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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

AUTARCAS DE VALONGO - NEM UM FEIJÃO LHES CABE NO... SÍMBOLO QUÍMICO DO COBRE (*)

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(*) Cu

 

O mandato do "socialista" José Manuel Ribeiro à frente da Câmara de Valongo (do nosso descontentamento) termina de forma verdadeiramente atribulada !

Só não vê quem não quer, ou então, quem usando as habituais lentes cor de rosa destes momentos eleitorais não consegue ver mais nada para além dessa cor.

Vejamos alguns exemplos...

 

* "Não lhes cabe nem um feijão no Cu"!

 

- Na última sessão ordinária da Assembleia Municipal apresentei uma moção de censura ao presidente da Câmara pelo facto de em Valongo não existir um Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) devidamente actualizado - a versão que existe foi aprovada para o período que terminou em 2013 e dela ainda constam na lista de contactos nomes como Carlos Teixeira e Artur Pais!

 

(Não só não houve qualquer revisão como também não foi feito o trabalho que se impunha e continua a impor para que deixemos de ser um território de elevado risco em termos de incêndios florestais, que nem o facto de a 'mãozinha da sorte' nos ter deixado relativamente de fora este ano invalida).

 

A minha moção só não foi aprovada pela diferença de um voto, sendo que a CDU e o Bloco de Esquerda contribuíram para a inviabilizar apenas porque acharam que precisavam de mais elementos. A CDU requereu no entanto que até à 'próxima sessão da Assembleia estes lhe fossem facultados' e caso isso não viesse a ocorrer, convidava o proponente (eu mesmo) - a apresenta-la de novo e então viabiliza-la-iam.

 

A 'próxima sessão' deveria realizar-se até ao final  deste mês de Setembro e deveria estar agora a ser convocada. Soube no entanto pelo representante do Bloco de Esquerda na comissão de representantes que é intenção do Dr. Vilas Boas, presidente do Órgão Deliberativo Municipal, não marcar saltar esta imposição legal - a última do mandato nos termos da Lei!

 

Será que é necessário eu ser mais explícito quanto às (verdadeiras) razões para esta lamentável - e ainda vou ver se ilegal também - decisão?

 

Como diz o ditado popular, "quem tem Cu tem medo" e uma moção de censura aprovada neste momento - ainda que sem o significado e as consequências das moções de censura no Parlamento -  não dava muito jeito em período de campanha eleitoral...

 

Lamentável, subserviente e confirmando aliás aquela que foi a sua postura ao longo de todo o mandato, registe-se a posição do presidente da Assembleia Municipal, Dr. Abílio Vilas Boas. 

 

* Os (públicos) LED de Valongo

 

- A substituição de todos os pontos de iluminação pública do concelho por iluminação LED avança ao sabor dos interesses eleitoralistas do candidato/presidente da Câmara e das selfies que necessita para o seu álbum fotográfico de campanha:

Escolhe os pontos principais nas várias freguesias, obriga a equipa da EDP e a GNR a deslocarem-se para para lá, enfia o barrete e veste a fatiota de segurança para a publicidade à empresa privada, ligam 2 ou 3 focos para o registo e pronto, partem para outro sítio...

 

(Não, infelizmente não estou a inventar! De vários exemplos indico meia dúzia em Alfena: Av. Francisco Sá Carneiro, R. 1.º de Maio junto à rotunda dos esguichos/Posto de combustível da BP, Av. Padre Nuno Cardoso, Centro de Saúde, Igreja Matriz, etc., etc.

Em todos eles a parafernália da campanha eleitoral do presidente andou a incomodar o trânsito e foi-se embora para voltar a incomodar um dia destes depois das eleições).

 

* O 'amiguismo' e o favorecimento ilícito do costume...

 

- Os valonguenses recordar-se-ão de uma polémica que teve lugar logo no início do mandato por causa de uma acumulação ilegal de funções do actual adjunto do presidente e candidato a vereador na sua lista para o próximo acto eleitoral.

O engenheiro Paulo Ferreira era então - quando foi nomeado chefe de gabinete - sócio-gerente da empresa de construção civil Carlos Machado & Esteves Ferreira (CAMEF).

Nos termos da Lei não podia acumular com o exercício de qualquer cargo público, mas a verdade é que acumulou durante cerca de 2 anos e só depois de eu ter levantado o problema é que suspendeu as suas funções na referida empresa.

 

(Fê-lo com efeitos retroactivos (!) ao início do mandato e pagando a respectiva multa - parece que a Lei permite isso).

 

A dúvida que resta é a seguinte:

 

- Será que devolveu ao erário público os vencimentos recebidos ilegalmente durante esses dois anos?

 

* As promessas eleitorais (2013) que continuam na gaveta...

('Estórias' de uma viatura topo de gama paga por todos nós e que nunca sabemos (muito bem) por onde anda)... 

 

- Antes de ser eleito, o presidente da Câmara prometeu transferir a sua residência para Valongo. Até disse na altura - não precisava de o ter feito mas fê-lo - que tinha um apartamento em Valongo e que estava a fazer obras para se poder mudar.

 

Não o fez no entanto até agora!

A Lei não o obriga de facto a residir no Concelho mas se assim é, porque é que considerou na altura que era importante prometer que o faria?

 

O problema é que o presidente tem distribuída uma viatura oficial que ele próprio conduz e que utiliza para as suas deslocações diárias entre S. João da Madeira e Valongo e ainda (eventualmente) para as particulares.

O assunto foi colocado em devido tempo ao Ministério Público através de uma queixa assinada por mim, mas a mesma foi arquivada por este considerar não existir prejuízo para o erário público pelo facto de a viatura não ser formalmente conduzida pelo motorista.

 

Aparentemente o MP até estaria certo - e digo aparentemente, porque o MP deveria ter-se preocupado também com uma coisa muito simples e que é a inexistência de um registo detalhado das deslocações da referida viatura!

 

Será que o presidente a deixa o carro da Câmara na garagem e pega na sua viatura pessoal para os habituais passeios de família ou as suas deslocações de 'férias cá dentro'?

E não o fazendo, será que reembolsa a Câmara dos quilómetros efectuados?

 

* As promessas de virar um pouco os olhos para Alfena...

