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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

VALONGO - SERVIÇO PÚBLICO

No local habitual, à hora habitual e também no sítio habitual - salão (que já foi) nobre da Câmara, terá lugar amanhã mais uma reunião pública, agora -  salvo raras excepções -  com periodicidade semanal.

Não tem sido famoso o nível de presenças por parte do público nestas reuniões, o que não deixa de representar um factor negativo, sobretudo numa altura em que se anda às voltas com fusões de autarquias - por enquanto apenas ao nível de freguesias - e só acrescenta argumentos a quem de régua e esquadro pretende refazer o País que temos.

Sabemos que as coisas foram preparadas por Fernando Melo ao longo dos últimos anos, sobretudo através da famosa "lei da rolha", no sentido de afastar progressivamente a incómoda presença dos valonguenses destas reuniões, mas dado o actual estado de coisas, vai sendo tempo de revermos as nossas prioridades e passarmos a ser mais participativos.

 

Segue-se a Ordem do Dia:

publicado às 14:27

O "REINADO" DE FERNANDO MELO - #2

Nota comum à resenha histórica iniciada em 6 de Março:

Esta série de episódios genericamente intitulados "o reinado de Fernando Melo", são o meu contributo para ajudar Sua Excelência a acelerar a velocidade de processamento dos seus pensamentos (na última reunião de Câmara ele prometeu aos Vereadores da Coragem de Mudar que o convidaram a deixar com dignidade, o cargo que já não gosta de exercer, que "ia pensar no assunto") e baseiam-se numa recolha perfeitamente aleatória feita na Internet, sobre a corrupção e comportamentos conexos em Valongo.

Limitar-me-ei a reproduzir os referidos conteúdos, sem acrescentar - por desnecessários - quaisquer comentários.


REVISITANDO A HISTÓRIA DA CORRUPÇÃO EM VALONGO - "TAKE TWO"

 

PS defende que presidente Fernando Melo deve ser "julgado pelo crime de irresponsabilidade financeira"

© 2011 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A.

20 Out, 2011, 18:06

 

O presidente da concelhia de Valongo do PS, José Manuel Ribeiro, afirmou hoje que o presidente da Câmara, Fernando Melo, tem que ser "julgado pelo crime de irresponsabilidade financeira" e "má gestão de dinheiros públicos".

 

 

Em comunicado enviado à Lusa, o líder da concelhia acusa o autarca social-democrata, na presidência da Câmara desde 1993, de ser o responsável pelo facto da autarquia "estar na falência, com uma dívida global de 71 milhões de euros".

Os vereadores do PS na Câmara de Valongo acusaram hoje Fernando Melo de ser o responsável pela falência da autarquia, em reunião do executivo, onde viabilizaram o Plano de Saneamento Financeiro.

José Manuel Ribeiro refere que, desde 2010, que a Câmara deve a fornecedores e empreiteiros um montante já faturado de 25 milhões de euros, a que acresce um montante de seis milhões de compromissos ainda não faturados, mas que também constituem dívida.

O PS/Valongo salienta também que, "como o Governo faz de conta que não vê o que está à vista de todos, numa situação tipo Região Autónoma da Madeira, a autarquia decidiu avançar pelo caminho alternativo do saneamento financeiro", que os eleitos socialistas decidiram viabilizar por entenderem que "deveriam colocar em primeiro lugar os interesses de Valongo e das suas gentes".

Com a viabilização do documento, acrescenta, o PS decidiu "contribuir mais uma vez para a solução e não para o problema", mas "continua a exigir uma mudança radical na cultura de gestão da autarquia".

Para o PS/Valongo, Fernando Melo é um "autarca fora do prazo de validade e que deixará uma marca inconfundível da sua passagem" pelo concelho, "a de ter levado Valongo à falência enquanto município e não ser penalizado pela justiça portuguesa".

