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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

VALONGO - NOTÍCIA DE ÚLTIMA HORA: "MATARAM" O MENSAGEIRO...

Exactamente, como não podiam 'matar' o autor da mensagem, optaram pelo mensageiro!

 

Luís Chambel, Jornalista da VOZ DE ERMESINDE - que é propriedade do Centro Social de Ermesinde - foi suspenso e impedido de entrar nas instalações, por TER PUBLICADO A MINHA CARTA ABERTA AO PRESIDENTE (DA CÂMARA)!

 

Nem mais! Apesar dos 40 anos do 25 de Abril comemorados este ano com 'pompa e circustância' à porta da Câmara - e no seu interior também - a Revolução dos cravos vai morrendo todos os dias em Valongo!

 

No nosso Concelho o poder e os seus detentores nunca conviveram bem com a crítica e por isso, os poucos jornais regionais aprenderam desde há muito 'a colocar a mordaça com as próprias mãos' e a adaptar-se à manjedoura para não morrerem à míngua.

Porém, é a primeira vez que um Jornalista sério e com muitos anos de profissão é despedido por publicar um documento incómodo para o poder instalado.

 

Podem dizer-me que estou a ser injusto, que estou a enveredar por 'teorias da conspiração' que o poder não tem nada a ver com isto, blábláblá... EM POLÍTICA O QUE PARECE É!

 

Quem são as pessoas que mandam no Centro Social de Ermesinde?

Quais são as efectivas ligações destas pessoas ao poder municipal - ao actual, mas também ao anterior?

A quem é que a minha 'carta aberta' desagradou?

 

 

publicado às 20:36

PDM DE VALONGO - TRANSPARÊNCIA, SERIEDADE, QUALIDADE, (QUASE) TUDO O QUE A PROPOSTA NÃO TEM...

 

 

E hoje foi o último dia de discussão pública do PDM de Valongo - o tal que "vai lavar (a Fonte da Prata - e não só) mais branco"...

 

 

Quanto ao requerimento que eu dirigi ao senhor presidente e já publicado neste espaço - ver recorte a seguir - nem sinal de resposta. O assunto 'queima' e parece que consta de uma lista escondida de 'assuntos proibidos'.

 

Portanto, para o bem e para o mal, está encerrado o processo de programação da 'operação de lavagem' e não tardará muito, teremos aí o novo concorrente do OMO - o tal que julgava que 'lavava mais branco'...

 

O excerto do meu requerimento, que um dia - acredito eu - há-de merecer 30 segundos de atenção do senhor presidente:

 

(...)

 

  1. Que o Senhor Presidente introduziu neste período final de discussão pública um lamentável factor de condicionamento psicológico dos cidadãos de Valongo ao levar a reunião de Câmara – e fazer aprovar – um contrato de Urbanização com a empresa Jerónimo Martins que tem a ver com a alteração da qualidade dos terrenos incluídos na UOPG 06 Alfena e que é importante ser debatida com mais profundidade;
  2. Que o requerente, na qualidade de deputado municipal, está a envidar esforços no sentido de conseguir do Senhor Presidente da Assembleia Municipal a convocação de uma sessão extraordinária deste Órgão a realizar em Alfena e antecedida de uma rápida visita ao local abrangido pela UOPG 06 para debater o problema do favorecimento ilícito à Novimovest/Santander que a proposta de alteração do PDM consubstancia;

Requer:

 

a)    Que o Senhor presidente promova a prorrogação pelo tempo que achar por conveniente, mas que não deveria ser inferior a um mês, do período de discussão pública do PDM;

b)   Que incumba o gabinete jurídico da Câmara de estudar todas as hipóteses alternativas que impeçam a consumação do acto de corrupção a que a alteração da qualidade  dos terrenos da UOPG 06 conduzirá, nomeadamente e tendo em conta a salvaguarda de um projecto de investimento que a Câmara considera importante,  nomeadamente o recurso a um instrumento legal que é o da ‘expropriação por interesse público relevante’.

