ALFENA E O DIREITO À VERDADE...
E afinal... parece que o nosso "paladino" não disse toda a verdade sobre o pretenso (sim, porque até prova em contrário, é assim que deve ser designado) "roubo territorial"!
Conforme já escrevi, foi afirmado na reunião pública do Executivo da Junta do passado dia 9, que esta questão dos limites tinha sido objecto de acordo por volta de 2001, entre os vários Presidentes de Junta e técnicos Camarários e que "o único problema residia no facto de esse acordo não ter sido submetido para ratificação às várias Assembleias de Freguesia"...
Se assim fosse, teríamos aqui apenas um problema legal relativamente fácil de superar, uma vez que não me passa sequer pela cabeça que os actuais autarcas em exercício deixassem de honrar os compromissos assumidos pelos seus antecessores.
Além do mais, existindo esse tal acordo, o que é hábito nestas circunstâncias e seria expectável que acontecesse, é que o mesmo constasse de uma acta, o que transformaria este problema numa questão menor a resolver pelas actuais Assembleias de Freguesia.
Parece que afinal, não é exactamente isso que se passa, isto é, nunca foi firmado qualquer acordo e consequentemente, também não existe qualquer documento que suporte a afirmação bombástica do nosso Presidente no sentido de "mobilizar os alfenenses para a guerra"!
Mas será que alguém consegue colocar um pouco de discernimento naquelas cinco cabecinhas pensadoras que presidem aos destinos do nosso burgo, fazendo-lhes compreender que por esta via - aquela que vão propor aos Deputados da Assembleia de Freguesia no próximo dia 14 - mesmo que consiguissem levar todos os alfenenses atrás, não vão a lado nenhum?
Num Estado de Direito, existem regras que não podem deixar de ser cumpridas e questões como esta que enfrentamos, têm de ser tratadas segundo essas mesmas regras.
Espera-se que entre os Deputados da oposição (aqueles que não têm a "obrigação" de acenar sempre com a cabeça no sentido vertical) possa surgir no próximo dia 14, uma proposta concreta de saída para este imbróglio jurídico, capaz de conduzir os alfenenses por um caminho que vá dar a algum lado, em vez do beco sem saída para onde nos querem conduzir as cinco "mentes brilhantes" que actualmente reinam no burgo.
