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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

REUNIÃO PÚBLICA DE CÂMARA DE VALONGO DE 13 DE FEVEREIRO - O 'MASSACRE'...


 

E parece que o Adriano Ribeiro, vereador da CDU na Câmara Municipal de Valongo - isto a propósito da reunião de ontem - ainda não percebeu que deixou de ser deputado municipal e é agora vereador sem pelouro.

 

Ontem passamos quase duas horas do período de antes da ordem do dia, a discutir uma 'recomendação' sua à Câmara de que faz parte, para que esta negoceie com as IPSS a questão dos protocolos das refeições escolares.

 

O ilustre vereador não precisa fazer 'recomendações' para serem admitidas, discutidas e depois votadas. Pode simplesmente solicitar a inclusão de um ponto específico na Ordem do Dia, discuti-lo depois, defender uma posição relativamente ao mesmo - os outros farão a mesma coisa no mesmo sentido ou em sentido contrário - e no fim, como acontece com todos os outros pontos da agenda, vota-se e pronto!

O que é que o caro vereador ainda não percebeu relativamente à melhor forma de 'administrar' o seu tempo na função de vereador sem pelouro?

 

É claro que eu estou a ser deliberadamente ingénuo, porque todos sabemos que o Adriano, que andou a gerir o tempo modesto que lhe estava atribuído no mandato anterior como deputado da Assembleia Municipal, gosta tanto de se ouvir e de tentar dar brilho pessoal aos textos do seu 'bureau' que dificilmente irá abrir mão do novo palco - digo eu, que posso estar errado...

 

Assistirmos a uma discussão repetitiva e estéril sobre os encontros que teve ou deixou de ter com as IPSS, utilizando 80% do tempo disponível para ler todos os documentos que o seu 'bureau' lhe tinha preparado e onde mais não fez do que defender a necessidade da Câmara 'esquecer os enquadramentos legais, os bons exemplos de municípios vizinhos relativamente ao mesmo assunto, ou a sá concorrência entre Instituições congéneres ou empresas prestadoras de idênticos serviços instaladas no mercado', isso é que já é um pouco demais!

 

Depois, e em segundo lugar na redundância estéril, aparece sempre - e ontem também não foi excepção  -  o líder da oposição laranja e ex-presidente da Câmara, sempre atento às intervenções do veredor Adriano para aproveitar o 'trilho' aberto por ele e lhe introduzir algumas 'melhorias'.

Sei que não consertam entre eles as respectivas intervenções, mas quem os conheça menos bem até pode ser levado a concluir o contrário.

 

Obviamente que qualquer mudança nesta configuração das reuniões da Câmara, nunca pode ser feita por 'decreto' - não pode nem deve - mas que o exemplo de ontem não favorece a continuação da excelente presença de Público nestas reuniões, isso é um facto que não pode deixar de ser tido em conta.

Não sei se não será mesmo esse o 'secreto' desejo de João Paulo Baltazar, que já se referiu por algumas vezes com ar 'enciumado' a esta relevante diferença entre a participação dos cidadãos nas actuais reuniões de Câmara e aquela que ocorreu nos últimos mandatos laranja.

publicado às 12:47

COMPORTAMENTOS HOSTIS...

Neste blog, que já anda por aqui desde 2006, tenho procurado - e julgo que conseguido - nunca escrever nada que possa configurar ataques pessoais ou 'atentar contra o carácter' de quem quer que seja..

Procuro abordar sempre situações, problemas da sociedade, da politica - internacional, nacional e local mais ou menos próxima -  relacionadas com urbanismo, com corrupção, entre muitos outros temas mais ou menos fracturantes.

 

Não nego que alguns dos eventualmente envolvidos nas situações por mim abordadas têm reagido por vezes com incomodo mais ou menos explicito e ate já fui constituído arguido por duas situações que aqui abordadei - uma delas, já resolvida, envolveu o então presidente da Câmara, Dr. Fernando Melo. No Tribunal, dei esta explicação, que foi aceite, apertamos as mãos e viemo-nos embora...

