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A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

A TERRA COMO LIMITE...

UM ESPAÇO ONDE ESCREVEREI SOBRE TUDO, SOBRETUDO, SOBRE TUDO QUE SEJA CAPAZ DE CAPTAR A MINHA ATENÇÃO. UM ESPAÇO ONDE O LIMITE NÃO LIMITA - APENAS DELIMITA.

ALFENA E OS "LILIPUTIANOS"...

A história que nos contavam na nossa meninice  e acho que ainda contam aos meninos de hoje, falava de uma princesa - Branca de Neve - e de uns tais 7 anões...

Sabemos pouco e acho que para o caso não tem qualquer tipo de relevância acerca da estatura da donzela, mas a fazer fé nas imagens que os vários autores que escreveram e reescreveram sobre o assunto, deveria ter pelo menos o triplo da altura dos pequenotes. Por isso, é de supor que teriam todos de fazer algumas concessões para encontrar um ponto de compromisso entre eles relativamente aos espaços partilhados à e organização do trabalho, por forma a que ninguém se sentisse afrontado na sua pequenez nem tampouco - no caso da donzela - houvesse o risco de bater com a cabeça no tecto...

Não temos por enquanto esse problema na nossa cidade de Alfena porque embora não seja (ainda) uma cidade MAIÚSCULA, os "homens pequenos" - pelo menos os que dão mais nas vistas - são apenas quatro e a "Branca de Neve" também não possui uma estatura assim tão elevada. O ponto de equilíbrio entre todos, é (supostamente) bem mais fácil do que aquele que imaginamos fosse o da fábula.

Por isso é que defendemos desde há muito os espaços amplos e abertos, onde as pessoas - e as suas ideias - caibam sem se atropelar e onde os projectos possam ser expostos, defendidos, contestados ou quem sabe, aproveitados.

Por isso é que defendemos uma cidade MAIÚSCULA, diferente da ilha onde Gulliver foi parar após o seu naufrágio e onde o seu tamanho destoava de forma evidente com o dos indígenas - os liliputianos.

Já agora e ao contrário da preocupação do Rei de Liliput, que queria ver-se livre de Gulliver "porque devido à sua estatura avantajada, comia demasiado, comparativamente com os minúsculos habitantes da ilha" - Já nessa altura a defesa do Erário Público constituía uma preocupação dos Reis e governantes - por cá, curiosamente parece que o Rei não se preocupa com essas ninharias de comer muito ou pouco - apesar de ao contrário de Liliput, por aqui os "Guliver" serem mais que muitos...

Daí não existir nenhum mal em queremos ser uma cidade MAIÚSCULA - e sobretudo, uma cidade concreta, com fronteiras definidas e onde nenhum alfenense se sinta diferente nos seus direitos nem corra o risco de arrumar as pantufas no território do vizinho, ou de estacionar metade do carro numa freguesia e a metade restante na outra, enfim, uma cidade mais concreta, menos virtual, mais inclusiva, mais amigável, menos hostil e menos avessa ás ideias dos outros.

Principalmente, porque nem sempre - ou quase nunca - os "outros" têm ideias erradas!

publicado às 14:55

2 comentários

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    cneves 20.04.2011

    Com todo o prazer aceito ser o "portador" indirecto das interrogações - aliás perfeitamente pertinentes e já formuladas por muitos outros alfenenses e tenho a certeza que ele as vai ler!
    A não ser que a Lei tenha mudado pelo facto da nossa promoção - aquela em que uns "pagaram as despesas" e os outros "comeram o almoço"- nos dispense de fazer Assembleias de Freguesia, enviar informação aos Deputados, promover a consulta prévia dos mesmos, antes da sessão, já devia estar alguma acção em curso.
    A tal frase - "a Lei sou eu" volta a esta na moda?
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