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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

ABRIL PODE SER QUANDO UM HOMEM QUISER!

Vivemos dias de raiva - por enquanto contida, mas indiscutivelmente corrosiva - e expressámo-la de formas bem diversas, algumas admiravelmente criativas.

Sendo suposto 'agredir' a Troika da nossa revolta com tudo aquilo que de mais contundente tivéssemos à mão, eis que a inesgotável imaginação de uma mulher portuguesa - talvez parente muito afastada da conhecida padeira de Aljubarrota - resolveu ontem - no decurso da manifestação de Lisboa -  carregar com um cabaz de suculentos e macios tomates para 'armar' algumas dezenas de manifestantes, que obviamente não se fizeram rogados e se serviram dos mesmos,  não para os comerem, mas para com o seu arremesso, dar à fachada do edifício do FMI a cor do sangue que nos sugam há tempo demais!

Depois a mensagem subliminar daquela outra mulher, que com o já distante Abril do nosso contentamento ainda na memória, resolveu oferecer um cravo vermelho a um dos polícias do Corpo de intervenção incumbido de defender a sede do mal que se abateu sobre nós, alguns talvez com uma enorme vontade de largar a farda e passar para o lado dos que têm razão - porque Portugal não está a beneficiar de um resgate, mas sim a ser vítima de um assalto e o papel natural de um polícia, é sempre o de lutar pela lei e a ordem, logo, lutar contra os verdadeiros assaltantes que nos entraram fronteiras adentro com 'licença para roubar'.

De todas estas e de muitas outras imagens, que foram capazes de fazer na nossa memória a ponte entre Abril de 1974 e Setembro de  2012, ficou uma certeza: Abril pode perfeitamente ser em Setembro, em Dezembro que seja - ou como diz o poeta - Abril é quando o homem quiser! Desde que seja a tempo e em tempo útil.

E depois de já quase tudo ter sido dito sobre o civismo da maior manifestação de sempre em Portugal, o merecido destaque - pela positiva desta vez - para o comportamento irrepreensível da Polícia - ela que sente na carne as dificuldades que todos nós sentimos, acrescida de uma incumbência bem desagradável como 'suplemento', mas que não pode obviamente recusar: defender os costados da 'bandidagem' a quem o País foi entregue para ser governado, na última (esperemos que no sentido literal do termo)  distracção do Povo na altura de colocar a cruzinha no seu voto.

publicado às 21:55

QUE SE LIXE A TROIKA! QUEREMOS AS NOSSAS VIDAS!

Hoje foi o 'dia nacional da indignação'!

Melhor dizendo, paradoxalmente, hoje foram 'dois dias': o já referido e cumulativamente, o 'dia nacional da vergonha'.


Passos Coelho costuma dizer que dorme bem, que não precisa de calmantes, blábláblá, mas hoje não sei se conseguirá dispensar os químicos.


E já agora - como não há duas sem três - hoje foi também o 'dia do vernáculo' adoptado pelo Povo como forma de expressar a sua indignação - por palavras, em cartazes improvisados, em embalagens transformadas em suporte visual de expressões de protesto muito violentas.


O governo hoje ouviu de viva voz ou em imagens empunhadas por quem as escreveu ou pintou - hoje não houve lugar às encenações dos partidos, movimentos organizados, sindicatos - os nomes que o Povo lhes chama há nuito em 'ruidosa surdina': "xulos, ladrões, filhos da puta, gatunos" e outros mimos, que 'correspondendo embora à verdade sentida por cada um e por todos', não é habitual serem-lhes literalmente cuspidos nos respectivos focinhos.


É a diferença para melhor, entre os protestos organizados - contra os quais digo já que não tenho nada contra e os espontâneos, que não estão sujeitos a nenhuma forma de auto censura ou autocontenção.


Coelho passou hoje de nome de pessoa a espécie cinegética e ficamos a saber, que 15 de Setembro passará também a ser o dia da abertura da respectiva caça - como vi escrito num cartaz de papelão em letras grosseiramente pintadas, na manifestação da Avenida dos Aliados no Porto, onde estive.


(Já agora, abro um parênteses para dizer que já assisti a muitas manifestações naquela 'sala de visitas' do Porto - algumas em momentos bem quentes da vida do País - mas a de hoje foi, senão a maior, seguramente uma das maiores de sempre).


