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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

OS DISPARATES DE ALFENA...

Com base na "revisão em baixa" por parte do governo em relação ao plano de reagrupamento/fusão de freguesias, não sabemos se Alfena correrá ou não o risco de ser tocada - esta foi a informação dada a conhecer ontem pelo executivo camarário, no decorrer da reunião pública. 

Como alfenense, espero sinceramente que não, mas sou obrigado a confessar, que se fosse com base nos disparates que o maioritário/independente executivo dos UpA, já estaríamos na lista.

Vamos por partes:

O executivo "vendeu-nos" numa das últimas reuniões públicas a informação de que já dispunha de um terreno - até informou onde - cedido pela Câmara e destinado à construção de uma nova sede da Junta.

Claro que concordamos que Alfena necessita de novas instalações, mais adequadas e mais amigáveis em termos condições de atendimento - quer para os funcionários, quer para os cidadãos que ali se deslocam para resolver problemas -  e não é isso que está em causa, mas sim a falta de verdade sobre este assunto, que aliás serviu para justificar uma outra decisão tomada a que farei referência a seguir:

Segundo informação prestada publicamente pelo presidente da Câmara Dr. Fernando Melo, o terreno em causa não foi cedido - nem podia - porque pertencendo ao domínio público, terá antes de transitar para o domínio privado e quer essa decisão, quer a relativa à cedência à Junta, só podem ser tomadas pelo colectivo da Câmara e nunca esteve agendado tal assunto. 

Portanto, não existe terreno.

A outra decisão suportada por esta informação sobre a "existência" do tal terreno,tem a ver com o concurso para a venda de espaços para sepulturas perpétuas nos dois Cemitérios e cujo produto não se destina a fazer face a nenhuma situação aflitiva em termos financeiros, a comprar nenhum bem absolutamente indispensável para o bom funcionamento dos serviços,mas simplesmente a constituir um "mealheiro" para possibilitar a (hipotética) construção da nova sede!

Tudo isto não seria grave - não o seria tanto, pelo menos - se no Cemitério municipal não existisse o problema gravíssimo que a gente conhece.

A situação a que nos estamos a referir, já há muito que deveria ter obrigado a Junta a repensar a questão da venda de terrenos e, apesar das vendas que estão a ser feitas se localizarem nas áreas previamente definidas, essas vendas terão forçosamente de ser interrompidas, devendo as referidas áreas - as ainda disponíveis - passar imediatamente a áreas de reserva.

Por último:

Será que algum dos iluminados - actuais ou do mandato anterior - nos conseguirá explicar porque é que junto daquele grupo de ossários, aliás, esteticamente bem conseguido, existe aquele escorrimento de água ferrosa vinda do declive a norte?

Nós desconfiamos que sabemos a razão, ou melhor, vamos ser claros! Nós sabemos mesmo:

Quando se contratam trabalhos com determinados empreiteiros, esses trabalhos devem ser sempre devidamente acompanhados por quem os paga, quando não, em vez  de pagarmos para resolver um problema, estaremos a gastar dinheiro para o agravar. Vamos no entanto aguardar uma explicação sobre aquela inestética e desagradável situação e depois diremos (tudo) o que sabemos.

 

publicado às 13:33

DIÁLOGOS IMPROVÁVEIS - NÃO ESTIVÉSSEMOS EM VALONGO!

Personagem  1: O autor deste Blog, a seguir designado  por "Um"

Personagem 2: João Paulo Baltazar, vice presidente da Câmara de Valongo, a seguir designado por "Dois"

Enredo:  Regimento da Câmara - necessidade da sua reformulação, sucessivamente adiada

Local: Junto à mesa, lado esquerdo vista do lado do público, no final da reunião pública de hoje

 


Um: "blábláblá"...

Dois: "blábláblá"...

