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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

AS SANDÁLIAS DO PESCADOR...

 

 

1.

A verdadeira (e injustificada) azáfama que já há muitos dias se vive em Portugal relacionada com a vinda de Bento XVI a Fátima (e ainda a Lisboa e Porto), traz à discussão uma questão recorrente desde há muito: O luxo quase "pornográfico" e o ofensivo espavento que rodeia todo o tipo de cerimoniais deste tipo de visitas Papais a qualquer País...

E é pena, porque - a meu ver - a única forma que a Igreja Católica tem para conseguir renovar a enorme energia que durante tantos séculos lhe permitiu influenciar - para o bem e para o mal, é bom que se diga também! - os próprios Estados do mundo dito civilizado, é fazer uma espécie de jejum purificador que a limpe por dentro, de tantos e tantos "pecados" por ela própria aliás, rotulados como tais.

Perante o agravamento das desigualdades nesse "tal mundo", a Igreja Católica tem de se apresentar menos "obesa", menos enfeitada de adereços luxuosos e desnecessários, menos ritualista (no sentido mais negativo do termo) menos voltada para o próprio umbigo - que já não é seguro que consiga ver, dada a forma cada vez mais abaulada do respectivo "suporte", ou seja a pança.

Não será evidentemente necessário por exemplo, que o Papa passe a andar de sandálias como o fazia Pedro, mas que pode muito bem escolher entre modelos bem mais discretos e mais baratos os sapatos que calça, isso pode...

Pode por exemplo ainda, abdicar das mordomias que - e até acredito que não as exija, mas aceita-as sem "virar a cara" - aparecem sempre associadas às suas deslocações a qualquer lado: Cadeiras "XPTO", loiça banhada a oiro como a da notícia AQUI referida:

" Loiça do Papa no avião pintada a tinta de ouro - TAP fez encomenda de serviço de 24 peças Vista Alegre para usar na viagem"!

 

2.

Já quanto á TAP - uma empresa (quase) tecnicamente falida e que provavelmente (ainda) só existe por ser uma transportadora de "Bandeira", o comportamento a que a notícia dá relevo, é absolutamente condenável e ofensivo para todos os portugueses que já pagam do seu bolso há tempo demais - literalmente falando - os desmandos do "luso" Fernando Pinto à frente desta empresa!

Também não se pedia aqui, que ao Papa fosse servida "comida de plástico" em loiça comprada na "loja do chinês", como aos restantes passageiros, mas daí ao autêntico desmando referido na notícia...


publicado às 12:34

TERRA DA FRATERNIDADE...

 

Grândola vila morena

Terra da fraternidade

E que esta realidade

Inclua também Alfena

 

Mesmo de olhos fechados, sei que é Primavera: Pelo cheiro das flores do meu jardim pelo inconfundível aroma que as minhas laranjeiras libertam por esta altura do ano. Também pela azáfama em que vejo a passarada no meu quintal e um pouco por todo o lado, pelos seus cantares, pelos chamamentos constantes dos juvenis que vão começando a sair dos ninhos experimentando os primeiros voos em liberdade...

E hoje em especial, neste dia de sol radioso (pelo menos em Alfena) recordo um dia - por sinal, em tudo idêntico em fulgor primaveril - vivido 36 anos atrás e revejo essa manhã em que me preparava cuidadosamente para o meu primeiro dia de trabalho num novo emprego, quando ouvi pela primeira vez a NOTÍCIA... Claro que o emprego aconteceu, o trabalho é que não, pois se nem o próprio director-geral da empresa o conseguia fazer...

Era verdadeiramente patética a aflição do Sr. Riss, o alemão que administrava a empresa multinacional do ramo da electrónica, não sabendo se havia de acreditar nas notícias que ia ouvindo nas Rádios. A certa altura, em desespero optou por ir a casa buscar um daqueles rádios gigantes que existiam na época, com uma daquelas antenas sofisticadas capazes de captar as emissões estrangeiras e foi vê-lo ao longo do resto da manhã com o aparelho às voltas, a tentar equilibrar a antena numa das janelas dos escritórios, para apanhar o melhor sinal da Deutche Welle...

