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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

JORNALISTAS COM 'PÉS DE BARRO'...

 

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Em Loures a troca de lâmpadas e casquilhos por parte do genro de Jerónimo de Sousa (secretário-geral do PCP) deu origem a um monumental curto-circuito cujo 'arco eléctrico' continua a chamuscar tudo o que mexe em redor.

 

Demagogias (da Ana Leal e da TVI) à parte, algumas questões se colocam sobre este tema:

 

* Porque raio é que Jerónimo de Sousa - ou o PCP - são colados a toda esta polémica? Por acaso é o Jerónimo de Sousa o presidente da Câmara de Loures?

 

* Porque raio é que a grande Jornalista Ana Leal - pensava eu, começo a ter dúvidas e tendo a abandonar definitivamente tal ideia - elegeu o "ajustesinho directo" feito pelo Bernardino Soares - que por acaso tem cartão do PCP - para que o outro Bernardino com Jorge em primeiro lugar - que por acaso casou com uma senhora que é filha de Jerónimo de Sousa mas que tem personalidade jurídica própria - procedesse à pelos vistos intensa troca de lâmpadas e casquilhos como quem corta bifes do acém no talho do Zé da esquina?

 

(A mesma Ana Leal a quem eu enviei informações e alertas muito relevantes sobre "ajustes directos e outras manigâncias" de dimensão quase bíblica que têm acontecido aqui por este lamentável subúrbio chamado Valongo - incluindo o famoso 'negócio dos 16 milhões de euros ganhos em meia hora' - disponibilizando-me para conversar com ela sobre tudo isso, nem sequer me respondeu - porque pelos vistos prefere casos mediáticos que envolvam simultaneamente contornos partidários que tendam a chamuscar, evidentemente, as forças políticas que os seus patrocinadores também combatem). 

 

(Os ajustes-directos nas autarquias - e não só - são meros eufemismos para o favorecimento ilícito, para a subversão do princípio da livre concorrência no acesso à manjedoura dos Orçamentos, para acções de nepotismo.

E esta minha interpretação é inegociável!)

 

* Não é Bernardino Soares apenas mais um entre pares que até invoca as "leis do mercado" para justificar o preço ajustado com Jorge Bernardino?

(Karl Marx deve ter-se fartado de dar voltas na tumba ao ser informado desta justificação por parte de um marxista-leninista!).

 

* Mas não é assim em quase todas as autarquias independentemente de serem lideradas pelo Bloco de Esquerda, pelo PSD, pelo CDS, pelo PCP ou pelo PS?

 

* Qual é então a lógica - que me escapa - para que a oposição na Câmara exija explicações a Bernardino Soares?

 

* Porque é que a oposição em Valongo (na Câmara e na Assembleia Municipal) - Bloco de Esquerda, CDS e PSD - não pede explicações ao PS sobre os sucessivos ajustes directos com o escritório de advogados de Ricardo Bexiga?

 

* Ou sobre os ajustes com empreiteiros do regime para compensar os patrocínios das EXPOVAL deste País?

 

* Ou não diz nada sobre os ajustes com as esposas de colegas de outras Câmaras para "fazer coisa nenhuma"?

 

* Ou porque aceita participar em colóquios de utilidade duvidosa inventados para retribuir aos JN deste País (com a realização de conferências sobre a felicidade) as generosas massagens de ego em versão "espelho meu" que estes vão prodigalizando regularmente ao presidente do subúrbio?

 

* Ou, ou...?)

 

Portanto...

 

Eu não sou membro do PCP (é verdade que já por lá andei há alguns anos atrás, porém, discordâncias profundas determinaram o meu afastamento) mas a forma como Ana Leal pegou neste assunto é rasteira, de muito mau gosto e só prova que ser um Grande Jornalista não é para quem quer mas para quem pode e Ana Leal evidentemente que quer. Às vezes consegue mas desta vez não foi o caso!

publicado às 22:58

PORTUGAL EM RODA LIVRE - governantes de pechisbeque...

