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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

VALONGO E OS EFEITOS COLATERAIS DE UMA BOA BARCA VELHA...

Podia tê-lo feito num qualquer outro dia, mas decidi fazê-lo hoje:

Coloquei no topo deste Blog um contador regressivo indicando as horas, minutos e segundos que faltam para ser ouvido no Ministério Público de Valongo sobre uma queixa do Dr. Fernando Horácio, um indefectível apreciador de um dos mais nobres vinhos portugueses - o Barca Velha - um vinho da região do Douro, como não poderia deixar de ser.

Como já tive oportunidade de dizer numa outra altura, o Dr. Fernando Horácio, talvez na sequência de um convívio mais prolongado com este nobre "embaixador" do nosso País, ocorreu-lhe arranjar trabalho ao Ministério Público, apresentando uma queixa contra o autor deste Blog (que tem "tomates" ao cimo do template).

Logo ele, que quase não tem feito mais nada durante o seu reinado, do que andar nas bocas do mundo pelos piores motivos.

Logo ele que já batalhou nos Tribunais (e perdeu) contra jornalistas honestos que se limitaram a fazer o seu trabalho, denunciando as suas habilidades na arte da prestidigitação com certidões que desaparecem misteriosamente.

Logo ele que na magia das excepções pontuais ao PDM, na reprovação ou protelamento máximo de certos projectos e no despacho favorável em tempo record de outros, tem grangeado elevado número de inimigos e também alguns bons e gratos amigos.

Logo ele que tem vindo a ser acusado pelos seus adversários de praticar ao longo dos seus mandatos uma gestão danosa e de ter conduzido a Câmara à situação de falência em que se encontra.

Veremos qual é o tipo de "crime" que me imputa, mas acho que sobretudo neste caso, o Dr. Fernando Horácio deveria considerar aquela célebre frase de "ir à caça e ser caçado" - no sentido figurado obviamente, que não o imagino nem no papel de caçador nem no de presa no sentido literal...

De qualquer forma, é com o sentido de máxima colaboração para com o trabalho do Ministério Público, que pela primeira vez nos meus 63 anos de existência (por acaso no dia 26 de Abril já terei completado 64) me apresentarei na qualidade de arguido e prometo agir como sempre ajo: "dizer a verdade e apenas a verdade" sobre o que me for perguntado.

publicado às 16:44

CÂMARA DE VALONGO - TUDO NA MESMA, ISTO É MAL...

 

Sobre a sessão pública de Câmara que hoje teve lugar, pouco - de relevante há para contar.

Foi, como alguns dos eleitos referiram, uma sessão "a correr", não tanto como o carro do Estado que transportava Mário Soares e cuja infracção eu vou ter de ajudar a pagar, mas pouco menos.

Foram aprovados todos os documentos presentes - obviamente nem todos por unanimidade, porque coisas mal feitas como é o caso do Relatório do SMAES, não podem merecer voto favorável, nem sequer abstenção, da Coragem de Mudar.

Mas cumpriu-se calendário e manifestaram-se mútuos desejos de "boa Páscoa", o que cai sempre bem entre adversários.

Há uma constatação que não posso no entanto deixar de fazer e que não me desmotivando de forma alguma, me desgosta sobremaneira:

Quando João Paulo Baltazar (presidente em exercício) falou a primeira vez, saudou como é seu hábito,  os seus pares, a imprensa e o "público presente" e ao proferir estas últimas palavras, olhou obviamente para mim - não por motivo nenhum especial nem sequer para me distinguir com a sua imerecida simpatia, mas porque eu era de facto todo "público presente"...

Sei que pelo menos dois dos habituais não puderam comparecer por razões ponderosoas (uma delas de saúde) mas não há mais gente interessada em Valongo em prestigiar as reuniões de Câmara com a sua presença?

É que por este caminho, um dia destes, vão começar a ser à porta fechada e depois não nos queixemos!

