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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

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JUNTA DE FREGUESIA DE ALFENA - DIFERENTES VISÕES SOBRE SALDOS...

Ontem teve lugar mais uma reunião pública da Junta de Freguesia de Alfena.

Foram aprovadas as contas e o inventário relativos ao ano de 2009 e teceram-se (em causa própria) os habituais elogios à boa gestão do Executivo.

As questões que a seguir coloco, vão por isso contra essa onda de auto-elogio:

Como é que é possível por exemplo, um exercício de cidadania participativa, discutindo (elogiando ou criticando) a forma como os assuntos relevantes da nossa terra são resolvidos, numa reunião pública em que os cidadãos não puderam ter acesso aos documentos em discussão - neste caso às Contas do ano transacto?

De facto, os alfenenses só têm acesso a tudo que é discutido e aprovado nas reuniões de Junta (Actas incluídas) se o solicitarem por escrito na Secretaria, dentro do horário normal e nunca no momento em que o solicitam, o que desde logo, os obrigará a pelo menos duas deslocações à nossa "casa de pedra" - no caso das contas, nem isso seria possível, pois nem a Secretaria dispunha do Projecto...

Se isto não visa deliberadamente desincentivar os alfenenses de acompanharem e escrutinarem o trabalho dos seus eleitos, eu vou ali e já volto...

Mas regressemos às contas:

O nosso Presidente fez uma passagem genérica e muito vaga sobre as Contas - os restantes membros já conheciam o documento, mas o público não! - e destacou o pormenor altamente relevante (na sua opinião) de o saldo positivo da Junta ter aumentado, apesar de 2009 ter sido um ano de eleições...

Ora bem...

Será que é (socialmente) aceitável que Instituições como as Juntas de Freguesia, possam constituir e desenvolver este tipo de mealheiros quando se sabe da existência de um larguíssimo leque de problemas e situações onde o Orçamento podia e devia ser integralmente aplicado?

A meu ver, o problema de base reside no facto de a nossa Junta ( e se calhar muitas outras) não trabalharem com base em planos de actividade devidamente elaborados, baseados num programa de Receitas e Despesas devidamente ajustados às reais necessidades dos seus fregueses.

Por enquanto, o nosso governo só acumula saldos negativos, mas o que pensaríamos por exemplo, se um dia em que a crise tivesse acabado e as contas públicas tivessem sido postas em ordem (é uma hipótese meramente académica...) o governo do País nos viesse apresentar um saldo positivo? É que por muito que o País se desenvolva, sempre existirão necessidades superiores às disponibilidades!

Também isso se aplica à Juntas de Freguesia!

Mas pronto, ficou o registo de mais uma sessão de auto-elogio dos nossos eleitos e  quanto à informação, já requentada "promessa" de que "um dia, só não sei bem quando" (palavras do nosso Presidente) o site da Junta irá ser melhorado e actualizado com a frequência necessária (para estar ao serviço dos alfenenses e para que estes possam participar, devidamente informados, nos assuntos da sua terra - diremos nós...).

publicado às 13:58

3 comentários

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    cneves 10.04.2010

    Viva caro Ricardo,
    A confusão com o título, "déficit positivo, foi provocada por mim...
    Confesso que depois de reler o título decidi alterá-lo, porque o efeito que pretendia, parece não ter sido perceptível:
    O que eu pretendia era fazer fazer o contraponto entre o repetido auto-elogio do "saldo positivo" e aquilo que no fundo considero ser um déficit, dadas as carências que ficaram "do lado de cá" do badalado sinal "+"...
    Um abraço
  • Caro Celestino,

    Não pretendia, com a minha declaração, por em causa o que escreveu. Todos nós, e comigo também me acontece tal, por vezes não conseguimos transpor correctamente a escrito aquilo que nos vai na alma.

    Como se costuma dizer, o último Homem perfeito que percorreu a face da Terra, também não agradou a todos, e foi crucificado há quase 2000 anos...

    O importante é que cada um procure sempre melhorar, e dar o melhor de si em prol do Colectivo. Reafirmo a qualidade e utilidade do trabalho que tem feito no seu blog, e só tenho pena de, nos últimos tempos, não ter tido o tempo necessário para o visitar mais amiúde.

    Mas voltado às matéria que me são mais familiares (talvez por «defeito» de formação), a verdadeira questão que se deve por é que os políticos portugueses não parecem perceber muito de economia, e nem sempre um superavit financeiros (saldo positivo entre Receitas e Despesas) corresponde a um Ganho em termos económicos... mas isso já serão questões muito técnicas às quais os nossos actuais autarcas não ligam muito... são burocracias e complicações desnecessárias dizem eles...

    Um Abraço

    RRibeiro
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