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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

CORAGEM DE MUDAR - UM PROJECTO VIVO!

Porque têm vindo a público algumas 'notícias' sobre o futuro e os eventuais projectos eleitorais (ou falta deles) da Associação Coragem de Mudar - provavelmente resultado da imaginação fértil dos homens da caneta - talvez seja altura de 'recentrar a verdade', suportando-a em FACTOS:

 


FACTO um: A Associação tem personalidade jurídica, Estatutos devidamente aprovados e também um Regulamento Interno, proposto pela Direcção anterior, que integrava aliás os seus fundadores e que participaram na sua discussão e aprovação, à qual se seguiu a eleição da Direcção actual, da qual eles manifestaram interesse em não fazer parte.

 

FACTO dois:


                                                                          (...)

 

FACTO três: Resulta do referido Regulamento, que as decisões sobre os referidos projectos eleitorais, são da competência da Assembleia Geral e a competência para os executar, cabe à Direcção:

 

ASSOCIAÇÃO “CORAGEM DE MUDAR”

 

REGULAMENTO INTERNO

 

 

                                                                          (...)

 

 

Capítulo VI

Dos processos eleitorais externos

 

Artigo 25º

 

Tendo em conta os objectivos estatutários da “Coragem de Mudar”, compete à Assembleia Geral deliberar se apoia ou patrocina uma candidatura às eleições autárquicas e a que órgãos.

 

Artigo 26º

  1. A competência para executar a deliberação da Assembleia Geral é da Direcção, a quem compete também a designação dos cabeças de lista por si patrocinadas.
  2. Para melhor cumprir com a competência referida no número anterior, a Direcção fará uso de todos os meios da Associação, quer consultivos, quer logísticos.
  3. A designação dos cabeças de lista será ratificada pela Assembleia Geral.
  4. A Direcção salvaguardará que, nas candidaturas para órgãos deliberativos, seja respeitada a representatividade e a paridade.
  5. A composição da candidatura para os órgãos executivos caberá ao respectivo cabeça de lista, em diálogo com a Direcção a quem, em última instância, caberá aprovar a lista.

FACTO quatro:  Carece pois de legitimidade estatutária e não encontra qualquer tipo de suporte no já referido Regulamento Interno, este extracto da 'declaração política' produzida há uns meses atrás pela primeira vereadora eleita pela Coragem de Mudar numa reunião pública de Câmara,  por motivos óbvios: não foi antecedida - e portanto, não resultou - de qualquer tipo de discussão prévia prevista no extracto do RI a seguir indicado, sendo que o mais grave é de certa forma tentar condicionar e limitar o poder de decisão da Assembleia Geral e da Direcção.

 

 

 

FACTO cinco: (do Regulamento Interno):

 

Artigo 12º

  1. O grupo de trabalho de apoio aos eleitos é uma estrutura de trabalho com funções consultivas, constituído tendo em vista permitir que os eleitos em nome da “Coragem de Mudar”, ou com o seu apoio, preparem convenientemente as suas intervenções e a sua acção no respectivo órgão autárquico.
  2. O grupo de trabalho de apoio aos eleitos é preenchido apenas por inerências, nele tendo assento todos os associados que:
    1. integrem os órgãos estatutários;
    2. presidam às estruturas de base territorial;
    3. desempenhem cargos autárquicos para os quais tenham sido eleitos em listas da “Coragem de Mudar” ou por si apoiadas;
    4. tenham anteriormente desempenhados cargos autárquicos;
    5. presidam aos grupos de trabalho que, em razão da matéria em discussão, se reconheça importante tal presença.
  3. O grupo de trabalho de apoio aos eleitos reúne anteriormente à ocorrência de reunião de órgão autárquico e será convocado pelo primeiro associado eleito desse órgão, que presidirá.

O desconhecimento destes FACTOS relevantes por parte dos jornalistas terá seguramente contribuído para os levar a 'tomarem a nuvem por Juno', ou dito de outra forma, 'a verem (e 'ouvirem') a árvore e não se aperceberem da floresta'.

Não é grave, desde que a partir de agora os tenham na devida conta - pela simples, mas relevante razão de que são FACTOS!

publicado às 23:01

HOSPITAL PRIVADO DE ALFENA - A ILEGALIDADE COMPENSA - TAKE 2...

Obviamente que lá porque a notícia não é tão rigorosa como devia, nomeadamente porque o JNV não procurou informar-se antecipadamente sobre a idoneidade da instituição que a originou,  não vamos 'matar' o mensageiro.

