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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

O PCP E A ARTE DE DAR ‘TIROS NOS PÉS’ – A OPINIÃO DE UM EX-MILITANTE COMUNISTA (QUE NÃO ME ENVERGONHO DE TER SIDO)...

Captura de ecrã 2022-05-12, às 22.59.22.png

A Grande Revolução Russa de 1917 deu-se num contexto histórico de profunda decadência da monarquia russa (czarismo) e a relevância e a expansão do movimento comunista internacional ocorrida logo a seguir, encontrou portanto terreno fértil para se desenvolver .

De facto, logo a seguir à primeira Grande Guerra, a Rússia tinha caminhado para uma grande industrialização e, ao mesmo tempo, um grande desenvolvimento da agricultura graças à introdução de novos meios e novos factores de produção. Daí que as bases da grande força centrífuga do Movimento Comunista Internacional a partir da Rússia tenham assentado durante muito tempo num slogan identitário e agregador: “Proletários (operários e camponeses) de todo o mundo uni-vos!” - Manifesto Comunista

(https://pt.wikipedia.org/wiki/Proletários_de_todos_os_pa%C3%ADses,_uni-vos!).

Para abreviar, e evitar longas dissertações históricas que não vêm ao caso, foi assim que Lenin, que não era nem operário nem camponês alavancou a sua luta inicial, de forma genuína, ao lado do Povo e por isso mesmo, enfrentando oposições internas fortes dos intelectuais de cujo meio ele próprio emergia.

Lenin era, ao contrário do que veio a acontecer com os líderes dos vários partidos comunistas que emergiram em todo o mundo – e também na URSS – um ‘proletário intelectual’ (se é que esta designação pode ser usada) mas NUNCA um burocrata – aquilo em que se transformaram muitos outros dirigentes partidários.

Portanto, não espanta o crescente descrédito do ‘movimento’ no seio das suas bases (proletários) o que levou a que, muitos anos mais tarde, a ‘pátria’ do socialismo (comunismo) na configuração desse tempo (URSS) tivesse que investir muitos meios na formação de novos quadros (burocratas) preparados de forma intensiva e em ‘fornadas' sucessivas (na Escola Superior de Marxismo-Leninismo em Moscovo) para disseminar a ‘ideia’ um pouco por todo o mundo.

Em 1976 eu era um operário filiado no PCP após o 25 de Abril, portanto, ávido do conhecimento que muito já tinham sobre o movimento e ferramentas (ideologia) para ajudar a expandi-lo. Aceitei por isso com entusiasmo os 7 meses que me propuseram para essa formação a ter lugar em Moscovo.

Integrei um grupo de cerca de dezena e meia de camaradas e por lá nos cruzamos com grupos de igual dimensão, militantes de dezenas de partidos irmãos – Grécia, Turquia, Brasil, Cuba, França, etc., etc.

Mas esse enorme investimento do PCUS (Partido Comunista da União Soviética na terminologia ocidental) tinha riscos:

- Os formandos circulavam livremente entre a população e contactavam com a mesma livremente  – impedir esse contacto de alguma forma pareceria estranho...

- Desse contacto resultava (inevitavelmente) o conhecimento de uma realidade sobre a vida do povo soviético nada  simpática – dificuldades no acesso à habitação (havia apartamentos equiparados aos nossos T2/3 que tinha de ser partilhados por 2 ou 3 famílias diferentes e sem qualquer ligação entre elas);

- Havia dificuldades no abastecimento de bens de consumo e alimentos, formando-se habitualmente grandes filas para o acessos a mercados, superfícies comerciais, padarias, etc.;

- Os estrangeiros protegidos do partido podiam, ao contrário da população, pagar em divisas, sobretudo US Dólares, e tinham mesmo à disposição uma espécie de ‘lojas francas’ onde podiam encontrar bens e produtos que não existiam no mercado normal (as famosas ‘Beriozkas’) -  https://www.nytimes.com/1983/07/03/travel/shopper-s-world-capitalist-s-guide-to-beriozkas.html);

- Grupos como aquele que eu integrei tinham privilégios inaceitáveis em relação à população: para conseguir um  acesso a um espectáculo da programação normal da famosa Companhia do Teatro Bolshoi  por exemplo, a população tinha de enfrentar uma lista de espera superior quase sempre a 1 mês e depois de obtido o ingresso, tinha de enfrentar as longas filas de acesso ao referido espectáculo. Pois bem, eu fui, que me lembre a dois espectáculos da Companhia (um deles ‘O Lago dos Cisnes’), não paguei qualquer ingresso e como o grupo era sempre acompanhado – nas deslocações organizadas – por um tradutor, passávamos, sempre, à frente de todas as filas.

(Excepção para uma visita à famosa torre de Televisão de Moscovo (Ostankino), onde fomos literalmente barrados à porta do elevador por uma corajosa septuagenária de ‘pêlo na venta’ e discurso adequado à sua revolta e que não abdicou do seu direito de precedência na entrada. É claro que quando chegamos todos lá acima, ela foi puxada para o lado por um ‘daqueles senhores’ de fato, gravata e sapato reluzente para uma ‘conversa adequada’...).;

- Uma outra situação que registamos e começou a contribuir para um lento e paulatino esmorecimento do nosso fervor revolucionário era a forma como se confundiam os patamares de decisão do governo do Estado e do Partido;

- Todos os membros dos grupos, mal chegavam à URSS adoptavam uma nova identidade à escolha de cada um e recebiam um novo ‘cartão de cidadão’ condizente com a mesma e comprometiam-se a salvaguardar a mesma na sua eventual correspondência com a família e amigos;

- Num País onde um trabalhador especializado ganhava na altura um salário médio de 80 Rublos (Excepção dos mineiros e outras profissões de especial dureza ou penosidade que ganhavam um pouco mais) – embora existisse uma pequena parcela de ‘salário indirecto na subsidiação da habitação e do acesso ao ensino, por exemplo – os grupos de formação estrangeiros, como o nosso, auferiam de uma ‘bolsa’ de 250 rublos. A título de exemplo e porque ele se tinha tornado num bom amigo com quem podíamos falar de tudo sem receio de delação, o Yuri, o nosso tradutor, licenciado, fluente em quatro línguas estrangeiras, casado e com dois filhos, ganhava menos de metade desse valor;

- Tínhamos direito a alojamento em instalações da própria escola (em quarto duplo) e condições especiais de pagamento das nossas refeições no restaurante também da escola;

- Eram privilégios indesculpáveis e duvido que fossem conhecidos do cidadão comum;

- Não admira portanto que, acabada a formação, muitos de nós estivéssemos já com a ‘moral revolucionária’ extremamente debilitada. Mesmo assim, ainda tivemos de aceitar sermos portadores de um envelope com 500 US Dólares em dinheiro para entregarmos ao Partido à chegada a Lisboa;

- Apesar de tudo e em abono do antigo regime (URSS) a sua expansão fazia-se mais através do combate ideológico levado a cabo por mensageiros (como nós) nos respectivos países, com vistas á implantação de ‘regimes amigos’ do que pela ameaça concreta do uso das armas – embora elas estivessem sempre 'à vista’ e alegadamente prontas a serem usadas, o que, convenhamos, é substancialmente diferente de usadas de facto.

