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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

AL HENNA NA VOZ DE ERMESINDE...

 

Reproduzo com a devida vénia à Voz de Ermesinde a entrevista dos meus consócios da AL HENNA a este Jornal.

"Trabalho de casa" como já lhe chamei em anterior post, contributo relevante para um percurso que se pretende de consenso entre as freguesias envolvidas e no qual se pretende também, ver a Câmara mais empenhada em promover esse consenso.

De destacar, que o trabalho apresentado, colectivo embora,  não pode deixar de ser ligado de forma muito especial a Ricardo Ribeiro e Arnaldo Mamede, investigadores digamos, "de ocasião", mas que conseguiram de facto, um trabalho bem próximo do que poderia ser apresentado por qualquer "profissional do ramo". 


publicado às 20:34

UNIDOS por ALFENA - BIPOLARIDADE OU ESPÍRITO NATALÍCIO?

E pronto...

Como previsto, à hora prevista e da forma prevista também - que a gente dos UpA já nos habituou à sua previsibilidade - lá decorreu ontem a Assembleia de Freguesia de Alfena. A propósito e para não fugir à regra, mais uma vez ficou claro que a nossa governação local, nomeadamente o seu líder, têm um comportamento algo bipolar que vai sendo tempo de corrigir - os tempos que se avizinham aconselham a procurar consensos mais do que continuar a alimentar guerrinhas a propósito de nada.

 

Mas expliquemos:

Rogério Palhau igual a si mesmo, não se recomenda especialmente, se "igual a si mesmo", significar truculência quanta baste em cima do palco - sobretudo quando fala para pessoas que não lhe podem responder porque o Regimento não permite. Mas também não permite que ele destrate alguns Deputados, sendo que ele está ali apenas para responder a questões que estes lhe coloquem. Mas exigir que o nosso presidente perceba essa nuance, convenhamos que já é exigir demais! Já quando fora do palco e longe da plateia, transfigura-se , torna-se mais assertivo, dialogante, às vezes até - pasme-se! - simpático...

Nada que nos espante também de forma especial. O ser humano adapta-se aos contextos e nós já nos adaptamos ao nosso.

 

Já quanto aos trabalhos propriamente ditos, infelizmente os alfenenses bem que mereciam melhor qualidade por parte dos seus representantes eleitos para o Órgão deliberativo da Freguesia:Votar contra uma proposta da Coragem de Mudar sobre zonas de caça, onde se convida o executivo a proceder a um levantamento exaustivo da situação, com base em dois exemplos negativos que indicamos - zona de caça sinalizada junto à rotunda do Megalito e portanto a menos de 500 metros do novo Hospital Privado e na Rua dos Lavadouros, no Lombelho, por detrás da Escola Secundária de Alfena e a menos de 250 metros das vivendas ali localizadas, não se percebe - ou melhor, percebe-se porque parece que a "ordem de cima" é para votar contra tudo que venha da "oposição que de facto se opõe" e que se reduz a dois Deputados - sim porque o PS, como habitualmente, mais uma vez não conseguiu ultrapassar a tendência congénita para a abstenção.

 

Nada que verdadeiramente nos surpreenda os alfenenses que há muito se adaptaram a uma "maioria esmagadora que esmaga" e a uma "oposição pequenina que se opõe" - pelo meio, ficam "três vozes sem voz" porque optaram por não a ter, ou então, tê-la quando não devem, como foi o caso de um Deputado substituto que votou "sim" na aprovação da Acta referente a uma sessão em que não esteve presente!

 

(Aqui porém, não foram originais na asneira, porque nos UpA também houve uma substituição que pelos meus apontamentos - e salvo erro - teve o mesmo e errado procedimento).

 

Votar contra uma proposta para que o executivo  - no seu próprio interesse aliás,  e na salvaguarda de regras de transparência e de respeito pela Lei - procedesse à elaboração de um projecto de Regulamento que enquadrasse a atribuição de subsídios às nossas várias associações, com este argumento (?) "votamos contra, porque não aceitamos tantas regras para quem faz tudo por carolice", é tudo menos seriedade, é tudo menos argumentação, é tudo que não se espera de quem administra dinheiros públicos e só deveria ter interesse em que as regras fossem claras e inatacáveis. Aqui e mais uma vez, o melhor que o PS conseguiu fazer, foi abster-se!

