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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

VALONGO - REACTIVAÇÃO DO "GARIMPO" DE ALFENA?

 

Ainda sobre o negócio do enriquecimento ilícito com a venda de terrenos da Reserva Ecológica Nacional (REN) em Alfena, embora já muito tenha sido dito (e muito faltará ainda dizer) - não perderão pela demora - importa dar aqui devida nota de que na sequência das duas sessões levadas a cabo pela Coragem de Mudar em Alfena durante o período de discussão pública do pedido de excepção ao PDM apresentado pela Câmara, foram desenvolvidas as seguintes acções:

 

1. Concluída a recolha das reclamações propostas pela nossa Associação, foram entregues na Câmara no dia anterior ao limite, 55 documentos, sendo que nos chegou a informação de que alguns, por dificuldade de recolha/entrega, chegaram à Câmara por outra via;


2. Do texto que suporta as Reclamações, acompanhado por uma compilação das notícias recentes sobre o nebuloso negócio onde deverá (ou deveria) nascer a plataforma do grupo Jerónimo Martins, bem como da carta emitida pelo então Vereador José Luís Pinto declarando "a intenção da Câmara de promover à desclassificação da área envolvida", foram enviadas cópias aos Vereadores e Deputados Municipais, à CNREN-DGOTDU, à CCDR-N, e à ministra do Ambiente;


3. Foi pedida à CNREN-DGOTDU cópia de todo o processo que levou à publicação recente da nova Carta REN de Valongo. Numa primeira fase "teríamos direito a consultar o referido processo apenas presencialmente - em Lisboa", mas depois, lá nos remeteram pelos CTT um CD-ROM com todo o "Processo Administrativo da Revisão REN de Valongo (PDM)" que contém um manamcial imenso de informação relevante: uma extensa acta da reunião de concertação, várias Cartas e cartogramas e sobretudo, a também extensa fundamentação da Câmara, entre outra;


4. Entretanto, estamos ainda numa fase de compilação de vários documentos importantes que deverão seguramente suportar uma posição sobre o assunto e sobre a qual falaremos noutra altura;


Curiosamente, um amigo que costuma ler a edição em papel do JN - que como sabem difere bastante das notícias publicadas no site do Jornal - disse-me que o ex vereador da "varinha de condão" - aquela que transformou eucaliptal e pinhal em "terra fértil em... ouro" - e que "por acaso" é agora vice director do  "Jornal do Regime", o Correio do Douro, se terá disponibilizado para o "confronto directo" com aqueles proprietários que o acusam de lhes ter sonegado a "informação privilegiada" que facultou ao angariador/"testa de ferro" do grupo Santander. Não li a notícia e portanto confesso que não aprofundei o sentido da referida declaração proferida pela ex proeminente figura...


Quererá ele significar que se dispõe a enfrentar os lesados/enganados/ ludibriados num daqueles "duelos à moda antiga", com padrinhos e tudo, ou apenas, que está disposto a enfrentar as suas acusações numa das muitas sessões públicas onde já o pôde e pode ainda fazer - Assembleias de Freguesia, reuniões de Junta, entrevistas? - há jornais interessados em aprofundar este assunto...


É que o tempo continua a contar e o crime - a existir - ainda não prescreveu!


 

PS:

E agora que outro amigo me fez chegar os recortes do JN de ontem, cá vão eles.

Parece que a "ex proeminente figura", tinha afinal o saudável hábito de manter as mãos limpas e a rapidez ccom que emitiu o documento ("varinha de condão") de que fala o JN, afinal, era prática comum da Câmara à época (!).

Claro que nós, os proprietários lesados e muitos valonguenses anónimos, também acreditamos que daqui a pouco mais de um mês teremos a visita do Pai Natal e que os bebés vêm de França nos bicos das cegonhas e blábláblá...

Então venha de lá essa investigação - mas que entretanto, a CCDR-N tenha em conta tudo isto e não se lembre de viabilizar o pedido de Excepção do PDM apresentado pela Câmara! 

Seguem-se os recortes do JN:

 

publicado às 23:46

CORREIO DO DOURO DEFENDE ENRIQUECIMENTO ILÍCITO...

 

Já não passa despercebido a ninguém, o atoleiro em que a Câmara de Valongo está metida.

Atoleiro, "cadáver" em decomposição, montureira, seja lá qual for a designação por que se opte, a verdade é que a "libertação de odores que comprometem" já nem aos narizes menos sensíveis consegue escapar.

É portanto momento para se cerrarem fileiras e como se costuma dizer que "os amigos são para as ocasiões", cá está mais uma vez "O CORREIO DO DONO", perdão "O CORREIO DO DOURO", na sua última edição, através de um "artigo de opinião" de uma figura bem conhecida pela "independência" e "isenção" que sempre põe em tudo o que escreve - Óscar Queirós - a defender os interesses de quem o acolhe e acarinha.

Bem ao seu estilo de "jornalista" sem futuro - foge-lhe demasiado o pé para a chinela - cá temos mais uma das suas já famosas incursões em área que não domina, na tentativa de "dizer nada sobre tudo" - de preferência tudo que possa agradar ao dono.

Quem fala sobre o que não sabe arrisca-se a que não havendo mosca para entrar...

Diz o cidadão Óscar Queirós, que "os valores (do enriquecimento ilícito) não serão tão elevados". Depois questiona " e se fossem? desde que o investidor pagasse os impostos...".

Portanto, ao cidadão Óscar Queirós, tanto lhe faz que A+B+C+D... tenham perguntado na Câmara se poderiam ter sido eles a ganhar esse dinheiro - pagando à mesma os impostos (o que teria acontecido se a Câmara lhes tivesse dito o mesmo que garantiu ao "investidor da escritura seguinte").

Ao cidadão Óscar Queirós tanto se lhe dá que seja o sobrinho de Narciso Miranda a ganhar 16M euros sacrificando Reserva Ecológica - sim, porque toda aquela área já terraplanada e limpa de vegetação a seguir à nova CHRONOPOST, ainda é área REN até à publicação do PDM! - como os legitimos donos subrepticiamente enganados - primeiro pela Câmara "não pode construir nada no seu terreno porque é área REN" e depois pelo "testa de ferro" que veio a seguir "temos para ali um grande projecto turístico com uma componente hípica e de lazer que não é incompatível com a REN, mas que exige agrupamento de parcelas"...

Não foi portanto nada de condenável o que ali aconteceu, mas se fosse então porque é que não fomos queixar-nos do crime ao Ministério Público ou à PJ?

