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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

O GRANDE POETA ANTÓNIO ALEIXO EXPLICA...

Ora vamos lá à "vaca fria" prometida - a votação hoje em reunião de Câmara, do Relatório de Ponderação da consulta pública à excepção ao PDM pedida pelos regressado "grupo dos Dalton" - oficialmente apresentada porém, como um pedido do grupo Jerónimo Martins.


Vou tentar ser civilizado na maneira de escrever, que há momentos em que o que nos apetece mesmo, é recorrer ao vernáculo para classificar algumas atitudes e um certo tipo de pessoas com que vamos por enquanto ter de continuar a conviver em espaços públicos e portanto de todos, incluindo eles.


Começo por dizer que não tem grande relevância o que hoje foi votado, nem a maioria grantida pelo bloco central servirá de grande conforto aos trafulhas que estão enterrados até aos olhos na mega-fraude "lá de cima" - estou a escrever isto obviamente na parte baixa da cidade de Alfena - envolvendo o Banco Santander, a NOVIMOVEST e mais uns quantos autarcas - por enquanto sem rosto (?) - mais os respectivos apêndices paus mandados.


O que foi de facto relevante, foi a cambalhota dada pelos três Vereadores do PS - e desta vez, segundo o Dr. Afonso Lobão - decidida por unanimidade no seio do Partido! Desde o último chumbo deste Relatório, ficamos sem saber o que terá ocorrido de relevante que os tenha obrigado a transformarem-se em "cãezinhos de circo" amestrados para obedecerem à voz do dono.


E aqui, a curiosidade maior vai ser assistirmos à fundamentação do Dr. José Manuel Ribeiro na Assembleia Municipal, quando tiver de dar também a sua cambalhota na altura em que este assunto lá chegar - se chegar... Sim, porque - e por isso é que o que hoje se decidiu tem a importância que tem, isto é quase nenhuma - agora o Relatório será enviado à CCDR-N, onde já existem várias reclamações, e várias queixas sobre a forma como tratou a questão na nova Carta REN de Valongo, a qual terá que decidir: Ou aprova, ou retém o assunto até à saída da versão final do PDM, o que faria todo o sentido.


Veremos o que a Drª Célia Ramos irá decidir, nesta fase de ebulição em que se encontra a CCDR-N...


A fase seguinte, será a aprovação em reunião de Câmara e se isso vier também a ter lugar, as orelhas do Dr. José Manuel Ribeiro já andarão tão massacradas, que não sei se vai aguentar mais sofrimento - sobretudo numa altura em que pelos vistos anda à procura de consensos na periferia para a sua candidatura a presidente de Câmara. Será que nessa fase ele vai acatar como agora acatou a ordem do Partido?


Porque as palavras do Dr. Afonso Lobão e do Dr. José Luis Catarino à entrada para a reunião, não permitem outra interpretação "temos ordens do Partido para viavilizarmos este Relatório" - e viabilizaram, não com uma simples abstenção, mas com o seu voto favorável!


Mas a etapa mais problemática para os corruptos, vai ser portanto a barreira (ou não) da CCDR-N: Além da excepção pontual não ser a favor da Jerónimo Martins que teria apenas a concessão durante um certo número de anos e que aliás não tem na Câmara nenhum projecto de investimento - ou melhor, acho que tem mas em "versão promessa" e apenas nas cabeças dos "quatro poderosos" (?)- mas sim da NOVIMOVEST e do lodaçal que a rodeia, a CCDR-N tem que considerar que sobre aqueles terrenos impende uma medida preventiva: Foram percorridos por incêndios há menos de 10 anos e neste caso, o DL nº 34/99 de 5 de Fevereiro, conjugado com o DL nº 55/2007 de 12 de Março, não deixam margem para dúvidas sobre a impossibilidade de qualquer operação urbanística naquela área. E para quem diga que ali não ardeu nada, ou que ardeu mas foi ao lado, o Google com os seus fotogramas pode dar uma ajudinha...


E porque prometi inspirar-me no Grande António Aleixo, aqui vai uma direitinha para o ex vereador - mas creio que não eis corrupto - José Luis Pinto e para os que lhe sucederam na gestão do empreendimento - simbolicamente representados pela figura do mau merceeiro:

 

"O meu merceeiro é um santo
e há quem diga que ele é mau!
Digo-lhe só: - dou mais tanto,
já me arranja bacalhau."

 

E foi assim que o Banco Santander, a NOVIMOVEST e o respectivo testa de ferro e ex sobrinho do vice Rey de Matosinhos conseguiram paletes e paletes de "bacalhau"...


