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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

"O MEU PDM LAVA MELHOR QUE O TEU" - O DE VALONGO É COMO O 'OMO'...

É fácil desmontar os 'argumentos' de quem não tem argumentos!

Isso mesmo ficou provado hoje ao longo da sessão pública 'desalinhada' sobre o PDM de Valongo que teve lugar no Centro Cultural de Alfena e que contou com o inestimável contributo do Dr. Paulo Morais da Transparência e Integridade.

 

Diz-nos a Câmara pela voz do seu presidente, que "o investimento é importante, que Valongo precisa de criar postos de trabalho, que a vinda da Jerónimo Martins para o nosso Concelho tem que ser garantida a todo o custo..." - tudo isto para justificar - e para pegar apenas neste exemplo - a legalização daqueles terrenos todos, que foram comprados por 4 milhões e vendidos uns minutos depois por 20 - milhões também - na Fonte da Prata em Alfena...

 

Portanto, o PDM propõe-se mais uma vez, ser como aquele detergente muito conhecido que "lava mais branco"...

 

O Dr. Paulo Morais com a forma peculiar e cuidadosamente estruturada que o caracteriza, 'ensinou' ao Dr. José Manuel Ribeiro - que esteve presente na sessão e que até pediu ao vice-presidente da Transparência e Integridade para o "ajudar a perceber se existem outras saídas" - que a única alternativa compatível com a Lei e que defende o interesse público da autarquia e dos valonguenses, só pode ser - e a Jerónimo Martins ainda lhe ficaria grata por isso - a declaração do interesse público dos investimentos previstos, a expropriação dos terrenos pelo seu valor inicial (4 milhões) e vendê-los ao investidor por um preço justo, revertendo as mais-valias a favor dos cofres municipais, obviamente!

 

Se o presidente da Câmara quiser mesmo seguir o conselho do Dr. Paulo Morais, então só tem de aceitar o desafio que lhe faço e que anunciei no decorrer da sessão que iria promover a curto prazo: 

A convocação de uma Assembleia Municipal extraordinária para discutir o assunto, a prorrogação do período de discussão pública do PDM por um período de tempo que permita à sua equipa de advogados fundamentar um acção de expropriação por interesse público e finalmente, avançar sem medo!

Tudo o que está feito nos terrenos da Fonte da Prata é ilegal e o Santander e a Novimovest não vão correr o risco de inundar os Tribunais com aquela coisa mal cheirosa que nós sabemos que está por detrás daquele negócio do Jaime Resende... 

 

publicado às 02:28

PDM DE VALONGO - (SERÁ QUE) ALFENA QUER FAZER PARTE DESTE PLANO?

E hoje, a não esquecer a sessão pública aberta sobre o PDM - às 20:30 horas no Centro Cultural de Alfena, com a presença que muito nos honra do Dr. Paulo Morais, um paladino contra a 'nacional-corrupção', e contra todas as traficâncias mafiosas, sejam elas nacionais, sejam as que agora estão 'em cima da mesa' e que se referem ao Município de Valongo.

 

As entidades promotoras são as Associações AL HENNA e CORAGEM DE MUDAR e o grupo informal de reflexão cívica "9 DE PAUS".  Faço parte da estrutura organizativa dos três promotores...

 

Tínhamos a garantia de que estariam presentes elementos da Câmara, mas neste momento e dado o 'estranho desconforto' que a nossa militância cívica parece provocar, já não sei...

Não faltarão no entanto outros ilustres participantes para animar o evento.

publicado às 11:32

A CÂMARA DE VALONGO E A "ÁGUA DO CU LAVADO"...

Hoje foi votado na reunião de Câmara o famigerado contrato de urbanização entre a Novimovest, a JMR(Jerónimo Martins) e a Câmara de Valongo.

 

Famigerado sem "aspas", como não tardará a confirmar-se...

 

A única diferença em relação à descolagem abortada há oito dias atrás, é que hoje foi primeiro decidida politicamente a questão e só a seguir se fará a assinatura com os 'mecenas de Alfena' como chegou a estar marcado na quinta-feira passada.

 

Vamos lá a ver...

 

A gente percebe que muitas das coisas que se decidem em muitas autarquias - e na de Valongo também - são o resultado de cuidadosas negociações no seio das máquinas partidárias...

 

Sabemos que a Novimovest - protuberância do Banco Santander - que tem toda aquela imensidão de terrenos vulgarmente conhecidos como 'aeroporto internacional de Alfena' ilegalmente transformados de área florestal com classificação REN em área urbanizável sem protecção de nenhum instrumento legal, sem nenhuma decisão validada pelo poder autárquico, ou seja à revelia da Lei, precisa de transformar em 'el contado' os 20 milhões virtuais com que foram registados "naquela segunda escritura pública realizada uns minutos depois da primeira que rendeu aos proprietários pobres apenas 4 milhões"...

 

Sabemos ainda, que António Vitorino não é propriamente um 'pé rapado' no aparelho socialista e também sabemos o cargo que desempenha no Banco Santander...

 

E não vou colocar mais itens nesta coisa imunda que é a negociata dos terrenos da Fonte da Prata e que agora foi varrida estrategicamente para debaixo do tapete pelo PS e pelo PSD - hoje na reunião de Câmara - porque o que agora escrevi, mais o muito que já aqui publiquei noutras ocasiões, é mais que suficiente!

 

Quem cumprimenta mãos conspurcadas - ainda que seja um simples 'aperto de mão social' sem tomar precauções, dificilmente sairá com as próprias limpas e o presidente da Câmara podia ter evitado expor-se a esse risco - contrariando embora as eventuais ordens de alguns aparelhistas influentes e/ou dirigentes igualmente influentes do Santander.

Sei que a referida conspurcação não terá sido pretendida - faço essa justiça ao actual presidente da Câmara - mas é o que acontecerá efectivamente.

 

Só para terminar este desabafo sobre a vergonha de hoje, que como já disse, significa um profundo desrespeito para com os munícipes que estão na recta final da discussão pública do PDM e que - muitos deles pelo menos - ainda acreditavam ser uma discussão séria onde tudo podia estar em causa, até mesmo o chumbo da proposta tal como é apresentada, deixo em jeito de conclusão este reavivar de memória:

 

Até àquela ida à Azambuja (no mandato anterior) para visitar a plataforma do 'merceeiro-mor', o PS foi sempre bastante crítico em relação a esta negociata - porque é disso que estamos efectivamente a falar.

