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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

"PAÍS DE ARAQUE" - EM FRENTE POR UMA NOVA RESTAURAÇÃO!

Os brasileiros têm uma expressão que neste momento conturbado que Portugal vive, nos encaixaria que nem uma luva: "País de araque"!

É verdadeiramente aquilo em que ao longo destes 37 anos, alguns de entre os piores que compõem a geração de que fazemos parte, transformaram este pequeno rectângulo com alguns apêndices atlânticos onde as asneiras da "metrópole" são replicadas ou mesmo ampliadas, que nos foi legado pelos nossos avós e onde os Palácios com História são agora versões e modernas e recondicionadas da caverna dos "quarenta ladrões do Ali Babá".

Portugal precisa, mais do que "financiamentos" que no fundo não passam do retorno parcial - muito parcial - da espoliação de que temos andado a ser vítimas:

Desmantelamos a agricultura, para comprar aquilo que produzíamos, aos países onde ela se faz de forma intensiva e sem cuidados especiais de qualidade, desmantelamos as pescas para comprar àqueles que têm autênticas "fábricas de peixe", desmantelamos a indústria de construção naval, para deixar-mos - aqui sim - de competir com vantagem com "parceiros" desta Europa selvagem, desmantelamos a indústria têxtil, porque a Europa dos "direitos" se esteve marimbando para a concorrência que a China, a Índia e outros Países onde os direitos são uma abstracção nos faziam.

A essa Europa que seria suposto ser solidária, tanto lhe dá comprar em Portugal, com qualidade e apesar de tudo, com direitos e portanto, um pouco mais caro, como comprar os produtos vindos de autênticos Países/prisão onde a mão de obra não é remunerada mas apenas mantida a um nível mínimo de subsistência para continuar a produzir de forma intensiva.

A maioria dos nossos políticos e gestores públicos, foi clonada a partir dos congéneres do que de pior a Europa e o mundo tem produzido e por isso, não é para admirar que os vejamos transformados em espécie de bonecos articulados, fazendo genuflexões ou esgares a imitar sorrisos, sempre que vão ao beija mão dos seus tutores - "santos" que não merecem ser adorados, porque eles sim, usando a expressão brasileira, são claramente "de araque"!

Portugal merece - pela sua História, pelo contributo que tem dado ao mundo e à tal Europa "de araque", libertar-se  desta geração de "Filipes" e realizar a sua nova Restauração!

E não se trata - nem de perto nem de longe, de dizer - como alguns começam já a balbuciar timidamente - "volta Salazar, estás perdoado"!

A Democracia não é perfeita, mas ainda é o menos imperfeito de todos os sistemas políticos e só fazendo uso de todos os instrumentos que ela nos proporciona, é que nós conseguiremos vencer os "Filipes" e os "Miguéis de Vasconcelos" que por aqui os apoiam.

Portugal, merece ser um País - sem "aspas" - não de fraque mas muito menos ainda, "de araque"!

publicado às 14:19

E ELE A DAR-LHE! "A LEI SOU EU" JÁ NÃO SE APLICA EM ALFENA!

A nossa querida Alfena, é uma terra fértil...

Os alfenenses sentem-se felizes por isso e tenho a certeza que gostariam que assim continuasse por muito mais tempo.

Mas nem tanto ao mar nem tanto à terra: "fertilidade" demasiada, sobretudo em asneiras e atentados ambientais, bem que nós dispensaríamos!

Infelizmente, existe uma quantidade enorme de gente, alguma que apenas passa por aqui para especular e consumar os seus negócios - quase sempre no submundo da ilegalidade ou quando muito, na ténue franja que separa esta do terreno legal em que tudo se deveria passar - que faz questão de continuar a remar contra a maré dos legítimos interesses da nossa terra.

É assim que se passa com o pedido de alteração pontual ao PDM, em discussão pública com vistas à construção de uma plataforma logística para o grupo Jerónimo Martins.

É assim com a actual intervenção junto ao parque de S. Lázaro, onde num terreno adquirido pela Junta - nós supúnhamos que teria de ser a proprietária do Restaurante Novo Gostinho a fazer essa aquisição  e a entregá-lo como permuta de um outro que recebeu há anos da Junta Junta - intervenção essa, que constitui um grave atentado ecológico e uma ilegalidade flagrante.

