UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO.
UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.
UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO.
UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.
Terá lugar no próximo dia 19 de Janeiro, pela 10 horas, mais uma reunião ordinária da Câmara.
Não que a ementa seja muito apelativa (ver abaixo) mas seria óptimo que os valonguenses colocassem algum incremento no seu habitual deficit participativo neste tipo de reuniões.
O que não é usado degenera - houve animais pre-históricos que perderam as asas, por terem deixado de as usar - e uma reunião de Câmara com meia dúzia de valonguenses no lugar do público, é campo fértil para todas as tropelias e diatribes do executivo minoritário e do seu primeiro, que não se sentem suficientemente sindicados por aqueles a quem no dia a dia vão prejudicando um pouco mais.
Entrou bem o novo Hospital Privado de Alfena, integrando-se harmonicamente no mundo que o rodeia, o mundo dos negócios manhosos, do embuste, da venda da banha da cobra ou da transacção do gato por lebre.
Primeiro, foram os anúncios de vários rastreios gratuitos à maneira dos concessionários das marcas de automóveis - "traga-nos o seu carro no próximo sábado para um checkup completamente grátise ainda lhe oferecemos um porta chaves e um kit de limpesa de vidros", onde regra geral, são detectados sempre inúmeros problemas, feitos vários alertas e oferecidas campanhas especiais de reparação.
Não sei se tem sido (se é) assim que as coisas se passam com o HPA e com os ditos rastreios - não fui nem tenciono ir a nenhum deles e também não os recomendo aos meus melhores amigos.
Agora o que eu sei, é que este novo "coelho tirado da cartola" - as urgências low cost a 30 euros cada - é um autêntico embuste e deveria ser investigado pela ERS e pela ARS-Norte. Isso eu sei. E até posso dar um exemplo concreto de um jovem com um certo grau de deficiência e que por isso mesmo, sofre frequentes quedas, que lá foi levado pela mãe com o engodo do custo anunciado - que foi cumprido - mas que depois de somados os consumíveis e os extras todos, sendo que o ferimento (na cabeça) era um corte ligeiro que apenas exigiu uma sutura com duas ou três tiras de steri-STRIP, totalizou 98 euros!
Portanto, no abdicar (do custo inicial) é que está o ganho: levam-se os incautos ou menos precavidos ao engano e depois, é só aplicar a factura tipo "chapa 5"!
Noc-noc-noc... Está alguém (na Câmara de Valongo) que possa esclarecer uma dúvida?
Passo a explicar:
O Dr. Arnaldo Soares tinha entre outros, o pelouro das Finanças, mas como deixou de preencher os requisitos mínimos em termos de competência - no entendimento que Fernando Melo tem sobre o assunto - foi-lhe retirado o referido pelouro, facto que foi entendido pelo Vereador voador, como uma perda global de confiança na sua pessoa e no seu trabalho, pelo que pegou no "pacote completo" embrulhou-o numa fitinha colorida - dizem que era cor de laranja - e devolveu-o à procedência.
Divulgou a decisão aos quatro ventos fez o número da vitimização, incumbiu os amigos mais chegados de plantarem a notícia em todos os Jornais onde conseguissem entrar, despediu-se do motorista de serviço e dos mais directos colaboradores, mandou fazer a revisão do seu carro particular e regressou à simples condição de Vereador das reuniões de Câmara.
Há quem diga, que algumas lágrimas vertidas na referida despedida, se ficaram a dever mais ao frio que fazia na altura e não a qualquer momentânea comoção resultante do "adeus até ao meu regresso".
Porém, um facto estranho e ainda não devidamente esclarecido, continua a intrigar os mais atentos: O Dr.Arnaldo Soares continua no sítio oficial da Câmara, com os mesmos pelouros de sempre, o mesmo ar fotogénico de sempre e na companhia dos restantes Vereadores com os pelouros de sempre.
Acresce que foi indicado na última reunião de Câmara, para renovar o seu mandato como presidente do Conselho de Administração dos SMAES e foi eleito (apenas) com os 3 votos dos colegas da maioria muito relativa -a Coragem de Mudar votou contra e o PS votou em branco! - pelo que nos fica a dúvida razoável sobre se terá havido ou não algum volte-face na zanga ou se esta é mesmo para continuar.