 

Acusar a Coragem de Mudar e o seu primeiro eleito de mentir ao dizer que das várias sugestões apresentadas na reunião de consulta prévia no âmbito do Estatuto do Direito da Oposição nenhuma havia sido acolhida pelo que votaríamos contra a proposta de Orçamento e PPI, é que é mentir - ou subverter a verdade, para não sermos tão truculentos!

Levantamos a questão relacionada com uma dívida da Câmara de 32 mil euros relacionada com verbas dos protocolos e que deveria ser retirada do Orçamento, uma vez que quando e se a Câmara a vier a pagar, nessa altura, proceder-se-ia a um Orçamento rectificativo.

Levantamos a questão de considerarmos um erro a arrecadação de receitas destinadas à construção da nova sede da Junta, geradas pela venda de terrenos nos cemitérios, dada a situação grave com que Alfena se debate no cemitério Municipal resultante da dificuldade da decomposição orgânica.

-  Criticamos a inclusão de subsídios de Natal e de férias para 2012, quando se sabe que a Lei impede (infelizmente) que sejam pagos.

Criticamos ainda a inclusão de uma receita de IMI que vem aparecendo desde 2009 sem qualquer movimento.


Portanto, nós não mentimos! nós sugerimos alterações que também já sabíamos que não seriam aceites e portanto votamos contra! Em Alfena é assim que as coisas funcionam: a oposição séria vota contra quando tem razões para tal, mas fundamenta sempre o seu voto. Já o executivo critica esse voto contrário, porque considera que o facto de ouvir a oposição nos termos da Lei - mas com "tampões nos ouvidos"- lhe dá o direito de obter a sua concordância. Temos pena!

 

Mas pronto, terminada a Ordem do dia com as congratulações ao "padrinho da Trofa" pela inauguração do novo Hospital privado de Alfena "que vem dar um contributo importante para a melhoria do nosso Serviço público de saúde (!)" - Deputada dos UpA dixit -  e outras congratulações mais a crítica habitual no ponto reservado ao Público - a cargo do "criticador habitual".

 

UM:

"Visita das Associações" ao novo Hospital organizada pelo executivo, esquecendo-se este que ao promover essa visita e para respeitar o estatuto do direito da oposição (artº 6º.) deveria incluir também uma representação da oposição - porque não se tratou da presença de um elemento do executivo "a acompanhar as Associações para estas não se perderem" - Rogério Palhau dixitmas do executivo em força!  Com uma gafe lamentável: "esqueceu-se de convidar a Associação AL HENNA que ainda recentemente apresentou um trabalho relevante sobre a questão dos limites elogiada por todos, incluindo o próprio presidente de Junta.

 

Dois:

Crítica à teimosia do executivo em libertar o site da Junta da obrigatoriedade do registo prévio e disponibilização de vários dados pessoais (BI, nome do cão do gato e do periquito) para aceder aos documentos da Assembleia de Freguesia que deveria ser um Órgão com autonomia total.

 

Terminado o período das "hostilidades e das diatribes" e porque vivemos ainda em período Natalício e era (já) antevéspera de Ano Novo, a surpresa da noite e o tal momento assertivo, amigável - o outro pólo - com um "Porto de honra" e uma fatia de bolo-rei. Afinal, há momentos em que os nosso dinâmicos conseguem ser iguais às pessoas comuns o que significa que ainda não estarão totalmente perdidos para a causa genuína de um verdadeiro serviço público! Afinal até conversam, dialogam, ouvem críticas, respondem às mesmas sem decibéis a mais na voz, gracejam...

Francamente, encenada ou não, estiveram bem melhor nesta segunda parte!

 

publicado às 16:20

CÂMARA DE VALONGO - DE TANGA E "COMENDO" DUODÉCIMOS PEQUENINOS...