Chegando ao ponto do "público" coloquei duas questões para as quais espero resposta mais ou menos daqui a um mês - foi o tempo que demorou a que hoje recebi:

Primeira: Saber que tipo de solução está implantada no terreno onde se localiza a CHRONOPOST de Alfena para a recolha dos efluentes equiparados a domésticos e para a separação dos outros que também existe, porque ali não há rede de saneamento básico!

Segunda: Uma reclamação sobre a forma como esta a ser feita a limpeza urbana em Alfena - e provavelmente noutras freguesias - nomeadamente a varredura mecânica e que tantos protestos tem suscitado.

Sobre as questões colocadas no dia um de Março eis as respostas:

Primeira: Verba de €117.134,64 num ajuste directo com data de 28-10-2011 - CPCIS e Informática El Corte Inglês (Aquisição de serviços de assistência pós-venda ao abrigo do acordo Quadro de Licenciamento de Software): "não lhe sei dar pormenores - Dr. João Paulo dixit - mas pode sempre consultar o contrato, onde deve estar tudo detalhado".

Segunda: Verba de €45.000,00 para um ajuste directo de comunicações móveis com a OPTIMUS: "existem neste momento 168 telemóveis, 26 dos quais funcionam como extensões de fixos e mais 14 que substituem telefones fixos".

Não sei se são muitos ou poucos, não sei se o valor é alto ou baixo, não sei se a TMN ou a VODAFONE fariam preços mais altos ou mais baixos, mas sei uma coisa que desde pequeno ouvia lá em casa: "quem não tem dinheiro não tem vícios"!

Terceira: Duas verbas referentes a dois ajustes directos totalizando cerca de €70.000,00, feitos no mesmo dia (02-03-2011) para a "compra de papel de fotocópia durante o ano de 2011".

Aqui tenho de manifestar a minha revolta pela forma irónica, pouco séria e sobretudo, nada rigorosa,  como o Dr. João Paulo respondeu em público, dizendo que era preciso ler melhor, porque a descrição dos contratos não era exactamente igual: uma delas referia-se a consumíveis. Ele sabia que estava a mistificar e sobretudo, sabia que o fazia numa posição de supremacia em que não me seria permitido responder!

É claro que depois da reunião e muito convenientemente já "off the record", esclareceu-me que uma das rubricas tinha sido corrigida na BASE. Isto não é sério, isto não é leal, isto é mas não deveria ser, a forma de responder aos cidadãos que levantam questões nas reuniões!

Para que se perceba do que falo reproduzo a seguir as duas versões constantes da BASE - a de há um mês atrás e a de agora, convenientemente "corrigida".

 

Versão 1

 

 

Versão 2

 

 

Em jeito de conclusão, referir apenas, que nesta reunião, intervieram (apenas) João Paulo Baltazar e Pedro Panzina.

Não pretendo com isto fazer qualquer juízo de valor sobre os que não falaram, mas dada a dimensão e o conteúdo das críticas com que a Vallis Habita tem sido 'distinguida' até que se justificava que o presidente do seu Conselho de Administração e vice da Câmara, tivesse recebido algum tipo de solidariedade.

Dos Vereadores substitutos com 't-sirt' laranja, compreende-se que não estivessem muito à vontade para intervir. Já o Vereador apeado, Arnaldo Soares, poderia bem ter dado uma mãozinha, mas como é perfeitamente natural, não anda para muitas solidariedades. Não restava por isso mais ninguém, pelo que vice teve que assumir sozinho a defesa da "sua dama" - o Relatório atrás referido...

publicado às 14:03

ALFENA - VARRENDO (?) PARA "DEBAIXO DO TAPETE" OU PARA CIMA DE TUDO E DE TODOS...

Sei que o assunto não é novo, que já foi abordado em reuniões dE Junta, na Assembleia de Freguesia de Alfena, em reuniões de Câmara e julgo até que também na própria Assembleia Municipal.

Tem a ver com a varredura mecânica das ruas da nossa cidade por parte da empresa concessionada e que é feita de uma forma verdadeiramente surreal.

A coisa conta-se mais ou menos assim - e dou o exemplo da Rua da Várzea, onde moro e onde hoje, mais uma vez fui testemunha ocular do acontecimento:

Um monstro roncador com quatro rodas conduzindo por um funcionário que vai fazendo o melhor que pode com o que tem, vai sugando o que vai encontrando pela frente - lixo ou equiparado.