Expliquemos então ao ilustre advogado/presidente para quem pelos vistos, as leis só servem para serem violadas, que em "leito de cheia" nem que ele, em vez de apagado presidente de Junta, fosse o presidente da República, teria o direito de fazer a intervenção que fez: emparedando o rio e alterando a cota altimétrica quase 2 metros,  para o nível do caminho rústico que liga o espaço à Rua de S.Vicente.

Depois, convém não esquecer que essa intervenção só foi possível, devido à utilização das centenas de toneladas de entulho "cedido" por um investidor amigo e que esteve até há pouco amontoado sob o viaduto da A41.

Mas não! Apesar de alguns indicadores não nos posicionarem muito favoravelmente no "ranking" dos Países mais cumpridores em termos ambientais ainda assim, estamos longe da posição em que o Dr. Rogério Palhau gostaria que estivéssemos.

Apesar dos Organismos que têm por missão fiscalizar e punir este tipo de infracções às vezes não actuarem com a celeridade devida - a falta de meios com que se debatem é por vezes tão constrangedora que não lhes permite fazer muito melhor - ainda vão actuando e em Alfena temos até alguns bons exemplos dessa actuação.

Desta vez, seguramente que também teremos notícias dessa actuação - eu creio...

publicado às 12:30

ALFENA - A TÉNUE FRONTEIRA ENTRE A IMBECILIDADE E A BARBARIDADE...

 "Fazer filhos em mulher alheia"... Eu sei que a frase tem sido alvo de várias tentativas de "registo de paternidade", mas ontem foi a vez do primeiro dos "cinco unidos" a usar num contexto relacionado com a resposta a uma pergunta de um alfenense sobre a limpesa das ruas.

Já agora, com tantos "pais incógnitos", o nosso homem da cultura - ou do interface com a mesma, que ainda não percebi muito bem o exacto papel que lhe está atribuído, não perdeu a oportunidade de se juntar ao grupo:

Começou por criar suspense logo de início ao afirmar que - ao contrário do "nosso primeiro" (que ontem "não tinha nada para dizer") - tinha muita informação para dar.

Ligamos o "holofotes" regulamos a "captação áudio" com o zoom no máximo e clicamos no botão que diz record.

Afinal ia sair dali - finalmente - relato detalhado sobre trabalho de relevo, quiçá suficiente até, para colocar a média do último ano e tal de governação dos "cinco unidos" num nível capaz de deixar de nos envergonhar na comparação com autarquias de dimensão idêntica à da nossa...

Qual quê! O primeiro vogal da Junta e presidente da secção do PSD de Valongo - aqui a ordem dos factores não é relevante - não foi capaz de nos surpreender: limitou-se a desfilar exaustivamente um rol de iniciativas que as várias associações desportivas culturais e recreativas da nossa freguesia vão levar a cabo com o apoio financeiro evidentemente e é justo que o tenham, do executivo.

Lançando mão da mesma figura de estilo já utilizada anteriormente, limitou-se a citar "as mulheres alheias, os respectivos filhos" e a detalhar o tipo de habilidades (trabalho concreto) que vão executar durante na semana do S. Martinho e cujo "ponto alto" será exactamente um magusto e uma série de jogos tradicionais no espaço sob o viaduto da A41.

Sim, porque do que falou o primeiro vogal, foi da actividade que felizmente as muitas associações que temos em Alfena ainda vão desenvolvendo, apesar da crise e da falta de meios.

Do que falou o primeiro vogal da Junta, não foi de trabalho autárquico, que é - seria suposto ser - a frente prioritária da sua acção, mas de trabalho dos outros.

Do que não falou o primeiro vogal, foi de trabalho concreto, nem dele nem dos seus pares, pela razão simples de que não existe e não se pode falar daquilo que é intangível a não ser quando se tem especial predilecção por falar de abstracções.

Mas saltemos a questão dos "filhos feitos em mulher alheia" e falemos de imbecilidades ou para sermos mais rigorosos, de barbaridades:

Um dos assuntos que fazia parte da ordem de trabalhos, era a abertura de um concurso para vender dois lotes de (um de uma e outro de duas) sepuluras em cada um dos dois cemitérios - "para começar desde já a arranjar dinheiro para construir uma nova sede para a Junta" (Num terreno que a Câmara terá disponibilizado ao cimo da Avenida Francisco Sá Carneiro).

