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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

CÂMARA DE VALONGO - 'MAIS INVESTIMENTO MAIS EMPREGO'. POIS...

Prévia declaração de interesses:

 

Conheço o arquitecto Vítor Sá apenas socialmente, não tenho nenhuma pendência pessoal com a Câmara em que ele seja parte e mesmo nos casos que a pedido de vários munícipes tenho vindo a acompanhar, tanto quanto me foi dado perceber, em nenhum houve intervenção directa deste funcionário superior da Câmara.


 

Já por diversas vezes tive oportunidade de referir neste Blog que considero absolutamente inadmissível que ao longo do mandato anterior e depois da condenação do arquitecto Vítor Sá a 3 anos e meio de prisão por um crime de corrupção passiva, o executivo não tenha extraído nenhuma consequência compatível com esta sanção da primeira instância judicial, nomeadamente, através de um processo disciplinar interno visando punir - ou afastar dos quadros do município - o referido arquitecto.

Esta mesma opinião foi por mim manifestada em intervenções públicas nas reuniões de Câmara, facto que incomodava visivelmente o então presidente Fernando Melo, o qual sempre se esquivou a dar grandes explicações.

Por isso mesmo requeri 2012 uma informação escrita sobre o assunto, tendo recebido como resposta este verdadeiro 'mimo' de rigor e clareza e acima de tudo, de português escorreito - ver o recorte que se segue - assinado pelo chefe de gabinete de Fernando Melo:

 

É claro que sou capaz de conceder que tendo o arquitecto Vítor Sá recorrido da pena, qualquer acção interna pudesse sempre aguardar pela decisão final  sobre o recurso  e pelo seu trânsito em julgado. 

 

Ora o referido trânsito em julgado ocorreu já há bastante tempo - tanto quanto sei, há já mais de um ano - e não se estranhando que o executivo anterior nada  tenha feito, o mesmo já não se pode aplicar de modo algum ao executivo actual, que foi eleito com a promessa de MUDAR VALONGO e libertar o nosso Concelho das garras da corrupção que o manietaram durante 20 longos anos!

 

Mas como se esta lamentável e quase criminosa omissão não bastasse, o arquitecto Vítor Sá ganhou um novo e reconfigurado protagonismo, na órbita próxima do Presidente, participando em todas as acções de preparação fase final da revisão do PDM, nas várias iniciativas de discussão pública que quase sempre liderou e até mesmo na última acção de apresentação dos resultados da discussão pública que decorreu há dias em Ermesinde em que foi ele fazer as apresentações e a dar a maioria das respostas - em nome da Câmara.

A par disso, 'ganhou' ainda um novo gabinete - criado expressamente para ele? - chamado Gabinete Mais Investimento Mais Emprego!

 

Pois...

 

Também no famigerado, repito, famigerado - e também lesivo dos interesses de Valongo - Contrato de Urbanização com a Novimovest e a Jerónimo Martins para a construção em Alfena de uma plataforma logística ele é o elemento de contacto da Câmara para o acompanhamento do assunto! - ver recorte a seguir.

 

Ora, sendo o chamado 'garimpo de Alfena' um caso de referência - e de estudo também - onde a corrupção está em todos os detalhes e também no todo, é curioso que o arquitecto Vítor Sá - que foi condenado a 3 anos e meio por corrupção - tenha sido indicado por José Manuel Ribeiro em representação da Câmara!

 

O recorte:

 

 

Como é costume dizer-se nestas circunstâncias, "as acções ficam com quem as pratica" e se José Manuel Ribeiro quer que (ainda) continuemos a acreditar que não tem nem quer ter nada a ver com corrupção, vai ter de se esforçar um pouco mais.

 

Não que não gostasse de assistir a um genial 'golpe de asa' do novo presidente, mas com toda a sinceridade e com pena minha, não acredito mesmo!