 

- Tirando aquela pequena intervenção na recuperação da levada do Cabo e das paredes do leito do Leça naquele pequeno núcleo em frente à Quinta do Cabo e  a promessa feita com pompa e circunstância de recuperar de seguida o moinho  e respectivo canal e  ajudar ainda na recuperação do leito do rio, reparando/executando alguns arruamentos e acessos no designado 'parque do Leça' a verdade é que tudo se ficou pelas promessas.

 

Isto e muito mais, ficarão para a memória futura de um mandato em tudo lamentável, de compadrio, de ajustes directos, de atenção (quase) únicamente virada para a festa e festança e para a vertente futebolística na promoção do desporto no subúrbio.

Somado tudo à falta de transparência, à perseguição movida aos munícipes mais incómodos, nos atentados à Liberdade de expressão e nos processos em Tribunal para tentar silenciá-los, temos o verdadeiro retrato de um autarca de pacotilha relativamente ao qual apenas os 'lambe-botas' do costume encontram razões para tecer louvores.  

 

 

 

publicado às 10:32

MUDAR VALONGO É POSSÍVEL SIM - MAS NUNCA COM JOSÉ MANUEL RIBEIRO NA LIDERANÇA!

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Os valonguenses andaram durante quase 20 anos a queixar-se (e com toda a razão) do compadrio instalado na governação da sua Câmara, da promiscuidade entre os interesses público e privado, do favorecimento das freguesias que são governadas pelos presidentes ‘mais amigos’ em prejuízo daquelas onde governam presidentes de junta que não são ‘da cor’, das obras e aquisições diversas assentes essencialmente nos famigerados ajustes directos em prejuízo de contratos públicos, mais transparentes e que melhor salvaguardam o interesse Público, da facilidade de acesso dos habituais ‘boys’, seja a serviços, seja a protocolos de teor cultural ou outro, seja a qualquer tipo de contratação em desfavor do munícipe anónimo ou de ‘cor diferente’...

 

Em 2013 prometeram-nos mudar tudo isso – ‘MUDAR VALONGO’ era o slogan bonito e apelativo destinado a capitalizar a nossa revolta.

 

Tendo em conta a experiência adquirida ao longo destes 4 anos de mandato ‘cor de rosa’ - de desonestidade intelectual, de falta de sentido de cidadania de perseguição de pessoas apenas por serem críticas ou por discordarem da opinião dominante, nomeadamente da do presidente da Câmara, ou por discordarem simplesmente de um ou outro aspecto pontual e às vezes quase irrelevante - vale a pena colocar, neste momento em que a MUDANÇA se torna de novo possível, algumas questões de importância inquestionável:

 

  • Na actual – desde 2013 - gestão da Câmara, mudou algo de fundamental em relação ao passado ou antes pelo contrário?
  • O acesso à informação detalhada sobre processos e documentação diversa (que é pública nos termos da Lei) foi melhorado ou antes pelo contrário?
  • Os deputados da Assembleia Municipal (os da oposição evidentemente) viram a sua relação com a Câmara facilitada, ou antes pelo contrário?
  • Nos investimentos nas diversas freguesias (e tendo em conta que continuamos a viver em período de contenção imposta pelo PAEL) tem havido uma especial preocupação com a equidade, tendo em conta o histórico de investimentos ao longos dos mandatos anteriores a 2013, ou antes pelo contrário?
  • O contacto directo com os cidadãos, seja por iniciativa do executivo seja a solicitação dos mesmos (audiências semanais, pedidos de grupos de cidadãos para serem recebidos a propósito de situações do âmbito das suas localidades, da sua Rua ou do seu Bairro) melhorou ou antes pelo contrário?
  • Alguns processos litigiosos nomeadamente de âmbito urbanístico, seja em relação à Câmara seja entre vizinhos, seja com outros actores (muitos dos quais se arrastam há vários anos e que chegaram mesmo a merecer especial atenção do actual presidente) foram resolvidos a contento dos lesados, ou pelo menos a contento da Lei ou antes pelo contrário?
  • A melhoria das acessibilidades (acessos as serviços públicos ou nas principais vias públicas municipais) de pessoas com mobilidade reduzida, colocação de passadeiras em número e localização adequados, de rampas nos passeios, de equipamentos de moderação do tráfego, etc., melhoraram ou antes pelo contrário?
  • A melhoria - ou instalação onde infelizmente ainda não exista – da rede de saneamento básico tem sido uma preocupação deste executivo na relação com a concessionária BeWater ou antes pelo contrário?
  • A pressão que tem sido exercida junto dos prestadores do serviço de transporte público tem sido suficiente, no sentido de melhorar o nível de cobertura da rede (junto das escolas, de instalações de serviço público, de hospitais, de centros de saúde, de serviços de apoio social e/ou cultural e outros, dos bairros sociais, zonas mais periféricas do Concelho, etc.,) ou antes pelo contrário?

 

Estas são algumas questões bem adequadas ao momento e de cuja resposta pode depender muito o nosso sentido de voto.

 

Pela tal experiência adquirida, quem em 2013 colocou ‘toda a carne no assador’ para derrotar o projecto de João Paulo Baltazar e depois se refastelou confortavelmente nos resultados do nosso voto para nos trair fazendo o contrário do prometido ou pelo menos não fazendo nada de substancialmente diferente (José Manuel Ribeiro) não merece de forma alguma continuar a governar Valongo!

 

Dois cuidados que os valonguenses não devem perder de vista na hora de votar:

 

*  No actual contexto, a candidatura encabeçada por José Manuel Ribeiro é a que mais prejudicará a possibilidade de Valongo poder evoluir no contexto da região do Grande Porto.

*   Mesmo em relação a todos os restantes projectos, o actual ‘estado da arte’ em termos de subúrbio aconselha a máxima prudência e a não colocar nas mãos de ninguém a possibilidade de governar Valongo em maioria absoluta.

______________________

P.S.: É verdadeiramente um atentado à inteligência dos eleitores de Valongo a vergonha que representa a actual distibuição em massa por equipas múltiplas num porta-a-porta rigoroso, do 'quilo e meio' de papel que compõe o último número do 'Boletim Municipal' - como ontem mais uma vez tive possibilidade de constatar em Alfena!

Do que se trata verdadeiramente é de uma encapotada (?) acção de campanha do PS de Valongo, uma compilação de 'verdades de La Palisse', de meias verdades e de muitas mentiras, visando criar a (falsa) ideia de que Valongo está na senda do progresso e que se impõe 'defendê-lo e consolidá-lo' votando no 'José Manuel Ribeiro do costume'.

