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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

PRIMAVERA PRESSENTIDA...

Insistem os homens da meteorologia, "no frio que vamos ter nos próximos dias, na chuva que vai cair, em neve nas terras altas, em trovoadas"...

O seu pessimismo reconduz-me à página do calendário que confirma (a página) que é ainda de Inverno a Estação do nosso descontentamento...

Mas porque será então que não os levo a sério - nem aos meteorologistas com as suas previsões, nem ao calendário com as suas certezas?

Talvez porque já colorida pelo desabrochar mais precoce das primeiras flores por mais que tente respingar e ameaçar, a Natureza fica menos circunspecta e menos ameaçadora...

E na terra molhada por onde caminhamos,  já não sentimos a lama a sujar-nos os pés, mas o verde do tapete com que a próxima Estação se faz anunciar.

publicado às 21:00

A PSP DE BRAGA E A "ORIGEM DO MUNDO"...

Gustave Courbet "A Origem do Mundo" (1866) -  Museu d'Orsay, Paris

 

Há episódios da vida real, que nos trazem à memória os homens do lápis azul...

Este é um deles - não porque devamos atribuir a importância transcendente de atentado ao acto de confiscar um vulgar livro de pinturas  nem à PSP de Braga a malévola intenção de se assumir como o braço armado dos "novos inquisidores Diocesanos" - mas apenas pelo facto de ter posto a nu a triste boçalidade da maior parte dos elementos das nossas polícias: são ainda muitos os que (não por culpa própria seguramente) não têm mais que o nível básico de instrução.

No fim desta história, eles que não têm qualquer culpa do seu "analfabetismo" vão ser os únicos que vão sair a perder! 

Ah! e na origem do acto repressivo - pasme-se! -  está uma pintura de Gustave Courbet  de 1866 - "ontem" portanto)!


PS: Segundo um comunicado da PSP, a apreensão justificou-se pelo receio da ocorrência de alterações da "ordem pública" (receberam ameaças de algumas pessoas de partir para a violência no sentido de pôr termo ao "atentado")...

Estou a ver mal a coisa, ou abre-se aqui um "pequenino" precedente?

publicado às 20:11

SER OU NÃO SER (NORMAL) EIS A QUESTÃO...

Como se esperava - como o governo esperava e desejava - o casamento entre pessoas do mesmo sexo, já é "tema do dia" há vários dias (e não pelas razões publicamente expressas pelo primeiro ministro...)

Hoje por exemplo, a propósito de declarações do Cardeal Saraiva Martins, houve mesmo um fórum sobre o tema, no canal de Notícias da RTP...

Tudo portanto a correr pelo melhor para José Sócrates, com a crise a perder algum fôlego no debate público - o que não significa obviamente que o poder letal da mesma se tenha vindo a atenuar!

Fica cada vez mais claro, que a introdução peregrina  deste tema e neste momento, mais não visa do que iniciar o processo de "indução anestésica" da sociedade, para que esta não reaja da forma que seria expectável face à incapacidade do governo em encontrar a terapia adequada para o sofrimento cada vez maior que sobre ela se abate... 

Por outro lado, não se percebe muito bem a posição dos vários grupos de gays e lésbicas sobre o assunto:

Por que raio é que duas pessoas - do mesmo sexo ou não - que se amam e por isso decidem constituir uma célula familiar, necessitam da "bênção" do  Estado para o fazer? Será apenas através do casamento que se pode resolver o problema dos seus direitos mútuos?

Será que a qualidade e a robustez dos laços que os unem dependem da "mimetização" parola dos casamentos hetero, com o ramo de flor de laranjeira (já agora, qual dos dois é que deve levar o ramo?) a troca de alianças,  o "pode beijar a noiva (ou o noivo)", o lançamento do ramo para o grupo das moças casadoiras - onde é suposto que ocorra também uma alteração de "pormenor" consoante a cerimónia se refira ao casamento de dois "eles" ou duas "elas"...