Foi verdadeiramente surreal a sessão da Assembleia Municipal de Valongo que ontem teve lugar no Fórum de Ermesinde - um espaço nobre, digno, com condições de tal forma excelentes que não se percebe porque é que a Câmara continua a teimar na realização das Assembleias na "salinha nobre" onde se realizam as reuniões de Câmara. Além do mais, e como disse um Deputado, "cada tijolo daquela antiga fábrica tem alguma história para contar sobre pessoas dignas que ali trabalharam, que ali viveram uma parte significativa das suas vidas dedicadas ao bem comum".

Pena por isso, terem atribuído àquele espaço - o Fórum e o Parque onde se insere -  o nome de um Presidente que conduziu Valongo à ruína e que ontem não esteve lá para ouvir dizer do seu "trabalho" o que Maomé não disse do toucinho.

Fernando Melo porém, estava longe: Depois de um discurso de Natal aos funcionários da Câmara falando de um próximo ano difícil - como é que o homem adivinha estas coisas, é que não sabemos - pegou (mandou pegar, seguramente) nas malas já feitas enquanto lhes anunciava - provocação, manifestação senil, pura maldade? Se calhar um pouco das três - que por ele "ia passar 15 dias a Nova Iorque". Assim sem mais e sem que ninguém lho perguntasse, nem tivesse especial interesse em tomar conhecimento de que o "cartão dourado" iria uma vez mais ter uso relevante. 

 

Foi portanto, surreal a Assembleia - na condução dos trabalhos, nas manhas de alguns Deputados, na valorização da partidocracia em prejuízo do interesse do Povo do Concelho. Não que tenha acontecido alguma cena desagradável ou coisa do género - aliás, até foi uma sessão bem humorada, onde o público em numero bem mais razoável do que tem sido habitual, pôde mesmo acompanhar os Deputados nalgumas saudáveis gargalhadas provocadas por algumas trapalhadas e alguma "esperteza saloia" à mistura, por parte de alguns intervenientes. Mas tendo em conta o actual estado de indigência da Câmara, as gargalhadas foram mesmo reacções espontâneas de curta duração, pois o que mais se conhecem são motivos para preocupação.

 

Factos:

 

A Câmara viu devolvido mais uma vez por parte do Tribunal de Contas o Plano de Saneamento Financeiro, porque segundo parece recebeu uma versão revogada e tudo indica que se tenha de partir da "estaca zero".

Vou citar apenas estes três parágrafos do ofício do TC que fundamenta a devolução,  bem ilustrativos do cuidado que a Câmara põe na condução deste assunto:

 

(...)

3. Face ao exposto, cancele-se o processo nº. 601/11, como solicitado e devolva-se o contrato de empréstimo (processo nº 593/11) ao Município de Valongo para que pondere reiniciar o processo de contratação de empréstimo (s) que financie (em) o Plano de Saneamento Financeiro, através de nova consulta ao mercado abrangendo a totalidade do financiamento necessário àquele Plano.

Não se demonstrando assegurado o financiamento integral do PSF, nos termos estabelecidos na LFL (Vd. artº. 40º., 38º.nºs. 4, 6 e 8), fica prejudicada, desde logo, a apreciação do contrato a que se refere o processo nº. 593/11.

 

4. Por outro lado,o Município aprovou em 20 de outubro de 2011 um novo PSF que foi submetido à aprovação da Assembleia Municipal de 27 de outubro de 2011. Sucede, porém, que pala deliberação do executivo camarário de 3 de novembro de 2011, foi revogada a sua deliberação, de 20 de outubro de 2011, e por deliberação da Assembleia Municipal, de 9 de novembro de 2011, terá sido aprovada essa revogação.

 

5. Face ao referido nos nºs. anteriores, devolve-se o PSF, entretanto revogado  - O sublinhado é nosso...

 

"Trocando por miúdos", parece que a Câmara, que até é detentora de vários prémios de excelência, terá enviado ao TC um PSF revogado!