JAP.

publicado às 13:02

O "REINADO" DE FERNANDO MELO - #1

Nota comum à resenha histórica a que hoje dou início:

Esta série de episódios genericamente intitulados "o reinado de Fernando Melo", são o meu contributo para ajudar Sua Excelência a acelerar a velocidade de processamento dos seus pensamentos (na última reunião de Câmara ele prometeu aos Vereadores da Coragem de Mudar que o convidaram a deixar com dignidade, o cargo que já não gosta de exercer, que "ia pensar no assunto") e baseiam-se numa recolha perfeitamente aleatória feita na Internet, sobre a corrupção e comportamentos conexos em Valongo.

Limitar-me-ei a reproduzir os referidos conteúdos, sem acrescentar - por desnecessários - quaisquer comentários.


 

 REVISITANDO A HISTÓRIA DA CORRUPÇÃO EM VALONGO - "TAKE ONE"

 

 Há pelo menos três anos que é desconhecido o paradeiro de uma certidão emitida pelo Tribunal de Valongo, por ordem do procurador-geral adjunto no Tribunal da Relação do Porto, que visava a abertura de um inquérito criminal ao presidente da Câmara de Valongo, Fernando Melo, por eventuais crimes de corrupção. Apesar da insistência do Ministério Público, o documento nunca apareceu - nem no Tribunal de Valongo, nem na Relaçã, nem no Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto (DIAP). A responsável por este departamento concluiu que a certidão não existe em lado nenhum e, por causa disso, ficou inviabilizada a abertura do inquérito para apuramento de eventuais responsabilidades criminais do autarca em negócios ou favores.

Há um mistério em torno do paradeiro da referida certidão, mandada extrair de um recurso penal pelo Ministério Público. O recurso para o Tribunal da Relação do Porto foi interposto pelo anterior vice-presidente da Câmara de Valongo, Eduardo Madeira, que haveria de ser condenado por difamação a Fernando Melo.

O então número dois do autarca de Valongo levantou fortes suspeitas à gestão pública e fê-lo, inclusive, em reuniões de Câmara, em que chegou a exibir documentos manuscritos, subscritos alegadamente por Melo, em que são pedidos favores para determinados empreiteiros. Fernando Melo não gostou das acusações e interpôs uma acção judicial por difamação contra Madeira, em 9 de Março de 2001. A 21 de Março de 2002, cerca de um ano depois, foi deduzida a acusação contra o "vice" da Câmara de Valongo, e nos finais desse ano o Tribunal de Valongo condenou-o a pagar uma multa de mil euros e 3500 de indemnização.

Madureira recorreu da sentença para a Relação do Porto, mas os juízes desembargadores mantiveram a condenação, sob o voto vencido de um juiz. Porém, o recurso não se ficou por aqui. Um magistrado do Ministério Público encontrou no recurso matéria susceptível de averiguação criminal e mandou extrair uma certidão com vista ao inquérito criminal.

Responsabilidade criminal

Há cerca de três anos, em 3 de Março de 2003, deu entrada no Tribunal de Valongo a ordem do procurador-geral adjunto junto do Tribunal da Relação do Porto para que fossem extraídas as certidões de peças processuais para investigação, com o objectivo de apurar eventual responsabilidade criminal de Fernando Melo em negócios ou favores ligados à gestão pública da autarquia.

Como o processo baixou ao Tribunal de Valongo (1ª instância) para transcrição de depoimentos no julgamento, não foi possível a extracção de certidões. Preocupado, o procurador insistiu em 7 de Abril de 2003, pedindo que o Tribunal de Valongo extraísse as certidões necessárias para dar andamento ao inquérito.