 

 

  

 

 

publicado às 20:00

VALONGO DO NOSSO DESCONTENTAMENTO - "...FRACO REI FAZ FRACA A FORTE GENTE"

Eu tive um sonho...

 

Tal como Egito Gonçalves (com Luís Veiga Leitão e Papiniano Carlos) em 1973, eu e mais uns quantos amigos quase tão ingénuos quanto eu, ousamos 'Sonhar a (nossa) Terra Livre e Insubmissa' - decorria o 'longinquo' ano da graça de 2013... 

 

Valongo é apenas uma minúscula mancha no mapa do País mas mesmo assim, achamos que valia a pena ajudar a transformar este dormitório às portas da Invicta em terra de gente igual à gente da Cidade Grande.

 

Os sonhos têm sempre a dimensão de quem os sonha  e a dimensão do meu foi apenas até onde a vista alcançava. Mesmo assim ainda é vasto o território de Vallis Longus, esta terra de ouro, ardósia e regueifa onde escolhi viver há quase 30 anos e da qual gosto (quase) tanto como da vizinha do lado, onde nasci e vivi a minha juventude 'pré-militar' e onde vou de vez em quando para visitar amigos de infância ou comprar Jesuítas - sim porque digam o que disserem, iguais aos da Confeitaria Moura em Santo Tirso não se fazem em lado nenhum - perdoem-me a imodéstia.

 

Valongo foi para mim durante cerca de 2/3 dessas quase três décadas, uma perfeita antítese de qualquer sonho que valesse a pena. Foi até em muitos momentos concretos, mais pesadelo que sonho, mas sobre isso já escrevi quase tudo o que me ocorreu oportunamente escrever.

 

Tudo isto para dizer que quando alguém tenta desesperadamente e durante tanto tempo - quase 20 anos neste caso - colocar distância entre o pântano que vê alastrar à sua volta de forma insidiosa e ameaçadora e a réstia de enseada - de águas límpidas, aparentemente - que de repente começa a vislumbrar na linha do horizonte próximo, é fácil 'tomar a nuvem por Juno'.

Ou dito de outra forma, o risco de confundir a 'Barca do Inferno' com uma qualquer outra barca é um risco real...

 

Foi o que aconteceu comigo  no tal 'longínquo' ano da graça de 2013...

 

Pensava eu e os ingénuos que me acompanharam no 'acto de sonhar' que iríamos todos conseguir MUDAR VALONGO, que depois de termos batido no fundo, a coisa só podia melhorar.

Era verdade, mas apenas pela metade: efectivamente, ainda que não piore, existe sempre a possibilidade de a situação persistir inalterada. Foi isso que aconteceu, o que no caso específico de Valongo assume a dimensão de quase catástrofe.

 

Lembro-me como se fosse hoje, daquela frase soltada por um grande amigo que nos acompanhou no crédulo percurso visando pôr distância entre nós e o pântano e nos debatíamos com o dilema "embarcamos, não embarcamos" - cito-a de memória:

 

"... é fraquinho - referia-se ao homem que vinha ao leme da 'barca' - mas ainda não tem 'cadastro' - por comparação com os navegadores da barca do pântano...

 

Tinha razão. Era (é) fraquinho o timoneiro...

 

E como escreveu o grande Camões no Canto III, estrofe 138 dos Lusíadas, "...fraco Rei faz fraca a forte gente".

 

Apesar da urgência da saída para espaço aberto e águas mais profundas, tem persistido em manter-se entre margens e nas águas turvas do canal, entretido numa estéril sequência de pequenas regatas com muitos floreados, que podendo encher o olho às gentes que lhe admiram a destreza, não o conduzem a lado nenhum e muito menos a bom porto.

 

Aplausos entusiásticos lhe prodigalizam os basbaques e mais alguns profissionais das 'palmas coreografadas' à mistura. Bolina! bolina! lhe gritamos nós, tentando que nos ouça no meio do encenado coro que é música para os seus ouvidos.