PS: Ou como, citando o grande Sá de Miranda, o meu amigo R.R me deixou num comentário no Facebook:

«Que eu vejo nos povoados / muitos dos salteadores / com nome e rosto d'honrados / vão quentes, andam forrados / com peles de lavradores» e «Per minas trazem suas azes / encobertos seus assanhos / falsas guerras, falsas pazes / per fora são mansos anhos / per dentro lobos robazes».

 

 

 

 

 

publicado às 17:17

ANTÓNIO ALEIXO "PAIROU" HOJE SOBRE SETE CABEÇAS - NA REUNIÃO PÚBLICA DE CÂMARA

 

Mais logo, com o Poeta do Povo António Aleixo como inspirador - e que hoje pairou de facto de forma quase tangível sobre aquela mesa da nossa desgraça - tentarei resumir o que já estava decidido no aconchego do bloco central e hoje foi decidido na reunião de Câmara.

O mesmo bloco central que pelos vistos coloca toda a tónica na velha e popular máxima "quanto mais me bates mais eu gosto de ti" e que hoje uma vez mais ficou provada!

Por agora, é tempo de dar relevo a dois comentários do meu caríssimo amigo A. da Vicência, que pela sua oportunidade, pelo seu fino recorte literário e pela  forma incisiva como os faz, não merecem ficar "lá no fundo do Blog":


1)

Embora não seja bruxo encartado, de porta aberta, disfarçado de erbanário, o facto é que nascido e criado em Alfena, no lugar que lhe deu o nome, desde as idas e vindas de e para a Escola, ou para a Igreja, nas futeboladas que jogávamos ali mesmo , uma baliza junto à casa do dito, a outra mais abaixo, frente à entrada do terreno que o Sr Toninho do Cabo, obrigado pelas Leis do Urbanismo, "ofereceu" para a construção, lá para as calendas, no dia de S. Nunca, do centro de Saúde, em desafios memoráveis , dizia eu, Rua contra o Outeiro", ou contra qualquer outro lugar, muda aos três acaba aos seis", com pequenos "pèssangas" para dar passagem aos carros de bois, às carroças, automóveis eram raros que algumas vezes dava para começar e acabar sem passar nenhum, a verdade é que ando sèriamente desconfiado, temendo que a mãe Natureza, dando razão à teoria de um tal Darwin, por força dos milhares de vezes que por lá tenho passado, me tenha "evoluído", por contágio, contaminação, ou mimetismo, no sentido da bruxaria.
De uma coisa tenho a certeza: não sou suficientemente bruxo para acertar no Euromilhões mas sou-o de sobra para adivinhar o resultado final do faz de conta dos Pantomineiros autocráticos e quejandos, da quadrilha do bloco central das negociatas e da roubalheira, fingindo que decidem o que há muito está decidido.
A "decisão" já era, fazia parte do pacote dos "desasseis milhões em dez minutos" e os lambões já o lá têm.
E, para chegar a tal conclusão, não foi preciso que me trouxessem as cuecas, as ceroulas ou qualquer outra peça íntima, ainda com o sêlo fresco das humanidades, como os pategos, coitados, analfabetos, fragilizados pelas maleitas, que andrajosos a puxar pelos tamancos, sem pedir licença, invadiam o "rectângulo de jogo", estragando as jogadas, por vezes de golo iminente que, vindos das berças, lá seguiam para serem burlados, espoliados, por charlatães sem escrúpulos que lhes levavam couro e cabelo.
Caro Neves,
Não quero abusar da sua benevolência, permitindo-me a utilização desta sua tribuna para deixar alguns desabafos que me consomem a alma, mas gostaria que publicasse este texto, com o relevo que entender, juntamente com o meu comentário publicado há tempos, que segue abaixo.
É só para demonstrar à pandilha que nós sabemos que estamos a ser roubados.
Um grande abraço do A. da Vicência.


2)
Tal como o meu amigo R. R,. há dias, eu cá estou numa de poesia. Não de Sá de Miranda, que desgostoso com a corte da época se retirou para a sua Quinta da Tapada , no Minho profundo. Não, hoje é dia de António Aleixo, mais terra a terra, a condizer com o assunto em discussão:


P'rá mentira ser segura
E atingir profundidade,
Tem que trazer à mistura
Qualquer coisa de verdade


