UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO.
UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.
UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO.
UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.
Porque pode dar-se o caso de, ao contrário do que é habitual, os valonguenses se estarem a preparar para comparecer em força na reunião pública de Câmara de amanhã, por favor NÃO O FAÇAM!
Não, não foi decretada nenhuma situação de quarentena, não existe nenhuma infestação de qualquer espécie nem nenhuma emergência do género.
O que acontece - e contra isso nada pode ser feito - é que simplesmente, não há assuntos relevantes para discutir, nem decisões importantes para tomar, pelo que obviamente, NÃO HÁ REUNIÃO DE CÂMARA!
Segundo foi noticiado hoje profusamente pela imprensa portuguesa, um dos netos do Rei de Espanha - Felipe Juan Froilán Marichalar Borbón, de 13 anos deu - um tiro num dos pés durante um exercício de tiro ao alvo numa das propriedades da família.
Obviamente que se trata de um caso de negligência lamentável, não do miúdo, mas sim do pai que o acompanhava.
Entretanto, parece que Cavaco Silva (ver AQUI) já telefonou ao Rei para lamentar o sucedido e dizer-lhe que sabe muito bem como dói uma situação dessas.
De facto e como todos sabemos, Cavaco Silva tem sido perfeitamente azarado neste tipo de situações.
Também Fernando Horácio, presidente da Câmara de Valongo, que há pouco tempo atrás foi vítima de um acidente deste tipo quando brincava distraidamente com uma "arma de fogo" enquanto concedia aquela célebre entrevista à Jornalista Dora Mota do JN - a mesma em que dizia que já não gostava de ser presidente e em que apresentava sugestões para a fusão de freguesias em Valongo, assunto sobre o qual escrevi AQUI - já telefonou a sua majestade, para lhe dizer quanto lamenta o sucedido com o seu neto e também para lhe dar alguns conselhos sobre o tratamento adequado para uma cura lenta mas eficaz. Como é sabido, sua excelência é médico e ninguém melhor do que ele - por formação e saber de experiência feito - para dar este tipo de conselhos.
Fernando Horácio depois desse lamentável e doloroso acidente tem estado quase ininterruptamente de "baixa médica" e só esporadicamente faz uma ou outra escapadinha até ao edifício da Câmara, mesmo assim contra as rigorosas restrições médicas que lhe foram impostas por... ele próprio.
As melhoras - lentas que sejam, mas definitivas - caro presidente!
É assim que tem andado Fernando Horácio, o presidente que já não gosta de o ser, de uma Câmara que ajudou a destruir - financeiramente falando, se assim posso dizer.
Também todos já nos apercebemos de que a falta que ele faz para compor o ramalhete da "comissão liquidatária" que se reúne semanalmente para decidir coisa nenhuma - digna de relevo pelo menos - é idêntica à falta que faz uma viola num enterro.
Por isso, até é desejável que continue a não gostar de ser presidente a privilegiar-nos com a sua agradável ausência: pelo menos não corro o risco de que me arremesse de repente com uma nova acusação que lhe ocorra no momento, quem sabe, "de lhe ter chamado bebedor compulsivo de água do Luso na reunião anterior". Essa sim, seria uma ofensa digna de ser levada ao Ministério Público e até tremo só de pensar que possa vir a acontecer!
Só que depois de eu ter descoberto que ele me lê os pensamentos, já não caio noutra: a partir da acusação que me fez na reunião de 1 de Março - de lhe ter chamado vigarista na reunião anterior - passo o tempo a pensar no almoço que a minha cara metade me terá preparado quando chegar a casa no final da reunião. É uma forma de enganar a mente libertando-a de maus pensamentos que possam ser adivinhados pelo senhor doutor, que pelos vistos tem o dom da adivinhação criativa.
Este estado de abstracção em relação aos trabalhos da "comissão liquidatária" só tem um inconveniente: provoca-me uma salivação excessiva e um desagradável roncar na zona abdominal que me obriga a tossicar esporadicamente para disfarçar.
