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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

E ALFENA É PARA QUANDO?

Quem viu o Dr. Palhau no Sábado passado na Assembleia Municipal - não, não vou falar outra vez no "lamentável lapso" do voto fatal - quem o viu, com aquele ar afobado, poderia ser levado a pensar (erradamente) que o homem anda muito ocupado com a gestão da Junta de Alfena.

Puro engano! O que mais lhe sobra é tempo - também com a excelência de parte do quadro dos funcionários que o assessoram, a "máquina" funciona quase sozinha!

Não é para todos - todos os presidentes de Junta da dimensão da nossa - terem por exemplo, um funcionário doutor (recentemente promovido a funcionário superior,  na sequência de um concurso estranho, estranho...) e os resultados estão bem à vista (ou será que não estão?): Uma "boa qualidade"  na informação que é facultada aos fregueses, uma Página na Internet que é um "primor"  e permanentemente "actualizada"  - eu é que costumo ter azar, porque sempre que a visito aparecem-me aquelas frases recorrentes e esquisitas "Em construção" ou ainda "Em remodelação"...

Em determinada altura, quando os Unidos ocuparam pela primeira vez a cadeira do poder a primeira coisa que o Dr. Arnaldo fez foi colocar na "prateleira" um dos funcionários mais antigos, alegadamente por não ter perfil para a dimensão e a qualidade que se queria imprimir ao futuro trabalho da Junta (claro que todos sabemos qual foi o verdadeiro motivo para essa "despromoção", mas isso são "outros quinhentos"...). Uma promoção depois e apesar do "upgrad" do dito funcionário a doutor, os anos têm passado sobre a "auréola boreal" do "milagre" Unidos por Alfena e nós continuamos à espera do futuro, do trabalho de qualidade, de uma junta com perfil amigável, em suma, de Obras em vez de projectos - muitos projectos, só que eternamente projectos.

Até parece que os nossos autarcas, alegadamente de áreas distintas da do primeiro-ministro Sócrates, andam a ler a mesma "cartilha" do dito!

publicado às 23:57

TRABALHO COMUNITÁRIO - DEPOIS DO TRÂNSITO EM JULGADO...

Há uma horas atrás, um visitante deste espaço - socialista, valonguense e súbdito de Afonso Lobão - acusava-me de ter ódio aos socialistas...

Não sei onde é que este devoto do "homem das contas à Guterres", ou seja, 0,5% de 1,5% (o valor da derrama) serem "o mesmo" que 1/3 de 1,5% (!), valor que serviria para constituir um Fundo de Emergência a criar pela nossa Autarquia, não sei dizia, onde foi ele buscar esta treta do ódio...

A questão talvez tenha a ver com a confusão que muitos fazem entre "socialistas" (adeptos de Sócrates) e Socialistas - da estatura de um Guilherme de Oliveira Martins,  um João Cravinho, um Manuel Alegre e muito outros...

É que dos últimos, eu não tenho vergonha de dizer que sou compatriota, já dos primeiros!...

Mas mesmo em relação aos primeiros, a palavra ódio talvez seja um pouco exagerada. Ficar-me-ia por esta reacção alérgica (tipo urticária) que me incomoda sempre que assisto ao desfiar das suas qualidades como governantes e à repetição até à exaustão dos seus projectos - eternamente projectos -  nos órgãos de comunicação que fazem parte  do "sistema".

Ah! E também não os condenaria - mesmo que a tivéssemos - à pena de morte pelos crimes que têm andado a cometer! Ficar-me-ia - depois de um julgamento sumário mas com todas as garantias de defesa disponibilizados pela República, para o caso de não poderem pagar as custas de um advogado próprio - pela condenação a trabalho em favor da Comunidade por um período igual ao triplo daquele em que nos têm andado a roubar.

Mas já que o tal socialista, valonguense, etc., etc. fala em ódio... isso é o que Afonso Lobão sente por aqueles que ainda há bem pouco tempo defendiam as mesmas cores partidárias e que - apenas por necessidade de protagonismo da clique de que Lobão faz parte, mas que vai para além de Valongo - agora são os inimigos a abater. E tudo isto, enquanto nas costas dos eleitores que os elegeram, fazem acordos de "cedência de cadeiras de comando" aos que, esses sim, deveriam ser os verdadeiros inimigos - como aconteceu por exemplo em Ermesinde!

publicado às 21:42

"SICÍLIA HISPÂNICA"...

