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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

PDM DE VALONGO - ETERNIZAR A REVISÃO RENTABILIZAR AS EXCEPÇÕES...

Do meu amigo A. da Vicência, acabo de receber o contributo que publico a seguir e que nem de propósito, entronca de forma perfeita nesta questão das vigarices de Transleça, do enriquecimento ilícito de uns quantos - alguns de forma mais substantiva e em "el contado", outros apenas em espécie, nomeadamente relógios que não se vendem na "loja do chinês" - e que embora tresande a milhas de distância, só agora e por iniciativa de alguns grupos de cidadãos,  o Ministério Público resolveu começar a investigar.

E tão a propósito que vem, que a Directora Regional dos Serviços de Ordenamento do Território Dr.ª Célia Ramos, na última conversa telefónica que tivemos me falou num extenso auto elaborado pelo SEPNA da GNR a pedido da própria CCDR-N, relativamente às malfeitorias ali cometidas - malfeitorias de que a Câmara não teve conhecimento atempado e por isso não pôde levantar qualquer auto de contra-ordenação e muito menos de aplicar qualquer coima por pequenina que fosse.

Cá vai o texto do amigo A. da Vicência:


"Li na "Voz de Ermesinde"de 23-11-2010 uma reportagem que me deixou deveras preocupado. Porque tendo pleno conhecimento dos atentados contra a Natureza e às Leis do Ambiente cometidos por detentores do poder politico e/ou económico, fica a sensação que as Entidades incumbidas da sua fiscalização não actuam por ausência de meios,nomeadamente, legais.Daí a "necessidade de regras horizontais abstractas capazes de restringir as malfeitorias causadas por aqueles" (os detentores do poder politico e económico) que o Major do SEPNA invoca? (...)

 

Foi notícia na "Voz de Ermesinde" de 30-11-2010 a propósito da Comemoração do Dia da Floresta Autóctone o "Ciclo de Conversas sobre a Floresta Portuguesa", que decorreu nos dias 22 e 23 do passado mês, com a presença de vários especialistas da área da Floresta e do Ambiente em geral.

"Surpreendente" foi a intervenção do major Andrade e Silva da GNR e do SEPNA (Serviço de Protecção da Natureza e do Ambiente) que passamos a transcrever, com a devida vénia, na qualidade de responsável da Entidade ..."que se encarrega de zelar pela preservação de recursos da nave espacial Terra".

"Denunciou os detentores do poder político e, mais em particular,os detentores do poder económico,por serem os grandes responsáveis pela destruição destes recursos.E prosseguindo numa surpreendente intervenção, defendeu a necessidade de regras horizontais abstractas capazes de restringir as MALFEITORIAS (as maiúsculas são nossas) causadas por aqueles. Explicou depois o que era no seu entender,o trabalho da polícia, a manutenção da paz na comunidade, e terminou  falando de um contrato intergeracional em que as gerações actuais não podiam atentar contra a sobrevivência dos vindouros".

Bem prega Frei Tomás...

Saberá o Senhor Major que "malfeitorias" destas estão sendo cometidas impunemente,de há uns tempos a esta parte,em Alfena, no lugar de Transleça, junto ao nó da A41, nas obras em curso em áreas pertencentes à Reserva Ecológica Nacional. Os malfeitores têm os nomes  no cartaz, que anuncia as obras, agora recuado como que escondido, vá lá saber-se porquê?

È pois, em nome da "preservação da nave espacial Terra", da manutenção da paz na comunidade (não a paz dos malfeitores), da sobrevivência dos vindouros, que a COMUNIDADE exige a quem de direito que passe das palavras aos actos,agindo severamente, como a Lei impõe, sobre os autores de tais "MALFEITORIAS".

 


publicado às 21:48

SERVIÇO PÚBLICO - ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE VALONGO

Para aquecer o ambiente que vai frio e seco, terá lugar - desta vez no Centro Cultural de Campo - na próxima terça feira dia 28 de de Fevereiro, pelas 21:00h, uma sessão ordinária da Assembleia Municipal.