Nada disto teria muita relevância - afinal "a construção não é para já, porque por enquanto não temos dinheiro para uma obra dessas" - Rogério Palhau dixit - se não tivessem sido também referidos (pela enésima vez) os constarngimentos com que nos começamos a debater, devido a um problema grave com o tipo de terreno do Cemitério Municipal e que origina que os corpos não se decomponham. Este prroblema, a não se encontrar uma solução que ninguém sabe por enquanto qual é, conduzir-nos-à a curto prazo à falta de espaço para sepultar.

Conjugando esta informação que aliás já tinha sido apresentada com algum dramatismo noutras ocasiões, com a continuação da venda de terrenos, só podemos estar na presença de um estado de insanidade colectiva que atingiu por inteiro o executivo da Junta - porque foi bem vincado que "todos os assuntos que são presentes à reunião de Junta, são discutidos previamente e por isso é que aqui é sempre decidido tudo por unanimidade" - Rogério Palhau novamente, dixit...

Eu sei que o Orçamento não é elástico, as trasferências da Câmara escasseiam e se calhar vão mesmo parar completamente no futuro próximo e os amigos a quem em momento de eleições se prometeu isto e mais aquilo e aqueloutro, não lhes largam a porta a exigir a boa cobrança das "contrapartidas" então prometidas ou no mínimo admitidas, mas daí a colocar os alfenenses perante a eminência de virem num qualquer destes anos próximos a terem de ser sepultados numa freguesia vizinha, "não lembraria ao diabo"!

 

 

 

 

publicado às 19:18

VALONGO - "FOI ABRIR E FECHAR" E NEM SERÁ PRECISO "TIRAR OS PONTOS"...

De acordo com o anunciado, teve hoje lugar a cirurgia, perdão a reunião pública da Câmara de Valongo.

Eu disse cirurgia, porque sem querer, "fugiu-me a boca para a verdade": aquilo foi deitar o "projecto de cadáver" em cima da mesa e mesmo sem anestesia, abrir e fechar logo de seguida - perdoe-se-me a comparação algo macabra.

Pretendia a Câmara aprovar o "novo" Plano de Saneamento Financeiro e o empréstimo de 25 milhões de Euros que lhe está associado, dado que a primeira versão foi devolvida pelo Tribunal de Contas, que como muito bem disse o Dr. Afonso Lobão do Partido Socialista, "não foi em cantigas".

E se tinha pressa a maioria, em que se fizesse essa aprovação! É que os mesmos documentos deveriam estar prontos a tempo de serem submetidos a ratificação da Assembleia Municipal já agendada para o próximo dia 27.

Apesar da onda de calor um pouco inusitada para esta altura do ano, a verdade é que hoje se abateu sobre os quatro vereadores "que trabalham" uma avalanche - também ela "inusitada" - resultante da confluência das duas correntes que integram os cinco Vereadores que "só estorvam" e em resultado dessa conjugação, o Plano de Saneamento e tudos os pontos com ele relacionados, tiveram de ser retirados da Ordem de trabalhos.

E perguntar-se-ão os valonguenses menos atentos ao estado terminal em que a nossa Câmara se encontra: E agora?

Pois bem! Agora existem entre algumas outras, duas soluções possíveis - isto, porque independentemente de algumas discrepâncias constantes do Plano que não escaparam à lupa do Tribunal de Contas e que terão de ser corrigidas, o problema já não reside no dito documento:

Primeira: Como lhe chamou por analogia um dos nossos Vereadores, um "governo de salvação municipal";

Segunda (e por exclusão da primeira): A queda da Câmara e a realização de eleições intercalares;

Obviamente, qualquer destas possíveis soluções, deve excluir o "contributo" da figura tutelar (Fernando Melo) que nos conduziu a esta situação dramática.

Registamos - sem agradecer - o "esforço" que exigiu de si próprio ao longo de quase 18 anos de progressivos desmandos e o melhor serviço público que agora lhe pedimos encarecidamente para nos prestar, é que compre um par de pantufas confortáveis e um robe bem fofinho - que se aproximam seguramente dias de inverno rigoroso - no sentido figurado e também no literal - sendo que quanto ao primeiro, está completamente contra-indicado o paradigma que ele escolheu para Valongo!