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Àqui-del-Rei que querem pôr as 'criancinhas' do 12.º ano a ler a 'Ode Triunfal' de Álvaro de Campos (um dos heterónimos de Fernando Pessoa)  e vai daí censura-se o texto que fica acessível apenas aos professores - a Porto Editora nega qualquer acto de censura mas parafraseando os nossos vizinhos espanhóis, (...)'pero que la hay la hay':

A Porto Editora esclarece que os versos omitidos da "Ode Triunfal" do manual "Encontros - 12.º ano" estão transcritos na versão do livro para os professores e recusa ter havido censura.

No sábado, o jornal Expresso" noticiou que o livro escolar editado pela Porto Editora teria censurado alguns versos do poema de Álvaro de Campos "Ode Triunfal". Na versão do manual para os alunos, faltam três versos:

"Ó automóveis apinhados de pândegos e de putas"; e outro, "E cujas filhas aos oito anos - e eu acho isto belo e amo-o! - / Masturbam homens de aspecto decente nos vãos de escada".

Estranha-se que tenha sido (quase) apenas a editora a assumir a responsabilidade de dar a cara por este acto.

Ninguém com dois dedos de testa acreditará que tenha sido uma decisão inocente e muito menos ainda, que tenha sido tomada sem "orientações superiores"...

Nas entrelinhas das explicações atamancadas que foram dadas, facilmente conseguiremos adivinhar a preocupação do ministro da educação e do seu staff no que toca à preservação das 'criancinhas' do 12.º ano em relação aos nefastos sonhos eróticos tão característicos dessa idade...

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(O tracejado deixa à imaginação de cada um aquilo que eu gostaria de escrever mas omito - porque me apetece - sobre o ministro e toda a máquina incumbida de administrar a educação deste País).

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Já o livro 'O Nosso Reino' de Valter Hugo Mãe incluído no Plano Nacional de Leitura e recomendado em 2017  aos 'matulões' dos 12 aos 15 anos, só por reacção dos pais foi redireccionado em termos etários para os 'matulões' com mais de 16 anos:

 

"E a tua tia sabes de que tem cara, de puta, uma mulher tão porca que fode com todos os homens e mesmo que tenha racha para foder deixa que lhe ponha a pila no cu".

 

E assim vai este País de incompetentes...

 

 

 

 

publicado às 14:53

BONS NATAIS PARA TODOS...

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Hoje não vou falar de Natal...

 

Porque em Portugal ele apenas existe neste curto espaço de tempo em que se convencionou - quem convencionou? - que todos sejam moderadamente felizes nesta quadra, tenham a sua ceia de consoada e o seu almoço de Natal com alguma abundância. E tudo isso para que os generosos doadores do Banco Alimentar contra a fome - mas há fome em Portugal? - se sintam recompensados pela generosa dádiva da lata de atum, do quilo de arroz corrente, da garrafa de óleo (azeite num ou outro caso), do pacote de esparguete da Nacional. Por isso vou falar (sobretudo mas não só) de "roupa velha" - um pouco mais abaixo... 

 

E não vou falar de Natal por uma outra (e relevante) razão:

 

Porque quem fala de Natal está a fazer um frete àqueles que enchem a boca a dizer que Natal é todos os dias (para eles até é...) mas se esquecem de ajudar a tornar esse Natal-de-todos-os-dias possível (também) para todos os mais simples entre os simples, para os 'descamisados', para os desvalidos da sorte - aqueles que, por terem apenas uma casa pequena (às vezes apenas um sítio e uma embalagem de cartão onde se deitam) nunca se esquecem da sua residência quando são perguntados sobre isso...

 

Hoje não vou falar de fome...

 

Apesar de saber que ela existe no mundo que nos rodeia e também em Portugal que faz parte desse mundo à nossa volta - porque não é-de-bom-tom falar destas coisas desagradáveis nesta época festiva de paz-e-amor...

 

Hoje não vou falar de guerra...

 

Em primeiro lugar, porque ela só existe no 'mundo distante' e Portugal pertence ao 'mundo próximo' onde-(ainda)-não-há-guerra e depois, porque se o pão não chega para toda a gente, as guerras cumprem um papel importante de 'regulação do número de bocas'que se escancaram para o comer...

 

Hoje não vou falar de facínoras...