Não que isso seja assim tão importante, não que Valongo deixe - em qualquer das hipóteses - da caminhar inexoravelmente em direcção ao abismo, mas apenas pelo facto de gostarmos de saber quem é quem na Câmara mais corrupta do País.
O nosso Concelho continua a servir de fonte de inspiração para muito do que se vai escrevendo e dizendo na comunicação social - graças a Fernando Melo, a quem nunca conseguiremos retribuir devidamente o relevante serviço que presta ao Concelho por este tipo de visibilidade que lhe consegue proporcionar.
É verdade, que às vezes - quase sempre - não são os motivos mais recomendáveis a inspirarem os fazedores de notícias. É verdade!
Mas manter durante tanto tempo Valongo no top-ten das notícias, é obra que não deveremos deixar de assinalar.
E depois, Melo tem aquela habilidade nata para trocar as voltas aos jornalistas, desviando-lhes a atenção dos problemas candentes que a Câmara enfrenta, atirando-lhes - como quem lança o isco ao peixe que se pretende pescar - a notícia cabeluda, mas relativamente irrelevante, escabrosa, mas incomparavelmente menos trágica do que uma Câmara a afundar-se.
Um exemplo:
Andavam os jornalistas a escrever sobre Valongo, um Concelho à nora e Melo, subrepticiamente, pela mão de um dos muitos assessores, com a subtileza que o caracteriza, resolve plantar a notícia da contratação da ex-esposa do filho, sugerindo um título - nitidamente para despistar do outro bem mais incómodo, sobretudo em momento de perfeito sufoco financeiro: Valongo, uma Câmara à Nora!
Perfeito e subtil o engodo, delicioso o trocadilho, com o sabor e a consistência certos para os jornalistas morderem!
Deixamos imediatamente de ler e ouvir falar de Valongo, um Concelho à nora, para passarmos a ouvir e a ler sobre Valongo, uma Câmara à Nora - neste caso, à ex-Nora!
Por isso é que eu não embarco assim tão facilmente naquela de que o homem está senil, que já não diz coisa com coisa, que já só se mantém direito na cadeira durante as reuniões, porque esta tem costas adesivas!
Para mim, aquilo é pura encenação, para adormecer os opositores, levando-os a pensar "se calhar é melhor aguentá-lo neste estado em que já não incomoda muito - embora gaste bastante - do que ter que apanhar com outro mais vivaço e que dê mais luta".
Puro embuste, digo eu, pois por detrás daquele ar de inofensivo dino - sim porque a maioria deles não passaram de dóceis herbívoros - pode bem estar (ainda) um perigosíssimo Espinossauro , embora eu me incline mais para uma outra variante da espécie o Dinheirosauroslourinhanensis,devido às preferências alimentares que evidencia.
Ganha mais de 2000 euros. Oposição questiona contratação.
A ex-nora do presidente da Câmara de Valongo foi contratada a termo certo, em Dezembro passado, para o cargo de adjunta do autarca, que já exercia em período experimental. Fernando Melo declarou ontem não ter "relação de afinidade" com a técnica. Maria Sofia Castro, que foi casada com o filho do presidente da Câmara, integra o Gabinete de Apoio à Presidência como adjunta e foi contratada por tempo indeterminado como técnica superior de Relações Internacionais, por despacho de Fernando Melo, em 14 de Dezembro. Um dia depois, o autarca perdeu grande parte das suas competências. A contratação da ex-nora de Melo, assim como de outra técnica na área jurídica, foi questionada pelo vereador Pedro Panzina, do grupo Coragem de Mudar, e incendiou a reunião do Executivo de ontem. Panzina aludiu à "relação familiar" da adjunta com Fernando Melo, que contestou. "Não tenho relação de afinidade nem directa, nem indirecta", declarou o autarca. Maria Sofia Castro é conhecida na Câmara, onde trabalha há vários anos, tendo sido secretária de um vereador. Ao que apurou o JN, a ex nora de Melo ter-se-á licenciado em Relações Internacionais quando já trabalhava no município e concorreu ao lugar de técnica superior, tendo sido admitida ao concurso, em Abril de 2010, juntamente com mais 25 candidatos. Neste momento, aufere um salário superior a dois mil euros mensais, correspondente à soma da remuneração de tabela da função pública com um complemento de salário para a sua função. O processo individual da outra técnica contratada apresentava omissões, como a falta do relatório de avaliação do período experimental. A chefe de Divisão de Recursos Humanos foi duas vezes à sala da reunião e, da segunda vez, declarou não ter encontrado o documento, afirmando que deveria estar mal arquivado. Por esse motivo, o assunto voltará à próxima reunião.