Hoje Valongo ganhou alguma da sua dignidade, ao provar à maioria autárquica mais pequena do País, que quer deixar de fazer parte do anedotário do poder local. Valongo hoje falou mais alto - mais alto do que a insensatez de quem a tem governado até aqui!

publicado às 14:38

SERVIÇO PÚBLICO...

TAKE ONE:

Tem lugar no próximo dia 12 à hora habitual - 21,30 horas - mais uma reunião pública de Junta.

Conforme podemos constatar mais uma vez, a Ordem de Trabalhos é "bem extensa", isto apesar de nos intervalos entre este tipo de reuniões, como nos foi explicado numa das últimas vezes, o trabalho também não parar.

Foi bom terem-nos dado essa explicação, pois havia muita gente a pensar que o trabalho dos "cinco unidos" se limitava àquelas duas horas de labuta intensa e decisões relevantes.

Para um conhecimento mais detalhado sobre os assuntos que vão estar em cima da mesa convido a consultar o edital que publico abaixo.

 

 

 

TAKE TWO:

Desta vez sem ironia - porque os assuntos são mesmo relevantes, tem lugar na próxima Quinta feira dia 13 pelas 10 horas, mais uma reunião pública de Câmara.

Entre outros assuntos que desconheço porque não tive acesso à Ordem de Trabalhos completa, há dois que devem motivar-nos para a deslocação:

- 2ª Revisão Orçamental para 2011

- Plano de Saneamento Financeiro - 2ª versão revista e melhorada por exigências várias do Tribunal de Contas

Ver recorte abaixo

 

 


publicado às 18:19

VALONGO - "ABRIR E FECHAR"

Valongo estiola.

A passos largos, avança a "desertificação democrática" - e financeira -  processos que conduzem ou dos quais resulta, um estranho fenómeno, que uns acreditam ainda ser reversível, outros mais pessimistas afirmam ter-se tornado inevitavelmente incontrolável: o da transformação da "nobre casa de Vallis Longus" num modesto "casebre" de ideias curtas, "diálogos de surdos" e finanças com uma pasta de arquivo vazia de ficheiros (leia-se euros)...

Quantas vezes não nos aconteceu já, enviarmos um "ficheiro anexo" a um qualquer e-mail e quem o recebe, constatar boquiaberto que recebeu uma pasta indicando "0 KB"?

Pois é exactamente assim que está a "pasta" do departamento financeiro da nossa Câmara: sem "Kilobytes", nem "Megabytes", tampouco "Gigabytes" e muito menos ainda "Terabytes" - aliás desconfio até que o Vereador do respectivo Pelouro desconhece as equivalências entre estas unidades de medida, razão porque apesar de tudo ainda aparenta alguma "alegria de viver".

Alguns rumores mais pessimistas pressagiam uma precoce "morte política" desta pequena maioria anémica - porque a verdade é que já só sobreviverá ligada a uma máquina de respiração assistida e por enquanto, a máquina ainda não foi adquirida e nem sequer há já a certeza de que os fornecedores inicialmente contratados, mantenham interesse no negócio.

Eu consigo imaginar como se deverão sentir aqueles que ao longo dos últimos anos se fartaram de distribuir benesses e favores a amigos e "afilhados" e agora nem "um café" lhes conseguem pagar.

É que por todo o País começaram a ganhar corpo tendências estranhas, introduzidas (há quem diga que impostas) por uma entidade com uma designação não menos estranha - TROIKA - práticas essas que se convencionou, para "facilitar" designar por cortes.

O Poder local a princípio ainda alimentou a vaga esperança de que esta guerra se limitaria àquela gente esbanjadora do Poder Central, mas não levou muito tempo até perceber que sendo ele próprio (Poder Local) parte do problema teria que passar inevitavelmente também pelo "bloco operatório" e sofrer como os restantes poderes, a dor incisiva do frio bisturi.

Apesar de tudo, tem-se provado em idênticas intervenções que há "doentes" que recuperam bem, mas outros existem - Valongo será um deles - onde o mais certo, é abrir e fechar e avisar a família para se ir preparando para o velório:

É que há casos em que amputando um membro - em casos extremos até mesmo dois - a esperança de vida se restabelece e pode mesmo resultar em surpreendentes recuperações, porém dizem-nos que neste caso não há nada a fazer porque o Órgão a amputar é o... "cérebro"! 