Este tribunal respondeu e emitiu uma certidão avulsa (ofício 515528 de 11.04.2003), enviando-a para a 1ª Secção do Tribunal da Relação do Porto, conforme consta no processo. Como a certidão mandada extrair pelo Ministério Público (duas vezes) nunca terá chegado ao Tribunal da Relação do Porto, o inquérito nunca aconteceu. Os anos passaram-se e nunca mais houve inquérito, nem diligências, mas o paradeiro misterioso da certidão continuou a incomodar alguns magistrados. Entretanto, está a decorrer um julgamento cível em que Fernando Melo acusa jornalistas do JN e de outros jornais de terem "patrocinado" a causa de Madeira. Para apurar a a verdade, o juiz deste processo, cuja sentença será lida dentro de algum tempo, voltou à carga e pediu à Procuradoria-Geral Distrital do Porto informações sobre o andamento do inquérito, mas descobriu que, afinal, não há inquérito nenhum!

Em Dezembro do ano passado, foi a vez da Procuradoria-Geral Distrital do Porto pedir esclarecimentos ao DIAP, mas o Departamento de Investigação e Acção Penal do Porto respondeu, no passado dia 15 de Janeiro, que o destino da certidão extraída do recurso penal 1320/03 da 1ª Secção do Tribunal da Relação do Porto não existe em lado nenhum.

A responsável pelo DIAP informa que, contactada a 1ª secção do Tribunal da Relação do Porto, apurou-se que, apesar das diligências efectuadas, nunca foi possível localizá-la; por este departamento também "nunca deu entrada, nem foi registado, qualquer inquérito" para apurar dos factos daquela certidão. O DIAP alega que, a ser registada, seria pela comarca de Valongo. Porém, contactados os serviços de Valongo, não há registo de tal inquérito por aquela comarca. Ou seja, a certidão perdeu-se e, por isso, o inquérito não pode existir.

Quando o JN requereu, ontem, ao juiz do Tribunal de Valongo a consulta do processo, que se encontra disponível, alguns funcionários judiciais não estranharam o pedido. Pela simples razão de que este processo tem sido ultimamente alvo de muita curiosidade e até de algumas histórias curiosas. Na memória está, por exemplo, o dia em que o Ministério Público junto do Tribunal de Valongo pediu a "confiança do processo", sendo autorizado pelo juiz, em 18 de Maio de 2004. O procurador de Valongo fez seguir o processo para a Procuradoria-Geral Distrital. O processo foi levantado e transportado de automóvel para o Procuradoria-Geral Distrital. O processo esteve no Porto até ao dia 24 de Maio do mesmo ano e regressou pelo mesmo método. "Foi um funcionário judicial que chegou aqui sozinho e entregou os vários volumes do processo", confirmaram funcionários ao JN.


publicado às 20:42

ALFENA - SERVIÇO PÚBLICO...

Não seja por falta de informação - que quanto a assuntos é a situação habitual - que os alfenenses deixem de participar nas reuniões da sua Junta de Freguesia. É que com tanta vontade de as extinguir, um dia destes, até este nível de participação na vida cívica do burgo vai servir de argumento às "Relvas daninhas" que ameaçam com a desertificação do País em termos de poder local de proximidade!

 

publicado às 20:31

ESTE É UM POST IMBECIL, SOBRE UM ASSUNTO IMBECIL...

 Não era para escrever sobre o tema que se segue e que tem a ver com a última reunião de Câmara na passada quinta feira. Sobretudo, não era para o fazer antes de tentar chegar à fala com o Presidente da Câmara sobre o assunto (troquei com ele em tom perfeitamente urbano (apenas) algumas palavras no final da reunião, poucas mas suficientes para perceber, que nem todas mas seguramente a maior parte das atitudes erradas que toma, resultam sobretudo de decisões dos maus conselheiros de que se rodeia.

 

Deu para perceber, que alguém em nome dele tomou uma determinada decisão e só depois lha "explicou" - obviamente de forma errada, imprecisa e de tal forma difusa, que o induziu a cometer uma enorme gafe em público.