Independentemente dos restantes assuntos, o "aquecimento" vai ser assegurado pelo ponto 2 da Ordem do Dia, conforme poderá ser constatado pelo recorte abaixo. 


publicado às 15:44

INSANIDADES OU...PdI? (*)

Com a devida vénia à CDU/Valongo, reproduzo a seguir o seu comunicado sobre a "relevante" entrevista de Fernando Melo ao JN - assunto sobre o qual também já aqui me pronunciei:


TERÇA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2012

Declarações de Fernando Melo confirmam menosprezo pelos Valonguenses

 

Perante os gravosos conteúdos da entrevista ao Presidente da Câmara Municipal do Valongo, Fernando Melo, publicada no Jornal de Notícias no dia 20 de Fevereiro, a CDU – Coligação Democrática Unitária torna públicas as seguintes considerações:

 

Declarações de Fernando Melo devem envergonhar coligação municipal PSD/CDS e confirmam menosprezo pelos Valonguenses


1. Nesta entrevista, Fernando Melo confirmou aquilo que já todos sabiam – que, objectivamente, para efeitos da gestão do município, há muito que o ainda formalmente Presidente da Câmara de Valongo renunciou ao exercício efectivo do seu mandato. Ao afirmar “Já não gosto de ser Presidente de Câmara, estou cansado disto”, Fernando Melo evidencia que está a cumprir “um frete” ao seu partido e a contar os dias até ao final do mandato, não tendo vontade nem condições para o exercício das suas funções.

 

A CDU considera que estas declarações são demonstrativas da ausência de uma estratégia de desenvolvimento concelhio pela coligação PSD/CDS e da sua incapacidade em dar a volta à situação de falência a que os próprios, com apoio do PS em opções estratégicas, conduziram Valongo. De facto, a coligação PSD/CDS conduziu o concelho à bancarrota e é incapaz de traçar um verdadeiro caminho de recuperação. As declarações de Fernando Melo são ainda uma grave demonstração de menosprezo pela população de Valongo. A CDU considera lamentável que Fernando Melo encare de forma tão negativa e leviana as importantes funções que exerce. 

 

2. Fernando Melo ataca o Poder Local Democrático ao defender a extinção de freguesias em Valongo, numa clara demonstração de desprezo pelos interesses das populações, do trabalho dos autarcas de freguesia e pela democracia de proximidade e sem ter em conta as especificidades, a história, os equipamentos e os serviços de cada uma das cinco freguesias hoje existentes no concelho. Num contexto em que o ataque em curso ao Poder Local Democrático exige a mobilização de todos os autarcas, independentemente do seu partido, e das populações, é lamentável que Fernando Melo, ainda antes de existir nova legislação aprovada sobre a organização territorial das freguesias, venha a público propor uma radical extinção de freguesias no concelho onde é formalmente autarca. É caso para dizer “Com amigos assim, quem precisa de inimigos?”.

 

A CDU repudia os objectivos e os critérios da proposta de lei do Governo sobre a organização administrativa territorial autárquica, assim como a intenção de transformar as Assembleias Municipais em “carrascos” das freguesias do seu concelho, atribuindo-lhe a obrigatoriedade de decisão de extinção de freguesias em função dos critérios estabelecidos pelo Governo. Nesse sentido, desde já, a CDU torna público que apresentará na próxima sessão da Assembleia Municipal de Valongo, marcada para dia 28 de Fevereiro, uma proposta de deliberação com o objectivo de recusar as propostas governamentais e de defender o Poder Local Democrático institucionalizado com a Revolução do 25 de Abril. 

Valongo, 21 de Fevereiro de 2012

 

A CDU – Coligação Democrática Unitária / Valongo

 

(*) P**a da Idade

publicado às 15:08

GEORGE ORWELL - O TRIUNFO DOS PORCOS...

Na fábula de George Orwell, um dos chamados sete mandamentos implantados pelos porcos letrados na Quinta dos animais (precisamente o 7º), dizia que que "todos os animais são iguais".

Claro que como todos sabemos, com o avançar do processo revolucionário, a governação dos bichos começou a sofrer vários downgrade, passando a existir alguns que eram mais iguais que outros, passando também a vida na Quinta a ter diferentes privilégios - porque se veio a constatar que a natureza fazia engordar mais uns que outros e estes logicamente exigiam mais alimento que os restantes - e quanto mais engordavam, mais alimento tinham necessidade de consumir!

Tristemente, a notícia que recortei da página do SAPO e que coloco abaixo, remete-me para esta fábula de Orwell, uma sátira contra Stalin e que por isso mesmo e porque por essa altura ele era aliado da Inglaterra contra Hitler, conseguiu que as editoras inglesas travassem durante algum tempo a sua publicação.