Será que não existe mesmo esperança nenhuma? Pode muito bem acontecer que estejam a confundir "cérebro" com outro "órgão" menos crítico - não seria a primeira que um órgão vital seria encontrado num sítio diferente do expectável...

 

 

publicado às 23:15

EM CAUSA PRÓPRIA...

Eu sei que há gente que não gosta de blogues. Há até quem transforme essa alergia, numa espécie de "objectivo de vida" e faça questão de o apregoar, mesmo sem ser perguntado sobre o assunto.

São gostos e como diz o Povo, os ditos não se discutem...

Eu gosto de blogues - de ler os dos outros, de deixar esporadicamente um ou outro comentário, mas sobretudo, de escrever naquele que mantenho desde 2006!

As pessoas mais improváveis já me têm confessado que não o conhecem e até - louvo-lhes a franqueza - que não se sentem motivadas a visitá-lo. Claro que - e é a primeira vez que me atrevo a dizê-lo publicamente - às vezes duvido de que estejam a falar totalmente verdade.

É claro, que alguns contadores de visitas, além de registar as ditas, registam igualmente os IP's e por vezes temos surpresas!

Cito um dos exemplos mais marcantes que me ocorre:

O nosso "dinâmico" presidente de Junta andou durante muito tempo a ridicularizar "alguns escrevinhadores de Blogues" e a dizer também que não os lia - especialmente o meu, no dizer dele, uma espécie de pasquim em "versão blogosférica".

Surpresa das surpresas, um dia saíu-se - numa reunião pública de junta e na qualidade de presidente, uma vez que a reunião ainda não tinha terminado - com uma tirada verdadeiramente surpreendente:

"Aquilo que tem andado a escrever no seu Blogue sobre mim ofende a minha honra e a da minha família (?) e garanto-lhe que foi bom não nos termos cruzado este fim de semana senão provavelmente tinha feito algo de que agora estaria a pagar as consequências. foi melhor assim, mas garanto-lhe que irei processá-lo judicialmente".

Houve quem me garantisse que o homem com estas palavras me estava a ameaçar fisicamente, mas eu devo confessar que não acredito e por isso não apresentei qualquer queixa.

Subida honra em dose dupla, a que me concedeu, a de confessar que (afinal) era um visitante assíduo desta casa e por outro lado, que iria dedicar parte do seu precioso tempo, a preparar uma acção criminal contra mim - talvez aquela parte do tempo que é paga pelo seu "trabalho" na Junta...

Mas isso são águas passadas e só peguei no assunto para dizer, que os blogues não são um meio de intervenção cívica que deva ser totalmente posto de parte.

O recorte que publico acima - de um novo contador instalado há pouco tempo e que (neste caso) não regista os IP's de quem me visita - comprova-o.

Obrigado a todos - aos que veem por bem e aos outros.

publicado às 23:46

EXECUTIVO DA CÂMARA DE VALONGO - ÓRGÃO DEMOCRÁTICO OU... DEMOCRATICAMENTE ELEITO?

Hoje foi dia de reunião pública de Câmara.

Tinha duas questões a colocar que me foram recusadas na anterior, com a alegação de que "nos termos do acordo com o PS para a viabilização do Plano de Saneamento Financeiro ratificado em Assembleia Municipal, passam a existir duas reuniões públicas mensais, sendo que só há lugar à intervenção do Público, na primeira delas".

Acontece que o texto do acordo reza o seguinte:

(...)

"1. Alteração do Regimento da Câmara Municipal de Valongo, passando todas as reuniões do executivo a serem públicas, sendo que numa por mês haverá intervenção do público."

(...)

Ora bem, eu acho que  andamos simplesmente a brincar com as palavras - e aqui ou a oposição, toda a oposição, incluindo aquela que eu apoio - tem andado lamentavelmente a colaborar numa farsa, ou então, o problema é mesmo meu e então talvez deva colocar a hipótese de desistir pura e simplesmente de tentar interpretar documentos escritos em "português de lei"!

Vejamos:

Em primeiro lugar, a deliberação da Assembleia, não foi (ainda) cumprida, dado que o Regimento não foi até agora alterado, logo havendo reuniões públicas - anteriormente uma, agora cerca de duas (*) - deve sempre existir um ponto destinado à intervenção do Público.

