ALFENA - PERÍODO PALHAULÍTICO INFERIOR...
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Ou dito de outra forma talvez mais exacta, opacidade, ocultação da verdade, mistificação...
De tudo isto existe um pouco na gestão da nossa Freguesia/Vila agora com pretensões a Cidade - sendo que todos os "poucos" somados resultam num "muito" demasiado nocivo para todos nós.
Consequências mais que previsíveis, resultados mais do que esperados para quem como nós, já há muito tinha deixado de acreditar em sereias e muito menos no canto das mesmas! Portanto, um período Palhaulítico que não era preciso ser-se bruxo para adivinhar, de tão previsível que era...
A última Assembleia foi mais uma demonstração da confusão que os nossos autarcas/fósseis fazem sobre quais são as funções específicas de cada um dos Órgãos da nossa Freguesia - Assembleia e Junta.
E nada "melhor" do que o apagamento do Presidente da Assembleia, que tem abdicado literalmente do seu papel - e do Órgão a que preside - de acompanhamento, fiscalização, escrutínio, exigência de rigor e garante do cumprimento da legalidade por parte do Executivo da Junta, para dar corpo à sede de protagonismo do granítico autarca que o dirige, qual prepotente reizinho perante a plebe a quem se dirige com ar sobranceiro e displicente - como fez mais uma vez na última Assembleia...
Como se ali, ele estivesse "em pé de igualdade" com os Deputados e pudesse usar das mesmas prorrogativas destes em relação às intervenções!
Como se ali, lhe assistisse o direito de fazer humor com coisas sérias ou hostilizar os Deputados da Oposição, como se pertencessem a uma qualquer classe inferior!
Como se tivesse o direito de tomar a palavra sem que a mesma lhe tivesse sido concedida ou lhe tivesse sido pedido para dar alguma explicação!
Mas apesar de toda a verborreia isenta de conteúdo, esqueceu-se o granítico autarca de explicar porque é que se recusa a cumprir o Estatuto do Direito da Oposição, porque é que nunca lhe ocorreu a obrigação da consulta prévia às forças representadas na Assembleia - para além obviamente, daquela que se assume como o eco do seu inexistente projecto.
Um dia destes, alguém terá (inevitavelmente) de dizer ao Presidente do nosso Órgão Maior - a Assembleia de Freguesia - que das duas uma: ou assume de uma vez por todas o papel que lhe cabe e põe "ordem na casa", ou outros - que podem ser os Tribunais ou a IGAL, por exemplo - terão de o fazer por ele!
Para bem de todos nós, espera-se e acredita-se que este "desastre" que representa para Alfena o tal período Palhaulítico, não dure tanto como o da pedra lascada em que nos inspiramos para o baptizar - aqui faz sentido invocar a Wikipédia...