 

Já agora, partilho aqui a última reclamação das Associações Al Henna e Coragem de Mudar e do Clube "9 de Paus" - um complemento à que entregamos ontem:

 

UMA (ENTRE MUITAS OUTRAS POSSÍVEIS) VISÃO CRÍTICA SOBRE ASPECTOS MAL RESOLVIDOS NA ACTUAL PROPOSTA DE PDM – NUM CONTEXTO MAIS RESTRITO DA REALIDADE DE ALFENA

 

(ESTA RECLAMAÇÃO COMPLEMENTA UMA OUTRA ENTREGUE ONTEM, SUBSCRITA PELAS ASSOCIAÇÕES AL HENNA, CORAGEM DE MUDAR E CLUBE “9 DE PAUS”)

1. As peças do PDM são impenetráveis, quer pela elevada especialização, quer pelo linguagem técnica utilizada, quer pelo volume e diversidade de matérias versadas;

2. O diálogo com os técnicos é impossível. São profissionais que trabalharam, a tempo inteiro, durante 6 anos para além de uma dedicação anterior, quiçá de muitos mais anos. Os “adversários” são simples, embora interessados, cidadãos com vida pessoal que pouco terá a ver com urbanismo.

3. Os consideranda anteriores são suficientes para inviabilizarem quaisquer 45 dias de discussão pública.

4. O conceito. Seria importante definir que tipo de localidade queremos para o futuro – dir-se-á mesmo para os próximos 50/100 anos - . Sem esta definiação estratégica, quaisquer planos são geradores de constrangimentos e percursores de actividade especulativa

5. Definido o conceito, haveria agora que definir, objectivamente, o perímetro urbano da cidade de Alfena – tendo em conta, sobretudo, a sua evolução histórica – a fim de manter uma identidade própria, única e insubstituível. Paralelamente, seriam sistematizadas as características da área rural, sobretudo em termos de defesa do ambiente, e da produção agrícola, pecuária e florestal, incluindo a definição precisa das áreas de caça.

6. Insistimos na elaboração do Plano sob a óptica dos limites interiores definidos recentemente, por consenso. É absurda a utilização da carta da CAOP, quando se sabe que a sua alteração depende, apenas, de decisão burocrática. É dar mais importância à “papelada” do que as pessoas e à realidade.

7. Erros de toponímia. Já apontados; (Ribeira da “Ferraria” (Junqueira), Ribeira da “Juncada” (Junceda), “Cordas” (Corgas) e má localização da “Fonte da Prata” e “Chãos”.

Por apontar: Nomes que nada têm a ver com a localidade e os seus habitantes. É urgente a nomeação de uma comissão para estudar o assunto e propor alterações.

8. Património. O anexo V lista, em Alfena, 11 valores de interesse patrimonial (A01 Ponte de S. Lázaro, A02 Ponte dos Sete Arcos, A03 Centro Cultural de Alfena, A04 Igreja Matriz de Alfena e Sarcófago da antiga Igreja, A05 Quinta das Telheiras, A06 Casa da Juventude, A07 Capela de S. Lázaro, A08 Ponte do Arquinho, A09 Portal da Quinta do Ribeiro, A10 Capela de S. Roque e A11 Capela de Nossa Senhora da Conceição.

Mas há mais, que se justifica incluir:

a) Calvário da Costa

Largo Central da Costa

Conjunto religioso de devoção popular, constituído por 6 cruzes, datado de 1776. Existe mais uma cruz na Rua Central da Costa com semelhanças estilísticas às do conjunto e que poderia indicar o caminho para o Calvário. Intervencionado em 1979.

b) Calvário de Cabeda

Rua do Calvário (entre as ruas da Aldeia Nova e da Vitória)

Conjunto religioso de devoção popular, constituído por 7 cruzes. Intervencionado em 2005. Existe mais uma cruz na Rua da Aldeia Nova, nas proximidades deste Calvário, que poderia ser indicativa da sua proximidade, datada de 1733.