Mas por outro lado - não que eu tenha grande coisa a ver com isso e mesmo que tivesse ninguém mo diria - não se dará o caso de sua excelência andar a tratar daquela ideia peregrina da junção de freguesias do nosso Concelho, que lhe ocorreu soltar na entrevista concedida ao JN?
Ou pensando melhor, talvez a preparar um regresso ao passado que já tivemos:
("O concelho foi criado em 1836, por desmembramento do concelho da Maia e após ter sido transferida a Câmara Municipal, que estava em Alfena naquela que é hoje a zona antiga da cidade de Alfena. Localidade muito importante para os Romanos,que aqui estabeleceram minas de extracção de ouro. Aqui chegaram muitos escravos trabalhadores,que depois de libertos se misturaram ao povo local. Vallis Longus chamava-se esta zona. Hoje constitui o parque natural de Valongo - http://pt.wikipedia.org/wiki/Valongo).
Sempre seria uma forma habilidosa de enterrar em terras da Maia a astronómica divida que "amealhou" ao longo dos seus mandatos sucessivos, tendo em conta que no Concelho vizinho, os terrenos têm uma consistência menos xistosa, logo mais fáceis de escavar para abrir um buraco suficientemente grande capaz de esconder o regabofe.
Claro que com isso ganharia ao mesmo tempo a gratidão do amigo Relvas, ultimamente tão desamparado no seio do governo na sua "patriótica" causa de aniquilar freguesias, para poupar migalhas, mantendo intocáveis os verdadeiros comedores de Orçamentos: as Câmaras, o poder central, as Fundações, os Institutos Públicos, as Agências mais diversas e teria além do mais, a vantagem da distinção que sempre é concedida aos pioneiros:
Erguer-lhe-iam talvez uma estátua ao lado da de Gonçalo Mendes da Maia, por ser o primeiro a iniciar a agregação de dois Municípios...
Volto uma vez mais ao velho problema da democracia directa versus democracia discreta - esta é a definição mais apropriada para a discussão recorrente em Valongo mas também aqui em Alfena.
Sempre que qualquer cidadão se atreve a tentar ir um pouco além da peia com que os democratas representativos, vão tentando conter aproximações mais ousadas à forma mais genuína do exercício do poder, lá vêm as definições à baila!
Não raras vezes já ouvi da parte de vários democratas – alguns considerados por mim acima de qualquer suspeita – que a democracia representativa é uma espécie de Alfa e Ómega do exercício do poder. Obviamente, o alfabeto grego tem mais letras.
Frases do género “quer ter direito a falar, explanar (demasiado) as suas críticas, desenvolver (demasiado) as suas sugestões,? Então candidate-se faça-se eleger e depois pode falar à vontade” – o (demasiado) é meu...
Ora bem, quando vejo alguém representativamente democrata ter o direito absoluto de dizer absolutamente tudo sobre uma questão colocada por uma cidadão - numa reunião pública de Câmara ou numa Assembleia Municipal ou de Freguesia - e depois se lhe nega o direito de pedir sequer uma clarificação da resposta, precisar melhor a pergunta eventualmente mal entendida, protestar contra um comentário ofensivo incluído na referida resposta, ou até mesmo reclamar sobre frases do género “o Sr. é useiro e vezeiro em...”, cortando-se-lhe qualquer veleidade de réplica, estamos conversados sobre o tipo de democracia de que falam. Se já tenho dúvidas de que seja democracia de que falam, que não é representativa não tenho nenhumas!
É claro que o grande argumento, a palavra mágica com que nos tentam calar ou mais propriamente entupir a boca, é uma rolha feita de artigos e partes de artigos, onde o grande problema, é terem sido feitos à medida dos democratas representativos e não à dos interesses dos cidadãos representados.
Desculpas como “o Regimento não deve prever o direito de réplica, porque isso faz parte do estilo próprio da condução dos trabalhos por parte do presidente, que pode ou não permitir esse direito”, são no mínimo estranhas, sobretudo quando partem da oposição, mas a verdade é que foram proferidas, já à margem de uma reunião de Câmara em que estas questões regimentais foram suscitadas informalmente.