Um: "Então o Regimento? Está para quando a sua alteração? É que a última previsão, era  'mais ou menos daqui a quinze dias' e isso já foi há mais de um ano!" (isto tinha a ver com episódios anteriores de recusa da palavra desde que não fosse na primeira reunião do mês...).

Dois: "Meu caro, você não precisa de estar tão preocupado com o Regimento e com o ponto reservado ao público, porque pode fazer-nos todas as perguntas por carta, fax ou e-mail e nós responderemos sempre!"

Um: "Pois sim, mas eu prefiro sempre fazê-las em público!"

Dois: "Eu sei que você gosta muito de falar em público, mas olhe, dou-lhe uma sugestão: candidate-se e se ganhar pode falar as vezes que quiser."

Um: "Tenho que levar isso à conta de uma pequena brincadeira, porque senão, seria uma provocação, o que implicaria um comentário menos agradável da minha parte. É que se a Câmara pretende que os cidadãos participem mais na vida da sua autarquia, se a Câmara tem interesse em que estas reuniões tenham cada vez mais público presente, como é que isso se concilia com o facto de não se lhes dar a palavra?"

Dois: "E quem é que lhe disse que a Câmara tem interesse na presença cada vez maior do público?"

Um: "??????"

Dois: "Exactamente! E digo-lhe mais, mesmo que o Regimento venha a ser alterado (no seu artigo 12º, que é o da intervenção do público) nunca nos passou pela cabeça que o público possa intervir em todas elas!"

Um: "?????!!!!!! Mas isso tem imensa piada - ou nenhuma, vendo melhor as coisas! Não se pretende a presença do público, mas se ele vier, que fale o menos possível. Mas então... se calhar, nem vale a pena mexer no tal artigo 12º!

(Neste último comentário, já estava a falar comigo próprio, porque o nosso vice e futuro provável - ou improvável - candidato a presidente de Câmara, já se tinha voltado para o lado para cumprimentar outro dos presentes e engrenar noutro assunto.

Isto está bonito está!

Por este andar e já que o plano do governo para a extinção de freguesias afinal também vai incluir Valongo, para onde se prevê um máximo de três (a informação foi dada pelo próprio vice no decorrer da reunião), se calhar o melhor seria mesmo começarmos a pensar extinguir a própria Câmara - fundindo-a com a de Santo Tirso, Gondomar, Maia, entre outras.

Para além de pouparmos uma pipa de massa, reduziríamos o relativamente restrito grupo das "pequenas ditaduras de excelência autárquica" que a todos nos envergonham e nos deixam para além do mais, cada vez mais pobres em cada dia que passa.

Há quem defenda que os termos "ditadura" e "excelência" não são ão totalmente incompatíveis.

Nada de mais errado e eu, que procuro exercer no meu dia a dia a nivel do nosso burgo, o meu direito a uma plena cidadania sei-o, com saber de experiência feito, que essa compatibilidade não é possível, quando me cruzo todos os dias com um dos muitos pequenos ditadores que nos vão incomodando, envergonhando, estorvando e barrando o acesso ao futuro. 

Se o pretendente ao carunchoso trono de Valongo, se apresenta com esta pedalada democrática - "E quem é que lhe disse que a Câmara tem interesse na presença cada vez maior do público?"mesmo sem ter sido ainda indigitado pelos seus partidários pares concelhios, então o PSD tem de se cuidar! Provavelmente e de uma forma inesperadamente mais fácil do que seria previsível, aquela mesa onde os interesses de Valongo têm fervido em lume brando, se não acontecer a tal extinção, passará a ter num futuro mandato, uma rosa com alguns espinhos no centro do arranjo floral. 

 

 

 

 

publicado às 13:56

SERVIÇO PÚBLICO - VALONGO...

Agora são semanais (as reuniões públicas de Câmara) não porque isso tenha alguma coisa a ver com a densidade dos assuntos a tratar - como abaixo pode ser visto - mas porque assim foi decidido por quem pode.

A próxima é amanhã às 10 horas, como habitualmente, no Salão Nobre(!) da Câmara.

