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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

E POR CÁ, CAROS ALFENENSES?

Quando o homem se arma em omnipotente - e pior do que isso, em omnisciente - perante a Natureza, arrogando-se uma capacidade (que não tem) de a poder domar sem limites, acontecem tragédias como a da Madeira...

Tacitamente - e muito bem (digo eu) - tem sido mantida e irá continuar por mais algum tempo ainda, uma respeitosa reserva, face ao sofrimento daquele Povo que perdeu grande parte dos seus haveres e mais grave do que isso, tantos entes queridos ceifados pela tragédia.

Mas será que asneiras como as que podemos associar à tragédia da Madeira serão caso único?

Se descermos ao nível local - a nossa terra - tentando estabelecer um paralelismo (obviamente à escala) encontraremos asneiras que em situações climatéricas de limite como foi a da Madeira, poderão igualmente constituir grande risco de tragédia ou sofrimento.

Não se respeitam leitos de cheias, emparedam-se ribeiros, não se dimensionam devidamente condutas de águas pluviais, não se controla o assoreamento natural do nosso rio - ou não se fiscaliza devidamente a sua obstrução negligente ou criminosa - licencia-se construção de blocos junto às margens do mesmo, com garagens colectivas em caves abaixo da cota das condutas de águas pluviais e sem qualquer sistema de escoamento autónomo das mesmas em caso de inundação.

Em todas as tragédias existe sempre uma parte de ensinamentos para o futuro que é importante reter. Vamos pois olhar para a tragédia da Madeira, em primeiro lugar, com uma disposição solidária que deve envolver todos os portugueses, mas depois, passado o primeiro embate deste sofrimento que nos toca profundamente a todos, com a visão crítica capaz de exigir dos nossos governantes, dos nossos autarcas, dos nossos projectistas, dos nossos construtores civis - e também de nós próprios - um maior esforço para interagir com a Natureza e deixarmos de lhe impor "soluções" que ela mais tarde ou mais cedo nos vai demonstrar - por vezes com violência tal que nos colhe literalmente de surpresa - que quem impõe os limites continua a ser ela...


Post-Scriptum: Como não pretendo obviamente fazer qualquer aproveitamento em relação à tragédia da Madeira, não vou referir-me a nenhuma das muitas situações concretas que todos conhecemos na nossa terra. No entanto, elas existem e seria importante que de forma responsável - e sem a pressão da Natureza, que é suposto passar a ser menos "agressiva" com a entrada da Primavera - fossem analizadas e na medida do possível corrigidas.

publicado às 11:16

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