Hoje tudo isso me vem à memória com mais intensidade - talvez porque neste dia especial, contra a vontade dos muitos que já os usaram mas que agora lhes recusam espaço na sua lapela,  os cravos teimam em ser vermelhos (ainda mais vermelhos...) e o seu perfume misturado com o canto das aves voando em liberdade, faz despontar em nós idêntico desejo de, tal  "como elas, sermos livres de voar".

publicado às 11:03

O TRIPÉ...

Ouvimos o que estamos à espera de ouvir (e às vezes também ouvimos o que não queremos, mas isto é só quando escutamos o que não devemos)...

Centremo-nos por agora apenas na primeira afirmação que me ocorreu a propósito da formação de formadores que estou a frequentar e de uma história que se costuma contar em quase todas as acções de formação onde o assunto “comunicação” é abordado:

 

OUVIMOS O QUE ESTAMOS À ESPERA DE OUVIR

A história que se segue aconteceu num país onde estava em vigor uma agressiva política de favorecimento à natalidade. A grande necessidade de mão-de-obra e a existência de um governo autoritário, propiciaram a aprovação de legislação que obrigava os casais a terem um determinado número de filhos. Havia uma tolerância máxima de cinco anos, ao fim dos quais, caso não houvesse um resultado concreto, o governo designaria um agente para auxiliar o casal.

(A primeira cena tem lugar no apartamento do casal, logo ao amanhecer).

Mulher – Querido, hoje completamos o nosso quinto aniversário de casamento!

Marido – É, meu amor, infelizmente ainda não conseguimos um herdeiro...

Mulher – Será que eles vão enviar o tal agente?

Marido – Não sei...

Mulher – E se ele vier?

Marido Bem, se ele vier, eu não tenho nada a dizer.

Mulher – E eu menos ainda!

Marido – Adeus então meu bem. Já estou atrasado para o trabalho.

(A segunda cena tem lugar no mesmo apartamento, pouco após a saída do marido. Um fotógrafo enganou-se no endereço de um cliente e bateu à porta da mulher da nossa história).

Fotógrafo – Bom dia! Eu sou...

Mulher – Ah! Já sei... Pode entrar!

FotógrafoO seu marido está em casa minha senhora?

MulherNão! Saíu há pouco para trabalhar!

Fotógrafo – Presumo que ele esteja a par...

Mulher – Sim, sim ele está a par e também concorda...

FotógrafoÓptimo! Então vamos começar!

MulherMas... já? Assim tão rápido?

FotógrafoPreciso de ser breve, pois ainda tenho mais casais para visitar hoje!

MulherPuxa! E o senhor aguenta?

Fotógrafo Sim, aguento! Gosto muito do meu trabalho, dá-me prazer!

MulherEntão como vamos fazer?

Fotógrafo Permita-me sugerir: uma no quarto, duas no tapete, duas no sofá, uma no corredor, duas na cozinha e a última no na casa de banho!

MulherCredo!... Não é muito?!

FotógrafoMinha senhora, nem o melhor artista da nossa profissão consegue à primeira tentativa. Numa dessas, a gente acerta na “mosca”!

MulherO senhor já visitou alguma casa deste bairro?

FotógrafoNão, mas tenho comigo algumas amostras dos meus últimos trabalhos (enquanto mostrava fotos de várias crianças perguntava): Não são lindas?

Mulher Sim, são lindas! Que lindos bebés! Foi mesmo o senhor quem fez?

FotógrafoSim, estas últimas foram feitas num supermercado!

MulherUi! Não lhe parece demasiado público?

Fotógrafo Sim, mas a mãe era artista e queria publicidade!

Mulher Eu não teria coragem de fazer isso...

FotógrafoEsta aqui foi em cima de um autocarro!

Mulher Que horror...

Fotógrafo – E foi também um dos serviços mais duros que fiz...

Mulher E eu imagino...

FotógrafoVeja este! Foi feito num parque de diversões em pleno inverno!

MulherCredo... E como conseguiu?

Fotógrafo Não foi fácil! Como se já não bastasse a neve a cair, ainda havia uma multidão a cercar-nos. Foi preciso a ajuda de seis guardas para tirarem as pessoas de cima de nós, de contrário eu nunca teria conseguido fazer o meu trabalho.

MulherAinda bem que eu sou mais discreta e não quero que ninguém nos veja...

FotógrafoÓptimo! Eu também prefiro assim! Agora se me dá licença, vou armar o meu tripé!