A Coragem de Mudar (Maria José Azevedo e Pedro Panzina) na altura também oposição na Câmara ao lado do PS, optou em coerência por não integrar a caravana e fez bem. Manteve-se livre de contaminações desnecessárias.

 

Para os que fizeram o caminho de ida tolhidos por muitas dúvidas - não era o caso obviamente do PSD - o merceeiro-mor tinha reservados alguns garrafões de "água do cu lavado" que lhes amenizou o caminho de volta e os muitos meses (anos) que se seguiram. Até à reunião de hoje.


Nota explicativa sobre o significado da frese popular "água do cu lavado":

 

(1) No Porto, quando um cônjuge ou um namorado se embeiçava por outra mulher e fazia tudo o que esta queria e dizia, atribuíam este procedimento ao facto da amásia lhe ter "dado a beber água de cu lavado"(2). 

(2)Esta expressão deriva duma antiquíssima costumeira "que consistia em dar desta água às crianças, nos primeiros dias de nascidos, para que lhes não tardasse a fala" - Gomes Monteiro e Corta Leão, "a Vida Misteriosa das Palavras", Portugália Editora, Lisboa, 1944, p.18.

 

publicado às 23:33

ALFENA E O GARIMPO DA 'FONTE DA PRATA' - O BRILHO EFÉMERO DAS PEPITAS DO COSTUME...

"E disse-lhe (o Diabo): Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares" - Mateus, 4_9

 

Mais um comentário do amigo A. da Vicência que não resisto a puxar cá para cima.

 

Já o disse a propósito do meu projecto de MUDAR VALONGO que cada vez é menos meu, isto é, cada vez menos aquilo que alguns imaginamos e para o qual trabalhamos!

Por causa disso é que ando a actualizar-me em relação àquilo que fez Egas Moniz para honrar a sua palavra. Só não vou fazê-lo perante o rei de Espanha. Aliás, não o farei perante nenhum rei mas apenas perante o único soberano que reconheço e respeito: o POVO.

 

O comentário:

 

A. da Vicência, deixou um comentário ao post CÂMARA (PS) DE VALONGO - MUDAM-SE OS TEMPOS, MUDAM-SE AS VONTADES... às 11:11, 2014-07-09.

"Mudam-se os tempos"... Há quem diga que só os burros não mudam, mas tal não é verdade. Experimentem mudar-lhes a manjedoura, por exemplo, e verão que até estes animais não deixarão de a procurar, mudando os seus hábitos. Como vê, meu Caro, o importante é a manjedoura. Relativamente, às atitudes que refere, nunca tive grandes ilusões, conheço razoavelmente bem o sistema mafioso enfeudado aos interesses que lhes garantem tachos e prebendas, ao qual está hipotecada a tralha aparelhista gananciosa, dos partidos do bloco central. Em devido tempo, lembro-me que lhe tentei arrefecer o entusiasmo, advertindo-o para para o inevitável dever de fidelidade do seu candidato a tais interesses. Se assim não fosse, se não tivesse prestado essas garantias à cúpula mafiosa, não teria hipóteses de ser ele o candidato. Não tenha dúvidas, meu Amigo, nesta republiqueta democrática da treta, manda o bloqueio central dos tachos, das negociatas, das traficâncias e de todas as manigâncias. Que nomeia os respectivos capatazes locais.

Abraço do A. da Vicência"

publicado às 13:02

CÂMARA (PS) DE VALONGO - MUDAM-SE OS TEMPOS, MUDAM-SE AS VONTADES...

Vale a pena conferir aqui a posição responsável dos vereadores do PSD signatários da declaração de voto na reunião de Câmara de 24 de Janeiro de 2008 - sobre a megafraude/especulação imobiliária/corrupção/atentado contra uma vasta zona REN, envolvendo a Novimovest em Alfena:


O assunto mereceu este texto engraçadíssimo que desde já agradeço ao respectivo autor:

 

Santíssima Trindade finalmente reunida na fé  e na construção da nova Catedral de São Jerónimo!

 

O Santo Concilio dos "Patos Bravos" conseguiu finalmente unificar os seus Beatos de terras de Vallis Longus graças à peregrinação anunciada de São Jerónimo a terras de Santo André de Sobrado.

Rezam as crónicas que a desavença, que já durava desde 2008, deveu-se a um equivoco quanto á sede a dar à futura Capela de São Jerónimo.

Se o São Arnaldo já era devoto dessa causa desde 2008, faltava apenas a conversão de São João e São José.

São João já era devoto do Santo mas não queria edificar uma Capela, queria uma Catedral e lá foi empurrando o assunto com a sua barriguita.

São José nem era devoto do Santo e tinha as maiores duvidas quanto às suas capacidades milagreiras.

Mas com o retiro de São João em 29 de Setembro ultimo e um devoto e sentido jejum espiritual, melhoraram a sua clarividência para este assunto e além disso já não tinha a sua barriguinha para o empurrar.

Por seu lado, São José depois de chegar a terras de Vallis Longus depressa percebeu da importância para a devoção(?) destas gentes, que era a construção da Capela e converteu-se à causa.

 

Rezam as crónicas que foi a conversão mais rápida da historia.

Mas faltava apenas explicar que a Capela, que já deveria ter começado a ser construída na semana passada, ia afinal ser construída em terras de Santo André de Sobrado e não de Alfena!

Então e os devotos de Alfena? Nada que o trio de Santos não resolva rapidamente, pois é só apelar às capacidades do São Jerónimo e prometer muitos milagres.

Eles vão ser carpinteiros, pedreiros, padeiros, ferreiros e outras artes que vão aparecer em Alfena às resmas para participar na construção da Capela, e nada como umas boas promessas para animar as gentes de Alfena...

Em 2008 o Patriarcado e Bispado das congregações de São João e São José, eram contra esta construção por acharem que o São Jerónimo não tinha as capacidades milagreiras apregoadas e a colina onde queriam construir a Capela não era o melhor lugar...

Afinal o que aconteceu para tudo mudar?

Deixo uma copia extraída dos anais da congregação do Bispado de onde vem São João e os seus "pares" que relata que na altura já eram contra esta construção bem como os Bispos da congregação de São José... O que mudou afinal?