Coelho, de nome de primeiro ministro de Portugal a quem noutras circunstância, até poderíamos oferecer um cravo, afinal 'fica melhor com um ramo de alecrim e cozinhado à caçador' como rezava outro cartaz.


Coelho pessoa (ainda) primeiro ministro de Portugal, ouviu hoje o que nenhum outro primeiro ministro de Portugal ouviu e não pôde fazer nada, porque ele sabe que já só é segura a sua protecção desde que a pague e a maioria dos polícias, são hoje  tão espoliados como o resto do Povo.


Assim vai ser difícil andar na rua, porque nem tudo o que faz pode ser feito dentro de um carrão blindado, nem todas as visitas que vai ter de continuar a fazer vão poder entrar pela 'porta do cavalo' - como  aconteceu na fábrica de chocolates Imperial em Vila do Conde.


Ele nem sonha o poder destruidor da retaliação que os seus actos podem estar apenas a começar a desencadear e devia saber. Afinal as televisões servem para isso: para mostrar o que em circunstâncias idênticas outros ditadores, por actos semelhantes, já tiveram de passar - e muitos não viveram para o contar.

 

Pinheiro de Azevedo disse um dia no decurso de uma manifestação hostil idêntica às de hoje "o Povo é sereno" e até foi mais longe perante um epíteto quase amigável de 'fascista' se comparado com aqueles que hoje ouvimos em Lisboa, Porto, Coimbra, Leiria e em muitas outras cidades de Portugal: "bardamerda para o fascista" e o Povo não foi então mais longe, do que uns quase amigáveis apupos.


Nos dias que correm, já é necessário corpo reforçado de 'gorilas' - para os membros do governo e respectivas consortes -  carros blindados com vidros à prova de projécteis e qualquer dia, assistiremos aos pobres dos ministros envergando coletes à prova de bala, a saírem dos mesmos e atravessarem a rua em zig-zag, utilizando técnicas evasivas de defesa para entrarem nos ministérios.


Impensável neste Portugal que é (ainda) a coutada do Coelho, mas que não tardará muito, se nada for feito por quem tenha mais juízo e obrigação de impor ponderação, se transformará em zona de caça livre. E isso é que é verdadeiramente preocupante, porque as revoltas populares são como os incêndios: começam com um pequeno foco e quando se descontrolam, levam tudo a eito - o mato que não faz falta e até seria bom que ardesse, mas também as árvores de que precisamos e às vezes, até as casas e as pessoas...



publicado às 21:24

O CONSELHO DE ESTADO...

Cavaco Silva convocou o Conselho de Estado para a próxima sexta feira.


Referida assim, parece uma notícia perfeitamente inócua. Já o tem feito mais vezes e sem motivos tão relevantes como são aqueles que aparentemente o levaram a esta tomada de decisão: talvez pense, que estando o País a resvalar a uma velocidade estonteante para um estado de desagregação tal, alguém entre os vários portadores de ideias que o costumam aconselhar, há-de ter lá bem no fundo do bolso do protocolar casaco azul, misturado com algum cotão, algum resquício de solução que possa catalisar os restantes comparsas conduzindo-os a um caminho de reflexão com consequências - ao contrário do que é costume ocorrer.


Mas temos dois problemas de base que representam um enorme óbice a que tal aconteça:

Primeiro, porque não temos um verdadeiro Chefe de Estado. Se o tivéssemos, este nunca poderia ser conivente com a insanidade que impera entre os governantes da Pátria e por outro lado, como o faria um verdadeiro líder animado de espírito patriótico, já teria calçado a famosa 'luva branca' para a figurada bofetada que se impõe desde há muito: abdicando das mordomias próprias, cortando no despesismo do seu Palácio, na imensidão do seu staff - a ver se os outros, motivados pelo efeito de indução (leia-se vergonha) se sentiriam tentados a fazer o mesmo.


Não temos por isso Chefe de Estado, na verdadeira acepção da palavra.

E como poderíamos tê-lo aliás - e esse é o segundo problema - se não temos Estado?


