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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

VALONGO - CONTRIBUTOS PARA A MELHORIA DA PROTECÇÃO CIVIL...

Em 15 de Agosto enviei à nossa Câmara - de excelência autárquica apelidada - a "carta aberta" publicada AQUI.

Hoje mesmo, recebi do nosso vice-presidente o Ofício que publico abaixo e que desde já agradeço.

No entanto, antes de passar reprodução integral da mesma, talvez seja importante esclarecer algumas das questões suscitadas, compaginando-as com as respostas recebidas:

1. "(...) para preparação da denominada "época de incêndios" foram realizadas duas reuniões (...)"

Comecemos pelo erro que muitos cometem quando se referem a uma "época de incêndios":

De facto, não existe uma época de incêndios propriamente dita. Quando muito, estaremos a falar do período crítico em que eles ocorrem em maior número, o que não é a mesma coisa. Mas se nos cingirmos apenas à tal época (e à sua preparação) então o trabalho não se pode - não se deve - limitar aos corpos de Bombeiros, Associações Florestais e "Entidades competentes".

Já quanto à fase da Prevenção, às vezes "dá-nos jeito" não falar disso, mas a verdade é que ela começa na organização dos espaços florestais, na escolha das espécies com que fazemos a florestação ou reflorestação dos mesmos, na sua manutenção ao longo do ano e na sua limpeza atempada. Os bombeiros são (apenas) a componente mais visível do sistema, mas se antes deles não houver trabalho de campo eles pouco mais poderão fazer do que minimizar danos e salvar habitações. Façam-se os investimentos que se fizerem para os dotar com os melhores meios, estes nunca serão suficientes!

2. "Foi realizada uma acção de sensibilização por Freguesia (...)"

Não vamos duvidar da afirmação do meu caro vice-presidente de Câmara, mas as acções de sensibilização só são eficazes quando se faz tudo para chegar àqueles que se pretende sensibilizar. Ora se nem eu que me considero uma pessoa interessada e minimamente informada acerca  do que se passa na minha terra me apercebi da dita acção, algo não correu tão bem como seguramente se pretendia - e não digo que tenha sido culpa da Câmara!

3. Números da "Fiscalização no terreno (...):

Mais do que quadros bem elaborados com números e percentagens simpáticos, "fala" o estado do terrenos e sobre Alfena, estamos conversados: o que não foi feito esteve bem à vista de todos antes do tal "período crítico dos incêndios" e se tudo isto de que estamos a falar não for encarado por todos no futuro próximo, de forma mais séria e responsável vamos ter seguramente a mesma situação no próximo ano.

7. "(...) deu-se mais prioridade a estas entidades (outros agentes de Protecção Civil - Bombeiros, Autoridades Policiais, Organizações de Produtores Florestais) que actuam directamente na fase crítica dos incêndios".

Reforço a ideia já expressa de que todas estas Entidades são já o "fim da linha" e que se antes deles não existir o trabalho que se impõe, eles nunca poderão fazer muito mais do que têm feito até aqui.

Resumindo e concluindo:

Admitindo que todos os levantamentos (cadastro geométrico e titularidade dos terrenos em faixas de gestão de combustíveis) se encontram concluídos importa ter em conta que nestas coisas de "gastar dinheiro a limpar os montes" quase nenhum proprietário é voluntário e que se não for a pressão social dos vizinhos e o apoio visível de quem tem por missão fiscalizar e fazer cumprir, no próximo ano teremos "mais do mesmo"...

E para que a pressão social (no bom sentido) possa funcionar, nada melhor do que promover a tempo e horas, amplas acções de sensibilização com as populações locais - o que convenhamos, não tem de facto acontecido até aqui!

Em jeito de conclusão e em abono da verdade, sinto que é meu dever de deixar aqui expresso, que considero existir por parte do nosso vice-presidente de Câmara um real e genuíno interesse em ajudar a melhorar todo este trabalho, não deixando de ter razão quando lembra que a estrutura do SMPC propriamente dita, foi criada apenas em Março de 2010. Consideremos pois a hipótese de que em 2011 tudo venha a ser diferente - para melhor, obviamente!

Segue-se então o Ofício:


 































 

 


 


































publicado às 14:27

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