Mulher T R I P É?! Para quê?...

Fotógrafo – Bem minha senhora, é necessário! O meu aparelho, além de pesado, depois de pronto para funcionar mede quase um metro!

...................... E A MULHER DESMAIOU.......................


Quantas vezes não nos têm acontecido situações trágico-cómicas como a da mulher da história só porque, demasiado apressados em quase tudo o que fazemos, captamos a "mensagem" pela rama e deduzimos o que nos parece óbvio, para encurtar caminho?

Este caso verídico que se passou comigo há já alguns anos ilustra bem, como uma leitura demasiado apressada de uma "mensagem" nos pode induzir numa susessão de erros e equívocos, às vezes bem desagradáveis:

Para quem conhece a marginal de Gaia (já não passo ali há uns tempos e não sei se ainda é assim...) vindo de Sul em direcção à Ponte D. Luis e logo a seguir ao antigo Convento Corpus Christi, em determinada altura existia um sinal de trânsito - "sentido proibido" com a indicação (se calhar, demasiado pequena) "PESADOS".

Pois não é que durante meses em que por ali passei de carro, me obrigava sempre a voltar à direita, indo dar uma grande volta, para vir sair na Ponte?

Tudo isto, só porque da primeira vez que ali passei, "li" o sinal demasiado depressa!

(Às vezes via outros carros que me antecediam a seguir em frente, mas deduzia que se tratasse de moradores com direito a excepção)...

publicado às 19:27

OS "CLONES" TÊM VIDA CURTA

Então o"clone" de http://alfenaparatodos.blogs.sapo.pt - aquele que dava pelo "nome" de alfena_para_todos - deixou de existir?

Como sempre acontece com todas aquelas coisas que não têm importância suficiente para captar a nossa atenção, só agora por mero acaso, é que dei por isso...No entanto, "seguidores" mais atentos dizem-me que o seu "eclipse" já aconteceu há vários dias....

Ainda bem que alguém (a plataforma de blogs do SAPO, ou a PT?) resolveu abrir as janelas e higienizar o ambiente!

publicado às 15:05

OS DITADORES TAMBÉM SE ABATEM...

 

Desde que me conheço, que sempre abominei definições do género “eu é que sou o chefe de família”, “democracia é bonita, mas eu tenho voto de qualidade”, “lá em casa (ou na empresa, ou no clube, ou na autarquia - digo eu...) todos mandamos, mas quem decide sou eu”.

Mas mais grave do que haver pessoas que pensem e ajam desta forma, é o facto de existir uma enorme massa humana de cidadãos, que por acção ou omissão, contribuem para alimentar o desmesurado ego desta gente, que acham que esta é a verdadeira definição de um líder e que as coisas só podem funcionar bem, se for assim.

Por timidez, insegurança ou puro complexo de inferioridade, estes cidadãos contribuem de forma decisiva para manter – a todos os níveis da nossa Sociedade -  o enorme complexo de superioridade destes “líderes” bem em cima. Eles são no fundo, o verdadeiro “substrato” que mantém e consolida no poder os ditadores – a qualquer nível e onde quer que ele se exerça – e às vezes bem perto de nós...

Mais difícil de tratar – bem mais difícil mesmo – que o  complexo de inferioridade das pessoas  – que o digam os psiquiatras ou os psicólogos -  é o complexo de superioridade destes seres que a si próprios se costumam designar como “escolhidos” , “predestinados” , “ungidos” que são capazes de dizer sem corar de vergonha e como se isso fosse a coisa mais óbvia e banal do mundo, “a Lei sou eu”!

É este género de gente que considera a “participação” dos outros apenas como uma pequena maçada a que têm de se sujeitar para chegar à sua decisão unilateral, que representa o autêntico vírus que corrói qualquer sociedade democrática.

Descendo ao nível do nosso micro clima – Alfena - nós podemos encontrar exemplos concretos e flagrantes deste último e perigoso complexo:

O “chefe” que fala, que decide, que afronta e ofende os seus concidadãos sem que os seus “pares” se sintam na necessidade de se demarcar de tal atitude. No fundo, os seus “pares” existem apenas para dar ao poder autocrático exercido pelo “líder” a enganadora aparência de poder democrático...

publicado às 13:16

CARECAS E FRANGOS DE AVIÁRIO...