 

E apesar de toda esta tragicomédia, Fernando Melo que imaginávamos "desaparecido em combate", afinal "está de férias em Nova Iorque - talvez cansado com o acumular das funções retiradas a Arnaldo Soares (o Pelouro das Finanças) - quem sabe se "para usar a sua influência e o seu peso político" junto do seu homólogo Novaiorquino...


Vê-se o seu empenho: quem tem dado a cara em Lisboa junto do TC,  tem sido o Vice Presidente acompanhado do advogado da Câmara Bolota Belchior (ou vice versa, que ainda não percebemos muito bem quem acompanha quem...).

 

Mas pronto, esta é a nossa sina, é com esta qualidade de gente que temos de conviver - sobretudo os empresários a quem a Câmara deve este mundo e o outro e continua sem saber se lhes poderá pagar ainda neste (mundo) ou apenas no outro.

 

Claro que por via disso - do mau trabalho de casa que resultou em mais esta "devolução ao remetente" a autarquia vai passar a governar-se por duodécimos - "duodécimos pequeninos" acrescentou João Paulo Baltasar, porque não pode apresentar como devia, até final do ano, um Orçamento credível e sustentado.

 

Para além disso, a Assembleia apreciou uma "informação escrita do Sr. Presidente" que não informa nada e um Relatório do Auditor Externo sobre a situação financeira da Câmara, elaborado por uma empresa de que é proprietário o ... Presidente da Distrital do PSD!

Faz por isso todo o sentido a pergunta do Deputado do PS José Manuel Ribeiro, dirigindo-se ao Vice, "sente-se confortável com esta situação? Só peço uma resposta simples - sim ou não" à qual o visado respondeu com um tímido "sim" e muitas justificações que nada explicam!

Ainda a propósito do "nim" do Vice, um Deputado da Coragem de Mudar acrescentou que "à mulher de César não basta ser séria, tem de o parecer", mas pelos vistos esses problemas não tiram o sono, nem a Fernando Melo nem a quem o acompanha no bote municipal perfeitamente à deriva e cada vez mais longe de terra firme!

 

Caso para se dizer "impludam a Câmara" antes que o bote que a sustenta se afunde com recheio e tudo!".

 

No fim, ainda houve tempo para uma despropositada incursão do Presidente da Assembleia Municipal em área que não é sua - "faço aqui um apelo a que as várias forças se entendam para que possa ser alcançado um novo acordo em relação a um novo PSF".

Ai, ai! Sr. Presidente! não vá por aí, que ser Presidente de uma Assembleia Municipal, não é o mesmo que ser Presidente da República, para poder usar como aquele, a sua "magistratura de influência"!


PS: Corrigindo um lapsus linguae lamentável: onde escrevi "presidente da concelhia do PSD" deveria ter escrito "presidente da distrital do PSD". O presidente da concelhia, é exactamente o vice presidente da Câmara e não poderia ser mesmo ele o "auditor externo" da Câmara.

A psicanálise explica este tipo de erros...

 

publicado às 18:03

ALFENA - SERVIÇO PÚBLICO...

Cumprindo a legal rotina de todos os anos, tem lugar amanhã no Centro Cultural de Alfena, pelas 21,30 horas, a sessão ordinária da Assembleia de Freguesia de Alfena.

Pese embora o facto de o "papel principal" estar reservado aos Deputados eleitos, é sempre importante a presença do Público, quanto mais não seja, para fazer uma "perninha" no final, no ponto que lhe está reservado. Tirando isso, o caso de Alfena é especial: a esmagadora maioria dos dos absolutos UpA, não permite a "ocorrência" de grandes surpresas. Tudo está decidido à partida, tudo se faz como o previamente estabelecido no "grupo dos cinco".

 

A ORDEM DO DIA:

publicado às 14:46

O QUE NASCE TORTO, TARDE OU NUNCA SE ENDIREITA...

 

UM:

Começa mal a implantação local da nova Unidade de Saúde Privada do grupo Trofa Saúde em terras de Alfena.