Como em tudo na vida, também aqui – nos comportamentos face ao exercício do poder por parte daqueles que o detêm – é preciso que todos nos lembremos da frase sobre a “mulher de César”.
Mais ainda, quando de alguma forma, quem redigiu o texto da "lei" teve a possibilidade de fazer diferente, escrever diferente e não deixar ao livre arbítrio daqueles que já sabemos de longa data serem arbitrários, respostas ou abertura à medida do “cliente”.
Por último e tal como já escrevi num artigo anterior, desconfio sempre quando alguém coloca demasiada ênfase na componente "representativa" da definição da democracia que temos e mais ainda, quando me tentam representar demasiado para o meu gosto.
Existem momentos em que, por mais desprendidos e modestos que sejamos relativamente ao trabalho que vamos desenvolvendo, o nosso ego inconfessado - parece que afinal, pequenino ou grande, todos temos um - mesmo a contragosto vem um pouco ao de cima a lembrar-nos que aquilo que fazemos (afinal) vai fazendo mossa - no bom sentido do termo é claro!
O gráfico que reproduzo a seguir representa o contador de visitas deste Blog e Valongo teve hoje (felizmente) bastantes entradas - embora neste recorte isso não seja visível.
Considerando que este tipo de gráficos - que tem mantido ao longo dos últimos tempos alguma estabilidade - é uma espécie de prémio, não apenas para mim, mas também para aqueles que com as suas contribuições e com o seu apoio me têm animado e incentivado a prosseguir, estou mesmo a pensar em transformar este espaço numa espécie de "gabinete de terapia" para ajudar a tratar a insanidade que impera naquela "comissão liquidatária" onde a falta de discernimento por vezes atinge mais gente do que devia e do que muitos imaginam.
Já li o texto deste artigo várias vezes - na diagonal e de várias outras formas, incluindo "à árabe" (da direita para a esquerda) - e não consigo sequer vislumbrar onde é que está estabelecido que os cidadãos que colocam questões à Câmara, o devam fazer de pé.
Confesso que não sei "ler" nas entrelinhas, mas talvez "por aí" possa haver algo escondido.
Justificar-se-à por isso, que os "legisladores" esclareçam esta candente questão e já agora - isto mais lá para o período de inverno naturalmente e para aqueles mais antigos - esclarecerem também, se deve ser tirado o chapéu (no caso de o usarem) quando se dirigirem a sua excelência.
Lamentável, foi a chamada de atenção que me foi feita na passada quinta feira, ter partido de quem partiu, mas isso são "contas de outro rosário"...
Afinal, terei mesmo chamado vigarista ao Dr. Fernando Horácio - a acreditar na acta da reunião de 1 de Março, aprovada na passada quinta feira, cuja versão integral pode ser lida na página da Câmara AQUI e da qual publico a seguir dois pequenos recortes relativos ao período das intervenções do público:
(...)
Teremos aqui então, uma situação complicada resultante de um momentâneo episódio de loucura de um cidadão (eu próprio) seguido de um completo estado de amnésia que persiste até agora, mas que nem por isso deve deixar de ser punido pela lei.
Ou então, porque em tudo há sempre uma segunda hipótese pelo menos, um momento de loucura colectiva por parte dos nove Vereadores (em rigor não serão nove, porque salvo erro dois deles por não terem participado na reunião de 1 de Março, naturalmente que se abstiveram) que aprovaram a referida acta.
As actas devem ser o resumo mais fiel possível, do que se tenha passado na reunião a que dizem respeito - as palavras de Fernando Melo foram de facto proferidas - mas nem por isso devem deixar de constituir documentos racionais e não verdadeiros atentados conta a inteligência de ninguém.