c) Capela de N.ª Sr.ª do Amparo (antiga)

Rua de N.ª Sr.ª do Amparo

Mandada edificar em 1697 pelo capitão Gaspar Pinheiro de Carvalho. Sofreu ampliações em 1734, por ser pequena para a população que aí acorria e ganhou uma traça de características barrocas. Nos anos 60 e 70 do séc. XX sofreu grandes melhoramentos através de dádivas de particulares (douramento dos altares, empedramento do arraial, obras gerais e relógio eléctrico). Hoje serve de capela mortuária.

d) Capela de N.ª Sr.ª do Amparo (nova)

Rua de N.ª Sr.ª do Amparo

Mandada edificar em 1978 pelo casal Joaquim Reis de Freitas e Maria Manuela Marques Moreira de Freitas, em acção de graças à Sr.ª do Amparo. O terreno foi cedido por Rosa Marinha Alves da Rocha. O projecto é do arquitecto Alfredo Moreira da Silva.

e) Casa da D. Albina

Travessa de Cabeda

Casa agrícola de traça neoclássica, com r/c destinado a arrecadações agrícolas e o 1.º andar para habitação, construída em 1860.

f)  Casa Rural

Rua Central de Reguengo, n.º 263

Casa agrícola granítica com portal rematado por um arco, que protege a entrada recuada. Datada de 1861 e bem restaurada.

g) Portal da Quinta das Telheiras (o portal e a casa, embora o seu interior tenha sido, aquando do restauro, completamente alterado, mas, apesar disso, com algum gosto. Os santos, da capela, há muito que foram vendidos). Não a Quinta das Telheiras. Esta já não existe.

Rua de N.ª Sr.ª da Piedade

Propriedade agrícola murada com portal monumental brasonado e capela de N.ª Sr.ª da Piedade. A sua edificação data de meados do séc. XVIII e tem características barrocas na sua concepção.

Acrescem os núcleos histórios (a preservar o que ainda resiste) como a “Rua de Alfena”(enquanto verdadeira origem da cidade. Melhoramentos da calçada) e os núcleos rurais (a preservar, igualmente) da Várzea (onde, provavelmente, nasceu o comendador Matos), Punhete, Cabeda, Transleça, Ferraria e Baguim.

Moinhos: faltam alguns (Cabo, Amadeu, etc)

Protecção dos marcos do Colégio do Carmo e da Comenda de Águas Santas, ainda sobreviventes.

Sinalização dos locais históricos (S. Lázaro, Gafaria, Moinho do Eusébio, caminho para Valongo e poldras do Leça, local onde existiu a Quinta da D. Helena, onde funcionou a Câmara Municipal em 1838, a norte do actual “Casarão”.

9. Protecção dos equipamentos desportivos existentes, com o abandono da aberração da DL16 (que atravessa o campo de treinos do AC Alfenenses, situado em terreno municipal)

10. Abandono da ideia do PUCCA (que, na realidade não existe) a fim de impedir a especulação imobiliária em torno dos terrenos em leito de cheia do Leça.

11. Finalmente, a revisão da alteração pontual do PDM realizada em 2011, sendo argumento suficiente as razões apontadas por muitos alfenenses no âmbito da consulta pública então levada a cabo.

12. Por último, o prolongamento do tempo de consulta pública e a realização de uma série razoável de sessões de trabalho destinadas a “descriptar” o regulamento do PDM, tonando-o acessivel a um número confortavelmente maior de cidadãos, a fim de que estes possam pedir a revisão de algumas decisões controversas que os afectam (terrenos, inicialmente com capacidade construtiva e que, pelo “milagre” da Revisão, deixaram de a ter, embora o contrário também seja verdadeiro).