E começa mal, porque os seus responsáveis se esqueceram que uma autarquia não se reduz aos "homens do poder", ainda que eventualmente acompanhados de um ou outro representante das Associações locais, que normalmente - e não por culpa delas apenas - vivem muito na base dos subsídios e das ajudas informais que o executivo da Junta lhes vais prodigalizando esporadicamente e que por isso, estão sempre dispostos a "colocarem-se a jeito" para compor a "fotografia de família" que há-de embelezar o álbum daqueles que nos desgovernam, nos desrespeitam a inteligência e sobretudo, não respeitam os votos dos alfenenses que votaram na oposição - e não foram tão poucos como isso! 

O grupo Trofa Saúde deveria saber - afinal, já tem experiencia de anteriores pré-inaugurações - que numa autarquia também existe oposição ao poder instalado, oposição que no caso de Alfena, já provou em diversas ocasiões, que tem voz, que não deixará os seus direitos por mãos alheias e muito menos, os dos cidadãos que nela confiaram.

A visita organizada - apenas para as "figuras do regime", é pois um mau presságio para uma relação que se pretenderia - dizemos nós - saudável. 

Os interessados em conhecer os nossos VIP, podem aceder na página da Junta - AQUI - e à respectiva galeria de fotos. Aí confirmarão a razão da nossa crítica.

 

DOIS:

Mas apesar desta enorme gafe, ainda bem que a visita foi proporcionada. Assim, os "homens do poder" estarão na próxima Assembleia, em condições de responder à dúvida que assalta tantas e tantas mentes alfenenses: os números relativos à criação de emprego e a preferência garantida aquando do início do empreendimento, em igualdade de circunstâncias, aos alfenenses. Estamos ansiosos por conhecer esses pormenores - e também, por poder confirmar (ou não) algumas "bocas" que vão circulando, relacionadas com a mais antiga "instituição" portuguesa: a CUNHA!

 

TRÊS:

Por último, veja-se como o Executivo cumpre bem melhor o seu papel de promotor, dinamizador e garante inclusivé da sempre útil publicidade gratuita através da sua página paga por todos nós, a um grupo privado, que com toda a legitimidade, vem para Alfena não para servir a maioria da sua população, que não terá - infelizmente - condições para aceder a este tipo de cuidados de saúde, mas sim uns quantos endinheirados - de cá, mas sobretudo de fora.

Veja-se o recorte da página da Junta, publicado abaixo, uma autêntica "pérola". Não resistimos a esta pequena citação:

(...) "e o início de uma nova era na qualidade dos serviços de saúde locais." (...) 

Serviços de saúde locais?

publicado às 15:31

A ARCA DE NOÉ EM "VERSÃO MALDITA" - O CICLO INFERNAL...

 

Se alguns se queixavam da rotina deprimente que há anos se abateu sobre o País e do imperceptível e quase indolor movimento de queda que só uns quantos mais atentos aos movimentos das estrelas conseguiram detectar, pois então alegrem-se ou alarmem-se, porque no ano que aí vem, o que menos teremos serão situações de rotina - pelos piores motivos possíveis. Ou não estivesse o País já alguns meses a navegar à vista num mar pejado de escolhos e de tubarões ferozes, comandado a partir do "espaço exterior" através de controlo remoto da omnisciente, omnipotente e pese embora a distância, omnipresente Troika.


Lamento muito se o que vou dizer vai de alguma forma desiludir os meus amigos resmungões da blogosfera e do Facebook, que se fartam de malhar no actual "bombo da festa", mas só temos de nos culpar a nós próprios pela situação a que isto chegou: Cavaco (primeiro ministro) passou pelo crivo da nossa vontade soberana, Guterres também, Durão Barroso, idem e Sócrates, idem, idem, aspas, aspas.  E as asneiras que fizeram têm de forma indelével, a nossa "assinatura" por baixo e beneficiaram do nosso silêncio cúmplice ao longo de vários anos. E os últimos, em que se integra o tal "bombo", também, embora neste caso, isso já não faça grande diferença, pois os "fios" que os ligam ao comando externo, são a fingir: o comando funcionaria mesmo que nós lhos cortássemos.


