do mesmo lado da barreira, uma estranha sensação de ‘déjà vu’...

 

Por outro lado, imagino que as ’30 moedas’ terão provocado em Jesus Cristo idêntica sensação àquela que eu sinto neste momento.

 

Nas muitas sessões de trabalho em que fomos burilando o nosso projecto eleitoral, coincidimos muitas vezes para além do essencial e uma das coisas em que sempre coincidimos, foi na necessidade de promover uma rigorosa auditoria interna a todas as áreas de intervenção da Câmara – para que você pudesse atribuir responsabilidades e ao mesmo tempo, sinalizar o ponto de partida a partir do qual os valonguenses o responsabilizariam.

 

Para conseguir obter tal desiderato, justificava-se, era mesmo essencial, que você tivesse optado por guardas suíços para lhe guardarem o reduto. Infelizmente – deixe-me socorrer-me desta analogia campestre - você preferiu recorrer aos serviços da raposa para lhe guardar o galinheiro!

 

Manteve - e reforçou até num ou noutro caso - as posições de algumas figuras-chave sobejamente conhecidas – e não pelas melhores razões - dos mandatos anteriores, algumas envolvidas mesmo em processos-crime relacionados com corrupção devidamente sinalizados e num caso até, já com uma primeira sentença condenatória em tribunal!

 

Manteve em completa hibernação todos os processos referentes a ilegalidades urbanísticas, apesar da pressão compreensível dos muitos cidadãos lesados que chegaram a acreditar que você começaria mesmo a MUDAR VALONGO.

 

Como sabe, em todos estes processos existem sempre dois lados e você e o seu vice-presidente têm escolhido quase invariavelmente o lado errado!

 

Por outro lado, em vez do esperado reforço da transparência e de uma gestão amigável e aberta e voltada para os cidadãos, manteve a ‘tradicional’ opacidade, a dificuldade de sempre na consulta de processos ou na obtenção de informações. Só perante a ‘ameaça’ do recurso à Lei é que num ou outro caso se consegue vencer a intencional e pouco disfarçada dificultação dessa consulta.

 

Ultimamente, até já nem essa ‘ameaça’ é suficiente, como se pode constatar por este exemplo: apresentei em 3 de Julho um Requerimento referente a informação relacionada com o processo de corrupção que envolve a Novimovest/Santander em Alfena e apesar dos vários e insistentes contactos, nem uma resposta.

 

Neste âmbito pode dizer-se sem receio de errar, que tudo está diferente – para pior, obviamente! Aliás, sobre este vergonhoso processo de corrupção que extravasou já os limites do nosso Concelho, registamos da sua parte um dos mais lamentáveis actos de desrespeito para com quem o apoiou: em segredo andou a concertar com a Jerónimo Martins e também – você diz que não, mas ninguém acredita que não o tenha feito – com o especulador imobiliário Jaime Resende e com a Novimovest/Santander, até chegar ao ‘espectacular’ contrato de urbanização já referido, visando a construção de uma plataforma logística. Ao contrário daquilo que apregoa, esse contrato não defende os interesses do município, deixando do lado público todo o possível risco – para além da multiplicação (quase até ao limite do imaginável) dos benefícios concedidos ao investidor por via da redução de taxas. Isto para não falarmos já de que será através da alteração do PDM naquela vasta área de 59 ha designada por UOPG 06, que o processo de corrupção conhecido de todos se consumará.

 

Com a sua assinatura e fingindo não se aperceber de que está a favorecer o infractor e a dar de mão beijada uma mais-valia de 16 milhões de euros àqueles terrenos!

 

Curiosamente, todos estes contactos, ‘secretos’ como já disse, nunca foram partilhados sequer com o seu grupo na Assembleia Municipal e até mesmo na fase final da formalização do dito contrato, em plena recta final da discussão pública do PDM, o grupo só teve conhecimento do assunto depois de o mesmo ter sido discutido com a oposição na Câmara!

 

Haverá de convir, caro José Manuel Ribeiro, que assim fica difícil manter-me no seio de um grupo que aceita ser subjugado e desrespeitado da forma que acabo de descrever e cuja posição na votação final do PDM na Assembleia Municipal você até decidiu como vai ser: voto favorável e com imposição de disciplina de voto!

 

Coisa absolutamente nunca vista por estas bandas nos últimos tempos, devo acrescentar!

 

Com estes – entre muitos outros – exemplos, você deixou de merecer a minha confiança e acredito que também a de muitos outros valonguenses.

 

E não fomos nós que mudamos mas sim você!

 

- Nós queríamos uma auditoria rigorosa à Câmara. Você prometeu-a mas depois mudou de ideias!

 

- Nós queríamos saber sobre a situação actual da concessão das águas de Valongo, mas você não diz nada sobre o assunto!

 

- Nós queríamos saber sobre aquela famosa construção do GDRR (Grupo Dramático e Recreativo da Retorta) mas você nunca mais nos disse nada!

