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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

O ASSESSOR - OU A 'EUCALIPTIZAÇÃO' DE VALONGO

Há noites de sorte e a do passado dia 28 de Dezembro teve essa característica - para a Câmara de Valongo e para João Paulo Baltazar, que é o cooptado presidente de serviço ao desgovernado leme da barca velha de Valongo.


Em noite de Orçamento - que os devotos e os 'cristãos novos' consideraram equilibrado e os mais clarividentes classificaram de pura mistificação, por se preocupar exactamente com o 'equilíbrio' a qualquer custo - com a conjugação de cumplicidades várias, umas mais espúrias que outras, validou-se o branqueamento dos anos de desgraça em que andamos todos a alombar com o 'cadáver adiado' de Melo e a juntar os cacos em que o dito, mesmo 'morto mas não enterrado', qual elefante em loja de porcelanas, conseguiu transformar o nosso Concelho.


João Paulo Baltazar, o dilecto herdeiro que agora faz enormes esforços para que esqueçamos essas suas 'origens', lá fez a defesa da sua dama, extrapolando nas suas funções como presidente do executivo numa Assembleia Municipal, entrando por vezes num registo lamentavelmente jocoso, vazio de conteúdo, destituído de argumentos, ofensivo para quem a horas tardias preferiria ter ouvido explanar projectos, constatar esperança em vez de assistir a um comício de péssimo gosto e alinhamento mediocre, com Outubro de 2013 já bem presente em todas as entrelinhas.


Por todas estas razões, o Orçamento, as Grandes Opções do Plano e o Mapa de Pessoal só mereciam ser reprovados e sê-lo-iam seguramente, não fora o rasteiro trabalho de sapa de uma eminência parda - cada vez menos parda aliás - para que o não fosse.


Porque sou de uma geração que se habituou a 'chamar os bois pelos nomes' reformulo a expressão, retirando o termo eminência parda e substituindo-a pelo nome verdadeiro da dita cuja: Pedro Panzina foi o homem do Orçamento da Câmara para 2013! Não por o ter elaborado, que os seus saberes ainda não são tão abrangentes, mas porque o defendeu na sombra, multiplicando-se em telefonemas, desdobrando-se em explicações, fazendo os possíveis por levar alguns amigos a alterar compromissos comprometedores para a sua estratégia colaboracionista. Sem ele, João Paulo Baltazar afogar-se-ia num mar de coisa nenhuma e enrolar-se-ia seguramente nos cordões das botas que Melo lhe calçou, ou como disse o líder da oposição do PS, imobilizar-se-ia inglóriamente na camisa de onze varas a que só faltava a operação de 'aperto final'.


Honra pois a quem a merece e porque sabemos que o resultado desse trabalho rasteiro não vai correr nada bem, o equivalente castigo para quem se pôs em bicos de pé - no sentido literal, dada a física mediania da personagem - quando chegar a hora de todas as punições.


Mas se por enquanto João Paulo Baltazar tem motivos para agradecer a assessoria graciosa de Pedro Panzina, se lhe deve mesmo algumas dicas dadas 'on the record' em plena Assembleia Municipal e com a complacência do Presidente deste Órgão que tinha prometido 'tolerância zero'que não cumpriu a rigor, é melhor que vá preparando o cenário para no momento oportuno, atirar borda fora o homem do tribunal eclesiático, pois nós que o conhecemos bem, sabemos de experiência feita e João Paulo Baltazar se ainda não sabe, irá descobri-lo mais depressa do que pensa, que a figura não é uma 'mais valia' para ninguém!


Não o foi para Maria José Azevedo e para a Coragem de Mudar, não o foi para a preservação de um projecto que mesmo minoritário tinha condições para se manter autónomo em relação às dinâmicas partidárias e não o será nunca para Valongo - seja lá qual for a futura configuração de poder que venha a resultar do próximo acto eleitoral.


Pedro Panzina é como os eucaliptos: dá pouca sombra e seca tudo à sua volta. Mas apesar disso, continua a  haver quem arrisque investir na 'eucaliptização' de Valongo. Se for o caso de João Paulo Baltazar, pois que faça bom proveito! 

publicado às 19:52

VALONGO DA NOSSA DECEPÇÃO...


Valongo deu ontem/hoje a pior imagem de si próprio, ao apresentar-se como um Concelho de terceira categoria, liderado por um presidente/herdeiro/candidato a futuro presidente eleito, que se mantém um fiel seguidor dos métodos de gestão do mestre/'defunto'/cansado Fernando Melo.