 

Nem de vigaristas, de políticos e governantes desonestos arvorados em 'estadistas', de administradores-das-Justiças-em-nome-do-Povo, de deputados da(s) Nação(ões) que os sustenta(m) - em primeiro lugar, porque em Portugal não existe gente desse calibre... Até mesmo o 'grupo dos 230' - aquele grupo de pessoas que não sabe muito bem onde mora e quando é perguntada sobre isso, o primeiro lugar que lhes ocorre dizer é aquele-sítio-onde-já-foram-muito-felizes, de preferência a muitos quilómetros do sítio onde traficam (influências), até mesmo esses, não passam de arraia miúda presa por fios aos donos que os administram e manipulam no "teatro global" em que Portugal se insere.

 

Mas pronto...

 

Porque apesar de não querer falar de Natal a música está no ar um pouco por todo o lado e de forma involuntária somos sempre conduzidos para-o-voto-de-circunstância-do-momento, sejamos felizes! Uma noite que seja mas muito felizes!

E lembremo-nos - essa será a nossa suprema e saborosa vingança - que os-senhores-do-reino não sabem o que é uma boa 'roupa velha' comida no dia de Natal e regada com um ou dois copitos do especial que já vem da noite passada!

 

 

publicado às 19:11

COMBATE À CORRUPÇÃO... COMBATE?

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Parece ser o assunto do dia - AQUI, ainda AQUI e também AQUI - e quem se limitar a ler as 'gordas' sem ter a preocupação de introduzir na sua análise factores de correcção de contexto, ao ver, ouvir e ler o que dizem o sindicato e os magistrados do Ministério Público sobre o assunto, corre sérios riscos de o interpretar à letra e por essa via achar que o calor com que o MP fala sobre as ideias dos políticos para a composição do Conselho Superior do Ministério Público significa que os magistrados e o sindicato estão (mesmo) a falar a sério!

 

(Sobre a senhora procuradora Lucíla Gago não me ocorre por enquanto dizer nada - com todo o respeito, ainda não percebi muito bem se 'carne ou peixe'...).

 

Podia apontar um sem número de exemplos de mau funcionamento do MP no 'tal combate de que agora fala' e que nos conduziriam seguramente a uma visão contrária àquela que o sindicato dos magistrados invoca para a sua última peleja (?) com os políticos - sobretudo com Rui Rio que assume apenas o papel desagradável de expressar em voz alta o que a maioria dos políticos profere em surdina - mas acho que o consigo fazer com um único exemplo:

 

Valongo, Conselho onde vivo, foi durante muitos anos (e é ainda) uma espécie de anedota nacional no que à corrupção ao nível do Poder local diz respeito - favorecimento ilícito, ajustes directos como regra e não excepção, má gestão dos dinheiros públicos, especulação imobiliária...

Em 2011 decorria aqui no nosso 'subúrbio' - é o epíteto que desde há muito uma grande parte dos valonguenses atribuem a esta parcela de terreno separada há muitos anos e em grande parte da vasta região das 'Terras da Maia'  - decorria aqui uma vasta operação de especulação com terrenos protegidos (RAN e REN) por parte de um grupo financeiro - NOVIMOVEST - pertencente ao Banco Santander onde esteve - não sei se ainda está - António Vitorino e onde um familiar de Narciso Miranda teve um papel preponderante como 'testa de ferro' na abordagem aos proprietários rurais.

(Foi aquele caso da compra de vários lotes de terreno por um valor de 4 milhões e vendidos no mesmo dia e na mesma Conservatória por 20 milhões, com a anexação de um 'documento relevante' assinado pelo então vereador do urbanismo, José Luís Pinto - AQUI).

 

* O Dr. Paulo Morais apresentou uma denúncia no Ministério Público relativamente a esse atentado (processo n.º 2412/11.5 TAVLG) mas pelos vistos não foi apurada matéria suficiente (?) para produzir uma acusação - arquive-se portanto...

 

* Em Dezembro de 2015 e depois de recolher imensa informação relacionada, no âmbito de um outro processo - por difamação agravada ao actual autarca de Valongo - entreguei nova denúncia (processo n.º 2987/15.0 T9VLG) e que motivou o "desarquivamento" do anterior. Tem estado em investigação desde então - entre o MP e a Polícia Judiciária onde ainda 'jaz'...

 

Por isso...

