ALFENA - "À MULHER DE CÉSAR-2..."
Todos conhecemos seguramente um daqueles casos de expropriação de prédios rústicos por utilidade pública e no rombo que que a mesma normalmente representa para as justas expectativas dos seus proprietários.
Como o ponto de partida é sempre o valor constante dos registos de propriedade e esse valor, é quase sempre, por interesse dos seus proprietários na sua compreensível tentativa de escapar à autêntica rapina tributária de que somos vítimas, inferior ao real, na hora da alienação estes vêem-se confrontados com importâncias que nada têm ou têm pouco a ver com a realidade actual.
É portanto um ponto assente, que a subavaliação dos prédios rústicos é sempre um "pau de dois bicos" e que aquilo que se ganha "fugindo" às Finanças, pode bem vir um dia a ser perdido com "juros e correcção monetária" - como dizem os brasileiros!
Curiosamente, vem todo este arrazoado a propósito do assunto bem nosso conhecido: A famosa "ex-futura zona industrial de Alfena".
E se um dia alguém, por mera hipótese académica, se lembrasse de sugerir como alternativa para o "plano de enriquecimento ilícito" previsto para toda aquela zona, a criação de uma empresa de capitais mistos onde a Câmara pudesse intervir de forma a proteger o interesse público e ao mesmo tempo, colocar à disposição das empresas do Concelho equipamentos a preços controlados - como acontece aliás em tantos Concelhos (desde logo, no nosso próprio)?
À partida, o assunto até parece pacífico. Parece...
É que na concretização da tal "hipótese académica" de que falamos, alguém consegue arriscar quais seriam os valores constantes - em termos de Fisco - no último registo matricial a favor do(s) "testa(s) de ferro" do Grupo Santander?
Pois...
E não é estranho que continuemos a assistir em Alfena ao total engajamento do executivo da nossa Junta de Freguesia neste projecto de interesse privado?
Não seria mais natural e menos susceptível de ilações pouco abonatórias, vermos os nossos autarcas a defenderem a tal "hipótese académica" referida?