Valongo apresentou-se ao público presente na Assembleia Municipal onde entre outros, foram aprovados documentos como as Grandes Opções do Plano, o Orçamento para 2013 e Mapa de Pessoal a Macroestrutura, numa maratona manhã dentro, com uma postura lamentável por parte de João Paulo Baltazar. Com a agravante de contar com a benevolência de uma Mesa demasiado permissiva e parcial, contrariamente ao que às vezes é para com os seus Deputados.


Numa Assembleia, agrade ou não ao Presidente do executivo, a 'ribalta' pertence aos Deputados e não se pode admitir o tipo de comportamento baseado no sarcasmo, no humor sem graça e de mau gosto porque envereda quase sempre e hoje exagerou.


Defendia a sua 'dama', o Orçamento 'realista'? Muito bem! Era um direito que lhe cabia, mas devia fazê-lo com a dignidade que o Órgão lhe impunha e sobretudo, com a verdade que Valongo lhe exigia! Ao invés disso, optou pelo discurso jocoso e de mau gosto da fuga às questões, da 'explicação' redonda que deixou tudo na mesma se é que não pior.


Deu no entanto para perceber, no meio da confusão instalada, três ou quatro coisas mais relevantes:


1. A Câmara não vai fazer investimentos, vai apenas executar despesa;


2. Seguindo uma linha que Melo deixou bem consolidada, vai gastar nas freguesias 'laranja', deixando cair displicentemente umas míseras migalhas nas outras, como é o caso de Alfena e que o seu Presidente de Junta - Deputado por inerência - soube hoje e bem denunciar: Ermesinde terá o seu estádio dos Sonhos', Alfena essa, terá cerca de 8 mil Euros para gastar não se sabe muito bem em quê;


3. Alfena não terá protocolos de limpezas, porque esse serviço será concessionado, mas a uma pergunta de Rogério Palhau sobre se o presidente da Câmara podia quantificar alguma poupança com essa opção - se é que ela existia - aquele pura e simplesmente disse não saber! Então opta-se por uma determinada solução em detrimento de outra já experimentada no passado recente e não se sabe se isso é ou não mais vantajoso?


4. A Câmara, que até aqui tem assegurado a alimentação das crianças nas escolas - mal, pelos vistos, com uma qualidade péssima (relatam-nos casos de uma peça de fruta dividida por duas crianças, de uma percentagem elevada de refeições à base de almôndegas, hambúrgueres e produtos semelhantes, de peixe de baixa qualidade, de legumes cortados grosseiramente e servidos crus, tudo isto para crianças pequenas) e isto porque não paga a tempo e horas à empresa concessionária, segundo nos dizem, há vários meses -  e quer agora alijar essa carga passando a 'batata quente' às IPSS que já têm dificuldades de sobra e ainda iriam ter de arcar com mais esta, de assumirem o ónus de prestarem um mau serviço porque mal pago e tardiamente - ou então, suportarem do seu bolso a parte que a dignidade de seres humanos frágeis exige e nós sabemos que tem faltado em muitos casos - temos relatórios de agrupamentos escolares que comprovam isso. Claro que algumas já declinaram a 'subida honra' dessa concessão.


Mas para que ninguém se ficasse a rir, hoje, maioria e oposição, todos estiveram à altura de um Concelho decadente. Uns e outros - com honrosas excepções, obviamente - não mereceram a senha de presença que arrecadaram. Uns porque falaram pelos cotovelos para se ouvirem a eles próprios e não dizerem nada, outros porque não disseram o que deveriam ter dito e o Povo exigia que dissessem e engrossando o número das excentricidades, até alguma oposição da Câmara, presente por inerência na Mesa da Assembleia, se envolveu na estratégia de defesa do executivo, assessorando, telefonando a alguns Deputados para obter alterações de última hora do seu sentido de voto consolidado horas antes em relação às matérias mais relevantes - com alguns frutos pelos vistos!


Caso para dizer que em Alfena há gente que a partir de ontem /hoje, vai ter razões para sorrir - pelos piores motivos - e que talvez em Campo e Valongo possa acontecer um pouco o mesmo.


Decepção, cansaço, revolta, foi o sentimento mais patente, exteriorizado por muitos que não aceitam pactuar com palhaçadas como a que ontem/hoje ocorreu em Valongo!


