VALONGO - MINIMIZAÇÃO DE DANOS...
Hoje na Reunião pública de Câmara, parece que se goraram algumas expectativas...
Desde logo e em primeiro lugar, as do Executivo, que pretendia ver aprovados dois importantes documentos:
- Estudo e Plano de Saneamento Financeiro do Município de Valongo.
- Aprovação da contratação de um empréstimo a longo prazo para saneamento financeiro Municipal, até ao montante de 25.000.000€. Aprovação das cláusulas contratuais.
Perante a ameaça de serem liminarmente chumbados, o Executivo viu-se obrigado a retirá-los da Ordem do Dia.
Depois, goraram-se também as "expectativas" do Partido Socialista, que via aqui uma janela de oportunidade para "marcar território", fazendo de conta que é a a única oposição "que conta".
Ora o que aconteceu, é que não contou para nada, porque a Coragem de Mudar forçou ao recuo estratégico do Executivo.
Respingo aqui um pequeno recorte publicado na página da nossa Associação e que explica de forma clara, como é que se pode fazer oposição - de forma séria, responsável mas ao mesmo tempo, com a firmeza adequada - e como de uma assentada fica demonstrado, que não fora o oportunismo do Partido Socialista quando se dividiu na altura da apresentação de uma Candidatura a Valongo, optando pela do "aparelho" e que ia contra todos os interesses dos Valonguenses e teríamos hoje um Executivo Municipal bem diferente para varrer os "cacos" que Fernando Melo anda a espalhar há dezassete anos.
Não foi assim e por isso resta-nos continuar ao menos a trabalhar para "minimizar danos" - impedindo por um lado a "política de terra queimada" em que o PS Valonguense parece agora interessado e ao mesmo tempo, refrear a "fúria" devastadora de Fernando Melo, que qual elefente em loja de porcelanas, continua a escaqueirar as finanças do Município. Hoje conseguimos evitar danos maiores.
A reunião pública da Câmara Municipal de Valongo (CMV), realizada hoje de manhã, mostrou três formas distintas de fazer política. O Executivo PSD pretendia ver aprovado um suposto Plano de Saneamento Financeiro que não colocava em causa nem reflectia os motivos por que a CMV chegou à actual situação de desequilíbrio financeiro. O PS queria votar contra a todo o custo, para parecer fazer oposição. A Coragem de Mudar obrigou à retirada do documento, de modo a que nele possam ser incluídas medidas estruturais de fundo.
A vereadora Maria José Azevedo recordou que a Coragem de Mudar “não é parte do problema”, porque sempre alertou para a caminhada da edilidade para a ruptura financeira por acção eleitoralista de quem a gere. Ainda assim, a autarca independente mostrou disponibilidade para ser parte da solução, desde que a Câmara aceite algumas condições para que o saneamento financeiro seja estrutural e resultado da boa gestão.
A Coragem de Mudar exige que seja efectuado um estudo de avaliação das concessões de água e de estacionamento, de molde a saber-se se são benéficas ou prejudiciais para o Concelho e para os seus Cidadãos. O grupo independente insta ainda o Executivo a apresentar uma análise quantificada ao desempenho da empresa municipal de habitação. O resultado destas avaliações terá de ter consequências, frisou Maria José Azevedo, acrescentando que a redução dos lugares de chefia no organograma municipal é outra condição para que a CMV tenha um verdadeiro Plano de Saneamento Financeiro. (...)
No final da Reunião, no ponto reservado ao Público, coloquei uma vez mais "Alfena no mapa", formulando a seguinte pergunta ao Presidente da Câmara:
"Tendo em conta o necessário acompanhamento que o Executivo da Câmara assegura a todos os projectos que licencia, sobretudo àqueles que se revestem de interesse relevante para o nosso Concelho, pode o Sr. Presidente garantir-me que os dois projectos assim considerados – Hospital Privado de Alfena e Plataforma Logística da Chronopost, também em Alfena – se manterão dentro dos exactos parâmetros para os quais foram licenciados, incluindo o tipo de utilizações para os quais foram previstos?"
Pela voz do seu Vicé, fiquei a saber que a Câmara à partida não pode garantir nada, a não ser que a) não entrou nenhum pedido de alteração relativamente aos objectos dos licenciamentos e b) que se por mera hipótese isso viesse a acontecer, os mesmos teriam de voltar ao Órgão que os aprovou.
Veremos se a minha pergunta tem ou não pertinência. É que andam para aí uns rumores...