 

- Nós queríamos saber sobre aquele contrato com Custódio Oliveira para a promoção da ‘marca’ Valongo feito em vésperas das eleições, mas você nunca mais nos disse nada!

 

- Nós queríamos saber sobre aquela história que nos contou, da caução da SUMA (anterior empresa da limpeza urbana) que o seu antecessor teria tentado libertar em vésperas das eleições, mas você nunca mais nos disse nada!

 

- Nós queríamos saber sobre aquele mobiliário de autor que você nos disse estar em ‘parte incerta’, mas você nunca mais nos fez o ponto da situação!

 

Bem, nós queríamos saber tanta coisa mais e que você não está disposto a partilhar, que o melhor mesmo é não insistirmos – por enquanto!

 

MUDAR VALONGO segue portanto dentro de momentos...

 

Assim sendo e atentos os motivos expostos, outra atitude não me resta senão desvincular-me do seu grupo municipal, passando a exercer o meu cargo como deputado municipal independente, facto que comunicarei oportunamente ao senhor presidente da Assembleia Municipal, reservando-me obviamente o direito de divulgar junto dos meus eleitores e da forma mais ampla que o consiga, as razões que me assistem e que me conduziram a este desenlace.

 

Até sempre, caro Zé Manel.

 

Vemo-nos por aí. Isto se entretanto você não resolver rumar a Lisboa para ocupar um qualquer cargo ministerial.

 

Você já não é aquela ‘jovem promessa’ de há uns anos atrás, que outros com consolidadas certezas não souberam aproveitar. Você agora é já o detentor de muitas idênticas certezas, porventura jovens ainda, mas que mesmo assim poderão ajudar consolidar as de um qualquer dos candidatos que ganhar a ‘batalha fratricida’ que se trava no seio do seu Partido – sim porque já deu para perceber que você não se sai nada mal com a geometria variável capaz de ‘viajar seguro de costa a costa’ – ou vice-versa...

 

Com toda a consideração pessoal,

Alfena, 30 de Julho de 2014

Celestino Neves

publicado às 15:17

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE VALONGO - DOS 'MORTOS' NÃO REZARÁ A HISTÓRIA....

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E tal como era de prever - às vezes as previsões falham mas desta vez a realidade esteve em linha com elas - hoje o presidente da Câmara de Valongo desistiu - temporariamente? - de fingir de 'morto'.

Foi na segunda parte da Assembleia Municipal de Valongo que ontem/hoje decorreu em Sobrado - na continuação da reunião do dia 30 de Junho.

 

Tudo foi feito para tentar contornar o mais que visível incómodo que a Democracia causa ao presidente socialista, mas apesar dos esforços, a 'barragem de fogo' lá foi vencendo paulatinamente as 'tímidas defesas' do reduto e acabou por atingir plenamente o alvo e os objectivos propostos: tudo que merecia ser aprovado obteve  a necessária maioria da oposição e a lamentável minoria do grupo do PS  com uma ou outra ajuda esporádica mas insuficiente para inverter os números.

 

Destaques:

 

- A necessidade de repensar as 'ARU's' com vistas a uma melhor distribuição dos fundos comunitários e que a Câmara alocou apenas a Valongo, propondo-se que seja feito um levantamento cuidado e em articulação com as Juntas no sentido de alargar estas áreas de reabilitação urbana às outras freguesias - propostas concretas de Arnaldo Soares e Luís Ramalho;

 

- A exigência de atender ao pedido formulado através do abaixo-assinado dos moradores da Rua Nossa Senhora do Amparo em Alfena que querem explicações sobre o arranjo do troço da mesma entre a Codiceira e a plataforma logística da JM e que o presidente se recusa a levar por diante - aqui o Bloco de Esquerda esteve ao lado do PS mas não foi suficiente para fazer maioria;

 

- A recomendação (apresentada por mim) de que seja presente à Assembleia um aditamento ao contrato de Urbanização com a JM depois de aprovado em reunião de Câmara e validado pela CCDR-N, relativamente ao arranjo do referido troço e que deverá ser dotado do perfil urbano adequado;

 

Portanto...

 

Apesar do presidente do executivo hoje ter desistido de fazer de 'morto' e até ter reagido em versão 'honra ofendida', apesar de à margem do Regimento e contando com a habitual complacência do Presidente da Assembleia ter tentado já fora de tempo desactivar alguns dos argumentos mais incómodos, a verdade é que a sua posição - hoje deu para ver isso - já não é maioritária sempre que estão em causa os justos e legítimos anseios da população.

 

Para 'memória futura' fica a atitude (algo) pusilânime do do grupo municipal do PS na Assembleia, que não conseguiu ser 'nem carne nem peixe antes pelo contrário'.

Os tempos que correm não são de hesitações: quem não está com os justos interesses dos eleitores está contra eles e mais tarde ou mais cedo será confrontado com o preço dessa opção e o PS de Valongo já deveria ter aprendido com alguns erros do passado recente, que hoje a melhor atitude teria sido aquela que fez maioria e que vai no sentido diametralmente oposto ao de José Manuel Ribeiro.