Eu tenho uma teoria sobre esta alteração, que já aqui partilhei:

Fernando Melo deixou de poder despachar os assuntos que queria, da maneira que queria, à hora que queria e assessorado por quem queria, no aconchego do seu gabinete e por isso, esta densidade de reuniões mais não significa do que aquela vingançazinha rasteira de quem não tem dimensão política para reagir de outra maneira - "achavam que eu tinha poder a mais? Então tomem lá poder, mas venham cá todas as semanas exercê-lo!".

Vá lá que a hora das mesmas não é assim tão matinal e por razões de interesse pessoal, não se prevê que Fernando Melo a venha a alterar...

A Ordem de Trabalhos:

publicado às 11:51

REGIMENTO DA CÂMARA - PACIÊNCIA (DE MUNÍCIPE) TEM LIMITES!

 

Recorte do Jornal A voz de ermesinde de 30 de Janeiro

 

Tenho andado a evitar - é a primeira vez que o confesso publicamente - escrever sobre este assunto, mas como o título sugere, a paciência dos munícipes - especialmente daqueles mais empenhados que vão aparecendo nas reuniões de Câmara - tem limites porra!

Felizmente, não fui eu o único do lado do público a dar pelo revoltante comportamento da Câmara (maioria e minoria incluídas neste caso) na reunião pública do passado dia 26 de Janeiro.

A minoria que detém o poder, porque ostensivamente e à boa maneira dos "bons velhos tempos de Fernando Melo", se levantou sem sequer avançar com a explicação que eu pretendia obter relativamente à recusa da minha intervenção.

Quanto maioria - que está na oposição (PS e Coragem de Mudar) tenho muita pena do que vou dizer, mas vou dividir a questão em duas partes:

Primeira:

Em relação à prometida alteração do Regimento - que já era um compromisso de há muito, do Partido Socialista, que na altura em que a versão ainda em vigor foi aprovada, até apresentou uma declaração de voto nesse sentido - as "duas desiguais metades" da oposição são tão culpadas como o executivo:

Têm andado a empurrar o problema com a barriga desde o início do actual mandato e a dizer (todos e em quase todas as reuniões onde o assunto vem à baila nas conversas de corredor) que "vai ser dentro de dias"!

Segunda:

Como activista da Coragem de Mudar, como membro da sua Direcção, como cidadão e como alfenense - porque era sobre Alfena que eu pretendia questionar a Câmara - não quero nem devo deixar de tornar claro, desta forma frontal, de peito aberto e de olhos nos olhos, que não gostei do comportamento dos meus Vereadores:

Perante a atitude da Câmara, perante o silêncio - desinteressado ou cúmplice - dos Vereadores do PS, eles deveriam pura e simplesmente avocar o assunto, impedindo a fim da reunião de Câmara daquela maneira ofensiva e exigir, não o meu direito a intervir, mas sim um compromisso claro - com agendamento marcado - para discutir o Regimento, nomeadamente o seu art.º 12º. que se refere às intervenções do público.

(Já agora, avanço, que ao contrário do que parece ser consensual entre os 9 vereadores, se todas as reuniões são públicas, em todas elas deverá existir o direito de o público intervir, segundo regras a definir).

Ficaram porém em silêncio, permitindo que um dos seus fosse desrespeitado, o que não fica bem a ninguém.

Ainda bem que a Comunicação Social estava atenta, registou este lamentável episódio e o viu tal e qual como eu o vi. E porque o viu e o comentou, eu não podia desta vez, deixar de falar no que me desgostou - embora queira deixar claro, que isso em nada vai alterar a minha atitude em relação ao projecto que abracei com a Coragem de Mudar!

 

 

 

publicado às 19:04

CÂMARA DE VALONGO A CUMPRIR A... LEI? - ESTA TEVE PIADA...

O nosso hiperactivo vice presidente da Câmara de Valongo, volta a dar entrevistas sobre a excepção ao PDM e sobre o caso Jerónimo Martins.