- Ao contrário, o sistema híbrido-capitalista que resultou do fracasso do projecto protagonizado por Gorbatchev, (a actual Federação Russa onde agora impera o ditador Putin) é muito mais imprevisível e a sua preferência pelo recurso à guerra (a Ucrânia é o último exemplo) está sempre à frente de qualquer negociação e muito menos, do recurso à ‘catequização’ ideológica – até porque regimes como o da Rússia e ditadores como Putin não têm ‘catecismo’ nem nenhum suporte ideológico.

Breves notas finais:

  • Sobre a actual ‘vinculação híbrido-dependente’ do nosso PCP ao actual formato do regime existente na Rússia, seria interessante saber como é que, ao nível interno por exemplo - porque os mensageiros têm de ser convencidos da bondade da mensagem - eles apresentam Vladimir Putin: como o camarada vizinho do camarada Lenin, que habita o Mausoléu privativo ali ao lado na Praça Vermelha?
  • E sobre a formação teórica: será que ainda folheiam as Obras escolhidas de Marx/Engels/Lenin e filósofos como Afanasyev, entre outros?
  • Será que alguns ainda recordam (se é que alguma vez leram) o Manifesto Comunista?
  • Será que, ao contrário dos velhos comunistas – eu ainda fui a tempo de integrar essa classificação – os actuais camaradas têm (ainda) alguma ‘Meca’ onde possam renovar de vez em quando o seu fervor revolucionário? – República Popular da China, República Popular Democrática da Coreia do Norte, República Bolivariana da Venezuela, República de Cuba?...
  • É que, desaparecida a, para os padrões do PCP, principal referência – a ‘pátria do socialismo’ (URSS) – não tivemos notícia de qualquer redireccionamento do ‘GPS’ dos camaradas vinculados e simpatizantes para outro(s) relevante(s) ponto(s) de referência...
  • Podíamos até não concordar totalmente com o velho projecto de sociedade que nos era proposto por Marx e Engels, depois adaptado por Lenin à nova (da altura) realidade do mundo, mas pelo menos, tínhamos algo sobre que elaborar, reflectir, concordar e mesmo discordar, dando entretanto algum uso às ideias e aos neurónios que tínhamos activos. Porém desaparecido (ou caído em desuso) o substrato disponibilizado por esses pensadores ilustres, o que é que resta para a formação teórica dos actuais camaradas? A cotação em bolsa das acções da Gazprom, o número, características e poder letal das armas de destruição maciça das Repúblicas populares (socialistas) atrás referidas – incluindo a Federação Russa? O número de nazis existentes na Ucrânia ou o número de estropiados sitiados na siderurgia da Azovstal que resta aniquilar para que o camarada Putin possa (finalmente) declarar conquistadas as ruínas do que foi a bela Cidade de Mariupol?

12-05-2022

 

 

 

 

 

 

publicado às 11:10

APLAUSOS (APENAS) A QUEM OS MEREÇA...

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Para os alfenenses mais distraídos e, porque não também, para todos os restantes Valonguenses que apenas vêm a nossa cidade a efervescer de obras municipais e que por causa disso acham que o presidente da Câmara reeleito para um terceiro e último mandato deve ser aplaudido de pé por esse facto, convido-os a fazerem comigo uma pequena reflexão:

 

- José Manuel Ribeiro, e antes dele também Fernando Melo, levaram a discriminação negativa a que Alfena tem sido votada ao longo dos últimos anos no que toca aos investimentos municipais, a um nível verdadeiramente inaceitável.

(Um simples e pequenino exemplo: há dois anos, se a memória não me engana, para ser disponibilizada uma primeira e pequena verba destinada à construção de uma nova sede para a Junta de Freguesia foi necessário um grande empenho da oposição na Assembleia Municipal que teve de se consertar e unir para conseguir convencer o presidente do executivo a introduzir a referida verba no orçamento desse exercício. Mas tão depressa a mesma foi integrada como logo desapareceu no  orçamento do ano seguinte!).

Por causa desta famigerado tratamento relativamente à 'enteada' de Valongo, a Junta cessante, através do seu presidente Arnaldo Soares, foi tecendo inúmeras críticas ao longo dos últimos anos socialistas chamando a atenção para a forma como Alfena era tratada. Mas o pior de tudo - e como resultado directo desta postura discriminatória da Câmara - é o facto de (quase) todas as Associações e Instituições da nossa cidade terem também 'levado por tabela'.

Comentavam os mais afoitos na crítica livre e descomprometida, que Alfena só seria tratada de forma diferente quando o PS ascendesse ao poder e derrotasse o projecto independente dos UPA – aliás, este entendimento foi sendo alimentado pela própria bazófia socialista do presidente da Câmara que não se coibia de afirmar a quem o quisesse ouvir - e fê-lo logo no início do anterior mandato - que “Valongo é socialista em todas as freguesias menos em Alfena, mas também esta vai sê-lo mais cedo que tarde”.

E foi e neste caso, com uma maioria absoluta.

Mas...

Terá esta vitória acontecido por mérito dos socialistas alfenenses, uma parte deles aliás,  já candidatos em eleições anteriores?

Não! Em Alfena não foi o PS que ganhou, mas sim os Unidos por Alfena que deram a vitória a José Manuel Ribeiro!

(Este pequeno parêntesis para perguntar se alguém tem a mais pequena dúvida de que, se Arnaldo Soares e o seu grupo se tivessem recandidatado, teriam sido eles a ganhar uma vez mais?).

Portanto, algumas perguntas se impõem:

- Que é que terá levado Arnaldo Soares a desistir de lutar pelo seu projecto – e por Alfena,, para utilizar uma expressão que ele repetiu inúmeras vezes?

- Porque entregou ele então o “ouro ao bandido” desta forma demasiado fácil – aparentemente pelo menos ?

- Porque não apoiou o seu grupo para um novo mandato – grupo aliás, que concorrendo sob cores partidárias ainda tentou utilizar uma analogia fonética entre o seu projecto “Unidos por Todos” e o projecto dos “Unidos por Alfena”?

- Que razões pessoais, ainda que relevantes e sempre atendíveis, o poderiam limitar de forma incontornável num próximo mandato, que sempre poderia ser assegurado através de uma gestão porventura mais partilhada (como aliás aconteceu nos mandatos anteriores em que apesar de não estar a tempo inteiro na Junta nem por isso o trabalho deixou de ser feito?).

- Terá José Manuel Ribeiro conseguido vencê-lo pelo cansaço ou por outro lado, ter-se-á rendido Arnaldo Soares à dura lógica do socialista valonguense segundo a qual, “quem não está comigo não... mama”?  – sendo que aqui, quem não ‘mamaria’ seria Alfena...

Talvez um pouco de cada uma das hipóteses, mas em qualquer dos casos isso não é bonito! Aliás é tão lamentável que tenho a certeza que alguns dos pais do socialismo luso já falecidos devem estar neste momento a dar voltas incómodas nos respectivos túmulos tão asqueroso é o acto do seu camarada vivo ao gerir o orçamento municipal alimentado pelos impostos de todos, para discriminar positiva ou negativamente os valonguenses de acordo com as cores partidárias predominantes em cada freguesia.