 

Alfena, 17 de Julho de 2014

 

ASSOCIAÇÃO AL HENNA

ASSOCIAÇÃO CORAGEM DE MUDAR

CLUBE “9 DE PAUS”

 

Pel’Os subscritores,

 

(Celestino Neves)

 

 

 

 

 

publicado às 18:46

CÂMARA DE VALONGO - E QUANDO SE PARTILHAM OS SEGREDOS (APENAS) COM OS ADVERSÁRIOS...

 

Para os mais ingénuos, para todos aqueles que de boa fé ainda acreditam que a Câmara de Valongo está, tal como eles, de boa fé - sim, esta Câmara, eleita em Setembro de 2013 com a promessa à cabeça de que iria MUDAR VALONGO - aqui fica o chamado 'balde de água fria', em forma de perguntas relativamente à postura do executivo e do seu presidente no que toca à opacidade com que está a gerir o encerramento do processo de revisão do PDM.

 

Pelo menos em relação a Alfena, não tenho nenhuma dúvida sobre isso!

 

- Porque será que a designada UOPG 06(Unidade Operacional de Planeamento e gestão) - lá em cima na Fonte da Prata - abrange uma área aproximada de 55 ha - ver recorte acima, da página 59 do Regulamento do PDM - enquanto que a (prevista) plataforma logística da Jerónimo Martins apenas envolve 20 ha de implantação (ou cerca de 42 ha intervencionados) - ver 2º. recorte do contrato de urbanização?

 

- Porque será que no contrato de urbanização assinado há dias na Câmara, as infra-estruturas (águas, saneamento, electricidade, etc.,) não se destinam apenas ao 'destaque' destinado à dita plataforma?

 

- E se são 55 ha, porque é que se continua a falar no 'direito de reversão' do terreno, no caso de a construção não avançar? 'Reversão de 20 ha quando o PDM é alterado para 55? Isto só pode ser mesmo uma anedota!

 

- E porque será que o contrato de urbanização atrás referido, foi tratado pela Câmara socialista como um 'segredo de estado' - excepto estranhamente, no que se refere à 'consensualização' prévia com a oposição?

 

De facto, levar a reunião de uma coisa destas, já na fase final do período de discussão pública do PDM, condicionando mentalmente os cidadãos que andam e com razão tão sensíveis às questões do emprego, sem a discutir sequer no seio do grupo municipal do PS, sem a partilhar também com a Assembleia Municipal, é evidentemente uma enorme e lamentável falta de respeito e de seriedade, por parte de quem, mais do que ninguém, dada a proximidade das promessas que fez, tinha obrigação de fazer diferente! 

 

Dizem-me alguns - admirados com os últimos sinais de 'desalinhamento' - que eu ando 'de candeias às avessas' com José Manuel Ribeiro...

 

Não ando nada! Desde sempre esta foi a minha postura e a única coisa porque me penitencio, é pelo facto de ter acreditado que em Valongo a palavra MUDAR tinha o mesmo significado para mim e para ele...

 

Uma pergunta final - eventualmente de retórica:

 

- Será que nove meses passados sobre a sua tomada de posse como presidente da Câmara, José Manuel Ribeiro ainda pode abortar o seu 'percurso suicida rumo ao abismo'?

 

Deixo a resposta à capacidade de acreditar de cada um... 

 

 

 

publicado às 10:30

PDM DE VALONGO - VAMOS FAZER PARTE DESTE 'PLANO'?

Hoje fomos - eu na tripla qualidade de deputado municipal, de membro da Direcção da Associação Coragem de Mudar e da Direcção da Associação Al Henna e o Sr. Silva Pereira, em representação do Clube "9 de Paus" - entregar no Gabinete do Munícipe da Câmara, duas reclamações que se enquadram no período de discussão pública do PDM de Valongo, período que termina amanhã, dia 17 de Julho.

 

Numa conversa de cerca de 1 hora com os dois arquitectos da Comissão do PDM destacados para nos atender, foi possível confirmar aquilo que já sabíamos, isto é, que este documento - duas volumosas pastas - é muito pouco 'amigável' e a 'discussão pública' do mesmo, não passa de uma frase feita.