Arnaldo Soares nos SMAES: Também ontem aprovada a constituição do Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Água, Electricidade e Saneamento. O vereador Arnaldo Soares assume a presidência daqueles serviços, não se livrando de ouvir Maria José Azevedo lembrar que, recentemente, entregou os pelouros alegando "falta de confiança política". Soares defendeu-se indicando ser aquele um cargo "de confiança da Câmara e não do presidente da Câmara".
Já poucas das atitudes - claramente corruptas e de puro nepotismo - de Fernando Melo nos espantam.
Quando ele soube que se preparavam para lhe retirar as competências e que nem para mandar capturar cães vadios poderia decidir sozinho, apressou-se a agilizar os processos relativos às contratações que tinha em mãos - antes que lhe trocassem as voltas na reunião de Câmara.
Melo igual a si próprio. Melo como sempre foi, privilegiando os seus e as suas. Melo - apesar da provecta idade que já lhe tolhe visivelmente os movimentos - a conseguir ainda, num sprint final invejável, antecipar a publicação dos Avisos de contratação no Diário da República, por forma a escapar ao escrutínio da oposição.
Teve um azar: pelo menos num dos casos, o processo tropeçou na incompetência da Chefe de Divisão de Recursos Humanos, que andou num entra e sai à procura do relatório de estágio e não o conseguiu encontrar.
Veremos no que vai dar mais este exemplo daquilo que um Presidente não deve ser nem deve fazer. É que aquela frase relativa à mulher de César, que "além de séria tem de o parecer", no caso dele deve ser citada ao contrário: ele antes de o parecer tem de o ser!
Relativamente à ex-nora e independentemente de todas as qualidades que a dama eventualmente possua, fica-nos a ideia - provavelmente errada - de que ele estará apenas a substituir-se ao filho no pagamento da "pensão de alimentos", mas isso somos nós que somos uns mauzinhos e pensamos sempre o pior.
PS: Para bem dos valonguenses, para que um qualquer Plano de Saneamento Financeiro possa ir por diante, para que alguns empresários a quem a Câmara neste momento estrangula com as suas monstruosas dívidas, possam (ainda) ter futuro, para que este cheiro a coisa podre, a matéria em decomposição, a excrementos e que nenhum perfume de marca consegue disfarçar se dissipe, arrumem com o homem, tirem-lhe a cadeira, ofereçam-lhe um par de pantufas almofadadas, com patins acoplados e dêem-lhe um empurrãozinho, antes que alguém se passe dos carretos e resolva fazê-lo de forma menos civilizada - que a paciência humana tem limites e os valonguenses não são excepção!
Portugal tem de facto muita sorte! Num momento como este de dolorosa e profunda crise que afecta uma parte significativa dos Países da Europa, ter um ministro como Álvaro Santos Pereira que carregando o pesado fardo da Economia, continua diariamente a puxar pela imaginação para promover a "marca Portugal", é um enorme privilégio!
Enquanto outros colegas menos imaginativos se ficam pelas viagens de vespa para atrair atenções, ele supera-os a todos, melhor, mete-os a todos num bolso, com esta do "cluster" do Pastel de Nata a sair-lhe daquela cachola cheia de imaginação.
Boa, caro Álvaro! "vender" Portugal em caixinhas de meia dúzia - certamente embelezadas com as cores e a esfera armilar do nosso orgulho - é coisa que nem a mim, que me gabo de ter uma imaginação fértil, me ocorreria!
Valor acrescentado, processo de fabrico altamente automatizado - a mão de obra intensiva já deu o que tinha a dar - receita perfeitamente preservada. Isto, apesar dos inúmeros "espiões" que com o pretexto de virem apenas pelo "consumo" dos nossos produtos tradicionais - sol, praia e cozido à portuguesa - diz quem lhes segue de perto os passos, que mesmo quando degustam a morcela, o naco de toucinho ou a penca bem cozida, não tiram o rabo do olho da doce tentação que se destaca entre os seus parceiros na vitrina dos doces.