 

Tudo perfeitamente normal numa sociedade livre e aberta - nunca me icomoda a discordância dos outros relativamente àquilo que eu escrevo, ainda que por vezes expressa de forma muito viva e acalorada. Prefiro até destacar o facto de muitas das pessoas relacionadas com as situações sobre as quais já escrevi de forma por vezes até bem agreste se terem tornado depois minhas amigas.

É claro que também posso registar situações inversas - amigos envolvidos em situações que critiquei e que não tiveram 'poder de encaixe' suficiente para saberem distinguir aquilo que é pessoal do que é do domínio dos comportamentos sociais ou profissionais.

 

Depois, há uma coisa que se costuma chamar 'contraditório' e que eu respeito: se há alguém que se sinta injustamente visado em algo que eu tenha aqui publicado, pode sempre contactar-me e terá aqui a possibilidade de fazer o respectivo contraponto.

Tão simples quanto isso!

 

Porque é assim e porque eu não me escondo por detrás de nenhum 'nickname' ou perfil falso para 'atirar pedras' a quem quer que seja, é que não aceito  que me enviem 'ameaças subliminares' consubstanciadas na publicação da minha fotografia e com legendas do género:

"Eis que te conheço, vou tentar que digas ( fales de mim) na cara"12/2 às 20:44

Como ja disse, tenho falado inúmeras vezes, de forma amigável e outras vezes nem tanto mas sempre com urbanidade e de forma civilizada, sobre o conteudo deste Blog e não vou interromper nunca essa prática - este é um 'canal aberto'!

Ameaças, ainda que mais ou menos subliminares, não resolvem nada, não facilitam o debate de ideias e/ou problemas e sobretudo não fazem qualquer sentido!

 

Obviamente não vou referir expressamente a pessoa sobre a qual escrevo isto, porque não quero 'atirar achas para a fogueira' - e neste caso é mesmo uma pessoa, porque a 'ameaça' está na sua página pessoal do Facebook - mas sempre que eu escrevo sobre uma empresa que tem o nome de uma pessoa - e existem muitas - tenho de mencionar o nome da pessoa. Porém, não é sobre a pessoa que eu escrevo!

 

publicado às 08:20

ALFENA - O 'ROSSIO NA RUA DA BETESGA ', PELO MENOS...

Acho que ainda não vai ser a última vez que vou regressar ao 'urbanismo criativo' de Alfena...

 

Conforme aqui escrevi, encontrei-me ontem ao final da tarde no local da 'controversa construção' da Rua do Viveiro com o dono da mesma, o qual entre outras coisas afirmou que a Câmara tinha uma contraproposta sua relativamente à qual ainda não tinha resposta - isto para tentar justificar o 'prego a fundo' na construção, nomeadamente dos muros.

 

Achei estranho, porque sei que este executivo não é do género de 'engonhar' - perdoe-se-me a expressão.

 

Hoje soube afinal, que o Senhor Rui não tem resposta porque "tem estado ausente no estrangeiro".

 

Assim já percebo melhor...

 

Apesar de ter chegado apenas ontem - presumo que quando falou comigo tivesse acabado de regressar do aeroporto - nem por isso a obra deixou de avançar em velocidade de cruzeiro.

Retenho das suas palavras - e também do que conhecia da situação - que "tudo está de acordo com a Lei e com o PDM e que só fez aquilo que a Câmara disse que podia fazer".

 

Com esta última parte até concordo, já quanto ao resto, a prova de que não não é bem assim, nomeadamente o enquadramento legal da mesma, remeto para o recorte abaixo e que prova que sobre o mesmo assunto podem (de facto) existir duas visões diferentes por parte de dois executivos camarários que também são diferentes e tenho a certeza que a última visão do problema é aquela que mais se aproxima dos parâmetros legais - deixando embora uma pequena margem de negociação que lamentavelmente o dono do empreendimento não soube ou não quis aproveitar - porque "estava ausente no estrangeiro".