Isto, a propósito da reunião da C. M. V. para a alteração do PDM, que não é senão uma fraude, uma farsa, ou melhor, uma verdadeira pantomina.
Está bem escarrapachado na Escritura, celebrada em 27-09-2007, entre outras garantias, ... "os prédios de natureza rústica ora vendidos têm capacidade construtiva, conforme consta do Plano Director Municipal de Valongo e da comunicação da Câmara Municipal de Valongo de doze de setembro de dois mil e sete. com a referência zero zero dois zero cinco."
Nesta data, não se venderam só os terrenos, o pacote incluiu os autarcas,os aparatchiks , o bloco central dos tachos e das traficâncias. Só não se vendeu a vergonha porque isso é coisa que essa gente nunca teve. Trata-se, agora, de branquear a malfeitoria, de tentar dar à mentira "qualquer coisa de verdade." Seguir-se-ão os actos subsequentes da pantomina: a discussão pública faz de conta,a decisão da CCDR-N faz de conta, a deliberação da CMV faz de conta e, finalmente, a ratificação da Assembleia que tambem faz de conta. Eles não dormem em serviço, o cefalópode tem os tentáculos nos sítios certos..., no final tudo estará nos conformes, tudo certinho sem mácula, tudo na maior das legalidades.
Enfim, uma pantomina de sucesso, graças ao desempenho destes "verdadeiros artistas", haverá, de certeza, muito boa gente convencida que era tudo a sério.
Que grandes pantomineiros...
Um abraço do A. da Vicência .

publicado às 13:34

VALONGO - ALERTA VERMELHO!

Dia 16 de Fevereiro, às 10 horas da manhã e no salão nobre que já foi Nobre, terá lugar mais uma reunião de Câmara - ver Edital abaixo.

Não é uma reunião qualquer não senhor! É mais uma tentativa deste executivo minoritário que governa a Câmara, para fazer passar o Relatório final da consulta pública da excepção ao PDM para a construção da plataforma logística da Jerónimo Martins.

Pelos vistos, a acção de charme organizada na sede do grupo na Azambuja, terá dado frutos...

Uma das perguntas colocadas pelo PS à Jerónimo Martins - via Câmara - era:

"Qual o número de funcionários novos a criar?(!)  E se preferencialmente a contratação de novos funcionários terá em atenção a sua residência no Concelho?

A resposta da JM foi: O número de funcionários novos a criar é de aproximadamente 267. E mais à frente, acrescentava, que  preferencialmente, seriam do concelho de Valongo.

(Presumimos que estivessem a falar de criação de postos de trabalho e não de "criação de funcionários" porque senão, até atingirem a idade de trabalhar, ainda vai demorar uns bons anitos... Este termo - preferencialmente - também já foi utilizado pelo grupo Trofa Saúde e todos podemos constatar quantos alfenenses conseguiram emprego no Hospital privado de Alfena).

Estão portanto aparentemente lançadas as bases para que o PS venha a inverter a sua posição anterior - mesmo sabendo, que a tal plataforma da Jerónimo Martins, é uma concessão temporária, e que os donos da infra-estrutura, continuarão a ser o Banco Santander e a NOVIMOVEST - os tais da especulação imobiliária que está a ser investigada pelo Ministério Público!


publicado às 19:28

NOVA CARTA REN DE VALONGO - A LEI E O SEU CONTRÁRIO... NUM MESMO DOCUMENTO!

 

Ainda e mais uma vez, o assunto "Nova Carta REN (Reserva Ecológica Nacional) para o Concelho de Valongo" - Portaria 260/2011 de 1 de Agosto...


Em Valongo, todos já sabíamos que esta nova Carta REN que aguardava publicação já no final do último mandato de Sócrates consubstancia e dá corpo a uma série de pretensões esconsas da respectiva Câmara, uma das campeãs nacionais da corrupção e da especulação imobiliária que a alimenta e visa - nas exclusões propostas e quase todas aceites pela CNREN/DGOTDU sob proposta da CCDR-N - satisfazer os pedidos de "várias famílias" a quem a Câmara deve há muito o cumprimento de promessas que foram ajudando a desbloquear relevantes contribuições financeiras destinadas a suportar ao longo de dezassete anos, as várias eleições do autarca mais, perdão, menos exigente em termos de cumprimento da Lei.


A novidade, se é que este termo pode ser usado, é que esta nova Carta REN representa a alteração radical - diríamos mesmo, autêntica pirueta - por parte da CCDR-N relativamente a um passado recente. Claro que nada na Lei impede os gestores e responsáveis pelos Organismos reguladores ligados ao desenvolvimento - e indirectamente, ao urbanismo, através da gestão dos processos de revisão dos Planos Directores Municipais - de darem as piruetas que muito bem lhes apetecer, desde que os seus "movimentos acrobáticos" não atinjam propositada ou inadvertidamente, zonas vitais de terceiros.