Evo Morales afirmou, durante uma conferência climática em Cochabamba, que comer frango causa "desvios" sexuais nos homens, nomeadamente homossexualidade. A culpa é dos frangos carregados de hormonas femininas, que também são a causa da calvície, disse o Presidente da Bolívia. A direita boliviana, os movimentos de defesa dos direitos dos gays e até peritos em saúde não perderam tempo em criticar Morales.

Admitido (apenas como mera hipótese académica) que o homem estava no seu juízo quando produziu esta afirmação e que não tinha acabado atestar uma dose de coca antes de a produzir, vou começar a ficar preocupado...

Não que eu alinhe pela mesma posição daqueles que consideram a homossexualidade como uma doença, longe disso!

No actual enquadramento legal do casamento entre pessoas do mesmo sexo que mais dia menos dia estará aí na nova Ordem Jurídica, eu apenas discordo apenas do termo "casamento" que passará a vigorar, porque a união entre duas pessoas (ainda que do mesmo sexo) não precisa dessa "etiqueta" - aliás tão contestada durante tantos anos, mesmo por parte dos casais heterossexuais - para poder defender os mesmos direitos previstos no casamento.

A minha preocupação reside mais no facto de me deixar seduzir de vez em quando por um franguito bem temperado, com picante quanto baste  levado ao ponto, isto é, bem crocante sem ser esturricado e de preferência no assador lá de casa!

Será que corro o risco de um dia destes começar a ser tentado em mudar para a "equipa contrária"? É que - para acréscimo da minha preocupação - dá-se a coincidência desta calvície com que convivo saudavelmente faz já vários anos sem qualquer complexo, mas que o homem resolve agora associar ao mesmo "problema"...

Mas falemos agora seriamente: Como é que o Povo Boliviano aceita ser representado por um mentecapto destes?

(Claro que como português não me posso dar ao luxo de atirar muitas pedras. Corro o sério risco de ser atingido por algum ricochete: É que mentecaptos é coisa que não nos falta por cá, nas várias instâncias dos nossos vários poderes)...

publicado às 18:07

TAXAS NA ADMINISTRAÇÃO LOCAL E AUTÁRQUICA - UMA INEVITABILIDADE?

Porque os bons exemplos são sempre mais raros do que os outros (os que encontramos a esmo todos os dias) vale a pena, sempre que deparamos com algum - sobretudo quando se situa numa área que nos toca de forma particular - tudo fazer para lhe dar o devido destaque - como fez aliás de forma louvável, o JN na sua edição de ontem.

Que bom que seria se a nossa Câmara Municipal e a própria Junta de Freguesia de Alfena tivessem por hábito fazer um "revista de imprensa" retirando do amontoado das notícias e para uso próprio aquelas que dão relevo às boas práticas (amigáveis, como lhes chamei na última Assembleia) que ainda vamos encontrando ao nível da Administração Local e Autárquica...

Então aí vai o exemplo da Autarquia de S.João da Madeira:


A Câmara de S. João da Madeira vai aprovar hoje, quarta-feira, em Assembleia Municipal, a redução ou eliminação da maioria das taxas em vigor na autarquia.

A medida já foi aprovada por unanimidade na reunião de Câmara e Castro Almeida, presidente da autarquia, adiantou hoje, quarta-feira, em declarações à agência Lusa, que "a maioria das taxas vai ter uma pequena diminuição, algumas vão ter uma redução na ordem dos 25 a 30 % e outras vão ser simplesmente eliminadas".

O autarca reconheceu que "a tentação das câmaras, numa altura em que as suas receitas estão a diminuir muito, é compensar essa quebra com o aumento das taxas municipais", mas, ressalvou, "em S. João da Madeira, a nossa regra é, em primeiro lugar, não aumentar nenhuma taxa, porque em tempo de crise não podem ser só as famílias e as empresas a apertarem o cinto".

"O Estado tem que dar o exemplo e a solução é gastar menos", defende Castro Almeida.  Sustentou ainda que "este é o princípio que devia ser aplicado ao governo do país, a nível autárquico, local e da Administração Central".

Da inspecção de elevadores aos funerais

Na Assembleia Municipal de hoje, quarta-feira, à noite duas das taxas que vão registar reduções mais significativas são as da inspecção periódica de elevadores e a de ocupação da via pública por motivo de obras.