Ontem, foi ao JN a à Jornalista Dora Mota, de onde roubei o recorte ao lado.

Mau presságio, este seu regresso à "vaca fria" - das excepções ao PDM...

Admiro-lhe a persistência, mas critico-lhe a "falta de decoro" e a forma ligeira e pouco respeitadora da inteligência alheia como aborda este assunto.

Obviamente que ele sabe - e descanse que desta vez não vou falar da mega vigarice à volta do negócio dos terrenos - que não está a "ajudar como a lei permite" coisa nenhuma, porque a lei não permite (acho que é o Código de Estrada) que "os carros andem à frente dos bois"!

Eu explico melhor para que possa perceber:

A excepção ao PDM foi aprovada - com 2 votos a favor e 7 abstenções(!) em 2007, creio.

O "carro" deveria ter ficado portanto estacionado e os "bois" em repouso, até que se procedesse à consulta pública - como foi feito há pouco!

Não foi isso que a Câmara fez! À revelia da lei, assistiu - sem autos de contra-ordenação, sem aplicação de coimas que até ajudariam na difícil situação financeira que vive - à profunda e se calhar irreversível, do perfil daqueles terrenos e ao avanço do denominado "novo aeroporto internacional de Alfena"!

Se isto é "ajudar como a Lei nos permite" eu vou ali e já volto!

Mas disse mais o Dr. João Paulo Baltazar,  que costuma avisar - ou pedir, que ainda não percebi muito bem - a quem escreve sobre ele, para não o misturarem com questões de corrupção e mais isto e mais aquilo, que (...) "serão criados à volta de 500 postos de trabalho, embora numa primeira fase, cerca de metade sejam deslocalizações" (...).

Linguagem redonda de político que traduzida para alfenense comum, significa o mesmo tipo de atitude que foi adoptada pelo novo Hospital Privado de Alfena, assunto ao qual e a propósito do seu quadro de pessoal, havemos de voltar um dia destes.

Ficamos então combinados, Dr. João Paulo:

O Sr. não volta a invocar o cumprimento da lei e eu não o misturarei com coisa nenhuma, nem com corrupção, nem com favorecimento de amigos nem com pouca luz à volta dos negócios da autarquia...

 

 

 

 

publicado às 12:38

JERÓNIMO MARTINS / PINGO DOCE - SOLIDARIEDADE E PEDAGOGIA...

 

Ler notícia completa AQUI:

 

O Pingo Doce - o do anúncio "sabe bem pagar tão pouco" - pertence ao grupo patriótico da Jerónimo Martins, aquele que transferiu a sua sede para a Holanda por razões obviamente patrióticas.

Sim porque o facto de Portugal ter grupos económicos sólidos - como a EDP/China, a REN/idem, a Jerónimo Martins/Holanda, só pode contribuir para aumentar a autoestima dos portugueses e fazer com que - habituados como estamos a "dar o litro" para nos virarmos na vida, passemos a dar o "litro e meio" para benefício dos tais grupos patrióticos.

Mas o Pingo Doce é um case study (também) por outras razões: 

Sabendo que os nossos Tribunais estão subocupados, que há Juízes, advogados e funcionários de braços cruzados sem terem nada para fazer e em risco de perderem o emprego - os portugueses de repente resolveram começar a portar-se bem, os políticos resolveram deixar de sujar as mãos, os mega processos como "face oculta", "operação furacão" e outros, foram todos felizmente solucionados a contento dos principais interessados - resolveu contribuir, modestamente é certo, mas é sempre um começo, com queixas deste género, sobre pequenos furtos praticados por sem abrigo. 