Vamos por partes:

O cidadão Óscar Queirós fala do que não sabe - mas isso nós já tínhamos dito!

O cidadão Óscar Queirós não esteve presente em nenhuma das duas sessões promovidas pela Coragem de Mudar em Alfena, durante o período de discussão pública da excepção ao PDM destinada à plataforma da Jerónimo Martins - também já sabíamos que não viria, por isso nem lhe reservamos cadeira.

O cidadão Óscar Queirós não sabe nada sobre as diligências que temos em curso - e nós também não lhe vamos contar nada sobre isso - mas uma coisa nós lhe vamos "contar" para o caso de isso não lhe ter ocorrido: é que estas coisas da corrupção e do enriquecimento ilícito são como as lesmas: deixam rasto e com algum cuidado e "calçando luvas para não destruir provas" conseguiremos fazer a reconstituição do crime - repare que não coloquei "aspas" na palavra.

O cidadão Óscar Queirós não sabe - porque se calhar ninguém lhe contou - que "não ofende quem quer, mas quem pode", por isso, a Coragem de Mudar não se sente ofendida com o título desbocado da sua incongruente "crónica encomendada".

Oportunamente, quiçá com alguma coragem da sua parte, possa aparecer numa das nossas próximas iniciativas sobre o assunto.

Aí sim homem! encha o peito de ar e fale, diga tudo o que lhe vai na alma - embora desconfiemos que por detrás do cidadão Óscar Queirós exista um exímio ventríloquo e nesse caso teremos sempre de lhe reservar duas cadeiras - se avisar previamente...

 

 

publicado às 18:39

UM VERDADEIRO OLHAR SOBRE O "DESERTO" DE ALFENA...

Vale sempre a pena lermos o que se vai escrevendo sobre nós - sobretudo, quando o O Verdadeiro Olhar nos chega de outras paragens e portanto com uma visão descomprometida sobre o que por cá se vai passando.

As cores são o que são e Valongo (a Câmara de Valongo) e Alfena (a Junta de Alfena), têm por hábito - criticável diga-se - exagerarem no "photoshop" para destacarem (apenas) o que lhes interessa - e esconderem o que eventualmente "estraga" a fotografia ou a gravura.

Desta vez, foi o nosso "homem de leis"- e presidente de Junta de Alfena - que se arvorou em "designer" e como se esperaria, só podia usar a "ferramenta" de forma errada: em vez de melhorar as cores, "borrou a pintura"!

Dele costumam dizer alguns que tem a sensibilidade de "um elefante numa loja de porcelanas" e parece que quem o diz tem razão: avançou "Câmara adentro" (por acaso, até começou com os "estragos" na primeira parte da última Assembleia Municipal) e desatou a pôr tudo em cacos, perante a passividade do "Vereador amigo" - e pouco solidário para com os seus pares no Executivo - ausência de reacção que surpreendeu alguns, mas já havia sido antecipada por muitos.

Seguem-se - seguramente - novos episódios...

 

 

 

publicado às 11:34

CÂMARA DE VALONGO - UM INTERESSANTE "CASE STUDY"...

"Em Valongo sê Valonguense"...

É uma adaptação de circunstância obviamente, mas que muita gente costuma levar razoavelmente à letra, sobretudo - e é sobre isso que hoje quero escrever - aqueles empresários que devido ao tipo de negócios que gerem, têm necessidade de lidar com a Câmara, ou para os realizar com a própria, ou então, para se movimentarem na teia burocrática instituída pela mesma, para transformar a coisa mais simples, no procedimento mais complicado - e portanto, mais oneroso.

 

Há no entanto, excepções para este tipo de dificuldades, ou dito de outra forma, vantagens acrescidas para certos parceiros privilegiados.

 

Só que a "chave mestra" capaz de escancarar todas as portas ou a password capaz de ultrapassar todas as barreiras e galgar a firewall mais sofisticada, não estão ao alcance de qualquer empresáriozeco de meia tigela: "muitos são os chamados, mas poucos os escolhidos" e estes últimos, sujeitam-se sempre ao mais aviltante de todos os escrutínios: a negociação em "off".

 

Aliás, neste momento, está a decorrer uma acção judicial contra dois arquitectos da Câmara - e é suposto os técnicos da autarquia dependerem dos titulares dos cargos políticos - que tem a ver, a acreditarmos no que tem vindo a lume nalguns jornais, com este tipo de práticas pouco "ortodoxas", para usar um eufemismo mais inócuo.

 

É lamentável ter de dizer isto da terra onde vivo, mas Valongo é um verdadeiro "case study" em termos do que não deve ser feito quando a intenção é seguir as regras das boas práticas na gestão da Coisa Pública.

 

Quando se fala com alguém de outra região ou Concelho e por mais que por aqui nos repitam até à exaustão os "prémios disto e mais aquilo" que a Câmara tem recebido, Valongo vira inevitavelmente anedota e o seu gestor máximo dos últimos 18 anos, uma espécie de "figura de banda desenhada", de características multifacetadas, mas todas elas e por mal dos nossos pecados, com pontos de toque mais ou menos relevantes, com um certo tipo de "economia paralela" que impera um pouco por todo o lado e em quase todos os níveis de poder deste País anémico e em estado de pré insolvência.

 

De Fernando Melo, diz-se até - em ar de brincadeira seguramente - que quando promove ou formaliza um qualquer daqueles "grandes investimentos" em que tanto se tem afadigado nos últimos anos, tem uma predilecção especial, um quase fetiche, por mesas de tampo opaco, amplo quanto baste, mas não tanto que possa impedir um amigável aperto de mão que não tem que se fazer sempre ou obrigatoriamente à superfície.

 

De outros "colaboradores menores" contam-se gostos especiais por certos objectos de coleccção - versões modernas e seguramente mais valiosas que as velhinhas ampulhetas, mas igualmente preparados para medir o tempo, obviamente com uma precisão imensamente maior que aquelas, preferências em que não vislumbramos nada de condenável, mas em que o Ministério Público pelos vistos viu.

 

Há também histórias ligadas a um novel Vereador, em tempos (e não sei se ainda) demasiado preocupado com arranjos florais para ornamentar tudo que fossem iniciativas lideradas por si, arranjos esses documentados com facturas aparentemente falsas - na opinião do Ministério Público - mas que eu estou em crer que tal não passará de simples e banal confusão do/a florista, pouco habituado/a a cuidados suplementares sempre que o cliente não é o vizinho da esquina que não vai usar a factura para coisa nenhuma.

 

E se assim for, que sejam ele ou ela os punidos pela nossa exemplar Justiça, por terem contribuído de algum modo, mesmo que ao de leve e ainda que involuntariamente, para ofuscar o brilho de tão ilustre figura do nosso poder local.