 

- Claro que vai ter de cumprir a Lei e isso implica que tenha de demolir parte da construção já erguida, o que é lamentável.

- Claro que existiram responsabilidades a nível do executivo anterior que esta Câmara está agora a gerir.

- Claro que houve técnicos da Câmara que se 'atravessaram' de forma demasiado irresponsável neste problema e que provavelmente condicionaram também o executivo anterior na sua decisão.

 

Mas há também um papelinho que se chama 'termo responsabilidade' e que o arquitecto autor do projecto teve de entregar na Câmara, o qual o vincula de forma irrevogável ao mesmo - aos seus méritos mas também aos seus eventuais vícios!

 

E é disso que estamos a falar!

 

E já agora, não ajuda nada para a solução do problema, que os 'assessores jurídicos' informais do dono da moradia lhe continuem a incutir a convicção de que a Câmara não pode fazer nada - ou então, que se fizer vai ter que 'pagar as vacas ao dono'.

 

Os actos administrativos podem ser sempre revogados, desde que razões de relevo o justifiquem. Era o que mais faltava que não pudessem!

 

E as razões de relevo podem ser melhor apreendidas a partir do recorte abaixo, onde - com alguma generosidade como eu já disse - os técnicos da Câmara tentam encaixar o 'Rossio na rua da betesga'...

 

Será caso para perguntar se os técnicos da Câmara terão agora inventado um novo enquadramento legal para a obra em causa: novo PDM, novo RMEU, novo RGEU, novo DL nº. 163/06...


 

publicado às 19:20

PORTUGAL GLORIOSO...

Às vezes só precisamos de estar atentos àquilo que os outros escrevem e quando tal se justifica, citá-los até à exaustão, incomodar, dasassossegar as consciências retirar - ainda que por breves momentos seja - as pessoas do coma induzido pelas manhãs do Goucha e da Cristina, pelas novelas umas a seguir às outras do habitual despique entre os três canais, pelo 'Somos Portugal', pelo 'somos isto, aquilo e também a república das bananas' pela 'casa dos segredos' que há-de vir para substituir aquela que há pouco se foi...

 

António Lobo Antunes escreveu o excelente texto que se segue e por isso mesmo, para que haveria eu de tentar escrever algo idêntico, que haveria sempre de ficar muito àquem da acutilância dele? 

 

O testo:


 

Portugal

visto por  António Lobo Antunes




(Escrito em 2012, mas tão actual...)

 

"Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida. Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento. Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos. Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos, protestamos.

Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estóico silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade. O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade as vezes é hereditário, dúzias deles. Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão. O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres. O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os beneméritos em tribunal. Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito. Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver.

 

- Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro

- Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima

- Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho. E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração. E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade.

 

As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá? Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente. Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos.

 

Vale e Azevedo para os Jerónimos, já!

Loureiro para o Panteão já!

Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já!

Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia. Para a Batalha.

Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.

 

Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara. Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito. Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis. Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair. Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar D. José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano. Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos. Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar. Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde. E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho. Agradeçam a Linha Branca. Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar. Abaixo o Bem-Estar.

 

Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso? Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval.

 

Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros. Proíbam-se os lamentos injustos. Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender, o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa. Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.

 

Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar? O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos uns aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes."

 

(Crónica satírica de António Lobo Antunes, in Visão de Abril 2012)

 

publicado às 13:27

ALFENA E O 'URBANISMO 'CRIATIVO' (EM ACTUALIZAÇÃO)...

E tal como já ontem previa fazer, hoje fui ao 'triângulo' das Rua e Travessa do Viveiro e Rua de Baguim em Alfena para actualizar o registo fotográfico do estado da controversa moradia que ali se ergue 'contra ventos e marés'...