Porém, mesmo depois da alteração do Regimento, há que decidir em qual delas - primeira ou segunda? - é que o Público pode intervir.

Veja-se então o tipo de "fundamentação" que me foi dada pelo chefe de gabinete, Sr. Rui Silva Marques e que o Sr. vice presidente de Câmara, que substitui temporariamente o presidente, ausente por doença, validou, não me autorizando a intervir:

" Na sequência do solicitado tenho a informar que, conforme dispõe o artº 12º do regimento da Câmara Municipal de Valongo,  bem como no Plano de Saneamento Financeiro (ver ponto 1 da folha em anexo) - a minha transcrição anterior - apenas na primeira reunião de Câmara de cada mês haverá período de intervenção do público, dado que a reunião a ter lugar no próximo dia 29 de Setembro é a segunda que se realizará no mês de Setembro, não haverá lugar ao período intervenção do público".

Para além do português macarrónico muito pouco adequado a um documento oficial assinado por um chefe de gabinete, venha de lá alguém com capacidade de interpretação de documentos escritos na nossa língua materna, que me explique como é que a omissão do texto do acordo citado em primeiro lugar pode conciliar-se com a interpretação perentória dos dois decisores - chefe de gabinete e vice presidente.

Hoje pude "intervir" - e coloco umas "aspas" bem destacadas, porque apesar do dr. Arnaldo Soares ter "metido os pés pelas mãos" "falando de alhos quando eu tinha perguntado por bugalhos", não me foi sequer permitido dizer em dois segundos apenas "não foi sobre isso que eu perguntei (porra!)" - a parte entre parênteses não a diria obviamente...

Confesso que começo a fcar farto de colaborar nesta espécie de farsa - ou encenação - em que todos fingem que o executivo da Câmara é um Órgão democrático e que a Democracia é compatível com qualquer tipo de "lei da rolha" como aquela que este tipo de comportamentos consubstancia!

Provavelmente, a oposição - toda sem excepção - ainda não se apercebeu de que há uma significativa diferença entre Órgãos democráticos e Órgãos democraticamente eleitos.

E é pena, pois eu quero continuar a rever-me numa parte dessa oposição, mas isso exige algumas correcções pontuais de azimute...

 

(*) Foi a própria oposição desta vez de forma concertada, que na última conferência de imprensa considerou que a média mensal de reuniões está (apenas) ligeiramente acima de uma...

publicado às 20:44

ALFENA E A SUA "QUINTA DO AMBRÓSIO" À ESCALA LOCAL...

Quem é que disse que a discussão aberta em torno dos problemas da nossa terra - com ideias às vezes não totalmente coincidentes ou até mesmo discordantes em confronto - não é possível?

Eu sei quem o disse, o diz e continuará a dizê-lo, prosseguindo num projecto pseudo independente - uma espécie de "autismo maioritário", por enquanto prevalecente no grupo incumbido da governação da nossa terra , mas na passada segunda feira, no nosso Centro Cultural, os que ali compareceram - alfenenses sem Partido, alfenenses do Partido Socialista e do PSD, alfenenses eleitos para a Assembleia de Freguesia, independentes  e afectos ao PS, um vereador da Câmara Municipal, um ex presidente de Junta, só vieram comprovar que essa discussão é possível, é útil - é mesmo imprescindível - e pode ser feita sem quaisquer problemas, sem nenhuma polémica e sem nenhum constrangimento.

O assunto - uma primeira abordagem relativamente ao mesmo - era o da discussão pública do pedido de excepção ao PDM lançado pela Câmara através do Aviso publicado em Diário da República e que decorre desde o dia 26 de Setembro por um período de trinta dias úteis.

Este pedido de excepção, abrange uma área com uma dimensão que situa algures entre os 50 e os setenta hectares, conforme as fontes de informação que lhe fazem referência, localiza-se junto ao nó da A41 /Sete Caminhos e destinar-se-à (há quem antecipe outras hipóteses) à construção de uma plataforma logística/industrial para o grupo Jerónimo Martins.