 

Uma das muitas acusações que se podem fazer desde já a este PDM, é que ele vai servir para 'regularizar' muitos dos actos corruptos praticados ao longo de 20 anos de florescente - e frutuosa - corrupção laranja em Valongo!

 

Vai por exemplo - no dia seguinte à sua publicação - permitir transformar em real a corrupção que até agora tem sido apenas 'presumida' ou 'alegada' no que toca aos terrenos da NOVIMOVEST/SANTANDER em Alfena, onde se 'pretende' instalar a plataforma logística da Jerónimo Martins!

 

Como dizem alguns mais atentos aos efeitos induzidos deliberadamente neste tipo de instrumentos, "o nosso PDM continuará na senda do anterior e provavelmente também na dos que se lhe seguirão, a lavar (obviamente) mais branco"...

 

Depois, um cidadão normal não tem a mínima hipótese de analisar este tipo de conteúdos que andaram a ser carregados durante 6 longos anos por variadíssimos técnicos, em apenas 45 dias - se calhar, nem em 10 vezes este número - não tem e também ninguém pretende que tenha.

 

Talvez por isso e talvez um pouco também por deformação profissional, os técnicos assumem quase sempre - pelo menos hoje connosco foi assim - uma postura hermética e pouco colaborativa, escudando-se nas leis e nos procedimentos administrativos referidos sempre de forma vaga. 

A defesa daquelas duas volumosas pastas não deveria ser feita como se estivesse em causa a sobrevivência do mundo e foi isso que a nós hoje nos pareceu.

 

Por último, e em abstracto, isto é, sem me referir em concreto a nenhuma Câmara, ser transparente não é pôr '1 milhão de toneladas de arquivos' à disposição dos cidadãos - "tomem lá, vejam à vontade..." - mas introduzir uma prática de partilha constante de informação e isso deveria obviamente ter acontecido também com o PDM, recorrendo à página da Câmara, ao Boletim Municipal, entre muitas outras formas, porque 6 anos de trabalho massudo não se empinam em 45 dias, como já disse.

 

Eis então as reclamações que entregamos:

 

Reclamação 1

 


 Reclamação 2

 

 

 

 

 

publicado às 22:59

'GARIMPO' DE ALFENA - "QUEM TEM PRESSA COME CRU"...

Partilho aqui, o REQUERIMENTO que acabo de remeter ao senhor presidente da Câmara e que é a sequência lógica do acto verdadeiramente lamentável de ter feito submeter à Câmara na sua reunião de quinta-feira passada que o aprovou com 8 votos a favor e o voto contra da CDU, um contrato de urbanização entre a Novimovest, a Jerónimo Martins e a autarquia.


 

Alfena, 15 de Julho de 2014

 

Exmo. Senhor

Presidente da Câmara Municipal de Valongo

 

 

 

REQUERIMENTO

 

Celestino Marques Neves,  __________________________________________vem por este meio e em representação das Associações Al Henna e Coragem de Mudar e ainda do Clube “9 de Paus” , tendo em conta:

 

  1. Que está prevista a conclusão do período de discussão pública d PDM para o próximo dia 17 de Julho;
  2. Que o requerente solicitou a título individual e com carácter de urgência, no passado dia 3 de Julho um conjunto de elementos relacionados com o assunto PDM para os quais ainda não obteve resposta e cujo conteúdo se transcreve:

 

-       “Relação datada de eventuais relatórios inspectivos e/ou actos de embargo de obras efectuados pelos serviços de fiscalização da Câmara - por iniciativa própria ou respondendo às várias queixas formuladas na altura por vários cidadãos individuais e grupos políticos - relacionados com o atentado ambiental que envolveu a gigantesca movimentação de terras, a terraplanagem e entubamento do ribeiro de Junceda entre outros actos ilegais cometidos no local;

 

