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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

AS ATRIBULAÇÕES DA AVA - ASSOCIAÇÃO VIVER ALFENA

Partilho o relevante conteúdo que se segue, publicado pelo excelente Blog Alfena da Liberdade e relacionado com a AVA-Associação Viver Alfena, uma IPSS que sempre foi uma espécie de 'sucursal' da Junta de Freguesia e que (talvez) por isso mesmo, padece dos mesmos achaques que desde 2005 vimos registando e denunciando em relação a este Órgão: Falta de transparência, opacidade, desolador amadorismo na sua gestão.

 

Claro que se pode sempre justificar este estado de coisas com a falta de interesse da sociedade para ajudar a melhorar a capacidade de intervenção da AVA, o que não deixando de ser meia verdade, deixa de fora a outra metade: a promoção e a dinamização dos objectivos desta IPSS, que em abstracto me parecem louváveis, passa por uma postura diferente por parte dos seus responsáveis. Se a sociedade não vem até à AVA, então tem de ser esta a ir ao encontro da sociedade.


 

publicado às 17:45

O NEGÓCIO DA FOME EXISTE!


(O resto deste 'tesourinho deprimente' AQUI - por Francisco Coelho da Rocha...).

 


Execráveladj.m. e adj.f. Que se pode execrar; passível de execração; abominável.

Que ocasiona horror; abominável, detestável, ignominioso: acto execrável.
(Etm. do latim: exsecrabilis.e)


Paulo Morais não precisa que o defendam, até porque não o ofende quem quer mas apenas quem pode.

Paulo Morais tem um currículo que fala por ele, enquanto muitos falam pelo currículo que não têm. 

E por último e a propósito da hiperligação acima, como dizia o grande Galileu "e no entanto ela move-se", ou seja, Paulo Morais tem razão


(Ver a sua crónica AQUI).

 

Talvez seja exagerado dizê-lo desta maneira crua, mas a verdade, é que por detrás do imenso e abnegado trabalho de milhares de voluntários e antes deles, por detrás de milhões de vítimas que já não passam apenas necessidade mas sim FOME, existe um governo que induz esta fome através do roubo dos salários, do roubo das reformas, do roubo dos empregos (na função pública) ou da implementação de leis e 'reformas' que proporcionem aos empresários privados fazer o mesmo, do esbulho daqueles que ainda vão tendo alguma capacidade económica, através do aumento dos impostos que mais não fazem do que transformá-los em novos pobres.

 

Mas para além de todo este execrável enquadramento, o NEGÓCIO DA FOME referido por Paulo Morais - e não devemos ter medo das palavras - conta com outros não menos execráveis parceiros:

 

As grandes superfícies, os grandes grupos de distribuição que de forma vil facturam sem pudor o acréscimo das vendas esfregando as mãos e induzindo sub-repticiamente o interesse de novas campanhas para engordar o apuro de caixa no final do dia da recolha.

 

Para que tudo fosse honesto e não houvesse o mínimo motivo para alimentar a suspeita sobre este tenebroso 'lobby', as campanhas deveriam funcionar mais ou menos desta forma:

 

As equipas de recolha de géneros deverão - deveriam - ser colocadas junto de cada caixa de hipermercado ou local de doação equiparado, possibilitando assim que os produtos doados sejam - fossem - registados e pagos pelos doadores ao preço de custo e sem IVA.


Só assim deixará de existir enriquecimento ilícito através do NEGÓCIO DA FOME - para o Estado por via da cobrança do imposto e para os privados com o aumento exponencial do volume de vendas.


Tudo o que se diga para escamotear isto, é lamentável, ou pior, é execrável!


 

 

publicado às 19:35

ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE VALONGO - SERVIÇO PÚBLICO

Em sessão extraordinária - por imperativos da agenda metropolitana - reunirá no próximo dia 20 do corrente mês a Assembleia Municipal de Valongo - local habitual, isto é, Salão Nobre da Câmara Municipal.

 

Seguramente que seria desnecessário lembrar, mas Alfena passa a ter um deputado municipal independente integrado - com muito gosto - no grupo municipal do PS e que obviamente, não representará apenas Alfena, mas sim o Concelho de Valongo.

 

A ordem de trabalhos:


 

Ainda uma adenda:

 

 

publicado às 20:27

VALONGO - 'EXUMAÇÕES'...

E pronto...