No que se refere aos elevadores, a taxa estava em 110 euros e vai passar a custar 75. A ocupação de cada metro quadrado de via pública diminui, por sua vez, de 8,24 euros para 6.

Quanto às taxas a eliminar, Castro Almeida destaca o desaparecimento da taxa de inumação de cadáveres, que respeita ao enterramento de corpos no cemitério.

Em causa estava "um valor simbólico, um pouco abaixo dos 10 euros", mas a perspectiva do autarca é que, "em bom rigor, o que se estava a cobrar aos familiares do falecido não era uma taxa, mas sim um imposto".

"Na inumação de cadáveres, contudo, esse não é manifestamente o caso", defende o autarca.

"A pessoa não pode optar entre morrer ou não, e, como também não pode ser enterrada no jardim de casa, estava-se a cobrar um imposto por aquele que, afinal, é claramente um serviço público"

publicado às 16:46

WITE CHAPEL...

Acontece-nos muitas vezes, estarmos a meio de uma discussão sobre um qualquer assunto e de repente sermos confrontarmos com uma reacção da outra parte, que não tem nada a ver com aquilo que estávamos a dizer...

Aí, normalmente fazemos uma pausa e num esforço suplementar de assertividade procuramos indagar se os "alhos" de que falamos não estão a ser confundidos com "bugalhos" pelos nossos interlocutores.

A preocupação em se ser assertivo tem de partir portanto, sempre da parte que expõe um assunto ou lidera um debate. Nenhum "receptor" captará a nossa "emissão" se não emitirmos numa banda de frequência que ele consiga captar.

Ocorre-me a propósito, um exemplo muito conhecido e que é usado em contexto de formação pedagógica:


Em certa ocasião, uma família inglesa foi passar as suas férias na Alemanha.No decurso dos seus habituais passeios, os membros da referida família repararam numa pequena casade campo que lhes parecia muito adequada para passar as férias de Verão.Indagando quem seria o proprietário, vieram a saber que se tratava de um Pastor Protestante ao qual pediram licença para ver a propriedade. A casa, tanto pela comodidade como pela sua óptima situação, agradou muito aos visitantes ingleses, os quais fizeram com o proprietário um acordo de aluguer para a próxima estação.Regressando a Inglaterra discutiram muito entre si acerca da planta da casa quando, de repente, um deles (uma senhora) falando sobre a localização de certas dependências se lembrou de não ter visto o W.C.Confirmando o sentido prático os Ingleses, escreveram imediatamente ao respectivo proprietário para obter os indispensáveis pormenores, formulando a carta da seguinte maneira:


“Gentil Pastor,Sou um membro da família que há poucos dias o visitou com o fim de alugar a sua propriedade para utilizar no próximo Verão e, como nenhum de nós se lembrou de um pequeno detalhe que reputamos fundamental, muito agradecemos que nos informe do local onde se encontra o W.C.”


”O Pastor não compreendendo o significado da abreviatura W.C. e julgando tratar-se da capela da seita inglesa “White Chapel”, respondeu nos termos seguintes:


“Recebi a sua carta e tenho o prazer de informar que o local a que se refere fica a 12 Km da casa. Isto é muito cómodo sobretudo se tem o hábito de ir lá frequentemente. Neste caso, é preferível levar de comer para lá ficar todo o dia.Alguns vão a pé, outros de bicicleta, visto não haver outro meio de transporte adequado.Há lá lugar para 400 pessoas sentadas e 100 de pé. O ar é condicionado: para evitar os inconvenientes da aglomeração. Os assentos são de veludo e recomenda-se ir cedo para obter lugar sentado. As crianças sentam-se ao lado dos adultos e todos cantam em coro.À entrada é fornecida uma folha a cada pessoa, mas se alguém chegar depois da distribuição pode usar a folha do parceiro do lado. Existem amplificadores de som.Tudo o que se recolhe durante o acto é para as crianças pobres da região.Fotógrafos especiais tiram fotografias para jornais da cidade de modo a que todos possam ver as pessoas no cumprimento de um dever tão humano”.