Portanto, o que a seguir procuro transmitir, nomeadamente nos dois comentários que coloquei na página do Jornal Novo de Valongo, é que a bem do rigor procure informar-se sobre a verdadeira situação legal do Hospital Privado de Alfena.

Mas claro, é apenas uma sugestão...


 

publicado às 23:03

CÂMARA DE VALONGO - "OPOSIÇÃO REDUZIDA A 2/5" E ALGUMAS OMISSÕES......

A propósito da reunião de Câmara de hoje:

Embora a 'ementa' não fosse apelativa - cada vez vai sendo mais difícil 'pôr comida na mesa' sem Orçamento, sem saneamento financeiro e sem linha de crédito do governo - mesmo assim, o registo foi pobre demais.


Intervenções, apenas dos vereadores da Coragem de Mudar e da... Coragem de Mudar. Rectifico, ouve um remoque inicial do presidente de Câmara em exercício - uma pequena 'directa' para o deputado e líder da concelhia do PS citado nas 'breves' do JN:

 

" O PS/VALONGO declarou ontem exigir à Câmara Municipal de 'avance com uma providência cautelar para travar a retenção de 5% do IMI', à semelhança do que estão a fazer outras autarquias. O PS reclama a medida 'tendo em consideração a situação de falência técnica do município', disse o lidere socialista local, José Manuel Ribeiro".

 

O curioso, é que poderia ter feito à mesma o remoque se lhe dava especial prazer fazê-lo naquela altura, desde que terminasse assumindo uma posição sobre a relevância da atitude em questão, que está aliás a ser assumida por muitas outras autarquias - e nem todas do PS. Mas não! Ficou-se mesmo só pela 'directa', o que quer dizer que por omissão, concorda com a medida do governo. As empresas a quem a Câmara deve tanto dinheiro, 'agradecer-lhe-ão' seguramente este pequeno favor/omissão que ao contrário, o governo agradecerá - sem "aspas"...


Curioso ainda, foi o silêncio embevecido dos 3 vereadores do PS. Pudera! As palavras irónicas de João Paulo Baltazar dirigidas ao ainda líder e concorrente ao próximo mandato da concelhia socialista, José Manuel Ribeiro, eram música para os respectivos ouvidos...

 

Já depois de terminado o período de 'antes da Ordem do Dia', concluí que talvez não tenha sido a 'melhor ideia' eu ter escrito ontem no meu Blog sobre a corrupção que alguns dizem grassar no município de Valongo - o post em que me refiro à condenação do arquitecto Vítor Sá a dois anos e meio de prisão (em fase de recurso).

 

E passo a explicar porque é que penso isso:

Parece que por uma 'questão de princípio' os vereadores que me representam, não aceitam ser subalternizados(!) - é o que eles acham de terem de abordar um assunto ao qual alguém (especialmente) eu já se tenha referido...

 

Foi pena, porque foram precisamente eles e bem, os primeiros a questionar o executivo sobre a incómoda situação - para a Câmara e para o próprio (na altura) arguido, arquitecto Vítor Sá.

 

Agora que a primeira instância já o condenou, a sua situação e da Câmara não melhoraram, obviamente e alguém terá mais tarde ou mais cedo de colocar de novo o assunto em cima da mesa.

publicado às 20:50

A CORRUPÇÃO EM VALONGO - OPOSIÇÃO 'CRIATIVA', OU EXECUTIVO RELAPSO?

Após a condenação (em 1ª instância) do arquitecto Vítor Sá a dois anos e meio de prisão (com pena suspensa) por corrupção - decisão de que obviamente recorreu - parece que toda a gente na Câmara, incluindo a oposição, ficou muito calma, como se nenhuma evolução tivesse ocorrido depois daquelas 'tranquilizadoras palavras' de Fernando Melo e João Paulo Baltazar, na reunião pública de 17 de Novembro último, respondendo a Maria José Azevedo, que questionou na altura a Câmara sobre o assunto.

Repesco aqui a notícia do JN sobre o processo e também o recorte da referida acta onde o executivo tenta desvalorizar o assunto e Fernando Melo (testemunha abonatória de Vítor Sá) diz que tudo indica que o arquitecto seja absolvido.

Porém não foi - 'embora deva ser considerado inocente até trânsito em julgado de eventual sentença condenatória' - e se o desconforto da oposição, manifestado pela voz de Maria José Azevedo em 17 de Novembro já se justificava, agora deve passar da fase do desconforto à exigência - digo eu, que não tenho voto na matéria mas não abdico do direito a ter a minha opinião e a expressá-la de forma livre - no sentido de que a Câmara se pronuncie novamente sobre o assunto, com base neste novo desenvolvimento.