Pelo menos os Vereadores da oposição, deveriam ter suscitado duas questões na sessão de 1 de Março:
a) Em nenhuma reunião de Câmara o cidadão em causa chamou vigarista ao seu presidente, devendo por isso exigir que esta parte da acta fosse reformulada;
b) Na última reunião referida por ele, por acaso nem sequer tinha existido ponto de intervenção do público.
Alguns dos nossos ilustres Vereadores, sempre muito lestos em defender as virtualidades da Democracia representativa versus Democracia directa, dão depois exemplos verdadeiramente lamentáveis de falta de atenção para com os munícipes que representam, permitindo que "aqueles que trabalham" mas que pelos vistos não pensam, profiram autênticos disparates numa reunião pública, sem que nenhum dos tais representantes "que só estorvam" (eles próprios do dizer de Fernando Melo) nada digam e pior do que isso, levantem o braço a aprovar um documento onde parte do mesmo constitui uma calúnia para com um cidadão, mas porque não é directa a democracia que dita as regras, tem que ficar mudo e calado perante as diatribes do ditador.
Aliás, quando vejo às vezes colocar tanta ênfase - demasiada para o meu gosto - na Democracia representativa fico sempre com a ideia de que estarão a defender outra coisa completamente diferente e que, ou eu muito me engano, ou pouco terá a ver com Democracia autêntica.
Nos termos do artº. 7º. nº. 3 da lei 0001/2012 de 8 de Abril (direito de resposta) - acabei de legislar sobre o assunto - e porque me considero um blogger responsável e respeitador da lei vigente - ainda que emanada de mim próprio - publico a seguir um texto de desagravo de um leitor descontente com o que tenho andado a escrever sobre a gestão danosa do nosso Concelho, praticada pelo Dr. Fernando Horácio, digníssimo presidente da CLCMV (Comissão Liquidatária da Câmara Municipal de Valongo):
"Este é O Nosso Presidente.
O Nosso Querido Líder!
Afinal, 2012 começa da mesma forma como terminou 2011. Valongo que nunca fora a capital do nada passou a ser o centro de tudo. A comunicação social após ter descoberto, neste paleozóico Concelho, um filão de notícias, está apostada – viciadamente apostada – em chatear tudo e todos. Já estou farto. Bastante farto!
E mais farto fico quando, por dar cá aquela palha, tentam, essas aves agoirentas, destruir e apagar dos Anais da História o mito de um homem que, só ainda não foi canonizado porque o grupo sanguíneo não é divinamente compatível. Este homem ímpar – assim conhecido por ganhar eleições em anos ímpares – é único, insubstituível e só se verga à casta da Barca Velha.
Este sim, é O Nosso Presidente.
Não basta um qualquer Tribunal de Contas vir por aí acima, como quem apanha o comboio para a Régua, e dizer que afinal de contas, contas feitas, ainda há contas por fazer. Assim não vale. Mais parece um ajuste de contas… e não um acerto de contas.
O povo, o povinho e o povão não dorme. Não é o Terreiro do Paço que nos vem dar a volta ao miolo e dizer mal de quem só fez bem. Deve-se a nós o provérbio que Para cá do Douro, quem reina quer ouro. E nós, orgulhosamente nós, sabemos quem temos: O Nosso Presidente.
Muito do que por aí dizem é verdade, verdadinha. Dizem que em 2009 foi um forrobodó. Que novidade. Como se não soubéssemos. Em 2009 – ano de eleições, ano de soluções – O Nosso Fernando Melo autorizou o pagamento de 11,979 euros em refeições. E não é de autorizar? Dar de comer a quem tem fome e de beber a quem tem sede, é crime? Precisa de justificação? Numa Câmara de Excelência, onde tudo está feito e corre às mil maravilhas, porque não aproveitar o tempo em almoços e jantares?!. Não é necessário alimentar a alma e revitalizar o comércio local?