 

Ingénuos talvez, ainda mantínhamos uma réstia de crédito nas suas boas intenções iniciais, mas tal como a areia fina da ampulheta, também o nosso benefício da dúvida se esgotou rapidamente, determinando o fim de um ciclo - um fim que não tem mais princípio, porque é o fim de um sonho e não há nada de mais violento e irreversível do que o 'assassinio premeditado' de um sonho! 

 

 

 

 

 

 

publicado às 13:54

O PAÍS ESTÁ DE FÉRIAS...

Antes que mo recordem, eu sei que estamos em período de férias!

 

Porém, cada vez mais nós conseguimos perceber o enorme contraste entre esta afirmação e a cruel realidade do País real onde uma das principais diferenças tem a ver com os preços configurados para os emigrantes endinheirados - cada vez mais raros -  e os turistas sem mochila ou chinelos de meter o dedo, estes parece que a aumentar relativamente ao ano passado...

 

Dividimo-nos portanto entre entre o custo das férias que pesam mais a quem as não tem e se vê forçado a confinar-se irremediavelmente ao habitat de todos os dias e as que desembocam em alheias alegrias de quem as tem de facto  e não consegue resistir a partilhá-las de forma ostensiva e parola nas redes sociais em 'pornográficas' exibições de novo-riquismo 'enriquecidas' com profusas adições fotográficas onde se ilustram ao detalhe os 'inesquecíveis' momentos de burrice à portuguesa na companhia tantas vezes de quem não partilha desta lamentável forma de estar e nem sequer dá autorização para ser 'partilhado' através do bacoco 'portefólio'.

 

Desde informações relevantes (?) do género "a descontrair no sofá, assistindo ao filme (com bolinha) da CM-Tv" ao não menos original "sentado na sanita (à espera de vontade?) lendo o primeiro da trilogia As Cinquenta Sombras de Grey", tudo pode ser encontrado por aí, numa qualquer 'actualização de estado' no Fecebook ou num inspirado 'tweet' partilhado com os amigos - com os que estão para aí virados e também com os outros...

 

Mas tudo isto a propósito de quê?

 

Ah! Já me lembro! O País está portanto de férias.

 

Ele são as festas e as procissões com políticos a mostrarem-se urbi et orbi e fazendo a respectiva prova de vida, são os concertos e stand-up comedy em 'alguidares de baixo ou de cima', os festivais da francesinha com e sem sotaque, o porco (de aviário) no espeto - tudo à medida do orçamento mais ou menos recheado das respectivas comissões de folia, perdão, de festas ou da magnanimidade mais ou menos contida do senhor presidente (da Junta, da Câmara, do conselho de administração desta ou daquela empresa do regime).

 

 

Como diz o Povo, "quem não tem cão caça com o gato" e se não se pode pagar um Quim Barreiros, arranja-se um outro Quim qualquer, que depois do segundo jarro de sangria e da terceira bifana incendiária, já ninguém consegue distinguir um Herman José do mais insignificante entertainer local. 

 

Depois, vêm aquelas originais publicações 'facebukianas': "a nossa parvónia exulta de festa e alegria. Obrigado senhor presidente", ou o "alguidares de cima está na moda", entre outras...

 

Eu sei que a festa e a festança não deixam de ser importantes neste momento em que o comércio local - de quase todos os locais - vive momentos de verdadeiro sufoco, mas daí a considerar que o contributo dos senhores presidentes (da Junta da Câmara da comissão de folia) se esgota na promoção do forrobodó e que essas ajudas os dispensam da prometida construção ou do arranjo da estrada, dos passeios que faltam há anos, do reforço dos apoios sociais aos que mais sentem a dureza da crise, da reparação dos equipamentos desportivos comunitários - e não apenas daqueles que servem os Clubes por mais relevantes que sejam - do reforço dos transportes escolares, de, de e de...