Mas acredito que desta vez Alfena pode descansar e as obras vão continuar a fervilhar por estas bandas - na directa proporção do esmorecimento do brilho da ‘variante Costista’ em Campo/Sobrado onde PS e PSD vão repartir os mandatos na Junta com um ‘intruso’ (a CDU) a fazer de charneira em comparação com o semáforo cor-de-rosa que em Alfena passa a predominar absolutamente e a sinalizar a 'variante Zé das festas'!

E aqui chegados, importa dizer que até considero justo, pelas razões anteriormente expostas, que o investimento municipal na nossa Cidade dispare de forma significativa. Mas não desta forma ínvia e a todos os títulos profundamente criticável!

E se existisse um pouco mais a consciência crítica por parte de alguns dos eleitos socialistas de Alfena, então este seria o momento de fazerem esse salutar exercício, principalmente aqueles que tendo sido eleitos nos dois mandatos anteriores, foram literalmente atirados às feras sem qualquer apoio ou acompanhamento da sua estrutura partidária concelhia.

E sei do que falo, pois muitos mo foram confidenciando ao longo destes últimos anos, com profundo desânimo e alguma revolta também...

 

Portanto, o PS de Alfena pouco ou quase nada fez para justificar ou merecer esta vitória. O grupo do PS nos dois últimos mandatos na Assembleia de Freguesia – alguns dos agora eleitos incluídos – entrou mudo e saiu calado em quase todas as Assembleias de Freguesia, limitando-se a aprovar por unanimidade os projectos dos UpA – basta consultar as respectivas actas!

Em nenhum momento - as actas novamente - foi feita uma prova de vida, deixado um sinal, marcada uma posição que envolvesse Alfena e a defesa dos seus justos interesses junto do camarada da Câmara.

Não podia deixar de vos dizer isto desta forma crua, directa mas muito sincera  - e como se o fizesse de olhos nos olhos.

A partir daqui, Alfena primeiro!

E se estivermos no mesmo registo tanto melhor, porque por Alfena eu serei um de vós...

_______________________________________

PS: Querem melhor exemplo do carácter profundamente hipócrita do nosso presidente de Câmara em relação a Alfena? Então aqui vai:

Neste espaço lindo que é o nosso Parque Vale do Leça,  espaço conseguido e mantido com um significativo sacrifício financeiro para o parco Orçamento da Junta - apesar dos múltiplos pedidos feitos ao longo dos últimos anos à Câmara para que se envolvesse no projecto - José Manuel Ribeiro, de repente e para um acto formal de circunstância que durou apenas duas ou três horas, não se coibiu de 'armar barraca' - uma barraca alugada onde gastou mais de 9 mil euros. Tanto jeito que eles teriam dado há algum tempo atrás, naquelas obras feitas 'às pinguinhas' por causa da escassez de meios!

publicado às 21:50

VALONGO DO MEU DESCONTENTAMENTO...

 

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Respondo já à cabeça antes que me perguntem:

Claro que gostava de ter sido eleito para a Assembleia Municipal de Valongo - e estando em 4.º lugar na lista, seria sinal de que mais 3 companheiros estariam em condições de lutar comigo pela defesa dos (mais) legítimos interesses dos meus concidadãos. Assim não aconteceu e por isso, ficará neste Órgão apenas o mais distinto de todos nós – João Carlos Paupério. Não lhe faltaremos com o apoio necessário.

E, seguramente, igual decepção estarão a sentir o companheiro Armindo Ramalho e restantes candidatos da Lista da Câmara.

 

Porém...

 

  • Mais de metade dos valonguenses optou por ficar lá por casa a ver os resumos do ‘big brother’ e outros entretenimentos televisivos dos domingos da nossa pasmaceira, em vez de irem votar e cumprir o seu dever cívico de lutar pela defesa dos legítimos interesses próprios e os dos seus filhos e netos também.
  • Muitas destas pessoas são aquelas que ao longo dos últimos anos não se têm cansado de nos bombardear – a nós, os cidadãos mais activos e mais críticos que até costumam, mesmo sem terem sido eleitos, arranjar tempo para irem às reuniões públicas, porque a lamentável governação do nosso Concelho assim o exige das nossas consciências - ele é a falta de estratégia e de projectos consequentes de desenvolvimento sustentado, a corrupção, o amiguismo e o favorecimento ilícito na contratação de funcionários com base no único requisito que é o de ser ‘boy’ do partido ou da eleição das ‘empresas amigas’ através dos ajustes directos em vez dos concursos públicos e sei lá o quê mais...
  • Graças a esta espécie de 'não eleitores', Valongo continuará nos próximos 4 anos a caminhar alegre e contente rumo ao zero absoluto ou à parte mais recôndita e profunda do ‘fojo das pombas’, algures nas Serras de Santa Justa.

 

Portanto...

 

  • Para 52% do Povo de Valongo – a percentagem maior em todo o Distrito - está tudo bem e por outro lado, para parte maior dos outros 48% também está... E assim sendo, vai ser uma maravilha ver toda esta gente feliz e contente ao logo dos próximos 4 anos, sem reclamar dos passeios esburacados ou da falta deles, das ruas transformadas em pistas de obstáculos, da falta de casas sociais ou das péssimas condições das que existem, do Rio Ferreira transformado em esgoto a céu aberto e do estado pouco melhor do Rio Leça que atravessa Alfena e Ermesinde, da péssima qualidade do serviço de recolha dos lixos ou da limpeza e varredura das ruas, do aterro de Sobrado, da falta de transportes públicos em todas as freguesias e lugares, das assimetrias ainda existentes ao nível das 5 freguesias no que toca a equipamentos desportivos, culturais ou de lazer, etc., etc.

 

Mas é claro que não vai acontecer nada disto!

 

  • Aqueles que, como tem acontecido até aqui, mais vão continuar a recorrer aos ‘activistas do costume’ para que lhes sirvam de intermediários na exposição dos seus problemas ou das suas críticas, serão os tais que nada fizeram para mudar as coisas no momento adequado e optaram por ficar lá por casa no conforto do sofá saboreando o entretenimento televisivo bacoco dos domingos do costume, ou então, aqueles que foram ‘botar o voto’ no camarada do partido do poder que até estava à porta da assembleia de voto com aquele sorriso rasgado cujo significado era perfeitamente traduzível por “vota em mim”.

 

Portanto...

 

Porque carga de água é que, agindo toda esta gente da mesma forma do costume espera agora obter um resultado diferente do costume?

 

publicado às 14:44

"DIZ-ME COM QUEM ANDAS..."

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Declaração prévia:

O compromisso da Candidatura que integro e do candidato a Presidente da Câmara de Valongo, Armindo Ramalho, é, se formos eleitos para governar, iniciarmos todos os procedimentos legais com vistas ao encerramento do aterro de Sobrado.