Têm os senhores jornalistas a distinta lata de dizer que os ditos cujos almoços e jantares, alguns foram pagos mediante facturas em que o Município “não é sequer referido como cliente”. E precisa? Para quê gastar tinta em tempo de crise? Então os clientes não são sempre os mesmos? Repetitivamente, os mesmos? Basta colocar Idem e mais nada. Dizem, à boca cheia, que as “despesas com refeições tem de ser, por lei, previamente autorizado… e ser demonstrado o interesse público”. E não foi? A lei não é O Nosso Melo? E alguém, que tenha um naco de testa, contesta a utilidade e o interesse público de comer? Será que comer é um interesse privado? Quem disse isso, foi a Troika ou a Maçonaria? É por estas e por outras que, não deixando o homem, nem comer, nem beber que ele vai-se abaixo. Querem-no fraco, aposto.
Continuam os jornalistas, esses trogloditas do teclado, a matracar na questão das férias. Então já que não pagam a quem vai de férias, que mal existe em pagar a quem cá fica? Isto não é poupança? Então para que serve o “Vá para fora cá dentro”? Não é melhor do que ir para o Staites, Santa Comba Dão, o Zé do Telhado ou Nova Iorque?
Acusam, desmioladamente, O Nosso Presidente de não ter autorizado, nem dado ordens e dizer que sim a alguns pintelhos de coisas. Mas porque razão vem agora os tipos “de lá debaixo” embirrar com a tradição? A nossa velha e orgulhosa tradição?!...
As coisas fazem-se à moda do Simplex. Nada de “amigo não empata amigo”. Já não basta cerca de duas arrobas de dirigentes para mandar cá na Câmara? E também querem que seja O Nosso Presidente a mandar? Não é gente a mais? E logo ele que só vê “quem atrapalha”.
Barafustam, os gajos do tablóide, que no ano de 2009 – até parece que O Nosso Presidente andou escondido nos restantes anos – foram pagas horas extraordinárias a 366 funcionários. Mas afinal qual é o problema? Isto é uma questão de mobilidade e flexibilidade laboral. Por todos é reconhecido que a Nossa Câmara tem pessoal a mais e espaço a menos. Como não há condições para fazer o trabalho com todos presentes, só depois de 57% abalar até ao dia seguinte, é possível que os restantes 43% possam fazer alguma coisa… pouca que seja. Há algo de extraordinário nesta medida? Para isso é que servem as horas extraordinárias…
Embirram – e só pode ser má fé – que deu-se abono para falhas a catorze funcionários e com categorias profissionais diferentes. E admiram-se como se isto fosse uma roubalheira. Saberão esses iluminados que esta é a Câmara com mais falhas no país? Não é para as falhas que o subsídio serve? Querem melhor exemplo de Democracia partilhada. Lá diz o povo que Dinheiro parado é negócio falhado. Quantos exemplos já demos ao país e ao mundo – mormente nos últimos meses – que em Valongo o dinheiro anda de mão em mão?!...
Até nos telemóveis querem pegar com O Nosso Presidente. Lá por a Câmara dar 198 telélés só significa optimização de recursos e gestão fluida da informação. Como ninguém sabe quem faz o quê, onde e quando, nada melhor que ter um vibrador falante à mão e ser chamado apenas quando é preciso. Isto sim, é o expoente máximo do teletrabalho e do telelazer. Dois em um…
É por tudo isto que ando zangado. Fazem de nós burros, quando somos responsáveis.
O Nosso Presidente é responsável por deixar às gerações futuras, a responsabilidade de viver como puderem. Dá-lhes a liberdade de emigrar, de pagar as dívidas e reconstruir o Concelho.
Rompe-me a dor quando tiver que contar ao meu filho, que em Valongo, o Concelho não teve passado. Que tivemos um grande homem que, mesmo estando ligado à máquina e sem cair da cadeira, não largou o poder só para não nos abandonar. Que apesar de sofrer de Eutanásia Política, ora respira ora suspira, como quem apaga velas. Foi um homem que nunca roubou, mesmo honestamente que fosse. Dir-lhe-ei, mesmo em testamento, que O Nosso Fernando não sendo Santo foi um Santuário.