 

Sua Excelência está acima de toda a suspeita e nem o facto de em tempos se ter atrasado um pouco a pagar umas famigeradas rampas e que aquando das eleições lhe iam colocando em risco a possibilidade de ascender até Vallis Longus, deve ser levado em linha de conta para daí tirar a (errada) conclusão de que ele não seja uma pessoa de boas contas.  

publicado às 20:51

CÂMARA DE VALONGO - UMA "FORMATAÇÃO" MINIMALISTA DO PODER LOCAL...

 

 

Hoje foi dia de reunião pública de Câmara.

Em versão minimalista, em primeiro lugar, porque não tinha na Ordem do Dia nenhum ponto destinado à intervenção do Público:

O Regimento não foi (ainda) alterado - por culpa ou omissão de toda a oposição, não podemos deixar de o dizer - e continua portanto a imperar a "lei da rolha", esquema ardilosamente montado, para impedir o cidadão comum de ir para ali colocar questões incómodas e eventualmente perturbar a rotineira pacatez do intenso trabalho diário dos nossos diligentes autarcas, agora ainda por cima, com a agravante resultante do acordo para a viabilização do Plano de Saneamento Financeiro, de haver duas reuniões por mês, sendo que para o êxito deste "esquema", contribuem:

a) Não publicação no sítio da Câmara na Internet - ao contrário do que sucede com a Assembleia Municipal - nem o Edital da reunião, nem a respectiva ordem de trabalhos;

b) Apenas na primeira reunião - ainda um dia me vou atrever a perguntar onde é que isso vem escrito no tal acordo - podem ser formuladas questões por parte do Público:

c) As mesmas, devem ser apresentadas por escrito na Câmara, com uma antecedência mínima de 5 dias úteis.

Contribui ainda para este esquema maquiavélico de se fingir abertura e transparência, quando se é mais fechado e opaco que um muro de betão, o facto de, mesmo que a resposta não o seja, isto é, mesmo que se responda a uma pergunta sobre "alhos" falando de "bugalhos", o cidadão já não possa abrir o "bico"!

Antigamente - e como eu recordo bem esse período de prepotência não disfarçada - quem o tentasse, era logo rodeado por capangas, sempre presentes nas reuniões de Câmara.  Hoje já "evoluímos" um pouco: em vez de capangas temos assessores que já não interagem com o Público, sendo que essa pequena dificuldade é ultrapassada de  duas maneiras possíveis, a saber:

Primeira: Se a reunião for conduzida pelo líder mais idoso, este levanta-se, vai-se embora e deixa o cidadão que decida insistir na clarificação da questão, a falar sozinho:

Segunda: Quando não é este a presidir aos trabalhos mas o seu Vice, a táctica diverge ligeiramente "a reunião está encerrada" - e depois, vem "democraticamente" acabar a conversa com o cidadão em causa, cá atrás e em "off", o que convenhamos, para além da tentativa perfeitamente patética de aparentar uma abertura inexistente,  visa unicamente pôr fim ao incómodo aprofundamento público da questão colocada e não respondida, ou respondida de forma incorrecta.

Mas voltando à reunião de hoje em versão minimalista, houve tempo apesar de tudo, para se falar de obras clandestinas à margem da A41 - sentido Paços de Ferreira Alfena, logo a seguir à Metalização de Alfena - (um muro em pedra e um desaterro concluídos entre uma visita da fiscalização "que não conseguiu identificar o dono da obra" e as démarches para descobrir a senhora (parece que é uma dona) a quem deveria ser endereçado o embargo).

Tudo ao "ralenti" e de forma muito conveniente, para que as máquinas não tivessem de se ir embora sem deixar o local já desaterrado e liberto dos pinheiros e eucaliptos ali existentes há algum tempo atrás. Foram entregues pelos Vereadores da Coragem de Mudar, novaas fotografias que confrontadas com as anteriormente apresentadas, confirmam o que acabo de dizer. Seguir-se-ão agora, como é uso em Valongo, as "negociações e os acertos do costume".

De passagem falou-se também de corrupção, a propósito - eu disse a propósito? - do julgamento que tem estado a decorrer envolvendo o Chefe de Departamento do Urbanismo, arquitecto Vítor Sá e de um outro arquitecto do mesmo Departamento:

A Coragem de Mudar fez questão de questionar a Câmara, sobre "se se sentia confortável com a situação de manter em funções plenas os dois técnicos, sem ter no mínimo procedido a um processo de averiguações interno, isto por um lado e se o técnico em causa não admitiu em algum momento suspender as suas funções até o assunto ser esclarecido em termos de Justiça"

Que não, começou por dizer Fernando Melo, porque logo na primeira audiência, começou a ficar claro não haver nada de consistente naquilo que fazia parte da acusação do Ministério Público (?).

Que a Câmara optou por não dar início a nenhum processoo interno, acrescentou o Vice, primeiro, porque considera de facto inconsistente a acusação de que é alvo o referido arquitecto e depois, porque se o fizesse, estaria a dar um sinal errado para o exterior, valorizando a acusação do Ministério Público".

Acrescentou ainda, que de facto, o arquitecto Vítor Sá, logo no início do processo, colocou o lugar à disposição, mas a Câmara não aceitou.

A Coragem de Mudar apresentou ainda uma proposta que foi aprovada por unanimidade, no sentido de os vários Departamentos apresentarem no prazo de 60 dias um projecto para a revitalização do centro de Valongo, dando mais vida ao comércio local, retomando algumas actividades ou dando-lhes uma dinâmica diferente, retirando eventualmente o trânsito de algumas zonas centrais, equacionando mesmo a deslocação da feira para uma zona mais nobre.

Falou-se ainda - neste caso, falou o Vice - do comunicado da Junta de Freguesia de Alfena acusando a Câmara, de ter cedido as instalações da Casa da Juventude a uma Instituição de Ermesinde, acusação descabida e injusta, sobretudo porque a decisão foi tomada há cerca de um ano por unanimidade.

"Iremos rebater essa acusação e aquilo que esperamos do presidente da Junta de Alfena faça, é que se retrate relativamente a este assunto"...

Acontece - digo eu - que o nosso Vice, talvez por ter a seu lado o "Vereador com asas", que como sabemos é "pai biológico" do projecto alfenense e amigo do peito do autor do panfleto publicado na página da Junta, se esqueceu de referir que ele acusa ainda a Câmara de andar a "roubar" os alfenenses entre outras (curiosas) acusações.