 

(São fotos de 'tablet', porque quando dei por ela a minha Canon estava sem bateria, mas para o caso servem)...

 

Estava já na fase da arrumação do dito cujo, quando chegou ao local o dono da obra certamente chamado pelo pessoal do empreiteiro e não gostei da maneira como iniciou a abordagem - pouco amigável para o meu gosto - começando logo por questionar ("boa tarde para si também", apeteceu-me dizer-lhe) o meu direito de fotografar a construção...

 

Obviamente que eu não podia fazer outra coisa senão discordar frontalmente, mas ele optou por não insistir neste registo, até porque não adiantaria grande coisa se o fizesse, preferindo iniciar uma conversa já menos crispada sobre alguns detalhes relacionados com o processo de licenciamento.

 

Lá ficamos pois durante alguns minutos a discorrer sobre quem era mais ou menos culpado neste imbróglio e coisas assim, sendo que na opinião dele, a sua culpa não era nenhuma uma vez que fez tudo o que a Câmara (mandato anterior) lhe disse que podia ser feito e apenas isso.

 

Obviamente que nesta parte terá alguma razão, mas já não a tem a partir do momento em que o problema se levanta e ele em vez de fazer o que seria normal numa situação semelhante - pressionar o novo executivo da Câmara para que emitisse uma opinião actualizada sobre o conflito desencadeado pelo presidente da Junta de Freguesia de Alfena - resolve 'meter o prego a fundo' e começar a erguer muros a toda a volta tudo isto em tempo recorde e como se 'não houvesse amanhã'

 

Referi-lhe até e em pé de conversa que esta deve ser uma das poucas obras construídas de raiz onde se inicia tudo (aparentemente) 'ao contrário', isto é, pelos muros e pelas entradas...

 

Tudo indica pois, que tenhamos aqui um pequeno imbróglio para resolver, a não ser que se 'invente' uma qualquer solução urbanística para o local - colocando a rua do Viveiro sem trânsito automóvel por exemplo - mas que deixará sempre o problema (menor) da Travessa do Viveiro por resolver.

 

Seguem-se novos episódios 'dentro de momentos...


 

As novas fotos (de 'tablet'):

 

 

 

 

publicado às 18:38

O URBANISMO 'CRIATIVO' DE ALFENA E A POLÍTICA DO FACTO CONSUMADO(?)...


 

Ainda a célebre - pelas piores razões - obra particular no triângulo das Rua e travessa do viveiro e Rua de Baguim, em Alfena...

 

Num determinado momento do processo, cheguei a considerar o dono do empreendimento o menos culpado em relação a esta pequena aberração urbanística.

Aliás, segundo o que me contam, ele não para de repetir para quem o queira ouvir que não pediu favores a ninguém na Câmara e que o licenciamento lhe chegou da mesma forma que chega ao comum dos cidadãos.

 

Apesar disso e não percebendo ainda muito bem porquê, mudei 'ligeiramente' de opinião...

 

Existem condicionamentos subliminares que os técnicos municipais - e não apenas em Valongo - descodificam sempre como pedidos, sobretudo quando um determinado processo aparece capeado por uma apresentação do género "esta moradia é de um amigo".

 

Não sei se foi exactamente desta maneira que este caso subiu a escadaria da Câmara e a desceu já aprovado em Abril de 2013. Não sei mas adivinho que sim, garantem-me que sim e tudo indica que assim foi de facto.

 

Ainda assim, consideraria o cidadão dono da obra o menos responsável pela aberração, não fora a sua postura excessivamente crispada no decurso dos contactos que teve com a Câmara desde o despoletar do problema.

E não apenas crispada, mas também de má fé.

 

E explico porquê:

 

Com segundas intenções ou sem elas, o presidente da Junta despoletou o problema.