Como tinha planeado, procedi hoje à 'exumação' para o Ministério Público de dois 'esqueletos' que me estavam a atravancar a gaveta - para que os restantes não se amolguem desnecessariamente por falta de espaço.

 

Identificação dos 'exumados':

 

1 - O caso relativo aos anexos clandestinos de Maria Trindade, alegadamente demolidos e ainda à 'garagem-duplex' com churrasqueira, de que já falei aqui várias vezes e que foram recentemente também, motivo de notícia no jornal Público num artigo assinado pelo jornalista António Cerejo.

 

2 - O caso do transporte escolar VIP assegurado pela viatura atribuída à ex vice presidente de Fernando Melo e João Paulo Baltazar e actual vereadora sem pelouro,   Maria Trindade, sobre o qual escrevi pela última vez AQUI


Em relação a este caso, fui brindado com um comentário anónimo - porquê anónimo, quando eu ando aqui a dar a cara? - 'recriminando-me' por colocar a foto do motorista sem a desfocar, não preservando a sua privacidade. 

 

Ora bem...

 

a) Por acaso a única foto que coloquei - as outras entreguei-as no MP - até está desfocada e dificilmente dá para identificar o funcionário em causa. De qualquer forma, ele limitou-se a cumprir ordens e não será sequer parte neste processo, a não ser eventualmente como depoente, pelo que não entendo o alarme do anónimo comentador.


b) Preservei como era meu dever, a reserva de imagem relativamente à jovem que era transportada.


Comentário final:


Não fosse o facto da senhora vereadora ser titular de um cargo político, aliás a tempo inteiro e com pelouros nos mandatos anteriores, não se desse o caso de utilizar o cargo para obter benefício pessoal ilícito, não hesitando mesmo em faltar à verdade aos Serviços, informando-os por escrito ter corrigido a ilegalidade, não fosse ainda o facto de a segunda situação configurar um crime de peculato de uso com a utilização da viatura e do motorista da Câmara para benefício de terceiros e eu não teria nada a ver com isso.


Porém, como a senhora não é uma cidadã anónima, até tenho e não podia deixar de cumprir o meu dever denunciando-os.


'Bola' portanto do lado da Justiça, restando-me aguardar que faça o seu caminho...

 

publicado às 16:55

VALONGO DAS PROMISCUIDADES...

(Este é o 'taxi' cedido por Maria Trindade para um transporte escolar VIP)

 

A par do caso dos anexos demolidos 'virtualmente' e da garagem com churrasqueira, envolvendo a ex vice-presidente e actual vereadora da oposição na Câmara, Maria Trindade Vale, continuo a mexer no caso que ficou conhecido como 'transportes escolares VIP'.

 

Marco António dos Santos Costa não vai gostar, seguramente e Maria Trindade também não, mas a verdade é que não posso deixar eternamente esquecidos debaixo do tapete estes dois esqueletos ainda em decomposição.

 

Vamos pois tratar de os passar a quem 'de direito' que preciso do armário para outras arrumações...

 

Só para avivar a memória, republico o que escrevi sobre o assunto em 25 de Setembro.


Tenho há algum tempo na minha posse um conjunto de documentos – texto (carta abaixo reproduzida) fotos e um vídeo – onde é denunciado um 'serviço personalizado de transportes escolares’ a cargo da Câmara de Valongo e da sua vereadora e vice presidente Maria Trindade Vale.


Porque se trata de material que pode beliscar o direito à privacidade, nomeadamente de uma jovem que não tem como é evidente, qualquer tipo de culpa por esta teia de corrupção em que se vê envolvida e que foi criada apenas pelos adultos, entendo não ser este o momento - fase final da campanha eleitoral - para publicar este material.

Sendo no entanto um assunto gravíssimo que indicia desde já o crime de peculato de uso, estaria a ser de certa forma conivente se não falasse nele e por outro lado, se não lhe desse em devido tempo o seguimento adequado para o Ministério Público.

Não o faço neste momento, pelas mesmas razões referidas atrás e também para que não fosse entendido de forma redutora  como mais uma acção de campanha.

Irei fazê-lo em devido tempo e passada que seja esta fase mais quente.


 

Foi desta forma que o assunto me foi apresentado:

 


publicado às 00:25

'DESACORDIZADO' ME CONFESSO - ENTRE UNS E OUTROS, PREFIRO OS QUE ZURRAM...