 

Posto isto e porque, aqui pelo nosso Concelho pelo menos,  este é um tempo de campanha eleitoral impura e dura, importa colocar no devido lugar alguns conhecidos figurões que por aí ‘ziguezagueiam’ a tentar passar pelos pingos da chuva - “não fui eu, foi ele”, dizem eles sempre que a coisa começa a correr mal para o seu lado...

Aqui vai por isso um pequeno lembrete para os eleitores valonguenses sobre o assunto Aterro de Sobrado.

O ‘link’ que se segue refere-se a uma exposição enviada pela RETRIA (dona do aterro de Sobrado) aos deputados do Parlamento:

https://documentcloud.adobe.com/link/review?uri=urn:aaid:scds:US:04bdc63c-cbb9-49f7-96b8-e166f20c8ec3

Destaco em especial  os  2 recortes seguintes:

Captura de ecrã 2021-09-06, às 16.15.42.png_________________________________________________________________________________

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E não é que, lamentavelmente, a exposição da RETRIA, a empresa que a população de Valongo, especialmente os habitantes de Sobrado querem ver banida do seu território, parece conter algumas ‘verdades como punhos’ que, não fossem o nosso ‘imperfeito prefeito’ e o PS de Valongo completamente destituídos de... - vergonha é o único termo que me ocorre – e esta candidatura estaria seguramente já completamente diluída no éter (não ver aqui nenhuma analogia com a chamada ‘operação eter’, um processo de corrupção ainda em fase de investigação e no qual, os actual e anterior presidentes da Câmara são arguidos).

Já agora, junto aos dois itens anteriores, um terceiro que a RETRIA curiosamente não invoca na sua exposição e que pode ser encontrado nesta publicação do meu Blog em 2018, sobre o mesmo assunto e várias vezes referida em reuniões públicas de Câmara e também numa sessão da Assembleia Municipal – ver ‘link que se segue

 

https://a-terra-como-limite.blogs.sapo.pt/alerta-sobrado-camara-fez-ajuste-606594

Retria_Ajuste directo_Retria.png

(desculpas pela fraca definição do recorte do 'ajuste directo)

Assustado pelas reacções então suscitadas, o responsável (o actual re-candidato) pelo tal ajuste directo com a RETRIA em 2018 e cujo  ‘link’ para o Portal BASE.gov que coloco no meu Blog já não funciona lá foi esconder à pressa no 'armário dos esqueletos' o tal contrato...

Portanto...

  • O Povo de Valongo, a população de Sobrado em especial, têm toda a razão para exigirem o encerramento da actividade da RETRIA no nosso Concelho;
  • O candidato do PSD pode até estar de boa fé ao dizer que defende a mesma coisa mas não se pode livrar do registo histórico que liga as suas cores a este lamentável negócio dos lixos;
  • O ainda presidente e actual candidato do PS, esse e por muito contorcionismo que faça, por muito que tente colar-se à justa luta dos sobradenses em torno da sua Causa Maior (ou Jornada Principal), nunca poderá livrar-se das tais verdades como punhos;
  • Até 2017 nunca fez ondas com a RETRIA (recorte 1);
  • Andou durante anos a pedir à mesma, apoios financeiros para as iniciativas promovidas pela Câmara (recorte 2);
  • E, ‘cereja no topo do bolo’ em 28-03-2018 fez um ajuste directo com esta empresa indesejada no nosso Concelho há muitos anos, no valor de 74.000 € e por um período de 1.095 dias para ali depositar resíduos;

O resto, é puro e lamentável ‘passa-culpas’ de quem não consegue explicar o que por natureza é inexplicável.

Já agora, e porque não é minha intenção colocar em pé de igualdade (na culpa) todos os candidatos do PS, a verdade é que depois deste meu amigável ‘lembrete’ a conhecida frase popular (“diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és”) deve – deveria - representar para alguns, para a maioria, ou até para a totalidade dos que se juntam ao nome do ‘cabeça de lista’, um sério aviso!

É que se não sabiam, então agora já sabem...

 

publicado às 19:11

UMA MÃO CHEIA DE NADA E OUTRA DE COISA NENHUMA......

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ORÇAMENTO PARTICIPATIVO JOVEM”, “SEMANA DA PRESTAÇÃO DE CONTAS”, “REDE INTERNACIONAL DAS CIDADES DAS CRIANÇAS” (do livro do professor italiano Francesco Tonucci «La Città dei Bambini») ...

Expressões com que nos temos cruzado nos últimos tempos aqui por Valongo - as duas primeiras pelo menos – podem querer dizer muito ou não significarem nada de concreto.

Esse é o problema de muitas das ‘expressões/bandeira’ que, pretendendo corresponder a acções ou propósitos concretos, na verdade e na maioria das vezes, são apenas e só, frases vazias de conteúdo - por aqui pelo menos, é isso que acontece...

 

Ou seja...

 

Ninguém no seu perfeito juízo se põe no meio de uma rua ou de uma qualquer praça a agitar uma bandeira para ninguém e se isso acontecer, há que desconfiar se a tanta agitação não corresponder um nível de  aplausos correspondente a essa acção ou não contribuir para juntar cada vez mais pessoas à sua volta...

(Bem, talvez tenha de abrir aqui este parêntesis para recordar aquele episódio caricato de um deputado, líder de um grupo municipal, que em plena sessão da Assembleia Municipal de Valongo esteve cerca de 10 minutos a falar para uma cadeira vazia – a cadeira do então presidente da Câmara, Fernando Melo que nesse dia tinha faltado à sessão.

O protagonista concreto do edificante monólogo existe mesmo e preside actualmente à condução dos destinos do nosso Concelho).

 

Portanto...

 

  1. ORÇAMENTO PARTICIPATIVO JOVEM’:

 

É muito lindo! mas... porque não e antes de tudo, um Orçamento participativo do Povo todo?

“Ah!... é a democracia representativa e blá-blá-blá” - uma abstracção que basicamente significa “chutem para cá o vosso voto e vão à vossa vidinha nos próximos 4 anos que agora decidimos nós!

E isto vale igualmente, tanto para o poder local como para o nacional.

 

  1. SEMANA DA PRESTAÇÃO DE CONTAS’:

 

Até poderia ser menos criticável se se tratasse apenas de uma redundância inútil organizada em ciclos anuais E se a obrigação de manter os munícipes permanentemente informados sobre a forma como se gasta o seu dinheiro fosse cumprida em permanência. Começando logo pelo momento em que estes ao longo do ano civil vão colocando dúvidas, fazendo perguntas, ou criticando algumas das opções de que vão tomando conhecimento indirecto, mas nunca podem questionar os eleitos em tempo útil!

Exagerando, é como cá em casa um dos três decisores resolvesse recorrer ao crédito bancário para comprar um Ferrari com uma enorme ‘Trilobite’ estampada na fuselagem e depois, à mesa com os outros dois, de repente e a meio caminho entre uma garfada e um gole de vinho, soltasse a ‘bomba’:  “olhem, comprei um ‘popó’ baril que nos vai ser entregue na próxima semana. Vamos ficar a pagar uma prestaçãozita de dois mil euros mensais durante 10 anos, mas não há crise. Foi uma boa compra, não foi?”...