 

Exracto da Acta de 17 de Novembro de 2011

 

publicado às 10:49

CÂMARA DE VALONGO - SERVIÇO PÚBLICO

24/Maio/2012 - 10:00 horas, local habitual (salão Nobre da Câmara) - 4ª reunião pública de Câmara.

Pelas minhas contas, a penúltima antes da saída do 'querido lídere' Fernando Melo - ver 'ementa' abaixo.

Já agora e a propósito deste...'mandatus interruptus', confesso aqui publicamente duas dúvidas e a minha incontornável curiosidade sobre a forma como a oposição vai lidar com a questão das competências que tinham sido retiradas pela Câmara a Fernando Melo:

Primeira dúvida - Será que a oposição se vai manter unida em torno desta gestão mais ou menos colegial, ou alguém vai alterar a posição assumida, face à entrada em cena de João Paulo Baltazar?

Segunda dúvida - Será que dada a aflitiva situação da Câmara, que continua a trabalhar sem Orçamento e sem resolver o problema do saneamento financeiro, o (novo) Presidente não terá ele próprio, algum interesse em se resguardar nesta parte final do nefasto legado de Fernando Melo, mantendo esta tácita divisão de responsabilidades e quiçá, até agradecerá que ninguém levante o problema nesta altura?

Mas se assim for, há uma questão sobre a qual a oposição não pode ficar de forma alguma indiferente e terá de se entender - se é que quer imprimir alguma réstia de dignidade a esta parte que falta do mandato abandonado pelo seu titular:

Consta-se que Fernando Melo, antes de decidir entregar a chave do castelo, 'armadilhou' cirurgicamente algumas 'peças' do aparelho municipal que lhe são especialmente queridas', evitando assim que alguém possa sequer aproximar-se delas, ao mesmo tempo que impôs protecção especial para as mesmas, deixando bem claro que não admitiria que lhes tocassem com um dedo que fosse.

Aceitar a 'entrega das chaves' com estas condicionantes, é algo com o qual ninguém com um mínimo de dignidade pode pactuar e contraria tudo aquilo que temos andado a denunciar há tempo demais.

Tal como acontece com os testamentos normais, há aqui uma parte dos 'bens do testador' que se equipara à chamada 'quota indisponível (ou legitimária') de que ele não pode de forma alguma dispor a seu bel prazer - nem impor aos 'testamentários' que o aceitem pacificamente!


 

publicado às 17:50

LARGAMENTE... ATRASADO!

De tão aguardado que era, o acontecimento já deve ser do conhecimento da esmagadora maioria dos valonguenses.

Mesmo assim, a saída de cena de Fernando Melo bem que merecia ser assinalada com a 'pompa e circunstância' pelo menos equivalente à que que teve o acto de coroação do 'dinossauro excentíssimo' quando subiu ao trono para levar supostamente até ao fim a 'Vitória de Todos' - por sinal, a vitória mais pequenina de todas e mesmo assim e pela primeira vez, aquela que passará a ser também a mais curta de todas.

Se o assunto não fosse sério demais para ser glosado, diríamos que Fernando Melo se limitou a uma 'rapidinha', o que no caso concreto não deixa de ser notável, logo ele que sempre gostou dos prazeres mais prolongados que uma 'boa gestão' sempre lhe proporcionou, com preliminares e tudo.

É que isto de governar uma Câmara como a de Valongo quase 18 anos, nunca foi compatível com pressas e envolveu sempre muito 'namoro' - com investidores quase sempre esquivos, descrentes devido anteriores relações falhadas, ou simplesmente desconfiados quanto ao 'real dote' do contraente.

Mas não! Desta vez Melo cansou-se mesmo do prazer que sempre retirou do acto de governar Valongo.

Tem acontecido a muitos e até mesmo 'casamentos' mais duradoiros têm acabado em divórcio.

Mas há um pormenor - ou como diria um amigo meu que gosta de brincar com as palavras, um 'pormaior' - que me desagrada solenemente, nesta altura que deveria ser como já disse, de festejos e foguetório:

O facto de Fernando Melo abandonar a 'relação' sem acabar sequer de 'pagar a boda'!

Deixa ao sucessor um cofre cheio de teias de aranha e como adorno principal da sua secretária de trabalho, um daqueles espetos metálicos de ponta afiada, com uma pequena base para o manter na vertical, usado à boa maneira de antigamente para ir espetando os talões das dívidas a pagar.