Até aqui, nada de especial, não fosse o caso da varredora mecânica - é o nome do monstro - não libertar ela própria por um sítio, o que vai sugando pelo outro - os filtros devem ser caros ou difíceis de limpar!

Mas a coisa mais espantosa, é que ao lado da mesma, um pouco mais à frente vai um infeliz de um trabalhador suportando um soprador com ar de geringonça de outro planeta, que vai atirando com o lixo e o pó dos passeios, para cima dos carros que vai encontrando estacionados, para os quintais e jardins dos moradores, para cima das pessoas com quem eventualmente se vai cruzando e vamos lá, convenhamos que também algum para a frente da máquina. Talvez pudesse fazer melhor - ou talvez o faça de acordo com a "formação" que recebeu...

Esta é a actual varredura das nossas ruas e se calhar das de outras freguesias onde a mesma concessionária ganhou o concurso da Câmara e enquanto isso, parece que quem passa o cheque, assobia para o ar e finge que não ouviu reclamações de ninguém e que por isso "deve estar tudo a correr bem"...

Ah! falta apenas dizer que o homem que alomba com o soprador, não usa qualquer tipo de EPI (Equipamento de Protecção Individual) e os seus pulmões por este andar, vão ficar no mesmo estado em que devem estar os filtros da varredora não tardará muito.

E se alguém de repente resolver alertar a ACT (Autoridade para as Condições de Trabalho) para esta infracção? Quem a pagará, a empresa concessionária, ou o responsável pelo departamento de higiene urbana (não sei de é assim a designação) da Câmara?

É que na construção civil por exemplo, o dono da obra é co-responsável pelas condições de trabalho existentes - ou pela falta delas!


PS: Mais uma vez só tinha o Nokia à mão e a qualidade da imagem talvez não dê uma ideia fiel do "pé de vento" e da "tempestade de poeira" que percorrem as nossas ruas de Alfena, fingindo que se procede a limpeza urbana e fingindo-se que é isso que acontece, a Câmara finge igualmente que está a pagar um serviço prestado.

E fingindo todos, só os cidadãos não vão continuar a fingir que estão satisfeitos! Um dia destes, vão obrigar a máquina a parar e a ir sujar para outro lado!


publicado às 21:25

VALONGO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO...

Do meu amigo A. da Vicência, um visitante assíduo deste terreno, recebi o texto que reproduzo a seguir, em jeito de comentário a um dos meus últimos post - aquele em que falava de "movimentos estranhos" (?) na zona designada por novo aeroporto internacional de Alfena - que pela sua oportunidade, pela sua acutilância e finalmente, porque diz quase tudo sobre o atoleiro em que Valongo se transformou, explicando ao mesmo tempo porque é que a nossa autarquia é uma das mais conhecidas do País, pelas piores razões possíveis, merece que o chame cá para cima, para a zona mais visível do Blog.

Espero que ao fazer eco das vozes descontentes que me vão chegando um pouco de todo o lado e de que esta é apenas um exemplo entre muitos, esteja - estejamos todos - a contribuir para ajudar a despoluir Valongo e a alertar aqueles que já se perfilam na linha de partida - por enquanto ainda só para as "primárias" dos partidos na corrida à "gamela do Orçamento" - de que ou introduzem um novo paradigma nas suas declarações de compromisso para com os eleitores, ou então mais vale apelar ao Relvas para que nos acabe com o sofrimento e nos agregue à força a alguém que não se importe de nos adoptar - quiçá ao Concelho de Águeda, onde já existe uma vila chamada Valongo (do Vouga)...