E não é pelo estratagema das "aspas" que a acusação de roubo deixa de ter relevância!

Seguir-se-ão seguramente curiosos desenvolvimentos sobre esta estranha zanga de "comadres". 

 

publicado às 16:37

JÁ QUE NADA FAZEM AO MENOS FALEM-NOS... MAS COM VERDADE, PORRA!

De um alfenense preocupado com os problemas da nossa cidade e sobretudo - tal como eu procuro fazê-lo - atento em relação às responsabilidades de quem a governa e que, com os seus actos ou omissões, contribui para o actual estado perfeita indigência da nossa autarquia - " milhões" de promessas por cumprir, "dezenas de milhões" de projectos que ocupam "milhares" de gavetas da casa/sede do poder local a ganhar bolor e a serem devorados pelas traças, porque o dinheiro não chega para tudo e as bolas de naftalina apesar de tudo e devido à quantidade necessária, ainda ficam caras - recebi o trabalho que se segue. Excelente contributo aliás e um exemplo daquilo que deve ser o pleno exercício de uma Cidadania responsável.

Diz-me que prefere por enquanto manter o anonimato, porque tendo apoiado este pseudo projecto dos Unidos por Alfena, ainda não se sente  preparado para o assumir publicamente e pede-me que pondere a publicação do resultado de uma tarde de mau tempo que o reteve em casa no último fim de semana e que lhe possibilitou a elaboração desta excelente - digo eu - reflexão. 

Foi aliás, mais um alfenense que tal como eu, não foi em magustos para "encher pneus" e optou por trabalhar em prol da Comunidade - sim, que o texto que reproduzo a seguir com todo o gosto, é um excelente trabalho a merecer toda a nossa atenta ponderação.


Porque sei que o «Amigo» é uma pessoa atenta e interventiva e tem uma  «montra» magnífica, visitada por muita gente, deixo aqui um pequeno  contributo que elaborei este fim-de-semana (passado em casa devido o  mau tempo) depois de ter lido um comunicado recente da junta de  freguesia e que pela 1ª vez me suscitou dúvidas. Eis o resultado da  minha pequena e humilde investigação... e desculpe o anonimato mas  tenho alguns receios e vergonha de me expor...

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 "JÁ QUE NADA FAZEM AO MENOS FALEM-NOS... MAS COM VERDADE, PORRA!"

Não gosto que me enganem!

Também não gosto que me façam «passar por parvo»...

Mas que me façam estas duas coisas em simultâneo e de forma  repetida... alto lá!!!

Moro em Alfena há alguns anos, não muitos, mas os suficientes para merecer ser tratado com respeito. E igual tratamento merece a minha inteligência, que não é maior nem menor que a do comum dos Alfenenses.

Ajudei, em consciência e com o meu voto, a eleger as pessoas que  actualmente governam a Junta de Freguesia.

Não ando nem mais, nem menos atento, ao que me rodeia do que outros, vou ouvindo, vou lendo e de vez em quando até troco umas impressões sobre aquilo que se passa na freguesia... embora deva confessar que a paciência para aturar os políticos nestes dias já não ande pelo melhor, o que de resto é compreensível, não?

Confesso que tenho andado um pouco alheado daquilo que se passa na freguesia, mas também não tenho notado grandes diferenças em relação aos últimos anos. No entanto, há uns dias quando fui tomar café, passei os olhos por uma folha A4 que continha um texto da «autoria» da Junta de Freguesia da nossa cidade de Alfena.

O tema abordado é um tema sensível nos dias de hoje. O apoio aos mais carenciados e as políticas sociais desenvolvidas. E na nossa terra este fenómeno não deve ser excepção com aquilo que se passa com o País. Mas o tal «texto» zurzia de forma veemente em 2 Vereadores.

Tudo isto porque, de acordo com o referido texto da Junta de Freguesia, a Câmara tinha impedido a Junta de utilizar um  edifício/escolar em Cabeda na prossecução das suas políticas sociais, e no apoio aos mais carenciados. Confesso que fiquei indignado... se calhar como a maioria dos Alfenenses!

Nos dias seguintes as mensagens no «cibermundo», sucediam-se...

Nas páginas de alguns «movimentos» no Facebook lá vinham as publicações... as indignações, as críticas, as revoltas e as irritações.

Como não gosto muito de embarcar nestas «ondas» sem saber de tudo, lá fiz um pouco de investigação caseira... daquelas que qualquer um de nós pode fazer. Peguei no meu computador e lá encontrei uma Acta da Câmara Municipal onde, entre outros assuntos, era decidida a cedência da "tal escola" referida no comunicado da Junta de Freguesia de Alfena. A data da Acta é de... 8 de Outubro de... 2010!

Aquela decisão mereceu a aprovação UNÂNIME de todos os Vereadores presentes na reunião. Consta da referida Acta a presença do Sr. Vereador Arnaldo Pinto Soares, representante de Alfena na Câmara de Valongo. Logo, não entendo a indignação dos Senhores da Junta de Freguesia de Alfena.

Primeiro porque o assunto em causa já foi decidido há mais de um ano e não mereceu até agora qualquer reparo, e se o assunto era assim tão grave porquê tanto tempo para mostrar tamanha indignação?

Em segundo, porque teve a concordância, e bem diga-se (na minha opinião), do Sr. Vereador Arnaldo Pinto Soares que como todos sabemos, tem uma cumplicidade extrema com a actual Junta de Freguesia de Alfena, logo, continuo a não entender os motivos expostos no comunicado. A minha concordância é  extensiva a todos os Vereadores, até os da oposição, que também, e bem, votaram a favor!

Na minha opinião, temas tão sensíveis como este, não deveriam servir para se andar na praça pública a fazer política.

Mas quando estes temas tenham de ser explorados e falados na tal praça pública, ao menos que o sejam com rigor e com sinceridade.

As pessoas mais carenciadas não valem apenas pelo seu voto, nem merecem ser tratadas como meros objectos ou números na luta política ou como argumentos eleitoralistas de conveniência conjuntural.

Este comunicado merece por isso a minha reprovação e indignação.

A bem da informação deixo o "tal" link da Acta em causa para que todos  

possam ler e confirmar:  

http://www.cm-valongo.pt/documentos/ACTA-MODELO-08-10-2010.pdf

Caso este meu modesto contributo mereça a sua atenção e concordância, pedia o favor de o divulgar na medida do seu entendimento e de acordo com os seus critérios.


 

Um abraço,

(anónimo)

publicado às 19:02

DEMOCRACIA DOENTE...