Face a este continuado/renovado abandono da nossa terra - na linha de genuína continuidade do 'não saudoso' Fernando Melo - o  novo PSD de Alfena vai ter de se esforçar para recuperar a credibilidade conquistada com a sua recente renovação, face ao atentado contra os interesses da sua terra e vai ter de rever o alinhamento editorial do próximo número do seu novo e interessante boletim laranja. Se não se demarcar claramente do líder concelhio e futuro candidato a presidente de Câmara, só pode esperar 'amargos de boca' em 2013!


 

PS-1: E não, não foi o presidente da Câmara ou alguém do executivo que esteve ao longo do dia a 'assediar' os eleitos do grupo municipal da Coragem de Mudar no sentido de conseguir que alterassem a sua posição de voto decidida no dia anterior em consenso com o grupo de apoio que os assessora no âmbito do nosso Regulamento Interno. Foi sim alguém que usa a nossa 'marca' mas que não tinha o direito e ao contrário deveria ter suficiente pudor,  para não aceitar fazê-lo!


PS-2: E não, não foi levantada ontem nenhuma objecção de consciência por parte de nenhum dos nossos deputados, em relação à posição assumida, pelo que qualquer alteração de última hora, deveria ter sido igualmente consensualizada previamente.


PS-3: Por último, nenhuma das 'explicações', dadas num registo de condescendente superioridade, de ostensiva jocosidade e de irrelevante consistência, pelo presidente da Câmara ao longo de um tempo que em determinada altura já nem era seu e à margem de um Regimento que pura e simplesmente foi ele próprio ficando à margem, foram de molde a levar-nos sequer à abstenção - e muito menos a votar a favor!  

publicado às 02:32

OS DESVARIOS DE VALONGO - O 'VÁCUO' DE UM ORÇAMENTO...

Entre outros assuntos mais ou menos relevantes, vão amanhã ser apreciadas pelo Órgão Assembleia Municipal de Valongo, as Grandes Opções do Plano, o Orçamento e o Mapa de Pessoal para 2013.


Na reunião de Câmara em que últimos documentos foram aprovados - com os votos a favor de uma maioria 'esmagadora' dos vereadores - quem não conhecesse a história de Valongo dos últimos 18 anos correria o risco de acreditar que este 'Orçamento de rigor' representa uma inevitabilidade dos tempos difíceis impostos pelos novos 'Filipes' e que a nossa cerviz só vai ser aliviada quando atirarmos pela janela -tal como em 1640 - o Miguel de Vasconcelos com que a canzoada se há-de entreter para gáudio do Povo espezinhado, que nestas ocasiões dificilmente consegue controlar os ódios acumulados, explodindo por vezes em crueldades exageradas e difíceis de reprimir.


Pois bem, este Orçamento da nossa Câmara não é de rigor coisíssima nenhuma, não tem nada a ver com as contingências da 'nacional' Troika da nossa desgraça, nem vai ser catapulta para qualquer inversão de errados percursos.


Tampouco resulta dos contributos das oposições que com ele tomaram contacto (que se saiba) apenas quando já estava ultimado e no decurso das reuniões prévias com o executivo, dando cumprimento ao Estatuto do Direito da Oposição, nem incorpora quaisquer sugestões do Povo, a quem não teria ficado nada mal terem ouvido antes de o passar a documento final.


'Orçamento Participativo' é no entanto (e ainda) um conceito demasiado evoluído para este Concelho que uns quantos líderes decepcionantes, colocaram nos últimos anos na cauda dos vizinhos que nos rodeiam. Daí que muitos tenham estranhado e a vox populi o refira no dia a dia, a entusiástica defesa desta versão miserabilista que resulta da gestão danosa repetida anos a fio pelo senhor idoso que se foi embora, com a colaboração activa do jovem delfim que agora dá a paternidade a esta sequela de má qualidade em que Valongo vai sair a perder: A Educação, a qualidade de vida das populações das freguesias (devido aos cortes radicais operados nos protocolos com as Juntas) os apoios sociais, a criação de emprego (dado que obras dignas desse nome e que podiam ajudar a promovê-lo, estarão congeladas durante muito tempo).


O 'serviço da dívida' do PAEL, a voracidade da macroestrutura, o despesismo cultivado por Fernando Melo e os seus fiéis seguidores que não vai ser cortado da forma radical e racional que a situação impunha, não vão deixar margem de manobra para esse 'golpe de asa' que Valongo exige, mas que vai ter de esperar mais alguns meses, até que os valonguenses - no Outono de 2013 -  possam dizer de sua justiça.