Consta-se - que eu cá nunca o vi - que já tiveram que lhe aumentar mais de meio metro na altura inicial, tantos os calotes que ali 'jazem' espetados, à espera de melhores dias.

A ser verdade, qualquer dia vai parecer-se mais com a Torre Eiffel do que com 'registo físico' das dívidas de Fernando Melo!

A oposição chegou a ameaçá-lo por várias vezes, com queixas no Minisério Público por gestão danosa. Não o fez no tempo certo e agora que o homem está cansado e já não gosta de ser o que sempre foi ao longo dos tais 18 anos, lá terão de o  deixar ir embora, livre como um passarinho.

Temos a certeza que irá sair de sorriso nos lábios, 'usando a imaginação' para fingir que escuta aplausos, salmos e louvores e que os pingos da chuva que ainda vai caindo, são lágrimas de tristeza dos seus  'súbditos' - como se a maioria deles fosse capaz de as chorar, depois de 18 anos de uma difícil relação do género 'padrasto/enteado' de que nos falam as histórias sobre tiranias domésticas.

E daí quem sabe se no dia em que entregar a chave do 'palácio' não irá estar um dia ameno e solarengo e a chuva não resolverá fazer um intervalo para que ao menos essa parte das 'lágrimas' não contribua para lhe massajar o ego.

publicado às 17:47

A AMBIOGÉNESE NA POLÍTICA PORTUGUESA

Nos tempos idos do Pinóquio/emigrante/futuro filósofo, fartamo-nos de glosar com a acelerada evolução do seu apêndice nasal, sempre que ele nos anunciava projectos de desenvolvimento para o País e para a melhoria da qualidade de vida dos portugueses.

Tanto nos fixamos no discurso, que nem demos pelo momento em que 'levantou voo' rumo à Cidade-Luz' para tentar, repito, tentar, seguir as pisadas do Filósofo homónimo, mas sem "aspas" (Atenas 469 a.C - 399 a.C.) evitando por outro lado o risco de ter de se cruzar no seu dia a dia, com a dura realidade que ajudou a construir e nos legou.

E de tal forma ficamos traumatizados pelas trafulhices da figura e de alguns dos seus amigos que ainda por aí saltitam - em lugares criados à sua medida nalgumas empresas privadas amigas que ajudaram a 'crescer' e até mesmo numa ou outra pública onde se têm conseguido manter - que nos esquecemos de olhar a 'floresta' à nossa volta.

Para quem não sabia, os Pinóquios reproduzem-se por geração espontânea, ou abiogénese, pelo que ninguém já estranha quando vê de novo por aí um novo exemplar, portador de um apêndice nasal em tudo semelhante ao do antecessor, comportando-se de forma idêntica - que as variações comportamentais da espécie ocorrem de forma muito lenta.

E tanto assim é, que conta quem assistiu, que tendo-se encontrado os dois exemplares acima retratados, por mero acaso da sua vida política ou social, em frente ao mesmo espelho da mesma casa de banho de um espaço público da Cidade-Luz, um terá dito para o outro "o meu é mais pequeno que o teu!".

(É que ao contrário de outras 'competições', aqui vence quem tiver o mais pequenino).

Não nos foi referido qual dos dois reivindicava a 'vitória', mas para nós que somos imparciais, não há dúvida de que o 'empate técnico' será a decisão mais justa.

Já agora, ocorre-me citar estas quadras que escrevi AQUI em 8 de Fevereiro de 2009 a propósito do (agora) 'filósofo-emigrante':

 

"Começou apenas por ser

Uma leve comichão

Depois desatou a crescer

Virou quase uma erecção


Só que não dá prazer

(Alongou o 'coiso' errado)

E faz o dono parecer

O pinocchio procurado... (*)

 

(*) Aqui referia-me obviamente ao conhecido caso Freeport, onde tem sido inúmeras vezes citada pelos ingleses a misteriosa figura de um Pinóquio... 

publicado às 13:59

O 'COISO' DO RELVAS...

Atenção Associação Nacional de Municípios! Atenção Associação Nacional de Freguesias! Este - o da fotografia ao lado - é o 'justiceiro' com quem vão ter de se haver na famigerada reorganização administrativa!

O homem anda de cabeça perdida, pontapeia em todas as direcções e segundo o 'registo' fotográfico do WEHAVEKAOSINTHEGARDEM, agora traz enfiado nas calças, entre o cinto e a braguilha um 'coiso' estilo arma de destruição maciça que as mulheres conhecem bem e a que às vezes dão o uso errado - claro que é do 'temível' rolo da massa que estou a falar!