-       Relação discriminada dos valores das contra-ordenações aplicadas pela Câmara e respectivas provas de cobrança:

 

-       Relatórios elaborados pelos Serviços de Protecção Civil Municipal nos últimos 10 anos, para cumprimento da lei que obriga a comunicar a ocorrência de incêndios florestais com identificação dos terrenos percorridos por fogos florestais;

 

-       Comprovativo do cumprimento da determinação legal que deve instruir o licenciamento da prevista plataforma logística, nos termos do n.º 4 do art.º  1.º  do anexo do Decreto-Lei 55/2007 de 12 de Dezembro e que passo a transcrever:

 

(...)

       -         4 - As proibições estabelecidas nos nº.s 1 e 2 podem ser levantadas por despacho conjunto dos ministros responsáveis pelas áreas do ambiente e do ordenamento do território e da                   agricultura, a requerimento dos interessados ou da respectiva câmara municipal, apresentado no prazo de um ano após a data da ocorrência do incêndio.

-       5 - Tratando-se de uma acção de interesse público ou de um empreendimento com relevante interesse geral, como tal reconhecido por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do ambiente e do ordenamento do território e da agricultura e do membro do Governo competente em razão da matéria, o levantamento das proibições opera por efeito desse reconhecimento, o qual pode ser requerido a todo o tempo”.

 

  1. Que o Senhor Presidente introduziu neste período final de discussão pública um lamentável factor de condicionamento psicológico dos cidadãos de Valongo ao levar a reunião de Câmara – e fazer aprovar – um contrato de Urbanização com a empresa Jerónimo Martins que tem a ver com a alteração da qualidade dos terrenos incluídos na UOPG 06 Alfena e que é importante ser debatida com mais profundidade;
  2. Que o requerente, na qualidade de deputado municipal, está a envidar esforços no sentido de conseguir do Senhor Presidente da Assembleia Municipal a convocação de uma sessão extraordinária deste Órgão a realizar em Alfena e antecedida de uma rápida visita ao local abrangido pela UOPG 06 para debater o problema do favorecimento ilícito à Novimovest/Santander que a proposta de alteração do PDM consubstancia;

Requer:

 

a)    Que o Senhor presidente promova a prorrogação pelo tempo que achar por conveniente, mas que não deveria ser inferior a um mês, do período de discussão pública do PDM;

b)   Que incumba o gabinete jurídico da Câmara de estudar todas as hipóteses alternativas que impeçam a consumação do acto de corrupção a que a alteração da qualidade  dos terrenos da UOPG 06 conduzirá, nomeadamente e tendo em conta a salvaguarda de um projecto de investimento que a Câmara considera importante,  nomeadamente o recurso a um instrumento legal que é o da ‘expropriação por interesse público relevante’.

 

Atentamente, 

 

publicado às 12:58

CÂMARA DE VALONGO - PARA QUE CONSTE...

 

 

Para que não fique irremediavelmente inquinada uma relação que já teve dias melhores e porque parece que tem sido entendido por alguns sectores do actual poder municipal que as minhas críticas e acusações sobre aspectos ligados à corrupção 'metem no mesmo saco' o actual presidente José Manuel Ribeiro, aqui fica registado o seguinte:

 

 

1. Mantenho obviamente todas as críticas em relação ao caminho que tem sido imprimido à gestão camarária e em tudo aquilo que escrevo, procuro dar sinal disso; 

 

2. Nada daquilo que andamos a criticar durante 20 anos - corrupção, negócios ilícitos, compadrio, favorecimento de amigos foi corrigido - até ao momento, pelo menos;

 

3. Em momento algum afirmei - ou sequer pensei - que o actual presidente estivesse de alguma forma misturado nesta coisa malcheirosa de seu nome próprio CORRUPÇÃO  e que envolve muita gente (não eleita) que ainda deambula pelos corredores da nossa Câmara - afinal, a prometida auditoria bem poderia ter ajudado a evitar que eu continuasse a falar nisto - e muito menos, que José Manuel Ribeiro ande a fazer o mesmo ou que tenha o mesmo modelo de bolsos dos seus antecessores!