 

Volta a falar-se de novo na cretinice do 'acordo ortográfico' a propósito do inquérito instaurado pelo Conselho Superior da Magistratura ao Juiz Rui Teixeira, pela sua ousadia ao pôr a mão nesta ferida que dói a todos os portugueses e que começa a fazer furor nas redes sociais.

 

Lembro aqui aquela tirada de mestre sobre o acordo, a propósito de um relatório 'acordizado' que lhe foi presente em Abril pela Direcção Geral de Reinserção Social:


"nos tribunais, pelo menos neste, os factos não são fatos, as actas não são uma forma do verbo atar, os cágados continuam a ser animais e não algo malcheiroso e a Língua Portuguesa permanece inalterada até ordem em contrário" - AQUI.

 

Repesco aqui a publicação de há tempos atrás, 'roubada'  então ao excelente Blog 'A Biblioteca do Jacinto' onde a brincar(?) se fala dos 'burros' - que me perdoem os nobres animais com esta designação mas sem 'aspas' - que idealizaram e transformaram em 'quase lei' esta perfeita burrice.

 

(Por uma questão de respeito, mas também de rigor, falo apenas dos 'asnos' portugueses, porque se há país, melhor dizendo, se há povo que tenha razões para zurzir os seus 'burros' esse Povo somos nós, os falantes originais a quem se tenta agora obrigar a 'dobrar' a língua - quase no sentido literal...)


O acordo ortográfico e o futuro da língua portuguesa

 

Tem-se falado muito do Acordo Ortográfico e da necessidade de a língua evoluir no sentido da simplificação, eliminando letras desnecessárias e acompanhando a forma como as pessoas realmente falam. Sempre combati o dito Acordo mas, pensando bem, até começo a pensar que este peca por defeito. Acho que toda a escrita deveria ser repensada, tornando-a mais moderna, mais simples, mais fácil de aprender pelos estrangeiros.

 

Comecemos pelas consoantes mudas: deviam ser todas eliminadas.

É um fato que não se pronunciam. Se não se pronunciam, porque ão-de escrever-se? O que estão lá a fazer? Aliás, o qe estão lá a fazer? Defendo qe todas as letras qe não se pronunciam devem ser, pura e simplesmente, eliminadas da escrita já qe não existem na oralidade.

 

Outra complicação decorre da leitura igual qe se faz de letras diferentes e das leituras diferentes qe pode ter a mesma letra.

Porqe é qe “assunção” se escreve com “ç” e “ascensão” se escreve com “s”?

Seria muito mais fácil para as nossas crianças atribuír um som único a cada letra até porqe, quando aprendem o alfabeto, lhes atribuem um único nome. Além disso, os teclados portugueses deixariam de ser diferentes se eliminássemos liminarmente o “ç”.

Por isso, proponho qe o próximo acordo ortográfico elimine o “ç” e o substitua por um simples “s” o qual passaria a ter um único som.

 

Como consequência, também os “ss” deixariam de ser nesesários já qe um “s” se pasará a ler sempre e apenas “s”.

Esta é uma enorme simplificasão com amplas consequências económicas, designadamente ao nível da redusão do número de carateres a uzar. Claro, “uzar”, é isso mesmo, se o “s” pasar a ter sempre o som de “s” o som “z” pasará a ser sempre reprezentado por um “z”.

Simples não é? se o som é “s”, escreve-se sempre com s. Se o som é “z” escreve-se sempre com “z”.

 

Quanto ao “c” (que se diz “cê” mas qe, na maior parte dos casos, tem valor de “q”) pode, com vantagem, ser substituído pelo “q”. Sou patriota e defendo a língua portugueza, não qonqordo qom a introdusão de letras estrangeiras. Nada de “k”.

 

Não pensem qe me esqesi do som “ch”.

O som “ch” pasa a ser reprezentado pela letra “x”. Alguém dix “csix” para dezinar o “x”? Ninguém, pois não? O “x” xama-se “xis”. Poix é iso mexmo qe fiqa.

 

Qomo podem ver, já eliminámox o “c”, o “h”, o “p” e o “u” inúteix, a tripla leitura da letra “s” e também a tripla leitura da letra “x”.

 

Reparem qomo, gradualmente, a exqrita se torna menox eqívoca, maix fluida, maix qursiva, maix expontânea, maix simplex. Não, não leiam “simpléqs”, leiam simplex. O som “qs” pasa a ser exqrito “qs” u qe é muito maix qonforme à leitura natural.

