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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

SEC - SOCIEDADE DE EMPREITADAS E CONSTRUÇÕES, UMA EMPRESA SOCIALMENTE IRRESPONSÁVEL!

 

Já aqui andei a escrever sobre uma das empresas mais conhecidas de Alfena no ramo da construção civil, a SEC - Sociedade de Empreitadas e Construções de Almerindo Carneiro.


Bem, Alfena é como quem diz, porque depois de de se ter transferido de forma manhosa para a freguesia de Folgosa no Concelho da Maia e ter dado início a um PER (Processo Especial de Revitalização) a SEC transferiu a sua sede para Lisboa - dá sempre jeito que seja o 'longínquo' Tribunal de Comércio de Lisboa a tratar dos complicados assuntos relacionados com este processo, sobretudo quando existem trabalhadores envolvidos...

 

Por falar em trabalhadores, aqui confesso a minha ingenuidade, quando há algum tempo atrás fui abordado por um dos filhos de Almerindo Carneiro - estava eu à espera do início de uma reunião pública de Câmara - para lamentar a dureza dos meus dois artigos e para dizer de forma 'sentida' que "os nossos trabalhadores sempre foram considerados como um património da empresa" e por isso lamentava todas as vicissitudes pelas quais estavam a passar.

 

Quase me comovi e quase se comoveu também o 'pequenote Baltazar' com quem conversei sobre o assunto no terceiro post que escrevi.

Ambos embarcamos na 'canção do bandido' e no registo de vitimização com que o Sr. Artur Carneiro se apresentou na já referida abordagem.

 

Falsa era essa postura, como falsos eram os 'detalhes' que partilhou:

 

A SEC avançou com o dito PER, transferiu como já disse a sua sede para Lisboa e indicou ao mesmo tempo um administrador judicial ao Juiz encarregado do processo, nome esse que foi aceite.

 

Temos por isso na SEC e como administrador judicial, o Dr. António Seabra, (ver recortes abaixo) um nome sobejamente conhecido pelas piores razões, sobretudo pelos trabalhadores das empresas por onde tem passado.

 

Não faço, porque não possuo provas disso, qualquer associação entre o nome da pessoa e o facto de onde entra, normalmente existirem assaltos, desaparecer património, para além de outros acontecimentos anómalos do género, mas também não me coíbo de aqui dar conta dessa eventual e presumida associação.

 

A verdade, a lamentável verdade sobre a actual situação da SEC, pode ser resumida nos seguintes itens:

 

1. A empresa recebeu - e está ainda a receber - da Câmara de Valongo, importâncias que a seu tempo serão apuradas ao detalhe e com mais rigor, para liquidar dívidas relativas a trabalhos executados;

2. A empresa procedeu em Abril a um despedimento colectivo de 18 trabalhadores, sem cumprir para com os mesmos, as mais elementares regras legais, nomeadamente, os procedimentos que lhes permitiriam dar início ao seu processo de desemprego;

3. Apesar dos pagamentos atrás referidos e de ter ainda recebido o pagamento de uma importância devida pela Câmara de Fafe (se não me engano no nome) a empresa mandou os trabalhadores embora sem cumprir o aviso prévio, sem qualquer indemnização - ainda que parcial fosse - sem subsídio de férias de 2012, sem dois salários de 2013 (Março e Abril) sem subsídio de férias de 2013 e pagamento de férias não gozadas;

4. Não fez comunicação atempada dessa pretensão à DGERT (Direcção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho);

5. Vários indícios e também o 'histórico' da personalidade escolhida para administrador judicial, alimentam a suspeita de que se prepararão eventualmente para começar a desviar património - máquinas e viaturas sobretudo - do bolo que será chamado ao 'acerto de contas' (convém no entanto que tenham em conta, que tal como por iniciativa própria procederam ao registo fotográfico do parque de máquinas e viaturas, talvez para o sub-reptício anúncio de venda, também os trabalhadores estão precavidos com esse registo);

6. Associado ou não a esta situação, mas de qualquer forma estranhamente coincidente, verificou-se um intrigante aumento do número de divórcios e de movimentações patrimoniais a nível do agregado familiar alargado;

7. A residência do fundador da empresa foi alvo recentemente, de um lamentável acto de vandalismo, com recurso a um 'coktail molotof', pretexto que serviu para a empresa acusar os trabalhadores, radicalizando ainda mais a sua posição de incumpridora - como se os trabalhadores não passassem de um bando de terroristas que andam para aí a lançar bombas a torto e a direito - esquecendo-se de que também é incumpridora para com a maioria dos seus fornecedores alguns dos quais estão à beira de entrar em falência e portanto também em muitos casos em situação desesperada. Contratou um exército de seguranças privados para fazer vigilância com o dinheiro devido aos trabalhadores que no dizer dos responsáveis da empresa, "sendo culpados devem pagar do seu bolso os guarda-costas dos que ameaçam" (!);

Desconfiam da própria sombra e pelos vistos também não confiam na polícia, preferindo esbanjar dinheiro que alegadamente não têm, para fazer face a esse acréscimo de custos pessoais.

 

Tendo em conta este relato minimalista - sim, porque posso sempre desenvolver um pouco mais' - o choradinho' com que fui brindado na tal conversa que tive com o Sr. Artur Carneiro na Câmara de Valongo, carece de consistência e não abona nada em favor de quem diz estar a sofrer tanto como os trabalhadores despedidos, ainda que tenha repetido que até está "à procura de um emprego como encarregado de obras"...

 

Uma última palavra para criticar veementemente o comportamento irresponsável e desatento da Câmara de Valongo relativamente às preocupações sociais que deveria ter quando procede a pagamentos enquadrados no PAEL, sem cuidar de averiguar qual a real situação dos credores em causa.


O caso da SEC e de Almerido Carneiro, ficará talvez como um entre muitos outros 'case study' a ter em conta nestes processos.

 

Fica ainda por esclarecer - apesar de o presidente de Câmara já ter sido solicitado a responder, por parte de um deputado municipal da Coragem de Mudar - qual o montante efectivo pago até agora directamente à SEC  e quais as formas de pagamento utilizadas - cheque, transferência bancária ou outro - dado que existem inúmeros outros pagamentos relativos a operações de 'factoring'.

 

Brevemente, conto voltar a este assunto, sendo que a 'vertente' administrador judicial António Seabra está também a ser escrutinada atentamente.

publicado às 13:32

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