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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

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ATÉ QUANDO (2) - O BY-PASS

Petrogal acusada de poluir com conduta "clandestina"


Manuel Vitorino

Terá sido através de uma conduta enterrada na zona de protecção do ecossistema dunar que, há uma semana, a Petrogal lançou para o mar a descarga poluente, junto à ribeira da Guarda, na praia da Aldeia Nova, em Perafita, Matosinhos. "Até hoje [ontem], não havia conhecimento daquela conduta nem da sua autorização. Posso ser levado a considerá-la clandestina. A situação é muito grave", alertou Rui Lopes, presidente da Junta de Perafita.

Apesar da maré ter já limpo muita sujidade, sente-se, ainda, no areal o cheiro a derivados do petróleo. As pedras amareladas e o fio escuro de água a correr pela ribeira são indícios da agressão ao ambiente. "Foi preciso cá vir um tractor e vários camiões para levarem os sacos com a imundície. Quando aconteceu a descarga, não se podia estar aqui. O ar estava pesado, irrespirável", contou, ao JN, uma testemunha da descarga, ocorrida no dia 8.

Ontem, o JN, voltou a percorrer a zona e, apesar das operações de limpeza levadas a efeito pelos técnicos da Câmara de Matosinhos, permanecem visíveis os vestígios da descarga de derivados de hidrocarbonetos, através da conduta de betão localizada a 100 metros do emissário fluvial da ribeira da Guarda.

"Não temos dúvidas de que foi cometido mais um crime ambiental. A conduta estava camuflada e coberta por vegetação. Só não sabemos se foram ou não feitas mais descargas. Por isso, vamos pedir às autoridades com responsabilidades no Ambiente uma investigação às condutas situadas na orla costeira", referiu, ao JN, o autarca de Perafita.

(JN - edição de 17 de Agosto de 2007)


 

Pois é...

Ninguém com poder de decisão e obrigação de zelar pela saúde e bem estar  das pessoas deu pela construção da conduta, ninguém ouviu o barulho das máquinas, ninguém se apercebeu da implantação da cloaca sinistra no terreno, e apesar dos inúmeros episódios de descargas poluentes até agora relatados (talvez menos intensos que este último) a Câmara também nunca desconfiou de nada e "só soube agora" - talvez porque a defecação foi mais intensa e o autoclismo teve que debitar maior volume...

A junta de Freguesia, idem aspas...

Quanto ao cidadão comum, esse sempre soube que existia algures um  ânus sinistro quiçá o do próprio presidente da Petrogal...) a defecar às escondidas no seu território!

Só que o dito, ao que parece, sempre que se aliviava, o fazia por detrás da moita  - moita essa, que tanto a Câmara como a Junta de Freguesia conhecem bem e tinham obrigação de vigiar!

Agora, porque finalmente alguém mais atrevido espreitou melhor e viu o buraco, vai finalmente iniciar-se o correspondente procedimento legal - espera-se que ligeiramente mais célere que os processos da Casa Pia ou do Apito Dourado...

Até lá, um desafio a algum construtor civil com engenho e arte quanto bastem e uma dose de coragem à medida da tarefa,  para tentar - igualmente às escondidas - construir  um by-pass  à dita cloaca, fazendo com que o trânsito intestinal do monstro, saia (pelo menos uma vez) directamente no gabinete do Presidente do Conselho de Administração da Petrogal!

Se for necessário, eu posso dar uma mãozinha...

 


publicado às 23:13

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