Claro que a resolução destes processos fica cara ao País, mas resolve dois problemas: evita os despedimentos na área da Justiça, e introduz na sociedade uma nova forma de pedagogia relativa aos crimes de "colarinho sujo": Onde á que já se viu um sem abrigo ter o desplante de roubar um champô? Para quê, para gastar água ao País, quando todos sabemos que esta é um bem cada vez mais escasso? E também um polvo? Alguém faz ideia da enormidade de energia que se consome a cozinhar aquele bicharoco tentacular? Sim, porque não estamos a ver o sem abrigo a comê-lo cru!

Para quem leu a desenvolvida entrevista hoje publicada no JN, concedida pelo vice da Câmara de Valongo sobre o bom que seria termos aqui em Alfena o "céu" que nos promete Jerónimo Martins, estes exemplos de cidadania só podem incentivar-nos ainda mais - sobretudo pelos postos de trabalho que seriam transferidos de outros lados para aqui (Vila do Conde por exemplo) porque no que toca a alfenenses, vai ser mais ou menos como no Hospital privado de Alfena.

Portanto, um conselho aos sem abrigo que por cá (também) temos: banho, só nas águas do Leça e sem champô e polvo, nem pensem! Na plataforma que não vai ser construída, não teriam hipótese, porque iria estar guardada 24x24 horas por tropa privada de elite intensamente treinada no País das tulipas. Latagões de compleição robusta e avantajada - que aquelas vacas que vemos nos filmes, pastando na imensidão dos seus campos, produzem um tipo de leite especialmente nutritivo e em quantidades tão abundantes, que até permitem ao Pingo Doce vendê-lo a cerca de metade do custo do nosso! A ASAE que o diga...

publicado às 23:24

ENTRE UNS E OUTROS, DEVEMOS METER A... COLHER!

Volto ainda à "vaca fria", que é como quem diz, retomo o desagradável assunto da greve dos Vereadores do PS na Câmara e Valongo, para responder a um comentário no Facebook do meu amigo, José Carlos Gomes,  por sinal, muito longe de ser um devoto do Partido da Rosa, mas que mesmo assim acha que eu estou a "bater" demais apenas numa das metades dos culpados. 

E acha o meu amigo muito bem! É que independentemente das razões por eles invocadas - as atitudes internamente assumidas pelo seu líder distrital - os respeitáveis representantes de uma parte da oposição na Câmara de Valongo, colocaram-se naquela posição caricata e muito glosada pelos humoristas e cartoonistas, daquelas esposas que se revoltam contra um certo tipo de maridos machistas, que acham que lá em casa homem que é homem não tem que que mexer uma palha nas tarefas domésticas.

Para tentarem alterar a correlação de forças e muitas vezes já em desespero de causa, algumas resolvem então, fazer greve "àquele tipo de interecção que a gente sabe" - "ou mudas a tua maneira de ser, ou então não há nada p'ra ninguém!".

Ora mal comparado, os "maridos" aqui, são os eleitores e esses, não erraram, não cometeram nenhuma atitude menos correcta - a não ser talvez aquele erro já algo distante de terem votado neles - e por isso também não têm motivos para mudar a sua maneira de ser!

Chegado a este ponto, convém talvez recordar que a situação porque eventualmente os três Vereadores estarão a passar internamente, me traz à memória aquela outra muito semelhante, anterior às últimas eleições, em que eles fizeram - ou alinharam com quem fez - o mesmo à sua primeira Vereadora, a Dr.ª Maria José Azevedo.

Portanto, se entre os três existe algum que se ache com o direito natural a ser candidato a presidente de Câmara, temos pena. Como diz o Povo, "cá se fazem cá se pagam!"

Não costumo comentar o que se passa no interior dos Partidos - principalmente, porque já há muito que resolvi deixar de os considerar os (únicos) baluartes da Democracia - mas se por analogia, comparar qualquer um deles - no caso concreto, o PS -  a uma grande família desavinda onde a assertividade por vezes se torna difícil, vir para a rua lavar a roupa que se vai sujando, não é muito boa ideia nem a melhor estratégia para quem tenta ascender ao lugar de figura dominante. Penso eu de que...  

publicado às 13:34

GEORGE ORWELL EXPLICARIA...