 

José Manuel Ribeiro habituou-nos a todos, durante o seu mandato como deputado municipal a uma prestação de qualidade, fazendo o trabalho de casa e afrontando os interesses instalados com todo o vigor e com argumentos bem estruturados, coisa que agora - até agora pelo menos  - não tem conseguido como presidente de Câmara.

Por enquanto, é apenas até aqui que vai a dureza das minhas críticas!

 

Não o comparo - longe disso - a Fernando Melo, Marco António Costa, José Luís Pinto ou João Paulo Baltazar e qualquer ilação nesse sentido - seja da sua parte para se vitimizar desnecessariamente, seja da parte daqueles a quem a junção de um novo membro ao 'clube' até daria jeito - é obviamente abusiva.

 

Portanto, corrupção e enriquecimento ilícito à parte, lamento caro Zé Manel, mas mantenho tudo o que tenho andado a escrever - incluindo aquela 'carta aberta' que você conseguiu que nem sequer fosse mencionada no Jornal Novo de Valongo...

publicado às 14:13

O 'GARIMPO' DE ALFENA - "TRANSFERÊNCIA EM CURSO. AGUARDE"

Este foi um dos temas da sessão de ontem.

 

A saída para o problema da vigarice da NOVIMOVEST/SANTANDER, nunca pode ser a que se encontra prevista na proposta de PDM cuja discussão pública termina (?) já no próximo dia 17 e que é defendida pelo presidente de Câmara!

 

Uma das alternativas pode ser a sugerida pelo Dr. Paulo Morais: Se o investimento é fundamental - e é de facto! - se a Jerónimo Martins quer mesmo aqueles terrenos e não outros para se implantar em Alfena, então expropriem-se os mesmo por interesse público - pelos 4 milhões iniciais e não pelos 20 mal-cheirosos da segunda escritura!

As mais-valias resultantes de uma venda justa à Jerónimo Martins, reverteriam em favor do município.

 

Claro que para tomar uma atitude destas, é preciso "tê-los no sítio"! A ver vamos... 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado às 23:05

A PALAVRA AOS AMIGOS. ALFENA AGRADECE...

Este comentário ao meu penúltimo post merece ser 'puxado' aqui para cima - pela sua acutilância e por colocar todos os assentos nas respectivas sílabas...

 

Um extracto do que escrevi:

 

(...)  Caso para dizer lhe dizer meu caro (José Manuel Ribeiro) que você está literalmente 'entre a espada e a parede' e a escolha só pode ser feita por si!

Se eu fosse a si, juntava-me à 'espada' e dava-lhe força para trespassar a parede e 'empalar' quem está para além dela. E como nós sabemos de quem se trata!


 

CesarLopes21 a 13 de Julho de 2014 às 16:15

 