A Câmara por sua vez, promoveu várias acções para aprofundar todos os detalhes do processo e envolveu nas mesmas o promotor, o seu arquitecto e até mesmo o seu advogado, sempre com um problema em cima da mesa: o desrespeito - mais ou menos evidente, mais ou menos grave, contudo, desrespeito - por regras e Regulamentos urbanísticos.

 

Apesar disso, numa acção oportunista e MUITO CRITICÁVEL, o dono da moradia em vez de fazer um pequeníssimo compasso de espera pressionando legitimamente a Câmara para se pronunciar em definitivo sobre o conflito o mais rapidamente possível, o que fez foi 'dar gás' à equipa de construção erguendo os muros em toda a extensão e colocando (tentando colocar) a Câmara perante um facto consumado: "se tomarem a decisão extrema vão ter de pagar custos elevados, porque só em muros eu já gastei mais de 40 mil Euros".

 

(Desde o dia em que fiz aquelas fotografias publicadas AQUI, o aspecto da obra mudou radicalmente, facto que atesta bem o nível de má fé com que nos deparamos).

 

Isto é tudo aquilo que dispensaríamos neste momento e que prefigurando uma clara intenção de pressionar de forma ilegítima, não pode ser tolerado de forma alguma!

Gastou 40 mil Euros? Problema dele! 'Valores mais altos se alevantam' para que possamos deixar passar em claro esta esperteza saloia e desistamos de exigir a reposição da legalidade.

Além do mais, numa parte do empreendimento o dono demoliu muros de suporte de terras que eram  em pedra para construir novos em cimento e como (quase sempre) acontece em idênticas situações - de forma criticável, digo eu - aproveitou para dar 'um chega p'ra lá' aos novos, ganhando mais uns centímetros multiplicados por vários metros lineares.

 

Também me chegam rumores sobre o activismo exacerbado de alguns maus conselheiros do cidadão em questão, que devendo ser bombeiros, têm agido de facto como verdadeiros pirómanos...

Mas ainda que tal possa corresponder à verdade, não é isso que está em cima da mesa neste processo, porque  o cidadão dono da obra é adulto, está informado e será sempre responsável em última instância por tudo o que está a ser feito.

Alfena e a Câmara de Valongo não podem deixar-se capturar por este tipo de artimanhas.

 

Em jeito de conclusão repito o que já disse em anteriores escritos: que bom seria ter constatado todo este activismo de Arnaldo Soares em relação a outros processos de 'urbanismo criativo' bem mais graves do que este...

Mas isso será matéria para futuras abordagens.

 

publicado às 20:41

BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE ERMESINDE - A JUSTIÇA QUE TARDA...

Existem conflitos em que me sinto pouco à vontade a geri-los...

 

Aquele de que vou falar - mais uma vez - é um deles, pela simples razão de envolver uma Instituição que prezo muito e que é a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Ermesinde.

 

Bom... se calhar é melhor retirar a Instituição do assunto, para me sentir mais confortável, até porque quem está de facto em causa não são os Bombeiros mas sim uma Direcção fora da Lei que tendo sido derrotada pelos associados através do voto em Dezembro último, 'inventou' uma incompatibilidade de última hora para jogar com a tradicional lentidão da Justiça e através da interposição de uma acção junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Penafiel e de uma providência cautelar junto do Tribunal de Valongo, conseguir manter as 'chaves do cofre' e o rabo sentado na cadeira do poder durante mais algum tempo, impedindo a tomada de posse dos corpos sociais eleitos.

 

Mas não se contentaram com este comportamento verdadeiramente lamentável e que envergonha a Instituição e a maioria da massa associativa que em Dezembro lhes disse que não os queria mais.

Estes oportunistas entre os quais se conta o ex-presidente que é também gerente da falida SEC cujos trabalhadores roubou através de um despedimento ilegal e aos quais foge desde então, lançando mão de todos os expedientes jurídico-legais para não ter de lhes devolver o produto do roubo, acharam que apesar de ocuparem um lugar que já não é deles, ainda se podiam arrogar o direito de 'deliberarem por unanimidade' aplicar-me uma suspensão por seis meses da qualidade de sócio dos Bombeiros!