“Eu estou preocupado e empenhado é com o povo madeirense e com a Madeira, o que se passa na Sicília hispânica é um problema daquela gente que eu não tenho nada com isso, nem quero saber daquilo para nada”, declarou.


Ora cá está uma prova de que, não existem estados de demência absoluta. Mesmo nos casos considerados irrecuperáveis, surgem por vezes episódios de acutilante lucidez capazes de nos surpreender verdadeiramente!

Sicília hispânica é uma boa designação para caracterizar o "País de Sócrates" - e atenção, que por "País" devemos aqui entender, não País de que todos gostamos muito, mas esse pequeno "arquipélago" de ilhotas situadas entre os quarteirões das Praças do Município, do Comércio e Ruas da Escola Politécnica e da Imprensa à Estrela em Lisboa!

Confesso que não gosto da truculência do homem e menos ainda da sua boçalidade - ou se quisermos, da sua incontinência verbal - mas desta vez, estou em total acordo com o sentido implícito (ou será explícito?) de sua frase.

publicado às 19:15

O DR. ROGÉRIO PALHAU E A "LEGITIMATIO AD PROCESSUM"...

REGIMENTO DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE VALONGO

(...)

ARTIGO 39.o (Proibição do uso da palavra no período de votação)

1. Anunciado o início da votação, nenhum membro poderá usar da palavra até à proclamação do resultado, excepto para apresentar requerimentos respeitantes ao processo de votação ou solicitar esclarecimentos à mesa para o mesmo fim.

2. O requerimento ou pedido de esclarecimentos referidos no número anterior deverão ser formulados antes da votação iniciada, sendo rejeitados ou desatendidos pela Mesa, quando a sua apresentação se verificar no decurso da votação.

(...)


 

Ora bem... Foi um deslize - inconveniente e relevante deslize, diga-se -  o do Dr. Rogério Palhau (Presidente da Junta de Freguesia de Alfena) na votação de uma das propostas da Câmara na Assembleia Municipal de Valongo, criando uma gravíssima situação de vazio para o ano 2010 em termos de Taxas. Como entretanto, se não vierem a ocorrer nos próximos tempos intercalares para a Junta, ele irá continuar a participar - e também a votar - em próximas Assembleias, seria de todo recomendável (digo eu) que a Assembleia Municipal introduzisse um mecanismo de salvaguarda face aos actos do Dr.Palhau.

Algo do género:

 

ARTIGO 39º.

(...)

3. Terminada a votação e antes de se anunciarem os resultados, o Presidente da Assembleia deve perguntar ao Presidente da Junta de Freguesia de Alfena (caso esteja presente) se quer manter ou reformular o seu voto.

4. Aos resultados da votação e fazendo parte integrante dos mesmos, deverá ser anexado um  legitimatio ad processum (*) que o Dr. Palhau deverá apresentar em todas as Sessões, na altura em que assina o Registo de Presenças dos Deputados. 

ARTIGO 40.o (Declaração de voto)

(...)

 

De qualquer forma, este episódio verdadeiramente anedótico - embora também gravoso para a Câmara e em última instância, para os Valonguenses - teve apesar de tudo um aspecto positivo: o de tornar claro para os nossos autarcas centralistas e elitistas que sempre têm considerado a Vila de Alfena como uma simples "leira" da sua "quinta maior" que é Valongo, que afinal nem que seja por "linhas tortas", desta vez "contamos mesmo"!

E agora, passado o momento de humor e de descompressão, vamos ver como é que na Segunda-feira Fernando Melo - que até não esteve presente na Assembleia - vai encarar o assunto. 

Tenho aqui preparada - mas por enquanto ainda contida - uma sonora gargalhada para soltar. Só peço que me avisem no momento oportuno...