 

Sobre a tal reunião de Câmara:

 

Entre "aspas":

 

Interveio o Senhor Vice-Presidente, Dr. João Queirós, lendo a declaração de voto subscrita por si e pelos Senhores Vereadores, Eng.o Mário Duarte e Dr. Miguel Santos, do seguinte teor:

“Os Vereadores, eleitos pelo Partido Social- Democrata, João Queirós, Miguel Santos e Mário Duarte, signatários da presente declaração de voto, a propósito do ponto 5.1 da ordem de trabalhos da reunião da Câmara Municipal de Valongo, de 24 de Janeiro de 2008, relativo à “proposta de elaboração de alteração pontual do PDM de Valongo”, a que se refere a informação n.o 04/DP/2008, consideram e fundamentam o seguinte:

1- Na reunião da Câmara Municipal de Valongo, de 31 de Outubro de 2007, foi presente uma proposta de suspensão parcial do PDM para uma área territorial coincidente identificada, tendo, nessa reunião, após a devida discussão, o Sr. Presidente da Câmara decidido retirar a referida proposta da ordem de trabalhos, em virtude de deficientemente fundamentada.

  1. O uso do solo, determinado pelo PDM em vigor para a área em causa, é de Floresta de Produção, incluindo de produção condicionada, e Reserva Ecológica Nacional, o que inviabiliza qualquer tipo de edificação sem que se altere esse uso, mediante o desenvolvimento de um dos procedimentos previstos legalmente.

  2. A intenção manifestada, através da apresentação de um pedido de informação prévia, para a instalação de um denominado “Parque Industrial” na área referenciada, a concretizar-se, traduz uma inegável oportunidade de investimento e de criação de riqueza para o Concelho de Valongo.

  3. Aos poderes públicos, em geral, e ás Câmaras Municipais, em particular, competem criar condições de atractividade para a captação de investimento privado, assumindo, esta parceria, um papel fulcral no desenvolvimento socio-económico de um qualquer território.

  4. A operação em causa, pela extensa área, pelas avultadas mais- valias potencialmente perspectiváveis e pelo investimento previsto, deve obrigar a Câmara Municipal a prestar uma especial atenção no seu tratamento, na procura de, salvaguardando os interesses da autarquia e o cumprimento da lei, desenvolver procedimentos expeditos, qualificados e eficazes que possam conduzir ao êxito por todos desejado.

  1. Neste sentido e como garante das preocupações na qualidade da operação urbanística a realizar,

    bem como garante da salvaguarda dos interesses da autarquia, é absolutamente necessário que, após aprovação da alteração proposta, se inicie um procedimento de elaboração de um Plano de Pormenor, de iniciativa municipal, aplicável na área que vier a ser sujeita á alteração em causa.

  2. Dever-se -à, ainda, á semelhança da prática normal que o Estado tem assumido com os particulares e a exemplo do procedimento adoptado pela maioria das autarquias em casos análogos, proporcionar a celebração de um contrato de investimento, através do qual se possa, à partida, identificar e fixar os promotores/investidores. Mais ainda, a celebração deste contrato permitirá garantir a efectiva realização do investimento e assegurar a distribuição das mais-valias geráveis, em beneficio da Câmara Municipal de Valongo e das Juntas de Freguesia envolvidas, como legalmente previsto, evitando a retenção dos solos para especulação imobiliária, á qual a autarquia não poderá nunca estar associada, ainda que por omissão. Salvaguarda-se assim a transparência e legalidade dos procedimentos.

  3.  Os Vereadores signatários entendem, igualmente, que a boa execução de um projecto desta natureza e a salvaguarda dos interesses ambientais, convidam a uma maior precaução, nomeadamente no que respeita à implementação de medidas preventivas, tal como previstas no DL no380/99, de 22 de Setembro, com a redacção introduzida pelo DL no316/2007, de 19 de Setembro, designadamente a proibição de execução de trabalhos de remodelação de terrenos, a proibição de derrube de árvores em maciço ou destruição do solo vivo e do coberto vegetal, medidas estas a vigorarem até à entrada em vigor do Plano de Pormenor.

Em conclusão, entendemos que a presente proposta representa um primeiro passo para a concretização desejável daquele investimento e, nesse sentido, nunca poderíamos assumir qualquer obstaculização ao início do procedimento. Estamos convictos que os caminhos subsequentes deverão ser os apontados, depositando, quer na equipa que recentemente contratualizou com a autarquia a revisão do PDM, liderada pelo Sr. Prof. Paulo Pinho quer, fundamentalmente, no Sr. Presidente da Câmara a confiança e garantia da melhor condução e legalidade dos procedimentos.

Neste sentido, os signatários, em representação do concelho de Valongo e do Partido Social - Democrata, entendem abster-se na votação da presente proposta.
Valongo, 24 de Janeiro de 2008”.
Interveio o Senhor Presidente, da Câmara, Dr. Fernando Melo, dizendo que tinha trazido o processo à Câmara, porque a CCDRN, entidade que tinha que se pronunciar sobre o assunto, entendia que a alteração pontual do PDM era melhor do que um Plano de Pormenor, pelo que face ao parecer que havia sido elaborado, por unanimidade, pelos técnicos da CCDRN, o processo não lhe tinha oferecido qualquer dúvida.

Disse, ainda, o Senhor Presidente da Câmara que tinha consultado o actual responsável pelo PDM do Concelho e que o mesmo lhe tinha dito expressamente que estava de acordo com aquele parecer e que entendia ser a melhor solução. Mais disse o Presidente da Câmara que o Senhor Director do Departamento do Urbanismo lhe tinha dito o mesmo, e que os técnicos que percebiam do assunto tinham sido unânimes, não lhe tendo deixado dúvidas.

Interveio a Senhora Vereadora, Dr.a Maria José Azevedo, dizendo subscrever as preocupações dos Senhores Vereadores do PSD, se haviam abstido, e que cuja declaração de voto poderia pessoalmente, subscrever. 


Convém referir ainda, que os vereadores do PS - liderados então por Maria José Azevedo - também se abstiveram de forma muito crítica.

 

Esta foi a 'famosa reunião' em que a Chronopost viu a sua passagem aprovada para aquela área com 7 abstenções muito críticas (4 PS+3 PSD) e 2 votos a favor (Melo e José Luís Pinto)...

 

Na quinta feira próxima, José Manuel Ribeiro leva de novo a reunião de Câmara a proposta retirada da agenda há uma semana - por 'razões internas' - de um contrato de urbanização entre a Novimovest, a JMR (Jerónimo Martins) e a Câmara.

 

Câmara que é socialista, mas que desta vez votará ao lado dos vereadores do PSD. Votará favorávelmente, entenda-se, a favor da 'legalização' do enriquecimento ilícito e da corrupção com a compra dos terrenos, que geraram um lucro de 16 milhões de Euros em poucos minutos.