 

  1. REDE DE CIDADES DAS CRIANÇAS’:

 

Uma Cidade idealizada pelas crianças... tanta ternura neste livro e, aparentemente, também neste aproveitamento feito pela nossa Câmara!

Mas será que, vista á lupa e olhando para a dura realidade das nossas crianças concretas e definidas, encontraremos alguns pontos de contacto com a realidade em que grande maioria delas vive com os seus pais? Uma cidade (Concelho) onde os transportes escolares são o que são porque são organizados por adultos que se esquecem delas, onde muitas das habitações ainda estão longe do aceitável quanto mais do ideal no que toca aos parâmetros de conforto e de dignidade exigíveis  num País civilizado...

Mas tudo bem, se vamos agora dar voz às nossas crianças no que toca à construção da sua/nossa cidade, então, pergunta incómoda seguramente, porque não temos dado e continuamos a não dar essa possibilidade aos adultos que são os seus pais?

 

Concluindo – e sobre as ditas frases/bandeira:

 

Se um dia destes encontrarem, na Praça Machado dos Santos, no Largo dos Patos, ou no salão nobre do condomínio da Avenida 5 de Outubro, algum solitário com ar de lunático a agitar uma bandeira ou a falar para uma cadeira vazia, o mais certo é tratar-se de alguém que se tenha escapado de uma qualquer ala psiquiátrica de qualquer hospital próximo e, por favor, não lhe atribuam o poder de decidir sobre os vossos destinos!...

publicado às 11:01

VALONGO DOS CIDADÃOS (*) - CONSTRUIR O FUTURO...

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(*)

É uma frase aparentemente inócua – toda a gente de uma forma ou outra, com mais ou menos empenho e mais ou menos criatividade, se empenha nessa construção – mas a força com que todos se envolvem nessa construção tem muitas razões subjacentes que a podem condicionar - porque construir é uma abstracção que, no limite, pode apenas significar ‘evoluir’ no status quo.

É inquestionável – e toda a gente perceberá a analogia – que o futuro dos valonguenses tem sido construído mais ou menos na base de “mandar pôr meias solas numas botas velhas” – e que, previsivelmente, acabarão mais cedo do que o acrescento.

O Projecto ‘Valongo dos Cidadãos’, tal como a génese do próprio nome permite perceber, encarna uma ideia de futuro que se distancia não apenas do passado mais ou menos próximo, mas sobretudo do presente demasiado próximo desse passado do qual nunca se distanciou suficientemente.

Por aqui, no terreno que Valongo dos Cidadãos percorre com muita confiança e cada vez mais apoios, não acreditamos em iluminados, intelectuais do poder local, fazedores solitários, decisores únicos, governantes inquestionáveis, autores e executores de um dado projecto cuja utilidade ninguém foi chamado a comentar e menos ainda a validar, porque os ‘grandes líderes’ foram sempre pessoas muito ‘sabedoras’ - ou omniscientes que é quase a mesma coisa - e quando assim é (claro que não é!) os servos só têm que aceitar e agradecer as decisões que os intelectuais do sistema, neste caso o poder local, têm achado por bem tomar em nome deles.

Da forma como entendemos que deve ser o exercício concreto do Poder Local, construir o futuro, dito de uma forma simplista e mais entendível, pode ser comparado à tarefa do escultor ou, na arte sacra, do santeiro que pegam num fragmento de rocha, num volume metálico, na raiz ou no tronco de uma árvore e com base em ‘projetos’ mentais e raramente em linhas desenhadas no papel, dão corpo à sua visão criativa.

Mas, independentemente da beleza plástica imediata das obras executadas ou da sua valia prática à luz das necessidades ou preferências do homem médio actual, tudo pode ser condicionado pela durabilidade intrínseca das mesmas, pela sua resistência à erosão dos tempos, ou pelas expectativas de utilidade no futuro que se perspectiva de uma determinada maneira.

A oxidação de uma estátua construída em bronze é geralmente considerada uma mais-valia – às vezes até é acelerada de forma artificial - mas já não é assim em peças idênticas construídas em ferro e muito menos se essas peças visam uma utilidade prática no nosso dia a dia.

A beleza estética ou a sua utilidade inicial  até podem ser idênticas ou muito parecidas, mas o seu horizonte futuro será sempre muito diferente e muito mais limitado –  muito mais próximo do acto criativo que lhes deu vida.

O projecto do grande colectivo  ‘Valongo dos Cidadãos’ foi apenas a semente que lançamos à terra fértil, mas que integramos e dinamizamos apenas numa perspectiva de partilha de ideias com o cidadão anónimo ou concreto – porque os valonguenses são gente ‘que sabe do que fala’ e está cada vez mais cansada de ser dirigida e condicionada por figuras providenciais e omniscientes – ou que assim mesmas se consideram, na sua imensa e onanista prosápia...

Para este já imenso colectivo, construir o futuro nunca será uma obra acabada porque o significado do termo ‘futuro’ muda em cada dia, em cada hora, em cada minuto, como em cada dia, hora ou minutos teremos novas adesões, novos apoios.

Para nós, o que verdadeiramente importa é que as ligações temporais relevantes do mesmo com o presente e com o quase passado do minuto anterior não se mantenham ou se quebrem ‘só porque sim’, mas sempre por razões de interesse público - das pessoas concretas e definidas e que assim sejam entendidas por elas.

Como escreveu o grande Poeta de todos nós cuja memória celebraremos daqui a dois dias com a habitual pompa e circunstância,

(...) Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades (...).

Por nós, tudo faremos para que as mágoas não façam parte da memória futura da nossa passagem pelo exercício cívico do Poder Local em Valongo. E também nenhum de nós faz questão de deixar nenhuma marca pessoal da sua passagem pela ‘cadeira do poder’ – nenhum edifício, nenhum arranjo paisagístico, nenhuma estrutura metálica a embelezar um qualquer largo ou praça – porque as marcas, connosco, serão sempre gizadas de forma colectiva, consensual de preferência, e o poder será sempre – e a marca também – do povo que em cada momento tenha sido chamado a decidir.

 

publicado às 10:44

VALONGO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO – EM QUATRO ANDAMENTOS...

Captura de ecrã 2021-04-30, às 20.25.13.png

§

 

 

 

 

 

 

 

1.  Adagietto (‘cascar’ no governo...): 

Os governantes e as autoridades de saúde do nosso País são um conjunto de idiotas – só pode... - no que toca a ‘confinamentos cegos’, no que a Valongo diz respeito pelo menos...

Agem relativamente às fases de combate/contenção da Covid 19 como se o território nacional continental fosse um conjunto de 278 Concelhos divididos por uma barreira física e com uma porta de entrada e outra de saída e que pudessem ser abertas ou fechadas conforme as necessidades.

Um “suponhamos” para esta IDIOTICE: amanhã, dia da mãe (também em Valongo) estou a pensar convidar uns familiares para virem a Alfena almoçar comigo, mas como em Valongo não há restaurantes abertos, vamos ‘ali ao lado', ao Maiashoping, passe a publicidade, e estamos à vontade. A seguir, fazemos um périplo pelas várias lojas (Worten, CA, Sport Zone) passe, de novo, a publicidade e fazemos umas compras de conveniência adiadas pelo confinamento.