 

Senhor António Ventinhas, aprecio muito o calor que tem posto na defesa da 'sua dama', mas quer parecer-me que  ela não á a mesma 'dama' que interessa ao Povo português e a Portugal...

 

 (Tendo a considerar que no caso em apreço Rui Rio possa estar certo pelas razões erradas).  

 

 

publicado às 09:48

VALONGO, UM CONCELHO ONDE UNS SÃO MAIS IGUAIS QUE OUTROS...

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MUDAR VALONGO era, ao que parece porque já não tenho muita certeza disso, a ideia fundadora de José Manuel Ribeiro para uma nova era para este (lamentavelmente ainda) subúrbio da Grande Cidade Invicta.

 

E, diga-se de passagem, nem precisava sequer de tirar a gravata ou calçar as galochas do trabalho de campo para o conseguir, tal era o lamentável legado do 'senhor de idade' que se foi embora a meio do último mandato!

 

(Do herdeiro, porque se limitou a tratar dos assuntos correntes e a preparar a sua candidatura sem dispor de grandes reservas de ovos para fazer grandes omeletes, não é muito justo nem faz grande sentido falar)...

 

No entanto, José Manuel Ribeiro limitou-se a fazer o que era costume, ou seja, o costume de quem não querendo de facto mudar nada, se limitou à costumeira contratação de alguns amigos mais chegados para o gabinete de apoio à presidência, a roubar à Agência Lusa a sua assessora de imagem que lhe penteia as fotos e tece as legendas anexas bem ao estilo espelho meu de que ele tanto gosta ou ao ajuste directo com o seu amigo Ricardo Bexiga para dotar o gabinete jurídico do Município da qualidade que todos conhecemos mas não reconhecemos...

Apesar da periclitante situação financeira que herdou do 'velho senhor', não se coibiu então de dizer alto e bom som para justificar estas mordomias: "não abdicarei de usar todas as excepções legais que me permite contratar os funcionários públicos que quero ter nos lugares da minha confiança pessoal" - citei-o de memória...

 

Adiante...

 

Mas este já é o seu segundo mandato que ainda por cima beneficia de uma maioria absoluta muito confortável e nada explica portanto o facto de continuar a cometer os mesmos erros de Fernando Melo - ainda por cima ampliados pela capacidade que uma (muito) maior folga orçamental lhe permite fazer.

 

Vejamos:

 

* Os ajustes directos tão criticados no passado, de excepção que deveriam constituir, passaram a (quase) regra e são a única e expedita forma de puxar para a mesa do Orçamento os amigos empresários e prestadores de serviços diversos, poupando-os à maçada de terem de enfrentar as duras e (mais) exigentes regras impostas pela concorrência;

* A manutenção ou chamada para lugares de chefia de funcionários cuja falta de honorabilidade tem sido (e continua a ser) muito questionada - nalguns casos até já 'transitou em julgado' - tem sido uma prática mantida e aprimorada;

* Contra todas as promessas de abertura, diálogo, transparência e juras de mudança feitas aos munícipes em 2013, rapidamente enveredou pela recusa liminar por omissão de resposta no que toca aos pedidos de audiência dos mesmos munícipes - num dia fixo semanal que ele próprio estabeleceu mas que nunca respeitou; 

* Etc., etc...

Mas José Manuel Ribeiro tem feito (muito) mais - ainda ao bom estilo do 'velho senhor':

* Descrimina (negativamente) os adversários ou pessoas mal-quistas, acolhendo ataques e denúncias anónimas sobre insignificantes violações urbanísticas por exemplo: ameando-os com demolições compulsivas de pequenas garagens ou construções similares. Foi o meu caso pessoal, uma garagem e pequeno alpendre, com projecto (recusado) em 1999 mas que não eram permitidos no anterior PDM.

(Ora, no caso do actual PDM e apesar de ele permitir a legalização das  referidas construções,  porque eu à altura achava e ainda continuo a achar que este Plano Director Municipal não passa de (mais) um instrumento ao serviço da especulação urbanística e imobiliária do 'subúrbio' - pasme-se! - votei contra, por considerar que embora pontualmente me pudesse beneficiar em termos pessoais, prejudicava de forma significativa os interesses dos valonguenses anónimos em geral!).