 

(*) Legitimatio ad processum -  É o conjunto de legitimidade e capacidade para agir e reagir em juízo como sujeito ativo ou passivo de uma mesma relação processual, por si ou representado, assistido ou autorizado por outrem, ou em função de mandatário judicial legalmente habilitado. 


 

P.S: Sugiro que, apesar de tudo, não me levem muito a sério relativamente à proposta que acabei de fazer...

publicado às 13:00

VALONGO SEM TAXAS EM 2010...

Câmara impedida de cobrar taxas por irresponsabilidade do PS e da coligação PSD/PP

2009-11-28

 


A Câmara Municipal de Valongo está impedida de cobrar taxas pelos serviços que venha a prestar aos munícipes em 2010. A decisão, tomada na reunião desta manhã da Assembleia Municipal, é altamente penalizadora para as necessidades financeiras do Concelho e decorre do comportamento irresponsável dos eleitos do PS e da “distracção” do presidente da Junta de Alfena, um “independente” eleito com o apoio da coligação PSD/CDS-PP.

A legislação obriga à aprovação de um novo regulamento de taxas municipais. Não havendo essa aprovação, cessam, em 1 de Janeiro, todas as taxas municipais – excepto as de urbanismo, votadas à parte. Tendo em conta as exigências legais, a Coragem de Mudar prescindiu de votar contra o documento, apesar de este merecer a rejeição. Em contrapartida, o presidente da Câmara e os vereadores que o acompanham comprometeram-se, em reunião de Câmara, a constituir uma comissão que analise o regulamento e que proceda a todas as alterações necessárias no prazo máximo de seis meses. Em sede de executivo municipal, o PS aceitou este processo e também se absteve na votação do documento.
Só que na reunião da Assembleia Municipal falou mais alto a luta pelo protagonismo dentro do PS. Se na Câmara o vereador Afonso Lobão diz “mata”, o deputado municipal José Manuel Ribeiro tem de dizer “esfola”, de modo a ter maior protagonismo. Com esta luta de egos perdeu, para já, o Concelho. No afã de se mostrar mais activo do que Afonso Lobão, o líder dos deputados municipais do PS levou a sua bancada a votar em contradição com o que tinham feito os vereadores do mesmo partido. Enquanto na Câmara o PS viabilizou o documento, para que a Câmara possa continuar a cobrar taxas – instrumento indispensável à gestão -, na Assembleia Municipal, o mesmo PS votou contra. Alegadamente por estar distraído e por não saber o que estava em votação, o presidente da Junta de Alfena, Rogério Palhau, absteve-se. Com isso, a proposta foi rejeitada, da mesma forma que havia sido “chumbada” uma proposta do PS, que mereceu o voto contra da Coragem de Mudar por ser extemporânea e não respeitar o consenso obtido em sede de executivo, quando todas as forças representadas concordaram em viabilizar o regulamento com a contrapartida de ele ser alvo de uma revisão profunda por uma comissão alargada.


Ai, ai! Dr. Palhau! O Dr. Melo vai dar "tautau"!

E foi assim, no decurso de uma Assembleia Extraordinária que hoje teve lugar, num fugaz momento de lucidez (ou loucura?) que o Dr. Palhau, presidente da Junta de Alfena e Deputado independente com assento por  inerência, na Assembleia Municipal de Valongo, arranjou um verdadeiro 31 à maioria relativa do Dr. Fernando Melo.

Mas não foi só ele, porque o PS também distraído, votou contra a proposta viabilizada na Câmara por todos os Vereadores!

Fico dividido neste sentimento de comiseração relativamente ao "sofrimento" alheio: entre o ar aflito do Dr. Palhau que ainda tentou que o presidente da Assembleia repetisse a votação (!) ou lhe permitisse alterar o sentido do seu voto alegando que não tinha percebido e o ar embasbacado dos Deputados do PS, quando (finalmente) perceberam - irra! que são lentos! - o que tinham acabado de fazer...

Valonguenses, preparem-se - sobretudo aqueles que ainda têm vindo a beneficiar de alguns dos escassos apoios da Câmara nesta altura de crise e carências de toda a ordem - para assistir em 2010 ao maior "fechar de torneira" de que teremos memória na maioria dos apoios sociais que ainda íamos tendo!