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PS:

Quando escrevi este 'post' - no dia 5 de Julho à 1:36 da manhã - vinha ainda com a cabeça quente dos trabalhos da Assembleia Municipal e 'esqueci-me' de uma precaução que costumo recomendar vivamente a todos os meus amigos: contar até 10 antes de reagir a qualquer acontecimento menos agradável.

 

A autocrítica é um exercício salutar que costumo praticar sem nenhum problema e na referência concreta que faço ao grupo municipal do Partido Socialista na Assembleia Municipal de Valongo - no qual estive integrado antes de me zangar com José Manuel Ribeiro e onde sempre me senti 'um entre pares'- fui algo injusto.

 

Ninguém me pediu para editar este artigo mas sinto-me na obrigação de o fazer, porque o líder do grupo, o meu amigo Miguel Cardoso, disse tudo o que devia ser dito, ou seja, a verdade sobre a posição do grupo relativamente à discriminação de que tenho sido alvo por parte do presidente da AMV, o Dr. Vilas Boas. Ou seja, a situação lamentável que se arrasta há mais de 2 anos e que me tem coartado direitos que eu tenho e dos quais não abdico, pode e deve ser corrigida!

 

O Dr. Vilas Boas preferiu 'entender' a posição do grupo à sua maneira, isto é, em sentido absolutamente inverso àquele que foi referido pelo Miguel e insistir numa discussão estéril à 1 hora da manhã, massacrando os escassos resistentes sobradenses ainda presentes, em torno de duas 'verdades' das quais apenas uma o era,  não fazia qualquer sentido.

Classificar de 'pusilânime' essa atitude de respeito do Miguel para com os munícipes presentes - e também para com os deputados já esgotados depois de duas sessões de trabalho - foi obviamente um excesso de linguagem.

 

O Miguel sabe que eu nunca o classificaria dessa formal mas mesmo assim aqui fica dito - 'preto no branco'...

 

publicado às 01:36

VALONGO E A DIFÍL OPÇÃO ENTRE A ALVENARIA E O VIDRO - INTRANSPARÊNCIAS QUE DOEM...

Captura de ecrã 2016-07-04, às 00.07.25.png

 

Valongo continua a ser (na mente e nas palavras do seu presidente) a Câmara mais transparente e mais evoluída do País na forma de gerir a coisa pública.

 

Já lá dizia a minha avozinha que Deus tem, que "presunção e água benta cada qual toma a que quer" e quanto a isso José Manuel Ribeiro dá uma abada aos consumidores destes dois suplementos vitamínicos.

 

Conversador inveterado com o 'espelho seu', não há homilia, pregação ou palestra em que ele não nos apareça  mentalmente bem hidratado, a defender de forma convicta as suas qualidades de líder e a deixar bem claro que 'depois dele... o caos'.

 

(Ainda ninguém o avisou que em Valongo o caos se antecipou e desde há muito que viaja na carruagem da frente?).

 

No passado dia 30 de Junho, na 1.ª de duas partes desta sessão ordinária de Junho da Assembleia Municipal de Valongo - em Sobrado - José Manuel Ribeiro começou a perceber que a sua 'enorme ambição' de continuar a (des)governar Valongo vai precisar de conselheiros bem mais convictos do que o 'espelho seu' e de 'suplementos' bem mais robustos do que aqueles que tem usado.

 

Foi um verdadeiro massacre aquele a que foi sujeito: Arnaldo Soares, Luís Ramalho, eu próprio, Daniel Gonçalves, Sónia Sousa (entre outros) não nos poupamos a esforços para falarmos de forma diferente daquela que fala o  'espelho seu'.

À barragem de 'projécteis' como mentira, opacidade, incompetência, injustiça, discriminação, perseguição, vingança a fazerem ricochete nas colunas de iluminação do palco e a picotarem de forma visível a sua 'esbelta figura' na parede de fundo, ele 'respondeu da forma que melhor sabe, aliás, aquela a que desde há muito nos habituou: fingido-se de morto.

(Felizmente) tem resultado com algumas vítimas de ataques do 'Estado Islâmico' e com ele também resultou: vencidos pelo relógio, não tivemos tempo de fazer o balanço final e 'entre mortos e feridos ele lá conseguiu escapar'. 

 

Veremos amanhã - na segunda parte da AMV que terá lugar igualmente em Sobrado, no Centro de Documentação da Bugiada e Mouriscada' - se nos vamos (continuar a) contentar com os serviços mínimos do presidente da nossa Câmara.

 

Ah! ao contrário do 'Estado Islâmico' que habitualmente não faz prisioneiros, nós que somos parte de um 'Estado de Direito' fazemos questão de os preferir.

Portanto, fingir de 'falecido' desta vez não será boa ideia: contaremos mesmo os 'mortos e os feridos' para que ninguém escape escondido entre os primeiros...

publicado às 23:01

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