Resumindo e concluindo, votar a favor deste Orçamento é sem sombra de dúvida, votar em sintonia com os desvarios de Melo que nos impuseram estes inevitáveis e irracionais cortes - porque não significam de forma alguma cortes na 'gordura' ou no compadrio, mas sim naquilo que pode fazer a diferença para muitos valonguenses: a opção pelo abandono em desfavor das ajudas sociais.


Quem o fizer, não pode em caso algum, dizer que é diferente dos que depauperaram o nosso Concelho - nem tem o direito de acenar aos valonguenses com livrinhos programáticos onde se lê o contrário daquilo que fizeram na passada reunião pública de Câmara! 


Dirão os interessados na validação do erro, que a solução do voto contra é demasiado radical.


Talvez seja. Mas em coerência com o superior interesse das pessoas concretas e mais desfavorecidas de Valongo, é o único voto coerente face a esta mistificação - ainda por cima, 'servida' aos eleitos de forma apressada e mais uma vez não respeitando o seu direito a uma análise responsável e tempestiva de todos os documentos. Contudo e porque desta opção podem resultar danos colaterais - embora seja a única opção honesta - o erro menor só pode confinar-se em última instância e mesmo assim com muito esforço, a uma muito crítica abstenção. Com todas as consequências, eu não optaria pela mesma!

A ver vamos... 

publicado às 11:32

O 'ORÇAMENTO DE VERDADE' DE VALONGO - REVISITANDO O GRANDE LUIS VAZ......

É curioso como o Grande Luís Vaz continua actual nas nossas vidas! Na dos valonguenses sobretudo, essa presença crítica do nosso Poeta maior, é ainda mais evidente!

 

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades, 
Muda-se o ser, muda-se a confiança: 
Todo o mundo é composto de mudança, 
Tomando sempre novas qualidades. 

Continuamente vemos novidades, 
Diferentes em tudo da esperança: 
Do mal ficam as mágoas na lembrança, 
E do bem (se algum houve) as saudades.  

(...)


Tão preocupados que andaram alguns em denunciar concubinatos passados, tantos dias perdidos 'atrás da moita' para registar encontros furtivos onde os destinos de Valongo foram sendo secretamente discutidos e hipotecados, afadigados em denunciar públicos desmandos do senhor idoso que se foi e do jovem delfim que ficou, tanta importância atribuíam a essa sua missão libertadora, que sempre fizeram questão de que fosse apenas através deles que a mesma viesse a lume. Zangaram-se até algumas vezes, por uma ou outra 'fuga de informação' lhes ter roubado pontualmente o seu momento de glória na primazia da denúncia.


Atrevo-me a dizer, que Maomé terá dito coisas mais simpáticas do toucinho, do que eles em muitos momentos o fizeram em relação ao provável candidato a futuro presidente de Câmara e por isso é que este estranho, inusitado e de todo inesperado flic flac à rectaguarda, executado a frio e sem o pré aquecimento que este tipo de movimentos gímnicos aconselha, é ainda mais intrigante!


Aparentemente, ele parece dar início a um novo culto, quiçá a um rápido processo de beatificação do delfim de Fernando Melo e não me admiraria nada, se um dia destes os visse curvados, de rabo voltado para o céu e a encher moldes com pétalas de flores que hão-de compor o colorido tapete que pensam estender ao longo da 5 de Outubro, no sonhado e beatífico percurso do santo candidato até ao trono da suprema glória e à sua ambicionada coroação em 2013. Como sempre acontece, na fartura do banquete, algumas migalhas hão cair no nobre soalho, em quantidade bastante para satisfazerem frugais apetites de quem se contenta com muito pouco. 

 

Parece que o santo homem - descobriu-se agora - está afinal isento do pecado original de Melo e mal aquele se foi embora, começou logo espalhar oratórios pela casa de Vallis Longus e, pasmemos todos, até conseguiu apresentar - pela primeira vez em muitos anos - um Orçamento equilibrado, de verdade, enfim, de 'base 0'!

 

Para além de 'equilibrado' ser o seu nome próprio, o dito tem o 'rigor' (leia-se miséria) como 'apelido, mas no 'assento de nascimento' não consta nada sobre os desvarios, o 'gastar à tripa forra', as despesas clientelares do passado próximo, que nos conduziram até esta mirrada caricatura da nacional vergonha orçamental de Vítor Gaspar e Passos Coelho.