Os nossos Sindicatos actuais, na sua forma de pensar e de agir, representam cada vez mais, apenas a classe de privilegiados que (ainda têm emprego) e mesmo a este nível, cada vez mais também, apenas os direitos especiais de alguns.

A parte mais influente do movimento sindical português - que eu já integrei, do qual já fui dirigente, que representei em acções relevantes no estrangeiro e cujo "modelo" em que assenta eu conheci por dentro durante 7 meses na "pátria do socialismo" - tem que se adaptar a um novo paradigma e regressar rapidamente à pureza dos objectivos iniciais da Quinta dos animais. Quando não, correm o risco de seguir o mesmo caminho dos tiranos que foram sendo derrotados por esse mundo fora, desde a gloriosa URSS (que na parte final do seu estrebuchar não soube aproveitar a alternativa que Gorbathev representou para uma saída diferente) até à camarilha da antiga RDA - onde também andei durante 45 longos dias de catequização intensiva - para já não falarmos nos satélites europeus, agora integrados na União Europeia.

Sei portanto, bem do que falo e dos erros que se cometeram e sei também - por o ter conhecido por dentro - como é iníquo o modelo em que assenta parte da estrutura do nosso movimento sindical!

Defender privilégios, de alguns, pode dar muito jeito para eleger dirigentes em Congressos, mas só a prazo, porque mais tarde ou mais cedo os desempregados, os desprotegidos os não representados no movimento reivindicativo vão acordar e tomarão inevitavelmente conta da Quinta!


 

publicado às 10:24

FERNANDO MELO, O PROGRESSO DE ALFENA E O "OVO DE COLOMBO"...

Já não era sem tempo!

Finalmente os alfenenses vão ver a sua qualidade de vida substancialmente melhorada:

Vão ter Serviços de finanças, Notariado, Registo Civil, Corpo de Bombeiros, Serviços camarários, Uma estação de caminhos de ferro em vez de um apeadeiro, e muitos outros serviços que agora não me ocorrem.

Fernando Melo guardou para a parte final do seu último mandato, esta grata e inesperada surpresa hoje desvendada na longa entrevista concedida ao JN e à qual já me referi no artigo anterior.

Consta-se que mal a mesma foi conhecida, se ouviram deflagrar em inúmeros lares alfenenses, desde os mais humildes aos mais abastados e de forma mais explicita ou mais em surdina, inúmeros (dúzias, centenas milhares) de traques, perdão foguetes sinalizando o júbilo que a todos invadiu.

E como é que Fernando Melo vai conseguir dotar a cidade de Alfena destas mordomias todas? - perguntarão alguns (ainda) incrédulos alfenenses - que também os há.

Conhecem aquela célebre frase "se Maomé não vai à montanha, vai a montanha a Maomé"? Pois alguém a contou a Fernando Melo e ele que ultimamente não tem andado muito abonado de ideias, de repente viu uma luz e conta quem assistiu, que soltou aquela celebérrima palavra de Arquimedes - Eureka!

Afinal tudo tão simples como a história (não menos célebre) do ovo de Colombo:

"Se Alfena não pode ter o que a cidade de Ermesinde tem, pois então, que tenha Ermesinde o que os alfenenses têm - Alfena incluída!"

Simplesmente genial, dizem uns, completamente idiota, afirma a maioria...  

publicado às 21:31

JÁ NÃO GOSTO DE SER PRESIDENTE - FERNANDO MELO DIXIT...

O JN deve ter um problema qualquer de falta de agenda que me escapa. Só assim se compreende que tenha dedicado praticamente duas páginas da sua edição de hoje, a Fernando Melo - o autarca/dinossauro de Valongo, mais conhecido por ser o único presidente de Câmara - que se conheça - que consegue dirigir as reuniões do Órgão a que preside, sem falar (exclusão para as perguntas da praxe "quem vota contra, quem se abstém"). E também já só entende as questões que lhe colocam, com a ajuda dos intérpretes estrategicamente posicionados à sua esquerda e à sua direita.


Como já escrevi num outro momento, Fernando Melo só se mantém atado por arames - é evidentemente uma figura de estilo, mas bem apropriada para sua qualidade de dinossauro - e são constantes e perfeitamente perceptíveis por todos, as preocupações dos vigilantes da relíquia, que quando em público não a largam de vista nem por um momento, não vá uma corrente de ar mais forte deitar a preciosa peça por terra, o que seria dramático, numa altura em que o sucessor do seu agrado, não está ainda suficientemente assimilado pelo aparelho laranja e pode muito bem não encontrar a mesma preferência por parte do mesmo.