Bem sei que há para aí umas heróicas e honrosas excepções já quase sem voz de tanto gritarem "cuidado", mas no meio da cacofonia estridente dos fiéis adoradores da "bendita" sociedade de consumo que durante este tempo todo conseguiu a proeza de manter anestesiada a vontade e toldar a razão da imensa maioria do Povo, os seus avisos não passaram de simples sussurros no meio dos intensos e agradáveis cantos de sereia que nos foram entrando casa e mente adentro. Não interessa - ou interessa agora muito pouco - dizerem-nos "eu bem avisei!". Nem o prazer que alguns aparentam sentir ao verem estampado nos nossos rostos o  sofrimento e a tardia desilusão, lhes servirá de grande coisa. estão metidos no mesmo barco - o tal que navega à vista num mar imenso pejado de escolhos e guiado por controlo remoto - e o melhor é mesmo deixarem-se de ficar a fruir do solitário prazer de descobrirem na cara dos vizinhos a razão que tantas vezez lhes negaram e agora vêm confirmada. Se o barco afunda, a grande catástrofe não estabelecerá diferenças entre eles e os pactuantes silenciosos com as acções criminosas do passado recente.

 

Eventualmente e numa espécie de Velho Testamento reescrito, salvar-se-ão os maus da fita que embarcados a tempo na "arca de Noé" em versão maldita, rumarão às offshore da nossa desgraça, cujos cofres foram atestando com sucessivas transfusões a que nos foram subetendo e onde agora saciarão a sua sede imensa e compulsiva e comerão os frutos e mel silvestre que ao longo dos anos nos foram retirando da boca, que agora darão para os aguentar até que as águas baixem e um novo ciclo do "deus dinheiro" se inicie.


Entretanto, do mar que restar do dilúvio, virão cardumes imensos de tubarões que se encarregarão da santária tarefa de devorarem os biliões de cadáveres que a saúde pública dos vindouros exige que desapareçam. E tudo recomeçará - no ponto decidido pelos detentores do controlo remoto: os novos ricos hão-de transformar-se a seu tempo nos novos indigentes e uma nova classe dominadora há-de surgir no horizonte dos Países, com uma nova Troika à cabeça, que os ajudará a construir uma nova versão da barca maldita, mais sofisticada e melhor equipada para o salvamento final dos novos escolhidos. E os tubarões, farão aquilo que sempre fizeram ao longos dos séculos quando ocorre algum naufrágio: a limpeza sanitária!

 

publicado às 14:48

NATAL DE PARTILHA...


Natal pleno é
Ajudar o outro a ter igual
A tudo o que já temos
(E às vezes não merecemos)
Mesmo antes do Natal
E também não ficaria mal
Um pouco de luz a menos
Porque só assim veremos
O brilho da estrela - a tal
Que dizem foi o sinal
Do Natal que hoje temos
Do Natal que queremos
Menos desigual
Aqui ou em Nazaré


P.S. - 1: Do mais simples dos desejos se pode fazer um projecto e do projecto mais simples pode nascer uma Obra...
Este é apenas o meu desejo mais simples que gostaria simplesmente de partilhar com todos os meus amigos...
P.S. - 2: Escrevi isto em Dezembro de 2009 AQUI. Acho tudo que se mantém actual - registo uma pequena alteração que considero positiva: menos esbanjamento de energia eléctrica e menos exibicionismo bacoco...
 


 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

publicado às 20:59

CP FALIDA - A GREVE QUE OS CONTRIBUINTES PAGAM...

 

Para que não restem dúvidas, uma declaração prévia de interesses:

Eu já fui sindicalista - conheci aliás Carvalho da Silva na empresa onde comecei a trabalhar no dia 25 de Abril de 1974 e onde ele já trabalhava. Fiz depois disso e trabalhando já numa outra empresa, parte da Direcção do então maior Sindicato do Distrito do Porto e acho que não preciso de dizer, que sou a favor das greves, fiz muitas, ajudei a mobilizar os trabalhadores mais exitantes para muitas também.