Se no nosso pequeno universo autárquico por exemplo, os nossos eleitos da Junta de Freguesia tivessem sempre a elementar preocupação de "sintonizar" o discurso com os seus fregueses, talvez tantas dúvidas que por aí pairam acerca de certos projectos que nos são "vendidos" como a panaceia milagrosa para os problemas da nossa terra, até pudessem deixar de fazer sentido. Quem sabe...

E como já se disse, a responsabilidade por isso cabe sempre ao "emissor" que tem de emitir na nossa frequência!

publicado às 17:33

O "POLVO" DO PAÍS...

 

“Não acredito que se chegue a uma situação de bancarrota, isso é qualquer coisa que nem nos deve passar pela cabeça. Era preciso que cometêssemos muitos, muitos erros. Não podemos comparar Portugal, nem com a Grécia nem com a Islândia, nem tão-pouco com a Irlanda. A nossa situação é mais favorável do que estes países”, afirmou hoje Cavaco Silva. “O tempo que corre é um tempo que exige sacrifícios dos portugueses mas penso que se tivermos o rumo certo nós havemos de vencer”, acrescentou o Chefe de Estado."


 

O Professor fala (obviamente) como economista e se formos por aí, a sua apreciação até pode fazer algum sentido...

Pode fazer - e que bom seria para todos nós que fizesse mesmo - mas nem isso é um dado adquirido.

Porém, existe uma situação de bancarrota em que já vivemos há vários anos e que tem passado sistematicamente na malha dos vários filtros usados pelo Presidente: Durante o primeiro mandato do pior 1º. ministro de sempre, por imperativos do "acordo pré-nupcial" (ou coabitação) firmado com o consorte do Governo e agora mais recentemente, para não ser acusado de lançar achas na fogueira da crise global em que o País está mergulhado...

Quem ontem ouviu falar de CORRUPÇÃO na Grande Reportagem da SIC após o Jornal da noite, fica com a sensação de que o Presidente permanece - apesar da aproximação do acto eleitoral para a Presidência da República - demasiado contido em relação ao verdadeiro estado de saúde do País.

Claro que percebemos que, por compreensível deformação profissional, o Professor acompanhe  e "vigie" fundamentalmente aquilo que tem a ver com os números, escapando-lhe tudo o resto que apesar de tudo, tem enorme influência na forma como os mesmos podem (ou não) evoluir.

Ou então, talvez o Professor veja tudo o que nós vemos e não queira apenas preocupar-nos em demasia, nem causar mais dor do que a absolutamente necessária, mas há sempre um momento em que, tal como acontece com o nosso médico, temos o direito "à verdade" - por muito dolorosa que ela possa ser!

publicado às 14:25

ALFENA E AS VIRTUAIS TRANSFERÊNCIAS FINANCEIRAS DA CÂMARA...

Na Assembleia Municipal que ontem teve lugar, foram discutidas e votadas – entre outros assuntos importantes – algumas delegações de competências da Câmara nas Juntas de Freguesia:

(...)

2.3 Delegação de competências nas Juntas de Freguesia para reparação e conservação de edifícios escolares;

 

2.4 Delegação de competências nas Juntas de Freguesia na área da limpeza de bermas, valetas e caminhos e colocação e manutenção de sinalização toponímica;

(...)

A grande questão que se nos coloca, é a de conhecermos bem demais o histórico da nossa Câmara em termos de incumprimento dos seus compromissos financeiros e  isso remete-nos para um futuro problemático relativamente às próximas prestações de contas por parte do nosso Executivo - isto, se a nossa Junta decidir avançar com os compromissos que agora assume “a contar com o ovo no cu da galinha” como diz o nosso Povo, porque se ficar à espera que a Câmara lhe transfira previamente as verbas necessárias às intervenções em causa, o mais certo será os edifícios escolares caírem antes de serem arranjados, as bermas, valetas e caminhos passarem a estar (ainda) mais sujos do que já estão, ou a colocação e manutenção toponímica não passarem de meras abstracções...

Não nos podemos esquecer – e o Deputado Municipal “independente” por inerência de funções Dr. Rogério Palhau, sabe isso melhor que ninguém -  que o Orçamento da Câmara recentemente aprovado, pode ter muitas virtudes(!), mas a credibilidade não é seguramente uma delas.

Como diria o distraído ao amigo que era ceguinho “vamos lá a ver...”

publicado às 14:38

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