Pelos vistos, foi o que aconteceu com a CCDR-N: Atingiu os interesses legítimos de muitos valonguenses e gorou as expectativas que ela própria tinha alimentado relativamente à sua defesa, dado que até certo ponto chegou a liderar a luta contra o processo especulativo em curso numa vasta zona de Alfena, mas que de repente, vá-se lá saber porquê, resolveu "oferecer o dorso" e suportar a tomada de posição da CNREN/DGOTDU e do governo - ou melhor, da ministra do Ambiente, mas essa questão ficará para outra altura - para "darem à luz" desta forma antinatural, uma verdadeira aberração jurídica.


O longo Processo Administrativo que antecedeu a sua publicação e do qual me chegou às mãos, enviado pela CNREN/DGOTDU um CD-ROM, contém uma série de omissões embora nos tenha sido dito que ("é tudo que temos sobre o assunto" - CNREN/DGOTDU dixit), mas o mais estranho, é que a CCDR-N, sempre que instada a deixar consultar o processo que instruiu a fim de o compaginar com esta informação recebida, resiste, dificulta, no fundo tenta pelo cansaço, levar os interessados bisbilhoteiros alfenenses e valonguenses, a deixarem de mexer no assunto - "não fornecemos documentação a pedido. Se tiverem dúvidas, terão que as colocar por escrito, apresentar por essa mesma via um pedido de consulta e depois, aguardarem que vos seja marcada uma data para essa consulta ser feita aqui nas nossas instalações".


Portanto, temos pena do incómodo que sempre provocamos e que presentimos do outro lado (sobretudo da parte da Directora Regional, Drª Célia Ramos) - mas o assunto não pode simplesmente "morrer na praia!! Porque fede demasiado, incomoda demasiadas pessoas, e provoca revolta em muitas outras, não podendo nem devendo por isso deixar de ser escalpelizado até aos seus mais ínfimos detalhes. Por acção nuns casos e omissão em muitos outros, a CCDR-N conseguiu que a Portaria 260/2011 se tenha transformado numa autêntica aberração jurídica que não pode deixar de motivar da nossa parte todos os esforços no sentido de conseguir a sua reversão.


Neste momento, temos perfeitamente identificadas e ordenadas, as referidas acções e omissões, incluindo a sonegação de documentos relevantes e a indução activa de uma decisão que só vem favorecer os especuladores e tornar "legal" um famoso processo de enriquecimento ilícito liderado pelo Banco Santander, que corre os seus trâmites no Ministério Público e ao qual iremos juntar o nosso fundamentado contributo.


PS: Como é óbvio, escrever sobre um assunto destes e da forma como o faço, implicaria, por uma questão de cortesia, um prévio contacto com a Directora Regional da CCDR-N - a Drª. Célia Ramos.

É o que tenho andado a tentar há inúmeros dias, mas por azar meu seguramente, ou "está reunida com o Sr. Presidente, ou foi almoçar mais tarde e ainda não regressou, ou está reunida com o Organismo xpto", ou - o mais provável, mas seguramente não assumido e dificilmente comprovável - não está para me aturar...

Acho que faz mal - no seu próprio interesse, obviamente... 

publicado às 11:38

VALONGO - "ALERTA LARANJA"

Valongo está em "alerta laranja"!

Já há tempo demais, para que a protecção civil não se mobilize para tomar medidas drásticas! . A popular, porque a outra, dependente que está de quem a escolheu e de quem lhe paga o salário, que é a mesma entidade que provocou a catástrofe, essa não pode não deve e nem conseguiria fazer o que quer que fosse para resolver o problema.

 

Antes de mais, convém aqui precisar que por Valongo se entende em primeiro lugar a sua Câmara, mas como é óbvio, as ondas de choque propagaram-se - como sempre acontece - ao resto do território, às pessoas comuns, ao tecido empresarial e novamente às pessoas comuns que vivem do fruto do trabalho que este lhes vai proporcionando.

 

Não sei se Fernando Melo ainda decide alguma coisa na Câmara, mas se não é ele, é alguém por ele - pseudo-autarcas eleitos à força de contributos mais ou menos forçados daqueles que agora esperam pelo pagamento de alguma obra feita, os quais,  suportados por uma máquina onde algumas peças que deveriam ser vitais, são ao contrário, letais para o seu funcionamento. Como se comprovou nas tês últimas reuniões públicas, onde juristas ineptos e incapazes, chefes de divisão mentirosos e destituídos de profissionalismo, os obrigam - mesmo a contragosto e forçados pela sanidade que resta do lado da oposição -  a inverter percursos já iniciados, a corrigir decisões, a dar o dito por não dito!


Aqueles que com os seus contributos financeiros ajudaram a alavancar a (última) ascensão ao poder do dinossauro, não teriam seguramente gostado de o ouvir dizer em determinada altura, perante o público e jornalistas presentes numa reunião de Câmara, que "os empresários não têm de que se queixar (em relação aos atrasos nos pagamentos) porque quando apresentam orçamentos, já acrescentam mais qualquer coisinha para compensar os mesmos"(!)