 

"Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades..."

 

publicado às 23:28

DE VALE DE PORCOS À FONTE DA PRATA VIA RIBEIRO DA JUNCEDA...

 

Historicamente interessante este recorte de notícia...

 

Na Fonte da prata, onde prata nunca existiu mas ouro (fora) de lei de repente brotou da terra antes infértil e eucalitada, predizem alguns geralmente bem informados que nascerá pão, leite e mel e tudo o resto que o merceeiro-mor maior do País e arredores promete que fará nascer.

Na Fonte da prata, onde Prata já não há, nem água que se veja que possa alimentar a fonte, emergiram dos recônditos do entubado ribeiro de Junceda, vindos de terras de S. Bento no reino vizinho, hectares e hectares de pepitas do vil metal - muito vil por sinal - que já alimentaram muitas carteiras e hão-de alimentar ainda muitas mais, se para tanto houver engenho e arte. Pelos artistas em palco, arte será coisa que não faltará...

Antevemos, com toda a euforia que essa antevisão induz em nós, que na domus municipalis, onde não havia sequer forma de mandar cantar um cego, que a despensa se encherá de enchidos - quiçá também de nabos e nabiças, grelos e afins.

Alfena terra de sonhos já pode sonhar - pelo menos os vendedores de sonhos asseguram que desta vez os sonhos não são contrafeitos.

Por mim e até prova cabal em contrário, eu acho que será mais um daqueles sonhos de uma noite de verão - do verão passado por exemplo...

 

De um amigo destas guerras chegou-me a propósito do meu post anterior, o comentário que se segue.


A. da Vicência, deixou um comentário ao post VALONGO - SONHOS E PESADELOS DE UMA NOITE DE VERÃO... às 11:51, 2014-07-05.

Comentário:
Meu Caro, há muito que deixou de haver lugar para sonhar, estamos em tempo só de pesadelos, bem pesados, por sinal. A água de cu lavado tem muita força, tem poderes inimagináveis, e, se os mânfios do bloqueio central são useiros e vezeiros a ajustar os queixos ao bordo do penico, não há surpresas, portanto, já tal não esperava do "camarada", pelos vistos, terá emborcado, talvez, com sofreguidão, dado o provável jejum, um bom trago do líquido orgânico miraculoso. E, ainda há por aí uns incréus que não acreditam em milagres... O destino da Fonte da Prata há muito que está traçado, desde que os sonsos, todos, da vereação anterior foram responsáveis e cúmplices pelo crime ambiental da construção ilegal da Chronopost em área da REN, que funcionou como "cavalo de Tróia", com o entubamento e respectivo aterro do vale do ribeiro de Junceda. Entretanto, os terrenos de Vale de Porcos, cerca de 24 hectares, pertencentes a Água Longa, situados entre o limite com Alfena e a A41, passaram para a união das freguesias de Campo e Sobrado, há quem diga que por artes de magia de burocratas dos lados da foz do Ave, com a prestimosa colaboração dos serviços de topografia da C.M. de Valongo, com estudos técnicos, que não conseguiram explicar, apesar de solicitados. Mas, nós explicamos, tem a ver, com as Bugiadas. Conta-se que os Sobradenses andavam desgostosos com o facto de a sua monumental Igreja paroquial, de que muito se orgulham justamente, não poder ser admirada por estar situada longe da estrada, fora da vista dos passantes, decidiram, então, deslocá-la para melhor lugar, bem junto da estrada. Se assim o pensaram, rapidamente o fizeram, toca de juntar todos os novelos de lã havia, e com eles construir uma comprida e grossa corda capaz de envolver a Igreja e atrelar todas as juntas de bois da freguesia. Pelos relatos que ouvimos a pessoas mais antigas, inicialmente acreditaram que a Igreja se deslocou logo aos primeiros impulsos das juntas de bois e até pararam para festejar o feito, espalhafatosamente, à boa maneira de Sobrado. Reiniciada a operação, breve constataram, para tristeza de todos, que aquilo que pensaram ter sido a deslocação da Igreja não fora senão o esticar da corda, devido à elasticidade da lã . Operação falhada, portanto, a Igreja de Sobrado continua e muito bem, no exacto local onde foi há séculos construída. Falhada, porem, não foi esta operação de arrastar os 24 hectares de terrenos de Vale de Porcos, de Água Longa para o lugar de "Sobrado da freguesia de Sobrado", desta feita, sem cordas de lã nem juntas de bois. Uns, juram que o fracasso da operação da Igreja se deveu à falta de lubrificação, ao contrário desta, onde foram devidamente aplicados os lubrificantes mais eficazes, nas bolsas (de óleo) certas. Outros, talvez por razões toponímicas, afirmam, sem quaisquer dúvidas, que se trata de negócios (de) porcos. Vá-se lá saber quem tem razão. Tem alguma razão meu Caro, a vida não pode ser só pesadelos, tem de haver lugar para os sonhos. Vamos fazer por isso.

Um abraço do A. da Vicência   

 

publicado às 14:51

VALONGO - SONHOS E PESADELOS DE UMA NOITE DE VERÃO...

 

Hoje foi dia de sessão pública de Câmara. 

Porque será que no fim da mesma muitos dos presentes, entre os quais me conto, ficaram com a estranha sensação de que MUDAR VALONGO foi (apenas) um 'sonho de uma noite de verão'?
A mim ainda me pareceu, já no final dos trabalhos, ter visto a sombra de Fernando Melo a pairar no éter da sala. Houve até um momento, em que seria capaz de jurar ter ouvido a sua voz a impor silêncios, a cercear direitos, a manipular o Regimento. Antes que comecem com suspeições desagradáveis, garanto que ao almoço só tinha bebido sumo de laranja.


O texto acima, espécie de exteriorização de um 'estado de alma', acabo de o partilhar na minha página do Facebook e diz quase tudo, nas entrelinhas embora, àcerca da decepção que senti no final de mais uma deprimente e hoje relativamente curta 'jornada de trabalho' autárquico.

Mas pior do que sentir-me decepcionado hoje, é o facto de saber que hoje não foi a primeira vez nem será a única certamente.

O sentir que a minha crescente decepção paira já há alguns meses no éter daquela sala em cada semanal 'estopada' e alastra de forma proucupante às ruas e vielas do burgo.