Tendo aguardado até ao final desta terça feira a disponibilidade do Dr. Fernando Melo para falar comigo sobre o assunto, não obtive até agora da parte da sua Secretária com quem falei e que obviamente me garantiu que lhe daria conhecimento da minha recíproca disponibilidade, qualquer resposta. Passemos por isso ao assunto:

 

No final das intervenções do Público - a minha foi a última - e já depois de me ter sido dada a resposta como (quase) sempre, pelo vice presidente, o Dr. Fernando Melo tomou a palavra e dirigindo-se directamente à minha pessoa, saiu-se com esta tirada verdadeiramente surreal e inopinada:

"Quero informar o Sr. Celestino Neves, de que irei processá-lo judicialmente, por me ter chamado vigarista na anterior reunião de Câmara" (!)

 

Claro que já depois de encerrada a reunião, me dirigi à mesa tendo sido possível perceber numa breve e perfeitamente urbana troca de palavras com o Sr. Presidente, que numa primeira fase manteve a afirmação, mas depois, já com a assessoria do seu chefe de gabinete Sr. Rui Marques a "corrigiu", que (afinal) o assunto se relacionava com o(s) conteúdo(s) do meu Blog!

Mas a verdade, é que no ar, perante público (pouco) e jornalistas presentes (alguns), ficou uma afirmação até agora não desmentida: Um cidadão intratável, arroga-se pelos vistos o direito de ir às reuniões de Câmara e chamar - de olhos nos olhos - vigarista ao Dr. Fernando Melo e esse cidadão sou eu(!) 

 

Obviamente não preciso de nenhum desmentido, porque quem me conheça minimamente, sabe que esta atitude não encaixa no meu perfil. Ainda que o pudesse pensar não o diria - e que se saiba, ainda ninguém conseguiu provar que seja possível adivinhar os pensamentos dos outros. Tampouco utilizei alguma vez no meu blog esse tipo de expressão - a não ser que o Dr. Fernando Melo se sinta pessoalmente atingido, quando nos jornais regionais, locais, nacionais, nas televisões, nas rádios, se fala em Valongo como um dos Concelhos onde a corrupção mais tem florescido. Mas a corrupção envolve muita gente, diversos departamentos, empresas municipais e não Fernando Melo de forma específica. Para além do mais, o que eu escrevo no Blog que é público, só o lê quem quer e lá vai dar uma espreitadela. Mas apesar de um blog ser uma espécie de "diário pessoal", se contiver alguma matéria especialmente ofensiva para alguém, é sempre possível seguindo os procedimentos legais, solicitar à respectiva entidade gestora da plataforma, a suspensão do mesmo.


Daí o caricato da situação: O Dr. Fernando Melo - alguém por ele e se calhar sem o informar - anda a pensar em acções judiciais sem se preocupar com o "facto" da palavra "vigarista" atribuída por mim(?) ao presidente da Câmara, algures, num dado momento, não sabemos quando, andar por aí a pairar e a manchar o seu bom nome. Obviamente, e até para preparar a minha "defesa", vou fazer duas coisas e ponderar uma terceira:

1. Vou solicitar uma cópia áudio da gravação da última reunião de Câmara;

2. Solicitar igualmente, cópias certificadas das actas das reuniões de Câmara de 2 e16 de Fevereiro – respectivamente primeira e última reuniões do referido mês;

3. Ponderar a republicação de vários artigos e notícias que ao longo destes últimos anos têm saído em toda a comunicação social e que fui recolhendo de forma perfeitamente aleatória na Net, sobre a corrupção de Valongo, nomeadamente sobre o enriquecimento ilícito, sobre a regra das excepções ao PDM - fiz até uma curiosa compilação sobre este assunto - sobre o financiamento dos Partidos e sobre tudo o mais que de muito mau se tem passado no nosso Concelho nos últimos anos. Será uma espécie de revisitação do passado do Dr. Fernando Melo como autarca de Valongo.

 

Mas claro, que o Dr. Fernando Melo pode sempre surpreender-nos e resolver atender ao desafio lançado pelos Vereadores da Coragem de Mudar, para que - não gostando já de ser presidente - se retire de forma digna e entregue a gestão da coisa pública a quem ainda se sente com energia suficiente para ocupar esse cargo - e dignidade pode passar também por saber reconhecer quando se erra e se acusa sem fundamento.