É que agora, vão sobrar álibis...

 

 

 

publicado às 16:32

PS VALONGO - O DR. AFONSO LOBÃO E AS "CONTAS À GUTERRES"...

Ele há cá com cada coisa, que às vezes até custa a acreditar...

Na anterior reunião de Câmara, o Dr. Lobão viabilizou a proposta da maioria do Dr. Melo para uma "derrama" de 1,5% - o máximo permitido - contra uma proposta de redução de 20% da "Coragem de Mudar". Para tentar "dourar a pílula" junto dos Valonguenses apresentaram o presente - presente para a maioria, obviamente - embrulhado numa "contrapartida": a criação de um fundo de emergência social para o qual deveriam ser reservados 0,5% desse imposto.

Na reunião de hoje, o Dr. Afonso Lobão corrigiu a sua proposta anterior, clarificando que afinal o que pretendiam com a referida proposta, era reservar 1/3  de 1,5%.

O que terá pois acontecido entre uma e outra reunião para a apresentação desta "errata"

Ora bem... a "transcrição" do diálogo que se segue é fruto apenas da minha "imaginação fértil", pelo que qualquer semelhança com a realidade, poderá ser apenas - quem sabe? - mera coincidência...

- Tio Afonso, tio Afonso - quem chamava assim, era um dos muitos sobrinhos, daqueles ainda em idade escolar - ajuda-me aqui numa dúvida com os meus TPC's!

- Ora diz lá rapaz.

- Então tio é assim: quanto são 0,5% de 1,5%?

- Eh! pá... essa é fácil e vem mesmo a propósito de uma proposta que conseguimos aprovar hoje lá na reunião de Câmara! 0,5% de 1,5% é igual a 1/3 de 1,5%!

- Boa! Obrigado tio Afonso!

No dia seguinte, cruzou-se de novo com o pequenote, corrigidos já devidamente os TPC's e achou-o diferente, desanimado, cabisbaixo...

- Então Rui que tal os TPC's?

- Oh! tio Afonso... Lixaste-me! Se não fosses tu, tinha tido tudo certo...

E foi assim, depois da explicação de um puto de 11 anos e da forma mais improvável que se poderia imaginar, que o Dr. Afonso Lobão ficou a saber que afinal, 1/3 de 1 milhão de euros é (bastante) mais que 0,5% desse mesmo milhão...

 

publicado às 19:32

VALONGO JÁ ESTÁ A GANHAR...

Ficaram esclarecidas hoje (na Reunião Pública de Câmara) algumas dúvidas (que eu tinha) acerca do futuro funcionamento do nosso Executivo. A saber:

Os eleitos da "Coragem de Mudar" foram (de facto) nesta Reunião - e sê-lo-ão seguramente no futuro também - uma mais valia (aqui eu não tinha dúvidas...). Pela sua intervenção crítica mas construtiva, pelo escrutínio minucioso à forma como os assuntos da Ordem do Dia são levados à reunião por parte da maioria que apoia o Dr. Fernando Melo. E foram detectadas várias incorrecções, vários vícios de forma, inúmeros casos em que o próprio Presidente demonstrou não conhecer (e pelos vistos também os Serviços que o apoiam) as próprias competências delegadas.

O Dr. Pedro Panzina sobretudo, mas também o Engº. João Ruas, pelas questões oportunas colocadas,  pela forma incisiva e direccionada dos seu reparos, pelo conhecimento detalhado das Leis e pela sua atenção aos desvios no cumprimento das mesmas ali detectados, demonstraram que não estão na Câmara nem como muletas de ninguém nem tampouco como "homens bomba" ao serviço de uma qualquer "causa maior" que não a do Povo de Valongo.