 

O que o dia de hoje teve de diferente e me preocupou de forma especial, foi o facto de ter imaginado pairar no éter da sala - isto já no final do improdutivo evento - a figura pouco amigável do anterior antes do anterior inquilino.

Confesso até, com algum receio de que não me levem a sério, ou pior, que comecem com suspeições insinuadas sobre a parte líquida do meu almoço de hoje, excluída a inabitual sopa, ter 'escutado' num momento concreto a voz do velho senhor, cerceando direitos, impondo restrições, brandindo o Regimento.

Esta parte é a que mais me preocupa e me faz pensar seriamente em recorrer a aconselhamento médico.

 

Há quem diga que sonhos e pesadelos são coisas normais que podem ocorrer e até repetirem-se no decurso do mesmo sono. Se assim for - e espero bem que seja - hoje terá sido apenas a parte amarga do 'sonho de uma noite de verão' - do último verão por sinal.


 

Passemos à frente neste alinhamento metafórico de inconseguidas aspirações literárias...

 

Hoje fazia parte da Ordem de Trabalhos da reunião de Câmara o seguinte ponto:

 

 

 

1 - Contrato de Urbanização a Celebrar entre o Município de Valongo, a JMR – Prestação de Serviços para a Distribuição, S. A. e a Novimovest – Fundo de Investimento Imobiliário, com vista ao acolhimento da Plataforma Logística da Jerónimo Martins, em Alfena. 

(...)

Como poderá ser confirmado pela acta da reunião - quando ela estiver disponível, o que se prevê para daqui a um bom par de meses - o ponto não teve discussão, uma vez que o senhor presidente, a exemplo do que já havia feito com a assinatura do contrato de urbanização maracada para o período da manhã e que foi adiado 'por razões internas', informou que "o assunto iria ser alvo de uma análise mais aprofundada a fim de afastar algumas dúvidas entretanto surgidas" - acho que reproduzi de forma aproximada o sentido da sua breve intervenção,

 

Não houve portanto 'ponto 1.'...

 

Entretanto, eu tinha-me inscrevido para o período destinado ao Público com os seguintes pontos:

 

-       Relação datada de eventuais relatórios inspectivos e/ou actos de embargo de obras efectuados pelos serviços de fiscalização da Câmara - por iniciativa própria ou respondendo às várias queixas formuladas na altura por vários cidadãos individuais e grupos políticos - relacionados com o atentado ambiental que envolveu a gigantesca movimentação de terras, a terraplanagem e entubamento do ribeiro de Junceda entre outros actos ilegais cometidos no local;

 

-       Relação discriminada dos valores das contraordenações aplicadas pela Câmara e respectivas provas de cobrança:

 

-       Relatórios elaborados pelos Serviços de Protecção Civil Municipal nos últimos 10 anos, para cumprimento da lei que obriga a comunicar a ocorrência de incêndios florestais com identificação dos terrenos percorridos por fogos florestais;

 

-       Comprovativo do cumprimento da determinação legal que deve instruir o licenciamento da prevista plataforma logística, nos termos do n.º 4 do art.º  1.º  do anexo do Decreto-Lei 55/2007 de 12 de Dezembro e que passo a transcrever:

 

(...)

       -      4 - As proibições estabelecidas nos n.ºs 1 e 2 podem ser levantadas por despacho conjunto        dos ministros responsáveis pelas áreas do ambiente e do ordenamento do território e da                  agricultura, a requerimento dos interessados ou da respectiva câmara municipal,                              apresentado no prazo de um ano após a data da ocorrência do incêndio.

-       5 - Tratando-se de uma acção de interesse público ou de um empreendimento com relevante interesse geral, como tal reconhecido por despacho conjunto dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do ambiente e do ordenamento do território e da agricultura e do membro do Governo competente em razão da matéria, o levantamento das proibições opera por efeito desse reconhecimento, o qual pode ser requerido a todo o tempo”.

 

(O Regimento impede que as intervenções do Público possam versar sobre assuntos da Ordem de Trabalhos)

 

Prevendo antes do início da reunião que o 'ponto 1.' se mantivesse e fosse discutido, optei por entregar as perguntas no Gabinete do Munícipe, sob a forma de 'Requerimento' e subi para a reunião, antecipando mentalmente e de forma lógica que não me seria concedida a palavra. Não sou um legalista puro, mas respeito muito as leis...

 

Como aconteceu o que aconteceu e que já referi, nunca sequer me passou pela cabeça que o uso da palavra me fosse negado com base no Regimento!

 

Ninguém de boa fé poderia de facto imaginar e muito menos eu, que tendo estado cerca de 2 horas antes alguns minutos ao telefone com o senhor presidente, em nenhum momento lhe tivesse ocorrido dizer-me o que pensava fazer.

 

Na explicação 'atamancada' que suportou a sua lamentável decisão, tentou escudar-se num alerta de um dos vereadores - Hélio Rebelo - que o teria chamado a atenção para a coincidência das perguntas com a 'OT'. Não foi bonita essa tentativa de justificação. Mesmo quando cometemos erros, fica sempre melhor assumirmos o nosso livre arbítrio do que escudarmo-nos nos outros, até porque o referido vereador, que não me passou nenhuma procuração para o defender,  nem conhecia o teor das perguntas.

  

Mas o hipotético alerta até poderia ter sido útil ao senhor presidente, se ele tivesse um pouco de respeito por mim - e como ele sabe que eu mereço o seu respeito!

 

De facto, ao ser (admitamos) alertado pelo dito vereador, o que ele deveria ter feito era ter-me enviado um simples SMS - como tantas vezes fizemos - a dar-me conta de que não poderia intervir. Ou então, imaginando que eu estivesse 'lá em baixo', que tal ter mandado um dos seus acessores, a sua secretária, o motorista, a senhora da limpesa, dar-me o recado?

 

Isto era tudo o que ele poderia ter feito. Não o fez no entanto, preferindo plagiar desta forma lamentável o anterior antes do anterior dono da cadeira...

 

Registo a imerecida desconsideração que constituiu um lamentável e inolvidável precedente!

 

publicado às 23:19

CÂMARA DE VALONGO - ERRAR É HUMANO,,,

Para a tarde de quinta-feira está agendada uma reunião da Câmara em Valongo, na qual consta como primeiro ponto da ordem de trabalhos a discussão sobre este investimento

 

A Câmara de Valongo anunciou que decidiu adiar a assinatura de contrato entre este município e o Grupo Jerónimo Martins para a instalação de uma plataforma logística, um investimento a rondar os 54 milhões de euros.