A oposição e a CNE a solicitação das várias forças políticas que concorrem contra a 'maioria cor de rosa', deveriam investigar estas habilidade manhosas do presidente da Câmara - na senda aliás do que fez em 2013 com a distribuição massiva de um 'Polvo à Vallis Longus' que ninguém sabe ainda como foi pago...  

publicado às 14:09

POR ALFENA!

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Como já referi noutro espaço (o Facebook) auto-impus-me 'coercivamente' e por uma questão de higiene mental um período de defeso relativamente a assuntos que tenham a ver directamente com a campanha eleitoral no subúrbio.

Porém essa auto-limitação não me impede de falar sobre a 'infelizmência' da actual gestão da autarquia de Valongo que apesar do desafogo financeiro estrategicamente programado para o momento, continua a navegar à vista, sem uma visão de futuro e sem respeitar sequer a famosa 'folha de Excel' onde jazem lamentavelmente esquecidas as promessas vendidas em 2013 ao preço da uva mijona.

 

Vale a pena  trazer aqui à colação dois ou três exemplos relativos a Alfena e onde a camada de bolor da referida folha já é por demais evidente:

 

- O nível de cobertura da rede de saneamento básico da nossa cidade  persiste em destoar do discurso do nosso edil que continua a falar no papel que teve em tempos idos na elevação de Alfena a Cidade.

Continuam por resolver graves problemas na zona do apeadeiro de Cabeda, Senhora da Paz, Alto do Reguengo, entre outras, que se mantêm há anos a drenar efluentes urbanos directamente para o Leça;

 

(Hoje encontrei esta notícia que reforça a premência da situação que a Câmara empurra com a barriga há demasiado tempo e pior do que isso, que continua a afirmar  "desconhecer que o problema se arraste há vários anos".

Desconhece mesmo? É só ler as Actas da Assembleia Municipal e da Câmara, onde a situação foi várias vezes levantada por mim tendo sido dadas garantias de que "o problema seria resolvido até finais de 2016"...

A notícia:  http://portocanal.sapo.pt/noticia/131933

 

- Na rotunda junto ao Hospital Privado de Alfena e espaços circundantes, continuam à espera as prometidas obras de requalificação, nomeadamente, a colocação de novo betuminoso, arranjo de passeios e limpeza de focos de deposição de lixo e entulhos diversos, com a implementação de medidas que delimitem recantos e reentrâncias e impeçam fisicamente a continuação de alguns comportamentos lamentáveis de falta de civismo de alguns empresários e/ou cidadãos individuais;

 

- Agravaram-se de forma exponencial os constrangimento da N-105/rua 1.º de MaioApesar do problema ter sido criado pela incúria quase criminosa deste executivo que fingiu acreditar no EPA (Estudo de Impacto Ambiental) que antecedeu a instalação da Plataforma Logística da Jerónimo Martins, esta via rebenta pelas actualmente pelas costuras  com o aumento do tráfego de pesados desviado da Rua Nossa Senhora da Paz para o nó de Água Longa da A41.

O ruído aumentou de forma preocupante sobretudo durante a noite e atravessar a via mesmo nas escassas passadeiras é para qualquer peão uma espécie de roleta russa.

Acresce a tudo isto, que há anos que este e anteriores executivos vêm discutindo com a EP (Estradas de Portugal) a construção de passeios desde a entrada sul de Alfena até ao largo da Codiceira, sem resultados visíveis.

Nem a existência de um governo da Nação (vulgo geringonça) de cor próxima ao rosa deslavado do grupo do edil tem ajudado a exercer uma magistratura de influência visando resolver esta grave lacuna.

É claro que o problema da Rua 1.º de Maio passou - pelos motivos atrás indicados - a ser muito mais complexo e a solução só pode passar pela construção de uma variante a esta via;

 

Fico-me, por enquanto, por este três exemplos de coisas que deveriam ser resolvidas antes de virem pedir de novo o voto dos alfenenses. 

 

Só com a enorme cara de pau que o caracteriza é que o actual presidente se atreve a pedir-nos a cruzinha do costume fingindo que que está tudo bem no 'deve/haver' eleitoralista de 2017!

NÃO ESTÁ NÃO!

_________________________

Post scriptum:

O nosso presidente/candidato tem andado nos últimos dias muito animado com aquelas 'selfies' apertando parafusos nas novas luminárias led que estão a ser instaladas em Valongo.

Faço uma aposta - que sinceramente bem gostaria de perder:

No ranking das substituições dos led nas freguesias, Alfena vai continuar a ficar para trás em atenção especial ao Dr. Arnaldo Soares e a Rua da Várzea vai ser das últimas a vê-los em atenção este vosso conterrâneo que sou eu...

Ele e eu, e não necessariamente pelas mesmas razões, temos um lugar muito especial no coração do presidente da Câmara.

 

 

publicado às 09:09

O PS DE VALONGO E O APÊLO A UMA (espécie de) 'CONSTITUINTE' PARA O SUBÚRBIO'...

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Por uma vez - nos últimos 3 anos e alguns meses - vou estar de acordo com José Manuel Ribeiro:

Num contexto em que o poder local é por natureza e na prática, de configuração democrática, é preciso alguma coragem para assumir publicamente a preferência por um modelo que não o sendo necessáriamente, no caso dele é, tendencialmente 'musculado' ou ditatorial.

Tiro-lhe por isso o chapéu! 

 

Ao contrário de muitos no seu Partido e de muitos outros de outras cores, seja no governo do País seja na administração autárquica que tentam demonstrar no seu trabalho diário e com exemplos concretos, as virtualidades de governar em permanente negociação, José Manuel Ribeiro é honesto e sincero:

Ele assume que quer governar sozinho - e este sozinho é mesmo no sentido literal do termo!

Seja no seio do executivo a que se propõe presidir, seja no seio do Partido, seja ainda no âmbito da composição da Assembleia Municipal, ele assume a absoluta preferência por uma também absoluta maioria!

 

A número 2 do executivo ele coloca Ana Maria Rodrigues - olá cara Ana Maria, tudo bem contigo? - actual secretária da Mesa da Assembleia Municipal e que durante um mandato inteiro não pediu a palavra uma única vez para fazer uma intervenção sobre qualquer assunto - nem mesmo para defender o líder em alguns momentos mais quentes com que se viu confrontado em algumas sessões da AMV.