 

No entanto, ax mudansax na ortografia podem ainda ir maix longe, melhorar qonsideravelmente.

 

Vejamox o qaso do som “j”. Umax vezex excrevemox exte som qom “j” outrax vezex qom “g”. Para qê qomplicar?!?

Se uzarmox sempre o “j” para o som “j” não presizamox do “u” a segir à letra “g” poix exta terá, sempre, o som “g” e nunqa o som “j”. Serto? Maix uma letra muda qe eliminamox.

 

É impresionante a quantidade de ambivalênsiax e de letras inuteix qe a língua portugesa tem! Uma língua qe tem pretensõex a ser a qinta língua maix falada do planeta, qomo pode impôr-se qom tantax qompliqasõex? Qomo pode expalhar-se pelo mundo, qomo póde tornar-se realmente impurtante se não aqompanha a evolusão natural da oralidade?

 

Outro problema é o dox asentox. Ox asentox só qompliqam!

Se qada vogal tiver sempre o mexmo som, ox asentox tornam-se dexnesesáriox.

 

A qextão a qoloqar é: á alternativa? Se não ouver alternativa, pasiênsia.

 

É o qazo da letra “a”. Umax vezex lê-se “á”, aberto, outrax vezex lê-se “â”, fexado. Nada a fazer.

 

Max, em outrox qazos, á alternativax.

Vejamox o “o”: umax vezex lê-se “ó”, outrax vezex lê-se “u” e outrax, ainda, lê-se “ô”. Seria tão maix fásil se aqabásemox qom isso! Para qe é qe temux o “u”? Para u uzar, não? Se u som “u” pasar a ser sempre reprezentado pela letra “u” fiqa tudo tão maix fásil! Pur seu lado, u “o” pasa a suar sempre “ó”, tornandu até dexnesesáriu u asentu.

 

Já nu qazu da letra “e”, também pudemux fazer alguma qoiza: quandu soa “é”, abertu, pudemux usar u “e”. U mexmu para u som “ê”. Max quandu u “e” se lê “i”, deverá ser subxtituídu pelu “i”. I naqelex qazux em qe u “e” se lê “â” deve ser subxtituidu pelu “a”.

Sempre. Simplex i sem qompliqasõex.

 

Pudemux ainda melhurar maix alguma qoiza: eliminamux u “til” subxtituindu, nus ditongux, “ão” pur “aum”, “ães” – ou melhor “ãix” - pur “ainx” i “õix” pur “oinx”.

Ixtu até satixfax aqeles xatux purixtax da língua qe goxtaum tantu de arqaíxmux.

 

Pensu qe ainda puderiamux prupor maix algumax melhuriax max parese-me qe exte breve ezersísiu já e sufisiente para todux perseberem qomu a simplifiqasaum i a aprosimasaum da ortografia à oralidade so pode trazer vantajainx qompetitivax para a língua purtugeza i para a sua aixpansaum nu mundu.

 

Será qe algum dia xegaremux a exta perfaisaum?

publicado às 23:19

VALONGO PRIMEIRO! UM SLOGAN A PARTILHAR… POR TODOS.


Na reunião de Câmara de hoje, entre críticas construtivas e outras que o são muito pouco, destaco duas que o são muito pouco.


A primeira:


Começo por dizer que tenho pena de ter de referir uma prestação menos boa de uma pessoa que respeito e cujo trabalho enquanto deputado municipal me habituei a admirar: o actual vereador da CDU, Adriano Ribeiro.

 

Sei bem que existem constrangimentos inultrapassáveis no papel de qualquer autarca eleito que dependa das 'dinâmicas partidárias' e a CDU não foge à regra. O Adriano Ribeiro terá talvez aqui - como qualquer um dos seus pares dos outros partidos - uma atenuante para o discurso que leu, redigido de forma 'centralista', sobre a proposta de alteração da organização dos serviços municipais - a conhecida macroestrutura.

 

Face à situação que transita do mandato anterior, claramente configurada para 'encaixar' amigos e familiares dos eleitos e não para dar resposta aos problemas que se colocam à organização e que foi tão criticada por toda a oposição ao longos dos anos de desvario de Fernando Melo - lembramo-nos bem de expressões como 'árvore genealógica', 'polvo de Valongo' e outras - esta mudança teria forçosamente que ter lugar no mais curto prazo possível.