O adiamento prende-se, disse no início da noite, à Lusa, o presidente da Câmara de Valongo, José Manuel Ribeiro, "por razões internas".

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Ora bem...

 

Conheço algumas das "razões internas" que levaram a Câmara a corrigir a decisão precipitada de agendar esta assinatura e só posso registar a humildade da atitude agora anunciada.

 

Era no mínimo uma lamentável falta de respeito para com os munícipes que neste momento estão a concluir a discussão pública do PDM - termina já no próximo dia 17 de Julho - fazer de conta que a sua opinião não conta e que opinem o que opinarem sobre a área designada por graça por "Aeroporto de Alfena", aparecessem as reclamações ou propostas de alteração que aparecessem até ao final dessa discussão tudo estaria antecipadamente decidido.

 

Ainda que um pouco tarde, ainda bem que o presidente da Câmara reconheceu como válidos os argumentos de sentido contrário…

publicado às 00:39

O MEU 'GRITO DE REVOLTA' NO JORNAL "A VOZ DE ERMESINDE"

Citado pelo Jornal "A Voz de Ermesinde":

 

SECÇÃO: Destaque


Carta Aberta de Celestino Neves a José Manuel Ribeiro 

Deputado municipal independente do PS critica a política autárquica socialista

Em carta aberta datada de 10 de junho, o deputado municipal independente Celestino Neves (vindo da Associação Coragem de Mudar e eleito nas listas do PS) afirma a sua impaciência e «revolta», em texto que achamos importante divulgar independentemente da nossa posição sobre os assuntos abordados, já que se toca em matérias desta e de anteriores gestões autárquicas, matéria muito séria que deve ser escrutinada pela comunidade sem o recurso quer à acusação quer à desculpa fácil, texto esse que a seguir reproduzimos e de que, embora devidamente corrigido do original, conservamos a grafia anterior ao acordo ortográfico que também, ao contrário de “A Voz de Ermesinde”, o autor defende.

«Esta 'carta aberta' é um grito de revolta!

Sabendo embora que não há gritos em diferido, tive no entanto em conta a relação especial que eu e o Dr. José Manuel Ribeiro conseguimos estabelecer durante a intensa campanha eleitoral de Setembro passado, obrigando-me por isso a impor a mim próprio estas cerca de 24 horas de diferimento entre o momento em que o 'soltei' – e o partilhei com ele – e este em que estou a colocá-lo online (...)

O José Manuel Ribeiro, atarefado que anda com as múltiplas iniciativas externas à Câmara e que o têm impedido de começar a governar, não teve tempo sequer para me retribuir as várias tentativas de contacto que fiz, no sentido de obter uma reacção sua relativamente às causas implícitas e explícitas do meu profundo descontentamento.

Liguei-lhe ontem a informá-lo do que pretendia fazer e enviei-lhe logo a seguir por e-mail – para 'visto prévio', como lhe expliquei (o tal período de diferimento) – o texto que agora publico.

Como ele não dava 'sinal de vida' tentei ao longo do dia de hoje contactá-lo pelo menos duas vezes, tendo recebi dois SMS de retorno: o primeiro dizia "ligo-lhe mais tarde" e o segundo "Estou numa reunião!". Pelo meio ficou ainda um pedido ao seu adjunto para que lhe lembrasse o meu interesse em falar com ele.

Ligou-me há pouco. Falamos uns longos minutos, mas no fundamental não se alterou o tipo de apreciação que cada um de nós faz relativamente ao assunto.

Como é evidente, estamos os dois condenados a continuar a 'partir pedra' em torno da governação da Câmara e mais tarde ou mais cedo um de nós vai achar que o outro é que tinha razão...

Uma coisa é certa, o meu "assédio" nunca visou – como se perceberá pelo texto – meter nenhuma 'cunha' nem obter alguma benesse pessoal mas apenas contribuir de forma responsável para a salvaguarda do carácter genuíno do nosso projecto para Mudar Valongo.

Exmo. senhor presidente da Câmara Municipal de Valongo, caro Dr. José Manuel Ribeiro, começo por lhe dar conta de que ainda conservo as duas t-shirts da nossa intensa campanha de 2013. Devidamente higienizadas evidentemente, que os altos e baixos das ruas e caminhos das nossas duas vilas e três cidades não são fáceis e obrigaram-nos durante aquele intenso período da campanha da Mudança, a suar as estopinhas'.

A verdade, caro Zé Manel, é que de forma precavida eu tenho também preparada a virtual corda para colocar no pescoço. Tal como Egas Moniz, eu não me dou bem com as falsas promessas e há-de convir que lado a lado em 2013, nós prometemos muito. Promessas sempre validadas como exequíveis nas nossas inúmeras e muito intensas reuniões de trabalho e anunciadas com a pompa e circunstância que os momentos mais solenes nos impuseram.

Ao contrário de si e da sua equipa, a mim incomoda-me o incómodo dos nossos concidadãos e sobretudo, incomoda-me que se sintam incomodados por nossa causa. Sim, porque em Setembro eles acreditaram maioritariamente que falávamos verdade quando lhes prometemos que iríamos Mudar Valongo! Lamentavelmente, entre as nossas promessas e a nossa prática – o que era possível fazer e o que nós tornamos possível e fizemos de facto – há um fosso imenso que nos questiona.

Claro que conheço a asserção 'já a formiga tem catarro'. Por isso os meus reparos, melhor dizendo, as insistentes críticas que fui formulando ao longo destes últimos meses, aconteceram sempre de forma reservada e contida. A busca de protagonismo nunca me moveu nem me moverá jamais, você sabe bem isso. O exacto contributo que o meu trabalho significou para a sua eleição, só os mais próximos o conhecem e não me compete a mim falar sobre ele. Muito menos agora, a partir desta posição crítica!

Mas porque não deve existir crítica sem motivo, ser-me-á exigido que o expresse, sob pena de me colocar no mesmo patamar dos que sem motivo o vêm criticando – La Palisse não diria melhor...

Caro Zé Manel, você herdou uma Câmara onde não havia nada e havia tudo.

Eu explico:

Não havia dinheiro mas havia muito onde o gastar. Não havia Orçamento bastante, mas havia muitas dívidas encobertas para as quais o mesmo é e continuará a ser chamado a dar provimento. Não havia trabalho em prol dos munícipes, mas havia uma máquina imensa capaz de o realizar.

E podia ir por aí adiante entre o 'nada e o tudo' que havia na nossa Câmara, velha de 20 anos de corrosão – corrosão e corrupção...