Era um homem com eles bem grandes se o fizesse. Tornava-se a "excepção à regra" que conhecemos dos políticos. Mas duvido que o faça. A tal "mania", "vício" (ou o que lhe quisermos chamar), de querer investimento, postos de trabalho e mais não sei o quê, impede que um gajo com alguns dedos de testa pense em tudo: Vantagens, desvantagens, consequências, realidade dos factos (quando não há postos de trabalho por exemplo). Há realidades que custam caro a uma sociedade. E um dia mais tarde tudo se paga. Hipoteca-se o futuro com argumentos pouco plausíveis ou, pior de tudo, sem argumentos. Faz-se e pronto, porque "vai trazer investimento"! Nada o prova, nada o justifica. Olhamos para exemplos bem próximos da nossa cidade, e até dentro (quantos postos foram criados com a zona industrial do "alfenense"? Quantos armazéns hoje estão vazios? O Alfena Trade Center está ocupado com quantas empresas e postos de trabalho?) tudo por questões de enriquecimento de uns, em desvantagem de outros que perdem qualidade de vida. Sim, perdem! Perde muita gente, e muitas espécies. Porque infelizmente somos pouco dados a preocupar-nos com outras questões. Pouco importa se há linhas de água que podem simplesmente desaparecer. Pouco importa se uma parte importante da mata desaparece... Isso interessa para quê afinal? Os defensores do "desenvolvimento insustentável" diriam que até se poupa em combate aos incêndios. Interessa-lhes porque hoje é um centro de distribuição da Jerónimo Martins - Unilever, amanhã serão mais armazéns vazios. Não vou ser hipócrita, e dizer que é mau a JM abrir um centro. Até me beneficia, porque terei mais "possibilidades de emprego" na minha "zona de conforto"... Porreiro pah! Mas não sou tão inocente, nem "tolinho" para saber que o "Pai Natal" é uma figura publicitária!!! Já nisto, tenho um certo receio de pessoas que ainda acreditam nestas coisas, e que fazem de tudo para que os outros acreditem também!

 


 

publicado às 18:53

PDM DE VALONGO - PERGUNTEM AOS QUE CÁ ESTÃO, PORRA!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


E como 'não há duas sem três' - ainda sobre a sessão de ontem com o Dr. Paulo Morais - o destaque para a exposição do Dr. Ricardo Ribeiro, presidente da Associação Al Henna, onde abordou a imbecilidade de quem validou a versão do PDM agora submetida a discussão pública, onde no que se refere a Alfena, continuamos a ver os limites errados da delimitação intramunicipal, apesar da demorada consensualização com todas as freguesias ter sido formalizada já há muito.

 

Parece que a culpa é da CAOP, mas apesar da CAOP ter as costas largas, podemos ver no famigerado contrato de urbanização da JMR (Jerónimo Martins), terrenos que eram de Santo Tirso registados agora como sendo de Sobrado.

Afinal como é?

 

Depois, vemos erros de palmatória relacionados com o Património e a toponímia de Alfena que até dão a ideia de que quem redigiu a versão do PDM não é de Valongo.

 

Até pode nem ser de cá, mas não escreva 'bacoradas' sem perguntar aos que cá estão!

 

publicado às 13:46

CÂMARA DE VALONGO - ENTRE A ESPADA E A PAREDE...

 

Ainda sobre o "assunto Alfena" - o famigerado enriquecimento ilícito dos terrenos da Fonte da Prata em Alfena...

 

 

O presidente da Câmara de Valongo costuma apregoar 'aos quatro ventos' que só quer garantir investimento para o Concelho e que as questões da corrupção são com a Justiça.

 

Lamento muito, meu caro Zé Manel, mas como o Dr. Paulo Morais disse ontem, o enriquecimento ilícito com os terrenos da Fonte da Prata vai ser mesmo promovido por si!

 

O Dr. Paulo Morais mostrou-nos a todos na sessão pública de ontem, o despacho de arquivamento do Ministério Público relativo à queixa por ele apresentada, em que se afirma que "não é verdade que Jaime Resende tenha ganho 16 milhões com o negócio dos terrenos, uma vez que isso está dependente do cumprimento de determinados pressupostos que ainda não foram cumpridos" - citei de memória.

 

E não é que o Ministério Público até tem razão?

 

O Sr. Jaime Resende - o 'testa de ferro' da Novimovest/Santander - só vai ganhar os cerca de 14 milhões que ainda tem a haver, quando a Câmara de Valongo - você, caro Zé Manel - lhe 'passar o papel', isto é, o PDM com a alteração daquela área de REN para... mina de ouro!

 

Caso para dizer lhe dizer meu caro, que você está literalmente 'entre a espada e a parede' e a escolha só pode ser feita por si!

Se eu fosse a si, juntava-me à 'espada' e dava-lhe força para trespassar a parede e 'empalar' quem está para além dela - e como nós sabemos de quem se trata!

publicado às 12:33

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