É uma mera representante da 'máquina' e com toda a certeza uma imposição da mesma mas que no executivo manterá seguramente o mesmo perfil deixando para o presidente o protagonismo de que ele tanto gosta.

 

No número 3 ele mantém o Orlando Rodrigues - um abraço para ti, caro Orlando - um permanente pagador de (todas as) favas e de (todos os) berbicachos, sempre disponível para dar a cara pelas 'barracadas' que vão acontecendo - ainda que não sejam da sua responsabilidade. O Orlando é homem de poucas palavras e esse é um bom perfil para o JMR...

 

Em 4.º - mas aqui a ordem talvez seja mesmo enganadora - aparece o actual adjunto do presidente, Paulo Ferreira - olá Paulo - formalmente 'adjunto' mas segundo muitos o 'verdadeiro presidente'.

O Paulo é um empresário do ramo da construção civil / imobiliário e essa será (seguramente) uma área que ele se incumbirá de dinamizar - seja lá o que isso signifique para os interesses dos valonguenses. Não se importa de decidir na sombra deixando o foco de luz para o (formal) presidente, atributo que JMR muito tem apreciado.

 

(Em abono da verdade devo referir que a (principal) candidatura opositora 'responde' taco-a-taco - nesta frente do submundo do imobiliário - com uma figura bem conhecida - em Ermesinde e Alfena sobretudo,  mas não é sobre o PSD / CDS-PP que eu escrevo).

 

Sobre os número 5 e 6, respectivamente Manuela Duarte (AVA) e José Delgado (empresário de móveis)...

Quem os conhece sabe que NUNCA incomodarão a dinâmica de governação de José Manuel Ribeiro. São como são e esta apreciação não contém nada de depreciativo.

 

Portanto...

 

Desta vez José Manuel Ribeiro não esconde nada

Diz ao que vem e não se coíbe de pedir aos valonguenses para transformarem o próximo acto eleitoral do subúrbio numa espécie de 'constituinte' ajudando-o a consolidar o poder para o próximo século.

 

 

publicado às 13:49

'A MENTIRA TEM PERNA CURTA' - MESMO EM VALONGO...

Ontem (dia 3 de Agosto de 2017) foi dia de reunião pública de Câmara - em Valongo do nosso descontentamento, evidentemente...

 

Se dúvidas eu tivesse relativamente em quem não devo votar em 1 de Outubro próximo, José Manuel Ribeiro tê-las-ia desfeito completamente ontem: em todos, incluindo o meu periquito, menos nele e na lista que (ainda) nos há-de anunciar um dia destes!

 

E nem o facto de nos ter 'atirado à cara' de forma absolutamente ridícula - perguntamos-lhe alguma coisa sobre isso - completamente a despropósito e de forma absolutamente ridícula a 'informação relevante' (!) "eu sou católico" fará diminuir a absoluta necessidade de todos nós - incluindo os católicos que imagino sejam a maioria em Valongo -  pensarmos muito bem na hora de colocar a cruzinha!

 

. Um presidente que teve ao seu lado como adjunto e durante 2 anos um assessor numa situação de acumulação de funções absolutamente ilegal - era sócio-gerente numa empresa de construção civil e só as  suspendeu depois de eu ter 'levantado a lebre' - não merece crédito;

 

. Um presidente que prometeu transferir-se para Valongo se fosse eleito - ele tem casa na sede do Concelho mas vive em S. João da Madeira - e depois não cumpre a prome, obrigando o erário público a suportar os custos da deslocação diáriada viatura oficial entre a 'capital da 'ousa e da ardósia' e a 'capital do sapato e da chinela' não merece o nosso voto;

 

Um presidente que mente não merece ser reeleito e ele tem-no feito inúmeras vezes ao longo deste seu em muitos aspectos lamentável mandato!

 

* Fê-lo no Tribunal juntamente com aguns dos seus colaboradores/testemunhas de acusação no Julgamento da queixa que apresentou contra mim por ter ousado denunciar alguns dos seus actos como presidente de Câmara;

 

* Fê-lo quando mentiu aos valonguenses através de um 'info-mail' relativamente às obrigações das Juntas de Freguesia no qua toca à limpeza e depois - até agora - recusou-se a rectificar a mentira;

 

* Fê-lo mais 1 milhão de vezes que posso a todo o tempo enumerar;

 

* E fê-lo ontem mais uma vez quando - respondendo a uma crítica dos vereadores do PSD àcerca da 'peregrinação' de séniores a Fátima no dia 13 de Setembro organizada pela Vallis Habita.

Sobre a mesma teve o desplante de nos dizer - e cito-o de memória - "não sei nada sobre o assunto, a Empresa (Municipal) tem autonomia e não tem de nos consultar e se querem que vos diga, eu até nem acho muito bem e não conto estar presente, até porque tenho outra agenda para esse dia - e blá-blá-blá".

 

BASTA DE UTILIZAREM A RELIGIÃO COMO PLATAFORMA DE ELEVAÇÃO AO 'INFERNO' DA POLÍTICA!

 

Mas como dizia a minha avozinha - e não só - 'a mentira tem perna curta'...

 

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"(...) JUNTAMENTE COM O SECTOR SOCIAL (da Câmara)"... e o presidente da Câmara 'não sabe e nem acha muito bem'?

 

* Fê-lo, por último e por agora, mais uma vez ontem, porque omitir é uma outra forma de mentir, ao responder, já no ponto destinado às intervenções do Público, à revolta do presidente da Junta de Freguesia de Alfena relacionada com a desgraça das obras na Rua de S. Vicente, cruzamento de Cabêda até à Senhora da Paz

Ao afirmar que "está tudo a decorrer conforme o caderno de encargos e os constrangimentos são os normais neste tipo de intervenções e no fim todos nos iremos sentir satisfeitos e blá-blá-blá"além de mentir - faltando à verdade - 'mentiu' também ao omitir as razões que estão na base da (quase) paralisação das obras...

 

Ou seja...

 

* 'Esqueceu-se' de informar que as obras têm estado praticamente paradas, para desespero dos comerciantes daquela zona vão ter ter de continuar a penar para manterem as portas abertas e assegurar os postos de trabalho sem clientes para atender e para desespero também da vasta população afectada pelos problemas de trânsito e pelos constrangimento gerados pelo desvio dos transportes públicos.