Como, entretanto, já é quase final da tarde, regressamos a Alfena (pelo interior, ali pela periferia da Maia, e escolhemos uma esplanada bacana para um lanche ajantarado...

2. Andante (‘cascar’ na Câmara): 

- Eu até concordo com as isenções de taxas e procedimentos complicados no que toca à instalação de esplanadas (restaurantes, cafés e pastelarias, etc.) porque isso pode contribuir para minimizar o risco de propagação do vírus.

Mas daí a permitir-se (por omissão de fiscalização) que uma esplanada se instale num passeio exíguo e obrigue as pessoas com mobilidade reduzida ou uma mãe (ou pai) com um carrinho de bebé a descerem ao alcatrão para não prejudicarem o negócio – digno e respeitável, não é isso que está em causa - ou, pior ainda, permitir-se (devido à falta de espaço) que as mesas estejam tão juntas que os clientes ficam costas com costas é que não me parece, de todo, nem adequado, nem inteligente, nem responsável...

Onde param os fiscais municipais a percorrerem o território no sentido de imporem um adequado ordenamento, a porem termo a estes abusos e a solicitarem a intervenção das autoridades policiais se tal se tornar necessário? 

Será que todos, incluindo os elementos da Protecção Civil Municipal, estão em teletrabalho?

3. Allegro (‘cascar’ na GNR):

- Passamos no Parque Vale do Leça e vemos grupos de pessoas sem máscara, a ‘piquenicarem’ a socializarem, a conviverem e a refrescarem-se por dentro e GNR nem vê-la!

- Vemos esplanadas com clientes que não estão a consumir – estarão à espera ou já acabaram de o fazer – sem máscara e em amenas cavaqueiras. A GNR passa de quando em vez, de carro – eu já o presenciei inúmeras vezes – mas, geralmente, os guardas vão tão atarefados nas suas inúmeras outras tarefas que nem param nem...reparam.

- Policiamento de proximidade e a pé, é coisa rara de se ver aqui por Alfena. Estarão as nossas forças policiais em teletrabalho?

4. Allegro ma non troppo (‘cascar’ no presidente da Câmara).

Tenho quase a certeza que José Manuel Ribeiro (presidente da Câmara de Valongo) foi tão apanhado de surpresa como os comerciantes do seu(?) Município, que se viram de repente ‘retidos’ na 3ª. divisão do campeonato Covid 19. 

Se calhar, o carro topo de gama da função que lhe está atribuído e que nós ‘pagamos e não bufamos’ para que ele possa fazer a viagem de ida e volta entre Valongo e Oliveira de Azeméis (embora tenha residência oficial em Valongo), se calhar, o dito tem o rádio avariado e por isso ele não ouve as notícias ditas e repetidas nos últimos dias com referências a alguns Concelhos, onde se incluía Valongo, sobre a ameaça de recuo no desconfinamento que sobre eles pendia...

Se calhar é isso e a culpa ainda vai ser da senhora da limpeza que desligou algum fio ou do electricista que queimou o fusível que alimenta o rádio ou, quem sabe, do senhor que em nosso nome tratou do leasing da viatura...

 

 

publicado às 20:18

PAÍS DE ABERRAÇÕES - VALONGO, 'take' 1...

Captura de ecrã 2021-02-06, às 11.21.53.png

 

Captura de ecrã 2021-02-06, às 15.17.18.pngA cavalgar ainda a crista desta onda pandémica que deixará o mundo completamente virado do avesso em termos sociais e económicos e com cicatrizes e sequelas que perdurarão por muitos e muitos anos, constatamos que no nosso país há ainda ‘poderes’ que teimam em avançar em contra ciclo e contra o interesse comum dos seus cidadãos, nomeadamente o interesse dos mais frágeis e desfavorecidos.

O poder central, o poder local, o  'poder’ social capturado ou comprometido, o 'poder’ religioso e outros poderes que, alegando sempre não o serem (‘poder’ ilegítimo) tudo fazem para o exercer de facto ou o influenciarem de forma decisiva.

 

E porque "em Valongo devemos ser valonguenses" Falemos então deste 'subúrbio' da Grande Cidade de 'onde houve nome Portugal’...

 

Em Valongo reina um dos piores exemplos do poder 'socialista' que manda no País com o beneplácito de 'cores políticas' que até não há muitos anos atrás ninguém sequer imaginaria encontrar na mesma paleta:

Em Valongo manda o PODER CORRUPTO, irresponsável, socialmente condenável, ou seja, o ÚNICO PODER que não deveremos permitir que subsista e prevaleça e cujo símbolo assenta na figura lamentável e deprimente de um ‘prefeito’ demasiado imperfeito para ser reeleito nas próximas autárquicas que se avizinham - José Manuel Ribeiro de seu nome.

Ele que subiu a pulso alavancado na traição aos seus correligionários de então - Maria José Azevedo, Afonso Lobão e outros cor de rosa ilustres e trucidados por ele.

José Manuel Ribeiro herdou, é um facto, uma Câmara afogada em dívidas de 'cor laranja' e é também um facto, tem vindo a recuperar dessa situação com algum sucesso...

Mas será que essa recuperação se deve a José Manuel Ribeiro?

 

Claro que não!

 

Tal recuperação – até á pandemia pelo menos – resulta da reanimação dos negócios e da construção imobiliária que são méritos das empresas e dos investidores privados e é alavancado pela dimensão ‘pornográfica’ das TAXAS E TAXONAS que, no Município de Valongo são aquilo que são, isto é, um verdadeiro esbulho!

Mas José Manuel Ribeiro não colide apenas com aquilo que seria o dever de proteger os interesses ‘macro’ do Município a que preside.

Colide também com o que de mais básico se exigiria em termos solidários relativamente aos seus munícipes mais humildes e desfavorecidos.

Numa altura de confinamento imposto – e bem – pelo combate a esta pandemia em que a esmagadora maioria dos portugueses são forçados a ficar em casa, o idiota de seu nome José Manuel Ribeiro descobriu que essa era a melhor oportunidade de melhorar a factura da BEWATER VALONGO, a concessionária das Águas e Saneamento,  que ele - porque foi no seu mandato que tal ocorreu! – favoreceu com um aditamento ao contrato de concessão à medida e que apenas penaliza os munícipes!

José Manuel Ribeiro prometeu em 2013, ano em que foi eleito com o meu apoio - E PODEM PUXAR-ME AS ORELAHAS À VONTADE... – que iria ‘Mudar Valongo’ e acabar  com a corrupção, com o favorecimento ilícito, com a VERGONHA da Fiscalização Municipal, entre outros ‘cancros’ por extirpar...

 

Mas não, não foi nada disso que fez!

 

Pelo contrário, ele “(...) aprimorou a corrupção que dizem existir na Câmara de Valongo, protegeu os seus agentes mais conhecidos e rapidamente assumiu como sua a estratégia de um jogo que já estava a ser jogado (...)

 

(Extracto do processo que moveu contra mim - ‘Julgamento do Século’ em que me tentou extorquir 100 mil euros por alegada difamação, o qual perdeu em toda a linha até à última instância, o Supremo Tribunal de Justiça!).