 

Em Valongo porém, há o péssimo hábito de se registarem 'no tecto' os desmandos, os pornográficos jantares e almoços pagos a uma certa oposição (Fernando Melo dixit) e a outros amigos, o uso e abuso do dourado cartão de crédito a que o velho senhor nos habituou.

Depois é aquilo que já todos sabemos: pinta-se o tecto com uma tinta de cores bem fortes e bem pigmentada e pronto! O pasado vira mesmo passado - um passado que deveria incomodar as oposições, que deveria envergonhar aqueles que no poder juraram fazer diferente, mas que num passe de mágica - e de duas ágeis passagens do rolo e da trincha - vira azul celeste impoluto que já não envergonha ninguém - nem a eles próprios...

 

Bendito Orçamento realista que um dia destes, desconfio, virará quem sabe, texto inspirador para um qualquer tratado da 'arte de bem governar no poder local'

 

 

publicado às 18:40

CÂMARA DE VALONGO - 'CONCUBINATOS' COM A+++

 

Um amigo do Facebook e de outras andanças - nisto de amigos, é como nos casamentos, nunca estamos livres de um 'divórcio' de princípios e nós, felizmente para mim, estamos 'divorciados' - escreveu a 'alarvidade' que se segue, a propósito do Orçamento aprovado na reunião de Câmara de terça feira passada, com cânticos de louvor e hosanas, vindos do lado esquerdo da mesa - vista esta do lado do (escasso) público presente.

 

"O PS/Valongo é tão politiqueiramente previsível que até dói. Passou três anos a viabilizar orçamentos irrealistas da Câmara. Agora, quando se aproximam as eleições, resolveu fazer o que todos sabiam que faria: fez de conta que é oposição e votou contra o orçamento municipal. Só que este número de circo não correu muito bem. Então não é que, ao fim de muitos anos - mandatos e mandatos -, o PSD, pela primeira vez, apresentou um orçamento minimamente sério e realista?"


Vamos lá portanto a ver se nos entendemos sobre o rigor das definições...

 

Orçamento de verdade, Orçamento realista, Orçamento de rigor, foram alguns dos piropos atirados ao 'pimpolho' mas eu acho que quem os atirou e por replicação faz com que outros os continuem a atirar também, não sabe do que fala - ou sabendo, junta-se ao grupo dos encenadores do costume para reforçar com um calor perfeitamente descabido, a verosimilhança desta 'verdade mal contada' destinada a enganar os valonguenses.

 

Um Orçamento de verdade, deveria antes de mais, ter partido de uma auscultação atempada aos cidadãos e às Instituições, com vistas a poder acolher alguns dos seus anseios mais prementes - Orçamento participativo, será que isto lhes diz alguma coisa?

 

Um Orçamento de verdade, seria se reconhecesse - mas isso se calhar já era pedir demais - que a quase totalidade das receitas é gasta com a máquina, com a macroestrutura, com o serviço da dívida - onde talvez tenhamos chegado apenas 'por obra e graça do divino Espírito Santo' - e que em termos de investimento o que vai ser gasto no nosso Concelho se resume a um modesto 'cagagésimo' do bolo realista!

 

Longe vão os tempos em que alguns dos 'cristãos novos' e actuais devotos do 'santo da moda' o criticavam com muita veemência e com toda a propriedade e também aos desvarios de Fernando Melo que ele sempre apoiou, à proliferação de protegidos e afilhados admitidos a esmo nos quadros da Câmara, às obras faraónicas e de fachada que nos conduziram à dívida que nos sufoca e cujo 'serviço' sufoca também o Orçamento - este e todos os que se lhe seguirão. 

 

Uma constatação clara resulta de todo este caloroso apoio ao Orçamento da desgraça que foi aprovado na reunião de Câmara na passada terça feira:

Não é conhecida ainda a 'operação de remoção da inestética gordura' que afecta a macroestrutura camarária - vai a reunião amanhã dia 21 - não se conhecem mexidas que há muito se impõem, nem se viu na terça feira, vontade de pensar na extinção de empresas municipais que não servem para nada - Vallis Habita, SMAES - e apesar disso, o lado esquerdo da mesa vota a favor?


No passado recente acusaram o PS de 'concubinato' por ter viabilizado o finado Plano de Saneamento Financeiro e se ter abstido na votação de anteriores Orçamentos.