 

* 'Esqueceu-se' de reconhecer que uma obra destas e numa via estruturante para Alfena como é a Rua de S. Vicente, nada podia ter sido tratado da forma amadora que foi e sem garantir previamente o acordo de todos os proprietários dos terrenos confinantes com o troço a ser intervencionado.

 

(Pelos vistos - segundo se consta e o presidente tenta esconder - um dos proprietários sentiu-se 'invadido' e usurpado nos seus direitos e interpôs uma providência cautelar que fez parar a obra e a atrasará irremediavelmente mesmo que em determinado momento a mesma possa reiniciar a todo o vapor!).

 

É este homem, que se propõe instalar a seu lado como vereador o seu actual adjunto, empresário dos negócios da construção civil - o tal que mentiu (também ele...) quando informou o jurista da Câmara que 'tinha suspendido as suas funções como sócio -gerente da CAMEF (Carlos Machado, Esteves Ferreira)', é este homem que queremos reeleger em 1 de Outubro próximo?

 

 

publicado às 09:17

PRESUNÇÃO E ÁGUA BENTA...

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Como já dizia a minha avozinha que Deus tem, "presunção e água benta cada um toma a que quer"...

(O meu amigo padre Manuel Fernando pároco de Alfena e no que toca à água benta, alterou o ditado à sua maneira e estabeleceu que "... cada um toma a que eu quero" ).

 

Vem isto a propósito da moção de censura ao executivo da Câmara que eu apresentei na última sessão da Assembleia Municipal descentralizada que se realizou em Ermesinde e que não foi aprovada apenas por 1 voto de diferença.

Decisiva neste resultado foi a posição da CDU (3 deputados) que se absteve porque pretendia mais esclarecimentos sobre o assunto - a falta de um Plano Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) devidamente actualizado, posição que eu compreendi perfeitamente e até me dispus a retirar a moção de votação com a condição do executivo se comprometer a apresentar até à Assembleia Municipal de Setembro um projecto de revisão consistente do mesmo.

 

O executivo - José Manuel Ribeiro - optou por uma tentativa patética de desvalorização do assunto e por atacar a minha boa-fé no que toca às críticas feitas ao trabalho - ou total falta dele - até aqui feito. Daí que não tenha abdicado da votação já referida.

 

Na discussão da moção a CDU anunciou qual seria a sua posição de voto e informou ainda que iria apresentar um Requerimento exigindo toda a informação sobre o assunto convidando-me mesmo a apresentar novamente a moção em Setembro caso o executivo não apresentasse até lá um projecto de revisão do PMDFCI - ver recorte a seguir:

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A resposta da Câmara foi a que se segue, isto é,  a ausência de uma explicação plausível para o mau trabalho de prevenção que tem vindo a ser feito e para a inexistência de um Plano devidamente actualizado de defesa da floresta contra incêndios - quaisquer que sejam as desculpas que se invoquem para o 'justificar' e uma quantidade de presunção que ronda o ridículo se não fosse triste - ver recorte abaixo: 

 

(...)

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Basta ver como estão as faixas laterais das estradas municipais do Concelho - e eu dou sempre à cabeça exemplos de Alfena que conheço melhor, mas dizem-me os amigos do resto do Concelho que nas outras freguesias a situação é idêntica -  e dar uma volta pela Rua da Ferraria, lugar do Barreiro, Serra Amarela, imediações do Hospital Privado de Alfena, Lombelho, Quinta da Lousa, M 606 (Alfena-Sobrado)... etc., etc.

 

publicado às 13:19

DA DIREITA OU DA ESQUERDA, A HIPOCRISIA É (SEMPRE) UM DEFEITO!

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Num comentário a uma publicação do meu amigo Carlos Reis no Facebook publiquei ontem na minha página o comentário que se segue:

Concordo em absoluto com o Carlos Reis, porque tal como ele, felizmente posso dar-me ao 'luxo' de não precisar de ser politicamente correcto...
Como o Carlos, também não sou xenófobo, racista ou homofóbico.
Tampouco enveredo, como fez o candidato à Câmara de Loures, André Ventura, por uma 'alocação' confinada a um grupo (no caso em apreço os ciganos) - aliás, mesmo ao nível desse próprio grupo, a simples generalização já é errada.
Mas também não posso fazer de conta que André Ventura não tem razão em muitas das críticas.
No Estado de Direito que todos teimamos em afirmar que somos, devemos preservar as liberdades individuais - religião, usos e costumes, etc. - desde que não colidam com os direitos intrínsecos de todos aqueles que nasceram portugueses ou por opção ou necessidade escolheram Portugal para viver.
- Nenhuma etnia, raça ou grupo tem o direito de impor excepções no acesso dos seus membros ou descendentes à saúde, à educação, à cultura, à autodeterminação sexual;
- Nenhuma etnia raça ou grupo pode arrogar-se o direito de estabelecer direitos diferentes entre géneros - ainda que os mesmos possam resultar de usos e costumes ancestrais;
- Nenhuma etnia, raça ou grupo pode arrogar-se o direito de excluir as suas crianças relativamente àquilo que a nossa Lei, a Declaração Universal dos Direitos da Criança e outros instrumentos adequados determinam, nomeadamente no que toca à idade estabelecida para a sua autodeterminação sexual, bem como o seu direito à livre decisão no que toca à forma e ao momento de decidirem relativamente às suas relações amorosas;
- Nenhuma etnia, raça ou grupo tem qualquer especial direito - ainda que o mesmo possa resultar de usos e costumes ancestrais - relativamente à detenção, porte ou usos de armas;
- A nenhuma etnia, raça ou grupo deve ser imposto qualquer tipo de 'guetização';
- Mas de igual modo, nenhuma etnia, raça ou grupo pode impor a outros cidadãos, sobretudo de forma ostensiva e violenta, os seus usos e costumes. ainda que resultantes de séculos e séculos de história alternativa;
Se era sobre isto que o André Ventura falava nas declarações que tanta polémica geraram e que ditaram o divórcio entre o CSD e o PSD em Loures, então ele apenas se limitou a dizer o óbvio de forma errada!
Não devia ter estigmatizado os ciganos, porque nem todos se comportam como 'corpos estranhos' no tal Estado de Direito, nem todos vivem à sombra do RSI e nem sequer a maioria deles comemora a passagem de ano aos tiros para o ar no meio do bairro.
E sobretudo, porque no rol que referiu tinha muitos outros exemplos para dar e que não se aplicam aos ciganos: recusa de vacinas para as suas crianças, recusa de transfusões sanguíneas, uso do véu islâmico, mutilação genital feminina, etc., etc., etc.