Sobretudo a partir da extinção da equipe multidisciplinar chefiada pela prima do anterior presidente e cuja nomeação quase deu origem à 'terceira guerra mundial' entre o seu ajunto Hélio Rebelo e a Drª. Arminda Clara Poças.

 

Acresce ainda a esta necessidade de melhorar a qualidade das chefias, o esforço que deve ser feito para as reduzir a um nível que tenha apenas a ver com o assegurar do funcionamento dos serviços e nunca, com a criação artificial de lugares.

 

É proposta pois uma redução, o que terá natural e benéfica repercussão na diminuição dos custos de funcionamento, mas em contrapartida, optou-se por um transparente concurso público que como todos sabemos, a lei impõe que seja aberto e que por isso pode implicar na possibilidade real de ter de admitir alguém que venha de fora.

 

Podia a opção da nomeação ser mais aconselhável, dados os conhecidos constrangimentos financeiros da Câmara?

 

Como diz o outro, 'poder até podia, mas não seria a mesma coisa'!

 

Estando bem identificado o nível de 'contaminação da máquina' provocado por 20 anos de poder com o nível de corrupção que se atingiu no nosso Concelho, optar por essa solução, para além de ser mais frágil em termos de segurança, corria ainda o risco de ser catalogado como 'mais do mesmo', fossem quais fossem os nomeados.

 

Além do mais, não é líquido que possa ocorrer em resultado do referido concurso uma margem de admissões externas de tal forma expressiva que possa pôr em causa os ganhos resultantes da já mencionada redução.


Quanto à segunda:

 

Sobre a redução da taxa do IMI (para os prédios urbanos) dos actuais 0,360% para o valor proposto de 0,355% e que irá à próxima Assembleia Municipal para decisão, é pouco expressiva em termos individuais é certo. Adriano Ribeiro falou em poupanças da ordem dos 2,5 euros, para valores patrimoniais à volta de, se não erro, 50 mil euros, criticando o impacto desta benesse.

 

Mesmo assim, isto significa que a Câmara abdica de uma receita da ordem dos 120 mil euros, valor que no contexto actual, não deixa de ter algum impacto financeiro que terá de ser compensado com alguns cortes ao nível das despesas.

 

É evidente que os que mais beneficiam são sempre os detentores de imóveis mais valiosos, mas quanto a isso, temos pena mas não se pode fazer nada, porque decorre da lei e do próprio CIMI vigente.

 

No entanto, faltou ao vereador Adriano - e à CDU - assinalar o reconhecimento e a valorização do sinal que é dado aos valonguenses, de que as promessas eleitorais do actual presidente não foram apenas para levar até à boca das urnas.

Numa altura em que os impostos sobem, em que se roubam os reformados e os trabalhadores da função pública, em que se preparam ataques semelhantes aos do sector privado, em que se metem no bolso dos bancos e dos grandes grupos económicos centenas de milhões de euros, registamos que no nosso município alguém vai poder 'tomar mais dois ou três cafés por ano'. Pode ser pouco, mas não deixa de ser um contra ciclo interessante...


Nota positiva - por enquanto - para a postura da oposição à direita liderada por João Paulo Baltazar, facto que escapando um pouco ao previsível, merece por isso mesmo ser destacado.

publicado às 14:26

A GARAGEM-CHURRASQUEIRA DE MARIA TRINDADE VALE...

Quando os outros nos citam a propósito de um entre muitos (maus) exemplos de 20 anos de gestão PSD na Câmara de Valongo, só podemos ficar contentes.

 

Na situação agora repescada e aprofundada pelo jornalista José António Cerejo do Jornal PÚBLICO, existe ainda a agravante de Maria Trindade ser uma dirigente nacional do PSD, partido que deu suporte a duas décadas de desvarios, compadrio, favorecimento ilícito e uso do cargo (no caso da vereadora em causa) para resolver problemas pessoais ou de amigos próximos.

 

A referência do PÚBLICO a uma queixa que tenciono apresentar no ministério público - em contornos ainda a definir - prende-se não apenas com esta situação, mas também com um outro caso já por mim referido aqui:

Uso da viatura de serviço e respectivo motorista, para levar e buscar à escola a filha de Marco António Costa, uma figura bem conhecida dos valonguenses - pelas piores razões obviamente - situação que configura pelo menos um tipo de crime.


A breve prazo, conto por isso trazer aqui mais pormenores.


publicado às 14:25

SEC-SA, ALMERINDO CARNEIRO, ARTUR CARNEIRO & COMPANHIA...