Cá vai então o comentário do meu amigo, o qual se ele me permitir, eu assinarei por baixo - afinal já sou arguido e não vale a pena estarmos a arranjar mais trabalho ao Ministério Público que tem coisas mais úteis para fazer:

 

" Qual crime, quais intervenções urbanísticas ilegais ? Se os seus autores estão acima de quaisquer suspeitas ? Tudo gente altamente, da política e da finança, capaz de comprar por quatro e vender por vinte, "dezasseis milhões em dez minutos", para distribuir pelos bolsos certos e algum pelo partido, pois claro, que se encarregará de o pulverizar em "donativos" de militantes e simpatizantes, onde, entre milhares de Silvas, Ferreiras, Oliveiras e Figueiras, não costumam faltar os habituais Passos Dias Aguiar Mota, Maria Gustava dos Prazeres e Morais e o celebérrimo e omnipresente Jacinto Leite Capelo Rego... "Tudo para os amigos, nada para os inimigos, o rigor da lei para os indiferentes" era o lema de um célebre político do século passado, da outra margem do Atlântico, que pelo que se vê, tem fieis seguidores em Vallis Longus. Obras clandestinas, ilegais, violação do PDM ? Isso só acontece a gente que "não colabora". Vai ver que não lhes acontece nada.

Um abraço do A. da Vicência"

 

Em jeito de indirecta, diria que este comentário do meu amigo é uma espécie de "meia palavra para um bom entendedor" que prefiro por enquanto não mencionar...

 

publicado às 18:45

SERVIÇO PÚBLICO - REUNIÃO PÚBLICA DE CÂMARA

No local habitual, à hora habitual e com a relevância de conteúdo (em termos de Ordem de trabalhos) habitual também, isto é, muito pouca, terá lugar no próximo dia 5 de Abril mais uma reunião pública de Câmara.

Assuntos relevantes daqueles de mobilizarem as massas para as cadeiras do Público, nada que se veja: nem PDM, nem informações sobre o julgamento em curso de funcionários superiores da Câmara em processos de corrupção, nem referência a processos disciplinares a decorrer - também de funcionários superiores - nem nenhuma alusão à Excepção pontual ao PDM recentemente alvo de discussão pública e por último, mas não menos importante, nenhum ponto sobre o problema do processo de saneamento financeiro da Câmara e do(s) empréstimo(s) associado(s).

A Câmara no seu melhor, isto é, em estado de hibernação, ou se quisermos, em poupança de energia.

Segue-se a Ordem do Dia compilada:

 

publicado às 15:40

AEROPORTO INTERNACIONAL DE ALFENA SEM MOVIMENTO - EM DIA DE SÁBADO...

Como se pode comprovar por estas fotos de telemóvel, dá para ver que na zona do crime (junto à CHRONOPOSTE de Alfena) as coisas não estão paradas - ou melhor, estavam porque era Sábado...

A CCDR-N não deu mais notícias sobre a queixa/exposição enviada pela Coragem de Mudar de Alfena.

Também não forneceu detalhes sobre o auto enviado pelo SEPNA da GNR que quando se deslocou ao local, não encontrou lá este buldozer nem os montículos de inertes espalhados por quase toda a vasta extensão e que a má qualidade das fotos do meu Nokia não permite ver muito bem.

Por outro lado, o assunto "relatório de ponderação da consulta pública" também não voltou a ser mencionado na Câmara, mas temos a certeza de que em privado, o assunto continua a ser discutido.

Ah! E também temos a certeza que nem os Vereadores com Pelouro nem o Presidente, nem nenhum responsável pela área do Urbanismo sabem destas intervenções ilegais!

Bem agora já sabem e vão lá enviar os serviços de fiscalização - não sem antes mandarem uns "sinais de fumo" aos índios que andam por ali, para abandonarem estratégica e temporariamente a pradaria...

publicado às 17:41

VALONGO - UNS "ASSALTAM O POMAR" OUTROS VIGIAM O DONO...

Em determinada altura da vida deste blog - faz já bastante tempo - escrevia eu sobre os indícios vários de corrupção que muitos imaginavam constatar na actividade de nossa autarquia  - e sublinho indícios, porque a corrupção é sempre difícil quando não impossível de ser provada pelo cidadão comum, que não pode investigar, não pode interrogar, não pode recolher provas e por isso mesmo, nunca faz acusações - quando uma figura proeminente do executivo camarário se me dirigiu numa conversa informal para me pedir/avisar (ameaçar?): "por favor, não me misture nessas suas histórias sobre corrupção. Eu tenho família e preservo muito o meu bom nome e o dos meus. Este até é o meu primeiro mandato e como é óbvio, não tenho nada a ver com o que se terá passado para trás, por isso mantenha-me à margem disso tudo". Foi mais ou menos assim que a curta conversa se desenrolou.