Mais que Meu Presidente, choram-me as pedras da calçada de, se não for mais cedo, ver partir para sempre O Nosso Querido Líder!
José Manuel Pereira
(especialista em epitáfios)"
Cumprido o estipulado na lei, o blogger que administra este modesto quintal mantém na íntegra todas as críticas que tem vindo a fazer, sem retirar sequer uma vírgula, antes pelo contrário, acrescentando algumas em falta detectadas após apurada revisão dos meus post.
O autor pretende ainda protestar contra a artimanha deste ilustre "desconhecido" especialista em epitáfios, que ao atirar-me com este extenso e eventualmente comovente panegírico para a prateleira das publicações obrigatórias, mais parece aprontar-se para conquistar um lugar ao sol na futura Associação de Concelhos Agregados, cuja génese - espécie de primeira pedra - foi lançada por aquela célebre entrevista do Querido Lidere ao JN, a mesma em que disse que já não gostava de ser presidente da Câmara.
De facto, ser presidente de uma Associação de Municípios Agregados, representa um estatuto substancialmente mais elevado o que dá sempre muito jeito na hora de pagar a despesa e eventualmente, recuar um ano ou dois na prateleira do Barca Velha.
Todos nós já fomos miúdos e dependendo da idade de cada um, somos uma espécie de "produto" de uma determinada época, quase sempre condicionados/moldados pela mesma, independentemente do quase sempre inglório esforço que regra geral, os nossos progenitores faziam para reduzir ao mínimo a "nefasta" influência que a mesma exercia na formação da nossa personalidade.
É por isso que com frequência nos surpreendemos com uma aparentemente inexplicável contradição, que é a de "produtos" de épocas muito próximas serem às vezes tão diferentes nos seus hábitos, nos seus gostos, nos seus comportamentos.
No meu caso por exemplo, em que já não vou para novo, tenho um daqueles pequenos segredos "inconfessáveis" e socialmente comprometedores que, acho que pela primeira vez, vou partilhar:
Gosto de apreciar esporadicamente um bom manjar acompanhado de uma boa bebida em doses muito mas mesmo muito moderadas, mas gosto igualmente - e aqui vem a parte "inconfessável" do segredo - de uma boa dose de "jaquinzinhos" com um arrozinho de feijão vermelho bem malandrinho, igualmente acompanhado e com a mesma moderação atrás referida, por uma boa "pomada".
Dizem-me os amigos quando me apanham nesta última situação comprometedora, que "é o meu pé a fugir-me para o chinelo". Será...
Agora num e noutro caso, acho que seria completamente incapaz de enfrentar uma Barca Velha 1966 Tinto (preço de referência €375,00)!
É sangue azul demais para o meu chinelo e acho - acho não, tenho a certeza! - que me cairia mal podendo até dar-se o caso de me fazer parar a digestão, ou pelo menos de me provocar uma desagradável azia.
Claro que há outras razões que explicam esta insanável incapacidade:
É que mesmo que fosse capaz de cometer o pecado mortal de "casar" a tal da Barca Velha com os tais "jaquinzinhos", nem assim o meu cartão de débito, que por acaso é de cor azul e não dourada, conseguiria comportar tal loucura - sobretudo tendo em conta o tempo que levaria a repor o respectivo plafond (no meu caso, o saldo).
No entanto, conheço pessoas - por exemplo, um dos casos que me ocorrem assim de repente é o do Dr. Fernando Horácio meu dilecto amigo e autarca de eleição (no sentido literal) - que não estando assim tão distanciadas da minha época em termos de vinda ao mundo, emborcam tão nobres exemplares de garrafas do precioso e velho néctar com a mesma facilidade com que eu emborco garrafas de água do Luso.
Moral da história: Tal como não bastam condições climáticas excepcionais idênticas num determinado ano para conseguirmos obter de uma mesma casta, ainda que em courelas contíguas, um produto vinícola igualmente excepcional, também não é apenas a época em que nascemos e crescemos e que de alguma forma nos condicionou, que por si só faz de nós bebedores normais ou "apenas" requintados degustadores de rótulos, sobretudo quando os rótulos são a parte mais relevante e mais valiosa do produto!