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS - GEORGE ORWEL

“Lembro-vos também de que na luta contra o Homem não devemos ser como ele. Mesmo quando o tenhais derrotado, evitai-lhe os vícios. Animal nenhum deve morar em casas, nem dormir em camas, nem usar roupas, nem beber álcool, nem fumar, nem tocar em dinheiro, nem comerciar. Todos os hábitos do Homem são maus. E, principalmente, jamais um animal deverá tiranizar outros animais. Fortes ou fracos, espertos ou simplórios, somos todos irmãos. Todos os animais são iguais.”

 

Era assim que começava a conhecida fábula que George Orwell escreveu em 1944, mas que por razões de estratégia política das editoras que não queriam ofender Stalin – então aliado da Inglaterra na guerra contra a Alemanha - só conseguiu ver publicada e transformada em enorme sucesso em 1945 e da qual pode ser lido um interessante resumo AQUI.

Uma estranha associação de ideias remete-me para o curioso episódio da “greve” do passado dia 2 de Fevereiro, dos Vereadores do PS na Câmara de Valongo, pelos vistos em luta contra um estado de coisas em que eles próprios já foram protagonistas e tiranos.

Se George Orwell ainda vivesse, poderia explicar aos três grevistas com todos os detalhes – como quem explica aos miúdos da primária – que nada como um poleiro para transformar seres iguais em seres dominadores, democratas em ditadores, pacifistas em tiranos e que por isso, é que na simples tentativa de o conquistar os lutadores consomem tantas das suas energias.

Essa ideia inquinada desde o início, de tomar o poder, em vez de o tentar obter através do comportamento exemplar, da obra feita, da postura política e humana irrepreensível, esperando e acreditando que os seus detentores – os donos dos votos - o atribuam aos melhores de entre os iguais em direitos naturais, é que tem conduzido os Partidos, ainda considerados por muitos, mas cada vez menos, como baluartes da Democracia, a este preocupante descrédito.

O nosso Povo tem um ditado que também se pode adequar a este lamentável episódio da “greve” contra os eleitores – sim, porque é esse o significado daquela estranha ausência:

“Cá se fazem cá se pagam” ou ainda “quem com ferros mata, com ferros morre”.

 

 

publicado às 16:00

PS-VALONGO EM GREVE - DE QUÊ MESMO?

RECORTE DO JN (MARTA NEVES) de hoje


Está finalmente esclarecido o misterioso eclipse dos 3 vereadores do Partido Socialista na Câmara de Valongo - afinal estavam em "greve", coisa que eu ingenuamente pensava ser um direito reservado apenas aos trabalhadores!

Havia já quem colocasse a hipótese de rapto, com eventual pedido de resgate - esta gente do mundo do crime não se actualiza, não acompanha as mudanças políticas que vão ocorrendo e podiam muito bem pensar que era (ainda) Sócrates o dono do baú de onde sairia o "papel" para pagar o resgate.

Porém outros, estes bem mais próximos da verdade que agora se conhece, desde início levantaram a hipótese de os três terem apenas tropeçado na inconveniente notícia de uma candidatura inconveniente - para eles, obviamente...

Certamente que os valonguenses - muitos dos quais, seguramente nem militantes do PS são - quando lhes deram o seu voto para serem representados na Câmara e ao mesmo tempo impedirem Fernando Melo de continuar a fazer o que muito bem lhe apetecia, vão saber tirar consequências políticas deste acto indesculpável!

Se pretendiam (apenas) espatifar o 'canteiro da rosa' ou mostrar um cartão amarelo a alguém, deveriam ter escolhido outra forma mais responsável para o fazer, que não esta!

Na quinta feira, o seu voto não foi respeitado e graças a isso - felizmente sem consequências - Fernando Melo teve direito ao seu momento de glória: uma reunião com a maioria absoluta que o Povo não quis que tivesse. 

publicado às 22:02

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