Temos efectivamente vários poderes - primeiro, segundo, terceiro e há até quem diga que também um quarto - que podendo tudo, não podem nada, porque quem manda verdadeiramente, é o supra poder - quinto, sexto? pouco interessa para o caso - aquele que manipula os invisíveis fios que movimentam os bonecos de fato azul que atravancam e poluem o hemiciclo onde era suposto que o Estado que somos todos nós, se sentisse verdadeiramente representado.


Não o fazem porém, voluntariamente manietados e reduzidos à vergonha e ao escárnio por parte do Povo, devoradores da comida que falta nas mesas deste, abocanhadores não de uma fatia, mas do bolo todo, aquele que deveria chegar para que ao menos todos pudéssemos ter um minúsculo naco que minorasse aquela incómoda sensação de vazio que sentimos quando deitamos os nossos filhos ou nós próprios e olhamos desconsolados para o enorme espaço que afinal um pequeno frigorífico pode comportar - demasiado grande, quase tão grande como o volume do enorme ventre dos que nos retiram a possibilidade de preencher um pouco melhor o seu interior.


Por isso, com o País neste estado, não há Estado que justifique um Conselho de Estado e não havendo Estado, para quê um chefe sem Estado e não sendo necessário porquê um conselho para o aconselhar a fazer o que deveria fazer um chefe de Estado na situação actual em que não temos nem um nem outro? Será que, tal como nos eleitos das autarquias também aqueles proeminentes homens de azul têm direito a 'senhas de presença'? É que se assim for, poupem na despesa e usem o dinheiro para reconstruir o Estado!


E ao Povo já pouco interessará que seja um Estado verde-rubro ou de outra cor qualquer, com escudo ou com coroa, desde que não seja um Estado corrupto - um poço sem fundo, onde por mais que esbanjemos os nossos impostos a tentar tapar o buraco, parece que cada vez o fundo está mais fundo e nós mais longe de nos libertarmos do martírio dos glutões que no fundo cada vez mais fundo os vão devorando.

 

 

 

publicado às 22:50

CÂMARA DE VALONGO - O PRESIDENTE E A Dª. CECÍLIA GÍMENEZ...

Já foram duas vezes depois da saída de Fernando Melo, que na Câmara de Valongo  - em reunião pública - se reconheceu aquilo que já todos sabíamos: que os orçamentos eram por regra, de mentira e que a contabilidade se baseava em práticas criativas e na mistificação. A primeira vez, foi o último dos pais da orçamental mentira - Arnaldo Soares - quem se deixou descair. Pedro Panzina não deixou passar a oportunidade de assinalar o relevante 'evento'...


Hoje foi a vez de João Paulo Baltazar bater na mesma tecla e mais uma vez o facto não deixou de merecer o devido destaque.


Só que para mal dos pecados do presidente, no caso de Arnaldo Soares, reconhecer que mentiu, que foi charlatão, que exagerou na criatividade orçamental, por mais paradoxal que isso possa parecer, teve menos impacto - cheirou até a despeito pelo facto do velho ditador lhe ter retirado os pelouros - do que a confissão de hoje de JPB.


É que, pese embora o facto de não se assemelhar nem ao de leve com uma frágil borboleta, ele já anda por ali desde 1993 a esvoaçar à volta do Presidente que deixou de gostar de o ser e por isso passou à categoria de ex presidente que gosta de usar pantufas, pijama às risquinhas, touca de borlas e quiçá, o velho ursinho de peluche arrumado faz anos no velho baú no canto do sótão - o mesmo sótão onde devem existir ainda muitos 'esqueletos' à espera de serem incinerados - anda por ali a esvoaçar dizia eu e nunca lhe ouvimos a mínima reserva, o mais leve franzir de sobrolho ao chefe, o mais imperceptível indício de discordância perante a grosseira mentira anos a fio repetida e vendida como boa aos munícipes.


Um outro vice presidente - João Queirós - teve a coragem de o fazer e foi destituído. Perdeu o tacho, mas ficou a ganhar em dignidade. Se agora lá estivesse, podia falar sem vergonha do seu passado no pelouro das Finanças da autarquia mais conhecida do País. Já JPB, por óbvias razões, não pode fazer o mesmo sem ser ferido pelos estilhaços que costumam saltar dos telhados de vidro quando são atingidos pelo chamado efeito boomerang de algumas pedras que atira.