Pelos vistos - e isso ficou claro hoje - os eleitos do Partido Socialista estão ali imbuídos dessa dupla personalidade: Não detectaram (ou fingiram que não detectaram) nenhum dos erros atrás referidos - alguns até bem grosseiros e admitidos pelo próprio Dr. Fernando Melo que aliás deu - "em directo" como é seu hábito - instruções aos Serviços para que fossem corrigidos. Limitaram-se a fazer "chicana" política às voltas ainda com a "azia" resultante da Candidatura Independente da Drª. Maria José Azevedo. Por outro lado, deixaram claro que aquilo que se passou há dias, em que alegadas propostas que iriam apresentar à reunião de Câmara (e alegadas, porque pelos vistos ficaram-se por aí...) - foram primeiro anunciadas nos Órgãos de comunicação.

Perante uma crítica directa que lhes foi feita, reiteraram que essa vai ser a sua prática futura, "porque não aceitam a lei da rolha" (!). Teremos portanto uma nova "forma de estar" dos eleitos do PS na nossa Câmara: Passarão a anunciar as suas futuras propostas através dos Jornais da preferência do PS (JN, DN, por exemplo) talvez até, embora sob a forma de entrevista, pagos como "publicidade institucional", antes de as mesmas serem apresentadas aos seus pares!

Depois, ficou também claro quem é que faz ziguezagues e não tem uma estratégia responsável como Vereadores eleitos, verdadeiramente voltada para os interesses dos Valonguenses: Contra o que fizeram constar, afinal os Vereadores do PS votaram favoravelmente em  conjunto com os restantes Vereadores,  o adiamento da discussão do Regulamento Camarário sobre Taxas para Julho - porque entretanto o governo vai publicar Legislação específica (até Abril, segundo parece). Acontece que isso "prejudicava" a sua necessidade de uma agenda própria que lhes permitisse serem eles a empunhar a "bandeira" de acabar com a taxa das Rampas e vai daí, repescaram essa "alínea" do resto do Regulamento, para fingirem que tinham sido eles a chegar em primeiro lugar.

Este evidente oportunismo, esta falta de escrúpulos em dar o dito pelo não dito no acordo de consenso atrás referido, só para "marcar o território" foi desmontada pelo Dr. Pedro Panzina, mais palavra menos palavra, da seguinte forma: "toda a gente sabe que a Coragem de Mudar defende desde sempre - e até o registou em Notário - a abolição da taxa de Rampas, pelo que votará no momento acordado por todos, pela sua abolição, independentemente da proposta que consiga entrar em primeiro lugar ser a sua ou de outro Grupo".

E pronto, foi uma reunião em que fiquei a perceber melhor porque é que a nível Nacional o PS está tão mal cotado.

Ficou também claro (para mim) que o Dr. Fernando Melo já não delibera, não organiza, não define estratégia: Fazem-no outros por ele e isso viu-se no decurso da reunião. Mas também se viu, que os "outros" precisam (ainda) da "sombra tutelar" do Chefe para avalizar as suas decisões e servir de "interface" com os homens de negócios que proliferem na periferia cada vez mais próxima dos centros de decisão da Câmara.


Post-Scriptum: Lá consegui apresentar (no ponto destinado às intervenções do Público) a minha proposta para alterar a "lei da rolha"  em que se traduz o Artº. 6º. do Regimento:

Devem ser possíveis intervenções do Público a partir de inscrições feitas nas próprias Reuniões e não como está actualmente estabelecido. Lá recebi do Presidente a garantia de que vai ser constituído um grupo de trabalho para a revisão do referido Regimento e que a minha proposta irá ser tida em conta. A ver vamos... 

 

 

publicado às 13:27

POLÍTICOS E AUTARCAS DE "PHOTOSHOP"...

Costuma-se dizer que "presunção e água benta, cada um toma a que quer" e o adágio assenta que nem uma luva aos responsáveis da nossa Autarquia: "Excelência Autárquica 2004" é o pregão mais ouvido por estas bandas nos últimos anos, mas a verdade é que entre o marketing e a verdade, vai a mesma distância que separa o País real do da "Alice" em que Sócrates nos quer convencer que vivemos.

Aliás e a propósito, situando-se em áreas políticas distintas, Fernando Melo e José Sócrates são curiosa e circunstancialmente uma espécie com particularidades comuns na mestria de que ambos dão provas nesta espécie de desempenho virtual das respectivas funções apoiado até ao exagero pelos assessores do "photoshop" na arte da manipulação das respectivas imagens de homens políticos.

