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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

JUNTA DE FREGUESIA DE ALFENA - AINDA A "GUERRA" COM A CÂMARA...

Volto uma vez mais ao comunicado dos Unidos, para uma apreciação crítica do mesmo.

Não no que se refere ao seu conteúdo, que sobre esse, não teria muito para escrever, mas no que ele significa - ou pode significar - em termos de novo "paradigma" no relacionamento do Órgão Junta de Freguesia, com um outro Órgão - a Câmara Municipal.

De facto, ontem não atribuí especial significado àquele papel branco, sem um pequeno "logótipo" que fosse, sem nenhuma preocupação relativamente à apresentação gráfica do mesmo. 

Aquilo que me veio de imediato à ideia, foi aqueloutro panfleto distribuído aquando do início das portagens nas SCUT, a propósito dos pórticos na A41, na altura atacando o vice Presidente da Câmara.

Hoje visitei a página da Junta de Freguesia na Internet - a parte em que não é preciso estar inscrito, indicando o BI, o NIF, o nome do cão, do gato e do periquito se existirem - quando deparei com o mesmo texto, já não dos UPA mas do Órgão Junta de Freguesia ("A JUNTA DE FREGUESIA INFORMA OS ALFENENSES"). Como é óbvio, apercebi-me logo da diferença e comecei a matutar sobre o que é que esta gente andará a tramar...

Se eu me juntar a meia dúzia de correligionários identificados com a Associação de cuja Direcção faço parte - a Coragem de Mudar - e nos apetecer escrever uma "bacorada" qualquer - isto por mera hipótese académica, porque nós não escrevemos "bacoradas" - e depois nos identificássemos no panfleto, no comunicado, na comunicação ou no que quer que lhe quiséssemos chamar, como membros da Coragem de Mudar, isso teria uma relevância muito relativa ou nenhuma. Mas se pelo contrário, o mesmo texto aparecesse na nossa página oficial na Internet ou no Facebook, aí a dimensão já seria bem diferente.

Se eu e mais dois ou tês compinchas acusar a Câmara de "roubo" - mesmo que lhe coloque umas  convenientes aspas, isso tem um peso, mas se for a Associação Coragem de Mudar a fazer coisa idêntica a importância muda de figura.

É que o Comunicado da Junta de Freguesia de Alfena, termina assim: 

É impressão minha ou estamos na antecâmara da "terceira guerra mundial"?

publicado às 21:06

UPA VERSUS CÂMARA DE VALONGO - "AMA-ME OU ODEIA-ME"...

 


Que grandes ingratos que eles são...

Cavalgaram a onda (leia-se às "cavalitas") do PSD concelhio, "varrendo" do mapa de Alfena a estrutura local já implantada no terreno e com trabalho feito. Bem... "varrer" talvez seja exagerado, porque há gente do PSD que anda por aí à espera de "vingar a honra" e as futuras urnas podem bem mudar de cor.

 

Mas depois de todas as atenções de que têm sido alvo, depois de terem contado sempre com a conivência do seu "cavalo" - neste caso, peça de xadrez - para o trabalho de sapa - tantas vezes executado "à margem da lei", depois de terem conseguido meter o dito quase em posição de "xeque ao Rei" e ainda acreditarem na mirabolante possibilidade do "xeque mate", saem-se agora com uma destas? 

 

Bem sei que tudo isto já foi dito de forma mais "soft" pelo nosso "homem de leis" na última Assembleia Municipal.

 

Disse-o novamente já em registo mais "hard" na última reunião pública de Junta, mas dado que neste tipo de reuniões está sempre presente a "meia dúzia" do costume, esse facto não assumiu gravidade especial.

 

Agora escrevê-lo e distribuí-lo publicamente e aparentemente sem erros de ortografia, é que já é bem mais grave - desde logo, porque denuncia o "traço" caligráfico do autor e depois, porque baralha o jogo todo: quase conseguimos imaginar ali para os lados de Vallis Longus um "cavalo" a levantar voo com a palmada na mesa resultante de um ataque de apoplexia do "Rei"...