Aquela coisinha redonda com ar de tigelinha, cremosa e ligeiramente queimada, generosa em calorias e tão injustamente tratada pelos nutricionistas - uns invejosos, quase sempre com figura de "pau de virar tripas" - aquele doce pecado, é obviamente e desde o seu primeiro minuto de voo rumo ao "cu do mundo" onde Afonso Henriques achou por bem que acampássemos, o grande, o principal, quiçá o único motivo da sua viagem.
Bem haja pois caro Álvaro, pelo "ovo de Colombo" com que acaba de nos brindar, uma ideia que só consigo comparar à do Paulo Futre sobre o jogador chinês para o Sporting e que iria dar lugar a hotéis a abarrotar, paletes de voos charter e dinheiro a rodos a inundar os cofres de Alvalade.
Só espero, é que nós portugueses possamos estar à altura da ajuda que acaba de nos prestar - ao contrário do bando de lagartos - acho que bando não se aplica a estes animaizinhos - que preferiram escolher um outro projecto, obviamente perdedor em vez do "cluster" do chinês defendido por Futre.
Começo a dar razão a Pedro Passos Coelho - no que toca aos seus recentes conselhos para que os portugueses emigrem. Não obviamente pelos mesmos motivos que ele invoca - longe disso - mas porque este País deprime-nos, revolta-nos, transforma-nos até em pessoas potencialmente violentas e eu confesso que não gosto disso.
Motivos não me faltam para justificar este meu desabafo, desde o direito que o governo se arroga e que nega aos outros ladrões - porventura até menos perigosos - de nos vir ao bolso e retirar o que lá está, passando pela repetitiva questão dos boys e das girls para substituírem os boys e as girls nomeados pelo governo anterior, pelo favorecimento ilícito e imoral dos privados da área das telecomunicações, com a questão da Televisão Digital Terrestre, entre outros, tudo isto é mais do que suficiente para explicar a minha revolta e "a minha perigosa caminhada para um estado de violência tal, que já quase admito poder vir a participar um destes dias numa qualquer revolução que alguém se disponha a liderar" .
Mas há uma questão que me deixa especialmente descontrolado e que tem a ver com o fechar de olhos por parte de quem governa, ao exercício ilegal de actividade de muitas clínicas e hospitais privados, que fazem publicidade nas Rádios, nas TV's, nos Jornais, que facturam ao Estado os serviços prestados no âmbito das convenções com a ADSE e outros, mas que ninguém conhece, ninguém sabia que estavam a funcionar - até que um dia, acontece um acidente grave e aí, vêm todos ao mesmo tempo, para vistoriar, para impôr prazos para determinar alterações de instalações, para em última instância mandar encerrar.
A partir de uma situação concreta - o pedido de informação sobre o licenciamento do Hospital Prvado de Alfena - foi um pouco como as cerejas, ou dito de outra forma, foi "cada cavadela sua minhoca":
O Hospital da Arrábida do grupo Espírito Santo, tem o processo de licenciamento a decorrer, na sequência de obras de ampliação e várias alterações efectuadas, depois da compra ao DMI, mas entretanto, nunca parou a sua actividade. A Clipóvoa Boavista, do mesmo grupo, também tem o licenciamento irregular.
Todos estes e seguramente muitos mais, continuam e continuarão a funcionar, sem que as Entidades Reguladoras, as Administrações Regionais de Saúde e sei lá quem mais, "saibam" disso - dizem que não podem actuar porque não têm meios suficientes para isso.
Isto é o Portugal de que os portugueses obviamente não se orgulham. Isto é a lei da selva, isto é laxismo do Estado, que gastando o nosso dinheiro em mordomias e criação de cargos à medida para os boys e as girls, não lhe sobra depois o necessário para assumir o papel de regulador no avanço desmedido e sem regras dos privados numa área tão sensível como é a da saúde.
Perante isto, o que mais nos apetecia - mesmo que não fosse apenas para ganhar dinheiro - seria emigrar e ganhar em qualidade dos serviços públicos, em seriedade política, fiabilidade por parte dos agentes reguladores.