 

Na imensa cretinice que os afecta de forma irreversível, não conseguem perceber que já só se representam a eles próprios e não os Bombeiros de Ermesinde e precisamente por isso é que eu não sigo o conselho de alguns amigos que com a melhor das intenções me sugerem "não te chateies, se queres ajudar Bombeiros, inscreve-te nos de Valongo que também precisam...".

 

E não sigo o conselho, em primeiro lugar porque não posso ser punido por direito de opinião e depois, porque não reconheço 'àquela gente' entre a qual se conta alguém que vestiu há poucos meses atrás uma 't-shirt verde' igual à minha, qualquer legitimidade para se arrogarem o desplante de deliberarem esta suspensão.

 

Esta última parte revolta-me um pouco mais, é verdade, contudo não posso, não devo, nem quero atribuir qualquer responsabilidade ao excelente grupo municipal a que tenho  a honra de pertencer.

Como diz o Povo, no melhor pano cai a nódoa...

 

O processo só agora se inicia, mas como dizem os nossos amigos brasileiros, "me aguardem!".


 

 

publicado às 17:14

ALFENA E OS 'INCENDIÁRIOS'...

 

 

Regresso ao 'assunto do momento' em Alfena - a construção que está a decorrer na confluência das Rua e Travessa do Viveiro e Rua de Baguim - para dizer o seguinte:

 

Ao contrário das 'três frentes' da moradia, existem neste processo dois lados que têm todo o interesse em procurar uma plataforma mínima de entendimento, razoável, legal e socialmente aceitável.

 

Uma das partes sabe-o e assumiu-o desde início: o executivo actual da Câmara, muito embora o imbróglio tenha sido criado no mandato anterior. A herança que sobrou dos 20 anos de desastre de Fernando Melo e João Paulo Baltazar, traduz-se num nível de litigância de tal forma elevado, que tudo o que possa ser feito para evitar litigâncias novas deve ser feito.

 

A outra parte é investidor e dono da obra que tem de conseguir perceber que nem tudo o que lhe dizem alguns amigos, que não se pondo em causa que sejam verdadeiros mas que podem no não estar na posse de toda a informação, deva ser encarado como susceptível de fazer jurisprudência.

Pode até suceder que num caso ou outro eles não estejam a ser totalmente isentos, seja porque tenham participado directamente ou por interposta influência de amigos comuns no processo decisório e agora tudo tentarão para evitar a exposição pública de algumas 'debilidades processuais', seja apenas porque a mera hipótese de a Câmara em tese poder vir a ser condenada já constitua para eles suficiente motivação para lançarem achas para uma fogueira em que nunca se queimarão.

 

O investidor tem de ser capaz de fazer apelo a um suplemento de assertividade que vá no sentido de se colocar por um lado, no papel dos vizinhos da sua obra para quem a Câmara foi bem mais exigente em processos semelhantes e por outro, no do cidadão comum, peão, eventualmente portador de deficiência, carregando as compras da semana - que nem todos temos carro e só agora as Finanças anunciaram a 'factura da sorte'(!) - ou conduzindo um filho pela mão, todos com tanto direito à segurança como qualquer morador das zonas mais nobres e mais centrais da nossa cidade.

 

Claramente de fora, deverão ficar os (eventuais) - e muito activos - interessados em acertos de contas relacionados com recentes e mal sucedidas experiências autárquicas mais ambiciosas, também esses claramente não isentos e ainda por cima parciais nesta forma de invocarem o respeito pela legalidade.

Recorrer desde logo a uma entidade externa - a CCDR-N - ainda por cima com uma deficiente fundamentação, foi claramente um 'erro de casting' do presidente da Junta de Freguesia e dos seus apaniguados!