 

Aqui para nós que ninguém nos ouve, eu até acho que é bem feito para aquela estrutura carunchosa que prevalece na concelhia e da qual já quase nem a cor se nota. Como diz o Povo "quem dorme com gatos, acorda arranhado" ou cheio de pulgas... 


 

PS:

Comecei por lhes chamar ingratos - aos "dinâmicos" UPA, mas já depois de ter fechado a publicação deste post, cheguei à conclusão que "das três uma":

 

Uma: Este comunicado é uma espécie de "protector gástrico" contra as críticas que vão começar a desabar-lhes em cima, pelo facto de em cerca de 5 anos de "poder unido" Alfena continuar a marcar passo e quase todas as promessas que nos foram apresentando nos três processos eleitorais em que foram ganhadores, continuarem lá no fundo daquela gaveta do costume que tem a inscrição também do costume "coisas para não se fazerem": jogam na antecipação e armam-se em coitadinhos atribuindo a terceiros as culpas pela ausência de trabalho que se veja. 

 

Duas: É uma espécie de "birra encomendada" para que o "rei" - continuando a utilizar a analogia do xadrez municipal - se distraia e fique em cheque face ao "cavalo". E aqui convém referir que este não é um "cavalo" qualquer, daqueles que se prendam muito com as regras do jogo: tanto pode avançar em "L" como em "linha" como na "diagonal". Há até quem já lhe chame "cavalo alado", o que pode significar que se atreva - qual OVNI - a "atacar" também por via aérea...

 

Três: É mesmo um caso de ingratidão pura de "pobres e mal agradecidos": anda a Câmara a gastar um dinheirão em meios e material há uma série de dias, para lhes preparar o local para o jogo da malha, para a corrida de sacos e para o magusto sob o viaduto da A41 - numa altura em que não tem dinheiro para o essencial, sendo que todo o trabalho que ali decorre se destina a uma simples tarde de Domingo, o que coloca desde logo a velha questão da relação custo/benefício e é assim que eles retribuem?

 

 

publicado às 22:14

A "NOITE DE CRISTAL" - HÁ 73 ANOS...

 

Quando o visitei, não havia prisioneiros - era um Museu e só havia visitantes e funcionários...

Mas o espírito dos primeiros parecia pairar ainda em toda a envolvente do local.

Tudo começou naquela noite de 9 de Novembro de 1938 que ficou conhecida como a "noite de cristal" (Kristallnacht) e a designação tem a ver com as acções organizadas e executadas por uma milícia - a Sturmabteilung (SA), que tinham ordens para vestidos à civil e assim darem a ideia de que se tratava da revolta da população contra os judeus, atacarem sinagogas, partirem montras de lojas - daí o nome "noite de cristal (ou dos), destruírem casas, matarem pessoas de origem judia. 

Citando a Wikipédia, numa única noite, 91 judeus foram mortos e cerca de 25.000 a 30.000 foram presos e levados para campos de concentração. 7500 lojas judaicas e 1600 sinagogas foram reduzidas a escombros.-se de uma resposta do regime foi a resposta ao assassinato de Ernst von Rath, um diplomata alemão em Paris, por Herschel Grynszpan, um judeu polaco, condenado múltiplas vezes a deportação da França.

Não sei se quando o visitei em Outubro de 1979 - o espírito de alguns daqueles que pereceram nessa noite e nas muitas outras que se lhe seguiram, andariam por ali. Não tenho sequer a ideia se Buchenwald terá sido dos primeiros a servir de "acolhimento" às vitimas do projecto de um louco que nem deveria ter nascido. 

Mas sei que ao contrário do que afirma um outro louco ainda vivo - Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irão - não se tratou de ficção aquilo que começou nesta mesma noite há 73 anos!