Você tinha de facto vontade de mudar tudo isto, caro Zé Manel. Eu posso garanti-lo e testemunhei essa enorme vontade ao longo do intenso e muito gratificante contacto porta a porta, rua a rua, lugar a lugar em todas as freguesias e cidades que compõem o nosso Concelho na campanha de 2013.

Mas convenhamos caro presidente, que a máquina que lhe meteram nas mãos nunca podia ser parte nessa mudança! Pelo menos sem inúmeras afinações, sem 'alinhar rodas e direcção', sem trocar peças contrafeitas por peças que nos possam garantir que não ficaremos na estrada à espera de reboque.

Não foi isso que você fez. Nem você nem o seu navegador – e como nós conhecemos bem o quão importante é para qualquer piloto de provas ter um bom navegador!

Porém, você é uma pessoa atenta e facilmente daria pela impossibilidade que acabo de referir, adoptando as medidas necessárias para a ultrapassar, logo àqueles a quem não interessava o seu envolvimento demasiado intenso nos assuntos da governação impunha-se direccionar a sua atenção para outras frentes. Externas, obviamente, que pessoas atentas e empenhadas era o que menos interessava à tal máquina contrafeita.

Elaboraram-lhe um apelativo cardápio para quase todos os dias da semana e até mesmo para os outros, com festas disto, daquilo e daqueloutro, provas desportivas e equiparadas que vão da 'bisca-lambida' ao 'todo-o-terreno' passando evidentemente por coisas mais sérias e colocaram-lhe atrás um grupo de violinos para animar a caminhada. E aí foi você para o terreno, qual 'sempre em festa' de outras histórias do nosso imaginário mais ou menos próximo, que não lhe assenta bem, mas que serve bem os interesses de quem o quer longe dos assuntos da Câmara.

Nunca a nossa Câmara se envolveu em tantas iniciativas culturais, recreativas, socio-culturais e sócio-recreativas como nestes últimos sete meses. Alguns, os directamente interessados sobretudo, dirão que 'ainda bem'! 'Ainda mal' digo eu no entanto! Quando não podemos fazer tudo, devemos fazer apenas tudo o que podemos!

 

Caro Zé Manel, você tem andado demasiado tempo na periferia da Câmara.

Dividido entre o Conselho de Administração da Lipor, o Conselho Metropolitano do Porto e outros cargos de representação por inerência, entre a comissão política do seu Partido e todas as outras acções da campanha fora de tempo em que o PS se envolveu e os tais percursos 'com os violinos atrás', você não tem tido tempo para nós.

Nem para nós, nem para a família nem sequer para si próprio. Você tem-se cansado sem benefício e como diria o outro, 'não havia necessidade', porque você deveria desde o início ter sabido delegar o que pode ser delegado e não ter delegado nunca o que à partida nunca o deve ser.

Você tem pois de fazer urgentemente o contrário de tudo isto!

 

OS VALONGUENSES PRECISAM...

 

Os valonguenses precisam de ser informados sobre a real dimensão da nossa 'dívida oculta' – todas as pendências espalhadas pelos Tribunais e que resultaram da gestão corrupta de Fernando Melo e João Paulo Baltazar e que a pouco e pouco têm vindo e vão continuar a desabar sobre as nossas cabeças!

Números, precisamos urgentemente de conhecer os números e também a margem de risco a eles associada, isto é, a probabilidade mais ou menos próxima de eles se transformarem em prejuízo para todos nós!

Os valonguenses precisam de ouvir de si as razões que o têm levado a manter nos respectivos lugares de chefia, ainda que com carácter transitório, muitos dos directamente envolvidos na gestão danosa da nossa Câmara e que foram, em muitos casos, parte activa nos actos de corrupção que ao longo dos últimos 20 anos fomos conhecendo. Quanto mais não seja, para podermos aquilatar da ponderação que será atribuída pelo respectivo Júri à eventual candidatura de alguns no concurso externo para Chefias que se encontra a decorrer.

Os valonguenses precisam de ouvir da sua boca uma explicação convincente sobre a ausência da tão falada auditoria interna que nos prometeu. Você disse-nos durante a campanha eleitoral e bem, que precisávamos de conhecer o ponto de partida para o podermos responsabilizar pelo caminho que percorresse até ao ponto de chegada.

A pergunta incómoda nem precisaria de ser feita, mas eu memo assim formulo-a: já conhece esse ponto de partida?

Os valonguenses perguntam-se insistentemente e num crescendo de impaciência e quase revolta, porque não se resolvem os casos pendentes que encontrou, principalmente na área do seu vice-presidente, estrategicamente congelados durante anos para obviar ao cumprimento da Lei e das mais elementares normas urbanísticas.

Os valonguenses precisam de saber porque é que mantém todos os apoios financeiros a Instituições várias do nosso Concelho com um histórico de más práticas e de falta de transparência de tal ordem que ninguém compreende que não se tenham imposto mudanças radicais neste tipo de relacionamento. Mais estranho se torna ainda tudo isto quando sabemos que sobre algumas delas pendem queixas nos tribunais interpostas por você mesmo.

Os Valonguenses precisam de saber com urgência porque razão nunca nos falou sobre o rol de incumprimentos da anterior concessionária dos serviços de limpeza e varredura – a SUMA – e cuja caução de mais de um milhão de Euros – que serviria obviamente para ressarcir a Câmara desses incumprimentos – João Paulo Baltazar tentou libertar dois dias antes da entrega do poder! Felizmente você estava atento e conseguiu travar essa habilidade a tempo. Como é que ficou o 'acerto das contas' com a SUMA? Porque não denunciou publicamente o seu antecessor pela tentativa de lesar a Câmara em proveito de terceiros?

Os valonguenses ouviram em determinada altura falar em certas obras de arte e mobiliário valioso que se encontrariam 'ausentes em parte incerta'. O que há de verdade em tudo isso? Pensa dizer-nos alguma coisa, por vaga que seja, que confirme ou desminta os referidos rumores?

Os valonguenses ouviram falar durante muitos anos – anos demais como todos sabemos – num PDM envolto em nevoeiro. Conhecemos os verdadeiros motivos que impediram 'o desejado' de romper a espessa cortina para chegar até nós. Há negócios que só fazem sentido quando não existem amarras legais nem regras demasiado apertadas e os instrumentos territoriais de gestão urbanística, por mais permissivos que pretendam ser, contêm sempre alguma margem de intrusão no bom andamento desses negócios que foram a prática corrente dos últimos 20 anos de corrupção em Valongo.