Anda por aí muita gente escandalizada - eu diria mesmo, muito preocupada - com as declarações de Otelo Saraiva de Carvalho acerca de um hipotético "golpe de Estado". Vamos por partes:


Otelo fala demais e regra geral, fora de tempo e eu também me incluo no número daqueles que pensam que o homem não fecha bem e que, como costuma dizer o Povo a propósito de comportamentos idênticos, devemos "dar-lhe um desconto".

 

Mas há uma parte do que ele diz, que é, digamos assim, "repescada" por Vasco Lourenço - que já agora, aproveito para dizer, que foi meu Comandante de Companhia nas Caldas da Rainha, no curso de sargentos milicianos da 1ª incorporação de 1969 - admite essa intervenção em caso de ameaça à Democracia.

 

Para ele e para muita gente na qual eu próprio me incluo, ainda não é esse o caso, mas não demoraremos muito a chegar ao inevitável "ponto de ignição" se não travarmos primeiro e não invertermos a seguir, a nossa perigosa progressão nesta quase suicida "rota de colisão".

 

Não se percebe pois o nervosismo dos muitos "democratas de ocasião", para quem a democracia é (apenas) uma forma de roubar ou prejudicar os outros sem serem incomodados pela polícia ou pelos tribunais, isto é, uma "democracia" à sua medida que usando e subvertendo as regras da genuína, retomada pelo Povo português em Abril, lhes dá o seu "toque pessoal", transformando-a nestas novas formas de assaltar, de roubar de discriminar, tudo em nome dos mais "elevados interesses" da Nação.

 

Não acho que as coisas se devam resolver à paulada, com disparos de obuses, com assaltos ao Parlamento ou ao Palácio de Belém, mas quando os centros de poder se transformam em "antros de corrupção", em exibições festivas de convivência e promiscuidade quase obscena entre interesses supostamente legítimos e outros que deveriam ser combatidos em vez de acarinhados - como temos assistido por exemplo nos últimos dias, por parte do supremo magistrado da Nação em relação aos Bancos - ele que é de facto um mau exemplo do que deve ser a frugalidade dos políticos em tempos de crise (veja-se a comitiva de que se fez acompanhar na sua última visita aos Açores) - então estou com Vasco Lourenço: por enquanto, a Democracia está apenas doente, portanto, ainda a tempo de ser tratada pela "medicina geral" - o Povo. Mas se a "medicação não resultar, então impõe-se, quer isso nos agrade quer não e com todos os custos que implica, uma ida ao "bloco", para extirpar o mal pela raiz.

 

E na situação actual de "meios", só a Instituição militar dispõe de um "bloco operatório" à altura da situação!

publicado às 11:10

VALONGO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO - CITANDO OS AMIGOS (PARTE III)

VALONGO DA LIBERDADE

Parte Terceira

A NAVALHA DE OCKHAM

17.
Julgo que não haverá ninguém que, nalgum momento da sua vida, não tenha passado por situações de corrupção e de favorecimento pessoal. Nem que tenha sido para as rejeitar! Todos nós, creio bem, fomos, num dia qualquer, objecto de sugestões de que, para adiantar um processo, resolver uma questão, obter um financiamento ou um preço mais razoável numa obra ou na decisão de uma compra, um "cumprimento mais demorado" seria método definitivo e eficaz. Aceitar a situação, entrando no "esquema" dependia apenas da nossa honestidade pessoal, porque, quanto ao facto de ser crime punível, havia quase a certeza de impunidade.


18.
Com efeito, não é fácil provar um acto de corrupção, e um acto de favorecimento ainda menos. Pode quase dizer-se que, a corrupção é um crime que compensa! É um crime transversal na nossa sociedade e, o que é mais grave, está tão vulgarizado e enraizado, é aceite com tal naturalidade que, começa a não ter, sequer, condenação moral. Não me lembro de ninguém ter, alguma vez, assumido com honestidade, que se deixou corromper ou corrompeu alguém, envergonhar-se e arrepender-se do crime cometido!  


19.
As áreas da Administração Pública e Autárquica são um manancial de casos impunes. Impunes porque a sua prova não só é extraordinariamente dificil, como também o próprio "sistema" é corrupto. As leis são muitíssimo permissivas, abrindo portas a toda a sorte de discricionariedade que é, como se sabe, a "mãe" da arbitrariedade e "avó" da prepotência. Quem, por exemplo, espera a decisão de um processo, tem duas opções: ou entra no "esquema" ou entra na fila dos que esperam eternamente num caminho semeado de obstáculos. Queixar-se? Denunciar? Para quê? Nada é feito e, mesmo que alguma coisa, por excepção, se faça, o resultado é inconclusivo ou o processodesaparece.


20.
A Câmara Municipal de Valongo aprovou já em 2010, o Plano de Gestão de Riscos de Corrupção e Infracções Conexas, de conformidade com o que se encontra legalmente determinado. Desconhece-se qualquer resultado da aplicação do Plano, apesar de tudo o que de mau consta sobre o Município(11). O Plano poderá ser um instrumento de luta contra a corrupção e o nepotismo, se aplicado eficientemente. Mas duvidamos. E duvidamos porque não existe uma cultura de queixa das arbitrariedades e de denúncia da prepotência, as quais, ainda por cima, correm o risco de não terem sequência (quis custodiet ipsos custodes?), levando a que, com o tempo, a culpa "morra solteira". A criação de uma estrutura inspectiva - independente e empenhada - dirigida por uma personalidade consensual aos olhos do Munícipes e munida de poderes de investigação seria uma medida a considerar.      
Andou bem, recentemente, a "Coragem de Mudar", de Alfena, promovendo duas sessões públicas de discussão do pedido de alteração pontual do PDM, o qual, como se sabe, se relacionava com o caso referido em 1.. Nós próprios colaborámos, subscrevendo uma reclamação das muitas que foram entregues. Isto porque pensamos que, se uma determinada decisão, se uma determinada atitude, se um determinado acontecimento puderem ser explicados por razões de corrupção, será quanto bastará (pluralitas non est ponenda sine necessitate) para que sejam denunciadas.     
J Silva Pereira


(11) No que respeita a Alfena, sabemos que a implementação do Plano foi recusada pelo Sr. Presidente da Junta, por entender que, naquela cidade, tal se não justifica. Por outras palavras, não há, em seu entender, corrupção em Alfena!

Nota: Estes postais poderão ter, a todo o momento, necessidade de correcção. Sempre que a tal se proceda, será o facto indicado em rodapé.
publicado às 01:15

VALONGO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO - CITANDO OS AMIGOS (PARTE II)

VALONGO DA LIBERDADE

Parte Segunda

13.