_____________________________________________________________________________________________

Completando o meu pensamento sobre o assunto achei que valia a pena fazer uma breve referência à lamentável hipocrisia da maioria dos políticos que cavalgando a onda da indignação (?) suscitada pelas declarações do candidato PSD/CDS à Câmara de Loures André Ventura na sua entrevista ao Jornal I

 

'Bardamerda' para a secretária-geral adjunta do PS Ana Catarina Mendes!

O PS "exortou" esta segunda-feira "formalmente" o líder do PSD a retirar a confiança política e a demarcar-se das declarações "xenófobas" e "racistas" proferidas contra a comunidade cigana pelo candidato social-democrata à presidência da Câmara de Loures, André Ventura.

Esta posição foi transmitida pela secretária-geral adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, em conferência de imprensa, em que esteve acompanhada pela candidata socialista à Câmara de Loures, Sónia Paixão.

 

Declarações do presidente socialista da Câmara de Loures ao Jornal Público em 19-07-2008:

(...)

Ou [voltam] para aquele bairro ou para nenhum", reiterou-lhes ontem o presidente do município, o socialista Carlos Teixeira. "Ou então têm de escolher outro bairro por conta própria", acentuou, depois de uma reunião com os advogados dos ciganos que não querem voltar para a Quinta da Fonte.
"Não aceito que sejam os munícipes a custear estas situações." Até porque, sustentou Teixeira, "de todos os que estão ali [no jardim da câmara], só três têm as rendas em dia e estamos a falar de 4,26 euros de renda" mensal.

Ou ainda no Blogue Portugal-Coruche em 24-07-2008: 

(...)

O autarca socialista adiantou ainda que a população de Loures não estava a gostar da presença das famílias ciganas no jardim. "Recebemos centenas de e-mails e faxes a apoiar a decisão da câmara municipal" de não ceder às reivindicações das famílias no sentido de as realojar num novo bairro. Segundo Carlos Teixeira, alguns elementos da comunidade vandalizaram o monumento que se encontra no jardim, em memória dos combatentes da I Guerra Mundial.

O autarca socialista adiantou ainda que a população de Loures não estava a gostar da presença das famílias ciganas no jardim. "Recebemos centenas de e-mails e faxes a apoiar a decisão da câmara municipal" de não ceder às reivindicações das famílias no sentido de as realojar num novo bairro. Segundo Carlos Teixeira, alguns elementos da comunidade vandalizaram o monumento que se encontra no jardim, em memória dos combatentes da I Guerra Mundial.

 

E escreve sobre este mesmo autarca o DN em 09-07-2011:

 

Carlos Teixeira, o socialista que já vai no terceiro mandato na Câmara de Loures, empregou a mulher, a filha, dois cunhados e a nora.

A notícia está hoje no semanário "Expresso", que diz que a quinta maior Câmara do país é gerida como uma empresa familiar. Carlos Teixeira fez em Março a quinta contratação de um membro da família: a namorada do filho foi nomeada adjunta do gabinete da presidência. "Admito que possa parecer mal mas não me pesa na consciência, diz o autarca ao jornal.

 

E ainda o Blogue ApodreceTuga em 05-11-212:

 

AUTARCA DE LOURES COLOCA A FAMÍLIA NA CÂMARA"
Os familiares referenciados pelo Jornal, são os seguintes:

- Graça Teixeira(mulher) . . .  Directora Delegada do SMAS;

- Joana Calçada(filha) . . . Adjunta da Vereadora Sónia Paixão;
- Maria Montserrat(namorada do filho)----Adjunta do Presidente da Câmara;
- Constantino Teixeira(irmão) . . . Era assessor de um Vereador, mas saiu para a Valor Sul, empresa participada pela Câmara;
- António Baldo(cunhado) . . . Chefe de gabinete do Presidente;
- Paulo Gualdino(cunhado) . . . Chefe de Gabinete do SMAS;
A última nomeada presidencial é a espanhola Maria Montserrat, namorada do filho de Carlos Teixeira, escolhida em Março deste ano como adjunta do gabinete da presidência.

 

'Bardamerda' # 2 para o PS!

 

Por obséquio, pode a senhora secretária-geral adjunta do PS indicar-me em que data é que o seu Partido retirou a confiança política a este 'dinossauro'?

 

'Bardamerda' # 3 para o PS!

 

Escreve o Jornal Observador em 16-06-2017: 

 

Eurodeputado socialista Manuel dos Santos diz que deputada do PS é "cigana" e não "só pelo aspecto". "Uma vergonha de eurodeputado", diz Galamba. Ao Observador, Luísa Salgueiro opta por não comentar.

 

Idem, pergunta anterior.

 

Como dizia o meu avozinho que deus tem "não cuspas para o ar, que pode cair-te em cima".

publicado às 09:35

VALONGO TEM UM PLANO A 10 ANOS - PARA MUDAR VALONGO?

Captura de ecrã 2017-07-01, às 19.54.28.png

_____________________________________________________________________________________

 

José Manuel Ribeiro diz que tem um Plano para Valongo...

 

Já tinha em 2013 um plano ambicioso e que prometia nada mais nada menos que cortar com um passado de corrupção, de promiscuidade, de ajustes directos que inquinavam há duas dezenas de anos o relacionamento da Câmara com a economia local, subvertendo as regras de  uma sã concorrência e em que quem sai sempre mais prejudicado é o erário público. 

 

Inquinavam e continuam a inquinar...

 

Mudar Valongo era portanto um propósito/projecto/plano demasiado ambicioso para se tornar realidade, ou pelo menos, para deixar de ser virtual logo no primeiro mandato.

Como os mais descrentes temiam desde o início, durou apenas o tempo que costumam durar os planos e as promessas dos políticos incluindo os políticos do Poder Local, isto é, entrou 'naquela gaveta que a gente sabe' logo a seguir à tomada de posse.

 

Segundo José Manuel Ribeiro "(...) é natural que haja (ainda) algumas coisas que não tenhamos conseguido fazer..."