Nessa altura, lembro-me de lhe ter dito algo do género:

Número um: Eu não andava a falar (a escrever) nem sobre casos concretos de corrupção, nem sobre ninguém em particular, porque se os conhecesse, teria o dever de os denunciar junto do Ministério público. Como é sabido, a corrupção - activa ou passiva - é dos crimes mais difíceis de investigar e provar e por isso é que muitos são os denunciados, poucos os julgados e menos ainda os condenados.

Número dois: No que à personalidade concreta se aplicava, a minha actividade bisbilhoteira era quase inexistente e foi isso mesmo que fiz questão de lhe dizer. Não porque o considerasse acima de ninguém, mas porque, como ele próprio tinha referido, sendo o seu primeiro mandato, é natural que o aparelho, numa natural precaução defensiva, ainda o fosse mantendo relativamente à margem dos negócios informais que na "casa grande de Vallis Longus" se iriam desenrolando.

Portanto, nunca falei, nem em relação a ele nem em relação a quaisquer outros, em casos específicos de corrupção, porque se o tivesse feito, faria parte neste momento do número razoável de pessoas que em Valongo, conhecendo casos concretos e possuindo provas credíveis dos mesmos, são tão corruptos como aqueles que a "Vox Populi" vai referindo, precisamente por não os denunciarem.

Limitei-me por isso a fazer eco da voz do Povo, Povo esse que tem até algumas expressões bem a propósito: "quem não quer ser lobo não lhe veste a pele", "Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és", ou ainda "não há fumo sem fogo" - entre outras, mas que naquele momento, achei sinceramente ser ainda cedo para que merecesse que as mesmas lhe fossem atribuídas.

A verdade, é que desde o momento em que se desenrolou esta conversa, à margem de uma das muitas reuniões públicas de Câmara, tanta tinta correu, tanto foi dito sobre a má fama de Valongo, tantas intenções foram anunciadas, no sentido de acusar Fernando Melo de gestão danosa, que se torna difícil para mim manter a mesma posição neutra sobre a figura proeminente do nosso executivo.

Admitindo que a "Vox Populi" não conseguiria manter o mesmo nível de intensidade, ou até mesmo superior, sem motivos que o justificassem, o que se esperaria, é que relativamente a muitos dos casos nebulosos - quase acusações - que vai relatando, se verificasse uma clara demarcação da proeminente figura em relação aos mesmos.

Já no meu tempo de miúdo se dizia - a propósito das nossas incursões "criminosas" nos pomares dos vizinhos para roubar pêssegos ou maçãs, que tantos puxões de orelhas mereciam os que trepavam à árvore para os colher, como os que ficavam a vigiar o dono do pomar.

Não sei se o actual vice presidente - sim, porque para quem não tinha ainda lá chegado, é dele que tenho estado a falar - olha para o lado apenas por mera coincidência no momento em que alguém eventualmente trepa à macieira, ao pessegueiro ou à cerejeira e nesse caso não existe nenhum motivo válido para que a "Vox Populi" diga sobre ele o mesmo que diz sobre os restantes, ou então, tal como aconteceu algumas vezes comigo, que não tinha muito jeito para trepar às árvores, sujeita-se ao mesmo número de puxões de orelhas que a mim me couberam, nos poucos casos em que o dono nos apanhou.

Para quem tem aspirações - anunciadas - a ser o futuro dono do pomar, não cai muito bem ser apanhado com a maçã já dentada na mão, sobretudo, quando do outro lado do muro de onde a mesma veio, não existe nenhuma loja de frutas mas um pomar com um dono vociferando contra o raio dos miúdos que acabaram de lha dar depois de pular o mesmo.

 

publicado às 13:59

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