JUNTA DE FREGUESIA DE ALFENA - LEIS E REGIMES DE EXCEPÇÃO...
Contive-me porém, que quem tem razão não precisa de baixar o nível ao ponto de atribuir ao interlocutor intenções escondidas como litigância de má fé ou excesso de tempo livre e mimos do género...
Mas lá que me custou manter a calma perante a frase do costume: "não me interessa a Lei para nada, eu é que sei quando vou poder responder aos seus Requerimentos e neste momento tenho coisas mais importantes para fazer, como sejam a organização do passeio de idosos e outras", lá isso custou!
Mas quem é que o homem pensa que é? Um novo Luís XIV de beca dos tempos modernos?
Acho que lhe ouvi ainda como remate - acho não! tenho a certeza! - um outro desaforo próprio de quem vive à sombra de um canudo cujo valor facial a avaliar pelo toque, não deve ser muito elevado: "e vai fazer o favor de aceitar que no que se refere a Leis eu sei mais do que você"...
Mas será que sabe Dr. Rogério Palhau? Não é o que se consta para aí - a não ser que aquele Código Civil que um dia lhe ofereceram para se actualizar, já esteja a dar frutos...
Por mim, sempre desconfiei daqueles homens de leis que precisam de se pôr em bicos de pé e dizer que são os maiores do mercado para atraírem clientes.
Se eventualmente estivesse a precisar de recorrer a serviços dessa área, escolheria seguramente profissionais com um perfil mais discreto e comedido!
E para fim de conversa, sempre lhe digo que não me sobra tempo para litigância de má fé! Agora o que não pode esperar da minha parte, é a subserviência - direi mesmo, o servilismo - de uma parte dos eleitores do burgo que votaram em si e que aceitam como lei tudo o que emana da sua mente aureolada!
Mas olhe que já não são tantos como eram em Outubro de 2009 e hão-de ser ainda menos na altura em que forem de novo chamados à boca das urnas!
No meu caso, vou continuar como sempre: a exercer uma cidadania plena e tão interventiva quanto me permitam as minhas capacidades! Se isso às vezes se traduzir em algum incómodo para si, temos pena!
PS: "O poder corrompe. O Poder absoluto corrompe absolutamente". É uma frase conhecida que em Alfena faz todo o sentido - pelos indícios vários, pelo odor que alguns figurantes libertam à sua passagem e também, como diz o Povo, "pelo andar da carruagem...".