Hoje, se fosse crente, rezaria uma oração. Porém, não o conseguindo fazer - rezar a um Deus que permitiu que Hitler tivesse sobrevivido na hora do parto e sobretudo, que tivesse conseguido levar tão longe a sua loucura - vou-me recolher durante um minuto que seja em memória daqueles cujo espírito eu consegui pressentir em Buchenwald em Outubro de 1979!

publicado às 18:29

"ÍDOLOS COM PÉS DE BARRO" E "ESTÓRIAS" DE "UM DEUS MENOR"...

 

Mão amiga fez-me chegar este registo histórico de "um dos nossos maiores"...

Tenho para mim, que por uma questão de coerência, da mesma forma que às vezes nos apressamos a enaltecer qualidades - embora em boa verdade neste caso concreto eu nunca o tenha feito por as desconhecer de todo - deveremos de igual modo, saber destacar os erros.

É que se não o fizermos, o Povo português tem muita tendência para costruir "ídolos" e não tendo eu nada contra isso - cada um tem o direito a ser devoto do "santo que mais lhe agrade" - se alguém mais atento se aperceber que o "santo tem pés de barro", deve torná-lo público.

É um dever de cidadania e ao mesmo tempo, um serviço relevante que se presta à comunidade.

Achei por isso, que com a devida vénia à autora, deveria replicar este excelente "levantamento histórico" - da nossa História recente, que nem pelo facto de envolver "supremos magistrados", "deuses menores" e  figuras de "duro porte", nos deve inibir de expressarmos o nosso espírito crítico.

 

 

CAVACO DAVA MUITAS FALTAS...

É SEMPRE BOM SABER A VERDADEPORQUE SÓ APARECE AGORA?!...

A Dívida de Gratidão

Naqueles longínquos anos 80 o Prof. Aníbal Cavaco Silva era docente na Universidade Nova de Lisboa.
Mas o prestígio académico e político que entretanto granjeara (recorde-se que havia já sido ministro das Finanças do 1º Governo da A.D.) cedo levaram a que fosse igualmente convidado para dar aulas na Universidade Católica.
Ora, embora esta acumulação de funções muito certamente nunca lhe tivesse suscitado dúvidas ou sequer provocado quaisquer enganos, o que é facto é que, pelos vistos, ela se revelou excessiva para o Prof. Cavaco Silva.
Como é natural, as faltas às aulas, obviamente às aulas da Universidade Nova, começaram a suceder-se a um ritmo cada vez mais intolerável para os órgãos directivos da Universidade.
A tal ponto que não restou outra alternativa ao Reitor da Universidade Nova, na ocasião o Prof. Alfredo de Sousa, que instaurar ao Prof. Aníbal Cavaco Silva um processo disciplinar conducente ao seu despedimento por acumulação de faltas injustificadas.
Instruído o processo disciplinar na Universidade Nova, foi o mesmo devidamente encaminhado para o Ministério da Educação a quem, como é bom de ver, competia uma decisão definitiva sobre o assunto.
Na ocasião era ministro da Educação o Prof. João de Deus Pinheiro.
Ora, o que é facto é que o processo disciplinar instaurado ao Prof. Aníbal Cavaco Silva, e que conduziria provavelmente ao seu despedimento do cargo de docente da Universidade Nova, foi andando aos tropeções, de serviço em serviço e de corredor em corredor, pelos confins do Ministério da Educação.
Até que, ninguém sabe bem como nem porquê,... desapareceu sem deixar rasto...
E até ao dia de hoje nunca mais apareceu.
Dos intervenientes desta história, com um final comprovadamente tão feliz, sabe-se que entretanto o Prof. Cavaco Silva foi nomeado Primeiro-ministro.
E sabe-se também que o Prof. João de Deus Pinheiro veio mais tarde a ser nomeado ministro dos Negócios Estrangeiros de um dos Governos do Prof. Cavaco Silva, sem que tivesse constituído impedimento a tal nomeação o seu anterior desempenho, tido geralmente como medíocre, à frente do Ministério da Educação.
Do mesmo modo, o seu desempenho como ministro dos Negócios Estrangeiros, pejado de erros e sucessivas gaffes , a tal ponto de ser ultrapassado em competência e protagonismo por um dos seus jovens secretários de Estado, de nome José Manuel Durão Barroso, não constituiu impedimento para que o Primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva viesse mais tarde a guindar João de Deus Pinheiro para o cargo de Comissário Europeu.
De qualquer modo, e como é bom de ver, também não foi o desempenho do Prof.João de Deus Pinheiro como Comissário Europeu, sempre pejado de incidentes e críticas, e de quem se dizia que andava por Bruxelas a jogar golfe e pouco mais, que impediu mais tarde o Primeiro-ministro Cavaco Silva de o reconduzir no cargo.
A amizade é, de facto, uma coisa muito bonita...