Aquilo que o actual executivo da Câmara está a tentar, assentava que nem uma luva no seu papel de 'autarca de proximidade', só que colidia irremediavelmente com o já referido acerto de contas...

 

A litigância é sempre dolorosa e só devemos recorrer a ela em última instância.

No caso em questão, acho que ainda não chegamos a esse ponto - para desgosto de Arnaldo Soares.

 

 

 

publicado às 20:50

A CÂMARA DE VALONGO E A OPOSIÇÃO LARANJA - 'ETICA E BONS COSTUMES'...


Começa a dar demasiado nas vistas - quase no sentido literal da expressão - a postura de João Paulo Baltazar nas reuniões públicas da Câmara de Valongo e na que hoje teve lugar, não houve lugar à excepção...

 

(E quando digo sentido literal é porque 'areia para os olhos' mesmo que pouca incomoda sempre e João Paulo Baltazar não costuma poupar na dose).

 

Hoje destaco duas tiradas que tivessem elas outra paternidade e até poderiam ser relevadas com alguma bonomia, mas com ele não!

 

Tirada #1:

Criticou João Paulo Baltazar a entrevista do presidente da Câmara à revista Visão, porque "ridiculariza o Concelho"...

 

(Destaco o título da VISÃO: "VALONGO - PAGAR A LUZ DE UM BAR E METER ÁGUA"Escrevi sobre essa entrevista AQUI)  

 

Começou logo por dizer, que "durante 20 anos os jornalistas andaram pelos gabinetes e pelos corredores da Câmara (a gravar entrevistas ou a escrever notícias encomendadas por Melo e por ele próprio) - a parte entre parêntesis sou eu a dizê-lo - e nunca se atreveram a colocar fotos como a que aparece na notícia".

 

Nunca João Paulo foi tão transparente - e tão pouco cuidadoso também - como nesta abordagem às memórias dos 20 anos de desastre que conduziram Valongo à situação em que se encontra.

Desde logo, deixou claro que jornalista que aceitasse escrever sobre a Câmara ou fotografar algum do seu recheio, estava à partida limitado à 'versão melhorada' sobre o assunto que lhe era fornecida pelo poder.

 

Na dita entrevista, José Manuel Ribeiro falava em meter água no sentido literal, como se pode perceber pela fotografia em que aparece a olhar para a goteira que desagua sobre um conjunto de baldes colocados num dos corredores e não aparente fazer humor com a situação da Câmara.

 

Eu vou mais longe: A Câmara andou durante 20 anos a meter água no sentido literal e também no figurado  e quem o tenta negar é que cai no ridículo.

Foi o caso de João Paulo Baltazar hoje.

 

Tirada #2:

A segunda 'mão-cheia' de areia de João Paulo Baltazar foi a crítica relativamente à questão dos protocolos com as IPSS para o fornecimento da alimentação escolar e o facto de o presidente se referir à intenção de avançar com um concurso público que possibilite à Câmara poupar cerca de 370 mil Euros anuais como um dado adquirido.

Segundo o ex-presidente, "o executivo está a dar como certa a aprovação em reunião de Câmara onde a questão terá de ser ainda apreciada (mas isso é o que vamos ver)novamente esta parte é da minha lavra.

 

Sobre a apropriação ilícita de um diferencial (53 cêntimos por refeição) entre o valor do protocolo com as IPSS e o valor por elas subcontratado com uma empresa de catering, uma espécie de 'ajuste directo' encapotado e uma subversão clara das regras da concorrência - para não falar já na clara descriminação das restantes IPSS que honestamente consideraram não ter condições para assegurar o fornecimento das refeições - sobre tudo isto, João Paulo Baltazar nada disse.

 

Ou recorrendo a um conhecido chavão da área jurídica talvez mais adequado aos contornos do negócio que beneficia sobretudo a parceira ADICE, João Paulo Baltazar'aos costumes disse nada'... - aos bons costumes, acrescento eu.

 

 

 

 

publicado às 21:07

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