 

Por isso meus amigos 'batedores de palmas' mais ou menos entusiásticas nas redes sociais, sempre que vos apeteça aplaudir a festa e a festança, seja em 'alguidares de cima ou de baixo' ou repetir 'ad nauseam' aquele "obrigado ao senhor presidente", não se esqueçam de lhe lembrar também aquelas coisinhas urgentes que continuam à espera de melhores dias - em 'alguidares de baixo' e de 'cima' também...

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado às 10:27

EM POLÍTICA, TAL COMO NA LOJA DE PORCELANAS, NADA DE ELEFANTES...

Não sei se Seguro tem dotes que eu desconheça e que o dotem especialmente para ser o ‘tac’ do ‘tic-tac’ da deprimente alternância (des)governativa do País. Não estou a ser irónico, não sei mesmo!

Tal como a Lua, também ele é bem capaz de ter a sua parte negra e quem é que vai saber como ela é?

 

Mas admitindo que tem esses dotes, Seguro está rodeado de pessoas que seguramente os não têm. E disso eu estou seguro!

 

Partindo de um exemplo simples para facilitar a compreensão, como pode o todo ser óptimo se for o somatório de muitas partes medíocres?

 

Algumas dessas partes eu conheço-as bem, cruzo-me com elas nas escadinhas do calvário que eu e muitos cidadãos continuamos a ter de calcorrear para aceder à variante local de um poder que devia ser do Povo, mas não é de todo – ainda não é...

 

Seguro tem muitos apoios ao nível do núcleo do poder local do nosso Concelho, apoios replicados, como seria de esperar, ao nível dos batedores de palmas da nossa equipa governativa municipal. Não estou seguramente a dar nenhuma novidade a ninguém.

 

Mas se assim é...

 

Isto é, se Seguro tem os tais dotes que eu desconheço, tendo-os, então é caso para lhe dizer que melhor faria se dispensasse a claque que por aqui lhe emprestaram. A política não é tão frágil como uma loja de porcelanas mas mesmo assim,  seria avisado da sua parte se impedisse a entrada de elefantes na promoção das suas acções de campanha. É que também nestas os ditos podem provocar estragos irreparáveis...

 

 

publicado às 00:00

JORNAL A VOZ DE ERMESINDE - 'LIGAÇÕES PERIGOSAS'...

Sou há vários anos um seguidor atento do Jornal A VOZ DE ERMESINDE - assinante, apenas há cerca de 2...

 

Em termos de imprensa local as opções também não eram muitas: durante muito tempo o concorrente mais directo mas a anos luz em termos de seriedade, era aquele que eu por semelhança fonética chamava o 'correio do dono' tendo mais recentemente surgido outro concorrente, 'novo' de seu nome, para tentar singrar por entre os escolhos da imprensa local e que não é fácil.

Não tardou muito o assédio aparentemente bem sucedido de um 'novo dono' - se consegue ou não consolidar ou não a posição de domínio ou se se tratou apenas de uma estratégia temporária e restrita a um período concreto, é coisa que veremos num futuro próximo...

 

Neste Jornal escrevi uma vez ou outra, como aliás escrevi também nos concorrentes regionais que aqui se distribuem (mais num deles que sem 'viver cá', chega regularmente até nós - com excepção do tal 'correio do dono' original evidentemente, que nesse nem me deixariam nem eu aceitaria gastar o meu latim...

 

Assisti e testemunhei algumas batalhas do AVE contra as tentativas do 'dono´do Concelho e dos seus apaniguados para silenciarem todas as vozes incómodas que se atreviam a dizer de vez em quando - sempre que podiam - que 'o rei ia nu'.

Escrever de forma livre nunca foi fácil para nenhuma imprensa regional e em Valongo, sobretudo ao longo dos últimos 20 anos, ainda o foi menos.