Registamos o mea culpa, mas entendemo-lo mais como uma tentativa algo naif de retocar a maltratada pintura deixada por Fernando Melo, verdadeiramente ao nível do restauro do Ecce Homo feito pela idosa senhora Dª. Cecília Gímenez em Espanha.


Se é que João Paulo Baltazar é capaz de aceitar um conselho avisado, que ainda por cima não lhe cobro,  ponha definitivamente de lado os pincéis e as tintas - antes que borre irreversivelmente a pintura. É que depois, tal como aconteceu com a Dª. Cecília, vêm as depressões, os achaques, a necessidade dos químicos, as despesas com as consultas e a saúde (tratar dela) está cada vez mais pela hora da morte...

publicado às 22:46

SERVIÇO PÚBLICO - REUNIÃO DA CÂMARA DE VALONGO

13 de Setembro, à hora do costume e igualmente no costumeiro Salão Nobre, reunião pública de Câmara.

A 'ementa' é enganadoramente extensa, mas no fundo, tudo se resume a algumas deliberações rápidas, por isso ninguém invoque isso para não comparecer - até porque habitualmente, as 'entradas' costumam compensar da aridez que se compreende dada a ausência de perspectivas, elas próprias dependentes das prometidas medidas de um governo que cada vez o é menos e não tem tempo para se preocupar - 'nesta altura do campeonato' - com aflições alheias, tantas são as que o próprio sente na carne...


 

publicado às 23:43

VERGONHA - ELEVADA À 10ª. POTÊNCIA!

Depois do discurso de hoje, do 'robótico' ministro das Finanças, acho que restam mesmo muito poucas alternativas que não passem por uma nova 'Abrilada' - e não coloco nenhuma conotação depreciativa neste termo, que uso unicamente para facilitar o entendimento...


O novo massacre fiscal que o governo prepara - mais uma chacina praticada sobre portugueses mais frágeis - diz tudo sobre o tipo de criminosos que temos a desdita de ter por governantes e que são capazes de continuar a disparar mesmo sobre os que já estão de rastos, enquanto protegem na fuga (aos sacrifícios) os amigos de sempre os que engordam em cada dia que passa com a míngua da esmagadora maioria - os que lá os colocaram (no governo) precisamente com essa criminosa tarefa em vista.


Enquanto em França se tributam os rendimentos anuais superiores a 1 milhão de euros, com 75% e se baixam os preços dos combustíveis, nesta 'república das bananas' em que transformaram a Pátria que herdamos dos nossos avós, aplica-se uma taxa máxima de 46% aos elevadíssimos rendimentos de muitos, acrescida de, creio, 2,5% de uma taxa de solidariedade (?) e aumentam-se todas as semanas os preços dos combustíveis, para além de se anunciarem mais roubos à antiga 'classe média' - que já deixou de o ser há muito.


Mas não param por aí os criminosos governantes que temos: disparam também sobre os quase indigentes que ganham o salário mínimo e não poupam mesmo aqueles que infelizmente ou se encontram no desemprego, porque o perderam ou como no caso dos jovens, nunca o tiveram.


Como isto é claramente uma guerra, como o que está a em cima da mesa configura a prática de crimes contra esta parte da humanidade que somos nós, estes governantes, nomeadamente o primeiro dos seus ministros e o seu 'robótico apêndice' que hoje nos "soletrou" mais uma vez o conjunto da maldades que está a compilar, para fazer desabar sobre os nossos esqueletos - se a Europa não fosse igual a eles e se os portugueses se dispusessem a fazer finalmente aquilo que há muito se impõe que façam -  seriam inevitavelmente detidos e enviados ao TPI para que fossem julgados pelos seus actos!


E no entanto, continuam a alimentar os gordos do costume: baixa da TSU para as grandes empresas, representará mais umas dezenas de milhões a entrarem nos seus cofres sem a invocada contrapartida da criação de emprego, continuação do paradigma dos subsídios à corja de sempre.


E se houvesse também um TPI para julgar a prática de crimes contra os animais, seriam ainda punidos por aquilo que se pode ver nesta publicação que hoje me chegou por e-mail. Neste caso concreto, subsidiam-se empresários criminosos ligados ao mundo das touradas, como comprovam os recortes que coloco abaixo e que 'roubei' AQUI:


publicado às 19:23

FESTA TUNING - ALFENA

Eu vi!