 

Mas se Fernando Melo fala pouco , se responde cada vez menos a perguntas - e cada vez mais com auxílio de tradutor para as poder entender - ao contrário do que seria expectável, parece que ainda manda muito - por interposta e longínqua pessoa, antes cognominado de Vice-Rey de Gaya e agora alcandorado a supervisor nacional da sopa dos pobres - o que para os menos entendidos na matéria, significa secretário de Estado da Segurança Social!

 

Por isso, perguntar-lhe porque não nos favorece com a sua aposentação e não entrega o cargo a alguém a quem ao menos possamos atribuir o estatuto de imputável, não iria adiantar nada! Os arames que o mantêm com um mínimo de estabilidade ainda não atingiram o seu ponto de ruptura - a não ser que recorramos ao vulgar e facilitador alicate corta arame, à venda numa qualquer loja de ferramentas do nosso burgo - quiçá com um bom desconto, se o dono for informado àcerca do fim a que se destina...

 

Mesmo assim, e pelo menos para os restantes - que esses sim, entendem o estado a que deixaram, por acção ou omissão, chegar o nosso Concelho - gostaríamos de perguntar se se sentem confortáveis, seguros, certos de que um dia destes não vão ter a Câmara invadida por dezenas de empresários e respectivos trabalhadores a gritarem "caloteiros, paguem o que devem para que outros possam pagar também o que nos devem!"

 

- Que é feito do Plano de Saneamento Financeiro prometido?

- Qual é o último ponto de situação relativamente à posição do Tribunal de Contas sobre o mesmo?

- Em que pé está a avaliação à estrutura da Câmara e das várias concessões?

- Quando é que acabam com a "lei da rolha", alterando o artº. 6º. do Regimento da Câmara, para que o Público possa ter voz nas reuniões públicas e possa regressar de novo, na casa das muitas dezenas que já encheram o salão que já foi Nobre e agora não passa de vulgar caixa de ressonância dos promotores da ignóbil limitação da sua liberdade? Eles têm direito a expor as suas queixas, a apresentar as suas sugestões, a dizer o que lhe vai na alma - de forma ordeira, regulamentada, mas sem estarem sujeitos às atitudes malcriadas, boçais e incompatíveis com o estatuto de eleitos daqueles quatro que (já) só estorvam? 

publicado às 12:04

VALONGO - VERDADES INCONVENIENTES...

"E quem é que lhe disse que a Câmara tem interesse na presença cada vez maior do público?


Esta frase (realmente) proferida pelo nosso vice presidente de Câmara, numa conversa informal e já depois de ter terminado a última reunião de Câmara, motivou da parte dele o envio de um e-mail que indicia alguma perda de serenidade e onde me diz - numa espécie de corte de relações "Depois do que escreveu que eu disse, não perca mais tempo a dirigir-me a palavra."

Ora bem...

Imagino que depois dessa dura tirada, se tenha sentido reconciliado com o seu ego, provavelmente imaginando que inversamente, eu tenha passado uma noite horrível - o e-mail chegou ao início da noite - com aquela terrível frase, único conteúdo aliás do referido e-mail, a martelar-me na cabeça.

Mas não! Não foi isso que aconteceu. Foram umas horas tranquilas de sono contínuo, tendo acordado à hora habitual, com a fome habitual e também com a renitência habitual em passar para a posição vertical, que é aquela que nos permite fazer pela vida na procura do pacote de leite, da caixa dos cereais e do café bem tirado para fim de repasto.

Portanto Dr. João Paulo, lamento ter de lho dizer, mas foi uma "meta não superada" da sua parte!

De qualquer forma, para sorte ou azar de ambos, estaremos sempre condenados a cruzarmo-nos por aí e como tive oportunidade de lhe responder num e-mail um pouco mais extenso do que o seu - também não seria difícil - até agora não tinha inimigos aí por Vllis Longus, tinha apenas adversários e com estes, apesar de pontuais dificuldades, sempre tenho conseguido manter canal aberto. Imagino que consigo, mais dia menos dia, se venha a passar o mesmo.

Mas já agora, e porque a frase (realmente) proferida o foi num determinado contexto - o dos sucessivos adiamentos na reformulação do Regimento da Câmara, nomeadamente o seu artº 6º. que se refere às intervenções do Público - vou colocar abaixo dois pequenos recortes da acta da reunião de Câmara de 4-11-2009 e que são verdadeiramente demonstrativos da sinceridade com que proferiu a já citada frase.