* Mas no entanto continua a fechar os olhos aos "anexos ilegais, às construções 'inexistentes' mas presentes nas imagens que vemos todos os dias, à apropriação indevida de zonas de servidão pública entre instalações comerciais e industriais - Zona Industrial do Barreiro em Alfena por exemplo - transformando-as em espaços comerciais/industriais suplementares mas ilegais - ao uso para fins diferentes dos que a Lei prevê, de terrenos cedidos no âmbito de processos de urbanização:

É o caso da abdicação de um lote municipal resultante da Urbanização Adão Lopes (Juntos à rotunda da A41 em Alfena) e destinado a equipamentos cedendo-o - vamos ver o que o Ministério Público irá dizer sobre o famigerado processo - à associação Moto Clube de Alfena.

* E tal como fazia Fernando Melo que ele tanto criticou por fazer igual, sempre que um munícipe se atreve a denunciar em abstracto os dois pesos e duas medidas da Câmara perante situações em tudo semelhantes, lá vem ele com a conversa do costume: 

"Se conhece situações de ilegalidade, nós agradecemos que as denuncie para a fiscalização poder actuar e blá-blá-blá"...

 

 Porra José Manuel Ribeiro!

 

Eu estou-me borrifando para o facto de, apesar da ameaça (já ultrapassada) da demolição da minha garagem ou da varanda de uma minha vizinha que tinha mais um metro e meio além do projecto, ou de uns barracos de uma outra vizinha - situações coladas ao meu problema só para dar ideia de que não se tratou de um ataque pessoal e cirúrgico da sua parte contra a minha pessoa - persistirem à minha volta mas invisíveis aos olhos dos fiscais da Câmara, anexos, varandas ou acrescentos ilegais às respectivas habitações ou armazéns industriais mas que (de facto) não me prejudicam nem um pouco!

Não vou por isso denunciar nenhuma destas situações e quem deve de ter a preocupação de não tratar de forma desigual os seus munícipes é a Câmara - e os seus serviços de fiscalização - quando actua numa determinada zona, verificando se na mesma existem situações idênticas para serem resolvidas!

 

Precisa que lhe faça um desenho?

 

(Mas, pelos vistos, os valonguenses têm uma certa propensão para o masoquismo - "quanto mais me bates mais eu gosto de ti" - e apesar de tudo isto que já não é coisa pouca, em 2017 ainda lhe deram uma maioria absoluta que lhe permite continuar a fazer o pior por Valongo e a promover a anedota nacional em que o nosso Concelho se transformou há muitos anos e que você (só) aprimorou - no pior sentido, evidentemente!).

 

 

 

publicado às 10:00

PORTUGAL E AS FORÇAS ARMADAS - AS "MORDOMIAS" QUE ANULAM (OU LIMITAM) OS DIREITOS DOS CIVIS...

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O caso do roubo (?) de armamento em Tancos e o comportamento da estrutura militar - com especial e lamentável destaque para a PJM (polícia judiciária militar) tem colocado as Forças Armadas "debaixo de fogo"...

No que toca ao cabal apuramento dos factos e das responsabilidades dos envolvidos nesta monstruosa e, salvo melhor opinião, mistificação organizada ao mais alto nível de decisão, tem conduzido a um preocupante avolumar das dúvidas de muitos anos sobre a necessidade de continuarmos a manter - pelo menos nos moldes actuias - Forças Armadas em Portugal.

 

A guerra colonial terminou há mais de 40 anos.

 

* Tenha sido uma boa ou má decisão, pertencemos juntamente com a Espanha à União Europeia e as nossas fronteiras terrestres estão abertas e só em casos muito especiais podem ser encerradas;

* A Espanha, nosso inimigo de outros tempos, é hoje uma Democracia e embora permaneça no campo monárquico,  o Rei tem o poder que tem e todos conhecemos e não me consta que ele inclua o direito de decretar a invasão de Portugal; 

* Para o bem e para o mal, Portugal é membro da Nato e a aliança, pelo menos é suposto que isso aconteça, teria sempre a obrigação de nos defender em caso conflito externo;

 

Portanto...

 

Existe alguma justificação racional para a existência de Forças Armadas em Portugal?