Podia estar a mandar apenas uns 'bitaites' com base em informação de terceiros, mas não é o caso.

A  Associação 'Tropas Tuning de Alfena' tem vindo a demonstrar nestes últimos tempos, um enorme dinamismo, aliás como muitas outras Associações da nossa cidade e é natural, é desejável, que todo o trabalho que fazem deva ser incentivado, que se apoiem todas as iniciativas que levam a cabo e que no fundo, promovendo a respectiva imagem, contribuem igualmente para divulgar o nome da nossa terra.

 

Mas atenção! Existem regras que nunca se devem perder de vista, para que aquilo que se pretende e foi referido, não venha a ter um efeito adverso e às vezes totalmente contrário que se antevia.

 

Primeiro sendo o evento licenciado pela Câmara e tendo decorrido num terreno público que foi cedido para o efeito, o aspecto da vedação do espaço para se ganhar dinheiro - que não é crime nenhum, mas deve obedecer também a critérios - foi totalmente descurado pela autarquia - como de costume, aliás...

 

Depois, estando incluído no evento um desfile no Sábado à noite num percurso previamente definido e apresentado à GNR, não se percebe como é que o mesmo não foi enquadrado e acompanhado pelas autoridades, sendo elas a interromper o trânsito em cruzamentos e entroncamentos e não simples cidadãos não identificados!

 

Mas nada melhor que apresentar um exemplo concreto:

 

Na Rua 1º. de Maio - sentido Porto, o desfile inflectiu para a Avenida Francisco Sá Carneiro, indo lá ao cimo contornar a rotunda e descendo para reentrar na 1º de Maio.

Se o desfile decorresse como devia ser, isto é de forma organizada e respeitadora dos direitos dos outros cidadãos automobilistas - e se a GNR de Alfena tivesse feito a sua obrigação, neste exemplo teriam ocorrido duas situações:

Primeira: a caravana teria de circular de forma o mais compacta possível, sem intervalos de pontuais de várias dezenas de metros, com a juventude pendurada nos carros com as portas abertas a fazer filmagens e a tirar fotografias, enquanto os automobilistas esperavam e alguns desesperavam.

Segunda: quem deveria atravessar a viatura na Avenida Sá Carneiro, enquanto os 'tuningões' subiam ou desciam à velocidade que queriam e sem preocupações de manter a continuidade da fila, deveria ser igualmente a GNR.

 

Mas claro que tudo isto que eu acho que deveria ter acontecido, só seria possível numa iniciativa organizada e supervisionada com pés e cabeça e não da forma voluntarista e 'sem rei nem roque', como é costume.

 

Já sei que se neste momento falasse directamente com o comandante do posto da GNR de Alfena, o 1º sargento Freitas, ele discordaria totalmente do que acabo de escrever "porque correu tudo muito bem, não receberam queixas de ninguém e deveremos ser compreensivos relativamente a alguns transtornos provocados, a bem da promoção da nossa terra" - onde é que eu já ouvi isto?

 

Enquanto isso, 'onde é que parava a Guarda'?

 

De uma vez por todas, é obrigação das autoridades - neste caso a GNR - garantirem os direitos de todos e não apenas de alguns e deixarem de ser parciais e brandas, quando isso lhes convém e severas e rigorosas - mesmo  musculadas em demasia sem justificação nenhuma, como as vi serem na Rua da Várzea no Domingo do Rali em duas ou três situações que presenciei.

 

publicado às 14:02

ALFENA (E VALONGO) MERECEM COVERGÊNCIA DE ESFORÇOS!

Declaração prévia de interesses: Não sou militante do PS. Aliás não sou neste momento, militante de nenhum Partido político. Pertenço mesmo à Direcção de uma Associação (Coragem de Mudar) que foi adversária daquele Partido nas últimas autárquicas, numa situação de ruptura algo dolorosa, da maioria dos seus fundadores e de grande parte dos seus apoiantes, muitos expulsos exactamente por esse facto  - mas tenho de reconhecer que o Partido Socialista de Alfena demonstrou hoje que está diferente que deu um passo em frente - o futuro é sempre para a frente - que rejuvenesceu, que se renovou estruturalmente e fez, na animada festa-convívio que levou a efeito no Centro Cultural, uma clara e inequívoca 'prova de vida' e tudo isto exactamente num dia em que outro pólo de interesses, este não partidário, mas igualmente mobilizador - o Tuning - realizava a sua festa a sul da nossa cidade.