Estou mesmo em crer que à custa de tanto nos tentarem convencer de que são genuínos e não "de plástico", até eles próprios já acreditam nisso!

Sobre o País, está tudo dito: Já sabemos o valor que têm as promessas e garantias avalizadas pelo chefe do governo. A esse já estamos habituados, como se costuma dizer, a "dar um desconto". Resta-nos esperar que a "maioria (fragmentada) absoluta" eleita em Setembro, saiba encontrar os consensos possíveis para obrigar o mais rapidamente possível a "minoria desastrosa" a regressar à estrada em vez de nos continuar a arrastar através do pântano - ambiente em que se sente como peixe na água - até ao naufrágio final. 

Já na Câmara de Valongo, é previsível que o percurso pantanoso resista ainda um pouco mais: A acreditar em algumas notícias que têm saído nos jornais, Fernando Melo passará a estar apoiado em permanência por uma espécie de "suporte básico de vida" em forma de "Rosa", pelo que é previsível que o seu regresso à estrada e ao mundo "não virtual" ainda vá demorar um pouco mais.

E para que o impacto da realidade, que apesar de tudo teima em se mostrar, seja menos violento, vamos continuar a ter Obras, muitas Obras - nem sempre de gosto ou interesse evidentes - para os nossos netos pagarem, inaugurações de estátuas e bustos " à la carte"  um pouco por todo o lado - se não existirem personalidades ilustres para distinguir, inventam-se - concertos com o Tony Carreira (não gosto mas não tenho nada contra, desde que cada um pague a sua entrada) contribuindo para manter as populações convenientemente anestesiadas e ainda os convívios de "culto da personalidade" do costume e coisas do género.

E se é assim quando eles se dizem inimigos (ou pelo menos adversários) imagine-se como seria se não fossem!

Para quem gosta de ver a sua Terra a servir de exemplo (ainda que neste caso, pouco edificante) Valongo é a prova provada de que mesmo entre predadores de espécies diferentes, a partilha às vezes é possível...

Quem sabe, possa até residir nesta sã convivência entre diferentes predadores, a verdadeira essência da nova "excelência autárquica - versão 2009"... 


Post-Scriptum: E como previsto, amanhã lá estarei na Reunião pública da Câmara para intervir - durante os 5 minutos Regimentais que são o limite para cada "pio" - exactamente sobre o... Regimento, ou melhor, sobre a "lei da rolha" imposta aos Munícipes numa casa que é sua!

publicado às 17:47

A PGR E O USO DO "TAPA BOCAS"...

E pronto, mais um dia de "face oculta", cujos episódios seguem o seu curso de acordo com o guião pré-estabelecido, até ao arquivamento final - umas vezes menos, outras um pouco mais (oculta) umas vezes protegida (pouco) pelo diáfano e quase imaginário "tapa bocas" em uso na PGR, cujo efeito prático em termos de protecção tem sido idêntico ao da "tanguinha" nas "bundinhas" de algumas brasileiras mais desinibidas, outras com assomos de uma maior contenção, mas sempre tudo muito soft...

É óbvio que bocas tão grandes  e "gargantas (tão) fundas" como aquelas que se diz existirem lá pela PGR não são fáceis de tapar, a não ser talvez com o recurso ao estratagema dos nossos irmãos muçulmanos, que obrigam as suas mulheres - as mulheres em qualquer parte do mundo, aparecem sempre associadas a uma "fluidez verbal" superior à dos homens - a usarem a protecção mais abrangente da "burka"!

Ora no que se refere à PGR - destaque para a Procuradora Cândida Almeida e para o "Chaiman" Pinto Monteiro - Sócrates não se pode queixar: Tal como algumas mulheres árabes mais desalinhadas com o sistema em relação à "burka" e alguns médicos que nem perante a ameaça da "gripe da primeira letra" aceitam submeter-se ao "tapa bocas" da praxe, também eles não têm exagerado (antes pelo contrário) nos meios de contenção (neste caso verbal) no sentido de "desmentir" os Órgãos de informação em todas as suas tentativas para envolver o "nosso primeiro" - sempre o "quarto poder" a tentar desestabilizar...