 

Testemunhei o esforço, nem sempre bem conseguido porém sempre tentado pelo AVE para singrar sem mordaças e habituei-me desde há muitos anos a cruzar-me nas reuniões públicas de Câmara e em alguns eventos concelhios, com o Jornalista que dava a cara pelo Jornal, um homem discreto, de trato afável, de diálogo comedido e assertivo, Luís Chambel.

 

Foi este mesmo Jornalista que foi 'corrido' das instalações do Jornal de uma forma vil há cerca de um mês atrás pelos donos do mesmo - a Direcção do Centro Social de Ermesinde - só porque se atreveu a publicar a minha 'carta aberta ao presidente da Câmara' onde entre outras coisas, fazia algumas alusões à corrupção de Valongo.

 

Henrique Rodrigues, presidente da Direcção tinha 'boas razões' - boas para ele evidentemente - para tomar a atitude 'neofascista' que tomou - ou ter-se-á apenas prestado ao modesto papel de simples 'moço de recados' às ordens dos incomodados com o meu texto?

Suspendeu o Luís Chambel através de um processo disciplinar com vistas ao seu despedimento, numa altura em que a directora do Jornal decidiu também pôr termo à sua colaboração com o Jornal e assim, de uma única penada, ficou em condições de assumir ele próprio a direcção do  AVE e a 'nobre missão' - nobre para ele - de 'enterrar o morto' - sim porque é disso que se trata, de um insidioso processo de sedação dos leitores e assinantes do Jornal no sentido de o 'desligar da máquina'.

 

Henrique Rodrigues escreveu no 'Editorial' do último número "que andam para aí umas almas inquietas (...)" - com o atentado à liberdade de expressão e ao respeito pelas mais elementares disposições do estatuto dos Jornalistas, completo eu.

 

E a minha inquietação não é tanto com os eventuais 'paus-mandados' que se prestam a este papel, mas principalmente com os mandantes!

 

As evidências são tantas, o ruidoso silêncio dos mesmos é de tal ordem, as ligações do CSE (Centro Social de Ermesinde) ao centro do poder municipal - a Valis Habita em cujo Conselho de Administração está um membro da direcção do CSE, é uma empresa municipal - são por outro lado tão evidentes, que outra ilação nunca poderia ser retirada depois da lamentável atitude tomada pelos donos do AVE.

publicado às 19:35

UMA DÚVIDA TRNSCENDENTAL: O QUE FARÁ O NOSSO PRESIDENTE DA CÂMARA NA 'LOJA PASSOS MANUEL'?

Em princípio, não tenho nada contra sociedades secretas, mas também não tenho nada a favor.

 

Oooops... acho que acabei de me contradizer relativamente à primeira afirmação, mas pronto, fi-lo está feito!

 

Muitas das coisas aparentemente inexplicáveis com que vamos convivendo no nosso dia-a-dia de cidadãos de Valongo - coincidências estranhas de posições, vindas de decisores políticos, institucionais, desportivos ou outros aparentemente antagónicos - talvez possam ser melhor entendidas à luz DESTA IMENSA LISTA - nacional - dos maçons portugueses e do recorte relativo à Loja Passos Manuel.

 

Quando envergam o avental para se acolherem sob a 'asa protectora' do Grande Arquitecto do Universo os irmãos dão-se todos muito bem e às vezes continuam a dar-se bem, mesmo depois de o despirem...

 

O destaque - e o nosso orgulho (?) como valonguenses - por nela encontramos (na Loja Passos Manuel) o nosso presidente da Câmara, José Manuel Pereira Ribeiro...


 

 

publicado às 14:10

'ESTOUATOPALOS' ESCREVEU E EU ASSINO POR BAIXO...

Mais uma vez puxo 'cá para cima' o comentário que se segue - de alguém que se assina 'estouatopalos'.

 

Eu também estou - a topá-los...


 

Estouatopalos, deixou um comentário ao post E PORQUE 'NÃO HÁ DUAS SEM TRÊS', OU MAIS - A ANALOGIA DO 'REBENTA-MINAS'... às 10:30, 2014-08-09.

