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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

ALFENA E O "CONFLITO" LINGUÍSTICO...

 

Faço aqui e desde já, uma breve "declaração de interesses" para que ninguém retire do que vou escrever, outras ilações que não aquelas que resultam do conteúdo do texto por um lado, e do meu pensamento implícito, sempre que o mesmo possa não resultar completamente claro:

"Eu penso que Alfena tem limites geográficos bem definidos e profusamente documentados, desde há centenas de anos e que todos conhecemos desde sempre. Concordo por isso que se faça tudo o que possa representar um verdadeiro contributo para esclarecer o erro histórico grosseiro agora detectado nos mapas da CAOP, no SIG da Câmara de Valongo e também na versão da revisão do PDM que está a ser trabalhada"

Posto isto, e porque o que vou dizer sobre a Assembleia de Freguesia que teve lugar hoje (ontem...), apesar de não ser inócuo, também não vai prejudicar em nada o esforço que tem de ser feito por todos os alfenenses para ultrapassar esta situação dos limites geográficos, aqui vai:

Primeiro: O Ponto único da Ordem do dia passará a integrar o futuro anedotário da nossa Autarquia - "Aprovação da rectificação (sic) das plantas com a limitação geográfica de Alfena".

Como obviamente as Juntas de Freguesia não podem rectificar limites geográficos nem submetê-los à aprovação das respectivas Assembleias, ia já a discussão adiantada e as críticas à forma como o processo estava a ser conduzido também, quando de repente e perante uma pergunta concreta de uma Deputada do PS, os Presidentes da Junta e da Assembleia deram pelo erro - grosseiro, inoportuno e que punha tudo em causa... Vai daí, como se costuma dizer, fizeram pior a emenda que o soneto: - "...tratou-se apenas de uma gralha, porque o que queríamos dizer exactamente era ratificar..." - justificaram.

Falaram até num "e" em vez de um "a", quando não era só uma letra que estava em causa, mas enfim, lá emendaram a palavra e então ficou assim a respectiva Ordem do Dia:

(...) Aprovação da ratificação das plantas com os limites (...).

Eu sei que no dizer dos estrangeiros, a nossa língua não é nada fácil, mas apesar de tudo, há erros que são demasiado básicos para serem cometidos por um Órgão como a nossa Assembleia de Freguesia, onde o português (ainda) é a língua de trabalho!

"Aprovação da ratificação"? Mas afinal os Deputados ratificaram ou não as plantas? A resposta é sim, por maioria. E depois "aprovaram" essa ratificação? A resposta é não, nem faria qualquer sentido, pois isso seria uma pura redundância!

Segundo: E se alguém se lembrar de contestar legalmente os trabalhos desta Assembleia, pelo facto de a mesma ter laborado em perfeita ilegalidade? É que a correcção da "gralha" foi feita unilateralmente pela Mesa, sem consensualizar com os Deputados essa alteração que não é tão insipiente quanto isso!

Resumindo: Se os Deputados ratificaram as plantas e não "aprovaram" a ratificação, ficou a "faltar" uma votação e portanto, a Ordem do Dia não se cumpriu!

Haja paciência para tanto amadorismo!

Se aquilo que falta ao grupo dos "Unidos" é a colaboração dos alfenenses para os ajudar nestas questões formais, então solicitem-na. Há seguramente em Alfena muita gente capaz de os ajudar a evitar que episódios verdadeiramente anedóticos como este, transpareçam para o exterior!

Quanto ao fundo da questão (que é muito importante para Alfena!) o que importa em primeiro lugar, é apurar quem dentro da Câmara de Valongo, por negligência ou coisa pior, pactuou com este erro grosseiro - apesar de o PDM que anda a ser revisto há tempo demais e onde o erro foi detectado, ter como como é lógico, a versão anterior do mesmo como ponto de partida. E tanto quanto nos foi dito, nessa versão anterior, Alfena ainda não tinha "emagrecido"!

E depois, partindo do princípio de que todos os Presidentes das cinco Juntas de Freguesia são pessoas de bem importa também, consensualizar com os mesmos a forma de corrigir este erro.

Fácil será concluir, que o processo escolhido pelo Executivo de Alfena, não contribui para isso, mas enfim, como a razão de facto nos assiste, esperemos que sobretudo Valongo e Sobrado não atribuam excessiva importância a este desnecessário "esticar de corda" por parte do Executivo de Alfena.


PS: Como seria de esperar - como seria de esperar em grupos sectários como os UPA estão a provar ser - as propostas da Coragem de Mudar e do Partido Socialista, ambas no sentido da criação de uma Comissão para proceder no mais curto prazo de tempo possível ao levantamento de todos os elementos susceptíveis de ajudar a desmontar todo este monumental imbróglio, elementos esses que se encontram espalhados por inúmeros arquivos oficiais e particulares, foram chumbadas sem sequer ser admitidas para discussão! Mais uma vez e apesar deste assunto dever unir os alfenenses, funcionou a lei do "quero posso e mando"...

A partir deste momento, o "carro" está pois em movimento (!), conduzido apenas pelo seu condutor habitual e que já provou que a perícia não é o seu forte.

publicado às 00:26

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