Como sempre em casos semelhantes, os arguidos hão-de ser "dasarguídos" e os crimes de que são acusados, passados os anos que este tipo de investigações costuma demorar, hão-de igualmente ser esquecidos, ou quem sabe, depois de "lavados" pela espuma dos tempos, transformados no seu contrário - qual é mesmo o contrário de crime?

 

 

 

publicado às 19:12

EM CELORICO DE BASTO, HÁ (AINDA) VIDA PARA ALÉM DE SÓCRATES!

Não... Hoje não vou escrever sobre os deficit democráticos (da Madeira, do Continente, de Valongo que é a minha Terra) nem das "faces ocultas" ou das "Operações furacão"... Tornar-me-ia fastidioso, uma vez que quase toda a gente já disse quase tudo sobre o assunto - incluindo aqueles que são parte do problema, mas persistem em nos convencer que são parte da solução!

Não que não me apetecesse voltar à "vaca fria" das escutas da "face oculta" e das graçolas trocadas entre os amigos José Sócrates e Armando Vara, onde pelo meio ganhou corpo um alegado "atentado contra o Estado de Direito".

De qualquer forma, a dúvida existencial que a todos nos tem atormentado nos últimos tempos  - estaria José Sócrates isento do "pecado original" com que todos nascemos e que nos torna à partida potenciais corruptos - foi desfeita num ápice pelo nosso PGR: "Não recai sobre o nosso primeiro-ministro a suspeita de qualquer crime (nem é de supor que venha a recair em qualquer circunstância, à luz da actual Legislação) -  o entre parêntesis é meu -  pelo que se determina o arquivamento das certidões extraídas".

Assunto arrumado. Sócrates e a Virgem Maria (para os católicos) nasceram isentos do "pecado original" e no caso do primeiro, bem podem tentar os seus detractores - "assassínios de carácter", "decapitação do PS", "inventonas", o que queiram, porque é para o lado que ele "dorme melhor"!

E por falar em "pecadO" (neste caso até bem pouco original) não resisti a fazer um copy-paste da notícia roubada aqui que me aqueceu a alma e me renovou a esperança num futuro melhor. O amor é lindo!


Em Carvalho, uma freguesia de Celorico de Basto, as opiniões dividem-se entre populares incrédulos e aqueles que consideram o comportamento do padre Rui uma “atitude de homem”. A maioria está no entanto, chocada.

Quase que esta história se poderia igualar à de Eça de Queiroz de O Crime do Padre Amaro não fosse o jovem padre ter fugido com a rapariga. A fuga foi o resultado de uma recusa: o padre Rui – com 26 anos e apenas 16 meses de sacerdócio - fugiu com Fátima, de 18.

Desapareceram no final da semana passada, depois de o jovem padre ter pedido “permissão” à família afectiva de Fátima para se casarem. Foi nessa família que sentiu a recusa.

Segundo o Correio da Manhã, Fátima teve uma infância difícil, tendo perdido o pai muito cedo. Sem condições de a criar, a mãe biológica entregou-a à Segurança Social, que a foi encaminhando para famílias de acolhimento até que ficou vários anos numa família que a tratava como filha e que recusou o casamento com o padre.

O sacerdote esperou então que Fátima completasse os 18 anos – que fez um dia antes da fuga -, escreveu uma carta de despedida ao arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, e fugiu com ela, ao que tudo indica, para Espanha.

Rui Manuel Saraiva Pereira - pároco em Basto, Santa Tecla e Borba da Montanha – foi ordenado padre em Braga, no dia 20 de Julho de 2008.


O meu comentário sobre a notícia:

E anda o Papa Ratzinger  a negociar com a Igreja Anglicana a sua integração no seio da Igreja Católica, quando a mesma obriga os seus padres (um "bem" cada vez mais escasso segundo dizem) que "por acaso" e ao contrário dos anglicanos, são (apenas) homens, a abandonar o sacerdócio - só porque não conseguem abdicar do amor de uma mulher!

publicado às 19:05

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