Maria Encarnação Gorgulho Santo

 

publicado às 11:58

ENRIQUECIMENTO ILÍCITO É CRIME - PROMOVÊ-LO, É-O DUPLAMENTE!

Já agora, e a propósito da entrega feita ontem na Câmara, das Reclamações sobre a alteração pontual ao PDM, aqui fica a fundamentação proposta pela Coragem de Mudar - Alfena e aceite e assinada pelos reclamantes:


"O signatário abaixo assinado e identificado nos termos do formulário para o efeito disponibilizado pela Câmara Municipal, tendo participado numa reunião pública promovida pelo Grupo Independente de cidadãos Coragem de Mudar, representado na Assembleia de Freguesia, no dia 25 de Outubro de 2011 pelas 21,30 horas no Centro Cultural de Alfena, para discutir nos termos do Aviso publicado no Diário da República, o pedido da Câmara para uma alteração pontual ao PDM visando permitir a construção de uma plataforma logística/industrial em Alfena junto ao nó da A41 vem por este meio e nos termos e para os efeitos previstos no referido Aviso, reclamar contra a eventualidade de autorizar o mencionado empreendimento, independentemente da publicação da Portaria 260/2011, com a nova Carta REN de Valongo ter desclassificado aquela área, que de qualquer forma, só produz efeitos a partir da publicação do novo PDM. Exige isso sim, que tão rápido quanto possível este seja colocado em consulta pública, para que então a nova carta REN crie condições de acesso iguais para todos os empreendedores do nosso Concelho.

Mais considera que:

1. As alterações pontuais ao PDM, não são um mal em si mesmas – desde que tenham em conta as limitações que a lei determina e não constituam meros expedientes para tratar de forma desigual investidores mais ou menos “alinhados” com os interesses menos claros da Câmara;

2. A área para onde se pretende a alteração, tem em si mesma vantagens e desvantagens:

2.1- Vantagens: Proximidade de boas ligações rodoviárias, acrescendo ainda relativamente a outras hipóteses já existentes, a relativa proximidade ao aeroporto;

2.2 – Desvantagens: morfologia muito especial do terreno, que obriga desde logo a intervenções complicadas e a enormes movimentações e consolidação dos terras e alguma possibilidade de relações conflituantes com as linhas de água existentes, bem como a possibilidade de ter de ser assegurada bombagem dos efluentes para serem encaminhados para a ETAR de Campo (para a qual está prevista uma ampliação que ainda vai demorar bastante tempo a implementar) dada a mais que evidente incapacidade da ETAR de Ermesinde poder receber o acréscimo de volume que dali iria resultar:

3. A referida área, tem ainda uma incontornável característica REN, razão pela qual e pelo menos até há pouco tempo atrás, quer o coordenador do grupo de acompanhamento da revisão do PDM, professor Paulo Pinho, quer uma parte significativa das instituições que integram o próprio grupo, quer ainda a própria CCDR-N, desde início sempre se opuseram à desclassificação daquela zona como área REN;

4. Acresce a tudo isto, um facto indesmentível que é o de existir já um excesso de oferta de zonas já construídas no nosso Concelho, algumas perfeitamente desaproveitadas ou quase abandonadas, com características perfeitamente compatíveis com o projecto que ali se pretende implementar;