10 de Julho de 2008
PROPOSTA DE DECLARAÇÃO DE INTERESSE ECONÓMICO PARA O CONCELHO DE VALONGO NOS TERMOS DO N.º 5, ART. 45º DO REGULAMENTO DO PDM, NO ÂMBITO DO PROCESSO N.º 115- OC/2008
Presente à Câmara Municipal o Processo de Obras nº. 115-OC/2008, em nome de Novimoveste – Fundo de Investimento Imobiliário, referente à construção de um edifício destinado a Terminal Logístico, a explorar pela Empresa Chronopost Portugal. O local constitui parte de um terreno objecto do PIP 31-IP/2007, atrás referido em 1.
Uma vez mais era pretendido uma declaração de interesse económico de modo a poder-se construir em local onde o PDM não permitia construir, só sendo eventualmente possível através dessa declaração. O PS votou contra, bem como o Vice-Presidente da Câmara (do PSD), verificando-se empate que obrigou ao uso do voto de qualidade do Dr. Fernando Melo. Na declaração de voto do PS é referido ser "incompreensível, injustificável e, portanto, inaceitável a frequência e a regularidade com que a Câmara vem utilizando os mecanismos de excepção previstos no Regulamento do PDM, assim vulgarizando e generalizando a atribuição do estatuto de “interesse público municipal”, ou outros para, por essa via, permitir as mais flagrantes violações do PDM".
E, logo a seguir, outro mais:
Presente à Câmara Municipal o pedido de atribuição de interesse público municipal ao empreendimento constante do Processo de Loteamento indicado no assunto em epígrafe, em nome de Sonho Lindo – Empreendimentos Imobiliários, Lda., sito na Rua Simões Lopes, na Freguesia de Ermesinde, Concelho de Valongo, acompanhado do parecer jurídico prestado em 2008.05.19.
O investidor tinha construído mais 50% do que era permitido, sendo que aqueles 50% a mais estavam em clara violação do PDM. Apesar da dimensão, nenhum fiscal da Câmara se havia apercebido de que havia uma violação do PDM. Na declaração de voto do PS pode ler-se: pretende-se, através de um mecanismo excepcional do Regulamento do PDM, dar cobertura legal a um empreendimento que foi construído sem que para tal estivesse licenciado; Para tal recorre-se ao já esgotado – tantas vezes tem sido utilizado – expediente de atribuição do estatuto de “interesse público municipal”(...).
A proposta foi aprovada com os votos contra do PS
14.
20 de Novembro de 2008
AUTORIZAÇÃO DA INSTALAÇÃO DA UNIDADE INDUSTRIAL REFERIDA NO PROCESSO Nº. 359-OC/07 EM NOME DE JET CLASS – INDÚSTRIA DE MOBILIÁRIO, LDA, NOS TERMOS DO Nº. 5, ARTº. 45º. DO REGULAMENTO DO PDMPresente à Câmara Municipal o Processo de Obras nº. 359-OC/2007, em nome de Jet Class – Indústria de Mobiliário, Lda., referente à instalação de indústria de mobiliário nos edifícios já existentes na Rua Andrade Corvo, na Freguesia de Sobrado, Concelho de Valongo, instruído com a informação técnica nº. 051/DPGU/2008, de 2008.11.10.
O pedido mereceu unanimidade. Porém, foi referida a circunstância de que a unidade industrial em causa seria instalada numa construção pré-existente, que teria sido em tempos licenciada pela Câmara, sem que o licenciamento se tivesse efectivado, porque o promotor, em virtude de não ter sido isentado das taxas, não tinha levantado a licença.
Nas circunstâncias, os Vereadores eleitos pelo Partido Socialista entendiam que, embora por sistema não se dever construir em área de reserva de produção florestal, no entanto,atendendo ao histórico de haver uma construção no local, de haver uma unidade industrial com as características descritas no processo, à actual situação económica e ao que a empresa tinha demonstrado fazer, trabalhando com mão-de-obra do concelho(...), votariam favoravelmente.
15.
5 de Março de 2009
Presente à Câmara Municipal o parecer jurídico datado de 2 de Março de 2009 e informação técnica nº. 01/DEU.DPA/2009, de 2009.03.02, inseridos no Processo indicado no assunto em epígrafe, em nome de Quinta de Santa. Justa, Lda., sito no Monte de Santa Justa, na Freguesia e Concelho de Valongo, destinado à construção de um Centro Hípico, cujo teor se transcrevem.
O pedido mereceu unanimidade, considerando que "a construção de um Centro Hípico a que se refere o Pedido de Informação Prévia irá pois promover actividades no seu interior e na área da Serra de Santa Justa, que se consideram adequadas a uma utilização equilibrada daquele espaço.(...) No Pedido de Informação Prévia em anexo, a Requerente propõe a utilização de espécies arbóreas e arbustivas autóctones (em particular carvalhos e sobreiros), quer no interior do empreendimento, quer nos terrenos circundantes, sua propriedade e atingidos pelos incêndios dos últimos anos(10).
Seria, todavia, assaz interessante verificar se o reflorestamento foi cumprido e se, porventura, não terá sido construida, em lugar do Centro Hípico, uma qualquer moradia, eventualmente luxuosa e com cavalariças anexas!
16.
3 de Junho de 2009
Presente à Câmara Municipal a informação técnica nº. 810/STEU/2009, de 2009.05.13, prestada no âmbito da apreciação dos Processos indicados no assunto em epígrafe, em nome de Square Asset Management – Sociedade Gestora de Fundos de Investimento Imobiliário, S.A., referente ao pedido de licenciamento de obras de remodelação de edifício para a construção de um Hotel, Residência Assistida para Idosos e Hospital Privado no Gaveto da Rua Gaveto da Rua Ribeiro Cambado, nº. 131 e Rua Regedor José Diogo, nºs. 91, 111, 131, 145 e 161, na Freguesia de Valongo, Concelho de Valongo, cujo teor se transcreve.
Pretende-se, através de um mecanismo excepcional do Regulamento do PDM, recorrer-se ao já esgotado – tantas vezes tem sido utilizado – expediente de atribuição do estatuto de “interesse público municipal”, interesse que advém, defende a proposta, da construção, pelo requerente, de um hospital, um hotel residencial de 2 estrelas e uma residência assistida para idosos; Essa atribuição irá permitir o aumento da volumetria que o PDM em vigor impede; Apesar de não estar demonstrada a enorme falta que alguns desses equipamentos possam fazer ao Concelho (que já tem 3 hospitais, e várias residenciais e motéis), nem haver qualquer compromisso relativamente ao número de postos de trabalho a criar, porque se trata de requalificar uma zona degradada, onde já existe construção os Vereadores eleitos pelo Partido Socialista abstêm-se na votação da referida proposta.
(Continua)
publicado às 01:13