Concretamente sobre o novo PDM (actualmente em discussão pública) os valonguenses ouvem muitas outras coisas – e muito preocupantes algumas delas...

Ouve-se dizer que o enriquecimento ilícito promovido com a compra dos terrenos onde se encontra a Chronopost e se pretende instalar 'uma plataforma logística' na chamada nova Zona Industrial de Alfena, será depurado do 'pecado original' – comprados pelo 'testa de ferro' do Santander/Novimovest por 4 milhões e vendidos passados minutos por 20 milhões de Euros por força de uma declaraçãozinha do então vereador José Luís Pinto – com a justificação de sempre: a potencial criação de empregos.

Já ouvimos esta argumentação relativamente à declaração de Interesse Municipal do novo Hospital Privado de Alfena e foi o que se viu...

Ouvimo-la igualmente, aquando do negócio do Agostinho Branquinho relacionado com os dois pisos a mais no Hospital de S. Martinho...

Mal comparado – ou não - os grandes mafiosos, os tubarões do narcotráfico e os 'homens dos negócios escuros e/ou mal-cheirosos' sabem sempre rodear-se de uma auréola de 'mecenato social' que representa na maioria dos casos, uma autêntica barreira de segurança contra os ataques dos mais atentos ou menos beneficiados com esse 'mecenato'.

Por isso os valonguenses perguntam-se: vai ou não o novo PDM continuar a ser um mero conjunto de 'meios' para 'justificar os fins' – sendo que no caso da ZI de Alfena nem mesmo estes são sequer um dado adquirido?

Vai longa já esta carta, senhor presidente da Câmara Municipal de Valongo – meu caro Zé Manel. Também não será esta a última oportunidade que terei de o questionar. Até porque temo que não esteja ao seu alcance, ou não seja sua vontade, retirar-me os motivos para o fazer.

Em jeito de conselho final - atrevo-me a dar-lhos porque como sabe, também os aceito de si - sugiro:

- Delegue mais sua representação nas iniciativas externas e delegue o menos possível a Câmara.

- Não desconfie à partida de ninguém, mas não confie também cegamente em ninguém como ponto de partida. Os bons profissionais da administração pública conseguem obviamente ser sempre bons profissionais independentemente da caracterização dos políticos a quem servem, mas os contágios à vezes acontecem e persistem independentemente das mudanças de poder».

publicado às 23:20

VALONGO - DE GEORGE ORWELL...

Sobre o negócio escuro envolvendo os terrenos 'surripiados' aos anteriores proprietários por 'tuta e meia' - afinal, estavam em área REN e 'tuta e meia' era mesmo o valor justo - quero acrescentar ao muito que já escrevi, o seguinte:

 

Afinal, como logo a seguir - minutos depois da venda, para sermos mais precisos - ´tuta e meia' não era o valor justo, conforme ficou plasmado na escritura seguinte e graças a um documento precioso que apareceu apenas naquele momento.

Em linguagem pura e dura, pode-se portanto afirmar que os proprietários foram ROUBADOS e se não estivéssemos em Portugal, isso seria CRIME.

 

Mas como se o crime de roubo não bastasse, veio a seguir o crime de enriquecimento ilícito com a apropriação de parte do produto desse roubo pelo conhecido "testa de ferro" do 'criminosos - o grupo NOVIMOVEST/SANTANDER.

 

E como 'não há dois (crimes) sem três', vem a seguir o não menos grave de todos, o ATENTADO AMBIENTAL consubstanciado  no corte de toda a vegetação, na terraplanagem gigantesca que se lhe seguiu, na alteração de cotas, na movimentação de milhares de toneladas de inertes e na passagem 'à clandestinidade' do ribeiro de Junceda, sendo que de tudo isto não se conhece nenhuma acção da Câmara instaurando contra-ordenações, impondo o embargo dos trabalhos cobrando enfim - ao menos isso - pesadas coimas a favor do erário público.

 

A Chronopost veio logo a seguir para a pequenina parte do ATENTADO que foi destacada através de um processo de excepção ao PDM e lá está.

E talvez porque se sinta só, a Câmara tirou hoje da púcara o coelho há muito prometido da plataforma logística da Jerónimo Martins, que de tão marinado já fede que se farta - a CORRUPÇÃO, evidentemente!

Está agendada para a reunião pública de Câmara - próxima quinta-feira às 15:00 horas - a assinatura de um contrato de Urbanização com a JMR - subsidiária do grupo Jerónimo Martins - e envolvendo ainda a Novimovest.

 

Nem mais!

 

José Manuel Ribeiro esquece tudo o que foi denunciado à altura em todos os Jornais e Televisões e que se enconta aliás pendente para apreciação do Ministério Público através de algumas queixas, esquece a omissão de acção da Câmara de Fernando Melo, esquece o favorecimento ilícito, esquece o envolvimento no negócio de técnicos da Câmara ainda ao serviço, esquece o respeito pelos eleitores que determinaram a mudança de poder em Setembro e resolve apresentar a grande (promessa de) vitória que é a de trazer o merceeiro-mor para Alfena a troco da (mirífica) garantia(?) da criação de emprego!

José Manuel Ribeiro começou mal - porque começou pelo fim e quem começa pelo telhado não constrói casa que se veja... 

Enquanto não esclarecer todos os crimes que antecedem este contrato, José Manuel Ribeiro está a agir à margem da Lei.

Enquanto não garantir que o dono do terreno é uma entidade de bem, enquanto não assegurar alguma forma de reversão do enriquecimento ilícito em favor do erário público, o presidente de Câmara está a ser igual aos que o antecederam e isso ninguém lhe perdoará!

 

Já agora, seria interessante que esclarecesse o seguinte:

 

- Tem alguma procuração do seu colega de Santo Tirso para o representar neste negócio?

- Pode explicar porque estranha transumância é que terrenos de do "Vale do Porco", entre outros, saltam de Água Longa, Santo Tirso, para Sobrado/Campo?

(Só para que saiba, eu tenho as escrituras de compra e também as de venda - que aliás são públicas).

- Como é que se conseguiram 'martelam' os registos matriciais iniciais?

- O seu colega de Santo Tirso sabe disto?

 

O recorte:

 

 

 Começam a ser demasiado preocupantes algumas semelhanças  de Valongo com a alegoria de George Orwell - a 'Animal Farm' ou o 'Triunfo dos Porcos'...

publicado às 21:18

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