Foi uma discussão útil - para "começo de conversa" - onde foi possível tomarmos conhecimento de "versões locais e à escala" comparáveis a processos mediáticos como o da Quinta do Ambrósio em Gondomar e do famoso prédio dos CTT em Coimbra - geradoras de mais valias "miraculosas" e promotoras de alguns casos de sucesso entre alguns alfenenses bem conhecidos - pelas piores razões, obviamente!

Como disse e bem o vereador presente, alguns casos referidos, envolvendo a compra e venda de terrenos na área que agora se pretende excepcionar, não são casos de urbanismo eventualmente menos transparente, são "casos de polícia" que urge compilar com a máxima urgência para serem denunciados ao Ministério Público.

Foi uma boa discussão, informal, sem espartilhos pseudo regimentais ou tutelas cerceadoras da liberdade de expressão e que irá ter brevemente, a continuidade que foi anunciada, nessa altura já de uma forma mais alargada e para apreciar, discutir e aprovar uma possível contestação consensual ou o mais alargada possível ao atentado em curso, respondendo à Câmara no período previsto, de acordo com o que a Lei estipula.

 

publicado às 21:31

"ESPECIFICIDADES ALFENENSES" - INIMPUTABILIDADE OU IGNOMÍNIA?

Já aqui abordei este assunto, numa outra altura, a propósito do que se passou na nossa última Assembleia de Freguesia, mas a sua  "especificidade" - e a gravidade que lhe está subjacente - justifica que retome o mesmo uma vez mais.

Cito: "não vamos pôr pessoas idosas, algumas diminuídas fisicamente, a serem ajudadas por alguém em quem não confiamos e contra isto não vale a pena insistirem. Não mudaremos" - fim de citação.

(Estas palavras não foram proferidas por um qualquer cidadão eventualmente portador de algum tipo de deficit intelectual, nem nos pareceu que o mesmo aparentasse algum tipo de insanidade perceptível a olho nu e referiam-se ao "grupo de apoio" que assessorou os "dinâmicos" no decurso do último passeio senior).

O cidadão que proferiu esta ignomínia - porque é disso que se trata - é um cidadão com formação superior investido em funções públicas  que resultam da sua eleição por uma maioria de alfenenses: o Presidente da nossa Junta de Freguesia!

E ela não foi bolçada num contexto qualquer em que se encontrasse sentado à mesa de uma qualquer cervejaria repleta de copos, rodeado de compinchas das horas de lazer ou apaniguados do seu pseudo projecto autárquico. Proferiu-as no contexto mais solene da nossa vida autárquica: uma sessão  da Assembleia de Freguesia, a propósito do seu "critério" para a escolha dos tais "colaboradores".

É óbvio, que na composição do tal grupo, ele até podia fazer o que sempre tem feito e fez uma vez mais - é facil pagar favores políticos passados ou garantir apoios futuros, com dinheiro que não lhe sai do bolso, porque no fundo, é o que faz infelizmente uma grande maioria dos nossos políticos.

Agora o que a figura não pode - impunemente - é dizê-lo desta forma ignóbil: que não confia um qualquer cidadão a precisar de ajuda, nas mãos de um deputado eleito pelos alfenenses!

Porquê? Porque "padece da doença" eventualmente contagiosa de pertencer à oposição!

Claro que sabemos que muitos dos que até não concordam com esta tipo de despautérios, já se habituaram a "dar um desconto" ao homem e a considerá-lo uma espécie de inimputável que pode dizer tudo o que lhe venha à cabeça sem correr riscos nem sofrer as consequências daquilo que diz.

Esse não é o nosso entendimento e esta afirmação vinda de quem veio, proferida no contexto em que o foi, pode até ter sido antecedida por um jantar bem regado, ou por um simples café com o complemento do costume, servido em balão mais ou menos volumoso, mas não é por isso que deixa de ter a gravidade que lhe está subjacente!

É que só lhe faltou dizer que os deputados da oposição até podiam ir para o passeio com a ideia de dar algum empurrão a alguém mais diminuído fisicamente, ou com algum "instinto assassino" capaz de pôr em risco a integridade física dos nossos queridos seniores!

Só uma mente tão pouco lúcida ou tão maldosa, é que se atreveria (atreveu) a proferir uma cretinice destas em público, sem receio de lhe sofrer as consequências - sim porque algum tipo de consequências hão-de resultar deste tipo de comentários ignóbeis, nem que sejam (apenas) consequências políticas!

 

publicado às 19:30

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