Mas voltando às duas páginas do JN, Fernando Melo falou de 18 anos de desenvolvimento do nosso Concelho. Algum ocorreu concerteza - também era o que mais faltava, que da torrente imensa de fluxos financeiros que fomos recebendo ao longo dos muito anos da sua governação - antes da chegada das vacas magras - não tivesse sobrado uma pequena parte para promover algum progresso. 

 

Mas o que ele não disse, é a que a fatia maior desses fluxos se ficou pelo caminho pejado de empresários amigos e corruptos. Nem disse - como podia fazê-lo? - que a Câmara de Valongo se transformou a partir de um certo momento, num claro exemplo do que não deve ser feito em termos de poder local: campeã absoluta na "disciplina" de adjudicações por ajuste directo - o único que permite tratar os empresários amigos de forma diferente daqueles que ainda acreditam no primado da sã concorrência -  campeã absoluta também, na "disciplina" do  favorecimento de amigos sobrinhos, afilhados, compadres e equiparados nas admissões para os quadros da Câmara, conduzindo esta  a um tal estado de obesidade, que tememos que não exista outro remédio, senão termos de recorrer um destes dias à famosa "banda gástrica" - o que no caso concreto de Valongo, vai provocar muita "dor e sofrimento" dada a quantidade de massa gorda que tem de ser eliminada.


Mas se Melo falou tanto no remanso do seu gabinete - que duas páginas não se enchem assim do pé para a mão - porque não fala nas reuniões, porque não fala nas sessões da Assembleia Municipal - onde aliás já não vai há imenso tempo? Há respostas que nunca iremos conseguir obter. Claro que Poderemos sempre admitir que tenha beneficiado da mesma prorogativa dos governantes quando têm de prestar declarações perante a justiça ou outros órgãos de soberania, os quais recebem as perguntas por escrito e depois, alguém por eles, prepara as respostas adequadas, também por escrito para esclarecer as dúvidas levantadas.


Mas o que o JN publica, dito por Melo ou escrito por alguém em seu nome, responsabiliza-o unicamente a ele e o que diz sobre o  agrupamento de Freguesias é preocupante. Eu acho até que ele - ou alguém por ele - acabaram neste momento de "comprar" uma guerra: Juntar Valongo e Campo - uma cidade e uma freguesia, juntar duas cidades - Alfena e Ermesinde - e manter Sobrado como está, é de mestre! E para quem diz que conhece bem a sua terra, não está mal, não senhor!


Se calhar, foi já a pensar nessa solução, que Valongo "entrou por Alfena adentro" retirando-lhe uma parte substancial do seu território com a velha e adiada questão dos limites: assim ficava mais leve para ser anexada por Ermesinde.


É Melo no seu melhor, o que para o caso, significa o mesmo que no seu pior.

igual a si mesmo e ao que sempre foi! Bem que ele podia tornar consequente a frase com que começa a "entrevista": "já não gosto de ser presidente"!


É que existem agora uns chinelos e uns robes confeccionados com um tipo de fibra com características térmicas especiais, que temos a certeza iriam transformar as suas tardes de sofá em momentos de puro prazer.    

publicado às 17:35

"NÃO ROUBARÁS"!


 

 

Onde há riqueza e opulência, há sempre o risco da atracção fatal pelo vil metal se sobrepor ao respeito que é devido às leis dos homens - sim porque também nessas, existe uma imposição clara: "não roubarás". No caso em apreço, o relevo da notícia deriva sobretudo, da tentação de alguns, quiçá os mais insuspeitos, se ter transformado em crime num contexto onde comulativamente, eles são "homens de Deus" e principalmente, pela proveniência dos bens materias que ali são administrados tornar o crime ainda mais revoltante... 

Para quem eventualmente andasse distraído, convém lembrar que o Vaticano é um Estado enquistado num outro que também não tem primado ao longo dos anos, pela predominância de homens sérios na sua administração - o Estado italiano.

Portanto, o que torna esta notícia diferente de todas as que no dia a dia versam o mesmo tema da corrupção, é o facto de no Vaticano pontificar um poder que teoricamente deveria ser também diferente - homens de Deus que em tese, deveriam estar menos sujeitos às tentações do... vil metal - e isso devia fazer toda a diferença.