Mas tínhamos de ser obviamente muito selectivos, pois muitos dos defeitos que nos atormentam, foram importados ao longo dos últimos anos, pelo "bom aluno português" que se tem revezado na governação do País!
Há situações que, tal como certos resíduos orgânicos em que por decência evitamos falar, têm o condão de atrair em número equivalente, moscas e mirones:
A inauguraçãozinha que ontem teve lugar, ali ao lado da rotunda do Megalito, com corta fitas, fotografias, palmadinhas nas costas, sorrisos de orelha e um número de "sotores" por metro quadrado nunca visto em terras de Alfena teve todos os ingredientes que seriam necessários, para que o insignificante arraial ganhasse vida própria e se transformasse em acontecimento mediático.
A imprensa, às vezes tão selectiva e tão crítica em situações bem menos criticáveis, ontem curiosamente nem sequer lhe ocorreu que estava a participar num acto ainda à margem da Lei e nem sequer lhe "cheirou a nada". Se calhar, ninguém os informou que o licenciamento da ARS-Norte ainda não tinha sido emitido, que provavelmente, as instalações ainda nem sequer foram vistoriadas pelo corpo de Bombeiros, que faltam algumas valências essenciais prometidas: um Serviço de Urgência, salas de partos, etc., etc., mas bolas! eles também não perguntaram!
Portanto, o ainda não licenciado Hospital Privado de Alfena, é desde o início do projecto, uma Unidade de Saúde que tem caminhado sempre nas "fímbrias da Lei" - se é que não o tem feito mesmo nas margens da mesma a acreditar na declaração de voto do Partido Socialista de há quatro anos, aquando da discussão do interesse público municipal deste empreendimento (Sessão do Executivo de 21/2/2008):
“ Perante a proposta apresentada ao Executivo de Atribuição do estatuto de interesse público municipal ao empreendimento em nome de Casa de Saúde da Trofa, S. A a construir em Alfena e atendendo a que:
1. O interesse público municipal não é um mero título honorífico ou de agraciamento mas, antes, uma qualificação suficientemente objectiva que há-de ser inerente a um concreto e imediato interesse público municipal que o destinatário satisfaça;
2. A declaração de interesse público é um acto administrativo que carece de fundamentação, que tem de ser clara, congruente e completa, sob pena de ilegalidade do acto;
3. No caso em apreço não está demonstrado, nem fundamentado, de que forma o empreendimento em causa vem a servir um interesse público imediato; 4. Outrossim, com a referida proposta, dela resultando claramente, pretende-se fazer uso de um mecanismo excepcional previsto no Regulamento do PDM, e autorizar, em violação dos limites de edificabilidade nele previstos, o que não é autorizado a qualquer outro investidor privado;
5. O uso de um poder discricionário para um fim diverso daquele que foi visado com a norma legal que o conferiu, configura um manifesto desvio de poder; 6. Antes mesmo desta proposta ser sujeita a votação, já o investidor em causa, a Casa de Saúde da Trofa, S. A apresentara, publicamente, o empreendimento, em clara violação do PDM, e num expresso desrespeito pelo Executivo desta Câmara. Os Vereadores eleitos pelo Partido Socialista votam contra a referida proposta.”
Bem sabemos, que a representação de então do Partido Socialista na Câmara de Valongo, não era a mesmo de agora - e como sabemos!
Não fora essa relevante diferença e Valongo talvez não estivesse na situação em que agora se encontra: prestes a "passar para além do fundo" onde já bateu faz tempo.
Aliás, se fosse a mesma de então a actual representação municipal do PS, a inauguração que ontem teve lugar, não teria sido seguramente "abençoada" por nenhum Vereador socialista!
Bem sabemos, que se o PS não tivesse degenerado de forma tão escandalosa em Valongo, Fernando Melo já há muito que estaria confinado a um "trono" semelhante ao da "rainha de Inglaterra" e com funções semelhantes à mesma, mas sem as mordomias da mesma.
E também sabemos que a corrupção não teria alastrado de forma tão galopante ao tecido do nosso município, qual monstruosa mancha de gordura que agora vamos ter de pagar para remover se é que o vamos conseguir, por mais vigor que consigamos imprimir à barrela.