* Existe alguma justificação para a manutenção de um Serviço de Saúde Militar paralelo e redundante com o Serviço Nacional de Saúde e com "mordomias" inaceitáveis em termos democráticos?

 

Um exemplo concreto

 

Por motivos que só a mim dizem respeito, tenho ido ultimamente e com alguma frequência ao Hospital dos Lusíadas (Avenida da Boavista) no Porto.

Estaciono - quando tenho vaga - em frente ao Hospital Militar D. Pedro V e, como todos os civis - que em Portugal são a esmagadora maioria - tiro o meu ticket do parquímetro (ou carrego a respectiva aplicação) para pagar o tempo que demoro.

Por vezes fico no carro (quando não sou eu o doente, evidentemente) e tenho a oportunidade de ver o movimento daquela enorme e cara estrutura militar de saúde, com a permanente entrada e saída de enfermeiros civis, de médicos civis, de prestadores diversos de serviços civis, de familiares diversos dos militares de carreira no activo ou já reformados (pais, esposas ou maridos, irmãos, tios, primos, namorado(a)s (eventualmente), de amantes (eventualmente)...

Alguns dos utilizadores do parque de estacionamento do Hospital Militar entram, estacionam e não raras vezes antes até de concretizarem a finalidade que ali os levou, lá saem a pé para tratar da vidinha no exterior, voltando a entrar muito tempo depois e, não raras vezes, com 'sinais exteriores' de operações comerciais variadas...

Eu por acaso, também sou civil, mas tenho uma (pequena) especificidade: fui furriel miliciano enfermeiro e em 1969/1970 (não me lembro bem e também não me apetece ir à procura da minha caderneta militar para conferir) fiz ali uma parte do meu estágio de enfermeiro.

Mas nem que me permitissem - por especial e estranha deferência - o acesso à "mordomia" de um Serviço de Saúde específico e injustificado eu não aceitaria!

 

* As especificidades de um Serviço de Saúde militar justificaram-se enquanto existiu uma guerra colonial com a prevalência de doenças tropicais, de feridos de guerra, de urgência específica na recuperação dos militares feridos.

 

* Não é essa a situação que vivemos e por isso, acabem de vez e com urgência com o esbanjamento orçamental dos "D. Pedro V deste País", com as ambulâncias militares sub-aproveitadas, com os carros e os motoristas pessoais ao serviço do senhor general (ou coronel ou brigadeiro, ou 'pastel de belém') com os meios auxiliares de diagnóstico redundantes, com a contratação de profissionais de saúde tão escassos no Serviço Público e com todas as mordomias atribuídas a grupos específicos de cidadãos, sejam eles militares (ou familiares de) juízes ou outros!

 

 

publicado às 14:24

ÀLERTA SOBRADO! CÂMARA FEZ AJUSTE DIRECTO COM A RETRIA!

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Esta eu não posso deixar passar em claro José Manuel Ribeiro!

 

As gentes boas da Freguesia de Sobrado - aquela que o Relvas riscou do mapa de Valongo agregando-a à de Campo - não merecem esta pulhice do seu presidente de Câmara!

 

Várias vezes, inúmeras pessoas - deputados municipais, vereadores e outros munícipes de Sobrado e não só - se têm referido à vergonha em que consiste a actividade da empresa RETRIA em Sobrado.

Numa dessas ocasiões, numa Assembleia Municipal realizada em Sobrado o presidente da Câmara concordou com as críticas e acrescentou que "a Câmara tem feito várias diligências, já lá mandamos a fiscalização mas não somos autorizados a entrar. A culpa foi de quem fez esta concessão sem acautelar a saúde dos sobradenses, mas nem por isso deixaremos de continuar a tentar e... blá-blá-blá".

 

Ora bem...

 

Uma empresa cuja actividade o próprio presidente da Câmara  considera criminosa - fica agora demonstrado que de forma completamente hipócrita - teve direito a um dos famigerados "AJUSTES DIRECTOS à Zé Manel": em 28-03-2018 no valor de 74 mil euros!.

Ver recorte a seguir

'Link' da página da BASE para melhor leitura:

 

Retria.png

Não sei até, se na tal Assembleia Municipal onde o assunto foi mais uma vez levantado, o Zé Manel não teria vindo directamente do acto de assinatura do contrato!