5. Subsiste ainda uma dúvida relevante que é a de se saber se aqueles terrenos não estarão abrangidos ainda por uma medida cautelar resultante do facto de ali terem ocorrido incêndios no período de reserva previsto na Lei;

6. Por outro lado, aprovar a excepção pontual ao PDM pretendida pela Câmara, seria uma espécie de “prémio ao infractor”, que sem qualquer autorização – que se conheça, mas de qualquer modo, perfeitamente à margem da Lei - já cortou toda a vegetação existente, movimentou milhares de toneladas de terras, alterando profundamente e de forma perfeitamente irreversível a morfologia do terreno atulhando ou entubando ribeiros e linhas de água;

7. Por último e não necessariamente por esta ordem, o processo em apreço, pelas informações recolhidas e das quais possuímos documentos oficiais que as suportam, indicia em si mesmo ser um “caso de polícia” susceptível de participação ao Ministério Público, pelas razões seguintes:

7.1 – A área que se pretende excepcionar, resulta do agrupamento de vários lotes rústicos que foram sendo comprados por um agente imobiliário a trabalhar por conta de um grupo investidor de que faz parte - o banco Santander – por preços que tinham a ver com o facto de serem terrenos de área REN;

7.2 – Nalguns casos no mesmo dia em que se realizavam estas primeiras escrituras de compra e venda, realizavam-se – às vezes com minutos de intervalo – segundas escrituras, onde os valores envolvidos chegavam por vezes ao décuplo dos primeiros, quando não mais, mediante a junção de uma declaração em que a Câmara se comprometia a alterar o PDM, atribuindo capacidade construtiva aos respectivos terrenos; Por todas estas razões, e também porque em boa verdade, localizando-se a referida área – segundo o próprio Aviso da Câmara em Alfena e na última reunião pública de Junta o Presidente do executivo da Freguesia declarou que “este é o único investimento que não gostaria que viesse para a nossa cidade”, o signatário, opõe-se como já disse anteriormente, à excepção pretendida, declarando-se além do mais, disponível para apoiar qualquer procedimento criminal ou acção popular contra os promotores que usando métodos aparentemente do tipo do processo da “Quinta do Ambrósio” em Gondomar ou do “prédio dos CTT” em Coimbra, terão lesado pessoas e promovido o enriquecimento ilícito de outras. 

O signatário solicita ainda aos promotores desta sessão pública, que para além de procederem ao envio deste documento à Câmara, conforme se determina no Aviso, enviem também uma cópia Para a Comissão REN, para a CCDR-N, para os Grupos com representação na Assembleia Municipal e por último, para o Grupo de Acompanhamento da Revisão do PDM.

Alfena, 25 de Outubro de 2011

Assinatura:"


Espera-se agora, que as 55 Reclamações entregues pela Coragem de Mudar- Alfena, mais todas as outras que os cidadãos individualmente tenham feito chegar à Câmara , e também que os "dossiers" enviados às várias entidades, fazendo a resennha do enriquecimento ilícito, aos quais juntamos a documentação disponível no momento - embora saibamos que existe muita outra que está neste momento a ser compilada para utilização futura - ajudem quem tem o poder de decidir sobre estas questões, não o faça apenas com base nos dados viciados que apenas uma das partes  - neste caso a Câmara - lhes fez chegar.

Continuamos (ainda) a acreditar que este País tem futuro e que o Poder Local, que em determinado momento do nosso caminho democrático, foi factor importante de desenvolvimento, mas a certa altura do mesmo e em muitos pontos do território, que não em todos, descambou e se deixou envolver nas teias da especulação imobiliária e da corrupção que lhe anda sempre associada, promovendo autênticas aberrações urbanísticas, depauperando património paisagístico, destruindo espaços importantes de Reserva Ecológica ou Agrícola Nacional tenha ainda possibilidade, nem que seja obrigado por quem tem poder para aplicar as Leis, de inverter esta espiral de destruição - o caso de Valongo é uma espécie de "exemplo" no mau sentido - em que se deixou envolver por gabinetes de arquitectura e grupos económicos, para os quais as Leis são um incómodo e os cidadãos responsáveis e interventivos, uma espécie de praga.

publicado às 11:14

ALFENA E AS (MÁS) EXCEPÇÕES - MISSÃO CUMPRIDA!

