O teor da NOTÍCIA que se segue, publicada hoje no JN, não nos causa propriamente uma especial surpresa:
"Câmara de Valongo vai demorar 12 anos a sair de buraco financeiro
Saneamento das contas assenta em empréstimo de 30 milhões
O desequilíbrio financeiro da Câmara de Valongo só será resolvido com um empréstimo contraído para 12 anos. Essa é a conclusão de um estudo encomendado pela Autarquia, que levou a Oposição a dizer que o Município está hipotecado. O Executivo não comenta.
O estudo foi encomendado pela Câmara de Valongo, em Maio, à "Impa Economistas - Consultores Lda". "Detectámos que havia necessidade de avançar com um plano de saneamento financeiro", refere o vereador com o pelouro das Finanças, Arnaldo Soares. Esta semana, o documento foi entregue à Oposição."
(...)
Nós já sabíamos, quase todos os Valonguenses também sabiam e até quem negava a pés juntos que houvesse qualquer razão para alarme o sabia:
O Dr. Fernando Melo, os seus directos colaboradores e também o Dr. Arnaldo Soares, um dos principais mentores do último Orçamento - um completo embuste, um autêntico trabalho de mistificação sem qualquer correspondência com a realidade concreta da Autarquia e em devido tempo denunciado pelos Vereadores da "Coragem de Mudar", mas salvo pelo "gongo" do Partido Socialista que o viabilizou com a sua abstenção...
Agora só nos resta esperar pela "dolorosa" que nos vão fazer chegar mais cedo que tarde...
Caso para dizer, se vêem aí (dizem) os "paramédicos" FMI para fazer "respiração boca a boca" ao País, talvez alguém se lembre de lhes sugerir uma pequena escala em Valongo. Há aqui alguém a precisar urgentemente, não de "boca a boca" mas de um desfibrilador - daqueles especiais que só os homens do capital sabem manusear.
O pior é que os métodos de "ressuscitação" do FMI são regra geral demasiado invasivos e quase sempre temidos pelos danos colaterais que costumam provocar...