 

Eu se fosse a ele nunca mais apareceria em Sobrado - pelo menos de cara levantada - e se fosse sobradense tentaria a todo o custo obter um saquinho daquela merda mal-cheirosa de que se tem vindo a falar em relação à RETRIA para na primeira oportunidade a atirar à cara deste autarca que me envergonha 

(No sentido figurado evidentemente, que eu não sou de usar nem aconselho a ninguém a violência no sentido literal)...

 

Até parece que no País não existem outras empresas a tratar resíduos - e se calhar de forma mais responsável!

 

Nem que o mesmo serviço custasse o dobro do preço, os valonguenses não o criticariam por isso, porra!

 

 

publicado às 21:50

VALONGO, UMA estância turística DE RELEVO EM TODO O PLANETA E QUIÇÁ EM... VALONGO!

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Fala-se ainda - e seguramente falar-se-à durante muito tempo mais - da 'Operação Éter' e da detenção do presidente da Turismo do Porto e Norte de Portugal, Melchior Moreira e mais 4 pessoas, entre as quais, Manuela Couto, que é administradora da W Global Communication (antiga Mediana) e que há dias assinou um 'ajuste directo' com a Câmara de Valongo superior a 70 mil euros... 

 

(Os detidos continuam (neste momento) a ser ouvidos por um Juiz e devemos deixar para a Justiça o que à Justiça compete fazer)...

 

Venho aqui apenas para lembrar esse "enorme e relevante investimento" que foi a implantação no nosso 'subúrbio' da Loja Interactiva de Turismo de Valongoem 13 de Junho de 2014, com a pompa e circunstância que José Manuel Ribeiro nunca dispensa - um "investimento" de cerca de 157 mil euros...

 

Não sei se houve corrupção pelo meio, não sei se José Manuel Ribeiro, presidente da Câmara Municipal de Valongo estará muito ou pouco à vontade para dar a cara pela relevância deste "investimento".

Não sei mesmo e não deixo (sequer nas entrelinhas) qualquer insinuação, por leve que seja, sobre o assunto...

 

Mas sei isso sim, que aquele "investimento" tem passado completamente despercebido - pelo menos até agora - à esmagadora maioria dos valonguenses - e também à maioria daqueles que, vindos de fora, procuram conhecer o que de mais relevante temos para lhes mostrar ou oferecer.

 

E quando um "investimento" passa despercebido a (quase) toda a gente só pode merecer as enormes  "aspas" que eu coloco na palavra!

 

(E sobre "CORRUPÇÃO" não falo por agora, porque este é o tempo da Justiça).

publicado às 10:31

VALONGO, DA 'TRANSPARÊNCIA', DOS AJUSTES DIRECTOS E OUTRAS OPACIDADES...

O presidente do Turismo Porto e Norte de Portugal foi preso hoje, juntamente com alguns colaboradores e beneficiários directos da sua gestão (eventualmente) corrupta.

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Uma da personalidades detidas é mulher do presidente da Câmara de Santo Tirso. Evidentemente que não faço aqui qualquer ligação a este facto...

 

Mas Maria Manuela Barreira da Mota de Sousa Ferreira Couto tem uma empresa - a WGC Branding & Communication, unipessoal, Lda que celebrou no passado dia 15 um 'Ajuste directo' com a Câmara de José Manuel Ribeiro, perdão, de Valongo, para lhe tratar da imagem - de Valongo, evidentemente...

 

Não estou evidentemente a retirar qualquer conclusão precipitada nem a avançar com qualquer hipótese de haver aqui  corrupção envolvida;

 

Constato apenas e só, tratar-se de mais um 'Ajuste Directo' tão ao gosto de José Manuel Ribeiro...

 

Constato ainda - só e apenas - que a gestora do contrato é Lúcia Reis, oriunda da LUSA e contratada já no primeiro mandato de JMR para lhe tratar da imagem.

Pelos vistos continua a fazê-lo e da melhor maneira que sabe e pode - à nossa custa...

 

E é tudo... por agora!

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publicado às 21:15

VALONGO, NO LIMITE... SEM LIMITES!

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"Valongo, um território a descobrir"...