Este tempo todo que tem decorrido desde a data que referi, até ao momento actual, só prova aquilo que todos já sabíamos: que a Câmara continua a tentar manter a todo custo, a chamada "lei da rolha" que conduziu as reuniões públicas de Câmara ao estado que todos constatamos. É que eu ainda sou do tempo, em que para se ter direito a lugar sentado no nobre salão, era preciso chegarmos a horas e não demorarmos muito a subir a escadaria.

(...)

 


PS: Só para não ficar "mal visto" perante os meus amigos leitores, deixo aqui bem claro que o português macarrónico em que está redigida a referida acta e erros como "quartar" em vez de coarctar por exemplo, não me responsabilizam de forma alguma, mas também não me atrevi a corrigi-los para não ser acusado de estar a adulterar documentos oficiais.

 

 

publicado às 22:28

DAR SANGUE - URGE!

Têm estado a ser feitos vários apelos aos dadores de sangue, dando conta de uma situação muito preocupante de escassez - sobretudo, se não erro, com os grupos "A" e "O" negativos.

Há quem tente associar esta situação à ofensa que o governo fez em relação aos dadores e aos bombeiros, retirando-lhes a isenção de taxas moderadoras nos hospitais. Custa-me a crer nesta associação, pelo menos de forma assim tão directa, mas que os dadores andam descontentes, lá isso andam.

Eu sou um deles, já há muitos anos, tenho quase 40 dádivas e pertenço exactamente a um dos grupos que está a fazer mais falta - o "O" negativo.

Neste momento e porque fui operado há menos de dois meses, estou impedido de fazer qualquer dádiva - o intervalo de segurança é de quatro meses.

Mas se entretanto a gritante injustiça a que fiz referência não for corrigida, no momento em que puder de novo regressar às dádivas, não deixarei de o fazer, mas na mesma altura, pedirei o "Livro de Reclamações" onde deixarei lavrado o meu veemente protesto e recomendo vivamente a todos os restantes dadores, que adoptem idêntica atitude.

Acho que quem precisa deste bem insubstituível que é o sangue, não pode ter a sua vida dependente nem da revolta mais que justa dos dadores, nem da burrice do governo - e tenho de pedir desculpa aos burros por os comparar aos nossos governantes...

publicado às 16:37

ALFENA E VALONGO - OS LIMITES...

Ainda a propósito da informação avançada pelo nosso vice na última reunião de Câmara - "ao contrário do que o chamado livro verde de Miguel Relvas previa, a redução do número de freguesias também vai aplicar-se a Valongo, onde ficarão no máximo três" - talvez seja interessante repescar aqui um comentário a propósito, do meu amigo Sr. Silva Pereira, onde me dizia mais ou menos isto: "Com grande probabilidade as freguesias que ficarão serão Alfena, Ermesinde e Valongo (porque já são cidades). Sobrado e Campo serão retalhadas e distribuídas pelas outras".

Ora bem...

Existem duas abordagens possíveis para esta (por enquanto) hipótese, sendo que qualquer delas, poderá ser defendida com argumentos mais ou menos lógicos:

Primeiro argumento: O avançado pelo meu amigo e que tem a ver com o estatuto de cidade das três freguesias referidas, o que as colocaria teoricamente à cabeça em termos de preferência;

Segundo argumento: Desde há muito que há gente a defender o princípio - e com alguma lógica, diga-se - de que em áreas urbanas, como é o caso de Valongo, há uma significativa redundância na actividade dos dois Órgãos autárquicos - Câmara e freguesia.

No caso de Valongo, esse argumento até é reforçado pelo facto das respectivas sedes se encontrarem a poucas dezenas de metros de distância, o que não acrescenta nada em termos de comodidade (pela proximidade) relativamente aos cidadãos. 

Aqui chegados, vou - finalmente dizer ao que venho:

O "contencioso" principal na questão dos limites de Alfena, tem a ver com a freguesia de Valongo.

Até determinada altura, era invocada como explicação para o arrastar de uma solução de consenso, o internamento devido a uma doença grave, do saudoso presidente de Junta de Valongo, que entretanto, já nos deixou, infelizmente.

Neste momento e já recomposto o referido Órgão dessa perda, seria estrategicamente interessante que, sobretudo a nível das duas freguesias - Alfena e Valongo - esta questão fosse dirimida.

Primeiro, repunha-se a verdade histórica, que ninguém parece contestar, mas a cuja discussão, a maioria procura eximir-se e depois, porque numa altura em que Valongo (freguesia) pode estar ameaçada de extinção, face ao segundo argumento acima referido, ter um aliado em Alfena, daria sempre alguma jeito...

Claro que tudo isto pressupunha que os dinâmicos UpA estivessem atentos a estes problemas e tivessem tempo para os tratar com sentido de oportunidade, o que me parece não ser de todo, o caso.