 

Pois há! E neste caso, 'algumas' é basicamente... quase todas!

Porém, agora que entramos no 'trimestre-sprint' final e por obra e graça de uma Revisão Orçamental de quase 4 milhões de euros, saldo final e miserável de uma 'lei seca' imposta ao investimento durante três anos e meio, "agora é que vai ser!" - diz José Manuel Ribeiro.

 

Numa estranha associação de ideias, este plano a 10 anos com que José Manuel Ribeiro se propõe 'Mudar Valongo' outra vez - ou pela primeira vez se quisermos ser rigorosos - traz-me à memória a história de 'Pedro e o lobo' - e também o ditado popular "na primeira quem quer cai (...)"

 

 

publicado às 19:57

A CÂMARA DE VALONGO E A PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS - A CENSURA ADIADA...

20170628_211216.jpg

 

Decorreu hoje (ontem) no Fórum de Ermesinde a prevista sessão ordinária da Assembleia Municipal de Valongo.

Nada de especialmente relevante, corrijo, de especialmente 'quente' nos pontos da Ordem de Trabalhos e uma vez mais, foi o ponto 'antes da ordem do dia' aquele que mais discussão suscitou.

Tem sido assim muitas vezes e hoje foi-o mais uma vez, com a especial 'colaboração' do presidente da Câmara que respondeu apenas às perguntas que lhe deram jeito - as outras vai ver, responde por escrito..., enfim, o habitual - que, extrapolou sobre aqueles que são os seus direitos nos termos do Regimento da AMV e que se dirigiu por várias vezes de forma ofensiva a alguns deputados, que fez de conta - até que as inevitáveis interrupções e protestos o forçaram calar-se - que estava no Órgão executivo e e não numa sessão da Assembleia Municipal.

Tem-se mantido genuíno ao longo do mandato e não indicia sequer qualquer intenção de mudar e não tem tido pela frente um presidente da Assembleia capaz de o interromper, de o chamar à atenção, de defender o Regimento e os seus deputados.

 

O assunto que hoje virou 'prato quente' principal e que não constava da 'ementa' foi uma moção de censura ao executivo  - que reproduzo a seguir - sobre a problemática da prevenção de incêndios florestais e sobre o facto de o Município de Valongo não ter um Plano Municipal para a  Defesa da Floresta Contra Incêndios devidamente actualizado, como a Lei determina.

O que existe está publicado no site da Câmara, foi aprovado em  2008 e abrangia o período de 2009/2013 - VER AQUI e AQUI

 

(Como curiosidade, na lista de contactos operacionais da estrutura da protecção civil anexa ao referido Plano - e todos sabemos como em situações de emergência os contactos são importantes e os devemos ter sempre à mão - constam por exemplo:  Dr. Carlos Teixeira (!) presidente da comissão de defesa da floresta contra incêndios (CMDFCI), José Carvalho (!), presidente da Junta de Freguesia de Campo, Artur Pais (!), presidente da Junta de Freguesia de Ermesinde, etc., etc.).

 

Depois de muita discussão sobre se o PMDFCI existia ou não existia - existe mas profundamente desactualizado - se tem sido ou não feito "um importante trabalho de prevenção de incêndios" como tentou fazer crer o presidente da Câmara - e é evidente que não tem sido feito nada de relevante coisa nenhuma! - e sobre a acusação, essa sim grave e lamentável do presidente ao deputado que apresentou esta moção - eu próprio - de que a mesma demonstrava total desconhecimento da situação, desrespeito pelo trabalho dos Bombeiros (!) e oportunismo político, foi-me proposto pelos deputados do PSDD/PPM que reformulasse o texto retirando a alínea referente à responsabilidade do Presidente da Assembleia pelo incumprimento da Lei.

Aceitei evidentemente - a responsabilidade que interessa destacar é a do presidente da Câmara - mas mesmo assim, submetida à votação foi chumbada à tangente: 13 votos contra (PS), 12 votos a favor PSD/PPM e eu próprio e 5 abstenções (CDU e BE).

 

Na declaração de voto da CDU - que apresentou também um requerimento pedindo o efectivo ponto de situação relativamente ao PMDFCI e ao trabalho da CMDFCI até à próxima Assembleia Municipal, declarando desde já que se esse Requerimento não for devidamente respondido esta mesma moção deverá ser apresentada uma nova moção de rejeição ou esta mesma se eu concordar para ser aprovada.

Veremos se a Câmara faz o trabalho de casa que não foi capaz de fazer até agora, porque se aquilo que antecipo acontecer, a moção fará o caminho de novo até à aprovação final.

 

Move-me apenas o interesse público e não me demove nenhuma atitude arrogante e insultuosa do presidente da Câmara!

_____________________________

 

A Moção:

 

MOÇÃO DE CENSURA

 

(Nos termos e para os efeitos previstos no art.º 6.º - 3 h) do Regimento da Assembleia Municipal)

 

  1. Dando cumprimento às disposições constantes do DL 124/2006 de 28 de Junho e seguindo as orientações do Plano Nacional de Defesa da Floresta Contra Incêndios (PNDFCI) publicado em DR em 26 de Maio de 2006, documentos que aqui se dão por inteiramente reproduzidos, a Câmara Municipal de Valongo aprovou em 11 de Agosto de 2008 o seu Plano Municipal para a Defesa da Floresta Contra Incêndios (PMDFCI) para o período de 2009 a 2013;
  2. Conforme pode ser constatado através do site da Câmara, este plano dividido em dois cadernos, tem-se mantido inalterado desde então, não se conhecendo – porque não existem – quaisquer relatórios de acompanhamento, acções de sensibilização, actualização de parâmetros ou avaliações de execução, conforme a Lei determina;
  3. O Concelho de Valongo tem uma vasta área de floresta - aliás a maior dos concelhos que actualmente integram as designadas e muito publicitadas ‘Serras do Porto’ - e daí decorrem ou deveriam decorrer, responsabilidades acrescidas no âmbito da prevenção de incêndios e defesa da floresta que temos o privilégio de ter à nossa guarda;
  4. Temos por outro lado e como é sabido, um razoável historial de incêndios que não tendo tido felizmente consequências mais graves ao nível de danos em aglomerados populacionais nem por isso deixaram de originar algumas situações de pânico. Lembro por exemplo a situação ocorrida há uns anos atrás e que levou à necessidade de evacuação dos utentes do Lar de idosos do Polo II do Centro Social e Paroquial de Alfena durante a noite e ainda o episódio mais recente do incêndio na área florestal adjacente à estrada que liga Alfena a Valongo via Lombelho, logo a seguir à Quinta da Lousa, e que chegou a chamuscar aquele bloco habitacional já próximo da rotunda junto Colquímica, entre outros;
  5. A lamentável negligência dos últimos executivos na área da prevenção, tem contribuído para a degradação acentuada das condições de segurança da nossa floresta e para instalação de um clima de receio entre as populações sempre que a chamada ‘época de incêndios’ se aproxima. A Câmara tem falhado nas acções de limpeza da sua responsabilidade directa – limpeza de mato e vegetação rasteira e desbaste das árvores situadas nas laterais das estradas e vias municipais – e tem falhado igualmente nas acções junto dos proprietários das parcelas de domínio privado que de forma desatenta, negligente e em alguns casos quase criminosa, continuam todos os anos a pôr em risco vidas e bens – dos próprios e dos seus vizinhos. O mau exemplo da Câmara replica-se exponencialmente ao nível privado a as reclamações dos munícipes ficam quase sempre sem resposta ou com a ‘resposta redonda’ do costume, apesar das constantes denúncias que vão sendo feitas, quer em reuniões de Câmara, da AMV e também junto dos serviços;