 

Entretanto, com a certeza já, de que quem aconselhou o Dr. Fernando Melo o aconselhou de facto muito mal, mantenho "canal aberto" para uma explicação da sua parte sobre este lamentável episódio da última reunião de Câmara.

publicado às 19:00

TERRA INSEMINADA...

Sonhei

Com beijos molhados

Roubados

Inesperados

Apressados

Acordei

A chuva caía

Lágrimas de alegria

Na terra que fremia

Enquanto as bebia

Inspirei

Da janela escancarada

A volúpia indisfarçada

Da terra molhada

Fecundada

Rejubilei

Este inverno esquecido

De verão travestido

Soltou desinibido

O seu sémen contido

Acreditei

E cavando

As mãos sujando

A terra afagando

Inseminando

Plantei

 

(Escrito no dia 3 de Fevereiro, um Sábado, bafejado com esta chuva tão desejada e tão atrasada)

publicado às 22:45

SE O PAÍS É UM ENORME CIRCO, FAZEM TODO O SENTIDO AS "PALHAÇADAS"!

As palavras que dão título à entrevista publicada no Expresso online de hoje, não foram proferidas por nenhum porta voz do PCP, do PS ou do BE, não senhor. 

E o termo "palhaçada" - classificando uma atitude -  também não é dirigido ao porteiro ou ao segurança do nº. 9 da Rua de S. Caetano.

Quem as proferiu, foi um ilustre e respeitado social-democrata que já foi presidente da Câmara de Cascais, António Capucho, numa entrevista concedida à Antena 1.

E quem supôs que fossem dirigidas ao número um do governo, Passos Coelho, não acertou mas andou bem próximo porque o "palhaço" é neste caso o número dois Miguel Relvas!

É uma entrevista arrasadora sobre as tropelias daquele que já tem sido apelidado por muitos - alguns bem próximos até - como um "elefante numa loja de porcelanas" em momentos cruciais da governação, sendo que no caso presente, António Capucho se refere à proposta de Lei 44/XII aprovada na generalidade na Assembleia da República.

Vale a pena ler na íntegra o texto que reproduzo com a devida vénia ao Jornal Expresso e à Antena 1:


publicado às 21:56

E O PREMIADO É...

Não é o facto considerar o Jornal Verdadeiro Olhar um Jornal sério, plural e cuidadoso relativamente aos seus critérios editoriais e muito menos, o facto de desde há algum tempo ter vindo a colaborar na sua secção Opinião (Olhar (Im)parcial), que me inibe de manifestar a minha crítica relativamente à distinção a que se refere o recorte que publico a seguir.

Desta vez e apenas no que a Alfena e a Rogério Palhau diz respeito, o Verdadeiro Olhar esteve mal. E julgo que isso só aconteceu, por ter posto um menor cuidado na investigação do perfil do premiado.

Vejamos:

1. A elevação de Alfena a cidade, foi proposta pelo Partido Socialista e numa primeira fase - porque não se acreditava que ela viesse a acontecer, foi glosada até à exaustão pelos Unidos por Alfena - que aliás, votaram quase todos contra na Assembleia Municipal realizada em Alfena, pelo Deputado e líder concelhio do PS José Manuel Ribeiro.

2) Só quando inesperadamente o "inacreditável" aconteceu, é que os UpA entraram rapidamente no comboio e se colaram ao júbilo do burgo.

3) Se por dinâmica cultural se entende a actividade do movimento associativo, que em Alfena tem razoável expressão, então estaremos a embarcar na mesma confusão dos UpA, que em todas as reuniões de Junta, apresentam sempre uma descrição detalhada das múltiplas iniciativas culturais dos... outros! E pedir meças a Valongo, também não seria um feito assim tão assinalável.