 

- José Manuel Ribeiro NÃO PODE, PORTANTO, SER PREMIADO no próximo acto eleitoral por agir contra os interesses dos valonguenses!

- José Manuel Ribeiro NÃO PODE, PORTANTO, SER PREMIADO por se integrar no esquema de corrupção que em Valongo foi extinto – porque ele o ‘acolheu e aprimorou’!

- José Manuel Ribeiro NÃO PODE, PORTANTO,  SER PREMIADO por favorecer os amigos que NUNCA são os amigos de Valongo!

- José Manuel Ribeiro NÃO PODE, PORTANTO,  SER PREMIADO por manter na liderança dos serviços jurídicos da Câmara um deputado/advogado como Ricardo Bexiga!

- José Manuel Ribeiro NÃO PODE, PORTANTO, SER PREMIADO por manter como número 3 do executivo (aliás e em boa verdade, de facto, o número 2) um vereador que é empresário da construção civil com interesses ligados à construção civil e à especulação imobiliária e às obras públicas (eng.º Paulo Ferreira), e que durante o primeiro mandato de JMR exerceu de forma ilícita as funções de adjunto de Presidente!

 

- JOSÉ MANUEL PEREIRA RIBEIRO é um ‘corpo estranho’ que URGE REMOVER da epiderme do nosso tecido municipal e AINDA ESTAMOS A TEMPO DE PROGRAMAR ESSA CIRURGIA!

publicado às 15:10

"NÃO NEGUES À PARTIDA UMA CIÊNCIA QUE DESCONHECES"...

Captura de ecrã 2020-10-27, às 16.42.33.png

Tenho alguns bons amigos que integram de forma convicta a ideia do 'negacionismo' em relação à actual pandemia e não será - não é mesmo - por causa disso que deixarei de os incluir no meu núcleo restrito...

 

Como é evidente, não vou aqui apoiar-me em nenhuma das teses concretas que advogam porque isso iria seguramente expô-los, vou isso sim e a contrário sensu, tentar retirar força aos seus 'argumentos'.

 

Ora bem...

 

Sem tentar invadir o território (muito) minado das mais ou menos grandes discussões científicas, até porque me faltariam argumentos para contrariar ou defender algum dos lados em confronto, deixo aqui algumas achegas para a tese 'anti-negacionista':

 

1. Seria estranho, muito estranho mesmo e extremamente improvável conseguir agregar em torno da preocupação mundial com a actual pandemia um tão vasto conjunto de países e regimes tão diferentes e, aparentemente alguns, sem qualquer hipótese de ligação entre si;

2. A tese de que por detrás disto tudo estarão interesses específicos de supremacia financeira de uns em relação aos outros, pelas razões atrás expressas, também carecem de plausibilidade. No fundo, e aparentemente, estarão todos a perder, sendo que os pobres esses continuarão como sempre foram,  muito pobres - de facto até têm sido algo poupados pelo vírus porque, infelizmente para eles digo eu,  não andam de autocarro, de metro ou de avião nem trabalham ou vivem em grandes núcleos habitacionais, nem vão ver a fórmula 1, nem vão à festa do àvante, nem aos convívios da elite de Lisboa ou de Cascais;

3. A tese de que "a morbilidade deste vírus é baixíssima e não justifica o pânico luso, hispânico, russo... mundial", também peca por falta de argumentos;

 

Vejamos:

 

-  O nível de propagação é de um grau até agora nunca visto;

-  A morbilidade deste vírus NUNCA pode ser dissociada dos efeitos que induz sobre todas as restantes morbilidades. Basta ver a lusa preocupação com o risco eminente que o nosso SNS corre de voltar a ter de 'cancelar' todas as outras doenças para tratar os doentes COVID. Voltaríamos portanto ao drama de ver morrer pessoas, muitas pessoas,  de AVC, de cancro, de, de... por causa da pandemia;

-  Há de facto uma imensa quantidade de gente assintomática que nem chega a sentir-se doente - refiro-me evidentemente a quem testou positivo - contudo, todos podem dar início a cadeias de contágio que nunca se sabe como evoluem nem quando poderão apanhar aqueles que sofrendo de co-morbilidades correm de facto riscos muito concretos e graves;

-  Mas não nos esqueçamos  dos que precisam de uma cama hospitalar a qual, em certo momento do processo,  terá de ser 'roubada' a um qualquer doente não COVID;

-  Por último, existe o grupo menor mas cada vez mais preocupante que é o daqueles que precisarão, ou logo de início ou então um pouco mais à frente, de uma cama em Cuidados Intensivos e de um ventilador.

Admitindo em tese que alguns países tivessem a capacidade da China para erguer 1, 10, 100  hospitais dedicados a doentes COVID, muito poucos - arrisco mesmo dizer  que nenhuns - teriam a capacidade de os dotar a curto prazo com equipas de médicos e enfermeiros suficientes e muito menos ainda com a especialidade de intensivistas e capazes de manobrar os 'roll-royce' da medicina moderna actual que são as UCI's que conheço vagamente;

-  Ouvi há dias um especialista a discorrer sobre este tema - não fixei o seu nome - e que disse que "a partir de um certo momento, cada cama UCI terá que ser 'roubada' a outro doente grave já programado para ela" (acredito que não estaria sequer a imaginar algum médico a levantar algum doente já deitado na mesma). Não tenho dúvidas de que esse momento chegará de facto, pelo menos em relação aos doentes COVID em UCI. 

Aquele temor extremo de muitos médicos de,  pelas razões atrás expostas e se nada se fizer de MUITO diferente para travar a cavalgada ascendente dos números,  terem de 'rastrear' os doentes que devem ser salvos e aqueles que se deve deixar 'morrer em paz' irá chegar. Lembremo-nos do que aconteceu na 'primeira vaga' em Itália e Espanha...

4. Se não corresse o risco de ser apelidado de presunçoso ou dar uma falsa ideia de supremacia intelectual que não possuo - falsa porque só conheço a realidade concreta através da descrição de alguns amigos que a vivem por dentro quase todos os dias - aconselharia os meus amigos  'negacionistas' a informarem-se sobre 'o dia de cada vez' de um doente grave COVID internado em UCI.

Alguns que sobreviveram  não contam nada de bom e os médicos e enfermeiros que deles cuidaram também não...

5. Por último: "a pandemia é uma narrativa" - que visaria desconstruir tudo o que foi conquistado ao longo dos tempos em termos de direitos laborais ou então, levar os grandes grupos ou senhores do mundo a, de uma forma diferente daquela que habitualmente estamos habituados a ouvir ao longo dos anos, darem cabo dos mais fracos  com vistas a uma nova ordem e uma divisão de interesses e de territórios em novos moldes e blá-blá-blá...

Ora bem...

Até pode ser que a pandemia possa conduzir a esse desiderato - em muitos casos isso já está a acontecer algures em alguma parte do globo - mas no entanto, ela existe mesmo, é grave e pode de facto matar-nos ou àqueles que mais amamos - de forma directa ou por efeito induzido mas pode!