Face a estes considerandos, delibera a Assembleia Municipal de Valongo reunida em sessão ordinária no dia 28 de Junho de 2017 o seguinte:

 

  1. Nos termos e para os efeitos previstos no art.º 6.º - n.º 3 h) do Regimento, formular uma grave censura ao actual órgão executivo por ter mantido, desde que tomou posse em 2013, este preocupante estado de coisas;
  2. Instar o senhor presidente da Assembleia Municipal, que também tem negligenciado o seu papel de garante do cumprimento da Lei, a promover as acções necessárias e urgentes que obriguem o executivo em tempo útil e ainda no decorrer do actual e erradamente designado período de incêndios, a trazer a este órgão uma versão actualizada do PMDFCI atrás referido, bem como da calendarização das acções preventivas que ainda possam ser encaixadas no ano que decorre;
  3. Enviar a Moção agora aprovada às seguintes entidades:
  • Associação Nacional de Municípios;
  • CCDR-N;
  • APA;
  • IGMAOT;
  • CDOS Porto
  • Ministério Público (para apuramento de eventuais responsabilidades por negligência culposa no exercício de cargo público;

 

(Esta moção foi reprovada por maioria com o seguinte resultado: contra 13; abst. 5; favor 12     )

_____________________

PS:

Só para ver como o presidente da Câmara é especialmente acarinhado pelo presidente da Assembleia, completamente à margem do Regimento:

Na discussão da moção - lembro que era uma moção de censura ao executivo - o presidente da Câmara pôde participar nessa discussão e até pôde proferir a tal 'alarvidade' de oportunismo político relativamente à minha pessoa!

 

  

publicado às 01:22

ALFENA, REUNIÃO PÚBLICA DE CÂMARA - A 'GOLEADA'...

20170614_211419.jpg

 

Foi um verdadeiro exemplo de cidadania aquele que dezenas de alfenenses conseguiram hoje dar ao encher o anfiteatro do seu Centro Cultural para assistirem à reunião pública de Câmara - assistirem e participarem de forma muito viva - numa sessão que começou cerca das 21 horas e se prolongou até há minutos, isto é, até cerca das 2h15.

A esta hora tardia, não vou obviamente falar ao detalhe sobre a lamentável prestação do presidente da Câmara e do seu executivo nesta reunião.

 

 

Talvez possa resumir o espírito da mesma dizendo que Alfena não merecia encerrar desta forma o ciclo de reuniões públicas descentralizadas - esta é a última que acolhemos antes das eleições de Outubro.

 

Saiu seguramente o tiro pela culatra ao 'pai' da elevação da nossa terra à categoria de cidade - José Manuel Ribeiro gosta muito de nos lembrar isso - se vinha a Alfena e pensava que gastar umas migalhas dos 3,8M Euros da última revisão orçamental, que andou a guardar lamentavelmente para os últimos 6 meses de mandato, 'comprando umas roupitas baratas' para a 'gata borralheira' de sempre lhe iriam garantir um tapete de flores e um coro de aplausos e louvores à sua chegada!

Encarou esta reunião como uma espécie de início informal da sua campanha eleitoral, 'foi-se às favas como se fossem 'favas contadas' mas a realidade e a disposição dios alfenenses rapidamente lhe fizeram ver que em Alfena já há vários anos que não compramos 'banha da cobra'.

O que ouviu da parte do Público presente  e também do presidente da Junta de Freguesia, Arnaldo Soares,  foi um conjunto de verdades como punhos e que ele não vai seguramente esquecer tão cedo.

 

Em Alfena 'o rei vai nú', ontem (hoje) estava nu e os alfenenses disseram-no bem alto ao 'rei'!

 

Noutro momento escreverei um pouco mais detalhadamente sobre esta noite que foi memorável e que se saldou por uma 'goleada de dez a zero' a favor de Alfena.

Depois desta sessão nada ficará como dantes e se José Manuel Ribeiro - e também o seu candidato à Junta de Freguesia - não ficarem em último lugar nos resultados das urnas em Outubro próximo aqui em Alfena, então é porque a lógica é mesmo uma batata.

Mentir, efabular debitar conversa redonda dizer "estamos a fazer, vamos resolver, apoiamos, investimos com equidade" e outras 'inverdades' muito repetidas nesta sessão só pode ter como corolário lógico e justo esse resultado. 

 

(E um bom indicador de que isso vai mesmo suceder, é que não se ouviu ou sequer pressentiu na sala uma vozinha que fosse da parte das 'forças vivas' (!) da estrutura socialista de Alfena na tentativa de equilibrar as coisas a favor do presidente da Câmara e ainda presidente da concelhia de Valongo do PS. 

___________

PS:

Não vale fazer piada com a fotografia anexa porque ela foi captada ainda antes do início da reunião e com a sala a encher-se. Ela ficou mesmo cheia e manteve-se até às 2h15 da manhã, só que eu já não tinha bateria no telemóvel para fazer outra!

 

publicado às 02:17

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