 

A greve, é portanto e no entendimento que que dela faço uma forma de pressão - ou se quisermos usar uma terminologia mais sindicalista, uma forma de luta - para obrigar a entidade patronal a ceder perante reivindicações que se consideram justas. Só que como diz o poeta, em cada ano que passa, "o mundo pula e avança" (nem sempre nas mãos de uma criança) e isso exige adaptações. Para começar, uma nova geração de sindicalistas, activistas sindicais, dirigentes,  que sejam capazes de em cada momento e a propósito de cada situação de conflito, escolher o melhor caminho, a melhor forma de o percorrer e sobretudo, de perceberem que o paradigma mudou e que actualmente, só uma minoria de trabalhadores que eu considero "privilegiada" - veja-se como são as coisas: hoje ter trabalho certo é um autêntico privilégio - é que se pode "dar ao luxo" de sacrificar o seu salário nos dias de greve.

 

Mas a greve, pretendendo sempre ser uma "arma" contra o patrão incumpridor, prepotente, mau pagador, seja lá qual for o defeito que se lhe aponte, como todas as armas, pode ter efeitos colaterais nefastos e não pretendidos por quem a usa: aqueles que indirectamente e sem tarem nada a ver com o conflito, se vêm prejudicados por ele. Em situações normais, quase todos aceitam esse sacrifício como uma inevitabilidade, um contributo solidário para a luta de outros que amanhã eventualmente nos possam retribuir na mesma moeda e por isso, é que raramente ouvimos, nas reportagens que sempre se fazem a propósito das greves, uma maioria dos auscultados a manifestar-se frontalmente contra as mesmas.

 

Mas francamente! Escolher o período de Natal - aquele em que muitos que não têm carro como muitos dos sindicalistas e dos grevistas podem ter, necessitam de meios de transporte para ao menos nesta quadra, se juntarem em convívio familiar é demasiado brutal. O comboio, é um desses meios por excelência e a verdade, é que essas pessoas foram deixadas sem alternativa pelos maquinistas da CP. Pode ser muito justa a sua luta - quem sou eu para fazer juizos de valor sobre ela? - mas o prejuízo que provocariam à entidade patronal seria o mesmo, se a iniciassem antes ou depois desta quadra festiva. Por isso, é que nas reportagens que ouvi hoje, o público já não foi tão solidário e compreensivo como costuma ser.

 

Acresce que os maquinistas sabem qual é a verdadeira situação da empresa e o peso que ela já representa para os contribuintes. Os maquinistas não podem alegar que desconhecem, que parte do salário que recebem, já não resulta directamente do seu trabalho, mas sim dos nossos impostos e que por este andar, como dizia há dias um vice presidente do grupo parlamentar do PS a propósito da nossa dívida externa, "ou se põem finos" ou vão ter mais tarde ou mais cedo, de aprender a falar mandarim - uns quantos, que uma parte significativa, irá seguramente engrossar as fileiras do desemprego depois de terem recebido "12 dias por cada ano de trabalho" - como manda a Troika que se faça.

 

A greve dos maquinistas - nesta altura e nas condições actuais da empresa - é pois e antes de tudo, um "tiro no próprio pé" e é absolutamente irracional pela desumanidade que representa para com os "cidadãos não automobilizados" que pretendem comer em paz e ao menos uma vez no ano o bacalhau ou seja o que for, fora dos seus locais de residência onde a família mais alargada os aguarda.

 

 

 

publicado às 18:58

EDP GLOBAL - FACTURA EM MANDARIM?

 

Pronto, o que tem de ser tem muita força e à custa da política de preços que tantos dividendos tem gerado em benefício dos seus accionistas, a EDP foi crescendo, foi crescendo tanto - em ouro e fama - que se transformou num "lingote" demasiado volumoso até mesmo para aquela senhora com ar de dona de casa que anda sempre de calças e que juntamente com um senhor mais pequenino que dizem que usa uns postiços interiores nos sapatos para o fazerem mais alto...

(Por mais que os veja sempre juntos e a dar ordens ao resto da Europa, obrigando-a a amochar e cumprir, não há meio de conseguir memorizar o nome das personagens - Merkozy, acho...).