VALONGO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO - CITANDO OS AMIGOS (PARTE I)

Citando o excelente Blog Valongo da Liberdade:

Valongo, em Todo o Seu Esplendor - Parte Primeira

 

Levei algum tempo, como costumo por defeito meu, a escrever sobre o caso da especulação dos terrenos da nova Zona Industrial de Alfena. Fui procurando, entretanto, documentar-me o mais possível, recuando no tempo até ao que penso serem os primórdios do caso. Consultei as Actas das sessões da Câmara de Valongo e, ao mesmo tempo, vários outros documentos me foram chegando às mãos. O que a seguir vou referir é uma exposição de factos acompanhada de um simples exercício de raciocínio especulativo.
Introito
1.
31 de Outubro de 2007
O Vereador do Urbanismo da Câmara Municipal de Valongo, Engº. José Luis Pinto, levou à, sessão do Executivo uma PROPOSTA DE SUSPENSÃO PARCIAL DO PLANO DIRECTOR MUNICIPAL E ESTABELECIMENTO DE MEDIDAS PREVENTIVAS NOS LUGARES DE FONTE DA PRATA, FREGUESIA DE ALFENA E DEVESA/ERMIDA, FREGUESIA DE SOBRADO. A suspensão iria permitir a construção, naqueles locais, de uma plataforma empresarial de cerca de 55 hectares, sustentada pelo processo 31/P/2007 - que admitia um investimento de 100M€ e a criação de 800 postos de traballho - apresentado por um promotor (Novimoveste) ligado ao Banco Santander(1).A proposta estava mal fundamentada e, apesar da defesa acérrima que dela fez aquele Vereador, não se convenceram os da oposição e, caso pouco comum, mesmo alguns dos Vereadores da própria maioria, o que levou o Presidente (Dr. Fernando Melo) a retirar a proposta, convencido da sua reprovação, caso fosse votada.
2. 
A área referida é aquela mesma, constituida por um conjunto de vários terrenos, que o Deputado Municipal de Matosinhos, Jaime Resende, comprou(2) por valores relativamente baixos, e vendeu(3) ao promotor referido por cerca de 20 M€, arrebatando uma mais-valia, de cerca de 16M€. A situação era já conhecida - a força política "Coragem de Mudar", de Alfena, usou-a como arma eleitoral na campanha autárquica de 2009 (sem, todavia, a expressão mediática que, recentemente, ganhou). Nessa altura, uma outra força política concorrente - Unidos por Alfena - defendia pertinazmente a criação daquela Zona Industrial. Apontavam-se-lhe, então, eventuais ligações entre algumas das suas personalidades(4) e o intermediário daquele negócio.  
3. 
Não será necessária grande destreza de raciocínio para perceber como a situação terá ocorrido. Podemos, com pouco erro, fazer remontar o caso à época da elaboração do traçado da A41 e dos nós de acesso respectivos. O conhecimento previlegiado a que, dentro de Câmara, alguns (poucos) tiveram acesso, terá permitido a montagem de um “esquema de negócios” em proveito próprio. Terá sido, por essa altura, que o autarca matosinhense iniciou a sua acção de aquisição de terrenos, até então integrados em área de REN, mas estratégicamente situados nas proximidades do chamado “Nó de Alfena” (ou “Nó da Senhora do Amparo”) e que, mais tarde, com a promessa, embora equívoca, da Camara de Valongo - documento subscrito pelo Vereador Engº. José Luis Pinto - de alterar a classificação do solo, negociou a sua venda, com os resultados ora tornados públicos(5). Não é fácil nem vulgar obterem-se documentos deste tipo e a sua emissão denuncia a inequivoca ligação dos dois principais intervenientes, apostados na concretização do chorudo negócio. 
4.
Todavia, o efectivo êxito assentava precisamente na capacidade do Engº. José Luis Pinto conseguir, fosse como fosse, a alteração do uso daquele solo. A sua primeira tentativa acontece a 31 de Outubro de 2007 - acima referida em 1. - que correu mal. Com a imprescindível conivência de alguns colaboradores mais chegados(6) e apoiado na máquina camarária, reapresenta o processo a 24 de Janeiro de 2008, como é referido em 9..     
5. 
8 de Novembro de 2007
Entretanto, o assunto vem, de novo, à baila durante a intervenção dos membros da Câmara, por intermédio da Dra. Maria José Azevedo que disse "iria voltar a abordar o assunto discutido na reunião anterior, porque tinha havido posteriormente declarações públicas e teria de confrontar o Senhor Vereador, Eng.º José Luís Pinto, com as afirmações que alegadamente o Senhor Vereador tinha feito, e dizia “alegadamente” porque, porventura, teria havido uma má interpretação por parte do jornal das afirmações proferidas pelo Senhor Vereador, razão pela qual julgava que aquele era o local certo para o Senhor Vereador, se entendesse, explicar as suas afirmações, sobretudo porque ela não as tinha entendido.
6.
6 de Dezembro de 2007
Aqui referida mais uma situação que, no mínimo, se pode considerar de desleixo por parte do Departamento de Urbanismo e da Junta de Freguesia de Alfena. O que pretendo salientar, porém, é que o estreito relacionamento do Vereador responsável com alguns membros desta Junta é antigo e tem contornos partidários. O Engº. José Luis Pinto era, à época, responsável concelhio do PSD enquanto que na Junta pontificava uma dissidência daquele Partido, denominada "Unidos por Alfena", dissidência que não impedia uma estreita comunhão de interesses(7)
Diversificação
7. 
Com o "esquema" devidamente montado este Vereador passou a coordenar  um conjunto de operações urbanísticas que tinham em comum a tentativa de as fazer passar como de"interesse municipal", geradoras de um número variável de novos postos de trabalho (8) e merecedoras de uma alteração significativa da capacidade construtiva dos solos, originando ganhos substanciais para os promotores. Como, por sua vez, estes agradeciam a favorável apreciação da sua proposta, caberá às entidades competentes investigarRespigados do sítio da Câmara Municipal de Valongo aqui vão diversos processos "apadrinhados" pelo diligente Vereador.
8. 
20 de Dezembro de 2007
ASSUNTO - PLANO DE URBANIZAÇÃO DO CENTRO CÍVICO DE ALFENA (PUCCA)
Presente à Câmara Municipal o processo nº (91)2007/8, referente ao assunto em epígrafe, o qual foi objecto da informação n.º 34/DP/2007, de 2007.12.12.
Foi decidido, por unanimidade , aprovar a proposta para a elaboração e respectivos termos de referência do novo Plano Municipal de Ordenamento do Território, designado por "Plano de Urbanização do Centro Cívico de Alfena".
Independentemente da votação unânime seria interessante apurar-se o "contributo" de um gabinete de arquitectura de Alfena(9) para a elaboração deste plano. Por várias vezes e, pelo menos, desde de 2005 que o assunto foi sendo referido e, inclusivamente, usado como argumento para, umas vezes, travar iniciativas urbanísticas particulares e outras, para as favorecer.
A decisão foi publicada no Diário da República de 28 de Fevereiro de 2008, e o mapa no sítio da Câmara, mas já lá não se encontra.
O PUCCA passou a ser, semelhantemente à nova Zona Industrial, acérrimamente defendido pelo grupo no poder em Alfena que, aliás, fez dele bandeira eleitoral, todavia, nunca foi discutido publicamente, conforme prometido. Por várias vezes, em Assembleia de Freguesia e durante o actual mandato, houve interpelações de iniciativa da Oposição, sem respostas consequentes. 
9.
24 de Janeiro de 2008
É apresentada, agora, uma "PROPOSTA DE ELABORAÇÃO DE ALTERAÇÃO PONTUAL DO PDM DE VALONGO”. Processo nº (91) 2008/1, referente à questão já tratada em 31 de Outubro de 2007 e que havia sido retirada. Desta vez o Engº. José Luis Pinto, traz à reunião da Câmara um pedido de alteração pontual, que é aprovado com 2 votos favoráveis (Dr. Fernando Melo e Engº. José Luis Pinto) e 7 abstenções (restantes Vereadores do PSD e os 4 Vereadores do PS).
10.
21 de Fevereiro de 2008
É trazido à Câmara o PROCESSO Nº. 253-OC/2007 EM NOME DE CASA DE SAÚDE DA TROFA, S.A..LOCAL – ROTUNDA DO MEGALITO – ALFENA - ATRIBUIÇÃO DO ESTATUTO DE INTERESSE PÚBLICO MUNICIPAL AO EMPREENDIMENTO, AO ABRIGO DA ALÍNEA C) DO ARTº. 14º. E ARTº. 23º. DO REGULAMENTO DO PDM que pretendeu fazer aceitar a cércea apresentada - que extravasava em um piso a cércea de referência, através do mecanismo de declaração do Interesse Público Municipal do equipamento. Este processo teve a colaboração de um gabinete de arquitectura alfenense, e de personalidades ligadas à Junta de Freguesia, para além da firma Eusébios, SA., adjudicatária da empreitada.
Oficialmente, a Junta de Freguesia recebeu do Grupo Trofa Saúde, em agradecimento (de que seria?) um mini-autocarro. Uma vez mais o Engº. José Luis Pinto "brilhou" na defesa do projecto, que foiaprovado por maioria, com votos contra do PS.
Trata-se do caso da "Quinta do Bandeirinha" - também utilizado como arma eleitoral nas Autárquicas de 2009 - de que o autor deste postal é um dos Herdeiros. O processo foi tratado, desde 2006, de forma verdadeiramente surreal, envolvendo diversas personalidades da Câmara de Valongo, da Junta de Freguesia de Alfena, o gabinete de arquitectura alfenense e a firma Eusébios, SA..        
11.
6 de Março de 2008
É apresentada mais uma absurda proposta pretendendo resolver um caso particular através da alteração inopinada do Regulamento do PDM. A proposto foi aprovada por maioria, com os votos contra do PS.
12. 
27 de Março de 2008
Mais uma caso de claro favorecimento de uma empresa particular, não identificada no Processo e sem qualquer ligação à área social, antes, ao que parece, tratando-se de uma empresa dedicada ao ramo da construção civil e à promoção imobiliária! A proposta passou, por maioria, com os votos contra do PS.
(Continua)