 

publicado às 15:10

A "QUINTA DO AMBRÓSIO" DE ALFENA

 

 Com a devida vénia ao autor abaixo mencionado e ao JN, onde o artigo foi publicado - e também ao amigo Sr. Silva Pereira que mo enviou - vale a pena reproduzir aqui o relevante texto que se segue - até porque nós por cá - em Alfena - como é do conhecimento geral, também temos a nossa "Quinta do Ambrósio"  e uns sósias dos elementos do "bando Valentim Loureiro" à espera de uma muito remota hipótese de serem condenados, de preferência a prisão efectiva e com os quais, também a PJ e o Ministério Público andam neste momento às voltas.

 

A nossa já está parcialmente ocupada - pela CHRONOPOST - mas ainda dispõe de área suficiente para o "NOVO AEROPORTO INTERNACIONAL DE ALFENA" e para uma hipotética plataforma logística da Jerónimo Martins - em regime de uso temporário - porque a propriedade continua a ser da NOVIMOVEST, pese embora o facto de nunca ter sido excluída da área REN em que se integra.

Qualquer semelhança entre o "nosso" caso e o texto que sesegue, não é pura coincidência!


 

O autor deste texto, que foi publicado no "Jornal de Notícias", é Daniel Deusdado


«As 162 páginas do acórdão do caso "Quinta do Ambrósio" mostram ao detalhe como o "clã Valentim" aproveitou a venda de um imóvel de Gondomar para montar um grande negócio cujo dinheiro público foi parar integralmente a offshores. O "major" vai entrar na história: impossível de apanhar. É muito mais esperto que os tribunais e a Polícia Judiciária juntos. Tudo simples. Ora vejam:

1. Ludovina Silva, com 80 anos, decide vender a "Quinta do Ambrósio", em Fânzeres. Uma das filhas consegue marcar uma reunião com Valentim Loureiro, em Junho de 2000, para lhe perguntar se a Câmara de Gondomar estaria interessada. O "major" diz que não, mas perante a aflição, encaminha-a para o seu vice-presidente, José Luís Oliveira, grande proprietário gondomarense e habitual negociador imobiliário.
 

2. É já em Outubro que o vice-presidente de Valentim, José Luís Oliveira (comparsa de muitas aventuras, entre as quais as do Apito Dourado) acorda verbalmente com a filha da viúva a compra da Quinta por pouco mais de um 1 milhão de euros.
 

3. Aqui entra Laureano Gonçalves, advogado, ex-inspector das Finanças e especialista em "estruturas fiscais". É comparsa de Valentim nas questões desportivas (Boavista, Federação Portuguesa de Futebol) e passa a ser ele a face destas operações, além de sócio de José Luís Oliveira. Entretanto, pouco tempo depois, ambos convidam o filho de Valentim, Jorge Loureiro, para fazer parte do negócio.
 

4. A STCP andava à procura de um local para uma nova estação de recolhas de autocarros em Gondomar (está no Plano de Investimentos tornado público em 1999). A STCP aceita comprar a Quinta do Ambrósio. Por quanto? 4 milhões de euros. Quatro vezes mais do que havia sido combinado pagar à viúva poucos meses antes. 

5. Laureano monta então uma estratégia, através de empresas offshore nas Bahamas e Ilhas Caimão, para camuflar os quase 3 milhões de lucros da futura venda à STCP com a maior discrição e menos impostos possíveis.
 

6. Oliveira Marques e Gonçalves Martins, na altura, respectivamente, presidente e administrador da empresa de transporte STCP, dão luz verde à compra da Quinta do Ambrósio apesar de não terem qualquer avaliação independente sobre o real valor do imóvel. Exigem também à Câmara de Gondomar que faça por desafectar a "reserva agrícola" que impendia sobre parte da quinta. A CCDRN e os organismos de Agricultura e Ambiente não param o progresso de Gondomar - as autorizações surgem ainda durante o ano de 2001. (Um parêntesis: nunca chegou a haver qualquer estação da STCP na Quinta do Ambrósio).
 

7. Laureano fica entretanto com "plenos poderes de procurador" da viúva. É já ele quem trata do contrato-promessa, em Março de 2001, em nome de Ludovina, à STCP (e depois concretiza a escritura final, em Dezembro de 2001).
 