Na Câmara de Valongo, ao contrário do que andam para aí alguns a propalar, não existe corrupção, não há favorecimento ilícito de alguns amigos nem desfavorecimento igualmente ilícito de muitos outros menos amigos.
Na área do Urbanismo e ao contrário do que disse Paulo Morais no decurso de um debate promovido pela Direcção da Concelhia do PS de Valongo no passado dia 7 de Janeiro e reproduzido na Voz de Ermesinde AQUI, em Valongo tudo é transparência, todos são iguais à entrada e à saída, embora como é natural(?), uns mais iguais que outros e por isso haja quem diga que as palavras de Paulo Morais - de que reproduzo a seguir apenas uma pequena parte a seguir - encaixam que nem uma luva no que ali se passa:
(...)
"E em terceiro lugar, e talvez o ponto mais sensível desta questão, deverá haver uma reformulação profunda dos departamentos de Urbanismo das autarquias, criar uma maior transparência nos planeamentos urbanos, criar Planos Directores Municipais mais simples, generalizados e livres de burocracia, sendo que neste ponto Paulo Morais não se conteve em classificar os pelouros do Urbanismo da esmagadora maioria das câmaras municipais do país como verdadeiras máfias, departamentos com altos níveis de corrupção, movidos pelas influências. Paulo Morais equiparou mesmo o “negócio” do urbanismo no seio das câmaras ao do tráfico de droga, no sentido em que as margens de lucro de ambos são semelhantes, acrescentando que 90 por cento dos casos de corrupção verificados nas câmaras municipais tem a ver com o urbanismo, com o uso de poderes delegados em prol dos “amigos”, sustentando ainda que o fim da corrupção passa por uma estratégia global que terá de começar a ser executado pelo".
(...)
Más línguas seguramente, porque aqueles técnicos superiores que estão a ser julgados por corrupção passiva (arquitecto Vítor Sá e outro), foram seguramente acusados por alguém de má fé e como disse o Dr. Fernando Horácio numa das últimas reuniões em que esteve presente - ele agora participa em tão poucas... - "o processo está a correr muito bem e tudo indica que sejam absolvidos".
É que pelos vistos, não existe nenhuma lei que proíba um funcionário público de coleccionar relógios. E também não se perceberia que assim não fosse, caso contrário, tudo ficaria bem mais difícil para os investidores que se veriam na contingência de irem de vez em quando ao mercado do peixe comprar caixas de robalos, idênticos aos que Armando Vara recebia receberia de Manuel Godinho.
Por falar em robalos, relógios de ouro e "artigos equiparados" - porque é que tenho a vaga sensação de que isto não vem nada a propósito... - como é que terá ficado aquele caso do piso a mais construído pelo grupo Eusébios no edifício que haveria de ser vendido ao grupo Trofa Saúde"? Não não me enganei na sequência do processo:
Compra do terreno, passagem para o grupo Eusébios a quem foi concedida uma excepção pontual ao PDM, construção do edifício (com o tal piso a mais além do que estava licenciado) e só depois, passagem para o grupo Trofa Saúde que ali instalou o Hospital Privado de Alfena, ainda a funcionar ilegalmente e sem licença para o exercício de actividade.
Há quem diga que o Dr. Fernando Horácio, apesar de ter sido o convidado de honra no acto inaugural, não saberá nada acerca do nebuloso processo e a terem existido robalos, eles viriam ainda vivos dentro das caixas que se terão rompido e abalado em direcção ao Leça.
Se assim foi, temos pena, por duas ordens de razões:
A primeira, pelo desconsolo daqueles a quem se destinavam e a segunda, porque se vinham vivos, não terão resistido por muito tempo nas águas do nosso Leça, agora - dizem por aí alguns - com um intenso sabor a CHRONOPOST.