(1) Santander Asset Manegement
(2) Cerca de um mês antes, i.e., a 27 de Setembro
(3) No mesmo dia, valendo-se de um documento da Câmara Municipal de Valongo, subscrito pelo Eng. José Luis Pinto.
(4) As personalidades seriam, nomeadamente, o Dr. Arnaldo Soares - Presidente da Junta e novamente candidato mas, mais tarde incluido na lista da Câmara, onde é, actualmente Vereador - e o Engº. Camilo Moreira, proprietário de um gabinete de arquitectura em Alfena e mandatário financeiro da Lista referida.    
(5) Jaime Resende afirma não ter obtido um lucro tão relevante, e que terá, apenas, recebido um montante próximo dos 6M€. Provavelmente diz a verdade, pois não me parece que uma empresa do grupo Santander se disponha a pagar tão elevada quantia confiada numa promessa relativamente vaga. Actualmente, já o uso do solo foi alterado (Portaria 260/2011), embora com a reserva de, apenas, ser tido em conta após a aprovação do PDM. Para obviar esta condicionante, procedeu a CMV, conforme aviso, à alteração pontual do PDM, cuja discussão pública levada a efeito pela "Coragem de Mudar" terá espoletado (pelo menos ajudou) o mediatismo de toda a questão. 
(6) Pelo menos o Arq. Victor Sá, Director do Departamento de Urbanismo da CMV, cuja venalidade é assaz conhecida e, neste momento, é réu num processo de corrupção que corre termos no Tribunal de Valongo
(7) Como já foi referido, o Dr. Arnaldo Soares - Presidente da Junta de Alfena desde 2005 - fôra eleito pela dissidência do PSD denominada "Unidos por Alfena", da qual era mandatário financeiro o Engº. Camilo Moreira, dono de um gabinete de arquitectura na mesma localidade e com larga aceitação junto da Câmara Municipal, onde quase possuía o monopólio da aprovação dos projectos, segundo informação dada ao autor do postal pelo Arq. Victor Sá em 2007.
(8) Julgo que NUNCA NINGUÉM se deu ao trabalho de verificar, após a execução dos Projectos, se as condições propostas foram cumpridas, i.e., se o número de postos de trabalho foi realmente criado e se a mais valia económica, social ou outra se verificou efectivamente. Porque, tal não sucedendo, justificava-se a aplicação de sanções por incumprimento, sanções essas que deveriam ficar estipuladas no despacho camarário.
(9) Sem dúvida com a colaboração prestimosa do Dr. Arnaldo Soares.
publicado às 01:04

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