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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

SOCRÁTICO EPITÁFIO...

Sócrates finalmente "morreu" e essa morte anunciada deixa-me apesar de tudo, desolado - tão desolado que não sei sequer se terei força anímica para ir ao velório e participar na encomenda da sua alma...

E desde logo, porque duvido que a tivesse - ele que desde os seus tempos de "menino de oiro" tem seguido um percurso de verdadeiro desalmado.

Mas pronto, como diria Sebastião José de Carvalho e Melo, o que se impõe agora, é "enterrar os mortos e cuidar dos vivos". Portanto, apesar da preocupante rarefacção da nossa atmosfera, exige-se - exige-o o País - que continuemos a respirar. Mesmo que na "central técnica" de Bruxelas nos tentem cortar o "oxigénio" ou nos anunciem até a nossa própria morte, essa notícia é obviamente exagerada e não devemos (por enquanto) acreditar nela!

Os mortos não lutam e nós lutamos e continuaremos a fazê-lo no futuro!

Os mortos não sentem e nós somos filhos de boa gente!

Os mortos não mexem e nós sacudimos mais uma vez a pesada canga da cerviz - já nos magoava para além do razoável!

Os mortos estão... mortos e como diz o Povo, deles não há-de rezar a história.

Pensando bem, talvez Sócrates venha a constituir uma excepção à regra. Com uma ligeira diferença: em vez de "rezar" sobre a sua tumba a dita irá muito provavelmente mimoseá-lo com uma avalanche de impropérios...

publicado às 22:01

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