Vem todo este arrazoado introdutório, a propósito do negócio da China - no sentido literal - que hoje (ontem) teve lugar e sobre o qual, já ouvimos mais encómios por minuto do que aqueles que imaginávamos ser capazes de suportar.


No ponto a que o País chegou e entre a salsicha alemã e o pato à Pequim - já que o cozido à portuguesa saiu da lista - acho que apesar de tudo, ganhamos mais na saúde ao optar pelas carnes brancas. Mas "pela luz que nos alumia", atendam pelo menos a dois pedidos, relativamente a cuja formulação a maioria dos portuguesa estará seguramente de acordo:


Um: Não nos mandem a factura em mandarim - eu por acaso, até teria alguma facilidade em a interpretar, pois tenho uma loja chinesa mesmo em frente, mas elas (as lojas) por enquanto ainda não são assim tantas no País e como é bom de ver, os portugueses não vão andar aí a palmilhar metros e metros de rua à procura da mais próxima...


Dois: Não nos obriguem a comer o "pato à Pequim", nem nos cortem a luz ou o gás - a EDP-Gás está incluída no pacote, não está? - na altura de cozinharmos o pato à maneira portuguesa - sim, porque por aqui também temos patos!


Aliás, que cabeça a minha, vocês sabem-no também como eu: hoje (ontem) mesmo, vocês saciaram-se com "eles" - bem passados e com tempo de forno q.b. à boa maneira Lusa.

publicado às 23:33

IV REICH - INVASÃO EM CURSO...

Acabei há pouco de ler - na diagonal, confesso, mas depois volto atrás - o que escrevia um articulista num jornal local - a Voz de Ermesinde - e que ele intitulou "Onde está a tropa".

 

Ora bem, embora ele falasse obviamente no sentido figurado, cada vez mais, aquilo que escrevemos no sentido figurado relativamente ao estado do mundo e principalmente do País, começa a ter de ser interpretado ao pé da letra.

 

Quando falamos em "tropa" em relação ao País, não falamos da tropa constituída por carreiristas com mais ou menos estrelas ou mais ou menos faixas "larguinhas ou mais estreitas" nos ombros, que negando com veemência não serem funcionários públicos, são-no de facto no pior sentido do termo, comedores tal como os políticos que os alimentam, da "gamela" do Orçamento!

 

Se o País um dia precisar de ser defendido - e o País é o Povo - só o será pela tropa do Povo - "soldados e oficiais menores" não engajados politicamente e sem compromissos que os obriguem a virar as armas para a "turba" que avança pacificamente, embora de forma ruidosa - porque como dizia o poeta, "a canção é uma arma" e o Povo às vezes canta em alta voz canções que incomodam.

 

A tropa que ajudará a salvar o País - porque o essencial terá de ser feito sempre pelo Povo - será esta última, aquela que em termos de dificuldades e de magros salários, é a que mais consegue perceber e assimilar o sofrimento dos seus irmãos, pais, tios avós que todos os dias lutam pela sobrevivência.

 

E o momento não estará porventura tão distante quanto isso. Portugal, Irlanda Grécia, talvez Itália, provavelmente Espanha e muitos outros Países soberanos, estão a ser atacados, prestes a ser invadidos por uma espécie de Fuhrer que embora sem bigode (que se veja), se apresenta habitualmente de calças e que tal como o do passado, conta com a colaboração de um pequeno Pètain saltitante que faz questão de seguir de perto e sorriso aberto a - sim porque é uma "a" - Fuhrer, sempre que esta decide tomar um qualquer púlpito para anunciar mais uma escalada na "invasão" em curso.

 

É o "IV Reich" do século XXI, sem tanques (por enquanto), sem tropas invasoras (por enquanto) mas com muitos banqueiros "armados" de computadores capazes de capturar o cartão de crédito do País e respectivos códigos de acesso e através deles, nos sugarem até à última gota de sangue, deixando-nos depois durante algum tempo "ligados à máquina" para camuflarem o genocídio durante o tempo suficiente para uma retirada estratégica.

 

publicado às 19:37

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