 

O prometido - última sessão pública organizada pela Coragem de Mudar (núcleo de Alfena) no passado dia 25 de Outubro no Centro Cultural - de assumir e levar até às últimas consequências  uma posição contra a excepção pontual ao PDM para favorecer o "grupo dos 20 milhões" e construir uma plataforma logística da Jerónimo Martins a seguir à nova Chronopost, chegou hoje ao fim:

Foram entregues na Câmara 55 Reclamações individuais devidamente fundamentadas - levantando sobretudo a questão das características REN daqueles terrenos, os impactos que uma intervenção como a pretendida irão originar, mas sobretudo, a questão do favorecimento ilítito por parte da Câmara, promovendo o enriquecimento de quem especula, à custa daqueles a quem alguns responsáveis pelos Serviços do Urbanismo da Câmara (José Luis Pinto entre outros) sempre disseram que "em área REN, nada de construções" para depois, à sucapa, passarem um documento tão relevante tão relevante,  que terá gerado num único dia um lucro de 16 milhões.

Sobre o rigor dos números e do rol de ilicitudes, quem de direito, há-de seguramente investigar, até porque ao mesmo tempo que entregávamos na Câmara as Reclamações, procedíamos ao envio de um "dossier" completo à CNREN, à CCDR-N e à Ministra do Ambiente, o qual inclui o tal "documento relevante/varinha de condão" as várias notícias vindas a lume, as acções que levamos a cabo nos últimos dias e por último, a estranha e radical alteração operada no seio da CCDR-N, grupo de acompanhamento da revisão do PDM e CNREN, que pelo menos até 2009 sempre foram contra a desclassificação daquela área REN.

Hoje, exercemos cidadania plena e isso irá seguramente desagradar a muita gente com poder e dinheiro - ou vice versa - mas se se assim for, temos pena e ainda bem que notarão da pior forma possível (para eles) a importância do nosso trabalho e o empenho de muitos alfenenses e valonguenses que nos ajudaram a levá-lo a cabo!

publicado às 23:05

"EM MULHER ALHEIA" E À LUZ DO DIA, É FEIO E PODE DAR MAU RESULTADO!

 

 

Eu sei que a cultura merece que façamos localmente por ela, tudo aquilo que o poder central se esquece de fazer mas confesso que fico mais satisfeito sempre que constato que, apesar da crise, é possível existir vida para além dos subsídios que se tornaram um hábito para alguns "movimentos associativos" nos últimos anos, um pouco por todo o lado e também em Alfena.

Não sei se é isso que se vai passar com próximo fim de semana cultural de Alfena, envolvendo várias iniciativas - umas culturais, outras meramente lúdicas e recreativas, isto é, resta saber em que medida irá funcionar mais o voluntarismo e menos o subsídio - ainda que muitas vezes disfarçado sob capa da atribuição em espécie. 

Agora o que já me espanta um pouco, é que a iniciativa do dia 13 - a tal que se reveste apenas de carácter lúdico e de confraternização - exija tanto esforço e tanto empenho dos nossos autarcas locais:

Sob o viaduto da A41, onde irão decorrer alguns jogos tradicionais e o anunciado magusto, anda uma azáfama tremenda já há uns dias, com movimentação de máquinas (retroescavadora, viatura da Câmara de transporte de material, cilindro de compactação e tudo isto para estender quantidades enormes de "tout venant" em substituição da muita lama que ali existia.

Em tempos de "vacas magras" com uma Câmara falida, não se sabe muito bem quem é que anda a pagar aquele trabalho todo e sobretudo, estranha-se que com tantas obras à espera de melhores dias, ali se ande a investir tantos meios técnicos para uma simples tarde de Domingo.