E pormenor interessante num Partido político, é o facto de ter conseguido levar para aquele espaço muitos alfenenses que não são militantes, ou até o são de outros Partidos, o que não deixa de ser especialmente relevante. E não me venham dizer que isso se ficou a dever à bifana, ao porco no espeto, à coca cola, à cerveja ou ao sumo, porque tal como deve ser, os consumos eram pagos previamente - eu próprio fiz as honras a uma bifana bem servida e a um copito de cerveja, que admito me tenham sido vendidos ao preço de custo ou muito próximo disso. Nem talvez, apesar de interessante, pela qualidade da animação que ia acontecendo em cima do palco. Talvez o mais certo é que tenha sido um pouco por causa disso tudo e também pela presença do líder da Distrital José Luis Carneiro e do líder da Concelhia e futuro candidato a presidente de Câmara, para além de outras figuras da estrutura partidária.


E apesar de no que se refere ao contexto nacional, o crédito dos Partidos ter descido abaixo de zero no meu barómetro pessoal, a nível local e pelas ideias expressas necessariamente de forma breve nos discursos, acho que ainda existe margem para consensos e sobretudo, que existe substracto para os suportar.


E escrevo isto, sem nenhum intuito de publicidade encapotada, nem ninguém me meteu na mão nenhuma ficha para me inscrever no PS, mas hoje pode-se dizer que tive uma agradável surpresa ao constatar a diferença em relação a algumas práticas de outros Partidos - e porque não dizê-lo, do próprio PS - num passado não muito distante.

 

publicado às 21:08

O NOVO 'LAXANTE' PARA A RTP...

Ignorante me confesso, de raciocínio lento, temporariamente limitado, espero,  mas a verdade é que ainda não consegui entender como é que vendendo - 'concessionando', para ser um pouco mais preciso, ou alienando, para ser inteiramente rigoroso - a RTP 1 da e espatifando a RTP 2, se pode assegurar o serviço público de televisão constitucionalmente garantido aos portugueses. Sobretudo se essa alienação se fizer a favor de um qualquer grupo ou empresa estrangeiros, a quem os portugueses teriam de passar a pagar o imposto - porque é disso que se trata - suavizado pela designação  soft  de 'taxa audiovisual'.


É que pagar a um um grupo estrangeiro a prestação de um serviço como é o caso da electricidade ou do gás, com algum esforço mental ainda conseguimos perceber, agora pagar um imposto para que nos garantam um direito previsto na Constituição da República Portuguesa, já exige demasiado contorcionismo mental e mesmo assim não sei se consigo - se os portugueses conseguirão - chegar lá.


Mas ainda que português seja o predador que se apreste para abocanhar o pedaço, não se vislumbra porque é que então não se há-de dividir o dito, pelas bocas famintas já instaladas no mercado nacional e que vendo bem as coisas e apesar da qualidade da sua programação não beneficiar da minha especial preferência, a verdade é que prestam também elas de facto e desde há muito, como todos sabemos e os emigrantes podem confirmar, uma parte do serviço público de que agora se fala.


A verdade, é que o doutor a jacto que dá pelo nome Miguel Relvas, qual D. Quixote em versão demoníaca, transformou desde há muito a RTP no seu moinho de vento imaginário e jurou que só saía do governo depois de a transformar num montículo fisiológico resultante da sua volumosa defecação. E o pior, é que se não chamarem depressa os homens da bata branca para lhe enfiarem a recomendável camisa de forças, acho só vai parar mesmo, quando o laxante completar o efeito por ele pretendido.


Bem... isto de chamar 'laxante' a Alberto da Ponte, um homem que andou 'metido no álcool' até pode não ser totalmente descabido: a cerveja pode ter por vezes esse efeito - nuns casos pretendido, noutros, perfeitamente indesejado - no caso em apreço, a última hipótese sem sombra de dúvidas.

publicado às 00:39

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