Comentário:


Ensinam o quê ? Questionou o A. da Vicência no postal anterior a propósito da participação dos srs professores doutores convidados pela CM para a sessão sobre a discussão pública do PDM, realizada há dias no Forum de Ermesinde. Espantoso foi o esforço dos ditos cujos na tentativa de desvalorizar, de branquear as malfeitorias cometidas, em especial, a negociata obscena dos "dezasseis milhões em dez minutos" do Novimovest/Santander em conúbio com autarcas corruptos e testas de ferro vários. Com comportamentos destes só podem ensinar matérias referentes à Chicologia, tambem conhecida como a ciência do Chico Esperto, como, aliás, ficou bem demonstrado na referida sessão. Ficam explicadas as sucessivas bancarrotas do nosso país após o 25/04, é gente desta que nos tem desgovernado, meros serventuários ao serviço de interesses espúrios que não são os nossos nem os da nossa gente. São, também, estas pseudo elites, estes professores doutores da treta, que formam (?) "a geração mais bem preparada de sempre"... para a emigração ou para operar as caixas registadoras dos híperes, enriquecendo os merceeiros Belmiro, Xano e quejandos à custa de salários miseráveis, absolutamente aviltantes. É esta gente que precisa, sim, urgentemente, de voltar à velha Escola do antigamente. Se não para as primeiras letras, para umas boas reguadas, seguramente... Estouatopalos

 

publicado às 11:33

AS COISAS QUE A CÂMARA DE VALONGO FARIA COM 16 MILHÕES DE EUROS...

Quase todos os dias, de forma sub-reptícia ou explícita, José Manuel Ribeiro faz questão de nos recordar que a Câmara de Valongo não tem dinheiro para 'fazer cantar um cego'. E nós até sabemos que ele não está a mentir quando o afirma, embora por vezes constatemos algumas contradições entre este  estado de penúria e algum novo-riquismo da vida real da nossa autarquia.

 

Será assunto para futuras abordagens...

 

Percebe-se por isso que que não podendo ajudar grande coisa para aliviar através de iniciativas próprias o sufoco da maioria dos valonguenses - a pesada herança e um PAEL qual espada de Dâmocles sobre a cabeça não lhe permitem de facto muitas veleidades - ele nos tente puxar o moral para cima papagueando promessas alheias.

 

Sempre que alguém, particular ou empresa aparece para lhe oferecer um 'chouriço em troca do porco do costume' ele não hesita - porcos não faltam em Valongo e pelos vistos a Câmara e José Manuel Ribeiro consideram-se legítimos proprietários dos mesmos.

Os chouriços, como produtos processados e normalmente portadores de segredos culinários bem guardados, são um tipo de bem de consumo bastante exclusivo e muito procurado e portanto, perfeitamente 'equiparável' à vulgar moeda - de troca neste caso.

A Jerónimo Martins comercializa-os aos milhares de toneladas um pouco por todo o mundo consumista.

 

'Porcos' e 'chouriços' são obviamente figuras de estilo. 

 

Um porco bem anafado é por exemplo aquela UOPG 06 de Alfena (Unidade Operativa de Planeamento e Gestão) onde se insere a Chronopost e que se prolonga por uns vastos hectares da nossa Fonte da Prata - tantos quantos ocupa aquele que é o nosso principal 'ex-líbris': o AIA ('Aeroporto Internacional de Alfena'). 

 

No início era magrito o animal  - os donos anteriores não dominavam a arte da engorda rápida - mas depressa evoluiu para o seu estado actual, graças a uns certos 'aditivos' fornecidos pelo conhecido vereador de Fernando Melo, José Luís Pinto, que como se recordarão os mais atentos, se especializou neste tipo de 'agropecuária/trafico urbanístico'.