8. Ludovina recebe um milhão de euros na conta do BCP (o combinado com o "vice" de Valentim), enquanto os restantes quase 3 milhões de lucro extra vão parar a uma conta no BPN que Laureano criou em nome da viúva. É este fiscalista quem os envia em nome de Ludovina para contas offshore a fim de se dividirem depois pelo filho de Valentim (Jorge), pelo "vice" de Valentim (José Luís Oliveira) e por ele próprio. Obviamente, cada um deles, com contas offshore (BPN-Caimão e Finibanco-Caimão)
 

Conclusão 1: depois de centenas de milhares de euros gastos em investigação policial e tribunais, vai tudo preso? Não. Nada. Além disso, o negócio só foi descoberto por acaso durante o "Apito Dourado".... Outra dúvida: por que pagaram os administradores da STCP uma verba irreal por um terreno duvidoso? Quem os pressionou? Por fim: qual a decisão do tribunal quanto ao filho de Valentim, ao vice-presidente da Câmara, e ao amigo advogado? O tribunal condenou-os apenas por branqueamento de capitais em um ano e dez meses de prisão... com pena suspensa. That's all folks!!!
 

Conclusão 2: com tão notável serviço público ficamos agora à espera que a filha (e vereadora) de Valentim tome o lugar do pai em Gondomar e o "major" avance sem medo para a Câmara do Porto. Como não falta dinheiro nos offshores do clã, não deve ser difícil pagar a oferta de electrodomésticos aos eleitores e obter vitórias retumbantes. O populismo é filho da miséria, incluindo a moral.»

publicado às 10:51

O "PADRINHO" DE VALONGO

Citando-me a mim próprio na crónica que saiu hoje no Jornal VERDADEIRO OLHAR:


    

OLHAR (IM)PARCIAL


O PADRINHO DE VALONGO (*)


"Bem feito! O Povo tem os governantes que merece, porque  não participa, não vota (ou porque se o faz, põe a cruzinha no quadrado errado) e isto, aquilo e aqueloutro".

Frases feitas que vamos ouvindo, mas nem sempre inteiramente justas!

O País é um atoleiro, Valongo é o seu modelo à escala (para pior) enquanto a Família de Don Fernando Melo liderar os negócios do Burgo, mas na verdade,  o Povo até nem teve a parte principal da culpa.

No mandato anterior, o PS com Maria José Azevedo, fez um excelente trabalho de oposição, manteve  o Don minimamente controlado e graças a uma espécie de efeito repelente, libertou o interior da Câmara da desagradável presença do seu consigliere – o do gabinete de projectos mais conhecido de Alfena - que circulava pelos corredores e gabinetes da mesma como se estivesse no seu próprio quintal.

Porém, havia outras rosas para plantar e o jardineiro-mor do roseiral, da mui nobre e invicta cidade do Porto, decidiu estraçalhar o canteiro e optar por novas espécies.

Ao bom estilo da Cosa Nostra di Vallis Longus, o Don  viu ali uma janela de oportunidade e convidou o líder da Família rival da invicta para um jantar (o Tribunal de Contas descobriu há pouco quem pagou a conta) e entre uma garfada e a seguinte, lá acertaram os pormenores do canteiro.
Maria José Azevedo não aceitou obviamente ser reciclada à força e avançou com Coragem de Mudar o que estava mal, de forma independente. Quanto ao Povo, fez quase tudo bem, excepto num pequenino detalhe:

- Deu ao Padrinho a maioria mais pequena do País;

- Deu às duas parcelas divididas do canteiro, as condições necessárias para controlar os desmandos de Don Fernando;

- Porém, reforçou de forma injusta, o lado menos produtivo do mesmo.

As consequências estão à vista:

A Câmara faliu, enquanto o Don dorme em serviço, exagera no absentismo, gasta mais que a mesada, prevarica, enche a Câmara de sobrinhos afilhados, genros, noras e afins, não cumpre as leis do País, mente à oposição ou sonega-lhe informação relevante.

Perante tudo isto, a subespécie maioritária do canteiro ficou afónica (existem rosas que falam mas não esta) mas pior do que isso,  transformou o caule da rosa numa ajuda técnica que se tem revelado fundamental para mascarar os desequilíbrios do velho senhor, consequência do pouco cuidado que tem com a boca – sobretudo com um certo tipo de líquidos de efeito mais demolidor.

Melo – todos já demos por isso - está preso por arames daqueles que as floristas usam para manter o caule das rosas, firme e hirto por um pouco mais tempo do que aquele que a natureza permite.

Mas o Don conta com uma outra ajuda técnica: a do ex-vice rei de Gaia e actual secretário de Estado e também seu ex-vice em tempos idos.  Velha amizade, ou algo mais?

Preso por arames, levado em braços, terminará o mandato, como um verdadeiro Don e a defender a Cosa Nostra  di Vallis Longus - como sempre tem feito.

(*)The Godfather – Francis Ford Coppola, 1972
 
Celestino Neves

publicado às 14:17

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