Não fez.

Como também não fez na maneira como os altos dignitários, nomeadamente Bento XVI, agiram perante a descoberta: exactamente como os governantes corruptos dos Estados corruptos, isto é, tentando encobrir o pecado e afastando D. Carlo Viganò que escreveu uma série de cartas a Bento XVI, e que eram documentos secretos mas que acabaram por ser divulgadas no início deste mês, o que levantou a suspeita de que, ao ser nomeado Núncio nos EUA, em Outubro de 2011, o arcebispo teria sido ‘corrido' do Governo do Vaticano por ter colocado o dedo na ferida da corrupção.

Claro que isto apenas surpreende genuinamente os mais ingénuos, porque a esmagadora maioria dos católicos, já há muito que sabem - ou desconfiam - que o pecado não á apanágio dos descrentes ou dos fiéis de outras fés concorrentes...

publicado às 12:11

ARNALDO SOARES E O CASO DAS FACTURAS FALSAS...

Foi lindo - ver o nosso Vereador/arguido de regresso à mesa da nossa desgraça na última reunião da Câmara de Valongo.

Se não o soubéssemos professor, imaginá-lo-íamos - fechando os olhos - um qualquer bondoso homem da igreja a falar aos seus paroquianos, quando ele se saíu com aquela espécie de oração de agradecimento ao Partido Socialista por ter regressado ao lado dos bons, ao mundo dos homens justos - e se decidir pela viabilização do Relatório de Ponderação da Consulta Pública à excepção ao PDM.

Mas sobre este assunto, já falei demais, ou melhor, ainda não disse que tive hoje uma longa e amigável conversa sobre este requentado tema, com a Directora Regional dos Serviços do Ordenamento do Território, a Dra. Célia Ramos da CCDR-N.

Mas o que eu vinha aqui mesmo dizer, é que parece que o caso das facturas falsas em que o nosso "santo homem" é arguido, sobe à barra do Tribunal de Valongo, no próximo dia 24 de Fevereiro.

Não sei ainda os pormenores todos sobre a hora, mas logo que os tenha, partilhá-los-ei aqui com os interessados em presenciar a cena. O homem começa a ficar viciado em bancos de tribunal! Será que isto se está a transformar num preocupante caso de adição?

publicado às 22:29

MULHERES P'RA CASA JÁ! - DOM MANUEL MONTEIRO DIXIT...

 

 

Bem aventurados os pobres de espírito, porque é deles o... barrete cardinalício!

Teoricamente, como portugueses esta "promoção" a uma patente mais elevada, deveria deixar-nos - independentemente de credos ou devoções - algo orgulhosos.


Teoricamente, no topo de uma das instituições mais poderosas do mundo actual - a Igreja Católica -  deveria estar um homem sábio, capaz de saber rodear-se de outros homens sábios - mesmo que portugueses, onde a este nível e nesta área, eles não abundam.


Teoricamente, o mundo que vemos com os nossos olhos de humanos, deveria ser bem melhor se toda esta gente importante que supostamente está ao serviço de um Deus de bondade, não enveredasse por práticas às vezes tão antagónicas em relação às pretendidas pelo Criador.


Mas isso já nós sabíamos e por isso, é que cada vez nos vemos mais acompanhados na desilusão perante uma PRÁTICA que não coincide com a IDEIA e que nos levou inevitavelmente a demarcarmo-nos do indisfarçável embuste! E até já tínhamos desistido de colaborar no tempo de antena de determinados teólogos bem falantes, mas pouco iluminados, a quem a Comunicação Social (ainda) vai concedendo pequenos momentos de glória. Falar sobre eles, perder tempo com eles, é colaborar da difusão da "palavra errada".


Mas este "santo homem" passou das marcas e não há "orgulho patriótico" capaz de resistir a tanta insanidade sem um comentáriozito - modesto que seja - mas que sinalize a burrice.

O meu não pode ser mais simples e tem a ver com publicidade:

Prefira sempre produtos portugueses! (Excepto se forem... cardeais). Neste caso, redobre a sua atenção e à menor dúvida... rejeite

 

 

publicado às 21:33

VALONGO EM "ESTADO DE EXCEPÇÃO" HÁ... 17 ANOS!