 

Do dia para... o próprio dia, o dito porco passou, em peso de carne limpa, do modesto valor de 4 milhões porque foi comprado, para os 20 porque foi vendido. Dizem alguns, contrariando a opinião geral dos alfenenses relativamente à ainda elevada poluição do nosso Leça e restantes linhas de água, que engorda tão rápida só foi possível graças à colocação na gamela da lavadura, de uns quantos litros do atulhado Ribeiro de Junceda.

 

Realidade! Mito urbano? Um dia destes saberemos...

 

Mas o que gostaríamos mesmo de perceber - aqui e agora - é a razão que leva o nosso presidente da Câmara a abdicar do direito de propriedade sobre o 'porco final' - já com engorda e tudo - uma vez que quer os 'aditivos' usados por José Luís Pinto, quer a água (aparentemente) poluída do Junceda são do Povo de Alfena e de Valongo.

A margem de lucro de 16 milhões gerada pela transacção ajudaria seguramente a colocar 'pão na mesa' de muitos concidadãos, ajudaria a tornar menos difíceis algumas ruas de Alfena e restantes irmãs, construindo os passeios que faltam ou religando a iluminação que foi desligada, ajudaria a aliviar os enormes sacrifícios de alguns dos nosso jovens no que toca aos transportes de e para as escolas, ajudaria a reforçar as sempre escassas contribuições para as várias instituições de solidariedade.

 

O que é que motiva pois José Manuel Ribeiro a colocar-se nesta posição aparentemente tão 'antisocial'?

 

 

 

publicado às 02:10

E PORQUE 'NÃO HÁ DUAS SEM TRÊS', OU MAIS - A ANALOGIA DO 'REBENTA-MINAS'...

Eu que fui um dos combatentes em causa alheia - Moçambique, 1970/1972 - uso muitas vezes a analogia do 'rebenta-minas' para me referir à forma de abrir caminho através de um qualquer 'trilho armadilhado' - ainda que apenas simbolicamente...

 

Um dos principais perigos com que a tropa se debatia quando tinha de se movimentar nas difíceis picadas usando viaturas de transporte, eram as minas colocadas no caminho.

A difícil e demorada progressão fazia-se geralmente através de uma de duas formas: com um grupo de 'picadores' apeados à frente da coluna, tentando localizar os engenhos enterrados, sendo que a primeira viatura era a que corria maior risco de detonar algum deles que tivesse passado à 'picagem'. A outra forma, que permitia obter algum incremento na velocidade de progressão, era dispensar o grupo apeado e colocar acoplado à frente da primeira viatura uma 'zingarelho' improvizado semelhante a um daqueles cilindros da construção civil para compactar pavimentos, o qual ao pisar o engenho, detonava o mesmo, ficando normalmente reduzido a um monte de sucata.

Esta solução comportava dois problemas: o primeiro era que numa mesma viagem, às vezes se destruía várias vezes o 'zingarelho'  obrigando à sua 'reparação' vezes sem conta e até não poder mais. O segundo, era a possibilidade - não muito frequente' - de se encontrarem engenhos temporizados que deixavam passar a primeira, ou às vezes mais viaturas até finalmente explodir.

 

Ora bem...

 

Aqui em Alfena e como é do conhecimento de (quase) todos os valonguenses, trava-se já há alguns anos uma verdadeira guerra de guerrilha entre um perigoso grupo de garimpeiros ilegais e as forças da lei - alí para os lados do novo aeroporto internacional da Fonte da Prata...

 

Da mesma forma que no exemplo da 'guerra do ultramar', também os garimpeiros/terroristas do grupo Novimovest concluíram que estavam a perder demasiado tempo com a progressão apeada naquela 'picada' imensa a seguir à Chronopost, tendo decidido há cerca de um mês, mais coisa menos coisa,  mudar de táctica e colocar algum incremento na progressão, recorrendo ao 'zingarelho' Jerónimo Martins.