Além do mais, convém não esquecer que "fazer filhos na mulher dos outros" nem sempre é boa ideia e é disso que se trata por enquanto, em tudo que ali seja feito.

Arrumar o espaço, achei muito bem, tirar o entulho (do lado direito da Rua de S. Vicente, sentido Alfena - Ermesinde) não foi mais do que o cumprimento de uma obrigação, por parte de quem tinha cometido o atentado ambiental.

Já o que anda a ser feito agora, é algo temerário e eventualmente lesivo do erário público, uma vez que decorrem processos em Tribunal e tudo aquilo pode ter de ser de novo rapado no sentido de repor o solo no seu estado inicial.

Mas há um último pormenor que não passou despercebido aos mais atentos e seguramente também não escapará à lupa da Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARH-NORTE):

É que o aterro da parcela de terreno da Junta a jusante da ponte de S.Lázaro, fez-se à custa das centenas de toneladas de entulho removido do já referido espaço sob o viaduto - de vários tipos, sendo que na sua esmagadora maioria era material xistoso e pedras, mas nunca, como foi dito, terra de qualquer espécie. 

publicado às 22:28

CÂMARA DE VALONGO - ONDE O TEMPO É GERIDO COM A MÁXIMA DISTINÇÃO...

E pronto. Agora que temos o Sr. Presidente de regresso com a saúde devidamente refeita, já podemos abordar os assuntos que o referenciam na comunicação social - infelizmente (para ele) nem sempre pelos melhores motivos.

É que apesar de todo o mal que ao longo destes anos ele tem feito a Valongo, não gostaríamos de escrevendo sobre a sua pessoa (como autarca obviamente), podermos estar a contribuir ao de leve que fosse, para agravar o seu estado de saúde e atrasarmos ainda mais a sua plena assumpção de funções, nesta altura em que os "quatro Vereadores que trabalham" precisam mais de cerrar fileiras perante a hecatombe que se aproxima.

A Câmara que gere, tem mantido um referencial de notícias nada invejável - claro que especulativas, injustas, fruto das congeminações da oposição e da maledicência de alguns munícipes menos favorecidos (leia-se prejudicados, perseguidos, discriminados) na sua relação com alguns serviços da Autarquia, nomeadamente os ligados à área do Urbanismo.

Esta semana tivemos a notícia do julgamento de dois arquitectos da Câmara - ainda em fase muito inicial.

Será que os mesmos, os corruptores e as testemunhas vão manter a segurança suficiente e o poder de argumentação capaz de convencer o Juiz de que não existe corrupção em Valongo?

Será que não virá de novo à baila aquele célebre processo extraviado em 2003? (ver recorte abaixo).

Será que a fortuna de Fernando Melo "o afortunado" (ver recorte seguinte) não inclui nenhum relógio Zenith comprado na relojoaria Marcolino?

(Só como mera curiosidade, mas os recortes não são da página da CDU do Bloco de Esquerda, nem tampouco da do PS. Foram extraídos nada mais nada menos,  da página do actual aliado - o CDS/PP).

 

publicado às 22:49

O "ENCLAVE" DE ALFENA (!) - OU NAS MARGENS DO LEÇA E DA LEI...

Ainda a propósito da última reunião pública da Junta de Freguesia de Alfena e do aterro na marginal do nosso Rio Leça a jusante da ponte de S. Lázaro...

Só para nos enquadrarmos no contexto da questão repescamos aqui as palavras do nosso presidente/homem de leis: "ainda não tínhamos concluído o (crime) e já cá tínhamos de novo a GNR (à perna)" - as partes entre parênteses são da minha responsabilidade.

Em Alfena às vezes temos a noção - errada no entanto - de que vivemos numa espécie de enclave à margem da Lei, onde uns podem fazer o que lhes apetece e outros não, onde uns se baseiam nas regras instituídas e outros se baseiam (apenas) nas "instituídas" nas suas mentes férteis - mas desenquadradas da dita Lei.