Cuidem-se!

 

 

 

publicado às 14:35

A PROPÓSITO DE “prémios” PARA OS PROFISSIONAIS DO NOSSO SNS...

Captura de ecrã 2020-10-26, às 23.13.47.png

 

(Ou como o incómodo de uma longa espera 'com a barriga a dar horas' e o relativo desconforto de uma cadeira pouco amigável, numa sala de espera do Hospital S. João, puderam ser compensados por uma dose generosa de humanidade)...

 

Os nossos profissionais do SNS, pela sua dedicação, pela ancestral capacidade que os portugueses têm de ‘fazerem das tripas coração’, conseguem sempre e para bem de todos nós, colocar em ‘stand by’ a humana revolta que todos os dias os invade pela recorrente escassez de meios e pela sistemática falta de tudo aquilo que por mais básico que possa parecer, se torna imprescindível  para o seu trabalho quotidiano.

 

Ainda assim, mesmo com poucos ovos, a evidente escassez de braços para os bater e tantas bocas para alimentar, a sua imensa capacidade de superação temperada por generosas doses de profissionalismo de que nenhum governante jamais os conseguirá compensar e menos ainda retribuir, conseguem fazer boas ‘omeletes’ e servi-las aos pacientes que lhes chegam às mãos todos os dias.

 

(Sei do que falo - porque me movimento no meio - e sabendo-o, há muitos anos que assisto aos anos que passam sobre o muito que não se tem feito e se continuará a não fazer - pelo menos enquanto o Povo não tomar nas mãos as armas com que se fazem as coisas certas).

 

Assistentes operacionais, enfermeiros, médicos, no Hospital S. João mas não só, conseguem sempre e apesar de tudo receber-nos com 'aquele sorriso número 1’  - como se cada um dos muitos que todos os dias os procuram fosse a pessoa mais importante desse dia, como se fosse A PESSOA...

 

É claro que todos sabemos que o estado deprimente desta, daquela ou aqueloutra sala de espera só está e continuar a permanecer assim porque milhões têm sido roubados, subtraídos, desviados pelos do costume ou para atender às prioridades invertidas de uns quantos também conhecidos.

 

Depois seria inevitável que o exame marcado para as 12 horas no serviço de Hematologia do Hospital S. João só  pudesse ocorrer por volta das 14:30 e mesmo assim graças à solidariedade do Dr. Pedro que “ia agora mesmo almoçar qualquer coisa mas como a sua consulta ainda é do período da manhã, vou vê-lo primeiro...” – e aquele sorriso como que a dizer “dividimos a fome e assim custa menos a cada um de nós, não é assim?”.

 

Claro que é, Dr. Pedro, porque o Serviço de Hematologia do Hospital de S. João é excelente e porque a sua escassez material é compensada com o verdadeiro excesso de profissionalismo e humanidade com que nos recebe.

 

(Foi assim hoje, neste Hospital com H Grande, onde as omeletes se fazem com poucos ovos mas mesmo assim se fazem, no Hospital de S. João - O HOSPITAL.

 

Nos últimos dias tive oportunidade de ver com mais detalhe como é que, num Hospital que no seu dia a dia fervilha como uma pequena cidade, é possível continuarmos a sentir-nos pessoas e a podermos ser acompanhados em relação a problemas aparentemente 'incompatíveis' com as prioridades do contexto COVID que tudo tende a desvalorizar.

 

(Por vezes existem 'pequenos' problemas cujo despiste não pode ser adiado, doenças raras que necessitam de ser diagnosticadas, eventualmente tratadas e necessariamente acompanhadas e existe também uma certa polineuropatia desmielinizante inflamatória crónica’ que não sendo nenhuma 'sentença de morte' pôde mesmo assim ser diagnosticada e ver iniciado o seu tratamento futuro - para que a imensa perda de mobilidade e qualidade de vida a que a ausência de acompanhamento inevitavelmente conduziria. E tudo está a ser feito ao mais ínfimo detalhe e de acordo com os mais rigorosos parâmetros de acordo com o actual estado da arte - e tudo isto sem descurar tudo o resto...

 

E ainda foi possível constatar a atenção e o carinho contido naquela repetida interrogação do assistente operacional (ou voluntário?)  que ia passando com o carrinho de tabuleiros pelas várias salas de espera – “alguém quer uma sopinha?” - como quem sente vergonha alheia pela demora e pelo desconforto do almoço falhado daqueles muitos...

 

(Porque o director do hospital, o administrador, o director clínico, até podem ter ido almoçar mais ou menos a horas, mas não se esqueceram dos seus pacientes e do aconchego do conteúdo daquele pequeno tabuleiro: a tigelinha de sopa passada, um pão e a taça de maçã assada. Declinei a oferta –  afinal o Dr. Pedro devia estar prestes a chamar-me para 'aquela punção óssea destinada a recolher material para uma biópsia de despiste’ - mas foi como se tivesse saboreado à mesma o modesto manjar servido ao único que disse 'sim', de entre a meia dúzia de companheiros de sala com o almoço igualmente atrasado ou adiado)...

 

E no meio das muitas dúvidas que sempre nos assaltam no silêncio de uma qualquer sala de espera de um qualquer hospital onde por vezes se cruzam múltiplas e variadas situações, dei por mim a dizer muito baixinho, para que o meu pensamento não pudesse ser escutado pela minha companheira de meia vida já vivida e que hoje, como aliás sempre, não prescindiu da minha companhia (a recíproca também é verdadeira...) - “como é insignificante, apesar de imenso à escala pessoal, o meu problema, quando comparado com o daquela senhora que aguarda a consulta de quimioterapia, confinada à sua cadeira de rodas e à ajuda do seu marido que aparenta dificuldades muito próximas das dela”...

E quão ‘injusto’ considero que o profissionalismo temperado de carinho q.b. que me foi dispensado pelo assistente, o enfermeiro, o médico – extensão feminina implícita – tenha sido idêntico àquele com que dispensaram ao tal casal idoso da quimioterapia – porque o sofrimento deles era visível e imensamente superior ao meu.

 

Mas é bom, muito bom mesmo,  este 'problema' de termos os mínimos da qualidade humana dos nossos profissionais do SNS bem acima dos outros mínimos relativos à qualidade das instalações – porque o que se gasta para engordar os ‘novos bancos’, as ‘tap’, as ‘ppp’ deste País e tudo o resto que não me ocorre enumerar, inevitavelmente continuará a escassear para atender a 'ninharias' relacionadas com situações de conforto ou bem estar dos portugueses que ficam doentes. Tenho esperança que um dia, que espero não tarde muito, possamos todos contar com uma qualidade de instalações equivalente à dos privados, que eu também conheço, mas que apesar disso ficam a léguas do nosso Serviço Público...

_____________

PS: teve piada aquela expressão do Dr. Pedro "você tem uns ossos duros de roer" - isto já depois do trabalho de mandril a raspar ums lascas para a tal biópsia. É bem capaz de ser verdade e quiçá todo eu seja de facto 'um osso duro de roer' - no desabafo verdadeiro mas nunca confessado de alguns 'inimigos de estimação...

publicado às 18:55

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