Mas tem sorte o primeiro ministro ministro, por ter do lado dos opositores ao dito   casamento, uma Igreja e uma hierarquia, onde o discernimento nem sempre abunda: bastou que os "agitadores de turno" do lado do governo lançassem o "isco", para que as águas se agitassem com vários Bispos, Cardeais e outros porta vozes, a emitir opiniões e críticas, cada uma mais insensata que a outra...

De facto, a Igreja é a entidade com menos credibilidade para formular juízos de valor acerca do que é ser ou não ser "normal":

Não nos devemos esquecer que a Igreja ainda não considera "normal" o uso de um simples preservativo e que a "função primordial" do sexo. ainda é fundamentalmente  a da procriação - já para não falar no "pecado" que constitui, o facto dos dois elementos de um casal (casal hetero, entenda-se) optarem por "percursos" diferentes dos tradicionais para a consumação do acto sexual...

É caso para dizer - adaptando um aforismo bem conhecido - que "com inimigos como estes, para que é que precisa José Sócrates de amigos?"

 

 

 


publicado às 11:23

"A CAMPANHA NEGRA"...

Campanha negra?

Temos pena meu caro Zèzito, mas com os dados de que disponho, não me parece que possa existir...

 (Espero que não se importe que eu utilize o mesmo diminutivo carinhoso que o seu tio utilizou... É que eu que sempre tratei os meus sobrinhos por "itos", acho tão ternurento que um primeiro ministro possa ser tratado também assim!)

 Mas regressemos à pergunta e à sua insinuação implícita de que existirão eventuais "forças ocultas" por detrás da mesma. 

Não me parece que chamar mentiroso a um...mentiroso, possa indiciar qualquer tipo de maquinação! Além do mais, que outro nome é que se poderia chamar a quem não cumpre nenhuma das promessas que faz?

(Excepção para as promessas que envolvem malfeitorias, que essas sim normalmente são cumpridas...)

Por outro lado, se tivermos em conta a quantidade de "esqueletos escondidos no armário" que o Zèzito persiste em manter , não se deve espantar se de vez em quando alguém com feitio mais coca-bichinhos lá for mexer de novo e aparecer com um deles transformado em arma de arremesso!

Não nos esqueçamos das muitas histórias que permanecem ainda muito mal explicadas: a sua licenciatura, as suas aulas na Independente sem que o regime das incompatibilidades o permitisse, os projectos assinados por si, mas alegadamente elaborados por outros, a aprovação do mega- projecto urbanístico de Setúbal que estes dias foi notícia com o corte massivo de sobreiros (à pressa antes de que a providência cautelar interposta e que veio a ser aprovada por um Tribunal, pudesse surtir efeito) e por último, o caso mais mediático de todos, o designado "Caso Freeport"...  

Bem... admito que chamar-lhe "Pinóquio" (como o cartaz da JSD sugere) possa ser um pouco excessivo - afinal o seu nariz não é tão grande assim...

(Já não me chocaria tanto - porque mais verosímil - se o termo fosse Pinocchio, mas isso já são outros quinhentos...)

Agora Zèzito, permita que lhe tire o chapéu! Foi de mestre aquela espectacular cortina de fumo que você e os seus amigos mais próximos desencadearam, com a história do casamento entre pessoas do mesmo sexo e com a introdução do tema da Eutanásia!

Vai ver que durante uns bons tempos o Povo se vai entreter com isso esquecendo as questões mais quentes e incómodas...


PS: Quem não se lembra desta pequena preciosidade do nosso cancioneiro popular?

 "Josézito
Já te tenho dito
Que não é bonito
Andares m'enganar
Josézito
Já te tenho dito
Que não é bonito
Andares m'enganar

Chora agora
Josézito chora
Que me vou embora
P'ra não mais voltar
Chora agora
Josézito chora
Que me vou embora
P'ra não mais voltar"

publicado às 14:52

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