Por enquanto, vai-se entretendo a ameaçar os jornalistas do Público, mas se os autarcas insistem naquela de reivindicarem o direito a terem opinião sobre a pindérica sequela do famoso 'Livro Verde-relvas' - a tal da reorganização administrativa - pode bem ser que venham a  sentir na própria carne os estragos que o 'coiso' de um homem 'enfurecido' pode provocar.

Ocorre-me aqui aquela conhecida frase de tipo brejeiro: "a um homem feito de pau, não me importo dar o... símbolo do cobre (cu) mas a um homem de pau feito, salvo seja, dá-lho tu!"

Com os jornalistas do Público a coisa ficou-se apenas por uns telefonemas de cariz ameaçador 'desvalorizado' pela Direcção do Jornal - mas não pelos Jornalistas nem pelo seu Conselho de Redacção.

No comunicado da Redacção do Público, “Miguel Relvas terá dito que, se o jornal publicasse a notícia, enviaria uma queixa à ERC, promoveria um “black out” de todos os ministros em relação ao Público e divulgaria, na Internet, dados da vida privada da jornalista”.

É que por aquilo que se ouve contar sobre a vida de alguns autarcas da nossa praça, se ele transfere esta ameaça para a esfera do Poder Local, parafraseando os nossos irmãos brasileiros, o 'ventilador vai espalhar meleca' em todas as direcções - já para não falarmos de novo no 'coiso', que na caricatura do Wehavethecaosinthegardem, nos parece 'feito de pau'...


publicado às 00:02

NANISMO, COMPEXOS DE INFERIORIDADE, TIRANIAS E FENÓMENOS CORRELATIVOS...

Independente até à medula’ é um qualificativo de conotação geralmente positiva, com que procuramos descrever alguém (ou a nós próprios) que não se deixa condicionar nem manietar na altura de tomar decisões.

Mas é uma frase que muitas vezes também tem, ou pode ter, um sentido perverso:

No ser humano como animal político – e aqui ‘político’ deve ser entendido no sentido lato e não no de qualquer tipo de vinculação partidária – há ‘dependências’ inultrapassáveis e ‘independências’ inaceitáveis.

Ninguém sabe tudo sobre todas as coisas, ninguém ‘move montanhas’ independente da ajuda de terceiros, ninguém muda um mundo cheio de pessoas, sem interagir com uma parte delas – e interagir implica assertividade, negociação, coordenação de movimentos, para que quando forçamos a alavanca, tenhamos sempre a certeza de que todas as forças com quem partilhamos o objectivo comum,  se conjugam no mesmo sentido.

O verdadeiro independente não tem de ser – não pode ser nunca – uma espécie de ‘organismo unicelular’.

O verdadeiro independente só o é, porque assume as características do conjunto de células que integra, sendo que o qualificativo só faz sentido quando aplicado ao todo e não à parte.

O verdadeiro independente, tendo embora um umbigo como todos os seres humanos normais, nunca fixa no mesmo o seu olhar (tampouco no dos outros) na hora de tomar decisões.

‘De olhos nos olhos’ é talvez a melhor postura para o fazermos, por ser aquela que melhor permite que os megabits de informação partilhada fluam de forma livre e menos susceptível de falhas.

Claro que todos sabemos que o ‘módulo óptico’ não está ao mesmo nível no conjunto dos elementos do grupo e por vezes esquecemo-nos de que a articulação cervical onde o mesmo se situa, é mesmo isso: uma articulação. 

Se somos um pouco mais baixotes, teremos forçosamente que mover a mesma no sentido ascendente e ao contrário, se somos do tipo XXL, obviamente o inverso.

É infelizmente muito vulgar entre os primeiros a existência de um certo complexo de inferioridade idêntico ao que afecta um conjunto seres humanos ‘diferentes’ dotados de características físicas cientificamente designadas por nanismo, mas que não tem em qualquer dos casos nenhuma razão de ser. A verdade, é que esse complexo, que evidentemente não faz qualquer sentido, transforma-os muitas vezes em 'pequenos tiranos', sobretudo se investidos de algum poder ou capacidade de influenciar decisões - entendendo-se aqui a pequenez como um estado interior e nunca no sentido físico propriamente dito.

Neste exacto contexto, ganha aqui pleno sentido a frase de um autor cujo nome agora não me ocorre: "Nunca dês ao lobo a guarda do rebanho nem o trono a um homem pequeno".

Olhar para cima não é nunca sinal de servidão, da mesma forma que olhar para baixo – desde que não seja para o respectivo umbigo – não pode ser entendido como sintoma de sobranceria.

publicado às 22:54

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