 

Uma simples frase-feita que, na realidade concreta e definida deste "subúrbio" da Mui Nobre e Invicta Cidade do Porto, pode assumir um significado improvável...

 

(E bem podem barafustar os "patriotas locais" contra a minha falta de 'patriotismo', que assumo por inteiro o termo "subúrbio", embora me sinta no dever de explicar melhor a sua utilização).

 

Temos inúmeras belezas naturais, umas visíveis outras escondidas, umas melhor ou pior aproveitadas ou preservadas, outras simplesmente esquecidas ou abandonadas - ou até mesmo votadas a uma quase criminosa e paulatina destruição.

Quem conhece minimamente o nosso território - e eu conheço-o relativamente bem, apesar de só por aqui andar há cerca de 40 anos e continuar a ter saudades do meu Santo Tirso do coração - sabe que não especulo com estas coisas.

 

(Até naquilo que vai recuperando e valorizando, Valongo tem, perece, vergonha de assumir e prefere dar-lhe 'apelidos' alheios. Veja-se o caso das "Serras do Porto").

 

Valongo tem História?

 

Tem, evidentemente! Todas as terras a têm, mas em Valongo e graças sobretudo ao empenho do actual soberano absoluto que nos governa desde 2013, um entusiasta da governação 'socratista' e da arte de cavalgar a toda a sela esse 'fenómeno extremo' que alguns teimam em apelidar de "corrupção", graças a ele, a nossa História resume-se a declarações vazias ou historicamente inconsistentes com uma ou outra publicação encomendada a historiadores de sofá que por aí abundam e são clientes habituais da mesa do orçamento na organização dos eventos tão ao gosto apurado de sua majestade o rei...

Foi o caso do livro cuja imagem ilustra o topo do texto e que é uma verdadeira vergonha!

 

Mas não era sobre esta "história" que eu hoje queria falar...

 

A História de Valongo tem sido ao longo dos (pelo menos) últimos 40 anos, infelizmente, mais feita de corrupção, gestão danosa - das finanças e do bem público - de favorecimento ilícito, de destruição da (verdadeira) História e, sobretudo, da paulatina e lamentável construção de um verdadeiro e acomodado subúrbio do Porto.

 

Se procura um 'dormitório' de fácil acesso - para um período mais ou menos longo ou apenas para uma noite, com 'aquecimento de pés' do tipo familiar ou em regime de 'pago à hora', com massagens tailandesas ou lusitanas, com entrada pelo 'lobby' ou pela garagem, Valongo tem.

 

Se procura um terreno disponível para instalar o seu negócio e aproveitar as relativamente boas condições de acessibilidade, não se assuste com o facto de a sua pretensão lhe parecer colidir com uma qualquer zona condicionada ou de reserva (agrícola ou ecológica), Valongo tem.

Tem e consegue dar a volta a todos os obstáculos que se oponham à sua ambição.

 

Veja o exemplo do que foi feito na naquela imensa área da Senhora do Amparo onde se implantou a plataforma logística da Jerónimo Martins e onde tudo continua a mexer - cremos até que já muito para além do inicial perímetro da Unidade Operativa de Planeamento e Gestão - UOPG 06.

 

Em Valongo o limite não é a Lei - as Leis são sempre muito incómodas para quem busca um enriquecimento sem grandes preocupações, sejam elas de ordem social ou de ordem ambiental.

 

Em Valongo o limite é determinado (quase sempre) pela ambição de quem investe e de quem governa para 'certos tipos' de investimento. 

 

Em Valongo o 'limite', no limite, pode mesmo não ter limites!

 

Mas como neste tipo de dissertações sobre o 'fenómeno da corrupção e do favorecimento ilícito' que, digam o que disserem, permanece umbilicalmente ligado à actual dinastia reinante do "subúrbio" corre o risco de se eternizar, voltarei em breve para mais e mais detalhados desenvolvimentos...

 

Portanto, o habitual (CONTINUA)...

________________________

 

PS: Amanhã, integrarei uma (nova) embaixada que se deslocará ao Ministério Público (DIAP) de Valongo para uma (nova) denúncia sobre gestão danosa e favorecimento ilícito na área do Urbanismo... 

 

 

 

 

 

 

 

publicado às 09:28

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