 

Valongo está (previsivelmente) ainda longe da hora dos votos. Mesmo assim, já temos na calha dois candidatos: Um mais temporão outro, um pouco mais serôdio, para usar duas expressões populares que classificam as árvores frutíferas que se apressam ou atrasam um pouco em relação à média das congéneres em nos presentearem com os seus frutos.

 

Atendendo ao estado de profunda degradação do terreno, às contingências ambientais adversas e tendo ainda em conta a proliferação exponencial de infestantes, que no nosso Concelho atingiram um grau de desenvolvimento tal, que quase justificariam a declaração do estado de emergência, só uma muito forte motivação pessoal pode justificar tamanho afã nestas candidaturas.

 

Claro que motivações pessoais há muitas, e motivos também, mas se nos centrarmos no actual paradigma da Câmara - o favorecimento seleccionado dos investidores, a escolha "criteriosa" dos empreiteiros dos ajustes directos, a "minuciosa" selecção dos familiares a quem se vai garantindo um lugarzinho no quadro de pessoal da autarquia - uma das candidaturas tem toda a razão de ser.

 

E claro ainda que o respectivo titular da mesma, o mais temporão, não o diz - e se virmos bem as coisas, tem todo o interesse em não o fazer - mas há pelo menos dois motivos, entre muitos outros que podem ser deixados à imaginação dos eleitores: Vai manter o actual estado de coisas, o que - na altura em que tiver de o dizer - granjeará desde logo um significativo número de apoiantes ou optará pela hipótese inversa, o que também não deixará de agradar a muitos outros.

 

É esta dupla possibilidade de caminhos, esta vontade de manter tudo ou mudar tudo, que por enquanto ele não pode divulgar - por razões óbvias...

 

A outra candidatura, a mais serôdia, essa não surpreende verdadeiramente ninguém, de tão previsível que era. Num outro contexto, e não tivessem as respectivas forças armadas que a suportam, perdido tempo que deveria ter sido usado para combater o inimigo, a armadilhar o caminho por onde a caravana do candidato terá inevitavelmente de passar e tudo poderia bem mais fácil.


Mas não! Houve armas que se voltaram para o lado errado, houve minas que se colocaram no percurso errado, houve combates que não deveriam ter sido travados e assim sendo, tudo agora ficará mais difícil para ele. Claro que ele antecipa desafios, sugere convites de junção de fileiras, alvitra pactos, mas há sequelas que não se apagam com uma borracha, há estropiados que jazem (ainda) no terreno, há erros que nem o novo acordo ortográfico conseguirá validar. Mas tem todo o direito de anunciar a candidatura de sugerir alianças aos outros exércitos de propor pactos aos outros eventuais interessados. Alguns - combatentes que integram o mesmo reduto que eu defendo - consideraram isto uma inaceitável ousadia e até a transformaram numa espécie de caso político digno de declaração pública em termos de reunião de Câmara.

 

Não penso assim e não atribuo especial importância a estados de alma. Sei que não é habitual publicarmos nos jornais as "listas de convidados para o casamento que temos intenção de contrair", é verdade, mas depois do lançamento do Euromilhões e destes já vários anos a criar excêntricos a excentricidade neste caso concreto, reside principalmente no facto de nos escandalizarmos com a atitude criticada, assunto que -  importa referi-lo - não foi alvo de qualquer discussão organizada em termos de Direcção da Coragem de Mudar.


É que o Partido Socialista não pode andar a defender algo e o seu contrário, a criticar o paradigma das excepções pontuais e a viabilizá-las quando elas lhes são postas à frente. Com uma agravante: A excepção ao PDM que está em curso e que ontem beneficiou de um pequeno impulso, não beneficia o Grupo Jerónimo Martins - que não tem neste momento nenhum projecto de investimento a aguardar decisão na Câmara - mas sim a NOVIMOVEST grupo pantanoso e pestilento demasiado conhecido pelas piores razões possíveis e ainda a serem investigadas, facto que deveria ter feito toda a diferença no voto de ontem do PS.Mas no meio do supérfluo, talvez nos estejamos a distrair do fundamental: A posição ontem assumida pelo Partido Socialista - pelos vistos desta vez unânime - essa sim, é que a não se alterar nos próximos momentos da excepção ao PDM - reunião de Câmara onde terá de voltar se for viabilizada pela CCDR-N e finalmente, Assembleia Municipal torna a candidatura verdadeiramente perdedora por gerar demasiados anticorpos à sua volta que só poderão conduzir à sua asfixia.

 

publicado às 10:52

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