Portanto, o que ontem aconteceu com alguns "patrocinadores", assumidos ou de ocasião, não passou de mais um triste episódio de falta de verticalidade política!
Talvez por isso mesmo - pela presença de tantas moscas à mistura com tantas figuras irrelevantes - se tenha feito notar mais a ausência de outras - Vereadores da Câmara, Deputados da Assembleia Municipal e das Freguesias, desde logo a "oposição que conta", da Assembleia de Freguesia de Alfena.
Claro que os que não foram, fizeram-no por opção assumida, dado que sendo um acto público, ninguém os impediria de estarem presentes, mas fizeram-no também, porque de uma maneira geral, a presença de muitas moscas é indício de uma atmosfera pouco saudável.
Mas houve uma ausência de entre todas, que se fez notar mais, talvez porque no início do processo de selecção de pessoal lhe tenha sido pedida a colaboração do Organismo de que é responsável:
O director do Centro de Emprego de Valongo.
Claro que aqui compreendemos o incómodo do grupo Trofa Saúde: a partir da altura em que prescindiu da colaboração do IEFP na referida selecção, em detrimento do factor "C" (para os menos familiarizados o palavrão, significa "factor cunha") - o amigo, o amigo do amigo, do sr. presidente, do sr, professor do senhor doutor - endereçar um convite ao responsável do IEFP de Valongo, seria no mínimo, interpretado como de muito mau gosto!
Agora que Fernando Melo não pode nem mandar "capturar cães vadios", vão seguramente repetir-se as reuniões extraordinárias da Câmara - porque embora sem orçamento e a viver de duodécimos pequeninos, nem por isso o trabalho pode parar totalmente.
Por isso e bem próxima ainda da 1ª reunião ordinária, cá temos mais uma - quinta feira dia 12 de Janeiro, pelas 10,00 horas:
Como habitualmente, este tipo de reuniões à vezes vale mais pelo período de antes da Ordem do dia que pelo resto. Tenho a vaga sensação que esta será uma delas.
Sendo a saúde um bem precioso, importa cada vez mais andarmos atentos a quem neste campo e valendo-se da escassez de meios do SNS, se aproveita para vender gato por lebre a preços que não são de saldo..
Inúmeros exemplos têm vindo a público relacionados com a falta de fiscalização por quem de direito e que tem permitido que proliferem um pouco por todo o lado, as clínicas privadas, os hospitais privados, os laboratórios privados, que ninguém controla e que só começam a preocupar as referidas entidades - reguladoras ou licenciadoras - no momento em que surge uma qualquer notícia sobre acidentes médicos que tenham colocado em risco a vida de pessoas concretas.
Parece que verdadeiramente, o hospital, a clínica, o laboratório privados "A,B,ou C" só existem a partir do momento em que algo corre mal e seria também isso que se iria passar com este aqui bem próximo de nós, se entretanto inúmeros utentes não se tivessem dirigido à ERS (Entidade Reguladora da Saúde) e à ARS (Administração Regional de Saúde) do Norte, questionando as mesmas sobre a existência ou não do licenciamento da sua actividade.
A VERDADE é que o Hospital Privado de Alfena não está, de facto, licenciado para atendimento público e se o fizer - e está mesmo a pensar fazê-lo, uma vez que já aceita marcações de exames, consultas e mesmo intervenções cirúrgicas a partir de àmanhã - sujeita-se a pesadas coimas.
É grave que seja assim que funcionem os privados na área da saúde e que todos aqueles de quem depende que funcionem de maneira correcta, se demitam da sua responsabilidade e fiquem à espera de uma qualquer denúncia para agir.
Afinal, já o podem fazer, depois das várias denúncias hoje recebidas.
Em jeito de nota final, uma referência ao corte da fita e à foto de família onde houve a preocupação de evitar a presença incómoda dos eleitos locais da oposição. O grupo Trofa Saúde esqueceu-se deliberadamente de lhes enviar convites - ao contrário do que fez a nível domunicípio e seguramente também, a nível da maioria que governa a Freguesia.
Melhor assim: afinal, há fotografias que nos comprometem negativamente e talvez esta fosse uma delas.