E agora? Com este voto a favor que deixa de fora tudo que tem a ver com a educação e o bem estar das nossas crianças, por exemplo, como que é que devemos classificar este comportamento? 'Concubinato' parece-me escasso, 'prostituição' talvez seja um pouco exagerado - ou não?

 

Resta-me apelar - ao 'santo' e aos seus novos 'devotos' - para que se deixem todos de escamotear a verdade e de jogar com a mistificação!


Chamemos as coisas pelos seus nomes:


Este é inquestionavelmente e uma vez mais, um mau Orçamento. Se podia ser pior? Claro que podia, mas a menos de um ano das eleições, não convinha arriscar demasiado... 

publicado às 17:06

CÂMARA DE VALONGO - A MACROESTRUTURA CORRIGIDA...

Em 29 de Novembro, neste mesmo espaço  e a propósito do novo Organigrama da Câmara - documento que irá ser apreciado na próxima reunião de Câmara, na sexta feira dia 21 de Dezembro - escrevi entre outras coisas, o texto que consta do excerto abaixo:

 

"Mas o que mais impressiona - pelo desconhecimento das boas práticas em termos de Administração - é a designada "Divisão de Auditoria, Controlo Interno e Qualidade - DACIQ!

Como é que se pode imaginar alguém - ou algum serviço - a auditar outros serviços de nível superior? Como é que à 'cabecinha pensadora' que idealizou este Organigrama escapou que neste caso concreto, o responsável por este Serviço só pode reportar directamente ao Presidente, logo só pode estar num dos rectangulozinhos cá de cima? 

A não ser que seja só para fingir que se tem um Serviço de auditoria interna."


Pois bem, parece que afinal o nosso presidente de vez em quando consegue sintonizar com o bom senso e quando assim é, devemos assinalar devidamente esse facto.

A nova versão do Organigrama que reproduzo a seguir, analisada em abstracto e sem ter em conta o preenchimento de cada rectângulo, teve em devida conta o principal erro da versão anterior e para o qual fiz questão de chamar a atenção, isto é, que um verdadeiro serviço de auditoria interna, se for para funcionar mesmo e não para 'fazer de conta', só pode reportar ao mais alto nível da estrutura, isto é, ao presidente.

Ora o que a seguir se reproduz, em princípio, parece ter pernas para andar - assim o recheio da estrutura alveolar possa corresponder às exigências de qualidade que por uma vez, os valonguenses esperam que não passe de uma mera abstracção: O rectângulo na vertical, à esquerda, abarca toda a estrutura e reporta directamente ao líder da estrutura - como mandam as boas práticas...


 

publicado às 22:56

PORTUGAL E OS MIGUÉIS...

Há um coro geral de protestos que tem vindo a aumentar de tom e para o qual existem basicamente (pelo menos) duas grandes motivações:

 

O 'holocausto' da classe média do País e a queda em catadupa de uma série de pequenos e médios negócios que viviam essencialmente do poder de compra que a mesma ainda detinha - comércio de bens alimentares, restauração, turismo interno e venda de casas para habitação, para dar apenas quatro exemplos.


E há menos tempo, a venda do País (leia-se soberania) ao desbarato.


Quando vendemos turismo e outros serviços e bens de consumo, fazemos o que todos fazem: negócios e isso é em princípio bom para quem nos compra e para nós que vendemos, também.


Já quando vendemos soberania, empresas de bandeira como a TAP, a ANA, a RTP, quando alienamos serviços ou fatias significativas de serviços públicos como é o caso do Serviço Nacional de Saúde, a Educação, a Energia, quando aceitamos sem respingar o jugo da 'troika de Filipes' e o seu memorando de entendimento(!)  estamos - está quem o faz - a pedir um novo 1º. de Dezembro e uma nova Restauração. Podem até ter abolido o feriado, que não é por isso que ela deixará de se fazer, quando se tornar inevitável.


Parece que Portugal tem um problema qualquer com os Miguéis detentores de poder. Resta é saber se desta vez, o País terá o mesmo ânimo e patriotismo que teve em 1640 para punir - talvez com um pouco menos de violência -  o traidor Miguel Relvas, que qual Midas ao contrário, tudo aquilo em que toca, vira pechisbeque de banca de feira.


Porque é de crimes de lesa Pátria que falamos e de que a imprensa falada e escrita tem dado nota nos últimos dias!

publicado às 18:23

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