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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

APLAUSOS (APENAS) A QUEM OS MEREÇA...

Captura de ecrã 2021-10-20, às 22.20.40.png

Para os alfenenses mais distraídos e, porque não também, para todos os restantes Valonguenses que apenas vêm a nossa cidade a efervescer de obras municipais e que por causa disso acham que o presidente da Câmara reeleito para um terceiro e último mandato deve ser aplaudido de pé por esse facto, convido-os a fazerem comigo uma pequena reflexão:

 

- José Manuel Ribeiro, e antes dele também Fernando Melo, levaram a discriminação negativa a que Alfena tem sido votada ao longo dos últimos anos no que toca aos investimentos municipais, a um nível verdadeiramente inaceitável.

(Um simples e pequenino exemplo: há dois anos, se a memória não me engana, para ser disponibilizada uma primeira e pequena verba destinada à construção de uma nova sede para a Junta de Freguesia foi necessário um grande empenho da oposição na Assembleia Municipal que teve de se consertar e unir para conseguir convencer o presidente do executivo a introduzir a referida verba no orçamento desse exercício. Mas tão depressa a mesma foi integrada como logo desapareceu no  orçamento do ano seguinte!).

Por causa desta famigerado tratamento relativamente à 'enteada' de Valongo, a Junta cessante, através do seu presidente Arnaldo Soares, foi tecendo inúmeras críticas ao longo dos últimos anos socialistas chamando a atenção para a forma como Alfena era tratada. Mas o pior de tudo - e como resultado directo desta postura discriminatória da Câmara - é o facto de (quase) todas as Associações e Instituições da nossa cidade terem também 'levado por tabela'.

Comentavam os mais afoitos na crítica livre e descomprometida, que Alfena só seria tratada de forma diferente quando o PS ascendesse ao poder e derrotasse o projecto independente dos UPA – aliás, este entendimento foi sendo alimentado pela própria bazófia socialista do presidente da Câmara que não se coibia de afirmar a quem o quisesse ouvir - e fê-lo logo no início do anterior mandato - que “Valongo é socialista em todas as freguesias menos em Alfena, mas também esta vai sê-lo mais cedo que tarde”.

E foi e neste caso, com uma maioria absoluta.

Mas...

Terá esta vitória acontecido por mérito dos socialistas alfenenses, uma parte deles aliás,  já candidatos em eleições anteriores?

Não! Em Alfena não foi o PS que ganhou, mas sim os Unidos por Alfena que deram a vitória a José Manuel Ribeiro!

(Este pequeno parêntesis para perguntar se alguém tem a mais pequena dúvida de que, se Arnaldo Soares e o seu grupo se tivessem recandidatado, teriam sido eles a ganhar uma vez mais?).

Portanto, algumas perguntas se impõem:

- Que é que terá levado Arnaldo Soares a desistir de lutar pelo seu projecto – e por Alfena,, para utilizar uma expressão que ele repetiu inúmeras vezes?

- Porque entregou ele então o “ouro ao bandido” desta forma demasiado fácil – aparentemente pelo menos ?

- Porque não apoiou o seu grupo para um novo mandato – grupo aliás, que concorrendo sob cores partidárias ainda tentou utilizar uma analogia fonética entre o seu projecto “Unidos por Todos” e o projecto dos “Unidos por Alfena”?

- Que razões pessoais, ainda que relevantes e sempre atendíveis, o poderiam limitar de forma incontornável num próximo mandato, que sempre poderia ser assegurado através de uma gestão porventura mais partilhada (como aliás aconteceu nos mandatos anteriores em que apesar de não estar a tempo inteiro na Junta nem por isso o trabalho deixou de ser feito?).

- Terá José Manuel Ribeiro conseguido vencê-lo pelo cansaço ou por outro lado, ter-se-á rendido Arnaldo Soares à dura lógica do socialista valonguense segundo a qual, “quem não está comigo não... mama”?  – sendo que aqui, quem não ‘mamaria’ seria Alfena...

Talvez um pouco de cada uma das hipóteses, mas em qualquer dos casos isso não é bonito! Aliás é tão lamentável que tenho a certeza que alguns dos pais do socialismo luso já falecidos devem estar neste momento a dar voltas incómodas nos respectivos túmulos tão asqueroso é o acto do seu camarada vivo ao gerir o orçamento municipal alimentado pelos impostos de todos, para discriminar positiva ou negativamente os valonguenses de acordo com as cores partidárias predominantes em cada freguesia.

Mas acredito que desta vez Alfena pode descansar e as obras vão continuar a fervilhar por estas bandas - na directa proporção do esmorecimento do brilho da ‘variante Costista’ em Campo/Sobrado onde PS e PSD vão repartir os mandatos na Junta com um ‘intruso’ (a CDU) a fazer de charneira em comparação com o semáforo cor-de-rosa que em Alfena passa a predominar absolutamente e a sinalizar a 'variante Zé das festas'!

E aqui chegados, importa dizer que até considero justo, pelas razões anteriormente expostas, que o investimento municipal na nossa Cidade dispare de forma significativa. Mas não desta forma ínvia e a todos os títulos profundamente criticável!

E se existisse um pouco mais a consciência crítica por parte de alguns dos eleitos socialistas de Alfena, então este seria o momento de fazerem esse salutar exercício, principalmente aqueles que tendo sido eleitos nos dois mandatos anteriores, foram literalmente atirados às feras sem qualquer apoio ou acompanhamento da sua estrutura partidária concelhia.

E sei do que falo, pois muitos mo foram confidenciando ao longo destes últimos anos, com profundo desânimo e alguma revolta também...

 

Portanto, o PS de Alfena pouco ou quase nada fez para justificar ou merecer esta vitória. O grupo do PS nos dois últimos mandatos na Assembleia de Freguesia – alguns dos agora eleitos incluídos – entrou mudo e saiu calado em quase todas as Assembleias de Freguesia, limitando-se a aprovar por unanimidade os projectos dos UpA – basta consultar as respectivas actas!

Em nenhum momento - as actas novamente - foi feita uma prova de vida, deixado um sinal, marcada uma posição que envolvesse Alfena e a defesa dos seus justos interesses junto do camarada da Câmara.

Não podia deixar de vos dizer isto desta forma crua, directa mas muito sincera  - e como se o fizesse de olhos nos olhos.

A partir daqui, Alfena primeiro!

E se estivermos no mesmo registo tanto melhor, porque por Alfena eu serei um de vós...

_______________________________________

PS: Querem melhor exemplo do carácter profundamente hipócrita do nosso presidente de Câmara em relação a Alfena? Então aqui vai:

Neste espaço lindo que é o nosso Parque Vale do Leça,  espaço conseguido e mantido com um significativo sacrifício financeiro para o parco Orçamento da Junta - apesar dos múltiplos pedidos feitos ao longo dos últimos anos à Câmara para que se envolvesse no projecto - José Manuel Ribeiro, de repente e para um acto formal de circunstância que durou apenas duas ou três horas, não se coibiu de 'armar barraca' - uma barraca alugada onde gastou mais de 9 mil euros. Tanto jeito que eles teriam dado há algum tempo atrás, naquelas obras feitas 'às pinguinhas' por causa da escassez de meios!

publicado às 21:50

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