Imaginemos num pequeno exemplo reduzido a uma escala entendível, que todos os meus vizinhos que possuem terrenos confinantes com a margem direita do nosso Rio, por hipótese absurda, resolviam fingir que se chamavam Rogério e começavam a fazer o mesmo: construir muros e altear a cota dos seus quintais até ao nível da Rua da Várzea - começando no ponto visitado pelo SEPNA da GNR de Santo Tirso e terminando por exemplo, junto à nova ponte/Avenida Padre Nuno Cardoso...

Alguém acha que o conseguiriam? Alguém acredita que passassem da primeira hora de trabalho de máquina sem que alguém lhes embargasse a "obra" e os obrigasse a repôr tudo como estava antes?

Claro que era isso que aconteceria! Por uma razão simples: a Lei que se lhes aplicaria seria aquela que vale e não lei com "aspas" em uso na sede da nossa Junta de Freguesia - mas que de facto não vale!

 

(E ainda bem que não vale, senão, um qualquer destes dias, teria o nosso querido Leça a entrar-me casa adentro - sem pedir licença...)

As provas do "crime":

 

publicado às 10:21

HABEMUS... PRESIDENTE!

Finalmente e após prolongadas férias a que se seguiu uma igualmente prolongada ausência por motivos de doença - ou de baixa, que não cheguei a perceber bem qual das situações é que o mantiveram longe do nosso convívio e como todos sabem, não significam a mesma coisa - registamos a indisfarçável satisfação dos seus pares e do público presente,  num total de cerca de cinco pessoas, pelo regresso do "velho Senhor" ao nobre combate do trabalho autárquico.

Pena foi que a mobilização geral conseguida aquando da aprovação do Plano de Saneamento Financeiro, tenha sido descurada desta vez, porque uma sala cheia é sempre um aconchego para a alma e para o ego de qualquer autarca em dia de reunião pública.

Mas não, os seus pares de maioria, optaram por uma reunião de formato minimalista, que mesmo com o atrazo do costume no seu início, acabou "escandalosamente" pouco depois das das onze horas.

Por acaso o nosso amigo e director do Jornal "O Verdadeiro Olhar", desta vez não veio assistir, caso contrário era capaz de vir carregado desnecessariamente com a lancheira - da primeira vez que veio até Vallis Longus para assistir a uma reunião de Câmara, a "coisa" arrastou-se para além do razoável e ele confidenciou que para a próxima traria a dita lancheira...

Mas pronto, cumpriu-se calendário, o que cai sempre bem entre os mais atentos, aprovaram-se as novas condições do empréstimo da CGD e pouco mais e com esta "ementa" minimalista, permitiu-se por outro lado, uma reintegração mais suave do "velho Senhor" no trabalho duríssimo e exigente que a gestão de uma Câmara falida implica: até o mais modesto dos valonguenses sabe dar valor à tarefa hercúlea que representa "fazer omeletas sem ovos", ou dito de outra forma, o sacrifício inimaginável que será para ele, viver o seu dia a dia sem o habitual estatuto e o inerente aconchego do dourado cartão de crédito.

De  qualquer maneira Excelência, seja muito bem vindo ao mundo real dos "sem dinheiro" , dos "quase indigentes" que fazem do seu dia a dia uma espécie de "jogo de esconde esconde" com os credores - que para quem não saiba, são aquele tipo de pessoas que passam o tempo todo a atazanar o juízo para que lhes comprem algo - uma obra, uma ideia, um serviço, quiçá apenas um modesto parecer - e que agora se acham no direito de aparecerem todos os dias e a toda a hora, insistindo numa cobrança que sabem não ser possível nos tempos mais próximos.

Esquecem-se que quando aceitaram a venda, o negócio a prestação do serviço "já incluíram uma pequena percentagem a contar com o atraso nos pagamentos" - Fernando Melo dixit

publicado às 22:16

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