E a SEC - Sociedade de Empreitadas e Construções, SA - uma empresa socialmente (e não só) irresponsável, tal como Almerindo Carneiro, Artur Carneiro e outros o são, continua a jogar com as manigâncias legais do PER (processo especial de revitalização) para prejudicar os trabalhadores e continuar a fugir às suas responsabilidades.

 

O administrador Judicial António Dias Seabra não cumpre integralmente e de forma isenta as funções para que foi nomeado pelo Tribunal de Comércio de Lisboa onde o processo de insolvência corre termos, fecha os olhos à 'dispersão' de património, assobiando para o lado enquanto este (nomeadamente viaturas e máquinas) lhe passa a voar por cima da cabeça.

No fundo, nem sequer nos surpreende, pois já o conhecemos bem de outras façanhas - e pode pôr-me um processo se quiser. É da maneira que falaremos de tudo e de todas elas!

 

Porém, vendo bem as coisas, a culpa nem é de todos aqueles que referi mas sim do sistema que permite que situações destas e administradores destes continuem a proliferar espalhando sofrimento entre aqueles que enquanto activos deram tudo pelas empresas que ajudaram a crescer e agora se vêem abandonados por todos, incluindo a Justiça.

 

Em determinada altura remeti para o Tribunal de Comércio de Lisboa - referindo todos os detalhes do processo - os links de tudo o que por aqui se tem escrito sobre este lamentável assunto e até ao momento, nenhuma reacção, nem sequer um sinal de que tivessem lido o meu e-mail.

É a 'Justiça' que temos...

 

Partilho a seguir e sem qualquer edição, o comentário que recebi sobre esta situação já aqui tratada várias vezes:


 

Álvaro Barbosa, deixou um comentário ao post SEC - ONDE PARAM AS MÁQUINAS? às 09:56, 2013-11-03.

 

 

 

Comentário:

 

Bom dia. Cá estou novamente para comentar o assunto da SEC que lamentavelmente nem empata nem desempata.Como já referi anteriormente a SEC, entrou num processo revitalização.Tinha dois meses para as negociações com os seus credores, incluindo os funcionários despedidos ilegalmente .Estas negociações nunca se fizeram, e para maior escândalo ao fim dos dois meses a empresa pede mais um mês para concluir as negociações que nunca se fizeram.Todos estes prazos terminaram em 22-8-2013 sem que os credores tivessem conhecimento de alguma evolução. Em 16-10 de 2013 foi feito um pedido pela empresa (através do seu advogado)ao SR. Administrador Judicial (António Dias Seabra) de :Uma vez que a empresa se convenceu que não tem condições para cumprir com as suas obrigações,e avançar,que fosse encerrado o processo de revitalização e fosse decretada a insolvência.E mais,uma frase utilizada pela empresa num certo documento em que diz: UMA VEZ QUE NÃO FOI POSSÍVEL OBTER O ACORDO DOS TRABALHADORES,A EMPRESA ENTRARÁ EM PROCESSO DE INSOLVÊNCIA.Esta afirmação é totalmente falsa,pois os trabalhadores nunca foram ouvidos do que quer que seja.Nunca ouve acordo nem desacordo,NADA.Esta frase está a dar a ideia de que os trabalhadores são os responsáveis pela situação.Acho uma frase infeliz e triste de quem não olha a meios para atingir os fins.Os trabalhadores além do que lhes fizeram ainda continuam a ser prejudicados,porque anda-se aqui a fazer que se faz e enquanto não for decretada a insolvência,não podem pedir o fundo garantia salarial.(PREJUDICADOS ATE QUANDO).Sr.Administrador ANTÓNIO DIAS SEABRA,SR.DR:JUIZ encarregue do processo 649/13.1tylsb no 4º Juízo do tribunal Comércio Lisboa há culpados desta situação,mas uma coisa é certa, não são os trabalhadores.Estes são as vitimas.Se cada um fizer o serviço que lhe compete,com justiça, dignidade e imparcialidade não tenho duvidas que todos saímos a ganhar.Enquanto isso não acontecer HÁ TRABALHADORES DA SEC A PASSAR DIFICULDADES, enquanto os responsáveis por esta situação continuam impunes.Por isso só pedimos uma coisa,

 

QUE SE FAÇA JUSTIÇA.

 

 

 

ÀLVARO BARBOSA

 

 

publicado às 10:47

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