 

Nos tempos que correm, todas as promessas sobre a criação de emprego são música para os ouvidos do Povo, Povo esse que às vezes representa um verdadeiro campo armadilhado para aqueles que se dedicam ao 'tráfico', ainda que apenas urbanístico, pelo que nada melhor para 'desarmadilhar' o Povo do que recorrer ao 'rebenta-minas/zingarelho' emprestado pelo merceeiro-mor de Portugal, Polónia e outras colónias de aquém e além-mar da Europa e arredores.

 

A Jerónimo Martins e a sua 'plataforma logística' estão portanto para o Povo de Alfena como estava o improvizado 'zingarelho' das picadas de Cabo Delgado em Moçambique para as nossas tropas, sendo que este último permitia às 'forças do bem' progredirem com alguma segurança iludindo os 'terroristas', enquanto o primeiro tem o efeito nefasto e inverso: permite a progressão dos traficantes e obriga as forças do bem a regredir.

 

O actual presidente da Câmara de Valongo pode não gostar da analogia, pode até não entender o verdadeiro significado da mesma, ele que não passou pela experiência traumática da 'guerra do ultramar', mas a verdade é que lhe acoplaram à viatura de serviço o dito 'zingarelho'  e o colocaram na cabeça da coluna a abrir caminho naquela picada imensa a que os alfenenses chamam o seu aeroporto. Atrás, confortavelmente instalados nas limusinas blindadas e climatizadas, seguem os garimpeiros da Novimovest/Santander, sendo que na cauda da coluna e devidamente protegido, vai o carro do dinheiro - 16 milhões de Euros de mais-valias, obtidos na garimpagem ilícita e mafiosa efectuada nos terrenos REN, RAN e equiparados com a assessoria técnica do então vereador José Luís Pinto e do 'prospector' Jaime Resende.

publicado às 17:33

E POR FALAR EM 'TRAFICANTES DE URBANISMO'...

Do meu amigo A. da Vicência, chegou há pouco o comentário que se segue, sobre o meu post anterior.

 

Bem ao seu estilo, aliás, bem ao estilo do que ontem dissemos na sessão pública de Ermesinde onde apenas uma solitária voz se levantou para entoar um tímido 'cantico de louvor' ao trabalho de 14 anos dos técnicos e decisores políticos da Câmara e que culminou com o trabalho de péssima qualidade que é a proposta de PDM que percorre agora os 'metros finais' antes de cortar a deprimente meta.

 

Eis o comentário, que com a sua autorização, assino por baixo:


A. da Vicência a 8 de Agosto de 2014 às 11:50

O grande beneficiário nesta negociata de milhões é o Santander/Novimovest, o qual, investe forte na Universidade do Porto. 
Em 2013 foram mais de seis milhões de Euros investidos no ensino superior em Portugal.
O denodado esforço dos srs professores, orador convidado e moderador, em relativizar, em branquear as malfeitorias cometidas fez suscitar em muitos dos presentes sérias dúvidas.
De todo o modo "à mulher de César não basta ser séria"...
Pareceu-nos, pela expressão, que o moderador acusou o toque quando alguém fez referência a essa situação de "união de facto".
O presidente do Santander Portugal, o grande campeão dos swaps é importante não esquecer, António Vieira Monteiro, (ver JN de 30-07-2014, página 10) "não aceita que se reduza esta relação a um negócio: é responsabilidade social". Ele lá sabe...
Esperávamos, nós pobres campónios ignaros, escutar, deslumbrados, sábias palavras de tão ilustres professores lá bem do alto da sua cátedra, que pelo que se ouviu, também têm uns ganchos, uns biscates, em alguns municípios.
Uma rotunda decepção, estavam ali, penosamente, a tentar defender o indefensável, pairava no ar um indelével cheiro a frete.
Quando era mais novo, já lá vão muitos anos, ouvia aos velhotes:
"Quem sabe faz, quem não sabe ensina".
Ensinam o quê ?

A. da Vicência

 

publicado às 11:59

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