4) Quanto à aparente "voz incómoda" nas Assembleias Municipais, ela só começou a manifestar-se verdadeiramente, a partir do momento em que o Dr. Arnaldo Soares começou a não ser capaz de cumprir a tarefa com que foi "plantado" na Câmara. A partir desse momento e não se concretizando as mordomias a que Alfena se julgava com direito natural, Rogério Palhau passou a reivindicar, a reclamar, a criticar a emitir comunicados contra a Câmara que lhe garantiu a maioria absoluta - ao obrigar os militantes do PSD local a desistirem de uma candidatura e a retirarem inclusive, os cartazes já afixados!

Com ele, nada é genuíno, tudo tem algo escondido e este posicionamento crítico que o VO refere, é meramente estratégico.

5) Mas a cereja no topo do bolo desta "distinção", é premiar um homem que não reconhece aos seus fregueses o direito a uma Administração aberta, que os obriga a registarem-se no site da Junta (nome, nº. do BI, nº. de eleitor, e-mail, telefone de contacto e... chegaram mesmo a pensar também no nome do cão, do gato e do periquito) para poderem aceder a uma simples acta.

Mas claro que o VO tem todo o direito a distinguir quem quer e não existe na Lei nenhum critério de avaliação que tenha de seguir obrigatoriamente.


 

PS: No vórtice da vida agitada que às vezes levamos, há assuntos que nos escapam e este foi um deles. Daí apenas agora o estar a abordar, quando o imerecido prémio já foi seguramente esquecido pelo premiado...

publicado às 21:03

TALVEZ A IGREJA CATÓLICA AINDA TENHA FUTURO - COM HOMENS DESTES...

D. JANUÁRIO TORGAL FERREIRA: “Tenho vergonha do meu País”

O bispo das Forças Armadas acusa o governo de falta de sensibilidade e de incompetência diante da multidão de pessoas que já foram desapossadas da sua dignidade e do respeito por elas próprias. E diz que não quer ser cúmplice.

Numa entrevista ao jornalista Manuel Vilas Boas, da TSF, o bispo, diz não querer ser cúmplice com “esta multidão de pessoas que já foram desapossadas da sua dignidade, do respeito por elas próprias”, elogia a esquerda e acusa o governo de falta de sensibilidade e de incompetência.

E afirma que hoje em dia, uma pessoa que toca em aspectos sociais é alguém que é de esquerda. “Mas então honra seja feita à esquerda”, afirma, apontando que há muitos comunistas que são mais católicos que muitos católicos”. E questiona: “porque é que só em momentos eleitorais se vai para as feiras? Se vai para os banhos de multidão e se dá beijinhos em gente mais simples?”


Não está ainda tudo perdido, enquanto existirem Homens como D. Januário, Bispo das Forças Armadas, D. Manuel Martins, antigo Bispo de Setúbal e mais uns quantos Homens com H Grande, com voz no seio da Igreja Católica portuguesa.

De facto, a Igreja dos pobres, dos desfavorecidos, dos despojados de quase tudo e agora até da própria dignidade como seres humanos, é a única herdeira dos valores, que nos diz a história, eram defendidos por Cristo.

A Igreja da opulência, da corrupção, do alinhamento com os homens pequenos da pequena política, essa enveredou desde há muito por um comportamento autofágico que a não conseguir reverter, a fará caminhar a passos largos rumo à vala comum da qual a história nada contará daqui a umas quantas dezenas de anos.

Pureza de princípios, voz descomprometida capaz de proferir as verdades mais incómodas, é o único caminho de salvação possível para a nova Igreja de Cristo. Não nos esqueçamos que ele próprio escolheu ser homem entre os mais humildes e viver as suas próprias dificuldades - mas nunca de forma passiva ou subserviente!

Portugal é inegavelmente um País de maioria católica e por isso tem necessidade como do pão para a boca, do contributo desta nova Igreja e que da sua linha sucessória livre de pecado - em termos de princípios - se destaquem muitos Homens como estes, que com a sua legítima e bem-vinda voz influente, sigam o exemplo do Mestre e ajudem a correr com os "vendilhões do templo".

 

publicado às 23:57

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